atividades

Interpretando o jornal

A proposta de reescrever os fatos publicados no jornal, através da observação apenas das imagens, tem rendido bons trabalhos dentro das instituições de ensino. Por ser algo que proporciona uma nova experiência ao estudante e o faz usar a criatividade, os professores têm aplicado essa didática em sala de aula.

Joana de Lourdes Contieri leciona na Escola Municipal São Jorge, em São Jorge do Ivaí, e desenvolveu com seus alunos do 5º ano o desafio de interpretar as fotos do Diário, e assim, criar algo novo que pudesse descrever a imagem jornalística. “As crianças tiveram liberdade de escolher o que mais os despertasse a atenção, isso foi bom para estimulá-los, pois cada um optou por aquilo que tem maior afinidade ou conhecimento”, conta.

“Este trabalho enriquece muito a aprendizagem dos alunos, acrescentando tanto na prática da leitura quanto na escrita”, destaca a supervisora da escola, Rozilene Cassanho Zago.

O estudante Fabrício Pereira da Silva comenta que adorou a proposta. “Foi divertido, pois senti um pouco do desafio que é a rotina dos repórteres do Diário.” A colega Akemyla Ventureli completa, “me diverti com a atividade e ainda conheci novas estruturas que compõem o jornal, porque durante a escolha da imagem observei as páginas com mais calma.”

Contente com o desenvolvimento do trabalho a partir do uso do Diário em sala de aula, a professora ressalta a importância em receber o material semanalmente. “É uma oportunidade de leitura factual que muitos alunos só têm dentro da escola. Mais do que um auxílio no processo de ensino é a chance de ter acesso às notícias da região.”

PRODUÇÃO

Estudante recebe o desafio de assumir a função de repórter e cria legenda para foto do Diário.

Imagem Box Submanchete 01

Em Maringá, um homem foi flagrado nu próximo à Praça Rui Barbosa. Enquanto ele atravessava a rua pessoas ligaram para a polícia. Questionado, o rapaz disse que gosta de chamar a atenção. (Legenda produzida pela aluna: Akemyla Ventureli)

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A história da fotografia em pauta

FASCÍNIO. O contato com equipamentos utilizados em décadas passadas encantaram os estudantes.

FASCÍNIO. O contato com equipamentos utilizados em décadas passadas encantaram os estudantes.

Em Santa Fé, município em que cerca da metade da população ativa trabalha no segmento fotográfico, a equipe do Diário na Escola desenvolveu uma oficina pedagógica sobre a evolução das máquinas e dos tipos de registros com os alunos das Escolas Municipais Jardim Primavera e Nove de Dezembro.

“Este é um assunto que está próximo da realidade dos estudantes, fator que torna os resultados das atividades ainda melhores. Parte dos familiares das crianças ganha seu sustento nas empresas fotográficas da cidade, por isso é importante que conheçam sobre o assunto”, destaca a professora Genilza Favato.

A coordenadora do Programa, Loiva Lopes apresentou um vídeo com toda a história da criação da primeira máquina até a mudança que houve na pose das pessoas para os registros. “Antigamente ninguém sorria para as fotos. Descobri que era porque poderia demorar até trinta minutos para ser feito uma imagem, pois os equipamentos não tinham a tecnologia e agilidade que vemos hoje”, conta o aluno Vitor Hugo Evangelista.

As crianças tiveram a oportunidade de manusear as máquinas fotográficas que já foram utilizadas pelos fotógrafos do Diário ao longo dos 40 anos de história da empresa. “São relíquias guardadas que ajudam os estudantes a entender o avanço dos registros. Os equipamentos que eram grandes, pesados e sem flash, hoje deram lugar aos compactos e com diferentes funções”, fala Loiva.

Grande parte dos alunos se quer tinham visto um filme fotográfico, daqueles em formato de carretel que era utilizado para registrar a imagem e, em seguida, ser feita a revelação. “Tudo está sendo novidade, não imaginava que um dia já havia existido equipamentos assim. Adorei a oficina de hoje e agora tenho mais certeza de que quero ser fotógrafa”, comenta a estudante Giseli Fátima Sgaraboto.

“Além do momento de aprendizado, a vinda da equipe do Programa até a escola trouxe interação entre os alunos”, ressalta o professor Jeremias Ramos Coutinho. A colega de profissão Jaqueline Biazon completa, “não só as crianças estão saindo da aula com novos conhecimentos, mas eu também. A fala da Loiva me proporcionou ideias que vou aplicar em sala para continuar o trabalho sobre a fotografia.”

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Notícias do Diário são temas de produção escolar

Ao propor uma atividade de produção textual é importante que se dê à escrita uma finalidade clara e, se possível, que estimule sua circulação fora do âmbito aluno – professor. Quando a tarefa de escrita é feita na escola e, somente, para a escola, há chances de que os estudantes não arrisquem e não ousem na construção dos textos.

