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Quadrinhos que inspiram

O Projeto Semeando o Futuro de São Jorge do Ivaí faz parte do Diário na Escola a partir do subsídio oferecido pela concessionária de rodovias, Viapar. A partir dessa iniciativa, os alunos têm a oportunidade de manusear o jornal o Diário semanalmente, tendo o conhecimento das reportagens que proporcionam informações e geram diálogos em sala de aula, bem como, reflexão da realidade do mundo em que vivemos. Os temas geradores de discussões favorecem o desenvolvimento intelectual, social e crítico, fortalecendo a comunicação do grupo.

As professoras, Laiane Raquel Silvério e Naira Natieli de Araújo Novello são responsáveis pelo desenvolvimento do Programa dentro do Semeando. São elas que propõem as atividades a serem realizadas tendo o jornal impresso como base.

Foto Abre“O momento da escolha para uma atividade pedagógica, nos leva a pensar enquanto educadoras, no que chama a atenção dos nossos alunos ao folhear o Diário. Constatamos que a charge é um desses gêneros atrativos, pois apresenta um discurso humorístico muitas vezes acompanhado de críticas à sociedade, política, educação, saúde, entre outros. Percebemos a importância em direcioná-los a quesitos que causem análise, interpretação e diversão”, contam Laiane e Naira.

A partir dessa reflexão, as professoras revelaram a atividade do dia aos educandos. Eles tinham a missão de escolher uma reportagem e de acordo com o tema criar uma charge autoral. Elas contam que a princípio a reação dos alunos foi de felicidade, mas que ao entender a complexidade do que foi proposto, ficaram surpresos com a tarefa a ser realizada.

Laiane e Naira tinham por objetivo desenvolver a habilidade de fazer uma leitura crítica dos vários tipos de charges publicadas no Diário, bem como analisar e interpretar as frases e ilustrações. Desta forma conseguiram abranger os estudos desse gênero textual, fizeram leituras considerando a ironia e o humor, e a relação existente entre as frases e os desenhos.

Para começar o trabalho as professoras apresentaram diferentes charges para os alunos, analisaram a interpretaram as mesmas e, na sequência, definiram o conceito desse gênero em pauta. Com a base do conteúdo já estabelecida, chegou o momento de escolherem a reportagem do Diário que serviria de inspiração para a produção da atividade.

Após os temas definidos, as crianças e adolescentes atendidas pelo Projeto Semeando rascunharam suas ideias no papel e em seguida foram até a Escola Municipal São Jorge para criarem suas charges com a ajuda dos computadores, no laboratório de informática. Com o auxílio da tecnologia, os estudantes puderam fazer balões, falas e personagens sem esquecer a ironia e a criticidade que são elementos fundamentais desse gênero textual.

“Não foi difícil realizar a atividade. Com o jornal em mãos e a matéria sobre o aumento do preço do leite eu lembrei de uma outra charge que me inspirou a fazer a minha. Eu gostei de todas as etapas, mas a mais divertida foi produzir a charge no papel”, conta o aluno, Rafael Zaupa Uhdre.

“A realização dessa proposta oportunizou aos alunos a aprendizagem do conteúdo escolar aliada às informações das notícias, fazendo com que a habilidade de leitura, análise e interpretação sejam desenvolvidas de forma prazerosa”, apontam Laiane e Naira.

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Hora de falar sobre Pokémon

Lançado no Brasil recentemente, o jogo Pokémon Go é uma febre por onde passa. Os números de jogadores é tão expressivo que o game está conseguindo mais atenção do que as principais redes sociais do momento, como Facebook e Instagram. Não é de hoje que desenhos animados e jogos famosos causam grande influência nas crianças e adolescentes e, consequentemente, na rotina das escolas e nas salas de aula.

Nos lugares em que o jogo chega, diversas discussões, polêmicas e notícias surgem em torno de seu uso. Fato é que, a má utilização, não só desse game, mas como de qualquer outro, pode causar prejuízos para o jovem dentro e fora da escola.

Foto AbrePensando nisso, a professora Rosângela da Silva Oliveira que leciona na Escola Municipal Tancredo Neves, em Doutor Camargo, aproveitou essa febre sobre os pokémons para transformá-la em uma oportunidade para estimular o aprendizado e conscientizar as crianças sobre como brincar, sem correr riscos nas ruas da cidade.

