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Notícia do Diário é tema de enquete escolar

Foto AbreA equipe do Diário na Escola esteve em Ivatuba para realizar oficina pedagógica com os alunos da Escola Municipal Afrânio Peixoto. Assim que os estudantes olharam a capa do jornal, a manchete: “Macacos deverão ficar estéreis” publicada no Diário despertou o interesse da criançada.

Muitos alunos comentaram que os animais já tinham roubado seus lanches durante passeios, outros contaram que adoram ir até os parques pela oportunidade em ver os macacos de perto, e a partir dessa discussão sobre o tema da notícia foi desenvolvida uma enquete.

Para que as crianças tivessem argumentos e até embasamento para decidir sobre a vasectomia nos animais, os estudantes fizeram a leitura da matéria publicada no Diário. Desta forma conheceram as opiniões das pessoas que são a favor ou contra o procedimento cirúrgico e quais as justificativas apresentadas.

“Esta atividade proporciona uma interação entre a turma, eles trocam experiências e tentam convencer a respeito da melhor escolha, quais consequências uma decisão pode gerar. É um momento muito enriquecedor no processo de aprendizagem”, destaca a professora Odete Pereira de Melo Calvi.

A partir da questão “Você é a favor ou contra a vasectomia nos macacos-pregos?”, os estudantes se reuniram em grupos e tiveram que entrar em um consenso sobre o melhor a ser feito com os animais que estão roubando alimentos de visitantes e até das casas da redondeza em que vivem, mas que também são atração por onde passam. “Não podem deixar os macacos estéreis, se eles pararem de reproduzir a espécie vai ser extinta”, alerta a aluna Any Emanuely de Andrade Mazola.

“Os macacos já estão invadindo a privacidade das pessoas, se continuarem aumento o número de animais dentro da cidade, os problemas podem se agravar”, enfatiza a estudante Natasha Lemos.

A coordenadora pedagógica, Maria de Lourdes Macedo conta que os momentos com o uso do Diário em sala de aula tem resultado em melhora na leitura e na interpretação das crianças. “Com temas atuais os alunos se interessam pelos conteúdos didáticos e desta forma conseguimos fazer um trabalho de interdisciplinaridade. Além da oportunidade que os estudantes têm de levar o jornal para casa e ler com a família.”

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Entrevista: professora escreve livro sobre a síndrome de Burnout

  1. SoraiaO DIÁRIO NA ESCOLA: De onde surgiu o interesse pela pesquisa sobre o mal-estar docente?

Soraia Nunes Marques: Grande parte deste trabalho teve origem na disciplina de Prática de Ensino, do curso de Pedagogia, durante a fase de estágio nas escolas. Durante as minhas observações um fato me chamou a atenção. Percebi em alguns professores certa apatia em relação ao fazer pedagógico. Entravam na sala de aula, aplicavam a atividade e se afastavam apressados, como se quisessem fugir dali. Este tipo de atitude me incomodou e me fez perguntar se a vida profissional que eu aspirava, seria “aquilo” que eu estava presenciando.

  1. A sua pesquisa resultou na produção de um livro. Quais os principais aspectos abordados na obra?

R: Na primeira seção é possível ver uma retomada histórica sobre o conceito de felicidade, desde a antiguidade até os dias atuais. No capítulo seguinte há uma discussão sobre o dia-a-dia do professor focalizando a síndrome de Burnout como expressão do mal-estar docente. Em seguida, comento sobre a relação entre a saúde do educador e suas emoções. Por último, procuro definir conceitos e propor ao docente a posse do conhecimento para que possa ter uma visão crítica e reflexiva de si mesmo e do mundo em que vive. Destacando que a alegria no trabalho não é dádiva dos céus, esta exige esforço, coragem e dedicação.

  1. Nas palestras que realizou sobre o tema de seu livro, como foi a participação dos professores?

R: Costumo questioná-los se são felizes, neste momento eles respondem que como pessoas, o são, mas como professores não têm condições de o serem. É como se fossem duas vidas e uma não tivesse conexão com a outra. Pessoas fragmentadas, numa sociedade dividida, profissionais que durante a formação aprenderam conteúdos incomunicáveis apresentados por professores especialistas. Estes fatores me inspiram a continuar meu trabalho, na esperança de que com educadores mais satisfeitos, menos frustrados e mais respeitados, sintam-se felizes.

  1. O que mais tem afligido os profissionais da educação atualmente?

R: Os métodos de ensino têm passado por sucessivas mudanças, tanto técnicas como estruturais. Muitos são os “pacotes” recebidos de cima, mas maiores ainda são as dúvidas dos docentes frente às chamadas “inovações”. Na cobrança para a utilização da nova proposta urgente, o que resta é ensinar do jeito que se entendeu, do jeito que der. O professor se depara também com a necessidade de desempenhar vários papéis, muitas vezes contraditórios, pois ao mesmo tempo em que se exige dele a estimulação da autonomia do aluno, pede-se que se acomode às regras do grupo e da instituição. Há pressões de todos os lados que podem suscitar efeitos colaterais, não anunciados nos contratos de trabalho.

