atividades

Os ensinamentos das legendas

Foto AbreAs pequenas frases abaixo das fotos publicadas no jornal, não passam mais despercebidas no processo de leitura. Em especial, para os alunos do quinto ano da Escola Municipal Alberto Sofientini, de Astorga. A professora, Valéria Nunes de Jesus desenvolveu com as crianças uma série de atividades nas quais o processo de estudo da oralidade e interpretações textuais foram feitos com as legendas das imagens publicadas no Diário.

A legenda tem como base uma foto ou mais, acompanhada de um texto explicativo sobre o assunto ou da descrição do conteúdo da imagem. Assim, o texto é apenas um acessório para a foto, que é o elemento de maior destaque. A legenda funciona tanto em jornais e revistas como em portais online, por ser uma maneira rápida e eficaz de transmitir informações. Desse modo, é um texto curto e objetivo sobre um fato qualquer, que facilita a compreensão.

“Estamos sempre lendo o jornal, mas ter a oportunidade de escrever legendas fez eu me sentir como uma repórter”, conta a estudante Isabella Cristina Fernandes Guandalini.

Ao início da atividade os alunos receberam exemplares do Diário para a leitura. Divididas em grupos as crianças pesquisaram sobre as manchetes, textos chamada, fotos, e desta forma se inteiraram sobre os conteúdos publicados.

O primeiro desafio foi, a partir da matéria lida, criar uma legenda para a foto que estava junto ao texto. Nesse momento, os estudantes deixaram a criatividade fluir. Em seguida, a tarefa foi invertida. As crianças fizeram um desenho – para representar uma imagem – a partir de uma legenda retirada do Diário, sem conhecer o contexto da notícia.

“Essa dinâmica com o jornal favoreceu o desenvolvimento da produção escrita, saindo da rotina das propostas tradicionais, permitindo que os alunos criassem novos textos, interpretando e discutindo em grupo suas dúvidas e confirmando suas hipóteses. Com esse trabalho também foi possível desenvolver atividades voltadas especificamente para a escrita ortográfica e análise linguística das palavras como verbos, tempos verbais, pronomes, entre outros”, destaca Valéria.

A aluna Nathália Souza Sanches Silva relata que trabalhar com o Diário tem sido muito importante para a formação dela. “As informações são sempre fresquinhas, ficamos por dentro de tudo.”

 

 

PRODUZINDO!

Professor, comente com a turma que as legendas também podem ser encontradas em outros suportes, como álbum de fotografias e figurinhas, por exemplo. Caso você disponha desses materiais, leve para a sala e mostre aos estudantes.

Duas propostas podem ser feitas para o trabalho com a escrita de legendas:

  1. Elaboração de um mural com fotos legendadas de situações vividas por cada aluno. As crianças deverão trazer as fotos de casa.
  2. Elaboração de um mural com fotos legendadas referentes a um passeio feito pela turma.

Os procedimentos indicados abaixo valem para as duas propostas. Nessa atividade, os alunos deverão trabalhar em duplas, de forma que um possa ajudar o outro na elaboração do texto.

Primeiramente, peça aos estudantes que lhe ajudem a elaborar a legenda de uma foto levada por você. Após a análise da imagem, a turma cria coletivamente o texto e você o escreve no quadro.

Cada dupla trabalhará com duas fotos. Oriente as crianças para que escrevam a legenda de cada foto junto com o colega. Essa será a primeira versão, que deverá ser entregue para você. É importante ressaltar a turma que a primeira versão de um texto nem sempre é a definitiva. Após a escrita, é preciso revisar a produção.

Depois do trabalho pronto e revisado, faça um mural e exponha as fotos e as legendas produzidas pelas crianças no mural da escola. Além do conhecimento, esta proposta trará interação entre a equipe. Bom trabalho!

