Mês: outubro 2015



Lagartixa sai de livros para encantar a todos

Lagartixa ClockO livro a “Lagartixa Clock” é o mais novo sucesso da escritora Vera Lucia Fávero Margutti, ela que já tem um vasto currículo na literatura, em especial, a infantil está encantando os leitores mirins com esta obra ficcional inspirada na realidade. Isso mesmo, a inspiração para a produção veio de dentro de casa.

Vera conta que certo dia percebeu que havia uma nova moradora na sala da casa dela, uma lagartixa. Até aí algum comum, vez ou outra nos deparamos com elas pelas paredes. Mas Vera passou a observar e constatou que o bichinho construiu morada atrás do seu relógio de parede e, no período da noite, repetidamente, esperava todos saírem da sala para começar sua caçada por insetos.

Para uma escritora, tudo pode ser inspirador. E Vera não teve dúvidas, o novo integrante da residência merecia uma história só dele. E assim, surgiu o Clock que dorme durante o dia sossegado ouvindo o tic-tac do relógio e a noite se aventura em busca de alimento. Na trama o bichinho sofre preconceito e inveja por parte dos outros personagens, mas será que ele liga pra isso?!

“A função da literatura infanto-juvenil é entreter e até instruir, desde que o leitor tire suas conclusões por meio de textos que ofereçam interpretações, que seja plural de significação e conotação dos sentidos. Tendo por objetivo desenvolver o gosto estético, o prazer por ler, a valorização da cultura, costumes e tradições, a leitura influirá diretamente no processo educativo e formativo do ser”, enfatiza a escritora.

Mesmo sem a intenção de instruir ou dar lições, o livro é altamente pedagógico. A partir dele é possível ensinar a Língua Portuguesa – leitura, escrita, onomatopeias; Matemática – primeiras noções de horas e números de 1 a 12; Ciências – animal vertebrado e invertebrado; além de temas sociais como preconceitos, inveja, homofobia e gênero, pois apesar de ser uma lagartixa com a pele rosa, ela é macho.

Outra fato que Vera destaca é que muitos pais assustam as crianças ao avistarem uma lagartixa, e os pequenos criam verdadeira aversão e nojo ao bicho. Na verdade, elas são inofensivas e fortes aliadas contra a Dengue, pois comem os mosquitos que, por sua vez, não irão te picar.

“Gostei muito do livro, porque na minha casa sempre vejo uma ou outra lagartixa, mas eu não sabia que elas são tão importante para o controle de insetos. Depois de ouvir e ler a história cheguei em casa e contei para minha mãe que é necessário a gente preservar e cuidar da lagartixa e não fazer mal a ela. Agora ela será como um bichinho de estimação, todo mundo vai cuidar. Quando vejo a lá de casa, chamo de “fada”. Eu que tinha medo, agora não tenho mais”, ressalta a leitora de sete anos, Izabely Santos.

“A obra da escritora Vera Magutti, é muito importante para a formação do hábito da leitura. O livro vem como auxílio, um caminho que leva a criança a desenvolver a imaginação, emoções e sentimentos de forma prazerosa e significativa. Além do mais, faz a criança e o adulto ver com um novo olhar o bichinho que não faz mal para ninguém, mas que muita gente tem repúdio. Depois da leitura me despertou a consciência de que devemos preservar todas as formas de vida”, enfatiza a educadora social Andréia Siqueira Gonçalves.

A obra é composta de ilustrações artísticas com texturas e brilhos que estimulam o tato e a visão dos leitores. “Minha filha tem apenas dois anos, a leitura dela ainda é restrita às imagens, mas desde o dia que ganhou o livro está encantada com o colorido das páginas, os desenhos dos personagens e a impressão em alto relevo na qual é possível ter a sensação de que você está realmente tocando a lagartixa”, ressalta Débora Cristina Martim.

“Um livro super colorido, com texto em caixa alta, faz a alegria das crianças! Na capa, Clock tem uma textura especial, ninguém resiste! Todos querem acariciá-lo, até mesmo quem tem medo de lagartixa! Pais e professores podem usar e abusar da imaginação quando o assunto é alfabetizar”, enfatiza a ilustradora Maria Cristina Vieira.

