comportamento

A dificuldade em aprender

Foto AbreEm toda sala de aula há estudantes que aprendem com mais facilidade e outros que têm dificuldade para acompanhar as lições. Ninguém está a salvo de tirar notas baixas vez ou outra. Mas o que fazer quando os problemas são persistentes? O bate-papo de hoje na coluna do Diário da Escola é com a neuropsicóloga, Dra. Cristiana Bolfer que é especialista em Neuropsicologia pelo Instituto Central da Faculdade de Medicina de São Paulo (ICFMUSP), mestre e doutora em Neurologia pela Faculdade de Medicina de São Paulo (FMUSP). Na entrevista ela fala sobre como os pais e a equipe escolar podem auxiliar no desenvolvimento do aluno que apresenta defasagem no aprendizado.

  1. O DIÁRIO NA ESCOLA: Casos de transtornos de aprendizado, infelizmente, são cada vez mais comuns. De que forma se constata que mais do que um mau comportamento ou desinteresse, o estudante sofre de algum distúrbio?

Dra. Cristiana: Os pais começam a perceber as dificuldades de seus filhos, inicialmente, na leitura e na escrita. Essas dificuldades, muitas vezes, são relatadas pela escola quando se inicia o processo propriamente dito da leitura e escrita, ou seja, no 1o ano do Ensino Fundamental.  Não havendo nenhum tipo de intervenção a criança pode mostrar desinteresse já que não consegue alcançar os objetivos propostos naquele momento. Algumas crianças calam-se diante de suas dificuldades enquanto outras apresentam comportamentos inadequados. Nos dois casos podem significar que estão “gritando” por socorro.

  1. Quais os principais fatores que fazem essa criança ou adolescente apresentar a defasagem no aprendizado?

Primeiro vamos entender, resumidamente o que são dificuldades do aprendizado e transtornos do aprendizado. As dificuldades abrangem um grupo de problemas que podem alterar a capacidade da criança aprender – independentemente de suas condições neurológicas – que podem ser: fatores emocionais (depressão, ansiedade, bullying); escolares (metodologias inadequadas para série e idade do aluno, espaço físico inadequado para uma boa relação com a aprendizagem, professores sem preparo para atender seus “clientes”); transtornos orgânicos (dificuldades visuais e auditivas, distúrbios do sono, distúrbios motores) ou fatores socioambientais (ausência de estímulo, muita cobrança em casa ou na escola pelo desempenho acadêmico da criança ou adolescente que não está conseguindo suprir as demandas propostas). O segundo são as chamados DIS: Dislexia (prejuízo na leitura), Disortografia (prejuízo no entendimento do som da letra relacionado a sua grafia), Disgrafia (escrita ilegível) e Discalculia (prejuízo na matemática). Diante disso podemos acreditar que a criança ou o adolescente que apresentar tanto dificuldades como transtornos do aprendizado necessitarão de auxílio, com profissional especializado, para uma vida acadêmica e social adequadas.

  1. Entre os casos de distúrbios que já acompanhou, ao fazer uma avaliação, quais deles são mais comuns?

O primeiro transtorno sem dúvida é a falta de atenção que desencadeia outros transtornos de aprendizado. Nem toda a criança que apresenta desatenção pode ser diagnosticada com o Transtorno do Déficit de Atenção/Hiperatividade (TDAH). Ressalto mais uma vez a importância do diagnóstico com profissionais especializados.

  1. Um estudante com dificuldade em aprender, pode ser considerado com inteligência abaixo do normal?

Considerando a deficiência intelectual como transtorno do desenvolvimento com grandes restrições sociais, acadêmicas e profissionais (podendo gerar perigos aos cuidadores) e com alto risco psiquiátrico e delinquência aí sim o indivíduo não terá muitas oportunidades para o aprendizado. Mas o indivíduo (criança, adolescente e adulto) pode apresentar dificuldades ou transtornos em algumas áreas do aprendizado o que não significa inteligência abaixo do normal. Muito pelo contrário. Existem crianças que vão muito bem oralmente mas não conseguem se expressar na escrita e apresentam  inteligência acima da média o que é confirmado em vários estudos nacionais e internacionais.

  1. Qual a melhor forma para o professor ajudar o aluno com distúrbio de aprendizado?

A escola de forma geral pode e deve atuar em colaboração com a família e com os profissionais especializados permitindo algumas modificações que possam determinar uma maior motivação e aprendizado do portador das dificuldades e dos transtornos da aprendizagem. O professor deverá ter conhecimento básico sobre o desenvolvimento infantil entendo o que é esperado para a idade e série que está lecionando como também o conhecimento básico dos transtornos do aprendizado e, é nesse momento que entraria na escola, um profissional especializado para auxiliar os professores dentro da neurociência, a chamada “Neurociência em sala de aula”.