“Com esse surgimento desenfreado do game, percebi a alienação das pessoas. Aqueles dependentes dos celulares agora ficaram ainda pior porque além de só olharem para tela do aparelho, estão atrás de um bichinho virtual que pode aparecer em qualquer lugar, inclusive nas ruas. E é aí que mora o perigo! A partir da crônica publicada no jornal O Diário da colunista Lu Oliveira com o tema ‘Quem tem medo do Pikachu?’ resolvi fazer uma atividade de leitura e reflexão sobre o jogo com os estudantes para que eles pudessem ver as vantagens e desvantagens do jogo”, conta a professora.

Para começar o trabalho foi realizada a leitura do texto do impresso e um debate sobre o assunto, em sala de aula. Em seguida, as crianças foram à prática. Para deixar a atividade ainda mais divertida, Rosângela propôs uma simulação de caça ao Pokémon. “Saímos às ruas, cada aluno pegou um celular e eu fiz papel de Pokémon. Durante a caça eles perceberam que não prestam a devida atenção no que acontece a sua volta, porque só veem o Pokémon e por isso estão suscetíveis a acidentes”, diz.

A aluna Izabelli Ferreira de Souza ressalta que o jogo é legal, mas antes de encontrar o Pokémon é preciso olhar para os lados e ver se a caça é em local seguro. O colega, Kauã Galindo Oliveira completa, “eu aprendi, com essa febre do game, que temos que prestar mais atenção, em especial no trânsito, pois é nas ruas que acontecem as maiores fatalidades de quem joga sem prestar atenção ao seu redor.”

Rosângela enfatiza que os estudantes que no inicio só falavam em baixar o jogo, agora pensam nas consequências que esse game pode trazer. Após a atividade a professora percebeu que ficou esclarecido para eles que o Pokémon Go é um jogo, mas que se brincar sem o devido cuidado, o momento de diversão pode acabar em fatalidade.

ALERTA

Esta é a tirinha produzida pelo aluno, Pedro Henrique Fraga sobre o risco de acidentes para quem joga Pokémon Go sem prestar atenção nas ruas.

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Todos contra a dengue!

Apesar de muitos acreditarem que a dengue é uma doença que se dissemina apenas durante o verão, a ameaça de contaminação pelo Aedes aegypti é real também no inverno.  Quando chega a estação mais fria, os casos de dengue começam a diminuir e parte da população deixa de tomar os cuidados necessários para prevenir o mosquito. Com isso, os criadouros de dengue continuam se proliferando e à medida que o calor e as chuvas de verão se aproximam, propiciam condições ideais que provocam surtos epidêmicos por toda a cidade.

Pensando nisso, a professora da Escola Municipal Padre José de Anchieta, de Sarandi, Arealba Garbelini de Souza desenvolveu uma série de atividades com seus alunos, para que eles não de descuidassem da prevenção ao mosquito o ano todo.

Foto AbreA ideia do projeto escolar surgiu a partir da leitura de diversas notícias no jornal O Diário do Norte do Paraná sobre o aumento das epidemias na região de Sarandi. Fato que a professora viveu de perto, pois parte dos estudantes e familiares já sofreram com a doença.

Para começar o trabalho, após a leitura das matérias no impresso, Arealba sugeriu que os alunos do 5º ano A explanassem seus conhecimentos sobre o Aedes aegypti. Neste momento a sala entra em euforia e a professora constata que eles estão bastante informados sobre o assunto e que gostam de falar a respeito do que sabem, algo que torna a aula um momento de partilha.

“Nesta etapa, não tive dúvidas, precisávamos aprofundar nossas atividades sobre a dengue e expandir todo esse conhecimento das crianças, para toda a comunidade. E assim começamos a produção de ilustrações, pesquisas, textos, frases, fotos, entrevistas e cartazes”, conta Arealba.