Foto AbreDiante desta realidade, a professora Andréia dos Santos Gallo que leciona na Escola Municipal Dr Eurico Jardim Dornellas de Barros, de Marialva, decidiu criar uma nova finalidade para as produções textuais de seus alunos. “Com a proposta de enviar os melhores trabalhos para o jornal, a criança se empenha a realizar o que foi proposto”, comenta.

Com o objetivo de fazer com que os estudantes produzissem textos opinativos, Andréia precisava de um material fornecesse informações. Neste momento, a professora solicitou aos alunos a leitura das matérias publicadas no Diário, para que assim, eles adquirissem argumentos.

“A maioria teve o contato com o jornal pela primeira vez. A cada nova informação foi possível ver a admiração com os fatos apresentados nas notícias e até se questionavam: ‘nossa, será que isso é verdade?’”, acrescenta a professora.

Para o desenvolvimento da proposta didática Andréia dividiu a turma em três grupos e fez uma discussão sobre o que as crianças conhecem a respeito do impresso. Na sequência ela entregou um formulário explicativo sobre os termos técnicos existentes no material e os estudantes foram desafiados a encontrar estes elementos pelas páginas do Diário. “Eu nunca tinha lido um jornal, gostei muito de tudo o que vi e quero continuar a leitura sempre que possível para estar atenta às notícias”, ressalta a aluna Alana Funatsu.

A professora enfatiza o quanto este trabalho foi prazeroso. “Quando apresentei a proposta, de imediato, a turma toda se interessou. Mais importante ainda foi perceber que as crianças são capazes de estabelecer uma relação das ações do presente com as notícias veiculadas no impresso.”

A partir da empolgação da classe, Andréia e toda a equipe da escola Dr Eurico estão desenvolvendo a produção de um jornal escolar. Em breve, já terão em mãos o primeiro exemplar.

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Reescrevendo o jornal

Os professores participantes do Diário na Escola buscam aliar os conteúdos do currículo escolar às atividades com o jornal. Exemplo disso pode ser visto na produção desenvolvida pela professora, Valéria Nunes que leciona na Escola Municipal Alfredo Sofientini, de Astorga. “O livro didático trouxe a proposta de trabalhar a reescrita. Para deixar a dinâmica mais interativa decidi propor aos alunos que reescrevessem textos e legendas de fotos publicadas no Diário”, conta Valéria.

2014-07-23 16.52.40“Este tipo de proposta oferece à criança reflexão sobre a escrita, dando ênfase para uma interpretação clara e objetiva do assunto em questão, algo que auxilia a compreender o texto original”, comenta a coordenadora pedagógica, Nelcy Roque Cornicelli.

Valéria ressalta nessa atividade os alunos passaram a conhecer de forma mais detalhada a estrutura do impresso e se sentiram motivados com o trabalho associado ao livro didático. “Eles conseguiram desenvolver, na prática, a proposta do currículo escolar, com isso houve maior interesse por parte da turma, pois eles não só imaginaram um exemplar do Diário – como era o costume antes do acesso ao material – mas também puderam manusear.”

“Esta aula me esclareceu o que é legenda e o que é texto chamada, por serem frases curtas eu não percebia a diferença entre eles”, comenta o aluno Alisson Mateus Pereira do Santos.

Foto SubmancheteA estudante, Maria Eduarda da Silva Viana fala sobre a experiência da reescrita. “Foi divertido, porque antes eu me atentava somente à leitura do Diário, mas desta vez tive o desafio de criar uma nova legenda e sentir como é o trabalho de quem faz isso todos os dias.”

A professora destaca que as crianças já estão bem familiarizadas com o jornal, mas que a cada nova proposta didática com o material ela é surpreendida com bons resultados. A aluna, Nathália Ribeiro Marqueta enfatiza que toda semana já espera o dia em que vai poder trabalhar com o Diário, “adoro estar por dentro das novidades.”

“O uso do impresso na escola favorece a interação do aluno com a realidade social, a vivência e reflexão da atualidade, o tornando um ser ativo e participativo. O material se constituí ainda como um excelente meio de promover o saber-fazer, de valorizar o trabalho em equipe, e sobretudo, de  praticar a Língua Portuguesa em  situações reais de comunicação. O Diário na Escola tem sido de grande valia em sala de aula, como uma ferramenta pedagógica a mais na prática do professor”, conclui a secretária de educação de Astorga, Neuza Maria Julião Fortunato.

 

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Do jornal para a classe

Do bate-papo entre amigos às conversas formais, tudo gira em torno das notícias que circulam na mídia. Lemos jornais, assistimos aos telejornais, ouvimos rádio, navegamos pela Internet, a fim de ficar por dentro dos acontecimentos.

Matéria-prima dos jornais, a notícia relata os fatos que estão acontecendo na cidade, no país e no mundo. A intenção da reportagem é informar o leitor com exatidão. Além dos textos informativos sofremos um constante bombardeio publicitário através das mídias que tem como objetivo promover o consumo de produtos e ideias.

