Mês: julho 2017



Patrimônio histórico à mesa

Para a Unesco, comidas típicas são reconhecidas pela comunidade como parte de sua identidade cultural. Em Maringá, cachorro-quente prensado acaba de se tornar o lanche típico da cidade

Redação O Diário

[email protected]

HUMM. O famoso e delicioso cachorro-quente prensado: agora, o lanche típico da cidade – Foto: JC Fragoso

Os pratos típicos de cada região contam histórias do povo que vive ali, dos frutos da terra e dos costumes natos do lugar ou trazidos com a imigração. Para preservar essas receitas e ingredientes para as próximas gerações a Gastronomia popular teve algumas preparações incluídas no patrimônio cultural imaterial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Você sabe o que isso quer dizer? Significa que a comida típica é reconhecida pela comunidade como parte de sua identidade cultural.

Maringá acaba de escolher o dogão como prato típico do município, mas não é qualquer receita de pão com salsicha, é o cachorro quente prensado com salsicha cozida com tomate no pão preparado com uma receita guardada a sete chaves e molhos especiais. A escolha oficial aconteceu no dia 21 de junho com a aprovação pela Câmara de Vereadores. A aprovação não foi unânime, foram cinco votos contra e uma abstenção, mas venceu a maioria e o projeto de lei do vereador Belino Bravin (PP) foi aprovado com nove votos favoráveis.

Apesar da polêmica se o dogão representa ou não o município, não é a primeira vez que um lanche é escolhido como comida típica. O sanduíche Bauru (SP) e o empadão de Goiás (GO), por exemplo estão perto de serem incluídos como patrimônio cultural imaterial do Brasil. Essas receitas estarão no mesmo patamar de relevância que o acarajé, o queijo de Minas, a cajuína do Piauí, entre outros.

 

Para entender por que o dogão de Maringá é tão especial, o melhor jeito é experimentar. Enquanto isso é interessante ler a série de reportagens publicadas entre junho e julho desse ano no Diário. Uma delas, assinada pelo jornalista Alexandre Gaioto, revela até onde chega o “dogão maringaense” com a receita original:

“A 26,7 km da Esplanada dos Ministérios, os moradores de Brasília se refestelam com um cachorrão à maringaense. Em São Paulo, a 4 km da Avenida Paulista, paulistanos se fartam com dogões batizados de Praça do Peladão, Expoingá e Estádio Willie Davids. A duas quadras do mar, turistas e catarinenses há cinco anos se regalam com prensados maringaenses. Em Astorga, Mandaguaçu, Floresta e Iguaraçu também é possível encontrar, pelas calçadas, lanches que se gabam de reproduzir o famoso cachorrão de Maringá.

A maioria desses lugares é administrada por maringaenses que encomendam pães especiais, produzidos em duas fábricas daqui e uma de Sarandi. Esses três fornecedores, segundo empresários do ramo, chegam a servir uma média de cinco mil pães por dia cada fábrica, abastecendo os carrinhos de hot dog dentro e fora de Maringá”. (Matéria publicada em 9 de julho de 2017)

Em geral as comunidades fazem festas para saborear os pratos típicos de cada localidade. A Festa Nacional do Chope Escuro, a Münchenfest, de Ponta Grossa, acontece em dezembro e é a maior festa do Paraná. Ainda é cedo para dizer se a Maringá vai ter uma “Festa típica do Dogão Prensado”, mas na região não faltam oportunidades para provar receitas locais:

Festa da Leitoa Desossada à Pururuca– Paraíso do Norte

Festa da Leitoa Mateira– Mamborê

Festa do Boi no Rolete– Altônia, Engenheiro Beltrão, Marechal Cândido Rondon, Planalto, Ribeirão Claro, Santa Fé e Santa Terezinha de Itaipu

Festa do Carneiro no Buraco– Campo Mourão (A segunda festa mais importante do Paraná)

Festa do Costelão– Luiziana, Maripá, Palotina e Santa Helena.