A cada aula, um novo trabalho surgia. Frases de efeito e dicas de prevenção foram expostas nas paredes da escola ao lado de ilustrações bastante criativas para despertar a atenção de todos. O que teve início com pesquisas resultou em uma ação que ultrapassou os muros escolares. Após ir às ruas e entrevistar a comunidade para saber a carência de informação da população, as crianças produziram cartazes com dados esclarecedores sobre o aumento dos casos de dengue em Sarandi. Estes foram distribuídos e colados nos comércios da cidade, para que se evite a proliferação do mosquito e, assim, mais pessoas possam combater o Aedes aegypti.

O estudante Lucas da Silva Dias conta que foi maravilhoso fazer parte deste projeto, “trabalhar com os amigos é bastante prazeroso, torna o aprendizado mais fácil e assim conseguimos bons resultados”, a colega de classe Letícia Fernanda Lochetti da Silva completa, “já tive dengue e não quero passar por isso de novo, todas as atividades que realizamos em sala e nossa passeata nas ruas vão contribuir para que o Aedes seja exterminado em Sarandi.”

 

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Cores vivas, primeiros traços

A Legião da Boa Vontade (LBV) promove constantemente em suas unidades de atendimento diversas atividades que reforçam o desenvolvimento da criatividade e protagonismo. Pensando nisso, a Instituição promoveu uma exposição com artes produzidas pelas crianças e adolescentes atendidos e inspiradas nas obras de Romero Britto, renomado pintor e artista plástico brasileiro.

Após conhecerem a vida e obra do artista Romero Britto, os beneficiados deram asas à imaginação, aprimorando suas habilidades artísticas e apresentaram seus trabalhos numa exposição aberta ao público.

A exposição fez parte do projeto “Pintando, Criando e Recriando” e foi realizada nas dependências da LBV, em Maringá. Os próprios artistas mirins recepcionaram o público e explicaram as telas.

Além da contribuição pedagógica da arte, outro resultado positivo foi o despertar de sentimentos de “amor, compaixão, boa vontade e alegria”, como afirmou Gustavo Buzeli Arroyo, que teve seu trabalho exposto. Uma das etapas do projeto incluiu pesquisas sobre o estilo e a história de vida do artista. “Eu gostei da atividade porque tem muitos desenhos diferentes do Romero Britto, uns são xadrez, outros de pontinhos e eu adoro as obras dele. São sempre compostas por cores muito vivas, não tem nenhuma cor clara”, completou o atendido.

Com trabalhos apresentados na exposição, Geovana dos Santos Souza comentou que “o Romero Britto não deixa nada em branco, ele preenche todo espaço da tela. Arte é muito boa, a nossa mente não fica vazia e a gente pinta cada coisa bonita que vai formando paz e amor dentro de nós. Ela me deixa mais calma, mais leve.”

“Trabalhar com as obras de Romero Britto foi gratificante, pois a linguagem utilizada por ele desperta nos atendidos a curiosidade e o encantamento. Durante todo o desenvolvimento do projeto a participação foi ativa, uma vez que, o autor traz em suas obras reflexões sobre a amizade, a solidariedade, o amor, a fraternidade e tantos outros temas que fortificam a formação crítica e solidária das crianças e dos adolescentes através da arte”, ressalta a educadora social da LBV e responsável pela atividade, Norayama da Silva Falcão.

Foto AbreEtapas

Durante o projeto “Pintando, Criando e Recriando” várias atividades foram realizadas. Primeiro foi apresentada a biografia do artista e pintor brasileiro Romero Britto e sua trajetória. A educadora Norayama Falcão e os atendidos fizeram uma pesquisa sobre o significado das cores e a importância delas para uma obra de arte. Na sequência os atendidos conheceram algumas das obras do artista. Crianças e adolescentes foram à prática ao fazerem uma releitura de algumas pinturas de Romero, para isso, utilizaram material reciclado, crepom, EVA e massa de modelar. Também confeccionaram máscaras utilizando balões e jornal, e as pintaram inspirados nas técnicas utilizadas por Romero Britto. Por fim, produziram escultura de mãos com gesso e pintaram utilizando as técnicas do artista. Criaram quadros utilizando o jornal como suporte. E para finalizar o projeto, as obras produzidas pelas meninas e meninos foram para uma “exposição” que foi apreciada pela família e pela comunidade.

