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Escola de Itambé tem Jornal Mural

A professora Susany Lucca Gritzence leciona na Escola Municipal Domingos Laudenir Vitorino, em Itambé. Trabalhando semanalmente com o Diário ela desenvolveu o plano de aula “Jornal Mural Escritores do Futuro”, no qual os alunos do 5º ano “B” tiveram o desafio de criar um tipo de impresso expositivo, além da tarefa de mantê-lo atualizado até o fim do ano.

A ideia do projeto surgiu após o estudo dos meios de comunicação. “Repassei aos estudantes conhecimentos sobre como surgiram o telefone, a televisão, o rádio, a internet e em especial o jornal, que apesar de longos anos de existência continua sendo uma das principais fontes de informação”, destaca a professora.

Com a oportunidade de leitura do Diário em sala de aula, as crianças estudaram a estrutura, organização e distribuição de conteúdos no impresso. Para assim, se familiarizarem com o material e ser mais fácil a produção do jornal da escola.

“É legal trabalhar com o impresso porque fazemos os trabalhos em grupos. A professora pergunta: o que é notícia? Então você recorta, lê o texto e depois explica. Dessa forma eu aprendi como organizar o jornal”, ressalta a aluna Kaylainy Pereira Amâncio.

Foto AbreO Escritores do Futuro é dividido em editorias, assim como o Diário. No espaço ‘Histórias da Turma’ é destinado para produções feitas pelos próprios alunos que criaram o jornal mural, podendo ser exposto textos narrativos, informativos, poemas e histórias em quadrinhos; na ‘Curiosidades’ se vê textos de divulgação científica; no ‘Diário’ são notícias importantes e publicações do jornal que dá o nome à editoria, assim como pequenos comentários explicativos sobre as notícias; no ‘Passa Tempo’ apresenta-se charadas e enigmas; o ‘Mensagens’ têm frases e textos produzidos pela turma com temas de reflexão e também pesquisadas sobre auto estima, orações, etc; na ‘Sugestões de Leitura’ o estudante após a ler um livro faz um pequeno comentário sobre a história lida, bem como também, o nome da obra, autor e quantidade de páginas para que outros alunos tenham interesse em conhecer o livro sugerido; a ‘Agenda’ é composta por um calendário com programações mensais ocorridas na escola; e o ‘Espaço Aberto’ é destinado a publicações de trabalhos das outras turmas.

O aluno Pedro Henrique Suniga comenta que o jornal mural foi um dos melhores trabalhos que ele já fez, e o colega Alisson da Silva Santos completa “me senti um jornalista produzindo conteúdo, isso deixou a tarefa mais divertida e fácil de aprender.”

Suzany aponta que as crianças estão mais empolgadas e criativas na realização das propostas didáticas. Por iniciativas próprias elas trazem para a sala de aula textos, adivinhas enigmas e pesquisas que fizeram em casa. “A aprendizagem está mais significativa e vem correspondendo com as expectativas”, diz.

As etapas da construção do jornal mural foram todas feitas pelos alunos, bem como as letras em madeiras que foram desenhadas e enviadas a um marceneiro para cortar, depois ainda teve a etapa da pintura e colocação no painel.

Para divulgar o meio de comunicação que será da escola toda, os estudantes do 5º ano B foram de turma em turma explicando o projeto e pedindo a colaboração dos colegas no cuidado e nas produções para o jornal, destacando que a cada semana uma classe participará da editoria ‘Espaço Aberto’ onde poderão publicar seus trabalhos. “É bom ver a interação da escola toda, assim mais crianças participam e terão chance de aprender coisas diferentes”, comenta a aluna Kauane Vitória Colares.

“O projeto Jornal Mural Escritores do Futuro está contagiando toda comunidade escolar, pois quando os trabalhos são postados no mural notamos a expectativa dos demais alunos que aguardam ansiosos para a realização da leitura. É uma proposta didática que além de informar e entreter, está tornando a leitura algo prazeroso”, conclui a coordenadora pedagógica, Ducimara Moresqui Decol.

