Mês: setembro 2016



A solidão de uma estrela

Amaury Meller Filho e Vera Lúcia Fávero Margutti reuniram talentos na criação da obra “A Estrela Solitária”. Com um conteúdo cheio de significados, os autores privilegiaram mais a estética do que a ética, levando em conta a ideia de que a literatura infantil lúdica é uma importante ferramenta para a formação de leitores. Procuraram priorizar a abordagem literária, o que significa desenvolver histórias de forma libertária, sem preconceitos e sem didatismo.  “Escrevemos para entreter, para despertar o prazer de ler e encantar, visando o estímulo à leitura. Naturalmente passamos valores e conhecimentos, tecemos reflexões. E essa dupla função, que cada vez mais se faz necessária, pois a leitura na escola deve ser marcada por momentos lúdicos e prazerosos e que também estimule à alfabetização, que fortaleça a construção de novos conhecimentos e favoreça o desenvolvimento social, emocional e cognitivo das crianças”, destaca Vera.

Os autores contam que uma nova obra é sempre muito desafiadora, começando pelas responsabilidades com a escrita. Definir o que falar de forma que encante, cative e estimule.  Pensar sobre o que passar de bom que contribua com o desenvolvimento social, emocional e cognitivo das crianças.  Depois vem os desafios das publicações, se impresso ou e-book, no caso desta obra Amaury e Vera fizeram das duas formas. E por fim, vêm os desafios da aceitação e distribuição.

“Essa história infantojuvenil fala de uma primeira estrela que nasceu na Via Láctea, sua solidão, necessidades e vontades, e sua relação com o Criador. Oferece a ideia do começo de uma jornada em busca de novas amizades e como a companhia é importante em nossas vidas. Mostra a importância de autonomia e de que nesse mundo vivemos em uma constelação, seja ela de estrelas, de necessidades, de pessoas, de opiniões. A estrela solitária busca levar através de sua fácil leitura, uma viagem na imaginação de como nosso Criador criou o mundo, sua origem, começando pelas estrelas e por fim a humanidade. É um livro para crianças, mas que faz pessoas de todas as idades refletirem sobre suas constelações”, ressalta Amaury.

No livro, além da ideia central de que as criaturas, não só as humanas, são seres relacionais, também reforça através das imagens que a boa convivência com os diferentes é que as fazem seres especiais. E nessa perspectiva estão inclusos os valores de amizade, de liberdade, da autoestima, da aceitação do novo e da coragem para enfrentar os riscos e perigos das tempestades da vida.
“Esperamos que o livro tenha boa aceitação e sensibilize pais e professores, para que seja adotado em escolas e instituições como projetos de leituras, mas principalmente que cative os pequenos leitores para novas descobertas, amplie a compreensão de si e do mundo, incita-lhes o imaginário, provoque perguntas e busque respostas para despertar grandes e pequenas emoções, fortalecendo ainda mais a construção de novos conhecimentos”, apontam os autores da obra.

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Matemática em pauta

Nas últimas semanas, mais de 200 profissionais da educação que fazem parte do Diário na Escola estiverem na formação “A organização do ensino de Matemática: o uso do jornal em sala de aula”, ministrado pelas professoras doutoras Luciana Lacanallo Arrais e Silvia Gonzaga de Moraes, e pela mestre Paula Tamyris Moya.

O encontro abordou de forma dinâmica, aliando prática e teoria, as diferentes formas de extrair conteúdos matemáticos das páginas do Diário. Uma didática que visa auxiliar o educador no trabalho com a disciplina em sala de aula, tornando o momento de aprendizado algo prazeroso e com significado social para a vida do estudante.

Foto AbreAs ministrantes apontaram que o trabalho interdisciplinar com o jornal, de forma geral, ocorre com ênfase na Língua Portuguesa. Sendo assim, o maior desafio é pensar no processo de ensino e aprendizagem dos conceitos matemáticos para além do que já está posto nos jornais. Ressaltando que o significado do impresso como um recurso didático que de fato contribui para o ensino de matemática depende diretamente das ações de ensino sistematizadas pelo professor. Dessa forma, o Diário deve ser compreendido como uma fonte documental que contribui para a apreensão dos fatos em movimento, na relação entre o passado, presente e futuro. Além disso, é um meio de propaganda e atualização, no âmbito local e mundial.

“O encontro foi de grande valia, uma vez que ofereceu diversas possibilidades matemáticas por meio do material visual, neste caso o jornal. Vale ressaltar o domínio do conteúdo e a didática das formadoras que favoreceu positivamente o aprendizado”, comenta o professor Rafael Orlandini.

