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Circo: uma verdadeira escola

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O circo nunca perde o seu encanto. Quer uma prova? Pergunte a qualquer menina ou menino atendido pela Legião da Boa Vontade (LBV) em Maringá. Recentemente, os participantes do programa “Criança: Futuro no Presente!” conheceram e vivenciaram o incrível mundo circense durante a oficina “Corpo e Movimento”.

Com o objetivo de desenvolver nas crianças, através de atividades lúdicas e pedagógicas, o desejo de conhecer e valorizar a arte circense, diversas atividades foram realizadas. Além de aguçar o imaginário dos pequenos, o projeto ainda teve foco no respeito e nas diferenças de todas as pessoas, povos e linguagens seja ela corporal, musical, plástica ou oral, levando a criança a expressar suas ideias, sentimentos, necessidades e desejos e, com isso, avançando o seu processo de aprendizagem.

A educadora social, Soraia Camila de Andrade Jardim conta que o tema foi apresentado às crianças por meio de uma dinâmica que consistia em uma brincadeira de adivinhação para que aos poucos elas conseguissem descobrir qual era a atividade proposta. Após o tema ser revelado, a educadora apresentou a história do surgimento do circo no mundo e no Brasil.

A participação dos pequenos, contudo, não se resumiu a história do Circo. Eles participaram ativamente do projeto colaborando inclusive na confecção dos materiais usados no espetáculo. Durante a oficina prática, as crianças conheceram a fundo sobre o malabarismo, para isso, elas confeccionaram bolinhas e utilizando garrafas pets e cabo de vassoura, produziram as claves de malabares.

Em seguida, com tinta facial e roupas coloridas, os atendidos se caracterizaram de palhaços e compartilharam a alegria que esses personagens transmitem em seus espetáculos. A acrobacia também foi tema das atividades. Trabalhando o equilibro, as crianças andaram sobre a corda segurando um cabo de vassoura na mão. Além disso, com um palito de churrasco aprenderam a equilibrar um prato descartável.

“A atividade das figuras acrobáticas foi bem dinâmica, um trabalho em equipe. Se um desiquilibra o restante do grupo não consegue montar a figura. Com paciência foi possível fazer várias. Eu adorei”, enfatiza a pequena, Júlia Vitória de Souza Rodrigues.

“Confeccionamos equipamentos e materiais para aplicar a atividade sempre atentos à segurança e proteção. Essa oficina proporcionou nas crianças a relação entre a arte e a atividade física, e em poucas horas muitas emoções e sentimentos foram compartilhados. Elas foram estimuladas à criatividade que oportunizou grandes descobertas”, aponta Soraia.

Ao final do projeto os atendidos da LBV participaram do espetáculo “O Mundo Mágico do Circo”, onde meninos e meninas foram os protagonistas e apresentaram a seus colegas tudo o que aprenderam sobre a arte circense.

“Através do brincar a criança desenvolve as áreas do conhecimento, além de estimular a curiosidade, a autoconfiança e a autonomia, pois os instrumentos que foram utilizados como suporte para a oficina, ajudaram no aspecto físico, social, intelectual ou emocional, buscando proporcionar assim o seu desenvolvimento integral”, ressalta assessora da LBV, Vania Carla de Melo Barros.

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Todos contra a dengue!

Apesar de muitos acreditarem que a dengue é uma doença que se dissemina apenas durante o verão, a ameaça de contaminação pelo Aedes aegypti é real também no inverno.  Quando chega a estação mais fria, os casos de dengue começam a diminuir e parte da população deixa de tomar os cuidados necessários para prevenir o mosquito. Com isso, os criadouros de dengue continuam se proliferando e à medida que o calor e as chuvas de verão se aproximam, propiciam condições ideais que provocam surtos epidêmicos por toda a cidade.

Pensando nisso, a professora da Escola Municipal Padre José de Anchieta, de Sarandi, Arealba Garbelini de Souza desenvolveu uma série de atividades com seus alunos, para que eles não de descuidassem da prevenção ao mosquito o ano todo.

Foto AbreA ideia do projeto escolar surgiu a partir da leitura de diversas notícias no jornal O Diário do Norte do Paraná sobre o aumento das epidemias na região de Sarandi. Fato que a professora viveu de perto, pois parte dos estudantes e familiares já sofreram com a doença.

