O Diário na Escola

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Estrada, jornal e paixão pelo que faz

Categorias: comportamento, curiosidade, educação em pauta, inovação, professor

Dez anos participando do Diário na Escola, 16 anos de profissão e uma rotina que inclui 52 kilômetros por dia. Esta é a realidade de Sandra Cristiane Fratini de Castro. Moradora de Floraí, a professora viaja todos os dias até Barão de Lucena – distrito de Nova Esperança – para lecionar aos alunos do 5º ano da Escola Municipal Padre Ladislau Ban.

A professora está sempre buscando recursos para inovar suas aulas e considera o jornal impresso material fundamental em sala, tanto quanto caderno e livro didático. “Faço parte do Diário na Escola desde os primeiros anos do Programa. A cada novo período letivo fico ansiosa pela renovação da parceria”.

Sandra destaca que o jornal é um material que apresenta textos com conteúdos próximos à realidade dos alunos, com isso eles se sentem atraídos pela leitura. “Depois de ler algumas matérias sempre abro espaço para discussão, neste momento as crianças contam que já presenciaram fatos parecidos ao da notícia, ou conhecem alguém que já viveram a mesma situação, com isso há uma grande troca de conhecimento”.

Para a diretora da escola Tânia Cristina Toná o acesso ao jornal é uma oportunidade única para os alunos. “Em nosso município não temos entregadores do impresso, se o material não viesse para escola essas crianças não conheceriam textos tão ricos e não se manteriam atualizadas”.

A coordenadora pedagógica Margarete Lopes Rodrigues relata que Sandra desenvolve muitas atividades em grupo utilizando o jornal como suporte. “A professora é dinâmica e isso motiva os estudantes, na sala em que ela leciona não temos problemas de relacionamentos porque as crianças estão adaptadas a trabalharem juntas, um ajudando o outro”.

“Falo para os estudantes que somos uma família, alguns passam mais tempo comigo e com os colegas do que com os pais. Todos os dias separo cerca de 15 minutos para conversarmos sobre o que quiserem, assim as crianças se abrem e discutimos soluções para os problemas, isso tudo os deixou mais confiantes e refletiu no avanço do aprendizado”, ressalta Sandra.

Ao longo dos dez anos em que trabalha com o Diário em sala, a professora presenciou mudanças nos estudantes após o contato com o material. “No começo do ano as crianças chegam mais tímidas, com dificuldades em se expressar. Depois de algumas aulas com a leitura do jornal percebo que elas adquirem vocabulário e argumentos, com isso passam a ser mais participativas das discussões e melhoram as produções textuais”.

A aluna Nayra Milena dos Santos Alves adora o caderno de cultura do impresso, mas enfatiza que as notícias são muito importantes para o futuro. “Minha mãe me ensinou que devo me manter informada, quando levo o jornal para casa nós sempre conversamos sobre as matérias. Meu padrasto encontrou um carro do interesse dele nos classificados do Diário, agora está negociando, espero que a compra dê certo”.

Diogo Costa Portel é aluno do 5º ano e quando pega o jornal vai direto no caderno de esportes. “Gosto de ler sobre os atletas, os campeonatos e tudo o que acontece no mundo. O Diário tem me ajudado também nas tarefas de casa, muitas vezes para resolver a atividade do livro didático eu faço pesquisa nas notícias publicadas”.

Além de propostas como leitura e interpretação textual, Sandra propõe trabalhos com o impresso que envolvem gramática, matemática, artes, opinião e outras questões que auxiliam no trabalho diário em sala de aula.

“Todo fim de ano letivo fico satisfeita com os resultados que encontro. O contato com o jornal torna meus alunos mais críticos e antenados, fica a sensação de que plantei a sementinha de cidadãos que farão a diferença na sociedade”, comemora Sandra.

DEDICAÇÃO - Professora Sandra e diretora Tânia com os alunos participantes do Diário na Escola

DEDICAÇÃO – Professora Sandra e diretora Tânia com os alunos participantes do Diário na Escola

No dia do mestre, uma história de dedicação

Categorias: agradecimento, comportamento, educação em pauta, escola, inovação, lição, profissional

Ambientes educativos conflituosos, estruturas físicas inadequadas e a falta de limites em um grande número de alunos, são fatores que levam a desmotivação dos profissionais e ao descrédito da educação. Mesmo dentro dessa realidade, ainda é possível encontrar professores que resistam a esses indícios negativos e se destacam positivamente. A exemplo do professor Luciano Pereira dos Santos.

O sonho de lecionar surgiu na infância, as dificuldades para cursar uma faculdade integral no município vizinho eram muitas, mas Luciano não desistiu. Com esforço e dedicação foi graduado em educação física pela Universidade Estadual de Maringá (UEM).

Depois de formado, Luciano foi professor por 14 anos em escolas de Sarandi – cidade em que sempre viveu – até que assumiu o cargo de diretor do Colégio Estadual Helena Kolody.

Foi neste momento que ele mostrou o seu diferencial.

Em 2005, a instituição foi inaugurada e Luciano foi trabalhar no colégio. Situado em um bairro periférico, em pouco tempo o cenário escolar já era bastante complicado, com problemas disciplinares e sociais, como uso de drogas, violência e até prostituição infantil.

“Eu cresci em Sarandi e sempre acreditei que poderia fazer mais pela minha cidade, em especial pela educação do município, não poderia ficar passivo diante de tantos problemas. Decidi que era o momento de ser um agente de transformação no colégio, e assim, motivar mais pessoas a lutar comigo”, destaca Luciano.

Focado em fazer a diferença, logo que assumiu o cargo de diretor em 2009, Luciano começou a buscar recursos que pudessem modificar a realidade de um colégio depredado, com altos índices de violência e evasão escolar.

Depois de conseguir verba para a reforma na estrutura, o diretor teve uma ajuda especial, pais e vizinhos da escola se uniram para auxiliar nos trabalhos oferecendo mão-de-obra. “A colaboração foi de grande importância para o resultado, pais de família dispuseram de seu tempo vago para ajudar a colocar uma telha, trocar o vidro de uma janela, foi incrível!”, comemora o diretor.

As mudanças da estrutura física contribuíram para outra alteração, a comportamental. Uma escola que formava 12 alunos no terceiro ano do ensino médio, está com três turmas de 35 alunos, cada, prestes a se formar.

Para diminuir os índices de violência Luciano contou com a ajuda da Patrulha Escolar e do Conselho Tutelar, que passaram a estar mais presentes no colégio, não só promovendo a segurança, mas também realizando palestras de conscientização.

“Sou aluno do Helena Kolody desde 2007, a realidade que vivo agora dentro da escola é muito diferente. Antes eu tinha medo de vir pra cá, andava sempre com a bolsa nas costas por medo de ser roubado, pulava o muro pra matar aula, os espaços eram todos sujos, eu não tinha motivação para estudar. Hoje tenho orgulho de falar onde estudo, converso com amigos de outros colégios e percebo que o meu é modelo de educação”, conta o aluno Alysson Ribeiro.

Luciano desenvolveu projetos de cultura, artes e informações sobre o mercado de trabalho envolvendo pais e alunos nas atividades dentro do ambiente escolar. “Este ano já realizamos Festival de Música, Campeonato de Futsal masculino e Voleibol feminino, além de palestras sobre a importância da água, o acesso ao ensino superior e questões que envolvem a saúde”, relata.