Festa do Costelão ao Fogo-de-Chão– Paranavaí

Festa do Frango– Bom Sucesso, Cafelândia, Novo Itacolomi, Toledo e Umuarama

Festa do Porco na Lata – Mandaguaçu e Santo Inácio

Festa do Porco no Rolete– Cidade Gaúcha, Mandaguaçu, Sertaneja e Toledo

 

 

 

Comente aqui


OFICINA SOBRE JORNAL MURAL REPERCUTE NA REGIÃO

Professores de diferentes disciplinas participaram do encontro que instrumentaliza os educadores. A nova ferramenta estimula a cidadania e o letramento crítico

Da Redação

[email protected]

Ao final do encontro, a diversidade de temas e o visual dos projetos deixaram bem claro a versatilidade do modelo jornal mural   Foto: PM SANTA FÉ

A 2ª edição da oficina “Notícias na parede: O jornal mural na escola” aconteceu no dia 5 de julho, em Santa Fé, município a 47 km de Maringá. O jornal mural como ferramenta pedagógica foi o tema do encontro de professores e profissionais da educação da Escola Municipal 9 de Dezembro, da Escola Municipal Jardim Primavera e profissionais da Secretaria da Educação do município de Santa Fé.

O evento faz parte do ciclo de capacitação do Programa O Diário na Escola sob coordenação do professor Ricardo Pastoreli. A oficina foi ministrada pela jornalista e professora Mestre em Comunicação, Juliana Fontanella. Durante quatro horas, os 40 participantes foram convidados a refletir sobre novas formas de inserção da mídia na rotina escolar e como essa experiência pode ser aplicada como ferramenta de estímulo ao letramento crítico.

 

Como foi

Os professores de diferentes disciplinas foram apresentados à diversidade de gêneros que o jornal oferece como recurso transdisciplinar promovendo a união de saberes. Foram elencados temas de interesse dos professores e dos alunos sob o viés pedagógico estimulando o uso do jornal como um todo (reportagens, crônicas, tabelas esportivas e gráficos, charges, imagens e design).

Os profissionais observaram como é o processo de elaboração de um jornal mural, desde o planejamento e a seleção de conteúdos, as diferenças entre informação e notícia, as etapas de redação e edição. A elaboração de um jornal mural no meio escolar instrumentaliza os professores para utilizar esse produto de mídia como recurso pedagógico nas esferas turma/escola ou disciplina/projeto transdisciplinar.

O objetivo é promover a cooperação entre professores e alunos na construção do conhecimento.  Os participantes do encontro foram convidados a explorar as notícias de temas de interesse social como saúde, desporto, festas típicas e temas mais amplos como afetividade, bullying, entre outros.

E, para vivenciar a experiência prática de elaborar um jornal mural, os próprios professores foram dispostos em grupos e elaboram uma peça durante a oficina. O resultado foi que o trabalho coletivo proporcionou uma nova perspectiva para o uso da mídia em sala de aula: “Na oficina do Diário na Escola, conteúdo e metodologia integrados favorecem o aprendizado e a operacionalização no ensino”, afirmou Kátia B. da Silva Batista, professora das escolas 9 de Dezembro e Jardim Primavera.

 

Comente aqui


Experiência positiva em sala de aula

Da redação

[email protected]

A primeira oficina “Notícias na parede: O jornal mural na escola” aconteceu dia 29 de julho, menos de uma semana depois, os professores já estavam colocando o conhecimento em prática! A última edição reuniu 46 profissionais para a oficina do projeto O Diário na Escola ministrada na Faculdade Cidade Verde (FCV). Com o apoio da VIAPAR, o evento reuniu professores e professoras de escolas municipais de Astorga, Floraí, Floresta, Itambé, Ivatuba, Lobato, São Jorge do Ivaí e Uniflor.

Professores de oito cidades da região participaram

da 1a edição – Foto: JC Fragoso

 

Pioneiros

Na semana seguinte a Escola Municipal São Jorge, de São Jorge do Ivaí, já publicou os primeiros jornais murais. A professora Simone Aparecida Carboni Gregório mobilizou os alunos do 4º ano C para a leitura de notícias sobre temas de interesse da turma. O “Jornal Mural Notícia Quentinha” foi planejado para despertar a curiosidade e o interesse da turma em temas do cotidiano, por isso, depois de debater os assuntos que chamaram mais a atenção das crianças, elas produziram versões adaptadas das notícias lidas. O resultado foi a primeira edição de um projeto que veio para ficar.