  1. E os pais? De que maneira podem contribuir com a evolução no caso desse filho com defasagem?

Na maioria dos casos, diante de um portador do distúrbio do aprendizado, as intervenções apenas na escola são insuficientes, muito embora frequentemente, os professores e coordenadores da escola sugiram, inicialmente, reforço e algumas modificações unicamente no próprio ambiente. Os familiares devem ser orientados a respeito dos conhecimentos mais atuais do distúrbio, com o objetivo de que compreendam as dificuldades apresentadas, diminuindo o sentimento de culpa em relação aos insucessos e que ajudem para que o tratamento seja o mais eficaz possível.

  1. Que mensagem deixaria para os pais e para a equipe escolar que acompanha crianças e adolescentes com casos de distúrbios de aprendizado?

É fundamental que os pais compreendam que devem atuar de modo ativo e colaborativo em relação à escola, estando atentos às queixas trazidas pelos professores e devem entender que os professores e coordenadores pedagógicos são aliados aos cuidados com seu filho. A relação da família com a escola e a educação do seu filho é um fator indispensável para o sucesso da criança. Os pais devem ser encorajados a intensificar a comunicação com a escola e vice-versa, procurando atuarem como facilitadores no desenvolvimento tanto escolar como pessoal da criança.

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Qual é o seu signo?

Uma pergunta muitas vezes simples para um adulto pode ser uma questão sem resposta para uma criança. A professora Joana de Lourdes Contieri leciona na Escola Municipal São Jorge, em São Jorge do Ivaí, e percebeu que parte de seus alunos não sabem a que signo pertencem. Para repassar o conhecimento aos pequenos, Lourdes desenvolveu atividades a partir da coluna de horóscopo do Diário.

Foto AbreUmas das páginas mais visitadas no jornal pelos estudantes, a previsão dos signos em alguns casos são lidas sem o entendimento de seu real significado, apenas pela curiosidade e atração por textos curtos.

“Para começar o trabalho fui perguntando a data de nascimento de cada aluno, assim foi possível identificar qual o signo deles e seguir com o estudo do gênero textual”, destaca a professora.

Em discussões como essa, as crianças ficam eufóricas pela nova descoberta de um conhecimento pessoal que ainda não tinham acesso. Nesses momentos a empolgação é ainda maior ao perceberem que o colega de classe é do mesmo signo.

Durante o estudo, a turma de alunos da professora Lourdes ainda sentia dificuldades quanto à compreensão dos termos: horóscopo, astrólogo, ascendente etc. Para auxiliar o entendimento, as crianças buscaram o significado das palavras no dicionário. “Este momento foi ótimo, pois acrescentou conteúdo ao vocabulário delas”, conta.

Para conhecer a estrutura do gênero foi realizada a leitura da coluna de previsões do Diário, identificando-se as palavras mais utilizadas e a que se referem os textos. Na sequência, os estudantes foram até a sala de informática da escola e, em duplas, produziram previsões astrológicas. Treinando, assim, o uso da Língua Portuguesa e dos equipamentos tecnológicos.

“Foi uma aula muito divertida, criamos previsões e ficaríamos muito felizes se alguém as lesse. Esperamos mais atividades como essa”, falam, animadas, as alunas Fernanda dos Santos e Beatriz Ferreira Soares.

A professora comenta que a satisfação ao fim do trabalho, foi geral. “Agora há ainda mais motivação para a leitura do jornal, pois os alunos reconhecem o gênero e ficam curiosos para saber do conteúdo, já que todo dia há algo novo. Existem aqueles que acreditam nas previsões e outros que não, mas o importante é que eles pratiquem o hábito de folhear o impresso.”

“É compensador ver uma atividade como esta realizada pela professora Lourdes. O Diário tem auxiliado na didática em sala, pois é uma fonte muito rica de informações que oferece recursos para a exploração e desenvolvimento no aprendizado”, ressalta a coordenadora pedagógica Elizabete de Oliveira Sampaio.

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Alunos escrevem carta para Caixa Postal do Diário