O colégio também oferece sala de informática com equipamentos em ótimas condições de uso, laboratório de química e espaço climatizado com data-show para a realização de eventos. Reuniões e assembleias com os responsáveis, para discutir melhorias na instituição, fazem parte da rotina da escola.

Juliana Marques é auxiliar administrativa no colégio e trabalha lá desde a gestão anterior. “Depois que o Luciano assumiu a diretoria eu passei a trabalhar com mais segurança, os pais ficam tranquilos ao deixarem seus filhos na escola, e os alunos têm ótimo comportamento. Desejo que outros professores e diretores se motivem com a história do Luciano e comecem a fazer mais pela educação brasileira”.

As boas ações não param por aí, nas horas vagas o diretor ainda exerce o cargo de professor voluntário e treina vôlei com um grupo de alunas do colégio.

Para Luciano, educar é mais do que reproduzir o conhecimento, é formar consciência no estudante. “Penso que a criança e o adolescente são os cidadãos que vão mudar o futuro da sociedade, por isso é muito importante que o educador goste de gente, pense coletivamente, e assim, trabalhe com amor, dedicação, ética e responsabilidade”, enfatiza.

SUPERAÇÃO - Alunos comemoram com o diretor Luciano a oportunidade em fazer parte de uma escola que hoje é exemplo. Ao fundo, a imagem da poetisa que deu nome a instituição

SUPERAÇÃO – Alunos comemoram com o diretor Luciano a oportunidade em fazer parte de uma escola que hoje é exemplo. Ao fundo, a imagem da poetisa que deu nome a instituição

Saúde bucal é conteúdo escolar para alunos de Ângulo

Categorias: campanha, comportamento, eventos, infância, saúde

IMG_0602Ensinar a criança a cuidar dos dentes desde pequena é um investimento que trará benefícios para o resto da vida dela. Com esta preocupação, as secretarias de educação e saúde, de Ângulo, se uniram com a diretoria das escolas do município e desenvolveram a ação “Dia de prevenção contra cáries”.

Para a realização do evento, a secretária de saúde Sandra Regina da Cunha Silva, convidou os alunos do 1º ano do curso de odontologia, da Faculdade Uningá, a repassar para as crianças os conhecimentos necessários para um cuidado diário com os dentes.

“É muito importante essa preocupação que as autoridades de Ângulo tiveram, mesmo porque algumas crianças passam mais tempo na escola do que em casa, por isso temas relacionados à saúde devem estar sempre presentes dentro das instituições”, destaca a professora da Uningá, Suzana Góia.

IMG_0611No evento, os participantes acompanharam palestras sobre orientação de escovação, uso do flúor e fio dental. Assistiram a vídeos explicativos e teatro de fantoches, tiveram também um momento de diversão com atividades lúdicas, e ainda receberam um kit da Colgate contendo escova e pasta de dentes, sabonete e livro educativo. Tudo isso para que as crianças saíssem prontas para colocar em prática todo o conteúdo adquirido.

“Envolver nossos alunos em atividades culturais proporciona a eles uma oportunidade de novos conhecimentos. Na escola já adotamos uma vez por semana o “Dia do Flúor” – em que todas as crianças fazem a escovação com a substância – isso já melhorou muito os casos de cáries, mas é sempre preciso motivá-las para que não esqueçam a importância da saúde bucal”, relata a diretora da Escola Municipal Padre José de Anchieta, Tânia Cristina Cintra Brunhera.

O aluno Augusto Machado Faria, conta que tenta cuidar dos dentes o máximo possível, mas confessa que em alguns dias uma ou outra escovação deixa de ser feita. “A partir de hoje vou me cuidar mais, não só porque é importante, mas também porque quero ter um sorriso bonito”.

A professora, Juraci Souza enfatiza que mesmo as crianças sabendo que após o lanche todos os dias elas precisam escovar os dentes, algumas não levam a escova para escola. “Combinei com meus alunos que o kit que receberam da Colgate vai ficar dentro da mochila escolar, assim não terão mais desculpas para não realizar a escovação depois de lanchar”.

“Organizamos o evento pensando na prevenção. Desejamos que os mais velhos, depois do que aprenderam, passem a motivar os mais novos a cuidarem das questões que envolvem a higiene bucal”, conta a dentista do município, Danielli Moreno Lopes.

Em Ângulo a secretaria de saúde desenvolve ações semanalmente para ensinar mães e pais a realizarem escovação em bebês, alertando que mesmo sem dentes, cuidar da gengiva é essencial. Além disso, todos os alunos moradores da vila rural têm direito a sair durante o horário de aula para ir ao dentista, porque a maioria não teria acesso ao transporte para consultar em outro momento do dia.

O secretário de educação de Ângulo, Ivan Carlos Cunha Fernandes, agradece à secretaria municipal de saúde pelo apoio na conscientização e acompanhamento da saúde bucal das crianças. “Ações intersetoriais deste tipo contribuem demasiadamente na formação de pessoas saudáveis, influenciando diretamente na qualidade de vida de toda nossa população”.

“Estou feliz em ter participado deste evento, as crianças são atentas, questionam e prometem mais dedicação aos cuidados bucais, isso tudo é muito gratificante. Estou esperançosa que o conhecimento também será repassado a toda família”, comemora a aluna da Uningá, Beatriz da Rocha Picotti.

A mídia na educação

Categorias: cidadania, comportamento, cultura, educação em pauta, Sobre O Diário na Escola

elza“O Programa o Diário na Escola tem contribuído de forma relevante para o desenvolvimento de competências essenciais para o exercício da cidadania. Os alunos são instigados pela professora a contextualizar a notícia com os conteúdos ensinados em sala de aula, desta forma trabalha-se a interdisciplinaridade e desperta-se a reflexão das matérias inseridas num contexto atual. Esse  trabalho com o texto jornalístico é real porque há comprometimento e participação da equipe pedagógica da escola, professora e alunos”. – Elza Bernuci Crippa, secretária de educação de Flórida.

A mídia na educação

Categorias: comportamento, criticidade, cultura, educação em pauta, informação, reflexão, Sobre O Diário na Escola

Maria Inez“O programa educacional O Diário na Escola vem trabalhando a reflexão teórica e prática sobre a utilização do impresso na sala de aula. O projeto realiza encontros para discutir metodologias de atividades que contemplam a interdisciplinaridade, a leitura crítica e a discussão da cidadania através de assuntos veiculados nas páginas do jornal. A principal contribuição do Diário na Escola é estimular o gosto pela leitura diversificada nos estudantes, tendo o jornal como objeto de estudo – seus conteúdos, linguagens e tipologias – além de contribuir para o desenvolvimento de um processo de ensino-aprendizagem mais dinâmico e criativo, estimulando a construção da cidadania em toda a comunidade escolar. Em nosso município o Programa inovou as metodologias do professor, destacando que, o trabalho realizado é educativo e promove não só a aprendizagem escolar do aluno, mas também, em grande medida, sua formação como pessoa”. – Maria Inez Benites Bria, secretária de educação de Marialva.