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Manifestações é tema de aula

Ações políticas também se debatem na escola, sim! Como futuros cidadãos que representarão nosso país, os estudantes estão cada vez mais atentos ao que acontece no cenário político. A turma de alunos do quinto ano da Escola Municipal Prof. Domingos Laudenir Vitorino de Itambé, mesmo em seu primeiro contato com o jornal e antes mesmo de folhear as páginas de conteúdo, se expressaram ao ver a reportagem estampada na página do Diário com a manchete “Maringá tem dia histórico nas ruas”, a qual se refere aos manifestos que reuniram quase 50 mil pessoas na cidade, na luta contra a corrupção.

As crianças fizeram comentários sobre o fato ocorrido na cidade vizinha em que moram, assim como em outras regiões do Brasil, alguns disseram que vieram até Maringá e participaram do protesto, outros falaram que viram notícias semelhantes na televisão e na internet. Enfim, a empolgação foi tanto diante do assunto, que a professora Suelena Jaqueta decidiu explorar o tema com a turma.

Foto SubmanchetePara iniciar o trabalho os estudantes leram a reportagem e conheceram a fundo sobre do que se tratava a notícia. Na sequência, cada opinião emitida e informações apontadas, foram transcritas para o quadro e depois do levantamento de dados e muita discussão sobre o que conhecem a respeito do assunto, em duplas, as crianças produziram pequenos textos apontando o porquê os manifestos estão acontecendo, quem tem participado e por o quê as pessoas estão lutando.

“Todo esse problema começou quando a população confiou na presidente Dilma e depois de um tempo percebeu que ela não estava cumprindo com o que prometeu. Uma multidão foi às ruas, em diferentes estados, protestar contra o desemprego e os baixos salários”, contam as alunas Julia Maniezo e Ludmyla Soares.

Os estudantes Yuri Lima e Gabriel Senhem apoiam os manifestos e a vontade do povo em falar o que pensa. “Muitas pessoas pedem o impeachment da Dilma e a prisão do ex-presidente Lula. Todos estão nervosos com as calúnias apresentadas pelo governo. Sem falar na conta de luz, que mesmo a gente economizando, vêm com o valor nas alturas e ainda o aumento dos impostos em tudo que consumimos diariamente.”

Suelena ficou satisfeita com os resultados. “Meus alunos são bastante expressivos, com isso, os textos são baseados em informações e cheios de argumentos que sustentam o que eles escrevem. Quando um assunto repercute dessa forma, o melhor é esgotá-lo, é trabalhar com ele. Assim as crianças têm a oportunidade de falar tudo o que tem vontade, aprendem com a partilha de conhecimento dos colegas e conseguimos dar continuidade aos conteúdos.”

“Adoramos fazer essa atividade, pois além de lermos o jornal também tivemos a oportunidade de falar e escrever sobre um assunto que está na mídia, que as pessoas conversam na rua e em casa, com a família. Estamos preocupadas e queremos o melhor para o nosso Brasil”, dizem otimistas as alunas Ana Paula Rodrigues e Sandy Guimarães.

“O Diário nas minhas aulas tem muita importância, porque com ele os alunos adquirem conhecimento sobre o dia a dia do país e principalmente dos municípios da nossa região. Com ele, na nossa escola, a acessibilidade às informações é bem melhor, pois posso explorar várias disciplinas utilizando o jornal, facilitando ainda mais o aprendizado dos educandos”, conclui a professora.

 

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A primeira aula com o jornal

Seria só mais um dia de aula no ano letivo, mas a ansiedade para receber os exemplares do Diário era nítida nos alunos do quinto ano, da Escola Municipal Prof. Domingos Laudenir Vitorino, de Itambé. Semanalmente, eles terão a oportunidade de fazer a leitura das notícias, se arriscarem a preencher as palavras cruzadas e ainda conhecer os anúncios de compra e venda publicados.

Foto Abre“Nunca li um jornal antes! Quero ver as fotos, as reportagens, saber o que está acontecendo no mundo. Ah, e claro, acompanhar as novidades sobre meu time de futebol preferido”, conta eufórico, o aluno Ronaldo dos Santos.

