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Reciclagem: a única saída

Uma das maneiras de minimizar os problemas causados pelo lixo é a reciclagem. Atualmente, costuma-se dizer que os inconvenientes do lixo podem ser solucionados a partir da regra dos cinco Rs: repensar, recusar, reduzir, reutilizar e reciclar, pois, em virtude disso, ocorre uma mudança comportamental, social, econômica e ambiental que diminui a quantidade de resíduos produzida.

Pensando nisso, a professora Naira Natiele Novello que trabalha no Projeto Semeando o Futuro, em São Jorge do Ivaí, desenvolveu uma série de atividades a partir do tema meio ambiente para que os alunos se conscientizassem da importância da classificação do lixo antes do descarte.

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“Diante do projeto tive que me aperfeiçoar muito em relação a cada tipo de lixo para poder orientar os alunos nos dez tipos que existem. Explicando mais que somente os cincos que somos acostumados a ver no nosso cotidiano. No total temos o descarte de: metal, vidro, plástico, papel, madeiras, resíduos perigosos, radioativos, não recicláveis, orgânicos e ambulatórios”, explica a professora.

As atividades iniciaram, primeiramente, com aulas teóricas, vídeos e produções escritas, em seguida foram confeccionados recipientes de coleta para os dez tipos de lixos usando tambores de argamassa vazios. Assim, já se começou reciclando estes objetos que iriam para o lixão. Os estudantes usaram o jornal que já havia sido lido e relido como matéria prima para encapar os tambores possibilitando a pintura referente a classificação do lixo que cada um iria representar.

Após essas etapas, cartazes de conscientização e uma faixa com a duração do lixo no meio ambiente foram produzidos. E, nas últimas semanas, a professora e as crianças realizaram uma passeata pelo centro de São Jorge do Ivaí e os alunos, devidamente protegidos com luvas, recolheram o lixo das ruas do trajeto já os classificando e dando o descarte correto. Por fim, os pequenos foram homenageados recebendo uma pulseira escrita “Eu Reciclo”.

“Eu gostei desse trabalho, pois mostramos para as pessoas a importância de reciclar e elas viram que jogar lixo no chão polui o planeta. Porém, o mais difícil, foi fazer a classificação, pois são muitos tipos de lixo que devem ser separados”, conta o aluno João Vitor Damásio da Silva.

A colega, Danieli Nunes Costa Alves comenta que se divertiu durante o projeto. “Foram importantes as atividades realizadas e estar na passeata, pois todos viram que é fundamental separar o lixo e que não pode o jogar no chão. Com a população ajudando poderemos ter uma cidade melhor e mais limpa.”

“A iniciativa da professora Naira juntamente com os alunos foi inspiradora e de um grande conhecimento para a comunidade, pois não é comum saber a classificação de tantos tipos de lixos que existem, além da conscientização o projeto repassou um novo aprendizado. Foi encantador ver como as crianças se envolveram e estavam atentas sobre a importância de cuidar do nosso próprio lixo, tanto que quaisquer lixos que eles veem, imediatamente colocam na lixeira mais próxima ou classificam quando possível”, ressalta a diretora do Semeando, Rozilene Cassanho Zago.

Naira finaliza dizendo que após os estudos os alunos conseguiram perceber a importância de classificar cada descarte, seja para contribuir com o meio ambiente ou com a nossa rotina de vida. “Acima de tudo eles levaram este conhecimento para seus lares e transmitiram o ensinado para os parentes, assim o saber não ficou somente na sala de aula, além do mais, no momento da passeata, muitas pessoas da comunidade se comoveram com a iniciativa das crianças em limparem as ruas e a praça por onde passamos. Acredito que plantamos uma sementinha.”

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A arte de ensinar reciclando

Os alunos da educadora Naira de Araújo, do Projeto Semeando o Futuro em São Jorge do Ivaí, receberam o desafio de produzir uma casa de brinquedos toda montada com garrafas pet. A professora desenvolveu a proposta visando conscientizar as crianças sobre o acumulo de lixo no meio ambiente e como este pode ser reutilizado em grande escala em nossas vidas.