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Páginas de diversão e ensino

Foto AbreA arte de aprender, brincando, tem conquistado os estudantes. Em uma sociedade cada vez mais interativa e conectada, ganha a atenção das crianças o professor criativo que consegue despertar o aprendizado a partir de atividades dinâmicas. Pensando nisso, a professora Célia França Campos que leciona na Escola Municipal Padre José de Anchieta, em Sarandi, desenvolveu uma proposta de jogo de tabuleiro com base nos fatos noticiosos publicados no Diário.

O intuito do trabalho foi fazer com que os alunos conhecessem a estrutura do jornal, os diversos gêneros presentes e ainda realizassem a leitura dos textos para que conseguissem avançar na brincadeira. “Eu gostei bastante, todos participaram e foi bem mais divertido ler o impresso”, conta a aluna Luana Cristina da Silva.

Para começar a atividade, os estudantes foram divididos em grupos de cinco. Em seguida, receberam exemplares do Diário para leitura. Cada aluno separou um texto que chamou a atenção e apresentou um resumo oral para os colegas de classe. Na sequência cada equipe recebeu uma cartolina, material que serviu de base para o tabuleiro. Após construir uma trilha numérica, as crianças recortaram notícias positivas e negativas que fizeram parte do jogo. À exemplo, quando o dado para em cima de uma casinha de número que tem uma matéria negativa, o jogador deve voltar duas casas, se a informação é positiva, ele avança duas casas. Desta forma, os participantes vão percorrendo a brincadeira e lendo os textos do impresso.

“Os jogos são ótimas oportunidades de mediação entre o prazer e o conhecimento. Aprender se divertindo oportuniza melhores resultados, pois é criado um entusiasmo para saber a respeito do conteúdo que está sendo trabalhado”, enfatiza a coordenadora pedagógica da escola, Angela Alves Martins.

O estudante Cleverson dos Santos comenta que adorou a atividade e que todos do grupo dele se dedicaram durante a produção. E a colega de classe, Ktlelen Nicolly da Costa completa “jogar com os amigos é muito bom! Ler as reportagens sem nem perceber que era uma proposta didática, foi melhor ainda.”

“Os resultados foram muito satisfatórios, pois se despertou o interesse pela leitura e interpretação textual. Quanto às reportagens, as crianças puderam avaliar se os fatos eram positivos ou negativos, o que fez toda diferença ao correr do jogo. Eu acredito, sim, que brincando os alunos aprendem e assimilam melhor. Além de ser prazeroso”, destaca a professora Célia.

 

 

FAÇA VOCÊ TAMBÉM

Olha que bacana o tabuleiro que foi confeccionado para a brincadeira. Utilizando apenas cartolina, canetão, jornal, dado e pinos (para identificar os jogadores), os alunos têm uma aula bem mais divertida e cheia de aprendizado!

Imagem - Box

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O lixo nosso de cada dia

Desde 2014 a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) prevê a proibição de disposição de resíduos sólidos em lixões a céu aberto. A PNRS é uma lei que estabelece regras para a destinação e disposição correta dos resíduos gerados pela sociedade. Assunto que foi abordado na matéria do jornal O Diário do Norte do Paraná com a manchete “Dos 30 municípios da Amusep, 12 têm lixões”. Na qual informa que nove cidades contam com aterros sanitários, oito terceirizam e a outra não informou. Prefeitos buscam soluções e uma das saídas para desativar lixões é a terceirização do trabalho.

Foto AbreDiante de uma realidade vivida no dia a dia dos alunos, a produção de lixo e degradação do meio ambiente se tornaram temas da aula de Geografia na Escola Municipal Afrânio Peixoto, em Ivatuba. A partir da leitura da notícia, a professora Valéria Bressianini debateu com os estudantes as diferenças entre lixão e aterro sanitário.

“Nós, consumidores, somos peça fundamental para lubrificar a engrenagem dessa máquina. O destino correto do lixo eletrônico, a separação de resíduos recicláveis e a destinação desses materiais a cooperativas, impedem que a matéria-prima utilizada na produção seja despejada no meio ambiente. Consequentemente, a confecção de um determinado material exigirá menos gasto energético e menos emissão de poluentes”, destaca a professora.