A professora da turma, Suelena Jaqueta já participa do Diário na Escola há anos e explica que muitas crianças não possuem o hábito da leitura do jornal pelo fato de viverem em um ambiente onde essa habilidade não é incentivada, ou pela falta de acesso ao material. Com o Diário em classe, os estudantes apresentam melhor nível de compreensão e aprendizado, assim como resultados no momento da produção textual.

No primeiro dia de aula da turma com o jornal, a professora preparou um momento de leitura prazerosa. “Os alunos precisam aprender a manusear as páginas, identificar os conteúdos, conhecer a estrutura do impresso, para somente depois, aplicarmos atividades”, conta.

A estudante Aline dos Santos relata que gostou da experiência com o impresso, ela acredita que a leitura do Diário é importante para a formação dela e que também irá auxiliar nos estudos das disciplinas curriculares.

“Este é mais um ano em celebramos com satisfação, orgulho e gratidão a parceria que temos com o programa O Diário na Escola. Entendemos que o desenvolvimento deste trabalho é muito valioso, enquanto instrumento didático. O mesmo proporciona aos nossos alunos o acesso a uma fonte segura de informação escrita, oportunizando e colaborando para a construção do conhecimento”, enfatiza a diretora da escola e secretária da educação do município, Maria Eliza Spineli.

 

Sugestão de Aula

O primeiro contato com o jornal deve ser planejado para que o aluno se interesse pelo material e se sinta motivado a trabalhar com este durante o ano.

Para exemplificar, vamos utilizar uma sugestão de atividade proposta pela equipe do Diário na Escola.

Objetivo: Proporcionar o contato do aluno, de forma livre, com o jornal.

Metodologia: Organizar a sala em equipes. Distribuir o Diário para os grupos e deixar à vontade para manuseio, leitura e discussão. O professor percorrerá os grupos observando o interesse dos estudantes, fazendo e ouvindo comentários. Após isso, o docente solicitará a eles que falem sobre os temas ou assuntos que lhes despertam interesse. Ele poderá dividir o quadro em duas partes, sendo que uma será destinada ao registro de temas de interesse dos meninos e outra ao interesse das meninas. Após os registros, o professor deve conduzir um debate indagando o porquê das preferências pelos temas apontados.

Outras atividades poderão ser trabalhadas gradativamente, conforme as sugestões a seguir: a) agrupar os alunos de acordo com o interesse por determinados assuntos para que escolham uma notícia para leitura, análise e exposição oral; b) organizar um jornal falado; c) escolher uma notícia e reescrevê-la.

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Notícia de corte desperta atenção de crianças

Nas escolas municipais de Sarandi os estudantes de quarto e quinto ano têm acesso à leitura do jornal O Diário, semanalmente. Isso tem contribuído para o desenvolvimento da escrita, como também para a formação de um cidadão mais crítico. Mesmo ainda pequenas, as crianças já conhecem assuntos de interesse social e debatem sobre o que tem sido notícia na mídia.

A manchete “Relator vai cortar R$10bi do Bolsa Família”, publicada no Diário, causou euforia nos estudantes da Escola Municipal Yoshio Hayashi. A professora da turma, Salete Batista Eduardo destaca que boa parte dos alunos são cadastrados no programa que faz repasses mensais de recursos para famílias de baixa renda, por isso a matéria despertou tamanha atenção.

IMG_20151021_154256No início da aula, a professora distribuiu os exemplares do Diário para a turma e explicou que cada página do jornal é uma editoria e que ele é dividido em cadernos. Ao reconhecerem a capa do impresso, já viram a manchete sobre o corte do programa e iniciaram as conversas de indignação na classe.

“Nesse momento expliquei que aquele era apenas o texto chamada da notícia e os orientei a procurarem a matéria completa na página indicada. Para, assim, entenderem o fato na íntegra”, conta Salete.

Cada criança fez uma leitura silenciosa da notícia para tirarem suas próprias conclusões e, na sequência, foi aberto um debate para explanarem o que tinham adquirido de informações e se concordavam ou não com o que estava escrito no impresso.