O projeto, que durou um ano, iniciou primeiramente com aulas teóricas e vídeos, na sequência os alunos realizaram atividades escritas e após isso começaram as confecções de pequenos materiais recicláveis, como a criação de tartarugas de caixa de ovos, bichinhos feito com CDs usados, dentre outros. “Ao término destas etapas, iniciamos a preparação para nossa construção em grande escala, onde foi arrecadada uma grande quantidade de garrafas pet trazidas pelos próprios alunos e durante três dias nós realizamos a higienização e limpeza dos 1.100 litros que seriam utilizados na casa”, conta Naira.

Devidamente limpas, as garrafas pet foram para as mãos de Sergio Berto de Araújo, pai da professora que voluntariamente contribuiu com o projeto da filha. Sergio ficou responsável pela construção de toda a estrutura de madeira e montagem das paredes de pet. “Não posso deixar de agradecer também o auxílio das cooperativas Sicredi, Cocamar e C-Vale que forneceram a madeira, os parafusos e os arames usados na estrutura”, ressalta Naira.

A diretora do Semeando, Rozilene Cassanho Zago aponta que foi gratificante ver o entusiasmo da professora e das crianças. “O orgulho a cada dia que se passava e a cada etapa que se cumpria, era nítido. Foi inspirador a maneira em que todos se envolveram e se dedicaram.”

“A parte que mais gostei no projeto, foi a de juntar e lavar as garrafas pet e de aprender a reciclar tudo que se pode, pois podemos fazer coisas tão legais como aquelas compradas em lojas”, destaca a aluna Maria Eduarda Santos Macedo. A colega de classe, Ana Vitória Facina Ribeiro completa dizendo que “não foi difícil de fazer a casa, pois todo mundo trabalhou junto, com isso o desafio ficou mais divertido.”

Naira relara que a proposta do trabalho foi um grande desafio, pois imaginou que seria complicado conseguir juntar tantos litros de pet e depois ainda viriam as dificuldades da montagem. “Agora, ao fim deste longo ano de dedicação, percebi que as crianças se mostraram responsáveis, autônomas e completamente dedicadas diante do projeto e isso também refletiu no cotidiano escolar delas. E acima de tudo, o que mais me comoveu e que me fez sentir uma professora satisfeita, foi ver no olhar de cada aluno que participou dessa ação, o orgulho e felicidade de ter concluído o trabalho, principalmente no dia de entrega e apresentação da casa, pois os alunos ao verem tantas pessoas admiradas e impressionadas com o trabalho realizado, demostraram mais orgulho e alegria do que durante todo o processo de construção, além de também sentirem um grande zelo e amor diante da casinha querendo cuidar dela para nunca estragar ou quebrar”.

Na última semana, um cerimonial de entrega foi realizado no Projeto Semeando o Futuro. Com a participação da diretoria, professora, alunos, secretaria da educação do município e todos os voluntários que auxiliaram na construção, a casa de garrafas pet foi oficialmente entregue a instituição. Para celebrar e agradecer os envolvidos, as crianças fizeram apresentações musicais de canções e melodias que aprenderam nas aulas do contra turno, oferecidas pelo Semeando. Uma junção de trabalhos que estão formando de maneira qualitativa esses pequenos cidadãos.

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A solidão de uma estrela

Amaury Meller Filho e Vera Lúcia Fávero Margutti reuniram talentos na criação da obra “A Estrela Solitária”. Com um conteúdo cheio de significados, os autores privilegiaram mais a estética do que a ética, levando em conta a ideia de que a literatura infantil lúdica é uma importante ferramenta para a formação de leitores. Procuraram priorizar a abordagem literária, o que significa desenvolver histórias de forma libertária, sem preconceitos e sem didatismo.  “Escrevemos para entreter, para despertar o prazer de ler e encantar, visando o estímulo à leitura. Naturalmente passamos valores e conhecimentos, tecemos reflexões. E essa dupla função, que cada vez mais se faz necessária, pois a leitura na escola deve ser marcada por momentos lúdicos e prazerosos e que também estimule à alfabetização, que fortaleça a construção de novos conhecimentos e favoreça o desenvolvimento social, emocional e cognitivo das crianças”, destaca Vera.

Os autores contam que uma nova obra é sempre muito desafiadora, começando pelas responsabilidades com a escrita. Definir o que falar de forma que encante, cative e estimule.  Pensar sobre o que passar de bom que contribua com o desenvolvimento social, emocional e cognitivo das crianças.  Depois vem os desafios das publicações, se impresso ou e-book, no caso desta obra Amaury e Vera fizeram das duas formas. E por fim, vêm os desafios da aceitação e distribuição.