Para começar o trabalho, após a leitura das matérias no impresso, Arealba sugeriu que os alunos do 5º ano A explanassem seus conhecimentos sobre o Aedes aegypti. Neste momento a sala entra em euforia e a professora constata que eles estão bastante informados sobre o assunto e que gostam de falar a respeito do que sabem, algo que torna a aula um momento de partilha.

“Nesta etapa, não tive dúvidas, precisávamos aprofundar nossas atividades sobre a dengue e expandir todo esse conhecimento das crianças, para toda a comunidade. E assim começamos a produção de ilustrações, pesquisas, textos, frases, fotos, entrevistas e cartazes”, conta Arealba.

A cada aula, um novo trabalho surgia. Frases de efeito e dicas de prevenção foram expostas nas paredes da escola ao lado de ilustrações bastante criativas para despertar a atenção de todos. O que teve início com pesquisas resultou em uma ação que ultrapassou os muros escolares. Após ir às ruas e entrevistar a comunidade para saber a carência de informação da população, as crianças produziram cartazes com dados esclarecedores sobre o aumento dos casos de dengue em Sarandi. Estes foram distribuídos e colados nos comércios da cidade, para que se evite a proliferação do mosquito e, assim, mais pessoas possam combater o Aedes aegypti.

O estudante Lucas da Silva Dias conta que foi maravilhoso fazer parte deste projeto, “trabalhar com os amigos é bastante prazeroso, torna o aprendizado mais fácil e assim conseguimos bons resultados”, a colega de classe Letícia Fernanda Lochetti da Silva completa, “já tive dengue e não quero passar por isso de novo, todas as atividades que realizamos em sala e nossa passeata nas ruas vão contribuir para que o Aedes seja exterminado em Sarandi.”

 

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Copel faz projeto em escolas

Foto AbreAlunos das escolas municipais de Maringá estão recebendo uma visita diferente nas últimas semanas. São eletricistas, leituristas e profissionais administrativos da Copel que vão às salas de aula, de forma voluntária, para levar orientações importantes sobre o uso seguro e eficiente de energia elétrica através do programa educativo Iluminando Gerações.

As crianças aprendem sobre o caminho que a energia percorre desde as usinas geradoras até chegar aos consumidores finais, como ocorre um curto-circuito e quais materiais são condutores de eletricidade. Assim, fica mais fácil entender o porque não se deve soltar pipa com material metálico, ou concluir se é ou não perigoso mudar a temperatura do chuveiro com o equipamento ligado.

A voluntária da Copel, Camila Satiro Fugii está há três anos no projeto e se diz motivada por saber que os estudantes levarão as informações para as pessoas que convivem. “Eles são nossos multiplicadores de orientações de segurança, com isso conseguimos evitar fatalidades, em especial, as que ocorrem na comunidade.”

A colega de trabalho e também voluntária, Vanessa Neves ressalta que as crianças precisam estar atentas aos riscos que envolvem a energia elétrica, pois em boa parte dos casos elas são as vítimas dos acidentes simplesmente por falta de conhecimento.

O aluno, Maycon Armando Bozzi comenta que após assistir a palestra do Iluminando Gerações mudará uma série de atitudes. “Percebi que ações do meu dia-a-dia me deixam em risco, a exemplo das vezes em que uso um pedaço de madeira para tirar fruta da árvore, sendo que bem acima passa uma rede elétrica. Algo que parecia normal para mim, me deixa vulnerável a um choque.”

Para não esquecer as informações recebidas pelos voluntários da Copel as crianças levam para casa um kit com caderno, lápis, régua e uma cartilha com dicas de segurança. A diretora da Escola Municipal Campos Sales, Lucília Tomazini Hoffmeister destaca a importância da atividade para a formação integral dos alunos: “O projeto é de grande valia dentro dos espaços escolares, pois instiga o debate com as crianças, exemplifica com situações vivenciadas no cotidiano delas e ainda ressalta os cuidados que devemos ter com o meio ambiente. Afinal, a energia vem da água.”

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LBV em clima olímpico

A Olimpíada do Rio de Janeiro só será realizada em agosto, mas o clima do evento esportivo já tomou conta do Centro Comunitário de Assistência Social da LBV na cidade canção e acendeu o espírito olímpico entre os atendidos. A chama olímpica estava pronta para ser “acesa”, e as delegações participaram devidamente caracterizadas. E como esse não é um torneio qualquer, o nome das equipes são para lá de especiais. Nessa competição, as crianças e adolescentes defenderam o amarelo da Fraternidade, o branco da Paz, o vermelho do Amor, o verde da Amizade, o laranja da Solidariedade e o azul da Harmonia.