Durante a formação os participantes conheceram formas de trabalho com gráficos, tabelas, estimativa, escala, números romanos, ângulos, porcentagens, números decimais, calendário e formas geométricas que podem ser todos extraídos das páginas do jornal. Silvia, Luciana e Paula ressaltam que, “uma maneira de trabalhar com o impresso no ensino de matemática é analisar os conteúdos que permeiam as diferentes reportagens de forma implícita, ou seja, aquilo que não é dado de imediato por meio das imagens e textos jornalísticos.”

Orlani de Carvalho participou do encontro e disse que as informações apresentadas superaram suas expectativas, pois possibilitou a compreensão do uso do jornal nessa área de ensino pouco discutida e que facilitará o trabalho pedagógico indo além dos conteúdos explícitos.

“As atividades apresentadas pelas ministrantes foram muito boas, pois a matemática está na vida de todos. Devemos, como educador, tirar esse medo que as crianças têm da disciplina e fazer com que as propostas didáticas interajam com a rotina de vida delas”, diz a professora Suelena Yoshie Jaqueta. A colega de curso, Norayama da Silva Falcão, completa “saio do encontro de hoje muito mais motivada para planejar e aplicar uma situação de ensino-aprendizagem com as ideias apresentadas a nós.”

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Quadrinhos que inspiram

O Projeto Semeando o Futuro de São Jorge do Ivaí faz parte do Diário na Escola a partir do subsídio oferecido pela concessionária de rodovias, Viapar. A partir dessa iniciativa, os alunos têm a oportunidade de manusear o jornal o Diário semanalmente, tendo o conhecimento das reportagens que proporcionam informações e geram diálogos em sala de aula, bem como, reflexão da realidade do mundo em que vivemos. Os temas geradores de discussões favorecem o desenvolvimento intelectual, social e crítico, fortalecendo a comunicação do grupo.

As professoras, Laiane Raquel Silvério e Naira Natieli de Araújo Novello são responsáveis pelo desenvolvimento do Programa dentro do Semeando. São elas que propõem as atividades a serem realizadas tendo o jornal impresso como base.

Foto Abre“O momento da escolha para uma atividade pedagógica, nos leva a pensar enquanto educadoras, no que chama a atenção dos nossos alunos ao folhear o Diário. Constatamos que a charge é um desses gêneros atrativos, pois apresenta um discurso humorístico muitas vezes acompanhado de críticas à sociedade, política, educação, saúde, entre outros. Percebemos a importância em direcioná-los a quesitos que causem análise, interpretação e diversão”, contam Laiane e Naira.

A partir dessa reflexão, as professoras revelaram a atividade do dia aos educandos. Eles tinham a missão de escolher uma reportagem e de acordo com o tema criar uma charge autoral. Elas contam que a princípio a reação dos alunos foi de felicidade, mas que ao entender a complexidade do que foi proposto, ficaram surpresos com a tarefa a ser realizada.

Laiane e Naira tinham por objetivo desenvolver a habilidade de fazer uma leitura crítica dos vários tipos de charges publicadas no Diário, bem como analisar e interpretar as frases e ilustrações. Desta forma conseguiram abranger os estudos desse gênero textual, fizeram leituras considerando a ironia e o humor, e a relação existente entre as frases e os desenhos.

Para começar o trabalho as professoras apresentaram diferentes charges para os alunos, analisaram a interpretaram as mesmas e, na sequência, definiram o conceito desse gênero em pauta. Com a base do conteúdo já estabelecida, chegou o momento de escolherem a reportagem do Diário que serviria de inspiração para a produção da atividade.

Após os temas definidos, as crianças e adolescentes atendidas pelo Projeto Semeando rascunharam suas ideias no papel e em seguida foram até a Escola Municipal São Jorge para criarem suas charges com a ajuda dos computadores, no laboratório de informática. Com o auxílio da tecnologia, os estudantes puderam fazer balões, falas e personagens sem esquecer a ironia e a criticidade que são elementos fundamentais desse gênero textual.

“Não foi difícil realizar a atividade. Com o jornal em mãos e a matéria sobre o aumento do preço do leite eu lembrei de uma outra charge que me inspirou a fazer a minha. Eu gostei de todas as etapas, mas a mais divertida foi produzir a charge no papel”, conta o aluno, Rafael Zaupa Uhdre.

“A realização dessa proposta oportunizou aos alunos a aprendizagem do conteúdo escolar aliada às informações das notícias, fazendo com que a habilidade de leitura, análise e interpretação sejam desenvolvidas de forma prazerosa”, apontam Laiane e Naira.

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Hora de falar sobre Pokémon

Lançado no Brasil recentemente, o jogo Pokémon Go é uma febre por onde passa. Os números de jogadores é tão expressivo que o game está conseguindo mais atenção do que as principais redes sociais do momento, como Facebook e Instagram. Não é de hoje que desenhos animados e jogos famosos causam grande influência nas crianças e adolescentes e, consequentemente, na rotina das escolas e nas salas de aula.