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Jornal é fonte de conhecimento

O Diário na Escola atende escolas que oferecem tanto o ensino regular, como as instituições de educação especial. A exemplo da Apae de Itambé, que participa do Programa há três anos e ao longo desse período tem constatado boa evolução dos estudantes nas propostas em que há como suporte o uso do jornal impresso.

Foto AbreNa Apae de Itambé o ensino é estendido aos alunos da Educação para Jovens e Adultos (EJA) na modalidade de educação especial. Ao sentir o crescimento didático das turmas, as professoras Neusa Maria de Oliveira e Rosangela Machado Cajueiro da Silva desafiaram os estudantes a produzirem um jornal mural.

Para a proposta ser realizada várias etapas antecederam o processo. De início os alunos leram as matérias publicadas no Diário, impresso que eles têm contato semanalmente. E assim puderam reconhecer a estrutura de uma notícia, as partes que compõem um jornal, e os fatos em destaque.

“O jornal é um meio de comunicação muito importante, é através dele que as pessoas ficam sabendo o que está acontecendo no Brasil e no mundo. Ele também é fundamental em nossa escola, pois nos ajuda a desenvolver a leitura e adquirir maior conhecimento. Eu, por exemplo, gosto de ler as notícias que envolvem o nosso estado e a editoria de Esportes”, destaca o aluno João Pedro dos Santos.

Depois de verificar os fatos publicados no Diário, os estudantes ilustraram as reportagens. Na sequência, as professoras lançaram o desafio para eles criarem textos noticiosos com assuntos da cidade em que vivem.

“O trabalho com jornal é significativo em turmas de alfabetização, uma vez que os alunos necessitam de modelos de material para entenderem a função da escrita, sendo estimulados a ler e a escrever no seu cotidiano. Por isso as propostas com o impresso propiciam maior variedade de informações para que a classe faça seus próprios textos jornalísticos”, enfatiza Rosangela.

Para comtemplar os bons resultados adquiridos após essa atividade, foi confeccionado um jornal mural com todas as produções dos estudantes. Uma ótima ideia, porque é uma forma de valorizar a dedicação dos alunos, não necessita de muitos recursos e os conteúdos ficam em exposição para o conhecimento de todos.

“Nas aulas em que temos o impresso como suporte didático os estudantes revelam maior interesse pela leitura, isso devido ao fato de trazer temas do dia a dia. Durante a etapa prática desta atividade eles se sentiram parte de uma equipe de reportagem, pois tiveram a oportunidade de explicar oralmente as matérias do Diário, ilustraram os textos e ainda viram os resultados divulgados no jornal mural”, expõe a professora Neusa.

A pedagoga Valdilene de Oliveira Silva Vieira comenta que o jornal é um excelente instrumento para divulgação das atividades pedagógicas e conteúdos trabalhados nas áreas do conhecimento. “Os alunos se sentem muito mais motivados quando veem as atividades desenvolvidas em sala publicadas nas páginas do impresso. Aqui na Apae realizamos propostas que contemplam a vivência dos estudantes, a exemplo dos classificados que vendem os artesanatos confeccionados por eles, selecionamos também notícias para que eles possam ilustrá-las e escreverem comentários, entrevistamos alunos para conhecer a opinião deles sobre diversos assuntos e divulgamos o resultado através de gráfico, semelhante aos do Diário. Enfim, a criatividade e dedicação de todos tem ajudado a construir uma boa formação para os estudantes.”

 

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O meu pai e o jornal

Os jornais estão se amontoando na casa de minha mãe sem seres lidos. Meu paizinho, que agora se mudou para o céu, não está mais lá para ler. Gostava, tinha tempo e paciência para lê-lo inteirinho. Até posso vê-lo sentado na cadeira do papai lendo seu jornal do dia. Juntava todos os jornais da semana em um montinho e amarrava para guardar. Alguém sempre precisava de jornais e ele doava. Sempre me falava: “Filha tem notícia de professora!” e me contava o que havia sido publicado. Sempre paciente recortava as notícias mais interessantes e guardava numa caixinha. Ele lia o jornal por mim. Lembrei-me que o jornal começou a chegar sábado à noite e ele dizia “Não posso ler o jornal do domingo no sábado!” E o dia que o cachorro rasgou o jornal todinho? Os dias que o jornal molhava e ele o estendia pela casa para secar. Não gostava que a gente lesse o jornal e bagunçasse tudo, tinha que deixar em ordem. Sempre atualizado tinha uma conversa agradável e atual. Dei a ele uma vez no dia dos pais a assinatura e ele nunca mais deixou de renovar. Sua assinatura venceu esta semana e não será mais renovada. Trouxe o último jornal do domingo para ler em sua homenagem. Chorando, relembrando e com saudades o li. Será que chega “O Diário” online lá no céu?