Foto AbreA abertura do evento seguiu todo o protocolo de uma competição esportiva oficial, sendo iniciada com a execução do Hino Nacional Brasileiro e a apresentação das bandeiras do Brasil, Paraná, Maringá e da LBV.

“Enxergamos o esporte como uma importante ferramenta educacional e de compartilhamento de valores, além de ser uma ótima forma para manter a boa saúde do corpo e da mente. Por isso, acrescentamos uma série de atividades físicas em nosso cronograma”, destaca a assessora de comunicação da LBV, Vilma Araújo.

Todo o trabalho foi direcionado pela educadora social Soraia Camila Jardim, que realizou uma série de atividades com os atendidos durante o projeto. “Busquei fazer com que eles vivenciassem o esporte desenvolvendo propostas e jogos de caráter lúdico com o objetivo de auxiliar no desenvolvimento da coordenação motora promovendo uma socialização entre as crianças e adolescentes. Além de ressaltar a importância do cumprimento das regras para um convívio proveitoso e saudável, promovendo o reforço de valores morais adequados e hábitos que valorizam a qualidade de vida”, enfatiza Soraia.

Para introduzir o trabalho, a educadora social realizou um diálogo sobre os Jogos Olímpicos e a importância deles para a união dos povos. Em seguida, para despertar o interesse do educando, foi utilizado dinâmicas sobre o tema abordado despertando assim, a curiosidade nos atendidos.

Em uma roda de conversa crianças e adolescentes escolheram as modalidades que gostariam de participar. Soraia solicitou que eles descrevessem suas relações com os esportes e os Jogos Olímpicos. Nessa etapa foi utilizado a estratégias de recorte e colagens de imagens e de palavras relacionadas com o tema.

Por fim, a partir da troca de informações entres os atendidos e suas experiências com os esportes, a educadora propôs a pratica esportiva coletiva e individual, em alguma modalidade como: futebol, voleibol, handebol, basquetebol, ginástica rítmica, ginástica artística e atletismo. Iniciando efetivamente os jogos olímpicos na instituição.

DSC_0841“Eu gostei muito de participar desse evento, o esporte é fundamental para nosso crescimento, traz vários benefícios à vida. Aprendi a valorizar o outro, a respeitar às regras e percebi como o outro é importante, pois o trabalho em equipe é essencial para conseguir um bom resultado. Além disso, vi que o esporte vai além das limitações do corpo e que qualquer pessoa pode praticar, pode ser uma criança, um jovem ou um idoso, assim como pessoas que possuem deficiência de qualquer ordem. O esporte tem a capacidade de unir pessoas e povos”, aponta a atendida, Thais Vitória Silva Souza.

A educadora social, Soraia conta que as crianças e os adolescentes deram um show e demostraram como é agir com o espírito esportivo, mantendo a postura respeitosa, independente do resultado obtido. “Esse é um reflexo do nosso trabalho diário, no qual eles aprendem sobre a importância do trabalho em equipe desenvolvendo ainda atitudes necessárias para a integração social e a formação do indivíduo.”

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Crianças alertam sobre dengue

Diante do aumento de casos de dengue, zika vírus e de febre chikungunya em várias regiões do Brasil, incluindo o Paraná, as crianças atendidas pela Legião da Boa Vontade, em Maringá, aprendem que ações simples podem prevenir o nascimento do mosquito.

Estamos vivendo um cenário desafiador no combate ao Aedes aegypti, transmissor da dengue, que tem causado muitos males. Diante dessa situação, a LBV não ficou de braços cruzados e mobilizou os seus atendidos para uma caminhada de conscientização. A ação teve como principal objetivo alertar a população sobre os perigos da proliferação do mosquito e os riscos que representa à saúde.

Foto Abre 02Antes mesmo da caminhada, a educadora Aparecida Nonato realizou diversas atividades e oficinas para as crianças e adolescentes, orientando-os sobre os cuidados que devem ser tomados para combater o mosquito. “Iniciamos com uma explanação sobre o que é cada um dos vírus que podem ser transmitidos pelo Aedes. Alertei o que é mito e verdade sobre a dengue e então apresentei a notícia do Diário com a manchete, “40 cidades estão em epidemia” para que os atendidos percebessem a importância da prevenção”, destaca Aparecida.