“Ao levar para a sala de aula o texto publicitário, o aluno passa a conhecer não só as finalidades e características linguísticas e textuais deste tipo de texto, mas também pode tornar­se um consumidor mais atento, pois passa a conhecer os elementos de persuasão que a publicidade usa para conquistar seu público”, enfatiza a professora mestre, Maísa Cardoso.

Preocupados em formar estudantes com maior criticidade, os professores Ney Silva Girardo e Angela Maria de Gouveia Futigi, do Colégio Estadual João de Faria Pioli, de Maringá, aplicaram atividades relacionadas às notícias e publicidades veiculadas nos exemplares do Diário.

“Estes gêneros textuais são de grande importância no crescimento do aluno, trabalhamos buscando não só o aperfeiçoamento dentro da escola, mas também com a visão de ajudá-los a serem pessoas mais atuantes na sociedade, com opiniões e argumentos”, destaca Ney.

Dentro da proposta os estudantes escolheram uma matéria ou uma propaganda de qualquer uma das páginas do impresso e tiveram que recriar os textos que haviam sido publicados. “Com esta produção foi possível explorar a capacidade de leitura, interpretação, criação e até a habilidade de organização do material em sua sequência de cadernos”, conta Angela.

A aluna Hellen Rodrigues comentou que gostou da oportunidade de ter uma aula diferente, “foi motivador realizar esse trabalho.” E Giovana Brito, também estudante, completa ressaltando que está ansiosa para a próxima aula com o uso do Diário.

Os professores relatam que em todas as turmas trabalhadas o resultado foi excelente. “O jornal trás novidade para a rotina escolar, isso é primordial, pois enfrentamos o desafio de tornar as aulas mais interativas, assim como as novas tecnologias que tanto prendem a atenção dos adolescentes”, acrescenta Ney.

ANÚNCIO: Sem fumo = Mais vida! Se o governo investir dinheiro para ajudar os fumantes, será bom para os dependentes e para as pessoas que convivem com eles, pois a fumaça intoxica a todos. Os fumantes têm o vício por causa da nicotina, algo que causa doenças e pode até matar as pessoas. (Produzido pelo aluno: Vinícius Augusto Mora Rubin)

ANÚNCIO: Sem fumo = Mais vida!
Se o governo investir dinheiro para ajudar os fumantes, será bom para os dependentes e para as pessoas que convivem com eles, pois a fumaça intoxica a todos. Os fumantes têm o vício por causa da nicotina, algo que causa doenças e pode até matar as pessoas.
(Produzido pelo aluno: Vinícius Augusto Mora Rubin)

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Leitura através de imagens

Ao lermos um texto, muitas vezes, não damos importância às imagens que ele apresenta. Ao contrário do que pensamos, essas não são meramente ilustrativas, pois trazem informações importantes acerca do assunto abordado. E no jornal impresso não é diferente, as páginas são compostas de textos e fotos diagramadas de forma que estimulem a vontade de ler.

Coordenadores das instituições de ensino que participam do Diário na Escola relatam que o contato com o jornal trouxe avanço no nível de interpretação dos alunos. Este crescimento pode ser constatado não somente no que se refere aos textos, como também em relação às imagens. “Essas são as que mais despertam interesse nos estudantes, pois ilustram as notícias tornando a compreensão textual mais simples”, destaca a coordenadora pedagógica, Maria do Carmo Tineu Sanches.

Ao perceber esse fato, a professora Ana Lúcia da Silva Primo, que leciona na Escola Municipal Professor Flávio Sarrão, em Cruzeiro do Sul, desenvolveu uma atividade para estimular a percepção visual, a reflexão e os sentimentos causados ao se analisar as fotografias publicadas no Diário.

Ana Lúcia recortou algumas das fotos divulgadas no exemplar do dia 22 deste mês, colou-as em um sulfite e entregou para as crianças observarem as imagens. Em seguida, discutiu-se sobre o que cada foto transmitia ao primeiro olhar e, por fim, os alunos usaram a criatividade para produzir novas legendas, mesmo sem saber o contexto em que aquela fotografia estava inserida.

A aluna Tayná dos Santos Rodrigues comenta que adorou a experiência e acredita que um dia ela também poderá escrever para o jornal. “É interessante como transformamos o sentido de uma imagem, só com a mudança do que está na descrição da legenda da foto.”

“Fico realizada ao ver o empenho dos alunos nas produções que envolvem o uso do Diário. Nesta atividade, em especial, eles se esforçaram para colocar a imaginação em prática e escrever suas próprias legendas. Quando terminaram estavam empolgados e se sentindo um pouco repórteres”, conta Ana Lúcia.

“O trabalho com as imagens teve ótimos resultados. Além da observação, os estudantes discutiram sobre os assuntos, trocaram argumentos e até mesmo as crianças que apresentam dificuldades de aprendizagem demonstraram interesse pelo que estava sendo proposto”, relata Maria do Carmo.