Edna Mendonça

Foto Abre

 

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Trânsito em 140 caracteres

Alunos e professores que ganharam o concurso promovido pelo Diário na Escola em parceria com a Viapar, receberam seus prêmios na sede da concessionária de rodovias.

Foto Abre

Com o tema “Seja você a mudança no trânsito” os estudantes foram desafiados a criar uma frase criativa e de efeito dentro de 140 caracteres. Para auxiliar o trabalho, os professores debateram o assunto em sala de aula e contribuíram com os bons resultados.

Foram mais de nove mil formulários de inscrições entregues às instituições de ensino parceiras do Diário na Escola, deste número apenas sete frases foram selecionadas como vencedoras.

“Foi uma alegria enorme quando a organização do Concurso me ligou falando sobre o resultado. Eu sabia que eram muitos inscritos e quase não acreditei quando soube que eu era uma das sete vencedoras. Meus colegas de classe também festejaram por mim, pois é o nome da nossa escola que estou representando hoje”, destaca a aluna ganhadora, Camila Buozo do Nascimento.

A professora que também levou prêmio, Nívia Maria de Brito participa do Programa há mais de cinco anos e conta que só no Concurso de frases já é o terceiro aluno dela que tem a frase escolhida. “Quando a gente ganha uma vez, no ano seguinte se esforça ainda mais, pois ter o trabalho reconhecido é extremamente gratificante. Esse prêmio que estou recebendo não é só meu, mas de toda a equipe escolar do município de Astorga que se dedica pela educação das nossas crianças todos os dias.”

Almir Garcia é diretor da Escola Estadual Elvira Balani, de Maringá. A instituição que ele direciona participa do Diário na Escola através do subsídio oferecido pela Viapar. “Eu não pude deixar de vir prestigiar o evento, além de termos uma aluna e professora vencedoras, percebi que este ano o nível das frases melhorou muito, o número de inscritos também foi bastante significativo e nós conseguimos nos destacar entre os ganhadores.”

Rubens Alexandre Soares é pai do aluno vencedor Kevin e esteve na premiação para acompanhar o filho nesse momento tão importante. “O dia de hoje ficará para sempre na memória do Kevin, e na minha também. Estou muito orgulhoso dele, é um menino dedicado em tudo o que faz e, com certeza, esse prêmio vai o motivar a estudar cada vez mais pois os resultados serão sempre positivos.”

“Ter um estudante da rede municipal de Marialva entre os ganhadores nos mostra que o projeto educacional que estamos realizando está no caminho certo. O Diário na Escola tem contribuído muito não só com a formação das crianças, como também dos nossos professores. Agradeço o bom trabalho que o Programa realiza nas escolas, pois oferece a todos nós um conhecimento de mundo e o acesso a um veículo de comunicação que torna alunos e professores cidadãos mais atuantes e críticos”, enfatiza a secretária da educação, Maria Inez Bria.

O prefeito de Ivatuba, Robson Ramos também esteve na cerimônia de premiação contemplando a aluna vencedora Yasmim Vitória de Souza Lima. “Dentre as atividades extracurriculares que temos na escola do município, acredito que as desenvolvidas pelo Diário na Escola são as que mais acrescentam à formação das nossas crianças. Desde o início dessa parceria sentimos uma evolução nos dados educacionais, no nível de aprendizado e na satisfação do aluno em passar mais tempo dentro da escola.”

O assessor de comunicação da Viapar, Marcelo Bulgarelli comenta que é de grande valia o subsídio oferecido aos estudantes do Diário na Escola e a realização da Promoção Cultural da Semana Nacional de Trânsito, que já virou uma tradição. “Estamos plantando as sementes para, em breve, colher bons frutos.”