“Quando li a matéria do jornal fiquei bastante triste. São muitas cidades em epidemia, com isso, diversas pessoas são atingidas pela dengue e o que é pior, muita gente pode morrer. A sociedade tem que se conscientizar que somente ela é capaz de destruir de vez o mosquito a partir de atos simples, como colocar o lixo em local apropriado, por exemplo”, ressalta a atendida, Geovana Moraes da Silva..

As crianças e adolescentes receberam um folder da Secretaria de Saúde de Maringá com informações sobre o vírus, com isso tiveram o dever de casa de fazer uma vistoria em sua residência, assim como observar no caminho de casa até a instituição, se havia algum foco do mosquito.

Por fim, os atendidos produziram cartazes e panfletos que foram entregues para a comunidade com dicas de simples atitudes que podem ajudar a eliminar os criadouros do Aedes e realizaram uma caminhada de conscientização no bairro Parque das Grevileas III, intermediações do Centro Comunitário de Assistência Social da LBV.

Geovana espera que com a caminhada que realizaram mais pessoas fiquem atentas e reforcem os cuidados para que consigamos eliminar de vez a dengue, zika vírus e a febre chikungunya. “Vamos dar um basta ao mosquito Aedes aegypti e dar um viva a vida”, comemora.

 

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Notícia de corte desperta atenção de crianças

Nas escolas municipais de Sarandi os estudantes de quarto e quinto ano têm acesso à leitura do jornal O Diário, semanalmente. Isso tem contribuído para o desenvolvimento da escrita, como também para a formação de um cidadão mais crítico. Mesmo ainda pequenas, as crianças já conhecem assuntos de interesse social e debatem sobre o que tem sido notícia na mídia.

A manchete “Relator vai cortar R$10bi do Bolsa Família”, publicada no Diário, causou euforia nos estudantes da Escola Municipal Yoshio Hayashi. A professora da turma, Salete Batista Eduardo destaca que boa parte dos alunos são cadastrados no programa que faz repasses mensais de recursos para famílias de baixa renda, por isso a matéria despertou tamanha atenção.

IMG_20151021_154256No início da aula, a professora distribuiu os exemplares do Diário para a turma e explicou que cada página do jornal é uma editoria e que ele é dividido em cadernos. Ao reconhecerem a capa do impresso, já viram a manchete sobre o corte do programa e iniciaram as conversas de indignação na classe.

“Nesse momento expliquei que aquele era apenas o texto chamada da notícia e os orientei a procurarem a matéria completa na página indicada. Para, assim, entenderem o fato na íntegra”, conta Salete.

Cada criança fez uma leitura silenciosa da notícia para tirarem suas próprias conclusões e, na sequência, foi aberto um debate para explanarem o que tinham adquirido de informações e se concordavam ou não com o que estava escrito no impresso.

A professora relata que precisou mediar as discussões, pois é um assunto próximo da realidade em que vivem, então todos queriam participar da aula. Sentindo que as crianças estavam cheias de argumentos e com o desejo de exporem isso, Salete propôs aos alunos que escrevessem um texto opinativo sobre a notícia em estudo. “É uma turma que tem dificuldades no aprendizado e alguns até vivem em situação de vulnerabilidade. Quando mencionei que as boas produções seriam enviadas ao jornal, percebi que se dedicaram ainda mais.”

A aluna Raquel Farias Silva comenta que gostou muito da experiência da atividade realizada, e acrescenta que é contra o corte do Bolsa Família, pois em muitas casas é a partir desse programa que vem o sustento.

“A notícia de um assunto que é de grande valia na rotina de vida das crianças fez com que elas se tornassem bem mais produtivas do que em outros momentos em que estudamos o Diário. Ao final da aula, consegui o objetivo de repassar o conteúdo programado e ainda mais feliz por ter visto o bom desenvolvimento dos estudantes”, comemora Salete.