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Nas novas legendas os estudantes satirizaram a convocação de Dunga – novo técnico da seleção brasileira de futebol – se comoveram com desespero dos palestinos, lembraram como as drogas são prejudiciais e destacaram o que é preciso para ser um bom profissional do esporte. Veja alguns exemplos:

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Outro gaúcho na seleção, será que agora o hexa vem?! (Legenda criada por Giovana Silva dos Santos e Luiz Fernando de Souza Teixeira)

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Homem fica arrasado ao chegar em casa e não encontrar sua família. (Legenda criada por Yotiares Ayne Gonçalves e João Pedro Juliani)

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Meios de comunicação em pauta

A comunicação é um marco histórico que revolucionou o mundo, desde a era primata até os dias atuais. A tecnologia avança a passos largos, e a comunicação contribui para isso na medida em que o tempo passa.

As primeiras formas de se comunicar foram através dos símbolos e dos sinais, seguidos pelo desenvolvimento da fala, e por fim, o da escrita.

Para introduzir os estudos com o jornal O Diário, a professora Luciana D’Agostini, que leciona na Escola Estadual Presidente Arthur da Costa e Silva, de Floresta, fez um resgate histórico sobre a evolução da comunicação.

“Começamos o trabalho na sala de informática com pesquisas sobre os primeiros sinais de fala e escrita, e o surgimento dos meios de conversa à distância, como as cartas e os telégrafos. Foi interessante porque utilizamos a tecnologia dos computadores e da internet para fazermos uma busca ao passado. Com isso, a atividade ficou mais interativa e conseguimos ir além do conteúdo do livro didático”, conta Luciana.

DSCF5463A professora também instigou os estudantes a buscarem informações sobre como foi criado o jornal impresso e as batalhas para se conquistar a liberdade de imprensa. “Com este incentivo, quando eles tiveram acesso ao material, já sabiam todos os avanços que foram necessários para chegarmos ao modelo de exemplares que temos hoje”, comenta.

“Tem sido muito bom trabalhar com o jornal, para mim, é uma novidade. O Diário apresenta notícias da cidade que eu moro, coisa que é difícil ver na televisão, por exemplo. Além do mais, o impresso tem diversidade de textos e opções de entretenimento”, destaca o aluno Fernando José Humenchuck.

Luciana relata que, no geral, as crianças preferem ver as notícias do Diário a de outros veículos de comunicação. “Eles contam que no jornal se você não entende o fato, pode voltar à página e ler novamente, e também que as matérias são ricas em detalhes, o que facilita a compreensão.”

Depois de toda a teoria pesquisada os estudantes realizaram uma produção textual relacionando a importância da comunicação na vida das pessoas atualmente. “A imprensa apresenta diferentes conteúdos, todos os dias, com isso o ser humano acaba se deixando alienar por fatos nem sempre verídicos. Eu costumo ser diferente, quando descubro algo novo vou à busca de outras fontes de informação, como a TV, o rádio, as revistas, para realmente confirmar se aquilo é verdadeiro ou não”, enfatiza o aluno Lucas Lobo Zamboti.

“Sou apaixonada pela educação e leitura para mim é prioridade. O Diário enriquece o trabalho em sala de aula, e em pouco tempo já percebemos os resultados. Com a participação no Programa nossos professores estão conseguindo trabalhar a interdisciplinaridade e aliar as notícias do impresso aos conteúdos do livro didático”, ressalta a diretora da Escola, Vera Lúcia Cavalli Ramos.

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Capacitação + prática = resultado

Todos os anos a equipe do Programa O Diário na Escola oferece encontros pedagógicos para os professores das instituições de ensino parceiras. Com o objetivo de auxiliar o trabalho do educador são ministradas oficinas bimestrais sobre temáticas que utilizam o jornal impresso como suporte na realização de atividades.

“Nossa prioridade é que os educadores tenham condições de desenvolver uma boa prática pedagógica utilizando a leitura do jornal, por isso buscamos alinhar os temas das oficinas com a programação do que o professor irá trabalhar em sala”, destaca a coordenadora do Programa, Loiva Lopes.

Dentro desta dinâmica, as educadoras da Escola Municipal Padre Mateus Elias, de Doutor Camargo, participaram da formação: “A estrutura do jornal – Trabalhando o impresso em sala de aula” e voltaram para a classe cheias de ideias.

Foto 01A professora Zuleide Ghizzo relata que o jornal tem acrescentado muito em seu planejamento de ensino. “O impresso é fundamental para formar leitores e cidadãos bem informados, ele apresenta textos com características diferentes dos outros materiais pedagógicos e isso chama a atenção dos alunos, principalmente as fotografias. Estas são as que mais despertam interesse no momento da leitura.”