Durante a conversa, as crianças apresentaram tentativas de solução para o problema que envolve os lixões dos municípios. Algumas mencionaram que deveria haver recompensa para quem separa os resíduos recicláveis dos orgânicos, mesmo sabendo que isso é obrigação do cidadão. Outras sugeriram um trabalho de conscientização nas ruas apontando as consequências negativas que são refletidas no nosso meio ambiente e, ainda, apontaram que as pessoas querem um mundo perfeito, mas que poucas colaboram para que vivamos essa realidade.

“Não entendo o porque a sociedade é tão resistente em se conscientizar dos efeitos que o lixo pode causar no meio ambiente, e consequentemente, no futuro do nosso planeta”, enfatiza a aluna Manoela Vanso.

Ao fim da aula Valéria percebeu que os estudantes estavam motivados a encontrar formas para transformar o lixão de Ivatuba em um aterro sanitário. “Ao final da realização das atividades, os alunos compreendam a nossa responsabilidade com relação à redução do lixo produzido todos os dias. Espero que as atitudes e os valores despertados nesta aula sejam norteadores para a redução dos impactos ambientais”, conclui.

 

 

A AULA

Objetivos

– Categorizar os diferentes tipos de lixo que produzimos em nossa sociedade.

– Identificar qual o destino correto para diferentes resíduos sólidos.

– A importância dos 3 R’s: reduzir, reutilizar e reciclar.

– Adotar práticas sustentáveis que envolvam o consumo consciente e o descarte correto de resíduos sólidos.

Conteúdos

– Abordagem sobre a Política Nacional de Resíduos Sólidos.

– Classificação do lixo.

– Consumo consciente.

– Responsabilidade compartilhada.

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A independência, na sala de aula

Foto AbreNa semana em que se comemora o dia da independência do Brasil, a professora Adriana de Araujo Xavier Pelizer que leciona para o quinto ano da Escola Municipal Messias Barbosa Ferreira, em Floresta, preparou um projeto de aula especial que fez os estudantes refletiram sobre a evolução do nosso país.

“A Independência é um dos fatos históricos mais importantes do Brasil, pois marca o fim do domínio português e a conquista de uma possível autonomia política. O tema já faz parte da grade curricular de ensino, desta forma, além de abordá-lo como conteúdo programático realizei uma série de propostas que fizeram as crianças pesquisarem sobre estes 193 anos da proclamação da independência”, destaca Adriana.

Para começar a atividade, a professora fez alguns questionamos para turma, a exemplo: A independência é resultado de um acontecimento de um único dia? Ela pode ser sinônimo de liberdade? Se Dom Pedro não a tivesse proclamado, outros fariam?. Divididos em grupos, os alunos discutiram a respeito do tema e registram as opiniões nos cadernos. “Ao se declarar independente, acredito que o Brasil não se tornou um país livre, porque contraiu uma grande dívida com a Inglaterra, com isso continuou dependendo da Europa e quem passou a governar o nossas terras foi o filho de rei de Portugal, então pouca coisa foi mudada”, enfatiza o estudante Vinícius Barboza Tezolin.

No momento seguinte, as crianças foram convidadas a fazer um debate coletivo no qual cada uma expôs de forma oral seu ponto de vista. “Não podemos dizer que somos um país livre assim como foi dito naquela época, pois as pessoas menos favorecidas não tiveram mudanças em sua vida. Hoje, mesmo o Brasil sendo um país independente, as classes mais pobres continua dependendo de serviços do governo como o Bolsa Família, é como se eles devessem um favor para a presidência”, comenta a aluna Karolayne Cristina Alves.

A estudante Melissa Barbosa Firmino dos Santos acrescenta que naquela época a população lutava por liberdade e que hoje ainda não é muito diferente. Porém mudaram os ideais, atualmente as pessoas lutam para ter uma educação de qualidade, direito à moradia e proteção à violência.

