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Jornal Escolar – Eu fiz

capa - jornal escolarPreocupados em incentivar a leitura dentro dos espaços escolares, a secretaria da educação de Maringá participa há anos do Programa O Diário na Escola. Na Escola Municipal Diderot Alves da Rocha Loures, a cada período letivo os educadores já esperam pelos exemplares e pelas formações oferecidas a respeito do uso do jornal em sala de aula.

A professora do Ambiente Educacional Informatizado (AEI), Áudrea Alice conta que o trabalho com o Diário ultrapassou o quadro negro e o giz, e auxiliou os alunos também nas atividades na sala de informática.

Com o objetivo de criar um jornal escolar as crianças conheceram as editorias presentes no impresso e as características das páginas. “A partir das ferramentas tecnológicas dos computadores, aos poucos, fomos produzindo o nosso próprio impresso”, conta a professora.

O “Jornalzinho da Escola Diderot” foi organizado pela equipe dos quartos e quintos anos e apresenta uma diversidade de conteúdos. Desde matérias sobre os eventos que aconteceram dentro da escola, até assuntos da cultura brasileira e estrangeira.

“Com os exemplares prontos percebi a satisfação dos alunos e de toda a comunidade escolar. Reconheci que o trabalho com o jornal em sala de aula é uma importante ferramenta pedagógica que contribui para o desenvolvimento da aprendizagem do aluno, bem como, para a formação da sua cidadania”, enfatiza Áudrea.

 

PRODUÇÃO

O cuidado em preservar o meio ambiente é um assunto sempre em debate nas escolas. Para tornar a conscientização uma atividade mais divertida, a professora Áudrea aliou a disciplina de Ciências com o gênero textual Receita, confira o resultado que foi publicado no jornal escolar:

 

A FOTOSSÍNTESE

UMA RECEITA DE SUCESSO

Ingredientes:

Água

Luz solar

Gás carbônico

Primeiramente, pegue uma planta de preferência com bastante clorofila. Segundo passo: encha um regador com água e regue a planta cuidadosamente, mas nunca com muita água. Depois disso a raiz vai extrair a água até o caule e do caule vai para as folhas.

Terceiro passo: coloque a planta exposta ao Sol, (tempo a gosto), daí é que a planta recebe o gás carbônico que realiza a glicose, o alimento dela. É dali que a planta realiza a fotossíntese.

 

Produção da aluna: Beatriz Gomes da Silva 4º ano B

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Jornal Escolar – Eu Fiz!

capa - jornal escolarNa Escola Municipal Célestin Freinet, em Maringá, a produção do jornal escolar envolveu todas as disciplinas e turmas. Afinal, a essência da confecção deste material é essa mesma, “dar voz” à comunidade.

“Toda a equipe de profissionais da Célestin se uniu para que o resultado fosse o melhor possível. Além das atividades realizadas dentro do Ambiente Educacional Informatizado (AEI), os professores de Artes, Educação Física e Inglês contribuíram com conteúdos para o nosso informativo”, destaca a professora responsável pelo jornal escolar, Sueli Maria Bofete.

As propostas realizadas no AEI envolveram diversos gêneros textuais, entre eles, entrevista, classificados, tirinhas, curiosidades e outros assuntos que ampliaram o conhecimento dos alunos e melhoraram a escrita. Além de despertar neles o interesse e o gosto pela leitura.

“Os resultados foram os melhores possíveis. Conseguimos fazer a impressão colorida, e na Mostra Cultural da escola entregamos os exemplares. Os estudantes, os pais e a equipe da secretaria da educação de Maringá nos elogiaram bastante e, com isso, este ano decidimos produzir um novo jornal escolar”, comemora a supervisora, Fátima da Luz Pinheiro.