As professoras, Zuleide e Juliana Alcantara da Silva André desenvolveram uma série de trabalhos com o Diário, a partir dos elementos que compõem o jornal. “Através de discussão e análise de exemplares os estudantes observaram como são distribuídas e organizadas as informações publicadas, a estrutura dos textos, a divisão dos cadernos, a composição da capa e a função do jornal como veículo de comunicação e opinião”, comenta Juliana.

“Com o acesso ao Diário, semanalmente, os alunos já sabem buscar os cadernos que mais interessam, a notícia através da manchete de capa, leem títulos e subtítulos para descobrir se o fato é interessante, enfim os resultados tem sido ótimos”, comemora Zuleide.

Foto 02Edilaine Ghiraldi Varize Poletine, também professora diz que o jornal é um suporte textual que permite ensinar o letramento. “O material desenvolve habilidades de leitura e escrita a partir de textos do cotidiano. É importante fazer os estudantes se relacionarem com o impresso já que em tempos de interatividade, fazer com que eles se interessem pela leitura não é tarefa muito fácil”, completa.

Para a coordenadora pedagógica Fátima Bortolucci a participação do município no Programa O Diário na Escola contribui consideravelmente para a melhoria do ensino. “Os temas atuais e muitas vezes polêmicos, aliados à diversidade textual, motiva a participação de educadores e educandos, e assim, enriquece as atividades escolares.”

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A vitrine do impresso

Na prática do ensino os professores buscam inúmeras formas e técnicas de trabalhar os conteúdos, com a finalidade de facilitar o conhecimento para o aluno. Geralmente, durante as atividades desenvolvidas em sala de aula, o professor utiliza revistas, gibis, panfletos, e cada vez mais, os jornais.

De costume, nos primeiros contatos com o material, os estudantes são motivados a folear os exemplares e descobrir os diferentes textos que podem ser encontrados: artigos, crônicas, charges, reportagens e outros.

Assim como o lide da notícia – primeiro parágrafo de um texto – tem o poder de seduzir ou afastar o leitor, a capa do jornal vive o mesmo dilema. A primeira página do impresso pode fazer com que você “consuma” aquele veículo ou que opte por outro, mais atrativo, mais criativo, com uma manchete mais quente ou relevante.

Pensando nisso, a professora Josilene Ghiraldi Corona, do Colégio Estadual Neide Bertasso Beraldo, de Paiçandu, realizou com seus alunos do Programa Mais Educação uma atividade para apresentar os elementos que compõem a capa do jornal O Diário do Norte do Paraná.

“Durante a aula identificamos quais informações fazem parte do cabeçalho, manchetes, textos chamada, fotos, legendas, publicidade e todos os outros itens que constroem a primeira página do impresso”, conta Josilene.

Para que outros estudantes do Neide Bertasso pudessem ter acesso a este conteúdo foi preparado um cartaz para ser exposto no pátio da instituição. “Desta forma, funcionários e alunos conseguiram adquirir novas informações sobre o jornal. O que facilita no momento da leitura”, destaca a pedagoga Juliana dos Santos.

A aluna Camila Silva comenta que a oportunidade de realizar atividades utilizando o impresso é única. “Nas aulas descobri a importância do jornal na minha vida e na da sociedade, com o conhecimento das notícias me torno não só leitor, como também um cidadão informado.”

Josilene destaca que os exemplares do Diário tornaram as aulas mais prazerosas. “Por ser um material novo, diferente do que eles costumam ter acesso, os estudantes se sentem interessados pela leitura e pelas produções textuais.”

JORNAL MURAL. Exposição estende conhecimento a todos que circulam pelo colégio.

JORNAL MURAL. Exposição estende conhecimento a todos que circulam pelo colégio.

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Câmera na mão e… ideias!

Você já pensou sobre o tempo que desenhar, pintar e fazer colagens ocupam na rotina dos alunos? Tão valiosa quanto todas essas atividades, a fotografia é algo raramente trabalhado com as crianças. Quando é, em muitos casos, se resume à apreciação de imagens e ao estudo da técnica.

Os pequenos são capazes de serem autores das próprias imagens. Com um projeto bem estruturado é possível conseguir que eles não apenas saiam por aí clicando, mas refletirem a respeito do que estão fazendo. Prova disso são as crianças atendidas pela Legião da Boa Vontade (LBV), em Maringá, que participaram de uma oficina de fotografia. O objetivo da atividade foi mostrar a importância da imagem na comunicação e, principalmente, a capacidade de levar informação através de um único registro fotográfico.

DSC_0421Para ilustrar a oficina, os atendidos da LBV foram até a fonte da informação. Com exemplares do jornal O Diário do Norte do Paraná em mãos, cada uma escolheu uma foto que representasse uma mensagem imediata, sem a necessidade de ler a legenda que a acompanhava.