Você já observou que em jornais e revistas há um espaço reservado para que a opinião dos leitores seja publicada? No Diário do Norte do Paraná esta coluna é chamada de Caixa Postal, uma parte do impresso na qual as pessoas podem mostrar opiniões e sugestões, debater os argumentos levantados nos artigos e fazer críticas. Alguns ainda apresentam perguntas, reflexões e elogios. Com o objetivo de ouvir os alunos das Escolas Municipais Tancredo Neves e Padre Mateus Elias, de Doutor Camargo, a equipe do Diário na Escola desenvolveu a oficina “Escrevendo para o jornal” e, assim, as crianças discutiram e produziram cartas para a Caixa Postal do Diário. “Gosto da página do impresso referente à carta ao leitor, pois além de incentivar a leitura e a escrita mostra a função em se escrever à redação do jornal. Desta forma, propicia aos alunos o contato com fatos recentes e ainda a oportunidade de se expressar sobre diversos assuntos”, destaca a diretora da escola Padre Mateus, Sidineia Aparecida Guiraldi Rocha. Foto Abre 01O Diário publicou uma enquete sobre a estudante do Alabama (EUA) que foi mandada de volta para casa no primeiro dia de aula por causa dos cabelos vermelhos da jovem. Este assunto causou fervor nas crianças da escola Tancredo Neves.  “A atitude foi completamente errada, a cor do cabelo não interfere na sabedoria da pessoa”, enfatiza a aluna Raissa Izabelly Mori. E a colega Iasmin Lopes Pardo acrescenta, “para mim, este é um exemplo de bullying.” Já na escola Padre Mateus o que despertou o interesse dos alunos e se tornou tema de debate foi a manchete “Operação prende 11 com material pornográfico”, notícia que apresentou informações sobre casos de pedofilia online. “Eu tenho perfil nas redes sociais e não imaginava que poderia estar correndo tantos riscos, esta matéria do Diário me abriu os olhos”, ressalta a aluna Ana Julia Vicentini Maniezo. A amiga Beatriz Geraldo Pazenatto aconselha, “não podemos conversar e muito menos marcar encontro com desconhecidos da web. É importante, também, avisar os pais onde e com quem estamos quando saímos de casa sozinha.” Nas duas instituições de ensino de Doutor Camargo em que se desenvolveu a atividade, o trabalho foi finalizado com a produção de uma carta coletiva para a Caixa Postal do jornal O Diário que está publicada na edição de hoje, página A2. “Esta oficina foi excelente não só para o conhecimento do estudante, mas para o educador também. Aprendi como explorar textos curtos publicados no impresso. Com temas que são parte do universo das crianças, elas conseguiram participar da aula e entender conteúdos de relevância social. Com certeza o trabalho iniciado hoje ainda renderá outros resultados positivos”, conclui a professora da escola Tancredo Neves, Rosângela da Silva Oliveira.

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Notícia do Diário é tema de enquete escolar

Foto AbreA equipe do Diário na Escola esteve em Ivatuba para realizar oficina pedagógica com os alunos da Escola Municipal Afrânio Peixoto. Assim que os estudantes olharam a capa do jornal, a manchete: “Macacos deverão ficar estéreis” publicada no Diário despertou o interesse da criançada.

Muitos alunos comentaram que os animais já tinham roubado seus lanches durante passeios, outros contaram que adoram ir até os parques pela oportunidade em ver os macacos de perto, e a partir dessa discussão sobre o tema da notícia foi desenvolvida uma enquete.

Para que as crianças tivessem argumentos e até embasamento para decidir sobre a vasectomia nos animais, os estudantes fizeram a leitura da matéria publicada no Diário. Desta forma conheceram as opiniões das pessoas que são a favor ou contra o procedimento cirúrgico e quais as justificativas apresentadas.

“Esta atividade proporciona uma interação entre a turma, eles trocam experiências e tentam convencer a respeito da melhor escolha, quais consequências uma decisão pode gerar. É um momento muito enriquecedor no processo de aprendizagem”, destaca a professora Odete Pereira de Melo Calvi.

A partir da questão “Você é a favor ou contra a vasectomia nos macacos-pregos?”, os estudantes se reuniram em grupos e tiveram que entrar em um consenso sobre o melhor a ser feito com os animais que estão roubando alimentos de visitantes e até das casas da redondeza em que vivem, mas que também são atração por onde passam. “Não podem deixar os macacos estéreis, se eles pararem de reproduzir a espécie vai ser extinta”, alerta a aluna Any Emanuely de Andrade Mazola.

“Os macacos já estão invadindo a privacidade das pessoas, se continuarem aumento o número de animais dentro da cidade, os problemas podem se agravar”, enfatiza a estudante Natasha Lemos.

A coordenadora pedagógica, Maria de Lourdes Macedo conta que os momentos com o uso do Diário em sala de aula tem resultado em melhora na leitura e na interpretação das crianças. “Com temas atuais os alunos se interessam pelos conteúdos didáticos e desta forma conseguimos fazer um trabalho de interdisciplinaridade. Além da oportunidade que os estudantes têm de levar o jornal para casa e ler com a família.”

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Entrevista: professora escreve livro sobre a síndrome de Burnout

  1. SoraiaO DIÁRIO NA ESCOLA: De onde surgiu o interesse pela pesquisa sobre o mal-estar docente?

Soraia Nunes Marques: Grande parte deste trabalho teve origem na disciplina de Prática de Ensino, do curso de Pedagogia, durante a fase de estágio nas escolas. Durante as minhas observações um fato me chamou a atenção. Percebi em alguns professores certa apatia em relação ao fazer pedagógico. Entravam na sala de aula, aplicavam a atividade e se afastavam apressados, como se quisessem fugir dali. Este tipo de atitude me incomodou e me fez perguntar se a vida profissional que eu aspirava, seria “aquilo” que eu estava presenciando.