“Essa história infantojuvenil fala de uma primeira estrela que nasceu na Via Láctea, sua solidão, necessidades e vontades, e sua relação com o Criador. Oferece a ideia do começo de uma jornada em busca de novas amizades e como a companhia é importante em nossas vidas. Mostra a importância de autonomia e de que nesse mundo vivemos em uma constelação, seja ela de estrelas, de necessidades, de pessoas, de opiniões. A estrela solitária busca levar através de sua fácil leitura, uma viagem na imaginação de como nosso Criador criou o mundo, sua origem, começando pelas estrelas e por fim a humanidade. É um livro para crianças, mas que faz pessoas de todas as idades refletirem sobre suas constelações”, ressalta Amaury.

No livro, além da ideia central de que as criaturas, não só as humanas, são seres relacionais, também reforça através das imagens que a boa convivência com os diferentes é que as fazem seres especiais. E nessa perspectiva estão inclusos os valores de amizade, de liberdade, da autoestima, da aceitação do novo e da coragem para enfrentar os riscos e perigos das tempestades da vida.
“Esperamos que o livro tenha boa aceitação e sensibilize pais e professores, para que seja adotado em escolas e instituições como projetos de leituras, mas principalmente que cative os pequenos leitores para novas descobertas, amplie a compreensão de si e do mundo, incita-lhes o imaginário, provoque perguntas e busque respostas para despertar grandes e pequenas emoções, fortalecendo ainda mais a construção de novos conhecimentos”, apontam os autores da obra.

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Muros que conscientizam

O projeto e livro “O Mosquito Perigoso”, idealizado pela escritora e ilustradora Maria Cristina Vieira, é resultado de uma parceria com a secretaria de Educação de São Jorge do Ivaí. Recentemente, o projeto atingiu o seu objetivo principal, que é envolver alunos, educadores e toda a população por meio das imagens que foram coloridas pelos alunos. Os estudantes foram orientados a capricharem na ilustração das imagens do livro para concorrerem ao prêmio de melhor pintura. Ao final do trabalho, os sete melhores trabalhos foram reproduzidos em sete muros da cidade.

O livro trata de um assunto de grande complexidade e como diz a autora, não é brincadeira nem conto de fadas. “O Aedes aegypti, um mosquitinho de cor preta coberto com manchinhas brancas e com cara de ‘bonzinho’, engana a todos e é capaz de matar. Dengue, Zika e Chikunguya é um terror que se espalhou pelo mundo. É a consciência e o cuidado desse ‘mundo’ que eliminará esse grande mal que nos aterroriza. O melhor caminho para a conscientização é através da educação. Ganhamos força quando trabalhamos juntos pelo mesmo objetivo”, destaca Maria Cristina.

O projeto teve início quando as crianças receberam em sala de aula exemplares do livro e da revista de atividades O Mosquito Perigoso. Os professores trabalharam com os alunos de variadas formas o tema abordado no projeto. Textos informativos, redação, desenhos, fantoches, mosquitos com garrafas pet e outros.

Os estudantes foram orientados a capricharem na ilustração das imagens do livro para concorrerem ao prêmio de melhor pintura.  Ao final do trabalho, os sete melhores trabalhos foram reproduzidos em sete muros da cidade.

“As pinturas nos muros com as imagens vencedoras seguiu as mesmas cores que a criança usou em seu desenho. Os alunos com os trabalhos escolhidos também participaram do processo de reprodução nos muros, me ajudando. Foi uma etapa prazerosa”, conta Maria Cristina.

Após a pintura do último muro os pais dos estudantes vencedores, autoridades e demais crianças e educadores celebraram o encerramento do projeto, com fotos pela cidade redecorada com as ilustrações e um bate-papo sobre a ação realizada.

“O projeto teve resultados muito positivos, pois percebemos o envolvimento de toda nossa comunidade que se sensibilizou perante o problema do aumento dos casos de dengue. O objetivo maior foi conscientizar nossos alunos sobre o perigo que este mosquito vem causando a nossa população. Com as ações, incentivamos as crianças a terem atitudes de prevenção ao Aedes e chegamos a conclusão de que juntos venceremos o mosquito perigoso”, enfatiza a secretária da educação, Claudinéia Sossai Navarro.