“Acredito que o principal papel da escola na atualidade é formar cidadãos críticos e conscientes mediante a realidade onde estão inseridos. Através dessa reflexão com meus alunos consegui que pensassem sobre o real significado da palavra ‘independência’ e como isso vem sendo aplicado na prática durante todos esses anos registrados na história do nosso povo. E isso não consegui sozinha, o programa O Diário na Escola possui grande contribuição nesse processo, pois devido a utilização do jornal em sala de aula e as formações oferecidas a nós, educadores, estamos realizando um trabalho de compreensão e interpretação muito mais significativo com nossas crianças”, ressalta a professora Adriana.

 

 

PRÁTICA

Professor, aproveite o tema e proponha aos alunos a confecção de um chapéu e uma espada de papel. Para iniciar, apresente uma folha de jornal usado e pergunte:

– O que é isto?

– Para que ela serve?

– Depois que a lemos o jornal o como podemos reaproveitá-lo?

– Vocês já fizeram dobraduras?

– Quem gostaria de ter um chapéu e uma espada de papel?

Depois dos materiais prontos, é possível encenar com as crianças um mini teatro representando o momento em que Dom Pedro declarou a independência.

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Agricultura no currículo escolar

Foto AbreEm Cruzeiro do Sul muitos dos moradores vieram das vilas rurais para a cidade, e viveram ou ainda se sustentam da agricultura da região. Pensando nisso, o professor Diego Paulo Ambrozio que leciona na Escola Municipal Professor Flávio Sarrão, desenvolveu com seus alunos um projeto a partir do tema: “As coisas que ligam o campo e a cidade, e o nosso papel para melhorar o mundo”.

A notícia publicada em O Diário com a manchete “Colheita soma 3% da área de plantio. Em 2014, eram 50%” foi usada como base de informação para a realização do trabalho.  “Coincidiu que estávamos passando por um período de muita chuva, comprometendo assim a colheita do milho safrinha, trabalhamos a estrutura notícia, bem como a diferenciação do lide e manchete e em seguida algumas questões interpretativas”, conta Diego.

Ao terminar a atividade, o professor observou que muitos alunos não se atentam para a origem dos produtos, então as crianças assistiram a um vídeo que apresenta itens feitos com o grão do milho. “Foi escolhido o milho por estar em destaque nos jornais e por ser a principal matéria-prima de vários pratos típicos brasileiros, como canjica, cuscus, polenta, mingau, pamonha, bolos, pipoca ou simplesmente, o milho cozido”, relata.

Na proposta de ir ao campo, a escola recebeu o apoio do Departamento de Agricultura e Meio Ambiente do município, que cedeu o espaço do Parque Ecológico onde funciona o Viveiro Municipal e toda a sua estrutura para que os estudantes pudessem ir até lá, fazer um piquenique com alimentos derivados do milho e, por fim, semear o grão. “Essa etapa contribuiu muito para o desenvolvimento do projeto, pois enriqueceu o conhecimento dos alunos com relação à agricultura e aproximou todo o processo de cultivo pra dentro da sala de aula, buscando valorizar esse grão como também outros cultivados em nossa região, que subsidiam a alimentação e cultura”, destaca o professor.

A aluna Heloísa Fernanda Silva ressalta que foi uma experiência maravilhosa. “Aprendemos mais sobre a colheita do milho e tivemos a oportunidade de reconhecer a importância do campo para a cidade.”

Observando nas crianças a falta de conhecimento sobre o modo de vida rural de anos atrás, a diretora da escola, Marcia Cristina Juliani Correia foi convidada para contribuir e compartilhar um relato de como foi sua vida no campo, desde o trabalho na agricultura até a convivência com a família.

Dando sequência as etapas planejadas, foi solicitado que os alunos trouxessem fotos antigas. “Com as imagens fizemos uma roda de diálogo onde todos os alunos tiveram a oportunidade de mostrar suas fotos e relatar alguma história vivida que puderam relembrar”, disse Diego.