O pessoal do quinto ano A, da professora Valdélia Aparecida da Silva Rodrigues, assina o jornal mural “News na Escola”. O projeto alia conhecimento e interatividade em uma peça referência para o estudo das sílabas tônicas nas aulas de Gramática da Língua Portuguesa. No editorial, a professora relata que os alunos pesquisaram palavras publicadas nas páginas do jornal O Diário de Maringá classificando-as conforme a tonicidade. A ideia foge do formato tradicional promovendo o encontro entre conteúdo, mídia e interatividade. No “News na Escola”, o leitor é convidado a ler as palavras selecionadas em voz alta para compreender o sentido da classificação.

 

Instrumento pedagógico

A produção imediata dos jornais murais reflete a importância da inserção de novos modelos de ferramentas pedagógicas para enriquecer o processo de ensino e de aprendizagem. As bases para a produção dos jornais murais vieram de uma tarde de troca de conhecimento e muita produção.

Os profissionais debateram os temas em circulação na comunidade escolar: comunidade, saúde, educação, vínculos afetivos, estudos de gênero e sexualidade, políticas públicas, entre outros. A partir do debate, o grupo fez um cruzamento com temas de interesse pedagógico e produziu peças em formatos e temas variados.

 

Depois das férias, tem muito mais!

 

Comente aqui


O Lar Escola da Criança de Maringá realiza a 202ª CHURRASCADA BENEFICENTE

Detalhes do evento:

*Data: 09/07/2017

*Horário para almoço no Local: 11h30 às 14h

*Horário para retirada de marmitex: das 11h às 13h

*Valor do convite: R$35,00 por pessoa (criança de até 8 anos, acompanhada, não paga);

*Cardápio: arroz branco, maionese, pão francês, frango, linguiça, carne suína, carne bovina, salada de tomate e salada chinesa de repolho;

*Para almoço no local teremos, também, arroz à grega, mix de folhas e salada romana de cebola;

*Bebidas e sobremesas serão vendidas a parte.

 

O evento é beneficente e tem por objetivo promover com qualidade o atendimento às crianças e adolescentes que o Lar Escola realiza, diariamente. Em 2017 estão sendo beneficiadas 600 crianças e adolescentes, através de orientação para a cidadania, promoção do convívio familiar e comunitário, esporte, cultura, profissionalização e o mais importante, tudo isso oportunizado com amor terno, atual, infinito, pessoal, misericordioso.

Sem categoria
Comente aqui


Oficina Pedagógica

Aconteceu no dia 29 de junho, na Faculdade Cidade Verde mais um ciclo de oficinas pedagógicas do programa O Diário na Escola, foi ministrada pela professora e jornalista Juliana Fontanella, sob a coordenação do Prof. Ricardo Pastoreli, com o tema “Notícias na parede: O jornal mural na escola”.

A oficina propõe a inclusão de novas abordagens para a mídia impressa que vão além dos estudos de gêneros já trabalhados pelos professores.

Apresentar o jornal mural com representação do gênero jornalístico para atividades no meio escolar e instrumentalizar os professores para que conheçam e apliquem a metodologia de elaboração de um jornal mural nos processos de ensino e de aprendizagem são os objetivos desta oficina pedagógica. Neste encontro os profissionais observaram como é o processo de elaboração de um jornal mural, do planejamento à confecção. Assim, espera-se que possam aplicar essa experiência em sala de aula proporcionando aos conteúdos previstos em suas disciplinas priorizando experiências do letramento crítico e ainda, que possam encontrar no jornal mural, um meio adequado para a apresentação de conteúdos inter e multidisciplinares.

“Gosto muito de participar do programa Educacional “O Diário na Escola”, pois dessa forma posso abordar maneiras diferenciadas de trabalhar em sala de aula”, relatou a professora da Escola Municipal Elena Maria Pedroni, de Florai, Eliane Inácio da Cruz.

Professora e jornalista Juliana Fontanella com demais professoras participantes do programa durante o Encontro realizado na Faculdade Cidade Verde

PRÓXIMO ENCONTRO SERÁ NO DIA 05 DE JULHO – NA CIDADE DE SANTA FÉ – DIRECIONADO PARA OS PROFESSORES PARTICIPANTES DO PROGRAMA O DIÁRIO NA ESCOLA.                                                                                                                                                                                                       

Sem categoria
Comente aqui


Estudante de jornalismo participa do Programa Educacional “O Diário na Escola” em Santa Fé

O jornal coloca o aluno na vivência e reflexão da atualidade, tornando um ser ativo e consequentemente participativo da realidade social

A estudante Maynara Beatriz Carvalho Guapo ensina aos alunos técnicas de jornalismo

A estudante do 3º ano de jornalismo da Unicesumar, Maynara Beatriz Carvalho Guapo, de 20 anos, participa na Escola Municipal Jardim Primavera, de Santa Fé, do Programa Educacional O Diário na Escola, que visa incentivar a leitura, escrita e cidadania e proporcionar subsídios teórico e prático aos profissionais da educação envolvidos.