  1. A sua pesquisa resultou na produção de um livro. Quais os principais aspectos abordados na obra?

R: Na primeira seção é possível ver uma retomada histórica sobre o conceito de felicidade, desde a antiguidade até os dias atuais. No capítulo seguinte há uma discussão sobre o dia-a-dia do professor focalizando a síndrome de Burnout como expressão do mal-estar docente. Em seguida, comento sobre a relação entre a saúde do educador e suas emoções. Por último, procuro definir conceitos e propor ao docente a posse do conhecimento para que possa ter uma visão crítica e reflexiva de si mesmo e do mundo em que vive. Destacando que a alegria no trabalho não é dádiva dos céus, esta exige esforço, coragem e dedicação.

  1. Nas palestras que realizou sobre o tema de seu livro, como foi a participação dos professores?

R: Costumo questioná-los se são felizes, neste momento eles respondem que como pessoas, o são, mas como professores não têm condições de o serem. É como se fossem duas vidas e uma não tivesse conexão com a outra. Pessoas fragmentadas, numa sociedade dividida, profissionais que durante a formação aprenderam conteúdos incomunicáveis apresentados por professores especialistas. Estes fatores me inspiram a continuar meu trabalho, na esperança de que com educadores mais satisfeitos, menos frustrados e mais respeitados, sintam-se felizes.

  1. O que mais tem afligido os profissionais da educação atualmente?

R: Os métodos de ensino têm passado por sucessivas mudanças, tanto técnicas como estruturais. Muitos são os “pacotes” recebidos de cima, mas maiores ainda são as dúvidas dos docentes frente às chamadas “inovações”. Na cobrança para a utilização da nova proposta urgente, o que resta é ensinar do jeito que se entendeu, do jeito que der. O professor se depara também com a necessidade de desempenhar vários papéis, muitas vezes contraditórios, pois ao mesmo tempo em que se exige dele a estimulação da autonomia do aluno, pede-se que se acomode às regras do grupo e da instituição. Há pressões de todos os lados que podem suscitar efeitos colaterais, não anunciados nos contratos de trabalho.

  1. A indisciplina dos alunos pode ser responsável pelos vários casos de professores constatados com a síndrome de Burnout?

R: Com certeza. A falta de comportamento do estudante em sala de aula resulta em um educador sobrecarregado, exausto, estressado que acaba dando aulas cansativas e antiquadas, gerando alunos desmotivados, desinteressados e por consequência, ainda mais indisciplinados. A união desses fatores tem diminuído a capacidade de tolerância e o autocontrole do docente, e assim, surgem conflitos na relação professor-aluno. Com a falta de ordem cada vez mais presente na vida escolar, e os educadores não sabendo lidar com ela, assim como também não sabem lidar com o Burnout, o que resta é um problema universal.

  1. Como os educadores percebem que estão sofrendo de Burnout?

R: O diagnóstico da síndrome é muito difícil, pois ainda não se tem instrumentos válidos e postos à disposição da comunidade médica. Muitas vezes a pessoa pode ser acometida da doença e não apresentar os sintomas do Burnout. Parte dos professores são afastados do trabalho e os fatores geralmente alegados são o estresse e a depressão. Psiquiatras afirmam que hoje a doença já atinge de 30 a 40% da categoria. Muitos são os profissionais que estão adoecendo e ainda estamos longe de saber exatamente como lidar com isso.

  1. Ao seu ver, como deveria ser o “ensinar” dentro das escolas?

R: Ensinar é um ato criador, um ato crítico e não mecânico. A curiosidade do professor e dos alunos, em ação, se encontra na base do ensinar-aprender. Esta proposta requer incentivo por parte do educador, pois o convida a sair da visão limitada. Requer disposição para ser agente transformador de uma sociedade. Requer, também, que o professor realize este ensinar satisfatoriamente e não apenas reproduza o ensino por meio de conteúdos incomunicáveis.

  1. Qual a sua esperança para o futuro da educação no Brasil?

R: Somos sempre movidos pela esperança. Prefiro acreditar que a atual situação de desânimo e mal-estar docente não é o fim. Pelo contrário, é um recomeço, uma possibilidade de olhar por outro ângulo e enxergar saídas. Pensar em transformar uma realidade que avalio como injusta e perversa, e fazer com que esse pensamento ilumine a prática. Infelizmente, nos últimos tempos, a cultura parece algo abstrato e distante demais. Prova disso são os intermináveis cursos de capacitação, nos quais muitos professores vão apenas para assinar a lista de presença e cochilar nas cadeiras. Esta realidade precisa ser mudada, urgente.

