Artistas gráficos têm espaço garantido no Jornalismo

Olá pessoal!

Antecipamos no último post um bate-papo com o infografista, ilustrador e artista gráfico, Welington Vainer.

Ele trabalha na redação do jornal O Diário e desenvolve capas especiais e os infográficos que ilustram as reportagens dos mais diversos segmentos: tabelas esportivas, infográficos sobre cinema, gastronomia, economia e até política.

Welignton Vainer fala um pouco sobre a carreira de Infografista do Diário (Foto: João Cláudio Fragoso)

Em uma entrevista exclusiva para a Equipe do Diário na Escola, Vainer falou um pouco sobre a profissão e a rotina.

Diário na Escola: Como você define infográfico e qual é a relevância dessa linguagem no mundo da notícia?

“Sempre uso a definição dada por Mário Kanno, editor de arte da Folha de S. Paulo: “Infográfico é um recurso gráfico que se utiliza de elementos visuais para explicar algum assunto ao leitor. Esses elementos visuais podem ser tipográficos, gráficos, mapas, ilustrações ou fotos”. Assim, um infográfico é um recurso muito útil para complementar uma matéria jornalística com informações que seria impossível contar num texto (o resultado de uma pesquisa, um mapa de localização, por exemplo)”.

D.E.: Qual é a importância social do infográfico? Ele pode servir à comunidade?

“Na sociedade, o infográfico cumpre um papel muito relevante, assumindo diferentes funções em cada contexto. Basta observar, eles estão por toda parte: um manual de instruções contendo um passo-a-passo de como montar seu smartphone ou até mesmo o brinquedo que vem dentro do Kinder Ovo; as instruções contidas em sistemas de comunicação visual (como usar os hidrantes de incêndio instalados nos prédios, como usar as saídas de emergência dos ônibus, por exemplo); uma placa com o mapa de um determinado local, em fim, há uma infinidade de materiais visuais, que são todos infográficos, criados para facilitar nosso dia a dia”.

D.E.: E a formação como infografista, como é? Quais são as dificuldades da carreira?

Infografia não se aprende em sala de aula. É prática. E eu ainda estou aprendendo. Trabalho com isso há 12 anos, e ainda tenho muito a aprender. Por ser uma área muito técnica, você tem que ficar ligado na evolução: novas tecnologias, novos recursos, abordagens e linguagens diferentes que vão se adequando a um público diferente (e mais exigente!) a cada dia.

O mais difícil é acompanhar essa evolução, que demanda um aprendizado urgente e que, na prática, não condiz com a demanda de consumo da informação. E não é só isso. Quando entramos no quesito concorrência, fica ainda pior: é preciso buscar maneiras diferentes de dizer as mesmas coisas que todos estão falando.

D.E.: Conta um pouquinho da sua rotina no Diário 🙂

“No Diário começo trabalhar às 15h e vou até as 21h. Ao chegar lá, já recebo a pauta do dia e vejo o que vai rolar de infográficos. Alguns materiais mais complexos, que demandam mais tempo de execução (geralmente infos mais elaborados, para o fim de semana), são antecipados no início da semana pra eu já ir criando. Se necessário, sempre converso com o editor ou repórter pra acertar alguns detalhes de como dever ser a arte. Até mesmo porque às vezes temos limitações de espaço por causa de anúncios ou outro conteúdo nas páginas.

Ao criar os infográficos, encaminho os arquivos para os diagramadores, que inserem as artes nas páginas. Às vezes, a montagem da página já é pensada em função do infográfico (as chamadas páginas gráficas), em que o conteúdo é diagramado de uma forma diferente (uma montagem de capa, estilo capa de revista, ou uma matéria da NBA dentro de uma bola de basquete, por exemplo)”.

Conheça alguns infográficos de Vainer para o Diário

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Abração e bom final de semana!

Equipe O Diário na Escola

 

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