 

RESULTADO

Conheça uma das matérias publicadas no “Célestin Informa”:

Alunos pesquisam adivinhas

As adivinhas, também conhecidas como “o que é, o que é?” são perguntas em formato de charadas que fazem parte da cultura popular e do folclore brasileiro. Este foi um dos conteúdos trabalhados no 3º bimestre com o 4º ano no Ambiente Educacional Informatizado. Com auxílio da professora Sueli Maria Bofete, os alunos fizeram pesquisa das perguntas e depois das imagens para representar as respostas. Confira algumas:

A)    O que é, o que é? Surdo e mudo, mas conta tudo?

B)    O que é, o que é ? Quando a gente fica em pé, ele fica deitado, e quando a gente fica deitado, ele fica em pé?

C)    O que é, o que é? Nasce grande e morre pequeno?

 

Respostas:

a)       O livro.

b)       O pé.

c)       O lápis.

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Jornal Escolar – Eu fiz

capa jornal escolarA Escola de Maringá em destaque hoje fez não apenas uma, mas duas edições de jornais escolares. As professoras da Escola Municipal Campos Salles, Jane Candino e Márcia Mitiko não mediram esforços para realizar o trabalho.

“O primeiro passo foi a exploração do jornal O Diário nas versões impressa e online. Afinal, este é um veículo de comunicação da cidade e também sempre presente dentro da sala de aula”, destaca Márcia.

A primeira edição foi impressa antes das férias de julho e a distribuição foi restrita para os alunos que haviam produzido os conteúdos, mas o sucesso foi tão grande que a comunidade escolar queria ver mais, os estudantes estavam animados e como resultado, em dezembro uma nova versão foi feita e desta vez a entrega abrangeu todas as turmas da escola.

“O trabalho com o impresso amplia o universo cultural das crianças e a informação aliada à reflexão, proporciona o debate e a tomada de consciência. Fatores que desenvolvem a capacidade de ler, argumentar e expressar opiniões”, ressalta Jane.

Os conteúdos das duas edições dos jornais da Campos Salles foram os mais variados, ilustrações, poemas, quadrinhas. Para que conheçam parte dos resultados, separamos uma entrevista que os alunos realizaram com a diretora da escola.

ENTREVISTA

Lucília Tomazini Hoffmeister é diretora da Escola Campos Salles desde fevereiro de 2011 onde juntamente com a equipe desenvolve um trabalho exclusivamente voltado para a melhoria da qualidade de ensino e efetiva aprendizagem dos alunos.

Alunos – 1) Como a senhora avalia o desempenho dos alunos em relação ao último IDEB?

Lucília: O desempenho dos alunos em relação ao último IDEB foi excelente porque conseguimos subir consideravelmente. Ultrapassamos a meta esperada e isso representa o reconhecimento do nosso trabalho e do esforço dos alunos em querer aprender mais.

2) A que a senhora atribui a elevação da nota da escola?

Foi um trabalho coletivo com compromisso. Acredito que esta é a palavra certa; compromisso de todos os funcionários, e isso compreende a escola como um todo.

3) De que forma a avaliação do IDEB contribui para a melhoria das ações na escola?

Da seguinte maneira. Como a escola ofereceu um trabalho de contra turno para os alunos e deu certo, este ano além do o 4º ano que irá participar do próximo IDEB, também estamos oferecendo o mesmo apoio para as demais turmas para que estas estejam bem preparadas no futuro.

4) O IDEB ainda é um desafio? Em que sentido? 

Mesmo com todo esforço o IDEB ainda representa um desafio para todos da escola, pois exige muito trabalho, força de vontade, colaboração e compromisso. Para que tudo melhore é preciso investir muito na educação.

5º ANO B

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Resultado já na primeira aula

Foto Abre - opção 01“A estreia do Diário como suporte de estudo foi só elogios”, conta o professor Diego Paulo Ambrózio que leciona para os quintos anos da Escola Municipal Professor Flávio Sarrão, em Cruzeiro do Sul. Ansiosos pelo recebimento do material em classe, os alunos se dedicaram para que a aula fosse produtiva e que, assim, o jornal esteja sempre presente nas atividades.

“Foi uma aula muito diferente. Eu que nunca tinha lido o impresso, achei super interessante e agora já conheço tudo o que este material tem de conteúdo”, relata a estudante, Ana Luiza Akemi Takemoto.

