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Quadrinhos que inspiram

O Projeto Semeando o Futuro de São Jorge do Ivaí faz parte do Diário na Escola a partir do subsídio oferecido pela concessionária de rodovias, Viapar. A partir dessa iniciativa, os alunos têm a oportunidade de manusear o jornal o Diário semanalmente, tendo o conhecimento das reportagens que proporcionam informações e geram diálogos em sala de aula, bem como, reflexão da realidade do mundo em que vivemos. Os temas geradores de discussões favorecem o desenvolvimento intelectual, social e crítico, fortalecendo a comunicação do grupo.

As professoras, Laiane Raquel Silvério e Naira Natieli de Araújo Novello são responsáveis pelo desenvolvimento do Programa dentro do Semeando. São elas que propõem as atividades a serem realizadas tendo o jornal impresso como base.

Foto Abre“O momento da escolha para uma atividade pedagógica, nos leva a pensar enquanto educadoras, no que chama a atenção dos nossos alunos ao folhear o Diário. Constatamos que a charge é um desses gêneros atrativos, pois apresenta um discurso humorístico muitas vezes acompanhado de críticas à sociedade, política, educação, saúde, entre outros. Percebemos a importância em direcioná-los a quesitos que causem análise, interpretação e diversão”, contam Laiane e Naira.

A partir dessa reflexão, as professoras revelaram a atividade do dia aos educandos. Eles tinham a missão de escolher uma reportagem e de acordo com o tema criar uma charge autoral. Elas contam que a princípio a reação dos alunos foi de felicidade, mas que ao entender a complexidade do que foi proposto, ficaram surpresos com a tarefa a ser realizada.

Laiane e Naira tinham por objetivo desenvolver a habilidade de fazer uma leitura crítica dos vários tipos de charges publicadas no Diário, bem como analisar e interpretar as frases e ilustrações. Desta forma conseguiram abranger os estudos desse gênero textual, fizeram leituras considerando a ironia e o humor, e a relação existente entre as frases e os desenhos.

Para começar o trabalho as professoras apresentaram diferentes charges para os alunos, analisaram a interpretaram as mesmas e, na sequência, definiram o conceito desse gênero em pauta. Com a base do conteúdo já estabelecida, chegou o momento de escolherem a reportagem do Diário que serviria de inspiração para a produção da atividade.

Após os temas definidos, as crianças e adolescentes atendidas pelo Projeto Semeando rascunharam suas ideias no papel e em seguida foram até a Escola Municipal São Jorge para criarem suas charges com a ajuda dos computadores, no laboratório de informática. Com o auxílio da tecnologia, os estudantes puderam fazer balões, falas e personagens sem esquecer a ironia e a criticidade que são elementos fundamentais desse gênero textual.

“Não foi difícil realizar a atividade. Com o jornal em mãos e a matéria sobre o aumento do preço do leite eu lembrei de uma outra charge que me inspirou a fazer a minha. Eu gostei de todas as etapas, mas a mais divertida foi produzir a charge no papel”, conta o aluno, Rafael Zaupa Uhdre.

“A realização dessa proposta oportunizou aos alunos a aprendizagem do conteúdo escolar aliada às informações das notícias, fazendo com que a habilidade de leitura, análise e interpretação sejam desenvolvidas de forma prazerosa”, apontam Laiane e Naira.

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Quadrinhos na educação: uma nova forma de aprendizagem

Há tempos, se algum aluno levasse um gibi para a sala de aula era repreendido e proibido de ler qualquer coisa que não fosse o livro didático. Com o passar dos anos, as histórias em quadrinhos foram entendidas não apenas como uma leitura exclusiva para as crianças, mas sim como uma forma de entretenimento e aprendizagem, tendo como objetivo transmitir conhecimentos que podem atingir diversos públicos e faixas etárias.

Pensando nisso, a equipe do Diário na Escola realizou a formação “Humor no jornal: Histórias em quadrinhos” para os mais de 100 educadores dos quintos anos, da rede municipal de Maringá. Ministrado pelas professoras mestres, Adélli Bazza e Maísa Cardoso o encontro abordou a relação de humor e sociedade, conceitos sobre as HQs e exemplos de práticas pedagógicas.

