Mês: julho 2016



Copel faz projeto em escolas

Foto AbreAlunos das escolas municipais de Maringá estão recebendo uma visita diferente nas últimas semanas. São eletricistas, leituristas e profissionais administrativos da Copel que vão às salas de aula, de forma voluntária, para levar orientações importantes sobre o uso seguro e eficiente de energia elétrica através do programa educativo Iluminando Gerações.

As crianças aprendem sobre o caminho que a energia percorre desde as usinas geradoras até chegar aos consumidores finais, como ocorre um curto-circuito e quais materiais são condutores de eletricidade. Assim, fica mais fácil entender o porque não se deve soltar pipa com material metálico, ou concluir se é ou não perigoso mudar a temperatura do chuveiro com o equipamento ligado.

A voluntária da Copel, Camila Satiro Fugii está há três anos no projeto e se diz motivada por saber que os estudantes levarão as informações para as pessoas que convivem. “Eles são nossos multiplicadores de orientações de segurança, com isso conseguimos evitar fatalidades, em especial, as que ocorrem na comunidade.”

A colega de trabalho e também voluntária, Vanessa Neves ressalta que as crianças precisam estar atentas aos riscos que envolvem a energia elétrica, pois em boa parte dos casos elas são as vítimas dos acidentes simplesmente por falta de conhecimento.

O aluno, Maycon Armando Bozzi comenta que após assistir a palestra do Iluminando Gerações mudará uma série de atitudes. “Percebi que ações do meu dia-a-dia me deixam em risco, a exemplo das vezes em que uso um pedaço de madeira para tirar fruta da árvore, sendo que bem acima passa uma rede elétrica. Algo que parecia normal para mim, me deixa vulnerável a um choque.”

Para não esquecer as informações recebidas pelos voluntários da Copel as crianças levam para casa um kit com caderno, lápis, régua e uma cartilha com dicas de segurança. A diretora da Escola Municipal Campos Sales, Lucília Tomazini Hoffmeister destaca a importância da atividade para a formação integral dos alunos: “O projeto é de grande valia dentro dos espaços escolares, pois instiga o debate com as crianças, exemplifica com situações vivenciadas no cotidiano delas e ainda ressalta os cuidados que devemos ter com o meio ambiente. Afinal, a energia vem da água.”

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Escola de Atalaia faz homenagem à cidade

Alunos e equipe pedagógica da Escola Municipal Vania Maria Simão, de Atalaia, promoveram a Festa Cultural “Nossa Terra, Nossa Gente” na qual foram realizadas exposições sobre os pioneiros do município e apresentações de dança dos estilos musicais desde a década 50. “Essa festa já é uma tradição da nossa escola, este ano chegamos à XXII edição e mais uma vez superou nossas expectativas com os bons resultados”, destaca a coordenadora pedagógica Lorena Yaél.

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O foco na realização do evento foi levar os estudantes a conhecerem mais sobre a história do lugar onde vivem, assim como a cultura, a economia e o espaço geográfico de Atalaia. “Também buscamos mostrar que tudo isso é mais do que um simples aprendizado, pois é preciso conhecer a terra onde vivemos para que possamos nos orgulhar dela”, conta Lorena.

Todo o trabalho teve início em sala de aula com uma exposição oral a respeito do tema, onde cada criança contribuiu com seus conhecimentos prévios sobre Atalaia. Foram debatidos assuntos como educação, religião, agricultura, pecuária, pioneiros, saúde, esportes e outros fatores que contribuíram com o crescimento do município a partir da década de 50.

Em seguida os alunos foram a campo. Nas ruas buscaram informações, fotos e registros com os moradores mais antigos da cidade. “Foi uma satisfação poder contribuir para o aprendizado das crianças em relação ao passado. Espero que esse conhecimento partilhado não se perca e que elas ensinem outras pessoas a não deixarem nossas histórias esquecidas”, conta o pioneiro Jovelino Vieira dos Santos que chegou em Atalaia em 1952.

A estudante Giovana Fabio Candioto ressalta que foi muito interessante poder entrevistar as pessoas que fundaram a cidade. “Adquiri novos conhecimentos e ainda sanei minhas dúvidas. Atalaia tem uma história muito bonita que todas as crianças deveriam conhecer.”

Os alunos da Escola Vania ainda fizeram um passeio até a zona rural para se aproximarem da cultura que deu origem ao município, e produziram cartazes com os temas estudados e debatidos em sala de aula para serem expostos e o conhecimento partilhado com todas as séries escolares.