Depois da oportunidade das crianças folhearem o Diário, o professor repassou o gênero a ser trabalhado: os classificados. Neste momento os alunos ficaram surpresos, pois é uma editoria que por muitos, passava despercebida. “Senti a necessidade de realizar uma proposta que contemplasse desde o manuseio das páginas do impresso até a percepção dos diferentes assuntos presentes”, destacada Diego.

Os anúncios classificados são compostos por estrutura linguística, argumentação, persuasão, e diversos fatores que auxiliam no processo de exploração textual e linguagem. Além de o aluno ter a oportunidade de interagir com algo que está muito presente na sociedade, o comércio.

Foto Abre - opção 02Para desenvolver a atividade, Diego separou a turma em grupos e discutiu todos os elementos que compõe um classificado – finalidade, objetivo e público alvo – e juntos, os alunos foram identificando cada uma das partes nas páginas do jornal.

“Foi meu primeiro contato com o impresso dentro da sala de aula, e a minha sensação depois de terminar a atividade foi ótima! Aprendi que no Diário tem textos informativos, de anúncio, propagandas e muitas outras variedades”, fala a aluna Mariana Peres Lima.

Depois do reconhecimento do gênero chegou a momento da produção. As crianças foram desafiadas a criarem seus próprios anúncios misturando o mundo real com a ficção, ou seja, o anúncio deveria ter a mesma estrutura do classificado que se vê no Diário, mas as informações de compra ou venda deveriam trazer itens da imaginação delas.

O professor enfatiza que o resultado foi surpreendente. “Os estudantes estavam motivados e empenhados. Gratidão é a palavra que define meu sentimento ao término da atividade. Além de termos trabalhado um gênero novo, ao mesmo tempo, se desenvolveu a capacidade de criação e produção deles.”

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A Matemática por trás da notícia

A interação da Matemática com assuntos do cotidiano, a partir de matérias publicadas em jornais, é uma rica fonte de informações e coleta de dados. Possibilita ao estudante analisar, discutir, apropriar-se de conceitos e formular suas próprias ideias, aprendendo de maneira explícita ou implícita, que ela está presente em quase tudo na nossa vida.

A aplicação de situações-problema no ensino da disciplina faz com que o aluno participe de atividades que desenvolvem seu raciocínio lógico e pensamento crítico, agindo e refletindo sobre a realidade que o cerca, fazendo uso das informações presentes nas mídias e percebendo assim que a Matemática pode ser vista em diversas áreas do conhecimento.

20141104_141551Dentro deste contexto, a professora Fátima Regina de Oliveira Romualdo, que leciona no contra turno para crianças da Escola Municipal São Jorge, desenvolveu propostas didáticas nas quais os estudantes foram desafiados a aprenderem a tabuada e a conversão de valores, a partir de tabelas de índices e anúncios publicitários do Diário.

“Neste dia, junto com o exemplar do jornal veio um folheto informativo do Shopping China com os valores dos produtos todos em dólares. Para estimular os alunos a realizarem operações matemáticas, solicitei que nos indicadores do Diário eles encontrassem o valor da moeda, e fizessem a conversão dos preços em dólar para saber qual seria o valor da mercadoria em reais”, conta a professora.

Fátima comenta que com essa atividade as crianças aprenderam a usar inclusive a tabuada de maneira mais prática e sem sofrimento ou reclamações, como era de costume. “Sem contar a facilidade com que passaram a descobrir os valores em reais ao longo dos exercícios”, diz.

A aluna Jéssica Bicudo destaca que foram momentos de aprendizado e diversão, “não imaginava que a Matemática poderia ser tão legal.” A colega Débora Anastácio completa, “aprender sem perceber que se está em uma atividade, torna tudo mais interessante.”

“O jornal tem auxiliado o meu trabalho e acrescentado nas atividades escolares. Como resultado, tenho constatado grande melhora no desempenho das crianças em sala de aula”, destaca a professora.