Alunos de Ivatuba participam de palestra sobre educação financeira

Categorias: cidadania, comportamento, cultura, oficina

As prioridades de consumo e necessidades de cada indivíduo são muito pessoais, porém sabe-se que gastar dinheiro de forma errada pode acarretar problemas financeiros e familiares. Pensando nisso, o Instituto Sicoob Paraná desenvolve o projeto “Educação Financeira”, que consiste em orientações e conceitos sobre a temática por meio de palestras, e da disponibilização de cartilhas educativas, que podem contribuir no planejamento financeiro das famílias.

Em Ivatuba, a ação foi realizada com os alunos da Escola Municipal Afrânio Peixoto. “Atividades como esta são essenciais para as crianças, afinal, elas são o nosso futuro e precisam começar a se preocupar e valorizar o dinheiro que os pais ganham, para lá na frente desfrutarem de uma vida confortável”, conta a coordenadora pedagógica, Maria de Lourdes Macedo Rodrigues.

“A expectativa do Instituto Sicoob é criar uma mentalidade adequada e saudável sobre dinheiro, bem como fortalecer ações para que haja disciplina no controle do orçamento doméstico e liberdade financeira”, destaca o palestrante e voluntário social Adilso Augustinho Carniel.

Uma vídeo aula sobre equilíbrio financeiro foi apresentada aos alunos, com conteúdo dinâmico e divertido, os personagens representaram quais são as melhores formas de se gastar o dinheiro e a importância de poupar alguma quantia, sempre, seja para uma emergência ou para alguma aquisição. Buscando o equilíbrio entre o que se ganha e o que se gasta.

“Aprendi que o dinheiro que meus pais recebem deve ser gasto com aquilo que realmente é necessário, como por exemplo, alimentação e educação, o resto devo guardar ou fazer algum investimento, vou repassar isso a eles”, afirma a aluna do 5º ano, Beatrys Ranek de Santana.

Os estudantes que participaram da palestra também conheceram sobre a origem da moeda, como ficar milionário poupando cinco reais por dia, o trabalho dos bancos e cooperativas de crédito, e como fazer um orçamento familiar.

“A educação financeira é algo sempre discutido na sociedade, gostamos de aproximar nossos alunos dessas questões. Com certeza tudo o que os pequenos ouviram hoje, vão levar para a vida, todos eles querem um futuro melhor, e a partir de agora já estão conscientes sobre como conseguir seus objetivos, em especial, os financeiros”, conta a diretora Maria Luiza Macedo Rodrigues.

Os estudantes que estiveram na palestra ainda não trabalham, por isso não ajudam com dinheiro no orçamento de casa, mas Adilso apresentou-lhes outras formas de contribuir com as contas, como por exemplo: banhos rápidos, diminuir o abre e fecha da geladeira, não desperdiçar alimentos, apagar as luzes, entre outras pequenas ações que evitam gastos desnecessários.

“Na minha casa seguimos boa parte das instruções de economia que foram destacadas hoje. A exemplo da pensão que recebo do meu pai, metade do dinheiro uso para comprar coisas que preciso, a outra metade guardo na minha poupança para usar quando eu for cursar faculdade de engenharia civil”, ressalta a aluna do 5º ano, Gabriela Gussi.

As crianças levaram para casa um manual do Instituto Sicoob com uma planilha de orçamento doméstico que vai auxiliar as famílias a organizarem suas receitas e despesas. Além disso, cada aluno recebeu um cofrinho para incentivá-los a poupar e, desde já, criar uma consciência financeira.

Professora já começa a preparar alunos para Concurso do Gibi

Categorias: atividades, comportamento, Concursos, filhos, fora da escola

Na última sexta-feira, dia 20, teve início o prazo de envio das produções para o Concurso do Gibi. Em sua 8ª edição, o desafio é fazer com que a partir da leitura de uma notícia do jornal O Diário, o aluno crie uma história em quadrinhos.

Não querendo perder tempo para o envio das produções de seus alunos, a professora Maria Aparecida Pereira, que leciona para o 5º ano, na Escola Municipal Yoshio Hayashi, em Sarandi já está pondo a “mão na massa”. Ela quer aproveitar todo o conhecimento que adquiriu no Encontro de Capacitação Pedagógico, “Histórias em Quadrinhos: linguagens e ludicidade nas produções textuais”, promovido pelo Diário na Escola. “O encontro me orientou o passo a passo da produção de uma HQ e isso está tornando mais fácil o trabalho com as crianças.”

Motivada pela proposta ela conta como está desenvolvendo as etapas de produção com os alunos. “Solicitei que primeiro escrevessem o enredo da história no caderno e só depois fossem para a parte dos desenhos, o que gerou bons resultados”, conta Maria Aparecida.

Para a realização da atividade a turma escolheu uma matéria publicada em O Diário sobre o tema família. A professora relata que em boa parte das histórias criadas percebeu a ausência dos pais em casa, em alguns casos, o aluno é o filho mais velho, e tem assumido o papel de cuidar dos mais novos.

Maria Aparecida destaca que a leitura semanal do jornal tem sido importante no momento da escrita, “percebo que eles têm mais argumentos, estão mais criativos”.

Agora a turma vai começar a pensar no material que será enviado ao Concurso. O regulamento e folhas oficiais de produção já chegaram as escolas de Sarandi. A partir de agora é mãos à obra! Lembrando que as histórias em quadrinhos podem ser enviadas, via correio, ao Diário na Escola até dia 20 de outubro.

Oficina de Trânsito VIAPAR

Categorias: cidadania, comportamento, crianças, oficina

O que não se deve falar para as crianças

Categorias: cidadania, comportamento, crianças, educação em pauta

Pediatra lista 10 coisas que não devemos dizer para as crianças. Vale a pena ler, já que isso pode influenciar (e muito!) na personalidade delas.

1 – Não rotule seu filho de pestinha, chato, lerdo ou outro adjetivo agressivo, mesmo que de brincadeira. Isso fará com que ele se torne realmente isso.

2 – Não diga apenas sim. Os nãos e porquês fazem parte da relação de amizade que os pais querem construir com os filhos.

3 – Não pergunte à criança se ela quer fazer uma atividade obrigatória ou ir a um evento indispensável. Diga apenas que agora é a hora de fazer.

4 – Não mande a criança parar de chorar. Se for o caso, pergunte o motivo do choro ou apenas peça que mantenha a calma, ensinando assim a lidar com suas emoções.

5 – Não diga que a injeção não vai doer, porque você sabe que vai doer. A menos que seja gotinha, diga que será rápido ou apenas uma picadinha, mas não engane.

6 – Não diga palavrões. Seu filho vai repetir as palavras de baixo calão que ouvir.

7 – Não ria do erro da criança. Fazer piada com mau comportamento ou erros na troca de letras pode inibir o desenvolvimento saudável.

8 – Não diga mentiras. Todos os comportamentos dos pais são aprendidos pelos filhos e servem de espelho.

9 – Não diga que foi apenas um pesadelo e mande voltar para a cama. As crianças têm dificuldade de separar o mundo real do imaginário. Quando acontecer um sonho ruim, acalme seu filho e leve-o para a cama, fazendo companhia até dormir.

10 – Nunca diga que vai embora se não for obedecido. Ameaças e chantagens nunca são saudáveis.