“É evidente que o desenvolvimento pleno do ser humano é marcado pelas relações que estabelecemos com o meio e as pessoas que convivemos cotidianamente, se apropriar dos bens culturais, das manifestações artísticas produzidas historicamente pela humanidade é nosso dever enquanto sujeitos históricos. A arte preenche os vazios, nos liberta, nos transporta para outros lugares, é uma viagem maravilhosa. Esse tipo de arte é como se fosse um livro, dá a oportunidade de subjetivamente cada um criar histórias, imaginar, se recriar, se rever, além da estética que é agradável”, aponta Norayama Falcão.

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Bem mais que um passatempo

As palavras cruzadas são um passatempo muito comum em jornais e revistas. O objetivo é encontrar todas as palavras usando as dicas disponíveis. Conforme algumas palavras são preenchidas, as letras de outras automaticamente aparecem, o que facilita bastante a resolução.

A dificuldade da palavra cruzada varia de acordo com o formato e a quantidade de palavras. Quanto menos elas se cruzam e mais palavras o jogo tem, é maior a possibilidade de a resolução ser mais difícil.

Foto AbrePercebendo o interesse dos alunos do quarto ano da Escola Municipal Tancredo Neves, de Doutor Camargo, pelo passatempo, a professora Rosângela da Silva Oliveira decidiu utilizar o material para desenvolver os processos de leitura e escrita nas crianças.

“Começamos tentando solucionar as palavras cruzadas de O Diário. A princípio, pensei que os estudantes não fossem conseguir, pois são bastante elaboradas, mas para a minha surpresa eles tiveram um ótimo desempenho e conseguiram decifrar quase todos os enigmas, sozinhos”, conta a professora.

Depois do bom resultado, Rosângela passou a explorar ainda mais os conteúdos. Ela diz que ao buscar as palavras certas os alunos iam se aprimorando no passatempo, aprendiam a grafia correta e ainda o que significa e para o que utilizamos cada um dos termos encontrados.

“As cruzadinhas nos ajudam a conhecer coisas novas, com isso, desenvolvemos nosso intelecto”, relata o estudante, Pedro Henrique Fraga. O colega, Joaquim Henrique Villa acrescenta “tenho aprendido até palavras em inglês nos passatempos, isso é muito bom! Aprendemos brincando.”

Ao perceber a evolução das crianças, a professora pediu que cada uma criasse uma palavra cruzada para desafiar um amigo a solucionar. “Esta foi mais uma etapa que me surpreendeu. Achei que eles iriam produzir coisas simples, mas ao contrário, as produções foram bastante criativas e elaboradas”, aponta.

Ao fim da série de atividades, Rosângela enfatiza o quanto foi prazeroso ensinar com as cruzadinhas. Algo que poderia ser apenas um momento de diversão, mas que resultou em novos conhecimentos. “Os alunos passaram a se interessar mais pelos conteúdos, aumentaram vocabulário, aprenderam ortografia e estão mais motivadas a participar das aulas”, conclui.

 

RESULTADO

Essa é a palavra cruzada que foi produzida pela aluna Geovanna Carolina Cravo, e solucionada pelos colegas de turma. Vejam que interessante:

CRUZADINHA

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LBV em clima olímpico

A Olimpíada do Rio de Janeiro só será realizada em agosto, mas o clima do evento esportivo já tomou conta do Centro Comunitário de Assistência Social da LBV na cidade canção e acendeu o espírito olímpico entre os atendidos. A chama olímpica estava pronta para ser “acesa”, e as delegações participaram devidamente caracterizadas. E como esse não é um torneio qualquer, o nome das equipes são para lá de especiais. Nessa competição, as crianças e adolescentes defenderam o amarelo da Fraternidade, o branco da Paz, o vermelho do Amor, o verde da Amizade, o laranja da Solidariedade e o azul da Harmonia.

Foto AbreA abertura do evento seguiu todo o protocolo de uma competição esportiva oficial, sendo iniciada com a execução do Hino Nacional Brasileiro e a apresentação das bandeiras do Brasil, Paraná, Maringá e da LBV.