 

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O mal-estar docente

Muitos educadores têm adoecido devido a fatores relacionados à profissão. Nas escolas é possível ver uma mistura de indisciplina, desmotivação e aulas cansativas. Diante desta realidade, a professora e escritora Soraia Nunes Marques sentiu a necessidade de buscar informações para tentar mudar essa situação. O final da pesquisa resultou na produção do livro “Formação de professores felizes: evitando a síndrome de Burnout”. Na obra a autora busca respostas, na própria pedagogia, para diminuir os efeitos dos problemas capazes de abalar a saúde do professor.

livro Soraia

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Estrada, jornal e paixão pelo que faz

Dez anos participando do Diário na Escola, 16 anos de profissão e uma rotina que inclui 52 kilômetros por dia. Esta é a realidade de Sandra Cristiane Fratini de Castro. Moradora de Floraí, a professora viaja todos os dias até Barão de Lucena – distrito de Nova Esperança – para lecionar aos alunos do 5º ano da Escola Municipal Padre Ladislau Ban.

A professora está sempre buscando recursos para inovar suas aulas e considera o jornal impresso material fundamental em sala, tanto quanto caderno e livro didático. “Faço parte do Diário na Escola desde os primeiros anos do Programa. A cada novo período letivo fico ansiosa pela renovação da parceria”.

Sandra destaca que o jornal é um material que apresenta textos com conteúdos próximos à realidade dos alunos, com isso eles se sentem atraídos pela leitura. “Depois de ler algumas matérias sempre abro espaço para discussão, neste momento as crianças contam que já presenciaram fatos parecidos ao da notícia, ou conhecem alguém que já viveram a mesma situação, com isso há uma grande troca de conhecimento”.

Para a diretora da escola Tânia Cristina Toná o acesso ao jornal é uma oportunidade única para os alunos. “Em nosso município não temos entregadores do impresso, se o material não viesse para escola essas crianças não conheceriam textos tão ricos e não se manteriam atualizadas”.

A coordenadora pedagógica Margarete Lopes Rodrigues relata que Sandra desenvolve muitas atividades em grupo utilizando o jornal como suporte. “A professora é dinâmica e isso motiva os estudantes, na sala em que ela leciona não temos problemas de relacionamentos porque as crianças estão adaptadas a trabalharem juntas, um ajudando o outro”.

“Falo para os estudantes que somos uma família, alguns passam mais tempo comigo e com os colegas do que com os pais. Todos os dias separo cerca de 15 minutos para conversarmos sobre o que quiserem, assim as crianças se abrem e discutimos soluções para os problemas, isso tudo os deixou mais confiantes e refletiu no avanço do aprendizado”, ressalta Sandra.

Ao longo dos dez anos em que trabalha com o Diário em sala, a professora presenciou mudanças nos estudantes após o contato com o material. “No começo do ano as crianças chegam mais tímidas, com dificuldades em se expressar. Depois de algumas aulas com a leitura do jornal percebo que elas adquirem vocabulário e argumentos, com isso passam a ser mais participativas das discussões e melhoram as produções textuais”.

A aluna Nayra Milena dos Santos Alves adora o caderno de cultura do impresso, mas enfatiza que as notícias são muito importantes para o futuro. “Minha mãe me ensinou que devo me manter informada, quando levo o jornal para casa nós sempre conversamos sobre as matérias. Meu padrasto encontrou um carro do interesse dele nos classificados do Diário, agora está negociando, espero que a compra dê certo”.

Diogo Costa Portel é aluno do 5º ano e quando pega o jornal vai direto no caderno de esportes. “Gosto de ler sobre os atletas, os campeonatos e tudo o que acontece no mundo. O Diário tem me ajudado também nas tarefas de casa, muitas vezes para resolver a atividade do livro didático eu faço pesquisa nas notícias publicadas”.

Além de propostas como leitura e interpretação textual, Sandra propõe trabalhos com o impresso que envolvem gramática, matemática, artes, opinião e outras questões que auxiliam no trabalho diário em sala de aula.

“Todo fim de ano letivo fico satisfeita com os resultados que encontro. O contato com o jornal torna meus alunos mais críticos e antenados, fica a sensação de que plantei a sementinha de cidadãos que farão a diferença na sociedade”, comemora Sandra.

DEDICAÇÃO - Professora Sandra e diretora Tânia com os alunos participantes do Diário na Escola

DEDICAÇÃO – Professora Sandra e diretora Tânia com os alunos participantes do Diário na Escola

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No dia do mestre, uma história de dedicação

Ambientes educativos conflituosos, estruturas físicas inadequadas e a falta de limites em um grande número de alunos, são fatores que levam a desmotivação dos profissionais e ao descrédito da educação. Mesmo dentro dessa realidade, ainda é possível encontrar professores que resistam a esses indícios negativos e se destacam positivamente. A exemplo do professor Luciano Pereira dos Santos.

O sonho de lecionar surgiu na infância, as dificuldades para cursar uma faculdade integral no município vizinho eram muitas, mas Luciano não desistiu. Com esforço e dedicação foi graduado em educação física pela Universidade Estadual de Maringá (UEM).

Depois de formado, Luciano foi professor por 14 anos em escolas de Sarandi – cidade em que sempre viveu – até que assumiu o cargo de diretor do Colégio Estadual Helena Kolody.