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Ler para aprender a escrever

Na Escola Municipal São Jorge, em São Jorge do Ivaí, os estudantes participaram de um projeto anual que resultou na produção de livros. O ‘Ler para Aprender’ foi desenvolvido com o intuito de motivar as crianças a conhecer e gostar de obras literárias. “A leitura é algo indispensável, o aluno que lê desenvolve suas capacidades de pensar, agir e criar”, destaca a professora Rosângela da Silva Oliveira.

Foto - AbreEntre as etapas do trabalho, os estudantes pesquisaram a biografia de grandes escritores, a exemplo de Monteiro Lobato e Vinícius de Moraes. Já contextualizados sobre a esfera literária, eles receberam o desafio de criarem suas próprias obras.

Para ajudar no momento da inspiração, toda semana as crianças têm acesso às notícias publicadas no jornal O Diário, os fatos em destaque serviram de base para as produções. A matéria com a manchete “Homem morre vítima de dengue hemorrágica” comoveu os pequenos e alguns deles se uniram para fazer um livro de poemas sobre a importância em se conscientizar e prevenir a proliferação do Aedes Aegypti.

Em um dos trechos de sua obra, a estudante Julia Hernandes Granzotto mencionou: “se você não cuidar; ele vai te pegar e dano vai trazer; manchas vermelhas, febre e dor de cabeça, você vai ter.” O colega Gabriel Visentin Alexandre, em outro verso, acrescenta, “a dengue pode matar; em qualquer pocinha o mosquito pode botar, vamos cuidar! Ele pode picar.”

Livros de diferentes temas foram produzidos, com uma participação efetiva da equipe escolar e dos familiares, Rosângela garante que os resultados foram bastante satisfatórios. No encerramento, os alunos apresentaram suas obras para toda a instituição.

“Adorei o projeto, pois aprendi muitas coisas novas. Além de me sentir motivado a ler mais, hoje consigo produzir textos com maior facilidade”, ressalta o aluno Paulo Gabriel Ragni.

A diretora Sueli Sisti Crubelati afirma sobre o quanto o hábito da leitura é necessário na rotina das pessoas. “Ela estreita caminhos para ampliar nossos conhecimentos e possibilita a aquisição de novas linguagens. Na apresentação final do projeto, os alunos do quinto ano da professora Rosângela nos repassaram amplas informações sobre os escritores que estudaram. Foi brilhante o trabalho deles.”

 

 

RESULTADO

Olha que bacana o poema da aluna Samara da Silva Santos que fui publicado no livro produzido pela turma, para alertar os leitores sobre os riscos da dengue.

 

 

Mosquitinho Esperto

 

O mosquito é esperto

Não podemos descuidar,

Fique atento

Pois ele está no ar.

 

O mosquito da Dengue

Não é difícil de encontrar

Em água parada

Ele vai botar crescer e até te picar.

 

Febre alta

Manchas vermelhas pelo corpo

Não se engane

O mosquito já te pegou.

 

Vamos cuidar dos quintais minha gente!

Porque os mosquitos vão se reproduzir

Não deixe água parada, é o que ele quer.

Para sua casa construir.

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Jornal Escolar – Eu fiz!

capa - jornal escolarA criação do “Jornal do Miltinho” foi um trabalho realizado pelos alunos da Escola Municipal Professor Milton Santos, de Maringá, com objetivo de possibilitar ao educando o contato com os mais diversos tipos e gêneros textuais, o inserindo no convívio social da escola e da comunidade. Para, assim, o conduzir a criação e a elaboração das notícias a partir de acontecimentos cotidianos do espaço escolar, bem como a produção do conhecimento relacionada a conteúdos e atividades propostos no currículo.

O Jornal do Miltinho contou com a publicação de propostas didáticas realizadas pelos alunos de terceiro a quintos anos, no Ambiente Educacional Informatizado (AEI) supervisionado pela professora Tereza Maria Arenso e toda a equipe pedagógica da escola. “No início os alunos tiveram o conhecimento teórico sobre o conceito de jornal, como se produz, qual a estrutura, as partes que o compõe e por último, produção e montagem do impresso”, explica Tereza.