A professora relata que precisou mediar as discussões, pois é um assunto próximo da realidade em que vivem, então todos queriam participar da aula. Sentindo que as crianças estavam cheias de argumentos e com o desejo de exporem isso, Salete propôs aos alunos que escrevessem um texto opinativo sobre a notícia em estudo. “É uma turma que tem dificuldades no aprendizado e alguns até vivem em situação de vulnerabilidade. Quando mencionei que as boas produções seriam enviadas ao jornal, percebi que se dedicaram ainda mais.”

A aluna Raquel Farias Silva comenta que gostou muito da experiência da atividade realizada, e acrescenta que é contra o corte do Bolsa Família, pois em muitas casas é a partir desse programa que vem o sustento.

“A notícia de um assunto que é de grande valia na rotina de vida das crianças fez com que elas se tornassem bem mais produtivas do que em outros momentos em que estudamos o Diário. Ao final da aula, consegui o objetivo de repassar o conteúdo programado e ainda mais feliz por ter visto o bom desenvolvimento dos estudantes”, comemora Salete.

 

Foto AbreOPINIÃO

Confira alguns comentários escritos pelos alunos sobre a notícia lida no Diário:

 

“Eu achei muito feia a atitude do relator, porque tem pessoas que precisam muito do Bolsa Família. Em plena crise, não podiam tirar dinheiro do povo.” (Ana Julia Souza Desordi)

 

“Não deveria diminuir nem um real do Bolsa Família. Tem muita gente que precisa desse dinheiro. Na minha opinião, não é justo.” (Victor Gabriel do Nascimento)

 

“Achei a notícia muito triste, porque tem pessoas que sobrevivem desse dinheiro. Com o programa dá para pagar conta de água, luz, comprar comida. Sem ele, as pessoas podem passar fome.” (Raquel Farias da Silva)

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É da Escola

Foto AbreHá anos trabalhando com exemplares do Diário do Norte do Paraná em sala de aula a professora Valéria Nunes, que leciona na Escola Municipal Alfredo Sofientini, em Astorga, decidiu que mais do que ler um jornal que chega à escola toda semana, era o momento dos estudantes criarem seu próprio impresso com fatos próximos à realidade em que vivem.

E foi assim que surgiu o “Jornal é da Escola”. Um informativo todo escrito, diagramado e editado pelos alunos do quinto ano e distribuído para os colegas. Mas antes do resultado final, muitas etapas foram realizadas.

De início a professora apresentou todas as partes que compõem um impresso, desde os gêneros textuais presentes até a separação dos cadernos de notícias. Essa aula é fundamental, pois orienta as crianças sobre tudo o que elas vão precisar criar quando chegar o momento de pensar no jornal da escola.

Em seguida a turma foi divida em grupos, no caso, em equipes de reportagem que se reuniram para a primeira reunião de pauta. Neste momento as crianças têm a oportunidade de viver a realidade diária dos jornalistas. Elas são motivadas a debater sobre o que querem produzir, citar os fatos que merecem destaque, escolher qual a melhor forma de estruturar as páginas, entre tantos outros detalhes. E, assim, se sentirem parte do projeto idealizado pela professora.

“Trabalhar com a produção do jornal foi uma realização minha e esse sentimento foi repassado para toda a turma. Os estudantes vivenciaram, na prática, a rotina de uma redação, com isso conseguimos criar algo atual e produzido a partir da vivência deles”, destaca Valéria.

A aluna Tatiane Talita Machado conta que pensar e escrever um impresso foi uma experiência incrível. “Nosso material é educativo, interessante, divertido e ainda faz com que toda a escola fique por dentro das notícias escolares.”

Ana Lucia Burin é mãe de aluno e ressalta que a criação de um jornal fez com que as crianças se mostrassem responsáveis e comprometidas com a tarefa escolar, “essa proposta foi tão boa, que deveria ser repetida anualmente.”

Como resultado final Valéria ressalta que mais do que páginas impressas, foi constatado o poder de criação, cooperação e dedicação que há dentro de cada criança. “Também percebi um grande enriquecimento de vocabulário e melhora na produção textual.”