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Preconceito é tema de debate escolar

A costa oeste africana e o litoral brasileiro, um dia, já estiveram conectados. Há 200 milhões de anos, os dois territórios começaram a se separar e assumiram as atuais posições afastados milhares de quilômetros pelo Oceano Atlântico. As tradições, a cultura e a trajetória dos descendentes dos africanos escravizados compõem um objeto de estudo importante para todas as crianças e os jovens, negros ou não.

O tráfico negreiro e a escravidão determinaram o presente do nosso país. A população vinda do continente africano criou aqui raízes, família, cultura e história. Hoje, 53% dos brasileiros se declaram pretos ou pardos, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2013.

Com o objetivo de valorizar a cultura afro brasileira, na última semana a professora Adriana de Araujo Xavier Pelizer que leciona na Escola Municipal Messias Barbosa Ferreira, em Floresta, desenvolveu um série de atividades aproveitando a data em comemoração ao Dia da Consciência Negra.

IMG_0937“Os estudantes ainda conhecem pouco sobre essa cultura e é importante discutirmos o valor dos negros para a história brasileira. Aliado ao material didático utilizei a reportagem do Diário com a manchete ‘Mentes que se abrem devagar’ para complementar o trabalho de ensino-aprendizagem sobre o tema”, destaca Adriana.

A matéria do impresso apresenta informações sobre o avanço da situação do negro no Brasil, a exemplo das oportunidades de emprego, mas também cita casos de preconceito, infelizmente ainda existentes. Com dados sobre a origem da data comemorativa, quem foi Zumbi dos Palmares e o perfil da população negra brasileira, o conteúdo contribuiu para a aula da professora.

Depois do estudo da História e da leitura do jornal, a turma realizou um debate sobre o preconceito. “Diariamente vemos nos noticiários casos de racismo, algo muito triste. Pois a cultura afro contribuiu imensamente para a construção do nosso país”, ressalta o aluno Bryan Franklyn Furlan Trentin.

Para que toda a escola refletisse sobre o tema, Adriana e seus alunos produziram cartazes que foram espalhados pelos murais da instituição. A estudante Polliany Cristiny Monteiro comenta que muitos aspectos de nossa cultura, como a capoeira, tiveram origem nos povos africanos. “Devemos gratidão e respeito a eles”, diz.

O aluno João Victor Alves da Silva deixa uma mensagem “Zumbi dos Palmares foi um líder que lutou contra a opressão dos negros africanos. Em nosso dia-a-dia pequenas ações podem contribuir para acabar com o preconceito. Afinal, a cor da pele não tem nenhuma relevância, o que realmente merece valor é o sentimento que carregamos dentro do coração”, conclui.

A professora da turma ficou surpresa com o alto nível do debate em sala. “As crianças estão muito mais seguras para falar. A leitura do jornal, semanalmente, tornou os estudantes mais críticos e argumentativos, fatores importantes para uma aula rica em conteúdo e aprendizado”, conta Adriana.

Foto Abre

 

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Jornal na escola: variedade e conteúdo

Na Língua Portuguesa encontramos diversos tipos de textos que são utilizados conforme o objetivo que se quer atingir, por exemplo, se queremos contar uma história, usamos a narração. Se a intenção é descrever um objeto, usamos a descrição. No jornal, usa-se um tipo de narração especial em que o repórter conta um fato respondendo a questões básicas como: O que? Quem? Quando? Como? Onde? E por quê?. Conhecido como lide, ou a primeira parte de uma notícia, fornece ao leitor a informações básicas sobre a reportagem.

O impresso, assim como os livros, é composto por páginas. Estas são separadas por letras, que indicam as editorias ou cadernos. No jornal O Diário do Norte do Paraná, a primeira editoria é representada pela letra A, e as páginas são numeradas de 1 a 12, nas quais podemos encontrar informações sobre: Política, Cidades, Economia, Geral, Esportes, dentro outros.