Fonte: Psiconlinebrasil

Mural de Trabalhos

Categorias: atividades, comportamento

Em Flórida os alunos do 5º ano desenvolveram uma atividade bem divertida. A professora da Escola Municipal Duque de Caxias, Patrícia de Paiva Grilo, levou o jornal O Diário para a sala de aula e explicou para as crianças sobre horóscopo e astrologia. Em seguida, cada um recortou o símbolo dos signos, colou em um papel e escreveu suas previsões. Algumas crianças ainda brincaram: “Professora, no meu signo só vou escrever coisas boas!”. Confira as previsões feitas pelos alunos Arthur e Felipe do 5º ano “B”.

 

Esposa, mãe, escritora e mulher: Uma história de sentimentos e lições de vida

Categorias: comportamento, entrevista, reflexão, saúde

Na semana em que comemora-se o Dia Internacional da Mulher apresentamos a história de um exemplo feminino, Denise Bondan,  autora do livro “Anjo Desgarrado – bastidores de uma vida abençoada”. Uma história de amor que fala de um “anjo” de nome Leonardo. Um menino que nasceu com encefalopatia, a qual os médicos denominaram como um retardo mental com autismo.

A motivação em escrever o livro surgiu primeiramente após um grave acidente doméstico, que lesionou para sempre o olho esquerdo de Leonardo, além de um somatório de experiências surreais vividas ao longo de 28 anos ao lado dele.

Da expectativa do nascimento à conturbada e dramática descoberta da neuropatia do filho, dos seus primeiros passos à descoberta do peculiar autismo, a autora convida o leitor a vivenciar histórias deliciosamente cômicas, bem como dramáticas da vida dela, procurando alinhavar o relato sempre pela ótica do humor e das lentes do otimismo.
O leitor é guiado por entre flores e pedras, num passeio intenso e desafiador, isento, no entanto, de cores dramáticas e de sentimentalismo. Enquanto ela repensa, neste trajeto, na própria existência e o quanto o amor é fundamental para superar obstáculos e colorir a vida.
Apressado em voltar para a “casa de cima” (como assim Denise denomina o céu), Leonardo partiu deixando para a mãe a missão de divulgar o livro “Anjo Desgarrado”. Contando a sua história e a história de amor de sua família.

O DIÁRIO NA ESCOLA: Como você percebeu que Leonardo era diferente das outras crianças da mesma idade?

DENISE: Comecei a ficar ensimesmada com os atrasos nas ditas fases que o bebê deve cumprir, reportadas pelo famoso livro de um aclamado e reconhecido médico, o manual de todas as mães de filhos. Leonardo não sentava, não sustentava a cabeça no tempo certo, não começou a caminhar ou a falar segundo ditava a “normalidade” da bíblia dos bebês. Alguns comentários de pessoas próximas só aumentavam a desconfiança que já estava plantada dentro de mim: “Nossa, que criança boazinha! Nunca mais vais ter um filho assim!”, ou “Como ele se distrai sozinho…”. “Ele ainda não anda? Nem fala nada?”. Os pediatras não detectaram ou alertaram nada. Até que um deles disparou em mim o alarme que faltava, ao dizer “mãe, se Leonardo não andar até um ano e meio vou encaminhá-lo para um neurologista”. Concretizou-se o meu medo. Começava assim a longa jornada que duraria sua vida toda.

No livro você conta que a doença do seu filho não chegou a ter um único e definitivo diagnóstico. Qual era a dificuldade encontrada pelos médicos?

Leonardo primeiramente foi enquadrado como portador de uma variante da Síndrome de Lennox-Gastaut, por muitos anos. Depois taxado de autista com quadro de retardo mental severo. E finalmente, o que achamos mais sensato e próximo da sua realidade, diagnosticado como tendo uma encefalopatia qualquer (de padrão indeterminado) associada ao evidente retardo.

Mesmo sem saber exatamente a doença que Leonardo teve, que tratamentos médicos ele recebia?

Leo começou uma tardia estimulação precoce, por conta da demora em detectar-se seu atraso mental e motor. A beleza física de Leo sempre conferiu-lhe uma ar saudável. Nosso bebê dourado, no entanto, não se encaixava nos padrões da bem-aventurada “normalidade” apregoada por nossa sociedade. A partir da descoberta da sua encefalopatia começou a ser submetido a sessões de fono, fisioterapia, terapia ocupacional e, posteriormente, à sensacional equoterapia. E assim caminhou nesta necessária “via-sacra” por muitos anos, e progredia lentamente a cada estação.

Como foi a sua experiência de viver aqui, na Cidade Canção?

Quando chegamos à Maringá encantou-me sobremaneira a arborização da cidade. Preterimos Londrina porque foi paixão à primeira vista. Mas não posso dizer que foi um tempo fácil, pois foram dois anos e dois meses de muita solidão. Acabara de casar e de cortar o cordão umbilical que me atava aos meus pais. Meu marido viajava a semana toda e eu, ainda sem filhos, sentia dificuldade de socialização com a população flutuante de uma cidade jovem de apenas 33 anos na época. Para grande felicidade, porém, nutridos pelo forte sentimento de formar uma família, geramos nosso primogênito Leo, embalados pela beleza inspiradora da Cidade Canção.

A fase escolar do seu filho foi vivenciada em escolas especiais. Conte para nossos leitores um pouco dessa experiência.

As escolas fizeram de Leo um ser mais pleno. Desenvolveram e ampliaram seu potencial humano. Adquiriu habilidades como começar a comer sozinho, beber com copo sem ser de canudinho, utilizar o vaso sanitário, mesmo que para fazer xixi sentado, coisas aparentemente tão bobas, mas que para os pais são prêmios valiosíssimos e que melhoram tremendamente a sua qualidade de vida e a dos seus filhos. As escolas com seus valentes e dedicados profissionais preparam nossas crianças especiais, contribuindo para torná-las seres com maior possibilidade de inclusão.

Você disse em entrevista ao Programa FM Café, da Rádio FURG, que existem pais que depositam muita expectativa sob seus filhos. Na experiência que teve com Leonardo, que recado você deixaria a esses pais?

Tudo o que um pai e uma mãe deveriam projetar para um filho, seja ele especial ou normal, é a sua felicidade. Expectativas existem e são muitas vezes frustradas, por isto a sabedoria está em caminhar um pouco a cada dia, pondo no chão um pé de cada vez… E vibrar com as ínfimas conquistas. E se estas não ocorrerem, agradecer mesmo assim, por ter tido o privilégio de estar treinando, aprendendo com um anjo.

Nos 28 anos em que Leonardo esteve na sua vida, suas noites de sono eram interrompidas para trocar a fralda dele, por exemplo. Em algum momento isso chegou a ser um “peso” para você?

Claro. Sou humana e falível. O cansaço tomou o meu corpo incontáveis vezes ao longo de 28 anos. Desanimei, chorei, esperneei, mas depois acabava rindo das situações surreais em que estava metida por conta de ser aprendiz do meu anjo. A família toda, meu marido, meu filho Alexandre, todos no final nos deliciávamos com as peripécias de Leo e com a tragicomédia que era nossa vida. Importante frisar, tive também muita sorte! Meu esposo, peça fundamental desta família, foi sempre um ombro amigo nestas horas difíceis, uma parceria incansável e constante neste caminhar. Sem ele talvez não tivesse conseguido o equilíbrio necessário para andar nesta corda bamba, nas alturas em que a vida nos atirou.