Nos lugares em que o jogo chega, diversas discussões, polêmicas e notícias surgem em torno de seu uso. Fato é que, a má utilização, não só desse game, mas como de qualquer outro, pode causar prejuízos para o jovem dentro e fora da escola.

Foto AbrePensando nisso, a professora Rosângela da Silva Oliveira que leciona na Escola Municipal Tancredo Neves, em Doutor Camargo, aproveitou essa febre sobre os pokémons para transformá-la em uma oportunidade para estimular o aprendizado e conscientizar as crianças sobre como brincar, sem correr riscos nas ruas da cidade.

“Com esse surgimento desenfreado do game, percebi a alienação das pessoas. Aqueles dependentes dos celulares agora ficaram ainda pior porque além de só olharem para tela do aparelho, estão atrás de um bichinho virtual que pode aparecer em qualquer lugar, inclusive nas ruas. E é aí que mora o perigo! A partir da crônica publicada no jornal O Diário da colunista Lu Oliveira com o tema ‘Quem tem medo do Pikachu?’ resolvi fazer uma atividade de leitura e reflexão sobre o jogo com os estudantes para que eles pudessem ver as vantagens e desvantagens do jogo”, conta a professora.

Para começar o trabalho foi realizada a leitura do texto do impresso e um debate sobre o assunto, em sala de aula. Em seguida, as crianças foram à prática. Para deixar a atividade ainda mais divertida, Rosângela propôs uma simulação de caça ao Pokémon. “Saímos às ruas, cada aluno pegou um celular e eu fiz papel de Pokémon. Durante a caça eles perceberam que não prestam a devida atenção no que acontece a sua volta, porque só veem o Pokémon e por isso estão suscetíveis a acidentes”, diz.

A aluna Izabelli Ferreira de Souza ressalta que o jogo é legal, mas antes de encontrar o Pokémon é preciso olhar para os lados e ver se a caça é em local seguro. O colega, Kauã Galindo Oliveira completa, “eu aprendi, com essa febre do game, que temos que prestar mais atenção, em especial no trânsito, pois é nas ruas que acontecem as maiores fatalidades de quem joga sem prestar atenção ao seu redor.”

Rosângela enfatiza que os estudantes que no inicio só falavam em baixar o jogo, agora pensam nas consequências que esse game pode trazer. Após a atividade a professora percebeu que ficou esclarecido para eles que o Pokémon Go é um jogo, mas que se brincar sem o devido cuidado, o momento de diversão pode acabar em fatalidade.

ALERTA

Esta é a tirinha produzida pelo aluno, Pedro Henrique Fraga sobre o risco de acidentes para quem joga Pokémon Go sem prestar atenção nas ruas.

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Saúde bucal para os pequenos

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“Se você não escovar os dentes direito, o bichinho vai fazer um buraco neles.” Desde cedo os pais contam histórias como essa para mostrar a importância de cuidar da saúde bucal. Com toda razão, já que prevenção é a palavra de ordem para quem busca um sorriso perfeito. Especialistas apontam que ela deve começar desde bebê com a limpeza da gengiva e assim que os primeiros dentes começarem a despontar, a criança já deve ir a uma consulta com um odontopediatra.

Pensando nisso, a Legião da Boa Vontade (LBV), em Maringá, ofereceu para as meninas e os meninos que são atendidos pela instituição uma palestra educativa e lúdica ministrada por dentistas da Secretaria de Saúde da cidade sobre como ter um sorriso saudável.

Super atentas, as crianças receberam informações importantes sobre a maneira correta de escovar os dentes e cuidar de toda a boca. “A prevenção é a maneira mais econômica e menos desagradável de cuidar da saúde bucal e com muitas possibilidades de obtenção de resultados satisfatórios”, destacou a Dra. Maristela Yokoyama.

O Projeto Saúde Bucal, da LBV, é desenvolvido em parceria com a Unidade de Saúde do bairro e promove atividades que colaboram para o bem-estar físico e mental dos atendidos, além de promover ações de educação preventiva e curativa, conscientizando-os da importância de manter a dentição e a boca saudáveis.

Após a palestra e demonstrações, as crianças entenderam a maneira correta para a escovação e prevenção de doenças; compreenderam a importância da escovação após as refeições; identificaram os vilões dos dentes; reforçaram a importância da escova, do creme dental e do fio dental na limpeza dos dentes; assim como a relevância dos dentes na alimentação, comunicação e no relacionamento social.

Com escovas e creme dental em mãos, as crianças demostraram tudo que aprenderam. No momento da escovação, as dicas foram colocadas em prática. O atendido Felipe do Carmo de Jesus atento à palestra, disse: “aprendi que devo cuidar dos meus dentes, cuidar para não ter cáries e outras doenças que possam prejudicar minha saúde. A melhor forma de prevenir é fazer uma boa escovação e usar o fio dental. ”

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