As crianças realizaram também entrevistas com pessoas mais velhas da família ou da comunidade, para mais tarde transformar essas informações em um relato de memórias.

A expectativa do professor é que os alunos possam compreender que o campo é de grande importância para a cidade. Percebendo isso, conservar a saúde e preservar o meio ambiente, mudando seus hábitos, costumes e valores quanto ao modo de consumo.

“Para finalizar a atividade os estudantes produziram um mural com todas as lembranças e, em seguida, comentaram sobre a importância da família e do diálogo com as pessoas mais velhas, sempre respeitando o passado e história de vida de cada um”, conclui Diego.

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Comunicação é meio de estudo

A comunicação está mais presente na vida em sociedade do que imaginamos. Além de todos os veículos midiáticos existentes, como o jornal e a televisão, por exemplo, dar uma aula, assistir a um filme, ler um livro ou receber uma revista em casa pelo correio são atos de troca de informação. Acreditando que estruturas comunicativas como essas fazem parte da cultura contemporânea e não podem ser ignoradas pela escola, a professora da Escola Municipal Vania Maria Simão, de Atalaia, Maria Fernanda de Souza Torrente preparou uma aula sobre a importância e a evolução dos meios de comunicação em nossas vidas.

Foto AbrePara iniciar a proposta, Maria Fernanda apresentou aos seus alunos do quarto ano o texto “O que é comunicação”, no qual foi relatada a evolução dos meios e formas de se transmitir ou trocar informações. A estudante, Giovana Vitória de Souza Mazzi conta que depois da leitura do texto eles ainda pesquisaram os diferentes tipos de comunicação para estudar o assunto com maior profundidade.

Em seguida, para valorizar o material que as crianças têm contato todas as semanas, os estudantes foram instigados a lerem as notícias publicadas no Diário do Norte do Paraná e selecionar uma das matérias que mais despertasse a atenção deles. “A professora fez um varal de informações com todas as páginas do jornal e explicou cada uma das editorias. Gostei muito dessa parte, pois percebi que têm colunas interessantes no impresso que eu ainda não tinha prestado atenção”, ressalta Giovana.

Na etapa seguinte, os estudantes produziram cartazes informativos sobre os conteúdos publicados em cada uma das páginas do Diário, e deixaram em exposição nos corredores da escola para que toda a comunidade tenha acesso a um tema de tanta importância. “O foco do trabalho foi proporcionar a atualização constante do que é notícia, desenvolver o senso crítico e despertar o pensamento de tentar solucionar os problemas que nos rodeiam”, enfatiza, Maria Fernanda.

A professora relata que depois da realização dessa proposta, a motivação para folhear as páginas do jornal cresceu bastante entre a turma, assim como o interesse e a curiosidade pela leitura. “É muito gratificante perceber que uma atividade teve bons resultados entre os alunos, desta forma é possível inibir a indisciplina e desmotivação.”

 

 

Interpretando a notícia

Proponha aos alunos uma atividade coletiva. Peça que leiam as páginas do Diário e escolham uma notícia que achem interessante para contar na classe. Depois, solicite a montagem de um painel com textos e imagens sobre os acontecimentos relatados.

No momento da exposição oral, aproveite para estimular a reflexão sobre o fato noticiado e faça perguntas como:

“Por que será que isso aconteceu?”

“Que consequências terá esse fato?”

“O que você entendeu dessa notícia?”

“O que podemos fazer para ajudar?”

Liste as soluções encontradas pelas crianças para o problema evidenciado no jornal. Exponha estas soluções juntamente com o painel confeccionado pelos alunos. No momento de socialização do painel converse com eles sobre o meio de comunicação utilizado na atividade. Isso fará com que eles conheçam melhor o material que estão trabalhando e ainda tenham criticidade sob as notícias publicadas diariamente.