Todo esse processo foi acompanhado de pesquisas, exemplos práticos, explanação sobre as mídias, bem como criação do nome do jornal e das atividades publicadas. Lembrando que tudo foi realizado coletivamente com os alunos.

O desenvolvimento das atividades produzidas na edição um do jornal ocorreu durante o primeiro semestre. Os alunos foram desafiados a realizarem várias atividades contempladas no planejamento que enfocaram a produção textual de conteúdos históricos como: A fundação da Escola Professor Milton Santos; o Dia Internacional da Mulher, a Inconfidência Mineira, a Páscoa, entre outros temas relacionados ao cotidiano da escola.

No segundo semestre a elaboração do conteúdo do Jornal do Miltinho deu ênfase ao tema “Folclore”, destacando as manifestações folclóricas: danças, comidas típicas, lendas, parlendas, ditos populares, advinhas e charge. “Todo o trabalho foi buscando promover o desenvolvimento das competências comunicativas, do trabalho em equipe e do uso das novas tecnologias”, ressalta Tereza.

 

 

RESULTADO

Confira o texto da aluna Beatriz Victória Bequer Reis, que foi nota publicada no Jornal do Miltinho:

 

O que é um jornal?

É uma publicação periódica constituída por uma série de folhas grandes de papel dobrados em cadernos, onde são impressas notícias, reportagens, crônicas, entrevistas, anúncios e outros tipos de informação de interesse público.

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Para entender as mídias

Foto AbreMuitos estudantes assistem aos programas televisivos ou propagandas sem a presença de um adulto, dessa forma, é importante trabalhar como eles recebem essas informações. Por acreditar nisso, a educadora social da Legião da Boa Vontade (LBV), de Maringá, Patrícia Pereira de Araújo explica que em boa parte dos casos crianças e adolescentes recebem os conteúdos de modo distorcido e a mídia acaba se tornando manipuladora e indiferente à importância da família e do lar.

Tentando oferecer aos atendidos uma visão real do que acontece a sua frente. A oficina desenvolvida por ela tem a finalidade de trabalhar a questão do uso incorreto das redes sociais e dos conteúdos midiáticos.

As crianças e adolescentes aprenderam sobre o papel da mídia no dia a dia, identificando tudo o que pode ser considerado publicidade, desde uma simples placa e faixas artesanais, a um programa de TV e anúncios na web. “Desenvolver o diálogo com os pequenos sobre propaganda, interação, socialização e censo crítico sobre o tema é de grande valia. Para isso estimulei o raciocínio e a criatividade, identificando as formas e o grau com que a mídia atinge o público a quem ela se destina, e assim, exaltei os riscos das exposições exageradas nas redes sociais”, ressalta Patrícia.

“Temos que estar atentos aos comerciais e programas que vemos diariamente, pois recebemos muitas informações, a todo o momento. Por isso é importante que saibamos filtrar esses conteúdos para utilizá-los de forma adequada”, conta a atendida Laodicéia Vitória Marcelino Moraes.

Para dar início aos trabalhos a educadora apresentou ao atendidos anúncios de jornais e propagandas em revistas para explicar a questão da persuasão dentro das publicidades. Em seguida, foi aberto um bate-papo em sala sobre as experiências vividas diariamente no Facebook. Patrícia os orientou a respeito dos riscos de expor demais as nossas vidas na internet, ressaltando a questão do bullying virtual que já é considerado crime, caso você exponha um colega ou publique algo que seja ilegal. “Aprendi que o mundo virtual é feito de pessoas reais, devemos respeitá-las da mesma forma que respeito meus amigos”, acrescenta o atendido Cristyan dos Santos Donato.

“As crianças e adolescentes foram estimulados a observarem no caminho de casa até a LBV quais as propagandas que se depararam, se viram placas, faixas ou carro de som. Depois compartilharam com os colegas”, conta a educadora.

Para finalizar a atividade, foi proposto aos atendidos a criação de uma televisão utilizando material reciclado, nessa atividade eles montaram programas similares aos que mais gostam de assistir e apresentaram os conteúdos para a turma. A atendida Julia Araújo de Souza comenta que a oficina foi muito boa. “Aprendi que devemos ter bom senso em nossas postagens, estar alerta para interpretar tudo o que vemos, além de sempre respeitar o outro.”