O prefeito de São Jorge do Ivaí, André Bovo aponta a grandiosidade do projeto. “Enquanto as pinturas permanecerem nos muros da cidade a conscientização estará visivelmente presente na vida de todos. Os alunos com certeza aprenderam muito com esta lição e são eles que levarão adiante todo este aprendizado. Que ótimo seria se outros municípios viessem a desenvolver esse belíssimo trabalho”.

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RESULTADO. Alunos e professores vencedores, além de autoridades, em frente a um dos muros pintados em São Jorge do Ivaí como conclusão do projeto “O Mosquito Perigoso”.

 

VENCEDORES

Relação dos alunos que fizeram as melhores pinturas e tiveram suas ilustrações reproduzidas nos muros de São Jorge do Ivaí, pelo projeto “Mosquito Perigoso”:

 

Aluna – Mariana Leal dos Santos Lopes

Professora – Maria Cristina Franzói Preti

Aluna – Ana Luiza Chavenco Zangeroli

Professora – Joana de Lourdes Contieri

Aluno – Vitor Nelson Silva dos Santos

Professora – Fátima Regina Oliveira Romualdo

Aluna – Gabrielli Sossai

Professora – Solange Pauro Pazinato

Aluna – Maysa Bianca Luiza dos Santos

Professora – Sandra Regina Crivelaro

Aluno – Samuel Boschi Sarabia

Professora – Ironice Lopes Pereira

Aluno – Mateus Sala Covaltchuk

Professora – Sumair Terezinha Lustoza

 

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Os quadrinhos de Isac

A linguagem visual e características lúdicas fazem das histórias em quadrinhos bons instrumentos para a alfabetização, além de contribuírem para o interesse pela leitura e pela escrita nas crianças. Com o estudante da Escola Municipal Tisuro Tsuji Barros Cunha em Sarandi, não foi diferente. Isac de Araújo Capeline tem 11 anos e é um destaque dentro da instituição por conta dos desenhos que reproduz.

Foto Abre“Ele é um aluno bastante tímido, mas quando coloca no papel tudo o que sente e tem de conhecimento, é um verdadeiro artista. Desde o primeiro dia deste ano letivo percebi que ele tinha algo a mais para mostrar, e com as aulas vieram os resultados”, destaca a professora de Isac, Maria Aparecida Landim.

Landim conta que na maioria das propostas de atividades Isac pede a autorização para incluir os quadrinhos na produção. “Muitas vezes solicito a escrita de um texto, algo simples, e ele me vem com muito mais. Além do texto divido em balões – algo que tem que ser pensado, medido e organizado – a ilustração vem a complementar e torna o trabalho fantástico”, diz.

Isac é apaixonado pelas histórias em quadrinhos (HQs) desde os três anos. “Meus primeiros desenhos são bem feios, confesso. Mas desde muito cedo já comecei a ilustrar. Lembro que o primeiro trabalho que fiz foi um tipo de revistinha com personagens dinossauros contando o filme Jurassic Park”, ressalta.

Como as HQs em geral unem palavra e imagem, elas contemplam tanto alunos que já leem fluentemente quanto os que estão iniciando, pois conseguem deduzir o significado da história observando os desenhos. A curiosidade em saber o que está escrito dentro dos balões cria o gosto pela leitura.

A professora de Isac aponta a facilidade do aluno em desenhar sobre qualquer tema, desde assuntos interdisciplinares até questões de cunho social. “O último trabalho que me chamou a atenção foi sobre a matéria publicada no jornal O Diário em que se noticiou a respeito dos cadáveres dos cães encontrados numa estrada rural. Esse fato comoveu o Isac, casou indignação e ele conseguiu reproduzir não só o conteúdo da notícia, como também os sentimentos dele, em quadrinhos.”

O jovem ilustrador dá algumas dicas para a criançada que assim como ele adora desenhar. “As HQs são muito divertidas, tanto para ler quanto para produzir. O importante é a gente gostar do que está fazendo, assim a missão fica fácil. Antes de começar o trabalho sempre vejo bem o espaço de papel que tenho disponível, meço os quadrinhos e o segredo é começar escrevendo as falas nos balões, a parte divertida de desenhar, deve ficar para o final.”

Sempre com o objetivo de motivar o aluno, Landim tem conciliado as propostas didáticas do currículo escolar com o talento de Isac. “Ele precisa aprender e desenvolver todo o tipo de conteúdo, mas sempre é possível aliar com o que ele sabe fazer de melhor. Quero incentivá-lo a continuar produzindo para que um dia ele seja um artista reconhecido”, ressalva.