  1. A indisciplina dos alunos pode ser responsável pelos vários casos de professores constatados com a síndrome de Burnout?

R: Com certeza. A falta de comportamento do estudante em sala de aula resulta em um educador sobrecarregado, exausto, estressado que acaba dando aulas cansativas e antiquadas, gerando alunos desmotivados, desinteressados e por consequência, ainda mais indisciplinados. A união desses fatores tem diminuído a capacidade de tolerância e o autocontrole do docente, e assim, surgem conflitos na relação professor-aluno. Com a falta de ordem cada vez mais presente na vida escolar, e os educadores não sabendo lidar com ela, assim como também não sabem lidar com o Burnout, o que resta é um problema universal.

  1. Como os educadores percebem que estão sofrendo de Burnout?

R: O diagnóstico da síndrome é muito difícil, pois ainda não se tem instrumentos válidos e postos à disposição da comunidade médica. Muitas vezes a pessoa pode ser acometida da doença e não apresentar os sintomas do Burnout. Parte dos professores são afastados do trabalho e os fatores geralmente alegados são o estresse e a depressão. Psiquiatras afirmam que hoje a doença já atinge de 30 a 40% da categoria. Muitos são os profissionais que estão adoecendo e ainda estamos longe de saber exatamente como lidar com isso.

  1. Ao seu ver, como deveria ser o “ensinar” dentro das escolas?

R: Ensinar é um ato criador, um ato crítico e não mecânico. A curiosidade do professor e dos alunos, em ação, se encontra na base do ensinar-aprender. Esta proposta requer incentivo por parte do educador, pois o convida a sair da visão limitada. Requer disposição para ser agente transformador de uma sociedade. Requer, também, que o professor realize este ensinar satisfatoriamente e não apenas reproduza o ensino por meio de conteúdos incomunicáveis.

  1. Qual a sua esperança para o futuro da educação no Brasil?

R: Somos sempre movidos pela esperança. Prefiro acreditar que a atual situação de desânimo e mal-estar docente não é o fim. Pelo contrário, é um recomeço, uma possibilidade de olhar por outro ângulo e enxergar saídas. Pensar em transformar uma realidade que avalio como injusta e perversa, e fazer com que esse pensamento ilumine a prática. Infelizmente, nos últimos tempos, a cultura parece algo abstrato e distante demais. Prova disso são os intermináveis cursos de capacitação, nos quais muitos professores vão apenas para assinar a lista de presença e cochilar nas cadeiras. Esta realidade precisa ser mudada, urgente.

 

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O mal-estar docente

Muitos educadores têm adoecido devido a fatores relacionados à profissão. Nas escolas é possível ver uma mistura de indisciplina, desmotivação e aulas cansativas. Diante desta realidade, a professora e escritora Soraia Nunes Marques sentiu a necessidade de buscar informações para tentar mudar essa situação. O final da pesquisa resultou na produção do livro “Formação de professores felizes: evitando a síndrome de Burnout”. Na obra a autora busca respostas, na própria pedagogia, para diminuir os efeitos dos problemas capazes de abalar a saúde do professor.

livro Soraia

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Estrada, jornal e paixão pelo que faz

Dez anos participando do Diário na Escola, 16 anos de profissão e uma rotina que inclui 52 kilômetros por dia. Esta é a realidade de Sandra Cristiane Fratini de Castro. Moradora de Floraí, a professora viaja todos os dias até Barão de Lucena – distrito de Nova Esperança – para lecionar aos alunos do 5º ano da Escola Municipal Padre Ladislau Ban.

A professora está sempre buscando recursos para inovar suas aulas e considera o jornal impresso material fundamental em sala, tanto quanto caderno e livro didático. “Faço parte do Diário na Escola desde os primeiros anos do Programa. A cada novo período letivo fico ansiosa pela renovação da parceria”.

Sandra destaca que o jornal é um material que apresenta textos com conteúdos próximos à realidade dos alunos, com isso eles se sentem atraídos pela leitura. “Depois de ler algumas matérias sempre abro espaço para discussão, neste momento as crianças contam que já presenciaram fatos parecidos ao da notícia, ou conhecem alguém que já viveram a mesma situação, com isso há uma grande troca de conhecimento”.

Para a diretora da escola Tânia Cristina Toná o acesso ao jornal é uma oportunidade única para os alunos. “Em nosso município não temos entregadores do impresso, se o material não viesse para escola essas crianças não conheceriam textos tão ricos e não se manteriam atualizadas”.