“Enxergamos o esporte como uma importante ferramenta educacional e de compartilhamento de valores, além de ser uma ótima forma para manter a boa saúde do corpo e da mente. Por isso, acrescentamos uma série de atividades físicas em nosso cronograma”, destaca a assessora de comunicação da LBV, Vilma Araújo.

Todo o trabalho foi direcionado pela educadora social Soraia Camila Jardim, que realizou uma série de atividades com os atendidos durante o projeto. “Busquei fazer com que eles vivenciassem o esporte desenvolvendo propostas e jogos de caráter lúdico com o objetivo de auxiliar no desenvolvimento da coordenação motora promovendo uma socialização entre as crianças e adolescentes. Além de ressaltar a importância do cumprimento das regras para um convívio proveitoso e saudável, promovendo o reforço de valores morais adequados e hábitos que valorizam a qualidade de vida”, enfatiza Soraia.

Para introduzir o trabalho, a educadora social realizou um diálogo sobre os Jogos Olímpicos e a importância deles para a união dos povos. Em seguida, para despertar o interesse do educando, foi utilizado dinâmicas sobre o tema abordado despertando assim, a curiosidade nos atendidos.

Em uma roda de conversa crianças e adolescentes escolheram as modalidades que gostariam de participar. Soraia solicitou que eles descrevessem suas relações com os esportes e os Jogos Olímpicos. Nessa etapa foi utilizado a estratégias de recorte e colagens de imagens e de palavras relacionadas com o tema.

Por fim, a partir da troca de informações entres os atendidos e suas experiências com os esportes, a educadora propôs a pratica esportiva coletiva e individual, em alguma modalidade como: futebol, voleibol, handebol, basquetebol, ginástica rítmica, ginástica artística e atletismo. Iniciando efetivamente os jogos olímpicos na instituição.

DSC_0841“Eu gostei muito de participar desse evento, o esporte é fundamental para nosso crescimento, traz vários benefícios à vida. Aprendi a valorizar o outro, a respeitar às regras e percebi como o outro é importante, pois o trabalho em equipe é essencial para conseguir um bom resultado. Além disso, vi que o esporte vai além das limitações do corpo e que qualquer pessoa pode praticar, pode ser uma criança, um jovem ou um idoso, assim como pessoas que possuem deficiência de qualquer ordem. O esporte tem a capacidade de unir pessoas e povos”, aponta a atendida, Thais Vitória Silva Souza.

A educadora social, Soraia conta que as crianças e os adolescentes deram um show e demostraram como é agir com o espírito esportivo, mantendo a postura respeitosa, independente do resultado obtido. “Esse é um reflexo do nosso trabalho diário, no qual eles aprendem sobre a importância do trabalho em equipe desenvolvendo ainda atitudes necessárias para a integração social e a formação do indivíduo.”

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Escola de Itambé tem Jornal Mural

A professora Susany Lucca Gritzence leciona na Escola Municipal Domingos Laudenir Vitorino, em Itambé. Trabalhando semanalmente com o Diário ela desenvolveu o plano de aula “Jornal Mural Escritores do Futuro”, no qual os alunos do 5º ano “B” tiveram o desafio de criar um tipo de impresso expositivo, além da tarefa de mantê-lo atualizado até o fim do ano.

A ideia do projeto surgiu após o estudo dos meios de comunicação. “Repassei aos estudantes conhecimentos sobre como surgiram o telefone, a televisão, o rádio, a internet e em especial o jornal, que apesar de longos anos de existência continua sendo uma das principais fontes de informação”, destaca a professora.

Com a oportunidade de leitura do Diário em sala de aula, as crianças estudaram a estrutura, organização e distribuição de conteúdos no impresso. Para assim, se familiarizarem com o material e ser mais fácil a produção do jornal da escola.

“É legal trabalhar com o impresso porque fazemos os trabalhos em grupos. A professora pergunta: o que é notícia? Então você recorta, lê o texto e depois explica. Dessa forma eu aprendi como organizar o jornal”, ressalta a aluna Kaylainy Pereira Amâncio.