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Economia na ponta do lápis

Os estudantes da Escola Municipal José Polo, de Sarandi, têm utilizado o jornal O Diário do Norte do Paraná, semanalmente, como fonte de informação. Nos últimos meses, as crianças passaram a se atentar a uma editoria do impresso que antes passava despercebida, a ‘Economia’. Um assunto que tem sido destaque nas mídias e também nas conversas familiares. Por isso, a professora do quinto ano Aparecida Scuizato Telles resolveu levar o tema para ser debatido em sala de aula.

“Devido a crise que o Brasil está enfrentando, a internet, televisão, jornais e também a própria população tem falado nisso constantemente. Fato que é presenciado e tem afetado diretamente os alunos, por isso é interessante que ele reflita sobre o assunto para que se conscientize quanto a redução dos gastos”, conta a coordenadora pedagógica, Ivanilda Aparecida de Lima Souza.

Foto Abre“Começamos fazendo uma análise e reflexão sobre o momento econômico que o nosso país está passando. As crianças leram as notícias do Diário e a partir disso fizeram comentários, expuseram opiniões e posicionamentos a respeito do que a mudança na economia tem alterado a rotina deles”, destaca Aparecida.

A professora aproveitou o momento de troca de conhecimento em que os alunos demonstraram insatisfação, para ajudá-los a compreender que tem se enfrentado um período de crise econômica e de ajuste financeiro no país. “Percebi que os estudantes enquanto cidadãos podem ajudar suas famílias a superarem esta fase de cortes. Analisando os textos jornalísticos enfatizei o aumento na conta de energia elétrica como um reflexo dessa etapa de recessão”, conta.

Algumas crianças manifestaram que os pais estão abrindo mão, inclusive, de produtos essenciais do dia-a-dia para cumprirem com o compromisso de pagar em dia as contas de casa, evitando assim, a cobrança de juros. “Não aguento mais ver minha família pagar faturas cada vez mais altas, onde isso vai parar?”, pergunta indignada, a aluna Maria Rita Pires Silva.

Aproveitando o interesse pelo conteúdo, Aparecida preparou uma aula interdisciplinar na qual foram analisadas contas de energia elétrica. “Apresentei às crianças o que é cada uma das informações contidas no talão e calculamos juntos qual foi o valor do reajuste naquela fatura.”

Nesta proposta os estudantes desenvolveram a habilidade da leitura e interpretação dos textos jornalísticos e utilizaram do conhecimento matemático para fazer o comparativo do aumento da energia. O resultado foi uma aula com muito aprendizado, pois um assunto de interesse em comum desperta motivação pela atividade.

“Além de aprenderem com facilidade o cálculo de porcentagem, conteúdo proposto ao bimestre, os resultados foram observados em casa, pelos pais. As crianças têm orientado os irmãos para que desliguem as lâmpadas quando não estão sendo usadas, não demorar no banho, e até mesmo as mães são aconselhadas para que deixem juntar uma quantidade maior de roupas para serem lavadas e passadas, juntas. Os professores notaram alunos mais críticos, que se preocupam com quem é que paga a fatura de energia da escola, refletindo sobre uso consciente dos aparelhos da instituição e desligando os computadores, ventiladores e lâmpadas quando não estão sendo usadas. Dessa forma percebemos que ao trabalhar a problemática do alto preço da energia elétrica, a Escola Municipal José Polo está formando cidadãos”, comemora Ivanilda.

A professora conta que a próxima etapa do trabalho agora é analisar a conta de energia elétrica da casa de cada aluno. “Com essa proposta, vamos ajudar as famílias a encontrarem soluções para evitar gastos tão altos e conseguirem viver da renda que eles têm, sem sofrer tanto os efeitos da crise.”