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Escritora mirim lança livro

Na obra “Sonhos de Sofia” os leitores vão se surpreender com os manuscritos de Sofia Quinteiro. Aos 10 anos, a moradora de Maringá, muito observadora e criativa repassa de forma sábia conselhos tanto para as crianças como para os adultos. “Convivo com pessoas mais velhas e tiro proveito das conversas para dar significado às experiências vividas no dia-a-dia”, destaca.

Constata-se a maturidade da menina nos trechos do livro, a exemplo: “A depressão é um conjunto de buracos negros em sua mente, aquele que é depressivo está cego, traído pela própria mente”, ao final da página ela ainda aconselha: “procure alegria profundamente”. E assim, a cada página virada o leitor conhece textos sobre caráter, bondade, felicidade e tantos outros assuntos que podem ser classificados como filosofia de vida e até mesmo autoajuda.

“Já enviei alguns dos textos da Sofia para amigas e tive a devolutiva de que foram muito valiosos, às vezes a pessoa está tendo um dia ruim, e depois dos conselhos apresentados na obra, se sentem melhor. É gratificante ver que minha filha, de alguma forma, está contribuindo para o bem estar de outras pessoas”, ressalta a mãe, Neandra Quinteiro.

Foto Abre“O objetivo do livro é mostrar ao mundo que no ponto de vista de uma criança, as reações e soluções de vida são bem mais simples. Serve como lição para qualquer um, seja qual for sua idade”, diz a escritora.

Aos quatro anos Sofia já tinha definido o que queria ser quando crescer, “eu nem sabia escrever direito, mas mesmo assim dizia que queria ser escritora”. E como vemos, não demorou muito tempo. “A ideia do livro veio da minha mãe. Ela achou uma agenda minha com todos os textos que compõem o ‘Sonhos de Sofia’ e ficou encantada. Depois disso, começou o trabalho de edição e agora já está pronto para lançamento”, conta.

O curioso, é que em tempos de tanta tecnologia e conectividade, Sofia é adepta ao manuscrito. Todos os seus textos são escritos à caneta, para somente depois, quando necessário, serem digitados. “Agora com o lançamento do livro estou me tornando mais próxima da internet, para estar em contato com os leitores, mas no geral só uso para pesquisas de trabalhos escolares.”

Outro fato que merece destaque é o talento da pequena para os desenhos. Além dos textos que serão publicados, as ilustrações do livro também são criações de Sofia. “Quando eu ainda não sabia escrever, fazia histórias com os desenhos. E depois reunia toda a família para contar o enredo que eu tinha criado, sem palavras, somente ilustração.”

Esse apoio da família veio desde a infância, Neandra enfatiza que ela e o pai de Sofia, Wilson Quinteiro, sempre deram espaço para a filha questionar, falar, contribuir nas conversas como também foram muito pacientes para ouvir a pequena. “Acredito que essa criação intimista que demos foi fundamental. Acrescentou conteúdo para a vida e formação da Sofia, mas o mérito de interpretar os assuntos das conversas e transcreve-los de forma tão simples e ao mesmo tempo tocante, é todo dela”, disse Neandra.

A pequena escritora não vai parar por aí, o “Sonhos de Sofia” é só o primeiro lançamento. Mais duas obras estão em produção. “Escrever, desenhar, para mim é lazer. O que vejo ao meu redor, as situações que presencio, os livros que leio, tudo me inspira. Quando percebo já tenho bastante conteúdo pronto. Antes eles ficavam arquivados na gaveta, hoje quero lançar para o mundo, quero mostrar que as crianças podem ser muito criativas e cheias de talento, só é preciso fazer eles florescerem. Acredite nos seus sonhos, acredite que você é capaz sempre!”, aconselha, Sofia.

 

capa livro Sofia

 

LANÇAMENTO

A escritora Sofia Quinteiro convida todos para a noite de autógrafos de seu livro “Sonhos de Sofia”.

Data: 19 de maio de 2016

Local: Livrarias Curitiba – Shopping Catuaí Maringá

Horário: 19 horas

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O jornal como artefato de esporte

Já imaginou participar de uma aula de esgrima dentro do espaço escolar? A professora Cintia Conte Torres que leciona na Escola Municipal Nilo Peçanha, em Marialva, cumpriu essa tarefa. Durante a aula de educação física ela desafiou os alunos a confeccionarem espadas com as páginas velhas do jornal e ainda ensinou a eles um esporte de combate.