“As crianças e adolescentes fazem parte de uma geração que está conectada, é muito importante que eles recebam informações sobre os benefícios e malefícios da internet e da publicidade em geral”, enfatiza Patrícia.

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Os ensinamentos das legendas

Foto AbreAs pequenas frases abaixo das fotos publicadas no jornal, não passam mais despercebidas no processo de leitura. Em especial, para os alunos do quinto ano da Escola Municipal Alberto Sofientini, de Astorga. A professora, Valéria Nunes de Jesus desenvolveu com as crianças uma série de atividades nas quais o processo de estudo da oralidade e interpretações textuais foram feitos com as legendas das imagens publicadas no Diário.

A legenda tem como base uma foto ou mais, acompanhada de um texto explicativo sobre o assunto ou da descrição do conteúdo da imagem. Assim, o texto é apenas um acessório para a foto, que é o elemento de maior destaque. A legenda funciona tanto em jornais e revistas como em portais online, por ser uma maneira rápida e eficaz de transmitir informações. Desse modo, é um texto curto e objetivo sobre um fato qualquer, que facilita a compreensão.

“Estamos sempre lendo o jornal, mas ter a oportunidade de escrever legendas fez eu me sentir como uma repórter”, conta a estudante Isabella Cristina Fernandes Guandalini.

Ao início da atividade os alunos receberam exemplares do Diário para a leitura. Divididas em grupos as crianças pesquisaram sobre as manchetes, textos chamada, fotos, e desta forma se inteiraram sobre os conteúdos publicados.

O primeiro desafio foi, a partir da matéria lida, criar uma legenda para a foto que estava junto ao texto. Nesse momento, os estudantes deixaram a criatividade fluir. Em seguida, a tarefa foi invertida. As crianças fizeram um desenho – para representar uma imagem – a partir de uma legenda retirada do Diário, sem conhecer o contexto da notícia.

“Essa dinâmica com o jornal favoreceu o desenvolvimento da produção escrita, saindo da rotina das propostas tradicionais, permitindo que os alunos criassem novos textos, interpretando e discutindo em grupo suas dúvidas e confirmando suas hipóteses. Com esse trabalho também foi possível desenvolver atividades voltadas especificamente para a escrita ortográfica e análise linguística das palavras como verbos, tempos verbais, pronomes, entre outros”, destaca Valéria.

A aluna Nathália Souza Sanches Silva relata que trabalhar com o Diário tem sido muito importante para a formação dela. “As informações são sempre fresquinhas, ficamos por dentro de tudo.”

 

 

PRODUZINDO!

Professor, comente com a turma que as legendas também podem ser encontradas em outros suportes, como álbum de fotografias e figurinhas, por exemplo. Caso você disponha desses materiais, leve para a sala e mostre aos estudantes.

Duas propostas podem ser feitas para o trabalho com a escrita de legendas:

  1. Elaboração de um mural com fotos legendadas de situações vividas por cada aluno. As crianças deverão trazer as fotos de casa.
  2. Elaboração de um mural com fotos legendadas referentes a um passeio feito pela turma.

Os procedimentos indicados abaixo valem para as duas propostas. Nessa atividade, os alunos deverão trabalhar em duplas, de forma que um possa ajudar o outro na elaboração do texto.

Primeiramente, peça aos estudantes que lhe ajudem a elaborar a legenda de uma foto levada por você. Após a análise da imagem, a turma cria coletivamente o texto e você o escreve no quadro.

Cada dupla trabalhará com duas fotos. Oriente as crianças para que escrevam a legenda de cada foto junto com o colega. Essa será a primeira versão, que deverá ser entregue para você. É importante ressaltar a turma que a primeira versão de um texto nem sempre é a definitiva. Após a escrita, é preciso revisar a produção.

Depois do trabalho pronto e revisado, faça um mural e exponha as fotos e as legendas produzidas pelas crianças no mural da escola. Além do conhecimento, esta proposta trará interação entre a equipe. Bom trabalho!

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Jornal Escolar – Eu fiz

capa - jornal escolarNa Escola Municipal Dr. Osvaldo Cruz, em Maringá, também teve jornal escolar. Sob a orientação da professora do Ambiente Educacional Informatizado (AEI) Nilva Regina Cordiolli, os alunos foram instigados a produzir um impresso para a instituição em que estudam.