 

 

NOTÍCIA

Confira a nota escrita pelas alunas repórteres Gabriely, Heloysa, Maria Eduarda e Nathália, que foi publicada no “Jornal é da Escola”.

 

PROJETO DE LEITURA: UMA TURMA MALUQUINHA

O projeto tem o objetivo de incentivar os alunos na leitura prazerosa através das obras de Ziraldo, visando melhorar o desempenho na leitura e escrita. O projeto também promove atividades em educação musical, artes, dramatização, entre outras. Os alunos estão bastante motivados e participativos. Segundo a professora Valéria Nunes o encerramento será em novembro e em grande estilo. Esse projeto de leitura está sendo desenvolvido com as demais turmas da escola, porém com o estudo de autores literários diferentes.

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Jornal é fonte de conhecimento

O Diário na Escola atende escolas que oferecem tanto o ensino regular, como as instituições de educação especial. A exemplo da Apae de Itambé, que participa do Programa há três anos e ao longo desse período tem constatado boa evolução dos estudantes nas propostas em que há como suporte o uso do jornal impresso.

Foto AbreNa Apae de Itambé o ensino é estendido aos alunos da Educação para Jovens e Adultos (EJA) na modalidade de educação especial. Ao sentir o crescimento didático das turmas, as professoras Neusa Maria de Oliveira e Rosangela Machado Cajueiro da Silva desafiaram os estudantes a produzirem um jornal mural.

Para a proposta ser realizada várias etapas antecederam o processo. De início os alunos leram as matérias publicadas no Diário, impresso que eles têm contato semanalmente. E assim puderam reconhecer a estrutura de uma notícia, as partes que compõem um jornal, e os fatos em destaque.

“O jornal é um meio de comunicação muito importante, é através dele que as pessoas ficam sabendo o que está acontecendo no Brasil e no mundo. Ele também é fundamental em nossa escola, pois nos ajuda a desenvolver a leitura e adquirir maior conhecimento. Eu, por exemplo, gosto de ler as notícias que envolvem o nosso estado e a editoria de Esportes”, destaca o aluno João Pedro dos Santos.

Depois de verificar os fatos publicados no Diário, os estudantes ilustraram as reportagens. Na sequência, as professoras lançaram o desafio para eles criarem textos noticiosos com assuntos da cidade em que vivem.

“O trabalho com jornal é significativo em turmas de alfabetização, uma vez que os alunos necessitam de modelos de material para entenderem a função da escrita, sendo estimulados a ler e a escrever no seu cotidiano. Por isso as propostas com o impresso propiciam maior variedade de informações para que a classe faça seus próprios textos jornalísticos”, enfatiza Rosangela.

Para comtemplar os bons resultados adquiridos após essa atividade, foi confeccionado um jornal mural com todas as produções dos estudantes. Uma ótima ideia, porque é uma forma de valorizar a dedicação dos alunos, não necessita de muitos recursos e os conteúdos ficam em exposição para o conhecimento de todos.

“Nas aulas em que temos o impresso como suporte didático os estudantes revelam maior interesse pela leitura, isso devido ao fato de trazer temas do dia a dia. Durante a etapa prática desta atividade eles se sentiram parte de uma equipe de reportagem, pois tiveram a oportunidade de explicar oralmente as matérias do Diário, ilustraram os textos e ainda viram os resultados divulgados no jornal mural”, expõe a professora Neusa.

A pedagoga Valdilene de Oliveira Silva Vieira comenta que o jornal é um excelente instrumento para divulgação das atividades pedagógicas e conteúdos trabalhados nas áreas do conhecimento. “Os alunos se sentem muito mais motivados quando veem as atividades desenvolvidas em sala publicadas nas páginas do impresso. Aqui na Apae realizamos propostas que contemplam a vivência dos estudantes, a exemplo dos classificados que vendem os artesanatos confeccionados por eles, selecionamos também notícias para que eles possam ilustrá-las e escreverem comentários, entrevistamos alunos para conhecer a opinião deles sobre diversos assuntos e divulgamos o resultado através de gráfico, semelhante aos do Diário. Enfim, a criatividade e dedicação de todos tem ajudado a construir uma boa formação para os estudantes.”