Ser mãe do Leonardo foi um presente? Te tornou uma pessoa melhor?

Não tenho a menor dúvida quanto a isto. Leonardo foi um exercício espetacular das minhas “capacidades” de amor, de paciência e de superação dos meus limites. Sou o que sou – o que não é lá grande coisa, mas que é bem mais do que eu tinha e era – graças a ele ser quem ele foi. Um ser iluminado, inocente, sacana, transparente, verdadeiro, provocante, engraçado, rabugento, gaiato, amoroso. Um anjo sedutor.

Falando da questão familiar. Ter Leonardo como filho ou irmão, tornou a relação de vocês mais próxima?

Costumo dizer que orbitávamos em volta de nosso sol Leonardo! Ele era o ímã que nos atraía. Nossa relação era aquecida pela proximidade com o astro-rei. Havia vida e era em abundância. Abundava alegria, trabalho, cansaço físico e mental, humor, cumplicidade. Um pot-pourri maluco de sentimentos nos ligava como cola, mantendo-nos prisioneiros, totalmente reféns deste amor iluminado. Bem-aventurados todos nós. E agradecidos à Deus por nosso sol particular.

Que lição Leonardo deixou para você?

Meu “guru” Leonardo, sem dizer uma só palavra, ensinou-me muito do que sei hoje. Através dele descobri ter um manancial transbordante de paciência e de amor escondidos no fundo de mim mesma. Por causa dele fui capaz de extrair o melhor de mim. Paradoxalmente enquanto ele me consumia a força física, emocional, eu não me esvaziava. Notei que quanto mais precisava me doar, mais plena me tornava. Uma constante troca de marés… Assim era minha vida com Leo. Um renascer constante, onde a força brotava inexplicavelmente e me fazia capaz de prosseguir, apesar dos questionamentos e dúvidas em relação ao futuro com ele. Acho que o nome disto é amor incondicional. Leonardo, finalmente, me mostrou que não era preciso tudo ser ou estar perfeito para vivermos em paz, com alguma felicidade e que a sua “diferença” foi o diferencial abençoado do nosso unido e iluminado lar.

Que mensagem você passaria para os pais que têm filhos especiais?

Filhos especiais não são um “fardo” se os encararmos como um presente do qual podemos tirar grandes lições para a vida. Ninguém disse que a vida com eles é fácil. Nem que não vai haver cansaço, desalento e um turbilhão de dúvidas no meio do caminho. Caminhamos sobre uma pedreira, muitas vezes no escuro. Mas quando há amor e verdadeira dedicação ao ser amado, as flores brotam por entre pedras e luzes aparecem sinalizando o nosso caminhar. Lá na frente olharás para trás e verás quanta beleza houve no caminho. Afinal, não carregas um saco de pedras… Carregas simplesmente um filho-desafio. E por causa dele serás uma pessoa mais leve, um ser humano melhor. Por mais que não acredites agora, ele foi a melhor coisa que aconteceu na tua vida. A sabedoria do tempo dirá.

Leonardo: O anjo loiro, lindo e sedutor de Denise Bondan

Volta às aulas sem crise

Categorias: alfabetização, comportamento, crianças

As férias chegaram ao fim e com o início do novo período letivo, horários e responsabilidades voltam a fazer parte do dia a dia das crianças e dos adolescentes. Para que o retorno às aulas seja tranquilo é preciso se organizar e se ajustar à nova realidade.

Buscando uma melhor adaptação aos horários, estes devem ser regulados duas semanas antes do primeiro dia de aula. Afinal, se o aluno voltar à escola sem o sono adequado, seu desempenho poderá ser prejudicado.

Especialistas recomendam que os pais deixem o filho participar do processo de preparação para a volta às aulas.

A psicopedagoga, Denise Mattos, em entrevista para o site IG destaca que a criança esteja presente na compra dos materiais novos. Além de ser importante ela gostar dos itens de papelaria que usará e se familiarizar com os novos livros, esta é uma ótima chance para conversar sobre dinheiro. “Se o que a criança escolher estiver fora das possibilidades da família ou for supérfluo, a mãe deve explicar isso com naturalidade e ajudá-la a encontrar alternativas”, afirma Denise.

Já de volta às aulas, uma questão importante é sobre o aluno que vai mudar de escola. É natural que ele se sinta inseguro. Nesse caso, pais e instituição devem trabalhar juntos para deixá-lo à vontade. Uma boa sugestão é os colégios organizarem um encontro para professores, alunos novos e seus pais antes do início letivo.

Adriana Stelmacki de Gasperin é mãe do Gabriel, de seis anos, e este é o primeiro ano dele numa escola nova. “Nos primeiros dias é muita novidade, o ambiente, espaço físico, atividades, professores, alunos, tudo isso acabou atraindo ele, mas quando chega em casa ainda lembra e fala da escola anterior, pela ligação que tinha com os amigos”, relata.

Os pais de primeira viagem parecem sofrer mais com a separação. Para amenizar as aflições, vários preparativos são necessários, desde reorganizar a rotina diária até acolher as expectativas e anseios das crianças frente à nova etapa que irão vivenciar.

Juliane Mantovani Cardoso é um das mães de primeira viagem que ainda sofre com a separação ao deixar o pequeno Benjamim, de 1 ano e 5 meses, na escola. “Tenho um mix de sentimentos, pois é triste deixá-lo e vê-lo chorando, mas é muito bom na hora de ir buscá-lo e ver o rostinho dele de alegria ao me ver. Acredito que meu coração vai se acostumar logo, assim espero”, desabafa.

Na fase da educação infantil é comum que as escolas organizem um cronograma gradual e flexível para o ingresso das crianças, condizente com as necessidades da primeira infância.

É fundamental que os pais sigam adequadamente os combinados feitos com a escola, para que a criança possa ter credibilidade de que aquela é uma maneira segura dela fazer parte daquele novo ambiente. Avisar o pequeno alguns dias antes do início das aulas, dando uma noção geral do que irá acontecer na escola, também facilita a construção de confiança.

Nos primeiros dias de aula costuma-se solicitar a presença de um adulto responsável, para que a transição aos novos cuidadores – professores e funcionários da escola – seja feita de maneira não abrupta. É importante que esse adulto esteja apto a lidar com a separação da criança, pois os sentimentos e comportamentos infantis podem ser influenciados pela angústia excessiva de quem a acompanha.

Benjamim, que foi mencionado acima, está se adaptando bem ao primeiro contato com a escola. A mãe dele, Juliane, conta que apesar da pouca idade ele é muito comunicativo, e adora estar perto e interagindo com outras crianças. “A adaptação na cabecinha dele talvez esteja sendo mais lenta, porque desde que nasceu ele passava o dia todo só comigo”.

Caso a criança demonstre maior dificuldade em aderir à rotina prevista, os pais devem conversar e procurar soluções juntamente à diretoria. O mais importante é encontrar meios de não interromper a adaptação escolar, ainda que o pequeno expresse uma recusa em frequentar a instituição.