A professora Vania Vieira aponta que as atividades propostas alcançaram seus objetivos e ainda oportunizaram que as crianças resgatassem a essência cultural que tem se perdido no tempo.

“Todo o trabalho foi muito gratificante. Alunos, familiares, comunidade pedagógica e o público visitante da Festa tiveram a oportunidade de descobrir coisas novas sobre Atalaia e ainda refletir os desafios que a cidade superou para se tornar o belo município que é hoje”, comemora a coordenadora Lorena.

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Ensino de Libras na LBV

A Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) tem atingido grande relevância nas discussões educacionais e culturais. Graças às conquistas alcançadas após um vasto histórico de lutas e desafios, os que fazem uso dessa língua têm garantido cada vez mais seu espaço.

A fim de apoiar a inclusão social do público surdo, a Legião da Boa Vontade (LBV) em Maringá desenvolve o projeto “Aprendendo LIBRAS”.

A valorização da diversidade cultural faz parte da aprendizagem das crianças e dos adolescentes atendidos pela Entidade. “Buscamos, com esse projeto, ensinar aos atendidos uma nova forma de se comunicar e interagir em sociedade, além de fazê-los refletir que o modo oral não é o único meio de se expressar. É importante aprender novas formas. A Língua Brasileira de Sinais  os utiliza como meio de comunicação. Os sinais são marcados por movimentos específicos realizados com as mãos e combinados com expressões faciais e corporais”, explica a educadora social e idealizadora da oficina, Helen Braga do Prado.

Foto AbrePara a atendida Emanuelly Karoline Ruis Calciolari a experiência tem sido produtiva. “Eu gosto muito de aprender LIBRAS, porque é uma língua que conhecemos praticando, além de ser importante a possibilidade de se comunicar com quem não ouve. A gente passa a ter mais respeito pelas diferenças.”

O desenvolvimento do projeto seguiu as seguintes etapas. Primeiro a educadora social Helen Braga contextualizou para os atendidos o que é a linguagem de sinais. Em seguida eles assistiram a um vídeo que ensinava o alfabeto em LIBRAS. Helen ainda contextualizou a realidade social de um surdo e sua cultura. As crianças e adolescentes aprenderam o alfabeto, os sinais dos animais e frutas por meio de brincadeiras de adivinha. Na sequência foram desafiados a pesquisar os sinais de cordialidades e apresentar para os colegas. E, por fim, os atendidos tiveram a oportunidade de ter um bate papo com Susamara Cordeiro Machado, professora de LIBRAS e surda, acompanhada das intérpretes, Francielle Cristina Lopes e Cintia Prezoto.

“Seria importante que todos os ouvintes aprendessem LIBRAS, pois é uma forma de ampliar nossos conhecimentos e também respeitar o outro. Na oficina consegui fazer a construção de algumas frases, e assim, pude conversar com a Susamara”, explica a atendida Alexandra Thays Zuela.

A professora de Libras aponta que é muito importante as crianças aprenderem a linguagem de sinais, pois assim elas reconhecerão o surdo na sociedade, entenderão que o surdo é diferente e possui uma cultura e identidade próprias. “Foi importante compartilhar minha experiência com as crianças e os adolescentes, mostrar que nós surdos somos capazes, assim como eles. É fundamental esta troca e interação, pois serão cidadãos melhores”, diz.

Cintia Prezoto, estudante e intérprete, comenta que quando a criança tem contato com a LIBRAS, já cresce sabendo um pouco sobre a comunicação do surdo, tendo assim, mais facilidade para se comunicar e poder ajudar um quando necessário. “As crianças da LBV tiveram esse primeiro contato e ficaram curiosas, fizeram inúmeras perguntas e algumas até se ariscaram a comunicar sem a ajuda da intérprete. Foi gratificante as ver fazendo os sinais de frutas, animais e escrevendo seus nomes.”

Francielle Cristina Lopes, que é professora e intérprete finaliza ressaltando que o surdo não se expressa pela voz, e sim pelas mãos! “É importante essa interação desde pequenos, pois auxilia na cidadania, no respeito às diferenças, no desenvolvimento e até na escolha de uma profissão, pois como intérprete de LIBRAS, mostrei o quão bom é interpretar e conhecer este mundo surdo.”

 

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