Foi neste momento que ele mostrou o seu diferencial.

Em 2005, a instituição foi inaugurada e Luciano foi trabalhar no colégio. Situado em um bairro periférico, em pouco tempo o cenário escolar já era bastante complicado, com problemas disciplinares e sociais, como uso de drogas, violência e até prostituição infantil.

“Eu cresci em Sarandi e sempre acreditei que poderia fazer mais pela minha cidade, em especial pela educação do município, não poderia ficar passivo diante de tantos problemas. Decidi que era o momento de ser um agente de transformação no colégio, e assim, motivar mais pessoas a lutar comigo”, destaca Luciano.

Focado em fazer a diferença, logo que assumiu o cargo de diretor em 2009, Luciano começou a buscar recursos que pudessem modificar a realidade de um colégio depredado, com altos índices de violência e evasão escolar.

Depois de conseguir verba para a reforma na estrutura, o diretor teve uma ajuda especial, pais e vizinhos da escola se uniram para auxiliar nos trabalhos oferecendo mão-de-obra. “A colaboração foi de grande importância para o resultado, pais de família dispuseram de seu tempo vago para ajudar a colocar uma telha, trocar o vidro de uma janela, foi incrível!”, comemora o diretor.

As mudanças da estrutura física contribuíram para outra alteração, a comportamental. Uma escola que formava 12 alunos no terceiro ano do ensino médio, está com três turmas de 35 alunos, cada, prestes a se formar.

Para diminuir os índices de violência Luciano contou com a ajuda da Patrulha Escolar e do Conselho Tutelar, que passaram a estar mais presentes no colégio, não só promovendo a segurança, mas também realizando palestras de conscientização.

“Sou aluno do Helena Kolody desde 2007, a realidade que vivo agora dentro da escola é muito diferente. Antes eu tinha medo de vir pra cá, andava sempre com a bolsa nas costas por medo de ser roubado, pulava o muro pra matar aula, os espaços eram todos sujos, eu não tinha motivação para estudar. Hoje tenho orgulho de falar onde estudo, converso com amigos de outros colégios e percebo que o meu é modelo de educação”, conta o aluno Alysson Ribeiro.

Luciano desenvolveu projetos de cultura, artes e informações sobre o mercado de trabalho envolvendo pais e alunos nas atividades dentro do ambiente escolar. “Este ano já realizamos Festival de Música, Campeonato de Futsal masculino e Voleibol feminino, além de palestras sobre a importância da água, o acesso ao ensino superior e questões que envolvem a saúde”, relata.

O colégio também oferece sala de informática com equipamentos em ótimas condições de uso, laboratório de química e espaço climatizado com data-show para a realização de eventos. Reuniões e assembleias com os responsáveis, para discutir melhorias na instituição, fazem parte da rotina da escola.

Juliana Marques é auxiliar administrativa no colégio e trabalha lá desde a gestão anterior. “Depois que o Luciano assumiu a diretoria eu passei a trabalhar com mais segurança, os pais ficam tranquilos ao deixarem seus filhos na escola, e os alunos têm ótimo comportamento. Desejo que outros professores e diretores se motivem com a história do Luciano e comecem a fazer mais pela educação brasileira”.

As boas ações não param por aí, nas horas vagas o diretor ainda exerce o cargo de professor voluntário e treina vôlei com um grupo de alunas do colégio.

Para Luciano, educar é mais do que reproduzir o conhecimento, é formar consciência no estudante. “Penso que a criança e o adolescente são os cidadãos que vão mudar o futuro da sociedade, por isso é muito importante que o educador goste de gente, pense coletivamente, e assim, trabalhe com amor, dedicação, ética e responsabilidade”, enfatiza.

SUPERAÇÃO - Alunos comemoram com o diretor Luciano a oportunidade em fazer parte de uma escola que hoje é exemplo. Ao fundo, a imagem da poetisa que deu nome a instituição

SUPERAÇÃO – Alunos comemoram com o diretor Luciano a oportunidade em fazer parte de uma escola que hoje é exemplo. Ao fundo, a imagem da poetisa que deu nome a instituição

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Saúde bucal é conteúdo escolar para alunos de Ângulo

IMG_0602Ensinar a criança a cuidar dos dentes desde pequena é um investimento que trará benefícios para o resto da vida dela. Com esta preocupação, as secretarias de educação e saúde, de Ângulo, se uniram com a diretoria das escolas do município e desenvolveram a ação “Dia de prevenção contra cáries”.

Para a realização do evento, a secretária de saúde Sandra Regina da Cunha Silva, convidou os alunos do 1º ano do curso de odontologia, da Faculdade Uningá, a repassar para as crianças os conhecimentos necessários para um cuidado diário com os dentes.

“É muito importante essa preocupação que as autoridades de Ângulo tiveram, mesmo porque algumas crianças passam mais tempo na escola do que em casa, por isso temas relacionados à saúde devem estar sempre presentes dentro das instituições”, destaca a professora da Uningá, Suzana Góia.