Com tanta variedade de gêneros textuais e também de conteúdos, os exemplares do Diário tem auxiliado o trabalho da professora Geyce Fernanda da Silva Correa, da Escola Municipal João Freire de Carvalho, em Astorga. “Promover o hábito da leitura é um desafio diário, o uso do jornal em sala proporciona ao aluno o contato com a realidade de fatos cotidianos, algo que os motiva ao aprendizado”, conta Geyce.

Todas as semanas antes da realização de atividades, a professora repassa aos estudantes os vários tipos de textos que podem ser encontrados no impresso. Assim, quando os exemplares chegam à sala as crianças são dividas em grupos para folhear o material e debater opiniões.

“Estamos usando o Diário como suporte de estudo desde o início do ano letivo. Agora os alunos já conhecem os elementos que compõem a capa, a forma com que são divididas as editorias e até identificam os assuntos noticiados fazendo relação com outros meios de comunicação”, destaca a professora.

Nas últimas semanas Geyce dedicou o trabalho ao ensino das charges, dos anúncios e dos classificados, gêneros que as crianças visualizam, na maioria das vezes, apenas quanto tem contato com o Diário.

“Descobri que a charge, mais do que um desenho, faz crítica a assuntos vivenciados pela sociedade. Mas sem o uso da ofensa, apenas do humor”, comenta a aluna Lorena Eduarda.

A professora ressalta que, “o trabalho didático a partir do jornal faz com que o estudante amplie seu conhecimento e perceba que, no mundo em que vivemos, a comunicação é fundamental para o desenvolvimento do cidadão.”

Foto Submanchete

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Classificados em pauta

Quando alguém quer vender, comprar ou alugar algo, uma maneira bem simples de fazer isso é anunciando no jornal. Os classificados são caracterizados pelo número resumidos de linhas, falando de um produto ou serviço específico, de maneira breve e atrativa. As páginas repletas de ‘quadradinhos’ com letras pequenas muitas vezes são passadas despercebidas pelos alunos, mas a professora Berivalda de Jesus do Prado Sachi que leciona na Escola Municipal Antenor Balarotti, de Astorga, encontrou uma forma de tornar a leitura do Classidiário, mais dinâmica.

“O conteúdo desta editoria é de grande importância e faz parte da grade do ensino curricular. Por isso, ao invés de limitar o estudo ao livro didático aliei a proposta ao jornal, pois, assim, as crianças conheceram o gênero em seu suporte original e perceberam que entre aquela quantidade de pequenas palavras, há importantes informações”, destaca Berivalda.

Foto AbreNa discussão com os alunos sobre a funcionalidade dos classificados, a professora mencionou o processo de argumentação que é utilizado nesse tipo de texto, no qual há a intenção de persuadir o leitor. “Comecei o trabalho solicitando a leitura do Classidiário, para que cada estudante verificasse os detalhes que compõem o gênero em estudo”, conta.

Outra questão importante é o esclarecimento das abreviações, que tem por objetivo garantir agilidade na leitura e condensação de conteúdo, que em geral, conta com pouco espaço. Como exemplo: qtos (quartos); bwc (banheiro); pl (placa); pts (portas); dentre outras.

Berivalda comenta que os alunos ficaram eufóricos com tanta novidade que encontraram nos pequenos ‘quadrinhos’. Uma página que até então não recebia atenção nos momentos de leitura, tornou-se prazerosa.

Depois das crianças familiarizadas com o gênero, chegou o momento de produzir. Para confirmar o aprendizado, a professora solicitou que os estudantes criassem anúncios. Além da produção textual foi preciso escolher um bom produto para vender e, assim, tentar despertar a atenção do leitor.

“Foi uma aula bem divertida, aprendi sobre argumentos de vendas e tabela de preços. Gostei de saber que quando anunciamos algo em um classificado há resultados, pois existem muitas pessoas que compram o jornal interessadas nessa página, assim fica mais fácil vender ou alugar o que for preciso”, enfatiza a aluna Ana Luiza da Costa.

Assim que os textos ficaram prontos, Berivalda montou um cartaz semelhante à editoria do Classidiário. Os anúncios produzidos foram colados em uma cartolina para ficar em exposição nos corredores da escola e chamar a atenção de outros estudantes, e também leitores do Diário, sobre a importância desse gênero textual.