A coordenadora pedagógica Margarete Lopes Rodrigues relata que Sandra desenvolve muitas atividades em grupo utilizando o jornal como suporte. “A professora é dinâmica e isso motiva os estudantes, na sala em que ela leciona não temos problemas de relacionamentos porque as crianças estão adaptadas a trabalharem juntas, um ajudando o outro”.

“Falo para os estudantes que somos uma família, alguns passam mais tempo comigo e com os colegas do que com os pais. Todos os dias separo cerca de 15 minutos para conversarmos sobre o que quiserem, assim as crianças se abrem e discutimos soluções para os problemas, isso tudo os deixou mais confiantes e refletiu no avanço do aprendizado”, ressalta Sandra.

Ao longo dos dez anos em que trabalha com o Diário em sala, a professora presenciou mudanças nos estudantes após o contato com o material. “No começo do ano as crianças chegam mais tímidas, com dificuldades em se expressar. Depois de algumas aulas com a leitura do jornal percebo que elas adquirem vocabulário e argumentos, com isso passam a ser mais participativas das discussões e melhoram as produções textuais”.

A aluna Nayra Milena dos Santos Alves adora o caderno de cultura do impresso, mas enfatiza que as notícias são muito importantes para o futuro. “Minha mãe me ensinou que devo me manter informada, quando levo o jornal para casa nós sempre conversamos sobre as matérias. Meu padrasto encontrou um carro do interesse dele nos classificados do Diário, agora está negociando, espero que a compra dê certo”.

Diogo Costa Portel é aluno do 5º ano e quando pega o jornal vai direto no caderno de esportes. “Gosto de ler sobre os atletas, os campeonatos e tudo o que acontece no mundo. O Diário tem me ajudado também nas tarefas de casa, muitas vezes para resolver a atividade do livro didático eu faço pesquisa nas notícias publicadas”.

Além de propostas como leitura e interpretação textual, Sandra propõe trabalhos com o impresso que envolvem gramática, matemática, artes, opinião e outras questões que auxiliam no trabalho diário em sala de aula.

“Todo fim de ano letivo fico satisfeita com os resultados que encontro. O contato com o jornal torna meus alunos mais críticos e antenados, fica a sensação de que plantei a sementinha de cidadãos que farão a diferença na sociedade”, comemora Sandra.

DEDICAÇÃO - Professora Sandra e diretora Tânia com os alunos participantes do Diário na Escola

DEDICAÇÃO – Professora Sandra e diretora Tânia com os alunos participantes do Diário na Escola

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No dia do mestre, uma história de dedicação

Ambientes educativos conflituosos, estruturas físicas inadequadas e a falta de limites em um grande número de alunos, são fatores que levam a desmotivação dos profissionais e ao descrédito da educação. Mesmo dentro dessa realidade, ainda é possível encontrar professores que resistam a esses indícios negativos e se destacam positivamente. A exemplo do professor Luciano Pereira dos Santos.

O sonho de lecionar surgiu na infância, as dificuldades para cursar uma faculdade integral no município vizinho eram muitas, mas Luciano não desistiu. Com esforço e dedicação foi graduado em educação física pela Universidade Estadual de Maringá (UEM).

Depois de formado, Luciano foi professor por 14 anos em escolas de Sarandi – cidade em que sempre viveu – até que assumiu o cargo de diretor do Colégio Estadual Helena Kolody.

Foi neste momento que ele mostrou o seu diferencial.

Em 2005, a instituição foi inaugurada e Luciano foi trabalhar no colégio. Situado em um bairro periférico, em pouco tempo o cenário escolar já era bastante complicado, com problemas disciplinares e sociais, como uso de drogas, violência e até prostituição infantil.

“Eu cresci em Sarandi e sempre acreditei que poderia fazer mais pela minha cidade, em especial pela educação do município, não poderia ficar passivo diante de tantos problemas. Decidi que era o momento de ser um agente de transformação no colégio, e assim, motivar mais pessoas a lutar comigo”, destaca Luciano.

Focado em fazer a diferença, logo que assumiu o cargo de diretor em 2009, Luciano começou a buscar recursos que pudessem modificar a realidade de um colégio depredado, com altos índices de violência e evasão escolar.

Depois de conseguir verba para a reforma na estrutura, o diretor teve uma ajuda especial, pais e vizinhos da escola se uniram para auxiliar nos trabalhos oferecendo mão-de-obra. “A colaboração foi de grande importância para o resultado, pais de família dispuseram de seu tempo vago para ajudar a colocar uma telha, trocar o vidro de uma janela, foi incrível!”, comemora o diretor.