O DIARIO NA ESCOLA_14“Este é um gênero com muitas linguagens, o que o torna complexo para produção, porém o que esperamos é que os alunos que já têm contato com a HQ em seu cotidiano leiam e interpretem os quadrinhos em princípio. Depois disso, aos poucos, vão adquirindo mais habilidades para a produção, inserindo elementos novos e mais criativos presentes nas HQs. Assim, ganha níveis de leitura, interpretação e produção acima da média, uma vez que está mobilizando vários recursos de linguagem e icônicos ao mesmo tempo”, destaca Maísa.

“A formação sobre esta temática chegou no momento certo, pois abordou o conteúdo que será aplicado em sala no próximo bimestre. Agora tenho novos subsídios para a produção com as crianças”, conta a professora Isalete Vallim Gaiotto.

A leitura de histórias em quadrinhos é um processo considerado complexo. É preciso decodificar textos, imagens, balões e onomatopeias. Além disso, induz à habilidade de concluir coisas que não estão escritas. Nas HQs, por exemplo, o leitor deduz a ação que é omitida entre um quadrinho e outro.

“Os quadrinhos apresentam um texto agradável para o aluno, seja enquanto leitor ou produtor do gênero, pela diversidade de linguagens de que se vale e por estimular o lado lúdico”, comenta Adélli. Um exemplo disso pode ser encontrado na pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, divulgada em 2008 pelo Instituto Pró-Livro, na qual Mauricio de Sousa, o pai da Turma da Mônica, aparece em décimo lugar na lista dos escritores mais admirados pelos leitores, depois de Monteiro Lobato, Jorge Amado e Machado de Assis, por exemplo.

Durante o encontro de capacitação os participantes puderam observar que a sequência de imagens dos quadrinhos permite que a criança compreenda o sentido da história antes mesmo de aprender a ler. Ao fazer isso, ela organiza o pensamento, exercita a capacidade de observação e interpretação, e ainda desenvolve a criatividade.

Diz-se que um bom modo de estimular um hábito é enfatizando o seu lado prazeroso. No caso dos quadrinhos, os textos rápidos associados com imagens, elementos gráficos e a identificação com os personagens são alguns dos fatores que tornam a leitura agradável. Isso pode encorajá-las a ler textos cada vez mais complexos. Alguns pesquisadores defendem que os leitores de quadrinhos também acabam se interessando por outros gêneros de texto.

Ainda vale ressaltar que, para a formação de um leitor competente, capaz de usar a linguagem em diferentes contextos e situações, é preciso dar a ele acesso a variados tipos de leitura. Como explica Maísa, “cada gênero de texto desenvolve habilidades específicas, por isso é importante que a criança tenha disponível diferentes fontes de leitura, como jornal, livros, revistas e também, as HQs.”

Cultura e Entretenimento

DIARIONAESCOLADM5Histórias em quadrinhos podem transmitir um leque bem amplo de informações sobre contextos históricos, sociais ou políticos e ainda assim manter sua característica de entretenimento. Alguns exemplos bem conhecidos são: as aventuras de Asterix – que trazem divertidas referências sobre história antiga, as histórias de Tintim – ricas em indicações geográficas e as tirinhas da questionadora Mafalda – crítica a questões político-sociais da Argentina.

“As HQs costumam abordar temas controversos, sem causar constrangimentos. Por meio do humor trata-se de assuntos que assumem posicionamentos polêmicos, sem que as pessoas sejam punidas pelo que produzem”, ressalta Adélli.

Alguns gêneros se destinam a criação do humor e do riso, a exemplo das crônicas, charges, piadas, cartuns, tiras e textos de opinião com ironia (comuns nos jornais). Um fator determinante para a comédia, nesses casos, é a presença de algo que possibilite, ao menos, duas leituras. As adivinhas representam bem esta característica, a exemplo: ‘Qual o vento que os cachorros mais temem? Furacão’. Nessa questão a palavra furacão tem caráter ambivalente – duas interpretações -, pois permite que se leia furacão como um tipo de vento, ou ‘fura cão’ como algo que faz mal aos cachorros. “O humor está em todo lugar, logo, por que não na sala de aula? Sem falar que a diversão, o riso e a brincadeira, são próprias da criança”, completa, Maísa.