“Trabalhar com o jornal em sala de aula enriquece o meu planejamento pedagógico. A forma interdisciplinar de inseri-lo nas atividades favorece o aprendizado do aluno e proporciona momentos mais dinâmicos em classe. No estudo dos classificados, o entusiasmo da turma foi geral, pois descobriram que qualquer um pode anunciar algo no jornal, inclusive eles. Por fim, se conscientizaram da importância desse caderno dentro do Diário”, ressalta Berivalda.

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CLASSIFICADOS

Confira alguns dos anúncios produzidos pelos alunos da Escola Antenor Balarotti:

VENDE-SE

Dois carros Gol 1.0, ano 2007/2008. Fone: (44) 9918-86157. Preço de ocasião: R$ 25.000,00 cada. Vendo com urgência!

VENDE-SE

Tablet orange, internet 4GB, memória 1.0 GHZ. Android 4.2.2 digital, memória ran 512 mb. De R$ 300,00. Por apenas: R$ 280,00. Fone: 3234-11262

VENDE-SE

Celular rosa, Samsung galaxy S4. Tratar com Maria Eduarda na rua Santa Catarina, 163. Fone: 9966-10085. Valor: R$ 2.500,00

 

 

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Violência é tema de debate e reflexão escolar

Os crimes estampados nas ruas das cidades, a violência doméstica, os latrocínios e os contrabandos têm levado crianças e jovens a perderem a esperança de que ainda seja possível viver em uma sociedade justa e igualitária. Levar esse tema para a sala de aula já nas séries iniciais é uma forma de trabalhar com um assunto controverso, mas presente em nossas vidas que oportuniza momentos de reflexão e auxilia na transformação social. Pensando nisso, a professora Suzi Aparecida de Souza Rosário que leciona na Escola Municipal Vânia Maria Simão, em Atalaia, desenvolveu atividades a partir das notícias do Diário relacionadas à violência.

“Nas instituições de ensino, as relações do dia-a-dia devem traduzir respeito ao próximo através de atitudes que levem à amizade, harmonia e integração das pessoas, visando atingir os objetivos propostos no projeto pedagógico. Aliar isso ao estudo do jornal oferece credibilidade e confiança para mostrar às crianças e jovens que é possível vencer os desafios e problemas que a vida apresenta, sem o uso da agressão”, destaca Suzi.

Com recortes de notícias impressas, revistas, filmes, músicas, jornais televisivos, dentre outras formas de comunicação, os professores podem levantar discussões acerca do tema numa forma de criar um ambiente educativo e dinâmico.

Em Atalaia os estudantes iniciaram o trabalho com um debate, no qual expuseram seus conhecimentos sobre tudo que envolve os diferentes tipos de violência. “Adorei fazer esse trabalho, pois me ensinou que atitudes de respeito também podem contribuir para a segurança de todos os cidadãos”, enfatiza o aluno Vítor Hugo Bonifácio Fulgêncio.

Após a conversa, as crianças iniciaram uma pesquisa no jornal O Diário para identificar notícias de crimes que aconteceram próximo da região em que vivem. “A aula foi muito interessante, pois ampliou os meus conhecimentos. As reportagens me fizeram refletir a respeito dos perigos por falta de segurança pública”, ressalta a estudante Jeniffer Cristina Diniz Ramos da Silva.

Suzi conta que uma das manchetes em que houve maior destaque durante a leitura do impresso foi “Trio armado assalta madeireira”, fato ocorrido em Maringá no qual os bandidos renderam funcionários e clientes levando pertences e dinheiro. “A partir disso, decidi trabalhar questões de segurança, com mais conversa entre a turma e dicas de como se prevenir de assaltos, produzimos um acróstico sobre o tema em questão. Uma ótima forma de fazê-los refletir a respeito das ações que cometemos diariamente e que podem nos expor a situações de criminalidade”, ressalta a professora.