“A proposta surgiu de uma pesquisa, na editoria de esportes do Diário, sobre quais estilos de lutas e artes marciais mais aparecem na mídia e quais têm maior destaque em nossa região. Em seguida, propus que vivenciassem de maneira lúdica esse estilo de luta ao produzir espadas de jornal. Desta forma reafirmei a importância da reciclagem e reaproveitamento de materiais, proporcionando economia de dinheiro e ajudando na preservação do meio ambiente”, enfatiza Cintia.

A estudante Lorena Alana Nabarrete destaca que o trabalho com jornal é muito importante, pois todos os dias depois de lidos, algumas pessoas o jogam fora acumulando quilos de lixo. “Na minha escola é diferente, nós o reutilizamos para fazer outros materiais na aula de educação física, por exemplo.”

Para iniciar o trabalho a professora separou exemplares do Diário, de dias diferentes, no intuito dos alunos pesquisarem quais notícias sobre lutas eram destaque, analisando as modalidades das artes marciais que tinham repercussão a nível nacional ou em nossa região. Cintia apresentou às crianças a história, as características e as regras básicas da esgrima, para somente depois disso, elas confeccionarem as espadas.

“Entreguei uma folha de jornal para cada estudante, com ela, eles fizeram um canudo bem fino e firme virando uma das pontas formando um pequeno aro para fazer a empunhadura”, conta.

Foto AbreDepois de cada aluno ter a sua espada, foram formadas duplas para a vivência de uma luta, assim como nos campeonatos. Para esta aula cada criança usou uma camiseta velha, para ficar evidente a marcação do ponto em que foi atingido pela espada – pois a marcação acontece quando a espada atinge o corpo do adversário – e para ficar mais real foi pintado com tinta a ponta da espada. Também foi colocado um jornal preso com fita crepe no peito de cada aluno para simular a roupa da esgrima.

Os estudantes se divertiram a aula toda e no final foi possível constatar quem foi mais ou menos atingido, de acordo com a situação dos jornais que foram colocados por cima das camisetas.

Cintia enfatiza que os resultados foram muito satisfatórios, pois com o trabalho de pesquisa os alunos adquiriram informações importantes referentes ao conteúdo estudado, analisando a repercussão do assunto na mídia impressa. E com a vivência prática, tiveram um aprendizado de forma dinâmica, divertida e eficaz. “O ensino não se restringiu ao conteúdo da grade curricular, as crianças perceberam que podemos reutilizar materiais que seriam jogados fora, na confecção de brinquedos e materiais alternativos com uso funcional”, enfatiza.

“Desde que iniciamos as atividades com o jornal na escola, os alunos tornaram-se mais críticos e melhoraram na leitura, pois desenvolveram o gosto por ela. Pelo fato de o impresso trazer vários gêneros textuais, aprimoraram conhecimentos e esse trabalho contribuiu ainda mais para auxiliá-los na Prova Brasil”, ressalta a coordenadora pedagógica, Luzia Aparecida Sacoman.

Após orientações sobre como utilizar seu brinquedo de maneira segura, sem machucar os colegas, os alunos quiseram levar a espada para casa para continuar a diversão, assim como jornais para confeccionarem outras para os irmãos e amigos.

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Notícia inspira a reciclagem

Meio Ambiente é um tema que já faz parte do currículo escolar, mas para deixar os alunos atentos à importância desse assunto, é preciso inovar as práticas pedagógicas em sala de aula. Pensando nisso, as professoras Carina Gimenez Munhoz, Maria Aparecida Chaves e Rosilene Aparecida Viotto que lecionam na Escola Municipal Elena Maria Pedroni, em Floraí, desenvolveram um projeto sobre reciclagem.

Foto AbreA ideia teve início após a leitura da notícia “Prazo maior para dar fim a lixões é erro, dizem prefeitos” que foi publicada em O Diário do Norte do Paraná. Por ser um veículo de comunicação que as crianças têm acesso à leitura semanalmente, a pauta em destaque foi transformada em aula.