“O Diário é um suporte de interação entre os estudantes e tem se tornado um importante veículo de comunicação para o ambiente escolar. A participação na construção do nosso jornal foi efetiva. Durante as aulas foram realizadas reuniões de pauta entre os alunos para serem definidas as matérias publicadas”, destaca Nilva.

Nos conteúdos do “Notícias em Pauta” – nome dado ao jornal escolar – podemos ver os excelentes resultados conseguidos na avaliação do Ideb (na qual a média obtida estava prevista a ser alcançada somente em 2021), a história da instituição que já tem mais de 60 anos, textos de conscientização sobre os perigos do trânsito e produções escritas pelas crianças, em sala de aula.

Os professores que têm produzido os jornais escolares contam que este tem sido um excelente meio que promove o saber-fazer, além de valorizar o trabalho em equipe e, sobretudo, pôr em prática a utilização da Língua Portuguesa em situações reais de comunicação. Utilizando a palavra escrita, os alunos poderão expressar o que pensam e desejam da escola, manifestar as suas inquietações e críticas, e debater temas ou questões que os preocupem.

 

 

DIVERSÃO

No “Notícias em Pauta” também teve coluna de entretenimento! Desafio você a solucionar este caça-palavras produzido pelos alunos:

Box - Jornal Escolar

 

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Páginas de diversão e ensino

Foto AbreA arte de aprender, brincando, tem conquistado os estudantes. Em uma sociedade cada vez mais interativa e conectada, ganha a atenção das crianças o professor criativo que consegue despertar o aprendizado a partir de atividades dinâmicas. Pensando nisso, a professora Célia França Campos que leciona na Escola Municipal Padre José de Anchieta, em Sarandi, desenvolveu uma proposta de jogo de tabuleiro com base nos fatos noticiosos publicados no Diário.

O intuito do trabalho foi fazer com que os alunos conhecessem a estrutura do jornal, os diversos gêneros presentes e ainda realizassem a leitura dos textos para que conseguissem avançar na brincadeira. “Eu gostei bastante, todos participaram e foi bem mais divertido ler o impresso”, conta a aluna Luana Cristina da Silva.

Para começar a atividade, os estudantes foram divididos em grupos de cinco. Em seguida, receberam exemplares do Diário para leitura. Cada aluno separou um texto que chamou a atenção e apresentou um resumo oral para os colegas de classe. Na sequência cada equipe recebeu uma cartolina, material que serviu de base para o tabuleiro. Após construir uma trilha numérica, as crianças recortaram notícias positivas e negativas que fizeram parte do jogo. À exemplo, quando o dado para em cima de uma casinha de número que tem uma matéria negativa, o jogador deve voltar duas casas, se a informação é positiva, ele avança duas casas. Desta forma, os participantes vão percorrendo a brincadeira e lendo os textos do impresso.

“Os jogos são ótimas oportunidades de mediação entre o prazer e o conhecimento. Aprender se divertindo oportuniza melhores resultados, pois é criado um entusiasmo para saber a respeito do conteúdo que está sendo trabalhado”, enfatiza a coordenadora pedagógica da escola, Angela Alves Martins.

O estudante Cleverson dos Santos comenta que adorou a atividade e que todos do grupo dele se dedicaram durante a produção. E a colega de classe, Ktlelen Nicolly da Costa completa “jogar com os amigos é muito bom! Ler as reportagens sem nem perceber que era uma proposta didática, foi melhor ainda.”

“Os resultados foram muito satisfatórios, pois se despertou o interesse pela leitura e interpretação textual. Quanto às reportagens, as crianças puderam avaliar se os fatos eram positivos ou negativos, o que fez toda diferença ao correr do jogo. Eu acredito, sim, que brincando os alunos aprendem e assimilam melhor. Além de ser prazeroso”, destaca a professora Célia.

 

 

FAÇA VOCÊ TAMBÉM

Olha que bacana o tabuleiro que foi confeccionado para a brincadeira. Utilizando apenas cartolina, canetão, jornal, dado e pinos (para identificar os jogadores), os alunos têm uma aula bem mais divertida e cheia de aprendizado!

Imagem - Box

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