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Jornal Escolar – Eu fiz!

capa - jornal escolarO jornal “Alô Marchesini” foi uma ação conjunta dos períodos matutino e vespertino da Escola Municipal Professor José Marchesini, com a finalidade de tornar-se um instrumento de divulgação das atividades pedagógicas e dos conteúdos que são trabalhados na instituição. Assim, o trabalho foi direcionado em ações jornalísticas que partem de uma perspectiva de envolvimento da comunidade escolar, garantindo a visibilidade das ações e dos acontecimentos mais significativos.

“Na proposta de envolver os estudantes em todas as etapas, desde a escolha do título, até sua divisão e elaboração, foram desenvolvidas visando garantir a participação e o engajamento dos membros da comunidade escolar”, destaca o professor do Ambiente Educacional Informatizado (AEI), Amilton Costa.

A escolha do nome do jornal foi através de um concurso com a participação dos alunos dos 3º, 4º e 5º anos do período letivo de 2014. Entre os vários títulos sugeridos, quatro chegaram à final: Alô Marchesini, A minha escola, Notícias Escolares e Gazeta Marchesini. As opções foram apresentadas e votadas pelos estudantes de todas as séries, tendo como vencedor, Alô Marchesini.

Para a elaboração do jornal escolar foram trabalhados, no laboratório de informática, diversos modelos de informativos impressos e online. “O acesso a este tipo de material visava a familiarização das crianças com esses veículos de comunicação, com o objetivo de explorar o formato de suas notícias, como elas são apresentadas – manchetes e corpo de texto – e demais colunas, temas e assuntos que são componentes típicos dos jornais”, conta a professora do AEI, Cristiane Barbosa.

O Alô Marchesini em suas duas edições de 2014 tratou de diversos temas abordados em sala de aula, tais como: copa do mundo, escravidão, ocupação do espaço paranaense, folclore, literatura, receitas, classificados, caça-palavras, entre outros. Deve-se destacar que, diversos textos produzidos pelos alunos em seu cotidiano pedagógico, ganharam visibilidade dentro da comunidade escolar através dos espaços de publicações oferecidos no jornal escolar.

“Como retorno deste trabalho didático-pedagógico, notamos que, ao longo do processo de elaboração do Alô Marchesini ocorreu uma ativa participação dos alunos em diversos aspectos, sejam quanto a disponibilidade em digitar os materiais editoriais, ou as pesquisas referentes às produções e, principalmente, interesse em observar e ler o que foi escrito pelos colegas.  Assim, concluímos que novas habilidades e competências estão sendo aprofundadas e desenvolvidas pelos nossos estudantes através da utilização deste rico material, o jornal”, enfatizam Amilton e Cristiane.

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Jornal Escolar – Eu fiz!

capa - jornal escolarO propósito do trabalho com o jornal na sala de aula é mostrar que a leitura e a escrita, por ser uma prática social, não se restringe apenas a textos fragmentados, e sim, um processo abrangente e dinâmico. “É nesse contexto que o jornal como recurso didático se torna um importante instrumento para se trabalhar de forma pedagógica e permite uma reflexão sobre as diferentes situações sociais e culturais proporcionando ao educando inúmeras formas de compreender o mundo”, destaca o professor do Ambiente Educacional Informatizado (AEI), Gabriel França.

Atuando na Escola Municipal Professor Renato Bernardi, em Maringá, Gabriel foi o responsável pela produção do jornal escolar da instituição. “A partir da proposta da Secretaria da Educação, foi possível divulgar os trabalhos e atividades realizadas por cada escola. Dessa forma, foi proposto aos alunos do 4º Ano e 5º Ano, a elaboração de um impresso com trabalhos realizados em sala de aula pelos alunos dos 1º, 2º e 3º ano”, conta.

As atividades foram todas registradas em cadernos individuais e por disciplinas, obedecendo ao currículo escolar. O professor regente de cada turma disponibilizou esses trabalhos para que fossem descritos no jornal, objetivando a divulgação para a comunidade escolar.

Toda a produção do jornalzinho foi feito em conjunto com o professor do AEI, supervisão e orientação educacional, que fornecem as condições para que os alunos dos quartos e quintos anos tivessem subsídios e matérias para publicação. O impresso recebeu o nome de “Bom dia Sanenge”, em homenagem ao nome do bairro residencial Sanenge, onde fica localizada a escola.