Os estudantes foram divididos em equipes para debater o assunto e demonstraram diferentes pontos de vista a respeito da matéria. Com isso, as professoras separam os grupos em três temas: dilatação de prazo, metas de gestão e construção de aterros. Nesta etapa os alunos aprenderam o que são cada um desses termos que estavam presentes na notícia e ainda praticaram a oralidade e a capacidade em argumentar.

Após o estudo da teoria, as crianças foram à prática. Para mostrar o que pode ser feito para reduzir a quantidade de lixo, elas foram desafiadas a reciclar parte do que jogam fora todos os dias.

As professoras perceberam que as caixas de leite são um produto descartado diariamente na casa dos alunos e encontraram uma nova utilidade para a embalagem vazia, a transformaram em uma sacola que pode ser utilizada para presente ou mesmo como uma bolsa.

Na aula seguinte, os estudantes foram à produção. Aproveitando o mês em que se comemora o dia dos pais, as crianças fizeram as sacolas que entregaram como embalagem do presente que deram aos pais.

“Trabalhos como esse são muito válidos, pois aprendem não só as crianças, mas nós adultos, também. É uma ótima maneira de nos conscientizarmos da importância da reciclagem todos os dias”, destaca a diretora da escola, Vania Molina Ganaza.

 

 

Imagem - boxFAÇA VOCÊ TAMBÉM

Conheça o passo-a-passo para a confecção de sacolinhas a partir de materiais recicláveis:

Materiais:

– 1 caixa de leite vazia e limpa;

– Tecido de algodão;

– Cola de tecido;

– Pincel;

– Perfurador;

– Cordinhas (para alça).

Como fazer:

– Corte a caixa de leite na altura desejada;

– Corte o tecido para revestir o fundo da caixa com sobra de 2 cm para acabamento;

– Espalhe a cola com pincel e cole o tecido;

– Corte o tecido para revestir as laterais da caixa com sobra de 3 cm para acabamento;

– Espalhe a cola com pincel e vá colando o tecido;

– Alise bem o tecido depois que colar;

– Perfure as laterais;

– Coloque as cordinhas e faça o acabamento com nó nas alças e está pronto!

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Lido, reciclado, reaproveitado

Engana-se quem acredita que a única função do jornal dentro da sala de aula é para leitura e interpretação textual. A professora da disciplina de Educação Física, Cintia de Katya Conte que leciona na Escola Municipal Mercedes Romero Panzeri, em Sarandi, mostrou que há muitas outras possibilidades de se aproveitar aquele impresso que já foi lido e relido pelas crianças.

“O Diário, geralmente, é fonte de conteúdo na realização de trabalhos nas áreas de português, geografia ou ciências, porém, percebi que o impresso é um material alternativo para a produção de objetos que contribuem, também, para a aula de educação física”, destaca Cintia.

Foto AbreAs crianças foram desafiadas a produzirem petecas para brincar no intervalo, malabares para as aulas de atividades circenses, espadas para o aprendizado da esgrima e aparelho de fita para o treino de ginástica rítmica. Tudo isso, a partir das páginas do impresso.

“O uso do jornal para a confecção de materiais alternativos não só nas aulas de educação física, mas de forma geral, é muito positivo. Além de proporcionar a vivência com objetos que muitas vezes a escola não tem, ou tem em quantidade insuficiente, estimula a criatividade dos alunos, a autonomia e conhecimento para estarem confeccionando seus próprios brinquedos e materiais, além de estar reaproveitando e reciclando algo que já foi muito utilizado e explorado por seus conteúdos informativos e que, provavelmente, virariam lixo”, enfatiza Cintia.

A aluna, Andreina Moretto da Rocha conta que o contato com o Diário é muito bom, ainda mais quando se aprende a fazer materiais que são para o aprendizado e diversão, dentro ou fora da escola.

A professora comenta que todos os objetos produzidos a partir do jornal foram um sucesso entre os estudantes. “Foi possível manuseá-los com total eficácia para a atividade em questão e proporcionar uma aula super animada.”

“O Diário é fonte de recurso didático da formação acadêmica e desenvolvimento social crítico, conduzindo também à utilização deste na confecção de elementos para aulas no ensino de arte e educação física. Em ambos os momentos percebe-se a satisfação da criança no manuseio do jornal, sendo também muito rico ao professor na promoção de atividades e estratégias educativas”, acrescenta a coordenadora pedagógica, Edna Malavazi.

 

FAÇA VOCÊ TAMBÉM!