Com a foto escolhida, retratando os mais variados assuntos do cotidiano, as crianças apresentaram aos demais colegas a imagem e o que conseguiu absorver a partir do trabalho do fotógrafo. “A apresentação proporcionou comentários que geraram a participação dos demais atendidos. Desta forma, foi exposto como a presença da fotografia é importante na comunicação e a capacidade de chamar a atenção do leitor para determinado assunto, mesmo sem a leitura do texto”, destaca o assessor de imprensa da LBV, Paulo Araújo.

Depois da teoria discutida, as crianças receberam a missão de fotografar, em casa ou no bairro, alguma imagem que retratasse os problemas que a cidade enfrenta todos os anos em relação à dengue.

IMG_5873Seiji Gabriel, 10 anos, ficou entusiasmado com a ideia de ir à prática. “A gente pôde pegar a câmera e fotografar com bastante liberdade. Eu achei interessante registrar os problemas e mostrar isso em uma foto. Muita gente já morreu por causa da dengue e ainda tem outras nos hospitais. Através de uma imagem a gente pode contribuir para acabar com a doença e chamar a atenção daquelas pessoas que não fazem a sua parte.”

Richard Aleandro Locatelli, 10 anos, está entre os moradores da cidade que sofrem com a falta de cuidados nos quintais e que contraíram o vírus da dengue. “Eu e outras pessoas da minha família já pegamos dengue. Foi horrível.” Para Richard, o problema não está no mosquito e sim na falta de cuidados da população. “Não é a dengue que está vindo, mas as pessoas que estão ajudando a dengue a procriar ao jogar lixo em lugar impróprio.”

Alanis Boer dos Reis, 9 anos, saiu para fotografar e ficou impressionada com o que encontrou. “Imaginei que encontraria talvez papel de bala ou pequenos plásticos com água. Mas não vasilhas com poças. Isso é um perigo para a sociedade.” E conta como a oficina ajudou a ver a fotografia com um olhar mais crítico. “Registrei um pote com água para mostrar às pessoas que isso oferece risco à nossa saúde. Quem deixou aquele lixo não pensou que, além de estar se prejudicando, está também prejudicando aos que passam por ali.”

Em tempos de tecnologia, as fotografias podem se tornar um recurso didático de alta eficiência, principalmente através das modernidades que circulam pelas salas de aula, como os aparelhos celulares. Sendo assim, ao invés de proibir o uso dos aparelhos, porque não criar um projeto de trabalho que vise o aproveitamento de recursos tecnológicos, através das fotografias? Sem sombra de dúvida, essa atividade proporcionará grande entusiasmo nos alunos e, assim, aulas mais atrativas.

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Copa do Mundo: aulas show de bola

Os apaixonados pelo esporte e aqueles que nem costumam torcer estão convivendo diariamente com o assunto, mesmo antes de se iniciarem os jogos entre 32 seleções. O tema está nas rodas de conversa, nos jornais e noticiários. Nas 12 cidades-sede espalhadas pelo país as obras de infraestrutura já mudam a paisagem e as lojas inundaram as vitrines de produtos verde e amarelo. Difícil, portanto, a escola ignorar o megaevento.

Foi pensando nisso que a equipe do Colégio Estadual Alberto Jackson Byington Júnior, de Maringá, iniciou uma verdadeira campanha rumo à conquista do hexa. “Perceber que somos uma corrente me inspirou nesse projeto de resgate ao espírito do mundial. Sabemos que parte dos brasileiros são loucos por futebol, e com essa iniciativa de decorar a escola e o estudo da Copa em diferentes disciplinas procurei mostrar aos outros professores e aos meus alunos que os jovens podem, e até devem, ser patriotas”, enfatiza Jordeleide Lima Leite que leciona a disciplina de Educação Física.

Vários educadores estão dedicados para celebrar o amor à pátria, mas o trabalho que se destacou por sua originalidade foi o da disciplina de Inglês, coordenado pela professora Juliane Edmara de Souza.

A partir do texto intitulado “Soccer”, escrito por Denilso de Lima – autor do blog Inglês na Ponta da Língua, Juliane apresentou aos estudantes como é a narração de uma partida de futebol quando se usa termos da língua estrangeira. Confira um trecho: “Os matches – jogos ou partidas – geralmente ocorrem nos weekends – finais de semana – ou Wednesdays – quartas­feiras.” A professora destaca que a leitura metade em português e metade em inglês facilitou a compreensão e despertou a curiosidade em saber mais sobre o idioma, principalmente no que se refere ao esporte.

O estudante Lucas Araújo conta que a produção lida na aula de inglês trouxe novo vocabulário de uma forma simples de ser entendida, e Kevin Oliveira completa “além da tradução nos ensinar uma língua diferente, ainda conheci termos utilizados durante as partidas de futebol.”

Foto AbreEscritores na Copa

Outro espaço que tem sido tomado pelos alunos do Colégio Byington, é a biblioteca. Priscilla Kelly Bressan e Graciana Fernandes Longo elaboraram uma prateleira de livros diferente. As bibliotecárias separaram obras somente de autores estrangeiros, cujo seus países irão participar da Copa do Mundo de 2014, e assim, foi criada a estante: ‘Escritores na Copa’. “O intuito desse cantinho é despertar no estudante um interesse a mais nesses países, em especial, por seus escritores”, ressalta Priscilla.