Aos adultos atarefados, muito cuidado! Muitas vezes eles não se dão conta de que as crianças, principalmente as menores, possam ter medo de serem esquecidas na escola. Por isso, o responsável por buscá-las deve ter cuidado redobrado nos primeiros dias de aula e estar na porta assim que elas saírem. Sabendo que não serão deixados para trás, os pequenos se sentem seguros para enfrentar o ano letivo.

A partir do sexto ano do ensino fundamental – antiga quinta série – tem início uma grande mudança na organização escolar. Em geral, a quantidade de disciplinas curriculares e de professores aumenta, e assim, os alunos deverão desenvolver cada vez mais autonomia e compromisso com os estudos.
Também é comum que os espaços escolares sejam compartilhados entre os alunos adolescentes, o que introduz grandes transformações na socialização da criança.
De fato, é importante que os pais reconheçam a necessidade de um maior distanciamento da rotina dos filhos, respeitando que eles escolham a melhor maneira de cumprir com seus compromissos escolares, sem que isso signifique deixá-los completamente desacompanhados.
Ao longo do ensino médio a preocupação com os vestibulares pode tornar os alunos e os pais excessivamente ansiosos. Uma disciplina diária de estudos mais prolongada deve ser incentivada desde a volta às aulas, mas sem promover uma pressão exaustiva.

No caso de aluno repetente, essa situação chata deve ser enfrentada com atitude positiva. No início das aulas é bom transmitir a ele confiança, acreditar que agora ele será capaz. Nada de frases como “Neste ano a responsabilidade é maior”. Reforço negativo é a última coisa que ele precisa.

Não importa a idade ou a fase, vale sempre aos pais lembrarem que a vida escolar se constrói nos acontecimentos cotidianos, rotineiros ou inesperados, alegres ou tristes, com ou sem conflitos. Cabe aos pais valorizar a presença integral dos filhos em tudo aquilo que a escola proporciona, desde o primeiro dia de aula, em cada etapa desse percurso da construção de si mesmos.

Opinião

Categorias: comportamento, cultura, entrevista

O termo “aula de religião” foi historicamente ensinado nos parâmetros do cristianismo católico e já foi legalmente superado na Constituição Federal de 1988, artigo 210, e na Lei 9475/97. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional estabelece que: “o ensino religioso, de matrícula facultativa, é parte integrante da formação do cidadão, constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental, assegurando o respeito à diversidade cultural e religiosa do Brasil, vedadas quaisquer formas de proselitismo”. A equipe do Diário na Escola conversou com o arcebispo de Maringá, Dom Anuar Battisti, para saber o posicionamento dele sobre esta temática.

 O DIÁRIO NA ESCOLA: Considerando que o nosso país tem uma grande diversidade religiosa, qual a importância da disciplina de ensino religioso nas escolas? E como devem ser repassados estes ensinamentos aos alunos?

DOM ANUAR BATTISTI: Podemos tomar a Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional como ponto de partida para uma reflexão sobre o tema.

1 – É afirmado que o ensino religioso é “parte integrante da formação do cidadão”. A própria noção de educação exige uma relação ensino-aprendizagem que contribua para a formação da pessoa toda, com todas as suas dimensões: física, intelectual, moral e também espiritual. Uma educação que se limite a um ou apenas alguns aspectos do “humano”, é redutiva, não pode ser chamada de educação para um humanismo integral. O ensino religioso, portanto, é parte da formação do cidadão e é um dever da escola oferecê-la, com qualidade, nos parâmetros estabelecidos pela lei.

2 – Facultativa é a matrícula na disciplina. Dever da escola, direito do estudante. Mas cabe ao estudante, se for de maior idade, ou a seus pais ou responsáveis, se for de menor. Essa escolha a família fará levando em conta suas convicções religiosas e o que efetivamente é oferecido pela escola.

3 – No ensino, dois critérios gerais são indicados: o respeito à pluralidade – diversidade religiosa e cultural – e a proibição do proselitismo (esforço de fazer uma pessoa aderir a um determinado credo). A diversidade religiosa e cultural é o critério positivo. A cultural é mais ampla e contempla a possibilidade de incluir a unidade religiosa. Por exemplo: há europeus católicos, africanos católicos, sul-americanos católicos… A diversidade religiosa é que precisa ser melhor compreendida do ponto de vista da disciplina do ensino religioso. Se a escola oferece apenas uma modalidade de ensino religioso, ele precisaria ficar nos elementos comuns a todas as religiões das quais os alunos daquela, ou sua família, são membros. Neste caso, as aulas deveriam tratar da religião em seu sentido antropológico.

4 - O acordo Brasil – Santa Sé, no artigo 11 reitera a importância do ensino religioso para a formação da pessoa e expressa assim a questão: “ §1º. O ensino religioso, católico e de outras confissões religiosas, de matrícula facultativa, constitui disciplina dos horários normais das escolas públicas de ensino fundamental, assegurado o respeito à diversidade cultural religiosa do Brasil, em conformidade com a Constituição e as outras leis vigentes, sem qualquer forma de discriminação”. A diferença principal é a expressão: “católico ou de outras confissões religiosas”. É normal essa explicitação, pois se trata de um acordo com a Santa Sé. Mas não é só essa a novidade: aí se inclui a previsão de um ensino religioso não a-confessional. Essa proposta prevê a oferta de ensino religioso plural na escola, para que os estudantes, ou seus pais, possam fazer uma opção entre mais de uma possibilidade. Aqui a discussão é grande, não podemos apresentar todas as tendências.

Nós sustentamos, portanto, o direito universal ao ensino religioso, de matrícula facultativa. Mas postulamos a confessionalidade desse ensino.

  • por: Nayara Spessato
  • Postado em: 20 de fevereiro de 2013 às 08:42
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Religião em Foco

Categorias: comportamento, debate, sociedade

O assunto que movimentou a mídia e toda a sociedade nos últimos dias foi a decisão – inesperada pela comunidade católica – do Papa Bento XVI em deixar a liderança da Igreja, abandonando o cargo no próximo dia 28 de fevereiro. Em comunicado, o religioso disse que sua força não é mais adequada para continuar no posto devido à idade avançada e que a decisão é pelo bem da Igreja. O Vaticano ainda não divulgou qual será o processo para a substituição do líder, mas disse que Joseph Ratzinger deverá se recolher a um mosteiro após a escolha de seu sucessor. Ratzinger é o quarto Papa a renunciar ao cargo. A última vez que isso aconteceu foi há quase 600 anos.

Historicamente a religião esteve em todas as sociedades, configurando-se como um importante aspecto da existência humana e sendo objeto de estudo em diferentes períodos da história.

Presente na vida de um grande número de pessoas, a religião permeia também o espaço escolar através do ensino religioso. Essa disciplina é o centro de uma problemática que acompanha a educação brasileira desde o início da era republicana, quando se estabeleceu a separação entre Estado e Igreja.

O Brasil é um país que possui uma rica diversidade religiosa. Em função da miscigenação cultural, fruto dos vários processos migratórios, encontramos aqui diversas religiões (cristã, islâmica, afro-brasileira, judaíca, etc).

Por possuir um Estado Laico (aquele que não possui uma religião oficial, mantendo-se neutro e imparcial no que se refere aos temas religiosos), o Brasil apresenta liberdade de culto religioso.