Ao final do trabalho, o acróstico ficou em exposição no corredor da escola para que toda a instituição tivesse acesso ao conhecimento e reflexão do tema em estudo. Suzi diz que foram atividades gratificantes de serem realizadas. “Constatei que além da pesquisa e do debate, os alunos passaram a analisar os casos de violência e pensar em formas para garantir segurança aos cidadãos.”

ACRÓSTICO. Com palavras-chave sobre o tema em discussão alunos produziram atividade que ficou em exposição na escola.

ACRÓSTICO. Com palavras-chave sobre o tema em discussão alunos produziram atividade que ficou em exposição na escola.

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Publicidade no jornal é base para atividades de matemática

A busca por recursos que possibilitem fazer uma relação entre os conteúdos propostos em sala de aula, com as questões do dia-a-dia do aluno é um dos grandes desafios dos professores que procuram inserir textos para que de uma forma interdisciplinar façam com que as crianças se interessem e procurem informações sobre diferentes assuntos, tais como: política, economia, saúde, geografia, história entre outros. Para despertar a atenção dos estudantes na disciplina de Matemática, as professoras Elisângela Nodari de Oliveira e Nilza Guidini Valentini que lecionam na Escola Municipal Afrânio Peixoto, em Ivatuba, realizaram o trabalho de alfabetização matemática a partir dos textos da esfera jornalística.

“A aplicação de situações-problema possibilita ao aluno participar de atividades que possam desenvolver seu raciocínio lógico e pensamento crítico, agindo e refletindo sobre a realidade que o cerca, fazendo uso das informações presentes nas mídias e percebendo assim que a Matemática está presente em diversas áreas de conhecimento”, destaca Nilza.

Durante a prática, as crianças leram exemplares do Diário e organizados em equipes escolheram anúncios publicitários que, posteriormente, foram utilizados como base para a elaboração de situações-problema, seja no campo aditivo – adição e subtração – ou no multiplicativo – multiplicação e divisão.

“De acordo com os materiais sugeridos pelo Programa Pacto Nacional de Alfabetização na Idade Certa (Pnaic), tais atividades contribuem para a construção de esquemas que favorecem o processo de compreensão das operações básicas. Do mesmo modo, permitem a interação das crianças com diferentes formas de registros simbólicos, neste caso, com os gêneros presentes no jornal”, ressalta Elisângela.

A aluna Letícia Camily Ryzik comenta a diversão em realizar a atividade. “Foi uma aula muito diferente, aprendi matemática brincando, não imaginava que isso seria possível.” A colega Juliana Maria dos Anjos completa, “elaborar enunciados de questões a partir do jornal nos deixou mais criativos e ainda nos proporcionou conhecimento dos fatos que ocorrem ao nosso redor”, diz.

“O uso do Diário como recurso pedagógico é uma ferramenta que enriquece a prática em sala de aula, ainda mais quando associado ao currículo escolar, pois contribui para a ampliação do vocabulário do aluno, auxilia na interpretação dos textos e reflexão dos assuntos lidos”, conclui a diretora da escola, Maria Luiza Macedo da Silva.

PRODUÇÃO

Confira as situações-problema desenvolvidas pelos alunos do 3º ano, a partir de publicidades do Diário.

 

fan pageO Diário na Escola está realizando um concurso sobre a Semana Nacional do Trânsito e as sete melhores frases vão ganhar uma bicicleta. Cada uma custa R$ 350 reais. Quanto os patrocinadores vão gastar com as sete bicicletas?

Resposta: R$ 2.450,00 reais.

 

anuncioEm Maringá 932 pessoas foram infectadas pelo mosquito da dengue. Já foram curadas 864 pessoas. Quantas pessoas ainda precisam ser curadas?

Resposta: 68 pessoas.

Na casa de Júlia tem 27 garrafas com água parada. Alguns alunos foram até a casa dela e recolheram tudo em três baldes para não deixar que o mosquito da dengue se prolifere. Quantas garrafas couberam em cada balde?

Resposta: 09 garrafas por balde.

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