Com tantas novidades no espaço de leitura, os alunos se motivam a emprestar livros e ganham, como incentivo, um marca página personalizado com a imagem do Fuleco – brinde produzido pela bibliotecária Luzia de Fátima Palma Klokner.

“O projeto é muito bom porque desperta o interesse do aluno, que mesmo diante de todos os problemas e críticas que ele vê na televisão e outras mídias sobre a Copa, ainda se motiva a buscar novos conhecimentos”, conta a professora de Artes, Rozeli Bocca.

O estudante Rian André da Silva Pinto comenta está adorando as atividades. “Conheci sobre a cultura e até fatos curiosos dos países que estarão no Brasil para a disputa do campeonato. Descobri que esta é a segunda vez que a Copa do Mundo será realizada no aqui. Agora é começar a leitura dos livros e a da biografia dos autores, tenho certeza que será só diversão!”

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Criticidade na Copa

D­esde que o Brasil foi escolhido para sediar a Copa do Mundo de Futebol, e com a proximidade do megaevento, tudo o que envolve o tema tem gerado divergência de opiniões. A realização do torneio exigiu investimento pesado em várias áreas, como transporte, infraestrutura e, principalmente, a construção de novas arenas esportivas nas 12 cidades-sede. Diante desse cenário as professoras Edilaine Varize Poletine, Juliana Alcantara André e Zuleide Ghizzo que lecionam aos quintos anos da Escola Municipal Padre Mateus Elias, de Doutor Camargo, realizam atividades que enfocam mais do que o amor pela seleção verde e amarela. Nas semanas que antecedem o campeonato, elas desenvolveram propostas de reflexão sobre os impactos da Copa, em diferentes áreas.

“Gosto muito de trabalhar temas polêmicos a partir das reportagens do jornal. Acredito que enriquece o conhecimento e o desenvolvimento da aprendizagem dos alunos”, comenta Zuleide.

A professora Juliana conta que o impresso amplia o universo do estudante, e o forma leitor capaz de pensar e expressar opiniões. “Este trabalho, em específico, gerou um grande debate sobre assuntos referentes aos problemas do Brasil”, acrescenta.

As produções realizadas envolvem não só a cultura dos países participantes e os títulos ganhos pela seleção brasileira, mas também a reflexão das revoltas de algumas categorias trabalhistas contra a realização do mundial de futebol em nosso país, os gastos exorbitantes, e a falta de qualidade na saúde, educação, moradia, entre outros fatores que são considerados precários em nosso país.

“Aproveitei a estimativa publicada no Diário sobre os possíveis países para as quartas de final e pedi que as crianças entrevistassem algumas pessoas para saber quais seleções eles acreditam que podem chegar às semifinais. Após essa atividade, questionei os alunos a falarem a respeito do que gostariam que acontecesse nos dias dos jogos”, enfatiza a professora Edilaine.

O estudante João Vitor Scarpin comenta que o mais importante é o que vamos mostrar aos estrangeiros, e isso inclui a boa educação. A aluna Nayra Jeniffer completa, “os manifestos são importantes sim, mas não da forma com que estão acontecendo. Quebrar lojas e ônibus não vai resolver a situação, afinal, todos sabem que com violência não se consegue nada”.

“Em um país no qual a saúde e a educação ainda são deficitárias, é natural que surjam muitas opiniões contrárias à realização do evento. Em contra partida, nosso papel é torcer pela seleção brasileira”, enfatiza a coordenadora Maria de Fátima Bortolucci de Mello.

Edilaine finaliza expondo que o trabalho com o jornal sempre é bem vindo à sala de aula, pois enriquece na leitura e no desejo de estar bem informado sobre tudo aquilo que acontece na comunidade. “Algo que transforma a criança num ser crítico, consciente e conhecedor de seus direitos e deveres.”

ENTREVISTA. Alunas questionam a coordenadora Maria de Fátima, sobre quem ela acredita que chegará as semifinais da Copa do Mundo.

ENTREVISTA. Alunas questionam a coordenadora Maria de Fátima, sobre quem ela acredita que chegará as semifinais da Copa do Mundo.

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Jornal ensina matemática

SAM_3670Os alunos do quinto ano da Escola Municipal Machado de Assis, de Sarandi, foram desafiados a uma atividade inusitada na disciplina de matemática. Com o objetivo de trabalhar a análise de gráficos, a professora Ângela Maria Scalabrini utilizou os dados de uma pesquisa publicada em O Diário como suporte de proposta didática.