De acordo com os dados do censo do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) de 2010, os brasileiros cristãos seguidores da religião católica apostólica romana somam 64,6% da população; evangélicos: 22,2%; espíritas: 2%; umbanda e candomblé: 0,3%; sem religião 8%; outras religiosidades: 2,7% e não sabem ou não declararam: 0,1%.

Na Educação

O ensino religioso nas escolas é um assunto que provoca discussões entre representantes da comunidade escolar, das religiões e do governo. A polêmica ficou mais acirrada depois que o ex-presidente Luís Inácio Lula da Silva assinou em 2008 um acordo entre Brasil e Santa Sé. O artigo 11 do documento estabelece a obrigatoriedade do oferecimento de ensino religioso pelas escolas públicas brasileiras.

Talvez a principal problemática relacionada ao ensino religioso em escolas públicas seja o laicismo do Estado, isto é, embora não sejam anti-religiosos os órgãos públicos devem ser neutros em questões de consciência e liberdade religiosas.

Um dos objetivos do Fórum Nacional Permanente para o Ensino Religioso (FONAPER) foi alcançado em março de 1996, com a criação dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCNs). O documento propõe que seja evitado qualquer argumento de convencimento que levem as pessoas a se converter a determinadas ideias, crenças ou doutrinação, mas salienta que deve ser oferecido ao aluno o conhecimento da diversidade de manifestações religiosas em seus aspectos filosóficos, sociológicos, históricos e psicológicos.

Se a Constituição criou um Estado Laico, mas ao mesmo tempo estabeleceu o ensino religioso nas escolas públicas, foi para permitir às crianças adquirir conhecimento de que existem religiões e crenças distintas daquelas praticadas por seus familiares e aprender a respeitá-las.

Esse modelo de ensino religioso deve se articular em torno de cinco eixos: culturas e religiões, escrituras sagradas, teologias, ritos e ethos (síntese dos costumes dos povos), além de ter por objetivo a reflexão e despertar a dimensão religiosa do ser humano.

Pensando nisso, o FONAPER tem promovido palestras e seminários em vários estados, na tentativa de capacitar os professores.

O ensino religioso enquanto parte integrante da formação básica do cidadão, não deve ter como objetivo formar um fiel ligado à determinada igreja. Lembrando ainda que a religião não é a única fonte de moralidade existente na sociedade capaz de garantir o comportamento correto dos indivíduos na esfera pública. Os ensinamentos vêm tentando mostrar valores de fundo religioso que possibilitem uma sociedade mais equilibrada.

Ainda que bastante referenciado, é importante destacar que passados quase 16 anos, desde a sua criação, os Parâmetros Curriculares Nacionais, não foram reconhecidos pelo Ministério de Educação e Cultura (MEC), sendo assim, suas diretrizes não são adotadas de forma sistemática em todo o território nacional.

Alguns estados como Paraná e Santa Catarina e até mesmo municípios – é o caso de Santos, no interior paulista – criaram suas próprias diretrizes curriculares, ainda que relacionadas com as estabelecidas pelo FONAPER. Nesses e em outros estados do sudeste são oferecidos cursos de especialização em ensino religioso, no entanto somente em Santa Catarina, Minas Gerais e Brasília existem cursos de Graduação nessa área.  Nas demais regiões do Brasil, a formação docente para os professores de ensino religioso é inexistente.

A família: tempos difíceis

Categorias: comportamento, crianças, entrevista, filhos, fora da escola

O Diário na Escola entrevista esta semana a psicóloga que está sendo considerada uma sumidade quando o assunto é comportamento e relacionamento familiar, e o currículo não é pequeno. Conhecida do público por participar do Divã do Faustão (quadro do Programa O Domingão do Faustão), em que faz uma análise de acontecimentos de grande repercussão social, Elizabeth Monteiro é autora das obras; “Criando filhos em tempos difíceis – Atitudes e brincadeiras para uma infância feliz” (livro esgotado a ser relançado em abril), “Criando adolescentes em tempos difíceis” e da mais recente obra: “A culpa é da mãe – Reflexões e confissões acerca da maternidade” (que já está em sua terceira edição).

Para Betty, como gosta de ser chamada; escrever é uma forma de falar com o outro além das paredes de seu consultório. “Não nasci somente para saborear a vida, mas para deixar uma parcela de contribuição daquilo que sei, àqueles que necessitam”, desabafa.

Pedagoga especializou-se em Psicopedagogia, tendo em seguida se formado psicóloga. Assim como a rotina de muitas mulheres hoje, ao mesmo tempo em que estudava e trabalhava, ela cuidava da família. Casada há quarenta anos com seu primeiro namorado, tem quatro filhos e, até agora, quatro netos.

Atriz e modelo nas horas vagas, Betty trabalha em seu consultório particular, na cidade de São Paulo, atendendo crianças, adolescentes e adultos.

Estuda a História Antiga, viaja em busca de novos conhecimentos – especialmente sobre o homem e outras culturas – fala três idiomas e dá palestras e cursos por todo o País.

Em nosso bate-papo ela falou sobre as relações familiares, as dificuldades enfrentadas por pais e filhos, e as possíveis soluções para esses problemas que afetam a grande maioria das famílias.

1 – Antigamente os três pilares da formação do indivíduo eram a família, a escola e a religião. Hoje, as crianças têm acesso à internet e passam horas expostas em frente à TV recebendo diversas informações. Podemos considerar que a mídia passou a fazer parte desse pilar também?

Elizabeth: Penso que era muito mais fácil educar quando a educação era sustentada pelos três pilares: família, escola e religião. A família buscava a escola e a religião que tinham a sua mesma filosofia de vida, os mesmos valores e crenças, para dar continuidade à educação que desejavam passar aos filhos. Havia coerência. Hoje, a mídia invade os lares e muitas vezes os pais não têm o mínimo conhecimento daquilo que está sendo passado aos seus filhos, jovens e crianças em formação e altamente vulneráveis a qualquer tipo de informação. A mídia é um instrumento que leva ao conhecimento, mas não à sabedoria. Os pais precisam saber quais são os sites acessados pelos filhos, os programas que assistem e assistir TV com os seus filhos, para elaborar com eles as cenas de violência, sexo e morte.  Devem elaborar também o noticiário e proibir certas programações. Em lares onde não existe a vigilância, o diálogo, a presença participativa dos pais, e o desenvolvimento do espírito crítico, a mídia acaba educando. Isso é muito nocivo e perigoso. O pior é que é muito cômodo largar as crianças em frente à TV, expostas a qualquer tipo de cena e de informação. Criança submetida a cenas que estão acima de seu nível de desenvolvimento, são crianças abusadas. O abuso não é somente aquele que a criança sofre sexualmente, mas toda a forma de exposição violenta, em que a criança está sujeita. Também não basta proibir a TV. Os pais precisam oferecer uma outra opção. Ex: Filho, desligue a TV e vamos montar uma casinha com estas caixas de papelão.

2 - Ainda comparando tempos passados com atualidade, percebemos uma mudança no processo educacional familiar. Há cerca de 40 anos a comunicação entre pais e filhos era mais restrita, o pai falava e o filho obedecia. Hoje, isso tem mudado, pais e filhos têm maior interação, e as crianças e adolescentes questionam bastante as ordens que recebem. Qual a sua opinião sobre essa questão?