Foto AbreO Escritores do Futuro é dividido em editorias, assim como o Diário. No espaço ‘Histórias da Turma’ é destinado para produções feitas pelos próprios alunos que criaram o jornal mural, podendo ser exposto textos narrativos, informativos, poemas e histórias em quadrinhos; na ‘Curiosidades’ se vê textos de divulgação científica; no ‘Diário’ são notícias importantes e publicações do jornal que dá o nome à editoria, assim como pequenos comentários explicativos sobre as notícias; no ‘Passa Tempo’ apresenta-se charadas e enigmas; o ‘Mensagens’ têm frases e textos produzidos pela turma com temas de reflexão e também pesquisadas sobre auto estima, orações, etc; na ‘Sugestões de Leitura’ o estudante após a ler um livro faz um pequeno comentário sobre a história lida, bem como também, o nome da obra, autor e quantidade de páginas para que outros alunos tenham interesse em conhecer o livro sugerido; a ‘Agenda’ é composta por um calendário com programações mensais ocorridas na escola; e o ‘Espaço Aberto’ é destinado a publicações de trabalhos das outras turmas.

O aluno Pedro Henrique Suniga comenta que o jornal mural foi um dos melhores trabalhos que ele já fez, e o colega Alisson da Silva Santos completa “me senti um jornalista produzindo conteúdo, isso deixou a tarefa mais divertida e fácil de aprender.”

Suzany aponta que as crianças estão mais empolgadas e criativas na realização das propostas didáticas. Por iniciativas próprias elas trazem para a sala de aula textos, adivinhas enigmas e pesquisas que fizeram em casa. “A aprendizagem está mais significativa e vem correspondendo com as expectativas”, diz.

As etapas da construção do jornal mural foram todas feitas pelos alunos, bem como as letras em madeiras que foram desenhadas e enviadas a um marceneiro para cortar, depois ainda teve a etapa da pintura e colocação no painel.

Para divulgar o meio de comunicação que será da escola toda, os estudantes do 5º ano B foram de turma em turma explicando o projeto e pedindo a colaboração dos colegas no cuidado e nas produções para o jornal, destacando que a cada semana uma classe participará da editoria ‘Espaço Aberto’ onde poderão publicar seus trabalhos. “É bom ver a interação da escola toda, assim mais crianças participam e terão chance de aprender coisas diferentes”, comenta a aluna Kauane Vitória Colares.

“O projeto Jornal Mural Escritores do Futuro está contagiando toda comunidade escolar, pois quando os trabalhos são postados no mural notamos a expectativa dos demais alunos que aguardam ansiosos para a realização da leitura. É uma proposta didática que além de informar e entreter, está tornando a leitura algo prazeroso”, conclui a coordenadora pedagógica, Ducimara Moresqui Decol.

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Manifestações é tema de aula

Ações políticas também se debatem na escola, sim! Como futuros cidadãos que representarão nosso país, os estudantes estão cada vez mais atentos ao que acontece no cenário político. A turma de alunos do quinto ano da Escola Municipal Prof. Domingos Laudenir Vitorino de Itambé, mesmo em seu primeiro contato com o jornal e antes mesmo de folhear as páginas de conteúdo, se expressaram ao ver a reportagem estampada na página do Diário com a manchete “Maringá tem dia histórico nas ruas”, a qual se refere aos manifestos que reuniram quase 50 mil pessoas na cidade, na luta contra a corrupção.

As crianças fizeram comentários sobre o fato ocorrido na cidade vizinha em que moram, assim como em outras regiões do Brasil, alguns disseram que vieram até Maringá e participaram do protesto, outros falaram que viram notícias semelhantes na televisão e na internet. Enfim, a empolgação foi tanto diante do assunto, que a professora Suelena Jaqueta decidiu explorar o tema com a turma.

Foto SubmanchetePara iniciar o trabalho os estudantes leram a reportagem e conheceram a fundo sobre do que se tratava a notícia. Na sequência, cada opinião emitida e informações apontadas, foram transcritas para o quadro e depois do levantamento de dados e muita discussão sobre o que conhecem a respeito do assunto, em duplas, as crianças produziram pequenos textos apontando o porquê os manifestos estão acontecendo, quem tem participado e por o quê as pessoas estão lutando.

“Todo esse problema começou quando a população confiou na presidente Dilma e depois de um tempo percebeu que ela não estava cumprindo com o que prometeu. Uma multidão foi às ruas, em diferentes estados, protestar contra o desemprego e os baixos salários”, contam as alunas Julia Maniezo e Ludmyla Soares.