 

Foto AbreOPINIÃO

Confira alguns comentários escritos pelos alunos sobre a notícia lida no Diário:

 

“Eu achei muito feia a atitude do relator, porque tem pessoas que precisam muito do Bolsa Família. Em plena crise, não podiam tirar dinheiro do povo.” (Ana Julia Souza Desordi)

 

“Não deveria diminuir nem um real do Bolsa Família. Tem muita gente que precisa desse dinheiro. Na minha opinião, não é justo.” (Victor Gabriel do Nascimento)

 

“Achei a notícia muito triste, porque tem pessoas que sobrevivem desse dinheiro. Com o programa dá para pagar conta de água, luz, comprar comida. Sem ele, as pessoas podem passar fome.” (Raquel Farias da Silva)

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Fazendo horta

A Legião da Boa Vontade (LBV), em Maringá, desenvolve diversos projetos visando desenvolvimento integral das crianças que atende. Uma das ações é o plantio e cultivo de uma horta. O projeto busca integrar a criança ao meio ambiente e à alimentação de qualidade.

Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU) enquanto 842 milhões de pessoas sofrem de fome crônica, muitas outras têm problemas com nutrição inadequada: cerca de 2 dos 7 bilhões de habitantes do planeta são afetados pela deficiência de micronutrientes. Sem contar com o desperdício: um terço dos alimentos produzidos do mundo não é aproveitado para consumo, indo parar no lixo.

E por que não produzir na própria instituição as hortaliças servidas às crianças e adolescentes? E ainda é possível fazer melhor! Envolver os atendidos nessa tarefa. E foi a partir desse desafio que a educadora Patrícia Pereira de Araújo realizou o projeto Horta Educacional.

Para a elaboração da proposta Patrícia considerou o aumento dos casos de obesidade infantil, assim como a alta incidência diabetes e os hábitos de alimentação inadequados. A horta educativa, foi utilizada como estratégia interdisciplinar de educação ambiental e alimentar, possibilitando a criação de hábitos saudáveis de alimentação.

Foto Submanchete“O cultivo de hortas escolares pode ser um valioso instrumento educativo. O contato com a terra no preparo dos canteiros e a descoberta de inúmeras formas de vida que existem e coexistem, o encanto com as sementes que brotam como mágica, a prática diária do cuidado – regar, transplantar, tirar matinhos, espantar formigas com o uso da borra de café ou plantio de coentro, o exercício da paciência e perseverança até que a natureza nos brinde com a transformação de pequenas sementes em verduras e legumes viçosos e coloridos. Estas vivências podem transformar pequenos espaços em cantos de muito encanto e aprendizado para todas as idades”, enfatiza a educadora.

Na metodologia do trabalho, Patrícia e os atendidos conheceram os diversos tipos de verduras, legumes e hortaliças, pesquisaram notícias no jornal O Diário sobre alimentos, e aprenderam a importância de fazer refeições saudáveis.

No momento de colocar a mão na massa, crianças e adolescentes prepararam a terra e os canteiros, separaram as mudas e sementes, fizeram o plantio e o cultivo para manter a horta saudável.

“Cada criança foi incentivada a levar uma garrafa pet, na qual foi plantado hortelã e manjericão. Na horta já temos: cebolinha, salsinha, quiabo, hortelã e manjericão”, conta a educadora.

O atendido Bruno de Jesus ressalta a empolgação em ajudar na construção da horta, ele diz que nossa vida depende do meio ambiente, e o meio ambiente depende de nós. A colega Ketlen Rueda acrescenta sobre a importância dos alimentos naturais, pois são saudáveis e nutritivos.

“É interessante ver que todos absorveram bem os conteúdos apresentados. A participação e o entusiasmo das crianças e adolescentes foi contagiante. Muito bom ver eles envolvidos em todas as etapas para a criação da horta, desde a seleção das espécies a serem cultivadas, o plantio das mudas e sementes, e os cuidados para manter o crescimento dos alimentos”, comemora Patrícia.

 

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Novos vereadores mirins já atuam em Maringá

A Câmara Municipal de Maringá empossou os novos vereadores mirins no plenário Ulisses Bruder. Na última semana, os eleitos realizaram a primeira sessão ordinária da legislatura 2015/2016.

Nesta terceira edição do Programa, estavam inscritos 118 alunos, do 5º ao 9º, de escolas municipais, estaduais e particulares da cidade. No entanto, somente 74 participaram da seleção em que foi feita a escolha dos vereadores. Cada candidato recebeu três minutos para justificar seu interesse utilizando o microfone na tribuna da Câmara. A banca examinadora foi composta de servidores da Casa e vereadores. Os critérios de seleção foram argumentação e desenvoltura. Os 15 eleitos foram empossados na nova função legislativa e os demais concorrentes serão suplentes e poderão assistir às sessões ordinárias da Câmara Mirim.