A diferença entre as duas épocas está no fato de que há anos atrás, os pais tinham papeis bem definidos: ao pai cabia trabalhar e prover a casa, à mãe cuidar da casa e dos filhos. A família era nuclear e patriarcal: pai mãe e filhos.  E o pai era a autoridade. Hoje, as famílias passaram e ainda passam por várias mudanças e diferentes formações. O poder não é patriarcal, a mãe trabalha fora e os pais não sabem exatamente quais são os seus papeis. Hoje o filhiarcado impera e os pais terceirizam os seus filhos, porque não têm muito tempo para eles.

3 – Estamos nos aproximando da volta às aulas. Alguns adolescentes vão cursar o terceiro ano do ensino médio e se preparar para o vestibular. Qual o papel dos pais nessa fase da vida do filho em que este vai escolher a profissão que vai seguir?

A escolha da profissão é algo muito difícil de se fazer, para a maioria dos jovens. Eles mal sabem quem são!!! O papel dos pais, nesta fase, está em proporcionar o maior número de vivências e de informações possíveis ao jovem, o tranquilizando caso ele tema fazer a escolha errada. É bom lembrar que sempre é tempo de ser aquilo que não fomos. Os pais devem apoiar os filhos em suas escolhas e nunca, mas nunca, traçar um destino para eles, ou desejar que eles sejam aquilo que eles mesmos não conseguiram ser.

4 – A tragédia que ocorreu no último dia 27, em Santa Maria/ RS, chocou e mobilizou toda a sociedade. Sabemos que proibir os filhos de sair de casa não é o aconselhável. Que atitudes os pais podem tomar para prevenir seus filhos desse tipo de perigo como o incêndio ocorrido na boate Kiss?

Não dá para ficar tranquilo quando os filhos saem de casa. É fato! Uma simples e rotineira ida à escola pode se transformar em uma tragédia. Também não dá para viver repetindo as regras e os sermões e muito menos fazer vigilância por 24 horas. Prisão domiciliar? Nem falar!… Os pais devem conhecer os amigos dos filhos, os lugares que eles frequentam, os seus hábitos. Marcar horários para a chegada em casa, pedir que os filhos façam contato e, o mais importante: levá-los e buscá-los nas suas saídas. Há muito a fazer para preservar os nossos jovens: cobrar do governo políticas antidrogas, anticriminalidade, acesso à boa educação, saúde e possibilidades de trabalho para o povo. Os pais precisam investir também no conceito de cidadania familiar: pais presentes, cuidadosos, que sejam bons modelos, respeitem os seus filhos, se interessem por eles, os escutem, os eduquem, promovam encontros familiares e nunca os abandonem.

5 – Os pais estão mais tempo fora de casa, e com isso, muitos optam que a criança desenvolva várias atividades no dia; natação, escolinha de futebol, aulas de ballet e inglês. Você acha que essa é a saída para que os filhos tenham uma boa formação?

Hoje em dia é muito comum ver os pais encherem os filhos de atividades, para que ocupem o tempo que os mesmos estão sós, ou então para mostrar aos outros que o filho é o “bacana”. Mostrar aos outros que sabem educar e que o seu filho é o melhor de todos, nesta coisa competitiva pela busca do melhor status. Na verdade não estão preocupados com o filho, mas em desfilar o seu ego inflado. Atendo crianças já estressadas aos 6 anos, devido ao número de atividades. Aulas de inglês, natação, informática, ballet ou judô (só a natação não basta), psicóloga, dentista, e pasmem… aula de brincar… Os filhos não têm tempo livre para brincar sozinhos, para não fazer nada, ou para fazer com calma a lição de casa. Resultado: infância curta, sem brincadeiras e patologias sérias. É bom saber que o número de suicídio infantil aumentou muito nos últimos 5 anos.

6 – Críticas ouvidas durante a infância podem prejudicar o crescimento? Como um pai deve agir para que seu filho cresça sem baixa autoestima?

As críticas na infância podem prejudicar muito o ser que está em desenvolvimento. A criança e o adolescente não sabem quem são. É o adulto quem lhes diz quem são. Os rótulos são venenosos. Quando um adulto diz à criança ou ao jovem que ele é burro, insuportável, preguiçoso, ou malandro, está dando um papel para este ser. O filho tratado como um idiota, será um idiota na vida. Sua autoestima ficará tão baixa, que certamente será um alvo certeiro para ser influenciado pelos outros, andar com maus elementos usar drogas. Uma pessoa com a autoestima baixa, dificilmente será bem sucedida na vida. Existem pais que são incapazes de fazer críticas construtivas.

7 – Como os pais podem conseguir receber os amigos dos filhos em casa, sem serem invasivos, mas mantendo o controle?

É muito bom receber os amigos do filho em sua casa. Você sabe com quem ele anda e fica mais tranquilo. Porém, existem pais que não têm “simancol” e fazem o filho “pagar mico”. Por favor, não faça isso! É claro que você não deve sair de casa, mas deixe-os à vontade! Só aparece de vez em quando, para oferecer algo ou pegar alguma coisa. (Na verdade uma desculpa para você ver o que fazem). Afinal é bom manter “um olho no fogão e outro no gato!”

8 - Os pais lutam para não cometer com os filhos os mesmos erros de seus pais. Você acha que essa fórmula de educar funciona? Pais que receberam uma educação muito severa procuram ser mais liberais com seus filhos, e vice-versa?

Por mais que tentem, geralmente os pais não conseguem deixar de cometer os mesmos erros que os seus pais cometiam. Os pais exercem uma influência (positiva ou negativa) muito grande na vida e na formação dos filhos.  É muito bom ter consciência daquilo que não deve ser feito, mas errar é humano!

9 – Ainda existem pais que gritam e perdem a compostura para conseguir a atenção ou até mesmo a obediência do filho. Que conselhos você daria para eles terem firmeza na educação?

Educar com firmeza e com delicadeza: não discuta problemas se estiver nervoso; explique sempre os motivos das discussões; nunca diga ao seu filho que não gosta dele, mostre-lhe o comportamento que não gosta; mostre sempre o comportamento adequado, dando o seu exemplo: mentir faz mentir, enganar faz enganar, tripudiar faz tripudiar… jamais recorra a tapas, insultos ou palavrões. A gente colhe aquilo que planta. Considere sempre as opiniões e ideias de seu filho, mesmo que não concorde com elas. Nunca negue o que o seu filho sente. Mostre que você é capaz de compreendê-lo, embora pense e sinta de forma diferente. Crie momentos de intimidade com a família, para que ninguém se veja condenado a ter de teclar mensagens, para se comunicar. Se você tem pouco tempo para estar com a família, procure transformar estes momentos nos melhores momentos de suas vidas. Se sentir que errou, peça desculpas! Os filhos aprendem mais com os nossos exemplos do que com os nossos sermões.

10 – Depois do nascimento dos filhos, a maioria dos casais deixa de ter tempo livre para programas a dois. Isso pode interferir na relação e boa convivência de toda a família?

É claro que a chegada de um filho distancia o casal. Porém o casal deve se impor um tempo para o namoro, as viagens, as conversas, as saídas, os amigos e a intimidade. Muitas mães acabam virando mães de seus companheiros também, ou os deixam de lado. O casal precisa estar atento para não se acomodar e deixar o casamento em último plano.

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