Os estudantes Yuri Lima e Gabriel Senhem apoiam os manifestos e a vontade do povo em falar o que pensa. “Muitas pessoas pedem o impeachment da Dilma e a prisão do ex-presidente Lula. Todos estão nervosos com as calúnias apresentadas pelo governo. Sem falar na conta de luz, que mesmo a gente economizando, vêm com o valor nas alturas e ainda o aumento dos impostos em tudo que consumimos diariamente.”

Suelena ficou satisfeita com os resultados. “Meus alunos são bastante expressivos, com isso, os textos são baseados em informações e cheios de argumentos que sustentam o que eles escrevem. Quando um assunto repercute dessa forma, o melhor é esgotá-lo, é trabalhar com ele. Assim as crianças têm a oportunidade de falar tudo o que tem vontade, aprendem com a partilha de conhecimento dos colegas e conseguimos dar continuidade aos conteúdos.”

“Adoramos fazer essa atividade, pois além de lermos o jornal também tivemos a oportunidade de falar e escrever sobre um assunto que está na mídia, que as pessoas conversam na rua e em casa, com a família. Estamos preocupadas e queremos o melhor para o nosso Brasil”, dizem otimistas as alunas Ana Paula Rodrigues e Sandy Guimarães.

“O Diário nas minhas aulas tem muita importância, porque com ele os alunos adquirem conhecimento sobre o dia a dia do país e principalmente dos municípios da nossa região. Com ele, na nossa escola, a acessibilidade às informações é bem melhor, pois posso explorar várias disciplinas utilizando o jornal, facilitando ainda mais o aprendizado dos educandos”, conclui a professora.

 

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A primeira aula com o jornal

Seria só mais um dia de aula no ano letivo, mas a ansiedade para receber os exemplares do Diário era nítida nos alunos do quinto ano, da Escola Municipal Prof. Domingos Laudenir Vitorino, de Itambé. Semanalmente, eles terão a oportunidade de fazer a leitura das notícias, se arriscarem a preencher as palavras cruzadas e ainda conhecer os anúncios de compra e venda publicados.

Foto Abre“Nunca li um jornal antes! Quero ver as fotos, as reportagens, saber o que está acontecendo no mundo. Ah, e claro, acompanhar as novidades sobre meu time de futebol preferido”, conta eufórico, o aluno Ronaldo dos Santos.

A professora da turma, Suelena Jaqueta já participa do Diário na Escola há anos e explica que muitas crianças não possuem o hábito da leitura do jornal pelo fato de viverem em um ambiente onde essa habilidade não é incentivada, ou pela falta de acesso ao material. Com o Diário em classe, os estudantes apresentam melhor nível de compreensão e aprendizado, assim como resultados no momento da produção textual.

No primeiro dia de aula da turma com o jornal, a professora preparou um momento de leitura prazerosa. “Os alunos precisam aprender a manusear as páginas, identificar os conteúdos, conhecer a estrutura do impresso, para somente depois, aplicarmos atividades”, conta.

A estudante Aline dos Santos relata que gostou da experiência com o impresso, ela acredita que a leitura do Diário é importante para a formação dela e que também irá auxiliar nos estudos das disciplinas curriculares.

“Este é mais um ano em celebramos com satisfação, orgulho e gratidão a parceria que temos com o programa O Diário na Escola. Entendemos que o desenvolvimento deste trabalho é muito valioso, enquanto instrumento didático. O mesmo proporciona aos nossos alunos o acesso a uma fonte segura de informação escrita, oportunizando e colaborando para a construção do conhecimento”, enfatiza a diretora da escola e secretária da educação do município, Maria Eliza Spineli.

 

Sugestão de Aula

O primeiro contato com o jornal deve ser planejado para que o aluno se interesse pelo material e se sinta motivado a trabalhar com este durante o ano.

Para exemplificar, vamos utilizar uma sugestão de atividade proposta pela equipe do Diário na Escola.

Objetivo: Proporcionar o contato do aluno, de forma livre, com o jornal.