Nesse município, o projeto é desenvolvido nos 5º anos, todas as terças-feiras, das 8h às 15h, com o objetivo de ensinar aos alunos técnicas de jornalismo.

Maynara explica que sempre foi o sonho dela trabalhar em um jornal impresso e que está aproveitando a oportunidade que teve: ‘’Ensinar um pouco do que sei para estas crianças é gratificante. A cada aula, percebo o interesse e curiosidade de cada um, que me faz acreditar que realmente escolhi a profissão certa.’’

O jornal é um material rico, desde que seja utilizado com sabedoria e, principalmente, planejamento. Ele oferece uma visão ampla e atualizada, que proporciona o trabalho em conjunto dos recursos que a comunicação oferece, juntamente com tabelas, gráficos e assuntos que exploram a interdisciplinaridade e a multidisciplinaridade. Esse veículo coloca o aluno na vivência e reflexão da atualidade, tornando um ser ativo e consequentemente participativo da realidade social.

Alunos de Santa Fé

Da redação

Mary Ellen Rosada

[email protected]

Sem categoria
Comente aqui


Minecraft nas aulas de Matemática. Como assim?

Ainda que exista a possibilidade da geometria ser amplamente encontrada na realidade dos alunos, o ensino de seus conceitos é um desafio aos educadores

O desenvolvimento dessa atividade mostrou a importância da relação do conteúdo com a realidade do aluno. A aprendizagem foi proporcionada de forma significativa e lúdica

Foi durante um estágio realizado no último ano de Pedagogia da Universidade Estadual de Maringá que isso foi possível. As acadêmicas Poliana Malheiro Aliano e Édila Camila de Oliveira supervisionada pela professora Luciana F. Lacanallo do DTP/UEM durante o estágio curricular obrigatório com uma turma de 5º ano do Colégio de Aplicação Pedagógica-CAP receberam como conteúdo de matemática a ser trabalhado: Poliedros.

Ainda que exista a possibilidade da geometria ser amplamente encontrada na realidade dos alunos, o ensino de seus conceitos é um desafio aos educadores. Desse modo, as alunas tinham como objetivo ensinar os alunos a reconhecerem e identificarem o que seriam os poliedros bem como seus elementos constitutivos, como faces, vértices e arestas.

Com a preocupação de que os alunos pudessem explorar, experimentar, investigar situações que lhe problematizem as relações geométricas com os objetos do uso diário, as acadêmicas decidiram explorar um dos jogos mais populares dos últimos anos e que já conquistou o público infantil, Minecraft. Nesse jogo, os personagens são formados por blocos que possibilitam a relação com os poliedros.

Inicialmente, as estagiárias levaram um dos bonecos do jogo feitos com caixa de papelão no tamanho real dos alunos para que identificassem os poliedros. Na sequência, cada aluno recebeu alguns poliedros já planificados a fim de que analisasse a forma correta para que pudessem construir um dos bonecos do Minecraft. Durante a atividade, eram feitas problematizações e questionamentos sobre a quantidade de poliedros utilizada; de faces, arestas e vértices presentes.

O desenvolvimento desta atividade evidenciou o quão importante é a relação do conteúdo com a realidade do aluno, pois por meio de um jogo que está presente no dia a dia das crianças, a aprendizagem foi proporcionada de forma significativa e lúdica.

“Desse jeito é muito mais gostoso aprender matemática”.

“Agora ficou bem legal a matemática”.  Os relatos de alguns alunos mostram que pensar em possibilidades para melhor organizar o ensino é uma forma de revertermos os baixos índices de aprendizagem e darmos mais sentido e significado aquilo que é função da escola: ensinar conteúdos científicos. Colaboradoras: Luciana F. Lacanallo, Édila Camila de Oliveira, Poliana Malheiro Aliano

Da redação

Mary Ellen Rosada

[email protected]

Sem categoria
Comente aqui