 

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Jornal Escolar – Eu fiz!

capa - jornal escolarA criação do “Jornal do Miltinho” foi um trabalho realizado pelos alunos da Escola Municipal Professor Milton Santos, de Maringá, com objetivo de possibilitar ao educando o contato com os mais diversos tipos e gêneros textuais, o inserindo no convívio social da escola e da comunidade. Para, assim, o conduzir a criação e a elaboração das notícias a partir de acontecimentos cotidianos do espaço escolar, bem como a produção do conhecimento relacionada a conteúdos e atividades propostos no currículo.

O Jornal do Miltinho contou com a publicação de propostas didáticas realizadas pelos alunos de terceiro a quintos anos, no Ambiente Educacional Informatizado (AEI) supervisionado pela professora Tereza Maria Arenso e toda a equipe pedagógica da escola. “No início os alunos tiveram o conhecimento teórico sobre o conceito de jornal, como se produz, qual a estrutura, as partes que o compõe e por último, produção e montagem do impresso”, explica Tereza.

Todo esse processo foi acompanhado de pesquisas, exemplos práticos, explanação sobre as mídias, bem como criação do nome do jornal e das atividades publicadas. Lembrando que tudo foi realizado coletivamente com os alunos.

O desenvolvimento das atividades produzidas na edição um do jornal ocorreu durante o primeiro semestre. Os alunos foram desafiados a realizarem várias atividades contempladas no planejamento que enfocaram a produção textual de conteúdos históricos como: A fundação da Escola Professor Milton Santos; o Dia Internacional da Mulher, a Inconfidência Mineira, a Páscoa, entre outros temas relacionados ao cotidiano da escola.

No segundo semestre a elaboração do conteúdo do Jornal do Miltinho deu ênfase ao tema “Folclore”, destacando as manifestações folclóricas: danças, comidas típicas, lendas, parlendas, ditos populares, advinhas e charge. “Todo o trabalho foi buscando promover o desenvolvimento das competências comunicativas, do trabalho em equipe e do uso das novas tecnologias”, ressalta Tereza.

 

 

RESULTADO

Confira o texto da aluna Beatriz Victória Bequer Reis, que foi nota publicada no Jornal do Miltinho:

 

O que é um jornal?

É uma publicação periódica constituída por uma série de folhas grandes de papel dobrados em cadernos, onde são impressas notícias, reportagens, crônicas, entrevistas, anúncios e outros tipos de informação de interesse público.

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Para entender as mídias

Foto AbreMuitos estudantes assistem aos programas televisivos ou propagandas sem a presença de um adulto, dessa forma, é importante trabalhar como eles recebem essas informações. Por acreditar nisso, a educadora social da Legião da Boa Vontade (LBV), de Maringá, Patrícia Pereira de Araújo explica que em boa parte dos casos crianças e adolescentes recebem os conteúdos de modo distorcido e a mídia acaba se tornando manipuladora e indiferente à importância da família e do lar.

Tentando oferecer aos atendidos uma visão real do que acontece a sua frente. A oficina desenvolvida por ela tem a finalidade de trabalhar a questão do uso incorreto das redes sociais e dos conteúdos midiáticos.

As crianças e adolescentes aprenderam sobre o papel da mídia no dia a dia, identificando tudo o que pode ser considerado publicidade, desde uma simples placa e faixas artesanais, a um programa de TV e anúncios na web. “Desenvolver o diálogo com os pequenos sobre propaganda, interação, socialização e censo crítico sobre o tema é de grande valia. Para isso estimulei o raciocínio e a criatividade, identificando as formas e o grau com que a mídia atinge o público a quem ela se destina, e assim, exaltei os riscos das exposições exageradas nas redes sociais”, ressalta Patrícia.

“Temos que estar atentos aos comerciais e programas que vemos diariamente, pois recebemos muitas informações, a todo o momento. Por isso é importante que saibamos filtrar esses conteúdos para utilizá-los de forma adequada”, conta a atendida Laodicéia Vitória Marcelino Moraes.