Quer saber como a professora e os alunos da Escola Mercedes Romero produziram peteca, malabares, espata e fita para a ginástica? Aí vai o passo-a-passo:

-PETECA:

Na confecção da peteca foi entregue uma folha de jornal para cada aluno onde eles tiveram que amassar até o formato de uma bola, em seguida com um quadrado de tnt (30 cm x 30 cm) eles embrulharam a bola de jornal, e finalizaram amarrando como se fosse um ovo de páscoa.

– MALABARES:

Foram produzidos dois modelos, um com caixas de leite onde os alunos amassam e colocam dentro das caixas duas folhas de jornal, e outro modelo com uma garrafa pet (500 ml), onde os alunos fazem um canudo bem firme utilizando folha dupla de jornal para ser colocado na boca da garrafa formando seu cabo.

– ESPADA:

Na confecção da espada de jornal, os alunos fizeram um canudo bem firme com jornal duplo, em seguida apenas fez-se uma modelagem em uma das extremidades formando uma empunhadura.

– APARELHO DE FILA:

Na criação do aparelho fita da Ginástica Rítmica, os alunos também fazem um canudo firme de jornal, que é dobrado ao meio para servir de haste para prender uma fita de crepom.

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Tendas estimulam a leitura em Maringá

Aquele programa, desejado por muitos, de poder ler uma poesia ou história sentado no gramado de uma praça, já acontece aqui em Maringá. As escritoras Vera Margutti e Ângela Ramalho são as responsáveis pelo Projeto Tendas Literária que tem por objetivo incentivar a leitura e a escrita, através de atividades com o uso de materiais lúdicos e pedagógicos.

Todos os domingos, na praça em frente ao Parque do Ingá, as escritoras oferecem oficinas de poesia, contação de histórias e atividades com pinturas e fantoches. “Foi um grande sucesso desde a inauguração. Recebemos fluxo de crianças e até de adultos que já tem o hábito de frequentar o espaço para as atividades físicas e aproveitaram para participar e interagir diretamente com manuseios de livros, tanto infantis e juvenis, quanto de poesias”, destaca Vera.

No espaço, os visitantes encontram as “Sacolas da Leitura” que contém a biografia, poemas e atividades pedagógicas sobre algum escritor. Lembrando que é possível conhecer obra de grandes autores brasileiros, como também de maringaenses que se destacam na literatura.

“Eu adoro ler, por isso todo domingo peço para minha mãe me trazer aqui. Quando eu crescer quero ser escritor”, faz planos o pequeno Arthur Silva Yaedo, de cinco anos.

Colchonetes, almofadas, e mesas e cadeiras infantis compõem o espaço. Prateleiras de livros ficam expostas para que as pessoas se sintam chamadas à leitura, pra que assim, o momento de aprendizado seja prazeroso.

“Minha filha está encantada com as tendas. O trabalho das escritoras é de extrema importância, pois além do incentivo à leitura, nas atividades de pintura, por exemplo, se desenvolve a coordenação, na contação de histórias a concentração, como também a oportunidade de interagir com a cultura”, enfatiza a administradora, Renata Schendorf.

Ângela comenta que as histórias contadas, lidas e até cantadas ao ritmo do violão chamam a atenção de todos que transitaram por ali. “As pessoas não resistem, chegam movidos pela curiosidade e vão parando, sentando e acabam participando desse momento lindo da literatura no centro da nossa cidade canção.”

Outra iniciativa das responsáveis pelo projeto é a “Poesia na Bandeja”, na qual são distribuídos cerca de 400 fragmentos de poesias, ao público que aproveita o domingo para passear.

“Estas tendas são fascinantes. É uma oportunidade que as pessoas têm de deixar a internet de lado e viver a experiência da leitura em seu suporte mais tradicional, o livro”, conta a professora, Carla Nunes Agostinho.

As escritoras Ângela e Vera estão fazendo agendamentos para as crianças e adolescentes que queiram declamar poesias ou contar histórias. É só ir até o espaço e informar o nome do participante. As tendas estarão montadas no Parque do Ingá até o primeiro domingo do mês de maio. Quem não conhece as atividades do Projeto, ainda está em tempo.

CULTURA. Contação de histórias com fantoches conquista crianças e também adultos que passeiam pelo Parque.

CULTURA. Contação de histórias com fantoches conquista crianças e também adultos que passeiam pelo Parque.

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