“A cada ano temos procurado inovar na Câmara Mirim, tanto no processo de seleção, quanto na realização das atividades. O resultado tem sido muito bom, porque conseguimos fazer com que os vereadores eleitos e até mesmo os suplentes frequentem as sessões e discutam os problemas da cidade. Outra coisa que temos que reconhecer é o apoio do Poder Executivo, respondendo a todas as solicitações da Câmara Mirim. Além disso, há sempre um diálogo entre as crianças e os vereadores. Muitas matérias têm sido utilizadas pelos vereadores adultos para a realização dos seus trabalhos. Prova do sucesso da iniciativa é o número de inscritos no processo de seleção. No primeiro ano, tivemos 15 inscritos. No segundo, 55 e no terceiro ano, 118”, destaca o coordenador de projetos especiais da Câmara, Joaquim dos Santos.

 

 

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ELEITOS

Abaixo a lista dos vereadores mirins de Maringá que atuarão na legislatura 2015/2016:

 

Amandha Oberst Jacinto (Colégio Mater Dei)

Ana Beatriz Cazeloto Fidelis e Silva (Colégio São Francisco Xavier)

Bianca de Lima Kazoni (E. M. Dr. João Batista Sanches)

Eduardo Alexandre Magrini (Colégio Santo Inácio)

Heros dos Santos Nascimento (Colégio João XXIII)

Isadora Cadari Bariani (E. M. Odete Alcântara Rosa)

Júlia Maestri Vilhena (Colégio Marista de Maringá)

Larissa Jhenifer Alves Feitosa (E. M. Gabriel Sampaio)

Lorena Beatriz Ávila da Silva (E. M. Diderot Alves Rocha Loures)

Miriam Silva Machado (Colégio Santa Cruz)

Morgana Pietra Barazetti Merino (Colégio Cristão Integrado de Maringá)

Natália Hazbun Hernandez (Colégio Dom Bosco)

Nicole Costa Garcia (E. M. Midufo Wada)

Raphael Esteves Moribe Filho (Colégio Platão)

Vitor Damasceno Oliveira (Instituto de Educação de Maringá)

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Sinais que ensinam a todos

Foto AbreNo último dia 26 foi comemorado o Dia Nacional dos Surdos, e para celebrar essa data vamos apresentar uma instituição de ensino que tem sido exemplo ao incluir pessoas com deficiência auditiva na sociedade. Na Escola Municipal Elias Abrahão, em Lobato, o conteúdo de Libras faz parte das disciplinas obrigatórias para estudo. A ideia que teve início com o intuito de promover a comunicação do aluno surdo Cauã Vitor Santos, se expandiu. A princípio, apenas os colegas de classe dele tinham acesso às aulas, hoje, equipe pedagógica e estudantes de todas as outras turmas dos quintos anos têm acesso ao aprendizado da linguagem de sinais.

“As aulas têm sido importantes porque tenho conseguido me comunicar com as pessoas surdas, a exemplo do Cauã. Antes das Libras tínhamos de interagir com ele usando os gestos, mas agora não, já conseguimos estreitar uma boa conversa, é bem mais fácil”, destaca a estudante Maria Eduarda de Faria Ferrarezi.

A aluna Maria Vitória Ribeiro Borim comenta que desde o ano passado já estuda a linguagem de sinais, pois é da mesma turma do Cauã. E isso tem acrescentado muito na vida dela. “Há algumas semanas um surdo foi na minha casa e eu consegui interagir com ele, e até me contou que mora em Maringá.”

A tradutora intérprete de libras (TILS), Lidiane Rodrigues dos Santos é professora na Escola Elias Abrahão e conta que as aulas da linguagem de sinais são uma das mais esperadas pelas crianças. “Os estudantes são desprendidos de preconceitos, demonstram muito interesse não só em aprender a disciplina, como também de conhecer pessoas surdas. Como os alunos ainda têm as mãos pequenas, essas são bem flexíveis, o que facilita a realização dos sinais. A parte difícil é convencê-los de que a aula de Libras é apenas uma vez por semana”, brinca.

Em homenagem ao Dia do Surdo, a equipe da escola preparou uma tarde de apresentações de teatro, músicas e piadas, todas traduzidas em Libras. “Nosso filho voltou para casa radiante depois do evento. O bacana é que a família toda se divertiu e aprendeu sobre a linguagem de sinais através dos relatos dele. Um trabalho como esse consegue sensibilizar desde cedo sobre a importância do respeito ao próximo, assim como os deveres e diretos que moldam os cidadãos. Uma educação de qualidade e diferenciada como a oferecida pelo município certamente fará diferença no futuro”, enfatizam os pais do aluno Davi, Gisele e Sidnei Costa.