Para dar início aos trabalhos a educadora apresentou ao atendidos anúncios de jornais e propagandas em revistas para explicar a questão da persuasão dentro das publicidades. Em seguida, foi aberto um bate-papo em sala sobre as experiências vividas diariamente no Facebook. Patrícia os orientou a respeito dos riscos de expor demais as nossas vidas na internet, ressaltando a questão do bullying virtual que já é considerado crime, caso você exponha um colega ou publique algo que seja ilegal. “Aprendi que o mundo virtual é feito de pessoas reais, devemos respeitá-las da mesma forma que respeito meus amigos”, acrescenta o atendido Cristyan dos Santos Donato.

“As crianças e adolescentes foram estimulados a observarem no caminho de casa até a LBV quais as propagandas que se depararam, se viram placas, faixas ou carro de som. Depois compartilharam com os colegas”, conta a educadora.

Para finalizar a atividade, foi proposto aos atendidos a criação de uma televisão utilizando material reciclado, nessa atividade eles montaram programas similares aos que mais gostam de assistir e apresentaram os conteúdos para a turma. A atendida Julia Araújo de Souza comenta que a oficina foi muito boa. “Aprendi que devemos ter bom senso em nossas postagens, estar alerta para interpretar tudo o que vemos, além de sempre respeitar o outro.”

“As crianças e adolescentes fazem parte de uma geração que está conectada, é muito importante que eles recebam informações sobre os benefícios e malefícios da internet e da publicidade em geral”, enfatiza Patrícia.

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Os ensinamentos das legendas

Foto AbreAs pequenas frases abaixo das fotos publicadas no jornal, não passam mais despercebidas no processo de leitura. Em especial, para os alunos do quinto ano da Escola Municipal Alberto Sofientini, de Astorga. A professora, Valéria Nunes de Jesus desenvolveu com as crianças uma série de atividades nas quais o processo de estudo da oralidade e interpretações textuais foram feitos com as legendas das imagens publicadas no Diário.

A legenda tem como base uma foto ou mais, acompanhada de um texto explicativo sobre o assunto ou da descrição do conteúdo da imagem. Assim, o texto é apenas um acessório para a foto, que é o elemento de maior destaque. A legenda funciona tanto em jornais e revistas como em portais online, por ser uma maneira rápida e eficaz de transmitir informações. Desse modo, é um texto curto e objetivo sobre um fato qualquer, que facilita a compreensão.

“Estamos sempre lendo o jornal, mas ter a oportunidade de escrever legendas fez eu me sentir como uma repórter”, conta a estudante Isabella Cristina Fernandes Guandalini.

Ao início da atividade os alunos receberam exemplares do Diário para a leitura. Divididas em grupos as crianças pesquisaram sobre as manchetes, textos chamada, fotos, e desta forma se inteiraram sobre os conteúdos publicados.

O primeiro desafio foi, a partir da matéria lida, criar uma legenda para a foto que estava junto ao texto. Nesse momento, os estudantes deixaram a criatividade fluir. Em seguida, a tarefa foi invertida. As crianças fizeram um desenho – para representar uma imagem – a partir de uma legenda retirada do Diário, sem conhecer o contexto da notícia.

“Essa dinâmica com o jornal favoreceu o desenvolvimento da produção escrita, saindo da rotina das propostas tradicionais, permitindo que os alunos criassem novos textos, interpretando e discutindo em grupo suas dúvidas e confirmando suas hipóteses. Com esse trabalho também foi possível desenvolver atividades voltadas especificamente para a escrita ortográfica e análise linguística das palavras como verbos, tempos verbais, pronomes, entre outros”, destaca Valéria.

A aluna Nathália Souza Sanches Silva relata que trabalhar com o Diário tem sido muito importante para a formação dela. “As informações são sempre fresquinhas, ficamos por dentro de tudo.”

 

 

PRODUZINDO!

Professor, comente com a turma que as legendas também podem ser encontradas em outros suportes, como álbum de fotografias e figurinhas, por exemplo. Caso você disponha desses materiais, leve para a sala e mostre aos estudantes.