IMG_0611No evento, os participantes acompanharam palestras sobre orientação de escovação, uso do flúor e fio dental. Assistiram a vídeos explicativos e teatro de fantoches, tiveram também um momento de diversão com atividades lúdicas, e ainda receberam um kit da Colgate contendo escova e pasta de dentes, sabonete e livro educativo. Tudo isso para que as crianças saíssem prontas para colocar em prática todo o conteúdo adquirido.

“Envolver nossos alunos em atividades culturais proporciona a eles uma oportunidade de novos conhecimentos. Na escola já adotamos uma vez por semana o “Dia do Flúor” – em que todas as crianças fazem a escovação com a substância – isso já melhorou muito os casos de cáries, mas é sempre preciso motivá-las para que não esqueçam a importância da saúde bucal”, relata a diretora da Escola Municipal Padre José de Anchieta, Tânia Cristina Cintra Brunhera.

O aluno Augusto Machado Faria, conta que tenta cuidar dos dentes o máximo possível, mas confessa que em alguns dias uma ou outra escovação deixa de ser feita. “A partir de hoje vou me cuidar mais, não só porque é importante, mas também porque quero ter um sorriso bonito”.

A professora, Juraci Souza enfatiza que mesmo as crianças sabendo que após o lanche todos os dias elas precisam escovar os dentes, algumas não levam a escova para escola. “Combinei com meus alunos que o kit que receberam da Colgate vai ficar dentro da mochila escolar, assim não terão mais desculpas para não realizar a escovação depois de lanchar”.

“Organizamos o evento pensando na prevenção. Desejamos que os mais velhos, depois do que aprenderam, passem a motivar os mais novos a cuidarem das questões que envolvem a higiene bucal”, conta a dentista do município, Danielli Moreno Lopes.

Em Ângulo a secretaria de saúde desenvolve ações semanalmente para ensinar mães e pais a realizarem escovação em bebês, alertando que mesmo sem dentes, cuidar da gengiva é essencial. Além disso, todos os alunos moradores da vila rural têm direito a sair durante o horário de aula para ir ao dentista, porque a maioria não teria acesso ao transporte para consultar em outro momento do dia.

O secretário de educação de Ângulo, Ivan Carlos Cunha Fernandes, agradece à secretaria municipal de saúde pelo apoio na conscientização e acompanhamento da saúde bucal das crianças. “Ações intersetoriais deste tipo contribuem demasiadamente na formação de pessoas saudáveis, influenciando diretamente na qualidade de vida de toda nossa população”.

“Estou feliz em ter participado deste evento, as crianças são atentas, questionam e prometem mais dedicação aos cuidados bucais, isso tudo é muito gratificante. Estou esperançosa que o conhecimento também será repassado a toda família”, comemora a aluna da Uningá, Beatriz da Rocha Picotti.

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A mídia na educação

elza“O Programa o Diário na Escola tem contribuído de forma relevante para o desenvolvimento de competências essenciais para o exercício da cidadania. Os alunos são instigados pela professora a contextualizar a notícia com os conteúdos ensinados em sala de aula, desta forma trabalha-se a interdisciplinaridade e desperta-se a reflexão das matérias inseridas num contexto atual. Esse  trabalho com o texto jornalístico é real porque há comprometimento e participação da equipe pedagógica da escola, professora e alunos”. – Elza Bernuci Crippa, secretária de educação de Flórida.

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A mídia na educação

Maria Inez“O programa educacional O Diário na Escola vem trabalhando a reflexão teórica e prática sobre a utilização do impresso na sala de aula. O projeto realiza encontros para discutir metodologias de atividades que contemplam a interdisciplinaridade, a leitura crítica e a discussão da cidadania através de assuntos veiculados nas páginas do jornal. A principal contribuição do Diário na Escola é estimular o gosto pela leitura diversificada nos estudantes, tendo o jornal como objeto de estudo – seus conteúdos, linguagens e tipologias – além de contribuir para o desenvolvimento de um processo de ensino-aprendizagem mais dinâmico e criativo, estimulando a construção da cidadania em toda a comunidade escolar. Em nosso município o Programa inovou as metodologias do professor, destacando que, o trabalho realizado é educativo e promove não só a aprendizagem escolar do aluno, mas também, em grande medida, sua formação como pessoa”. – Maria Inez Benites Bria, secretária de educação de Marialva.

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Alunos de Ivatuba participam de palestra sobre educação financeira

As prioridades de consumo e necessidades de cada indivíduo são muito pessoais, porém sabe-se que gastar dinheiro de forma errada pode acarretar problemas financeiros e familiares. Pensando nisso, o Instituto Sicoob Paraná desenvolve o projeto “Educação Financeira”, que consiste em orientações e conceitos sobre a temática por meio de palestras, e da disponibilização de cartilhas educativas, que podem contribuir no planejamento financeiro das famílias.