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Jornal na escola resulta em leitores competentes e aulas interessantes

Vivemos dias em que as crianças passam cada vez mais horas no telefone celular e na internet, o que tem dificultado o interesse dos pequenos pela leitura de jornais. Algo fundamental para formar leitores habituais e cidadãos bem informados.

Apresentando textos com características distintas, fotografia e recursos gráficos, os jornais são uma fonte respeitada para pesquisa e obtenção de informação sobre o mundo atual. Além disso, eles se modernizaram e passaram por reestruturações gráficas e editoriais para proporcionar uma compreensão mais agradável de seu conteúdo.

Buscando ampliar as opções de leitura e o conhecimento dos alunos do 5º ano da Escola Municipal São Jorge, de São Jorge do Ivaí, a equipe pedagógica tem desenvolvido atividades utilizando como suporte os exemplares do Diário recebidos semanalmente.

“No decorrer dos trabalhos foi perceptível o quão importante e necessário é o Diário na Escola. O jornal foi um recurso indispensável para o estudo dos diversos gêneros textuais contribuindo e auxiliando não só na prática do ler, como também da escrita. Por meio deste trabalho os estudantes adquiriram prazer pela leitura e aumentaram seus interesses por textos diversos”, destacam as professoras do 5º ano, Edna Volpato, Simone Gregório e Rosangela Oliveira.

Para finalizar as propostas didáticas com o jornal neste ano e avaliar o conhecimento dos alunos, as educadoras elaboraram um mural no qual as crianças especificaram os diferentes tipos de textos que podem ser encontrados no Diário: artigos, crônicas, resumos, entre outros. Para a realização da atividade foi entregue aos estudantes várias páginas do impresso, e em grupos eles fizeram a análise e seleção das publicações.

DSC04206“No começo foi complicado direcionar os trabalhos pela diversidade de informações e os vários exemplares de jornal. Os alunos queriam colocar todas as reportagens, notícias e charges, eles ficam eufóricos com o material”, conta a professora Edna.

Depois de todo o conteúdo já recortado das páginas do Diário, o desafio era montar colunas com os títulos de cada gênero textual que encontraram no impresso. “Neste momento a participação foi efetiva. As crianças discutiram, deram sugestões, opinaram sobre os recortes dos outros grupos e quando tudo foi decidido, nos sentamos em volta do mural e juntos finalizamos o trabalho de colagem”, relata a professora Simone.

Com esta atividade o aluno Carlos Daniel Sarzi Vieira disse que passou a entender melhor o que é o jornal. “No meu primeiro contato com o material pensei que era somente um monte de informações juntas”. E o amigo Leonardo Aparecido Tramarim completa enfatizando que “o impresso informa, apresenta notícias, e também orienta e ajuda as pessoas, como pode ser visto, por exemplo, no caderno de classificados”.

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Trabalho com charge revela criticidade de aluna

A Escola Municipal Zuleide Samwais Portes, de Maringá, recebe o jornal semanalmente para desenvolver atividades em sala de aula. Em uma das propostas repassadas aos alunos, a professora do 4º ano, Simone Gonzáles Verrengia, solicitou que a partir da leitura e interpretação da charge publicada em O Diário os estudantes recriassem uma outra charge, com temática livre. “A ideia surgiu porque estamos trabalhando histórias em quadrinhos neste bimestre, e a charge é um gênero semelhante que desperta o senso crítico da criança”, destaca Simone. Confira o resultado do trabalho desenvolvido pela aluna Talita Silva Machado que fez uma charge sobre a corrupção no Brasil, tema de uma das matérias divulgadas em O Diário.

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Mural de Trabalhos

Aproveitando a charge publicada no Diário sobre o término do ciclo da dengue e o inicio da gripe H1N1, a professora Edilene Rosimeire da Silva trabalhou com os alunos do 5º ano “A” da Escola Municipal Prof. Flávio Sarrão, de Cruzeiro do Sul, a necessidade da prevenção da dengue e também o desenvolvimento de hábitos de higiene para evitar a gripe. “Após discutir sobre essas temáticas percebi que os alunos se tornaram mais atentos em relação às medidas preventivas destas doenças, bem como o uso do álcool em gel, de garrafas individuais de água, e a necessidades de limpar os quintais”, conta a professora.

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