Duas propostas podem ser feitas para o trabalho com a escrita de legendas:

  1. Elaboração de um mural com fotos legendadas de situações vividas por cada aluno. As crianças deverão trazer as fotos de casa.
  2. Elaboração de um mural com fotos legendadas referentes a um passeio feito pela turma.

Os procedimentos indicados abaixo valem para as duas propostas. Nessa atividade, os alunos deverão trabalhar em duplas, de forma que um possa ajudar o outro na elaboração do texto.

Primeiramente, peça aos estudantes que lhe ajudem a elaborar a legenda de uma foto levada por você. Após a análise da imagem, a turma cria coletivamente o texto e você o escreve no quadro.

Cada dupla trabalhará com duas fotos. Oriente as crianças para que escrevam a legenda de cada foto junto com o colega. Essa será a primeira versão, que deverá ser entregue para você. É importante ressaltar a turma que a primeira versão de um texto nem sempre é a definitiva. Após a escrita, é preciso revisar a produção.

Depois do trabalho pronto e revisado, faça um mural e exponha as fotos e as legendas produzidas pelas crianças no mural da escola. Além do conhecimento, esta proposta trará interação entre a equipe. Bom trabalho!

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Páginas de diversão e ensino

Foto AbreA arte de aprender, brincando, tem conquistado os estudantes. Em uma sociedade cada vez mais interativa e conectada, ganha a atenção das crianças o professor criativo que consegue despertar o aprendizado a partir de atividades dinâmicas. Pensando nisso, a professora Célia França Campos que leciona na Escola Municipal Padre José de Anchieta, em Sarandi, desenvolveu uma proposta de jogo de tabuleiro com base nos fatos noticiosos publicados no Diário.

O intuito do trabalho foi fazer com que os alunos conhecessem a estrutura do jornal, os diversos gêneros presentes e ainda realizassem a leitura dos textos para que conseguissem avançar na brincadeira. “Eu gostei bastante, todos participaram e foi bem mais divertido ler o impresso”, conta a aluna Luana Cristina da Silva.

Para começar a atividade, os estudantes foram divididos em grupos de cinco. Em seguida, receberam exemplares do Diário para leitura. Cada aluno separou um texto que chamou a atenção e apresentou um resumo oral para os colegas de classe. Na sequência cada equipe recebeu uma cartolina, material que serviu de base para o tabuleiro. Após construir uma trilha numérica, as crianças recortaram notícias positivas e negativas que fizeram parte do jogo. À exemplo, quando o dado para em cima de uma casinha de número que tem uma matéria negativa, o jogador deve voltar duas casas, se a informação é positiva, ele avança duas casas. Desta forma, os participantes vão percorrendo a brincadeira e lendo os textos do impresso.

“Os jogos são ótimas oportunidades de mediação entre o prazer e o conhecimento. Aprender se divertindo oportuniza melhores resultados, pois é criado um entusiasmo para saber a respeito do conteúdo que está sendo trabalhado”, enfatiza a coordenadora pedagógica da escola, Angela Alves Martins.

O estudante Cleverson dos Santos comenta que adorou a atividade e que todos do grupo dele se dedicaram durante a produção. E a colega de classe, Ktlelen Nicolly da Costa completa “jogar com os amigos é muito bom! Ler as reportagens sem nem perceber que era uma proposta didática, foi melhor ainda.”

“Os resultados foram muito satisfatórios, pois se despertou o interesse pela leitura e interpretação textual. Quanto às reportagens, as crianças puderam avaliar se os fatos eram positivos ou negativos, o que fez toda diferença ao correr do jogo. Eu acredito, sim, que brincando os alunos aprendem e assimilam melhor. Além de ser prazeroso”, destaca a professora Célia.

 

 

FAÇA VOCÊ TAMBÉM

Olha que bacana o tabuleiro que foi confeccionado para a brincadeira. Utilizando apenas cartolina, canetão, jornal, dado e pinos (para identificar os jogadores), os alunos têm uma aula bem mais divertida e cheia de aprendizado!

Imagem - Box

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