A partir da manchete “Cesta básica recua 5,8% em um mês nas redes de Maringá”, Ângela preparou uma aula que foi além da interpretação textual. “Como de costume solicitei que cada estudante fizesse a leitura da notícia e em seguida conversamos sobre o assunto abordado. Até aí eles acharam que era apenas mais uma aula de leitura. A surpresa veio quando aliado ao texto começamos a desenvolver o estudo do gráfico – que complementava a matéria – observando o preço de cada produto citado.”

A professora explica que durante a atividade contou com a empolgação dos alunos que folhearam as páginas do jornal, recortaram a tabela e identificaram os itens matemáticos, como: número e numeral – que expressam quantidade – representações de porcentagem, dinheiro, entre outros.

Os estudantes ainda responderam a 13 questões de situação problema. A exemplo: Compare o valor do produto mais caro entre os supermercados e ache a diferença do preço entre eles; e escreva a variação da cesta básica em (%) entre os estabelecimentos pesquisados.

“Foi um trabalho longo, durou a aula toda, eu estava preocupada da atividade se tornar cansativa. Mas aconteceu justamente o contrário, as crianças adoraram aquele momento diferente de produção e até acharam que o tempo passou mais rápido naquele dia”, conta Ângela.

Além dos dados matemáticas, um box na mesma página chamou a atenção. O texto relatava que as cestas básicas compradas pelo Diário em parceria com a empresa que realizou a pesquisa de preços foram doadas para um abrigo de famílias carentes de Maringá. “Neste momento percebi que era possível extrair algo novo dos alunos, mais do que a matemática eu poderia trabalhar a conscientização com eles.”

Ângela finalizou a tarefa do dia propondo aos estudantes que escrevessem frases a respeito da iniciativa de empresas que ajudam o próximo. “Esta questão gerou interesse na produção e até debate sobre o assunto. Fiquei muito satisfeita com os resultados!”, comemora.

“A atitude de doar os mantimentos foi ótima. É um bom exemplo a ser seguido por nós e por outras empresas”, observa o aluno Vitor Nascimento.

A professora ressalta que o trabalho semanal com o impresso é de grande valia, pois muitas crianças abriram o jornal pela primeira vez em sala de aula. “Com o Programa O Diário na Escola os estudantes tem a oportunidade não só de manusear, mas também de realizar atividades nas quais estarão expandindo conhecimento e refletindo sobre notícias da sociedade em que estão inseridos.”

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Copa do Mundo contextualiza a magia do esporte às disciplinas

No corredor de entrada da Escola Municipal Alfredo Sofientini todos são recebidos por uma bandeira do Brasil que está revestindo o teto, um placar foi feito especialmente para anotar os resultados das partidas, e dentro de um quadro é possível admirar o modelo do uniforme que a seleção brasileira usou na Copa de 1974. “Estamos motivados e ansiosos pelos jogos, por isso adequamos a escola de uma forma em que todos se sintam ainda mais, brasileiros”, destaca a diretora Maria Ivanir Gonçalves Bertão.

Foto abre 02A partir da matéria divulgada na coluna do Diário na Escola, a respeito do Fuleco, a professora Sônia Gimenes iniciou os trabalhos que envolvem o campeonato. “Discutimos sobre o tatu-bola, o habitat natural da espécie, o por que ele foi escolhido como a mascote e também o significado do nome Fuleco. Foi uma aula diferente e bastante participativa. As crianças não pouparam dedicação e criatividade no momento de desenvolver as propostas solicitadas.”

“Já estou com todas as informações na ponta da língua. O primeiro jogo da Copa será entre Brasil e Croácia em São Paulo, e a disputa da final, no Rio de Janeiro. Entre as atrações do show de abertura teremos a cantora Cláudia Leitte. E as bolas dos jogos serão patrocinadas pela Adidas, todas com cores que representam a bandeira do Brasil”, conta, entusiasmado, o estudante, Kauã Menk.

Foto abre 03Valéria Nunes também é professora na Escola Sofientini e aproveitou as bandeiras que estão penduradas pela instituição para trabalhar geometria com seus alunos. “Desenvolvi atividades apresentando as figuras planas e os sólidos geométricos. Para tornar a produção mais divertida, enfeitamos a sala com camisetas, bolas e estrelas, todas feitas a partir de dobraduras. As bolas, por exemplo, foram criadas a partir de pequenos pentágonos e hexágonos, que juntos, se transformaram no maior símbolo do futebol. O que me surpreendeu nesta aula foi que em vez de ensinar, na verdade quem aprendeu, fui eu.”

JUNTOS, SOMOS UM TIME

O aluno Alisson Mateus Pereira dos Santos, do 5º ano “B” da Escola Sofientini, usou seu talento literário para escrever um poema na torcida pelo Brasil. Confira:

COPA

32 seleções

Diferentes nações

Em busca da taça

Independente da raça

O mundo inteiro

11 jogadores com o goleiro

Na TV ou no estádio

Na internet e no rádio

Quem será o campeão?

Haja coração!

Veterano ou juvenil

Esperando o hexa do Brasil.

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