Metodologia: Organizar a sala em equipes. Distribuir o Diário para os grupos e deixar à vontade para manuseio, leitura e discussão. O professor percorrerá os grupos observando o interesse dos estudantes, fazendo e ouvindo comentários. Após isso, o docente solicitará a eles que falem sobre os temas ou assuntos que lhes despertam interesse. Ele poderá dividir o quadro em duas partes, sendo que uma será destinada ao registro de temas de interesse dos meninos e outra ao interesse das meninas. Após os registros, o professor deve conduzir um debate indagando o porquê das preferências pelos temas apontados.

Outras atividades poderão ser trabalhadas gradativamente, conforme as sugestões a seguir: a) agrupar os alunos de acordo com o interesse por determinados assuntos para que escolham uma notícia para leitura, análise e exposição oral; b) organizar um jornal falado; c) escolher uma notícia e reescrevê-la.

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Notícia de corte desperta atenção de crianças

Nas escolas municipais de Sarandi os estudantes de quarto e quinto ano têm acesso à leitura do jornal O Diário, semanalmente. Isso tem contribuído para o desenvolvimento da escrita, como também para a formação de um cidadão mais crítico. Mesmo ainda pequenas, as crianças já conhecem assuntos de interesse social e debatem sobre o que tem sido notícia na mídia.

A manchete “Relator vai cortar R$10bi do Bolsa Família”, publicada no Diário, causou euforia nos estudantes da Escola Municipal Yoshio Hayashi. A professora da turma, Salete Batista Eduardo destaca que boa parte dos alunos são cadastrados no programa que faz repasses mensais de recursos para famílias de baixa renda, por isso a matéria despertou tamanha atenção.

IMG_20151021_154256No início da aula, a professora distribuiu os exemplares do Diário para a turma e explicou que cada página do jornal é uma editoria e que ele é dividido em cadernos. Ao reconhecerem a capa do impresso, já viram a manchete sobre o corte do programa e iniciaram as conversas de indignação na classe.

“Nesse momento expliquei que aquele era apenas o texto chamada da notícia e os orientei a procurarem a matéria completa na página indicada. Para, assim, entenderem o fato na íntegra”, conta Salete.

Cada criança fez uma leitura silenciosa da notícia para tirarem suas próprias conclusões e, na sequência, foi aberto um debate para explanarem o que tinham adquirido de informações e se concordavam ou não com o que estava escrito no impresso.

A professora relata que precisou mediar as discussões, pois é um assunto próximo da realidade em que vivem, então todos queriam participar da aula. Sentindo que as crianças estavam cheias de argumentos e com o desejo de exporem isso, Salete propôs aos alunos que escrevessem um texto opinativo sobre a notícia em estudo. “É uma turma que tem dificuldades no aprendizado e alguns até vivem em situação de vulnerabilidade. Quando mencionei que as boas produções seriam enviadas ao jornal, percebi que se dedicaram ainda mais.”

A aluna Raquel Farias Silva comenta que gostou muito da experiência da atividade realizada, e acrescenta que é contra o corte do Bolsa Família, pois em muitas casas é a partir desse programa que vem o sustento.

“A notícia de um assunto que é de grande valia na rotina de vida das crianças fez com que elas se tornassem bem mais produtivas do que em outros momentos em que estudamos o Diário. Ao final da aula, consegui o objetivo de repassar o conteúdo programado e ainda mais feliz por ter visto o bom desenvolvimento dos estudantes”, comemora Salete.

 

Foto AbreOPINIÃO

Confira alguns comentários escritos pelos alunos sobre a notícia lida no Diário:

 

“Eu achei muito feia a atitude do relator, porque tem pessoas que precisam muito do Bolsa Família. Em plena crise, não podiam tirar dinheiro do povo.” (Ana Julia Souza Desordi)

 

“Não deveria diminuir nem um real do Bolsa Família. Tem muita gente que precisa desse dinheiro. Na minha opinião, não é justo.” (Victor Gabriel do Nascimento)

 

“Achei a notícia muito triste, porque tem pessoas que sobrevivem desse dinheiro. Com o programa dá para pagar conta de água, luz, comprar comida. Sem ele, as pessoas podem passar fome.” (Raquel Farias da Silva)

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