Elisangela Borim, mãe da estudante Maria Vitória também comemora o ensino escolar que a filha tem recebido. “Tudo o que ela aprende nas aulas, quando chega em casa ensina para o irmão mais velho. E ela já está ansiosa para saber se no ano que vem, quando for para a rede estadual, vai continuar com a disciplina de Libras na grade curricular.”

A professora Lidiane acrescenta que outro fator importante na dedicação dos alunos em aprender os sinais é observando o interesse dos adultos, pois as crianças aprendem muito mais pelo exemplo. E quando observam que toda uma equipe pedagógica, direção e secretaria de educação apoiam e dão valor ao ensino da Libras na escola, retribuem essa oportunidade. “O apoio da equipe gestora da Escola Municipal Elias Abrahão, tem contribuído muito para o desenvolvimento dos alunos, pois se sabe que aprender um novo idioma abre nossa mente para o que é novo e diferente, tornando a pessoa mais acessível para ver o mundo de um outro ponto de vista, não apenas aquele que fomos moldados por nossa cultura”, ressalta.

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O lixo nosso de cada dia

Desde 2014 a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) prevê a proibição de disposição de resíduos sólidos em lixões a céu aberto. A PNRS é uma lei que estabelece regras para a destinação e disposição correta dos resíduos gerados pela sociedade. Assunto que foi abordado na matéria do jornal O Diário do Norte do Paraná com a manchete “Dos 30 municípios da Amusep, 12 têm lixões”. Na qual informa que nove cidades contam com aterros sanitários, oito terceirizam e a outra não informou. Prefeitos buscam soluções e uma das saídas para desativar lixões é a terceirização do trabalho.

Foto AbreDiante de uma realidade vivida no dia a dia dos alunos, a produção de lixo e degradação do meio ambiente se tornaram temas da aula de Geografia na Escola Municipal Afrânio Peixoto, em Ivatuba. A partir da leitura da notícia, a professora Valéria Bressianini debateu com os estudantes as diferenças entre lixão e aterro sanitário.

“Nós, consumidores, somos peça fundamental para lubrificar a engrenagem dessa máquina. O destino correto do lixo eletrônico, a separação de resíduos recicláveis e a destinação desses materiais a cooperativas, impedem que a matéria-prima utilizada na produção seja despejada no meio ambiente. Consequentemente, a confecção de um determinado material exigirá menos gasto energético e menos emissão de poluentes”, destaca a professora.

Durante a conversa, as crianças apresentaram tentativas de solução para o problema que envolve os lixões dos municípios. Algumas mencionaram que deveria haver recompensa para quem separa os resíduos recicláveis dos orgânicos, mesmo sabendo que isso é obrigação do cidadão. Outras sugeriram um trabalho de conscientização nas ruas apontando as consequências negativas que são refletidas no nosso meio ambiente e, ainda, apontaram que as pessoas querem um mundo perfeito, mas que poucas colaboram para que vivamos essa realidade.

“Não entendo o porque a sociedade é tão resistente em se conscientizar dos efeitos que o lixo pode causar no meio ambiente, e consequentemente, no futuro do nosso planeta”, enfatiza a aluna Manoela Vanso.

Ao fim da aula Valéria percebeu que os estudantes estavam motivados a encontrar formas para transformar o lixão de Ivatuba em um aterro sanitário. “Ao final da realização das atividades, os alunos compreendam a nossa responsabilidade com relação à redução do lixo produzido todos os dias. Espero que as atitudes e os valores despertados nesta aula sejam norteadores para a redução dos impactos ambientais”, conclui.

 

 

A AULA

Objetivos

– Categorizar os diferentes tipos de lixo que produzimos em nossa sociedade.

– Identificar qual o destino correto para diferentes resíduos sólidos.

– A importância dos 3 R’s: reduzir, reutilizar e reciclar.

– Adotar práticas sustentáveis que envolvam o consumo consciente e o descarte correto de resíduos sólidos.

Conteúdos

– Abordagem sobre a Política Nacional de Resíduos Sólidos.

– Classificação do lixo.

– Consumo consciente.

– Responsabilidade compartilhada.

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