“A dinâmica utilizada durante as etapas de confecção do material propiciou a integração entre as turmas e comunidade escolar”, ressalta, Gabriel.

 

PESQUISA NA WEB

Em parceria com as professoras regentes dos quintos anos, foi realizada uma pesquisa no AEI sobre o gênero textual: Cartum, para assim, auxiliar os trabalhados solicitados no planejamento escolar. Confira o que os alunos encontraram na internet e que também foi conteúdo do jornal “Bom dia Sanenge”:

SIGNIFICADO DE CARTUM

O cartum é um texto humorístico que usa a linguagem não verbal, combinada ou não com a verbal. Normalmente, retrata situações universais e atemporais, satirizando os costumes humanos.

Imagem - cartum

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Concurso agita escolas

O desafio foi lançado! Criar um poema a partir de uma notícia do Diário. Há cerca de um mês, professores e alunos das instituições de ensino parceiras do Diário na Escola tem se empenhado na produção de rimas a serem enviadas para o Programa. No município de Floraí não tem sido diferente, as professoras Eliane Inácio da Cruz, Carina Gimenez Munhoz e Rosilene Ariozi Viotto lecionam para os quartos e quintos anos da Escola Municipal Elena Maria Pedroni e contam que a tarefa não foi fácil, mas o resultado dos poemas compensou toda a dedicação.

Foto AbrePara iniciar a proposta com suas turmas, as educadoras deixaram as crianças explorarem os conteúdos do jornal, manusearem o material, de forma que elas se sentissem atraídas à leitura das notícias. As manchetes que mais despertaram a atenção dos estudantes, foram: “Oficina promove respeito e conscientização” e “Abuso sexual infantil será tema de campanha”.

“O objetivo foi trabalhar uma notícia do impresso que fosse acessível ao entendimento do aluno, com uma manchete interessante e que estivesse próxima da realidade da criança”, destaca Carina.

Depois de escolhidas as páginas do Diário que serviriam de base para a criação do poema para o Concurso, Rosilene conta que foi realizada um leitura do conteúdo publicado, em grupo e, assim, debatido o tema para que os alunos tivessem mais argumentos para escrever. “No início das atividades me senti insegura, pois é uma didática que não fazemos diariamente, mas ao decorrer da aula fiquei muito satisfeita, pois as crianças conseguiram desenvolver o que havia sido proposto”, enfatiza Eliane.

A estudante, Jordana Mantovani Costa comenta que achou interessante a tarefa, “foi uma experiência nova falar sobre algo que acontece cruelmente no mundo em que vivemos”, se referindo à matéria sobre a campanha do abuso sexual infantil. A colega de classe, Isabela Peron completa, “é muito bom participar de um Concurso, ainda mais quando o desafio é diferente do que costumamos realizar em sala”. A pequena, Eloisa Ganazza Mattera está otimista e esperançosa pelo resultado da premiação, “Percebi que sou capaz de transformar uma simples notícia, em um grande poema”.

A professora, Carina em conversa com seus alunos percebeu o quanto eles valorizaram a importância da leitura após a produção do poema. “Me disseram que se tivessem o hábito de ler o impresso diariamente a escrita teria sido mais fácil, pois expande os conhecimentos dos assuntos em destaque e ainda aprimora o vocabulário”.

A diretora, Vania Molina Ganaza ressalta que a parceria do Diário com a escola é de grande valia tanto para os estudantes quanto para os professores. “Tem despertado cada vez mais o interesse por um meio de comunicação que, no caso, nem todos os alunos tem acesso, e é através do Diário na Escola que esse interesse e crescimento escolar vêm sendo demonstrado pelos nossos estudantes. Além do jornal ser um material riquíssimo no qual os educadores podem explorar diversas áreas do conhecimento”.

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