Em Ivatuba, a ação foi realizada com os alunos da Escola Municipal Afrânio Peixoto. “Atividades como esta são essenciais para as crianças, afinal, elas são o nosso futuro e precisam começar a se preocupar e valorizar o dinheiro que os pais ganham, para lá na frente desfrutarem de uma vida confortável”, conta a coordenadora pedagógica, Maria de Lourdes Macedo Rodrigues.

“A expectativa do Instituto Sicoob é criar uma mentalidade adequada e saudável sobre dinheiro, bem como fortalecer ações para que haja disciplina no controle do orçamento doméstico e liberdade financeira”, destaca o palestrante e voluntário social Adilso Augustinho Carniel.

Uma vídeo aula sobre equilíbrio financeiro foi apresentada aos alunos, com conteúdo dinâmico e divertido, os personagens representaram quais são as melhores formas de se gastar o dinheiro e a importância de poupar alguma quantia, sempre, seja para uma emergência ou para alguma aquisição. Buscando o equilíbrio entre o que se ganha e o que se gasta.

“Aprendi que o dinheiro que meus pais recebem deve ser gasto com aquilo que realmente é necessário, como por exemplo, alimentação e educação, o resto devo guardar ou fazer algum investimento, vou repassar isso a eles”, afirma a aluna do 5º ano, Beatrys Ranek de Santana.

Os estudantes que participaram da palestra também conheceram sobre a origem da moeda, como ficar milionário poupando cinco reais por dia, o trabalho dos bancos e cooperativas de crédito, e como fazer um orçamento familiar.

“A educação financeira é algo sempre discutido na sociedade, gostamos de aproximar nossos alunos dessas questões. Com certeza tudo o que os pequenos ouviram hoje, vão levar para a vida, todos eles querem um futuro melhor, e a partir de agora já estão conscientes sobre como conseguir seus objetivos, em especial, os financeiros”, conta a diretora Maria Luiza Macedo Rodrigues.

Os estudantes que estiveram na palestra ainda não trabalham, por isso não ajudam com dinheiro no orçamento de casa, mas Adilso apresentou-lhes outras formas de contribuir com as contas, como por exemplo: banhos rápidos, diminuir o abre e fecha da geladeira, não desperdiçar alimentos, apagar as luzes, entre outras pequenas ações que evitam gastos desnecessários.

“Na minha casa seguimos boa parte das instruções de economia que foram destacadas hoje. A exemplo da pensão que recebo do meu pai, metade do dinheiro uso para comprar coisas que preciso, a outra metade guardo na minha poupança para usar quando eu for cursar faculdade de engenharia civil”, ressalta a aluna do 5º ano, Gabriela Gussi.

As crianças levaram para casa um manual do Instituto Sicoob com uma planilha de orçamento doméstico que vai auxiliar as famílias a organizarem suas receitas e despesas. Além disso, cada aluno recebeu um cofrinho para incentivá-los a poupar e, desde já, criar uma consciência financeira.

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Professora já começa a preparar alunos para Concurso do Gibi

Na última sexta-feira, dia 20, teve início o prazo de envio das produções para o Concurso do Gibi. Em sua 8ª edição, o desafio é fazer com que a partir da leitura de uma notícia do jornal O Diário, o aluno crie uma história em quadrinhos.

Não querendo perder tempo para o envio das produções de seus alunos, a professora Maria Aparecida Pereira, que leciona para o 5º ano, na Escola Municipal Yoshio Hayashi, em Sarandi já está pondo a “mão na massa”. Ela quer aproveitar todo o conhecimento que adquiriu no Encontro de Capacitação Pedagógico, “Histórias em Quadrinhos: linguagens e ludicidade nas produções textuais”, promovido pelo Diário na Escola. “O encontro me orientou o passo a passo da produção de uma HQ e isso está tornando mais fácil o trabalho com as crianças.”

Motivada pela proposta ela conta como está desenvolvendo as etapas de produção com os alunos. “Solicitei que primeiro escrevessem o enredo da história no caderno e só depois fossem para a parte dos desenhos, o que gerou bons resultados”, conta Maria Aparecida.

Para a realização da atividade a turma escolheu uma matéria publicada em O Diário sobre o tema família. A professora relata que em boa parte das histórias criadas percebeu a ausência dos pais em casa, em alguns casos, o aluno é o filho mais velho, e tem assumido o papel de cuidar dos mais novos.

Maria Aparecida destaca que a leitura semanal do jornal tem sido importante no momento da escrita, “percebo que eles têm mais argumentos, estão mais criativos”.

Agora a turma vai começar a pensar no material que será enviado ao Concurso. O regulamento e folhas oficiais de produção já chegaram as escolas de Sarandi. A partir de agora é mãos à obra! Lembrando que as histórias em quadrinhos podem ser enviadas, via correio, ao Diário na Escola até dia 20 de outubro.

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