As mudanças da estrutura física contribuíram para outra alteração, a comportamental. Uma escola que formava 12 alunos no terceiro ano do ensino médio, está com três turmas de 35 alunos, cada, prestes a se formar.

Para diminuir os índices de violência Luciano contou com a ajuda da Patrulha Escolar e do Conselho Tutelar, que passaram a estar mais presentes no colégio, não só promovendo a segurança, mas também realizando palestras de conscientização.

“Sou aluno do Helena Kolody desde 2007, a realidade que vivo agora dentro da escola é muito diferente. Antes eu tinha medo de vir pra cá, andava sempre com a bolsa nas costas por medo de ser roubado, pulava o muro pra matar aula, os espaços eram todos sujos, eu não tinha motivação para estudar. Hoje tenho orgulho de falar onde estudo, converso com amigos de outros colégios e percebo que o meu é modelo de educação”, conta o aluno Alysson Ribeiro.

Luciano desenvolveu projetos de cultura, artes e informações sobre o mercado de trabalho envolvendo pais e alunos nas atividades dentro do ambiente escolar. “Este ano já realizamos Festival de Música, Campeonato de Futsal masculino e Voleibol feminino, além de palestras sobre a importância da água, o acesso ao ensino superior e questões que envolvem a saúde”, relata.

O colégio também oferece sala de informática com equipamentos em ótimas condições de uso, laboratório de química e espaço climatizado com data-show para a realização de eventos. Reuniões e assembleias com os responsáveis, para discutir melhorias na instituição, fazem parte da rotina da escola.

Juliana Marques é auxiliar administrativa no colégio e trabalha lá desde a gestão anterior. “Depois que o Luciano assumiu a diretoria eu passei a trabalhar com mais segurança, os pais ficam tranquilos ao deixarem seus filhos na escola, e os alunos têm ótimo comportamento. Desejo que outros professores e diretores se motivem com a história do Luciano e comecem a fazer mais pela educação brasileira”.

As boas ações não param por aí, nas horas vagas o diretor ainda exerce o cargo de professor voluntário e treina vôlei com um grupo de alunas do colégio.

Para Luciano, educar é mais do que reproduzir o conhecimento, é formar consciência no estudante. “Penso que a criança e o adolescente são os cidadãos que vão mudar o futuro da sociedade, por isso é muito importante que o educador goste de gente, pense coletivamente, e assim, trabalhe com amor, dedicação, ética e responsabilidade”, enfatiza.

SUPERAÇÃO - Alunos comemoram com o diretor Luciano a oportunidade em fazer parte de uma escola que hoje é exemplo. Ao fundo, a imagem da poetisa que deu nome a instituição

SUPERAÇÃO – Alunos comemoram com o diretor Luciano a oportunidade em fazer parte de uma escola que hoje é exemplo. Ao fundo, a imagem da poetisa que deu nome a instituição

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Saúde bucal é conteúdo escolar para alunos de Ângulo

IMG_0602Ensinar a criança a cuidar dos dentes desde pequena é um investimento que trará benefícios para o resto da vida dela. Com esta preocupação, as secretarias de educação e saúde, de Ângulo, se uniram com a diretoria das escolas do município e desenvolveram a ação “Dia de prevenção contra cáries”.

Para a realização do evento, a secretária de saúde Sandra Regina da Cunha Silva, convidou os alunos do 1º ano do curso de odontologia, da Faculdade Uningá, a repassar para as crianças os conhecimentos necessários para um cuidado diário com os dentes.

“É muito importante essa preocupação que as autoridades de Ângulo tiveram, mesmo porque algumas crianças passam mais tempo na escola do que em casa, por isso temas relacionados à saúde devem estar sempre presentes dentro das instituições”, destaca a professora da Uningá, Suzana Góia.

IMG_0611No evento, os participantes acompanharam palestras sobre orientação de escovação, uso do flúor e fio dental. Assistiram a vídeos explicativos e teatro de fantoches, tiveram também um momento de diversão com atividades lúdicas, e ainda receberam um kit da Colgate contendo escova e pasta de dentes, sabonete e livro educativo. Tudo isso para que as crianças saíssem prontas para colocar em prática todo o conteúdo adquirido.

“Envolver nossos alunos em atividades culturais proporciona a eles uma oportunidade de novos conhecimentos. Na escola já adotamos uma vez por semana o “Dia do Flúor” – em que todas as crianças fazem a escovação com a substância – isso já melhorou muito os casos de cáries, mas é sempre preciso motivá-las para que não esqueçam a importância da saúde bucal”, relata a diretora da Escola Municipal Padre José de Anchieta, Tânia Cristina Cintra Brunhera.

O aluno Augusto Machado Faria, conta que tenta cuidar dos dentes o máximo possível, mas confessa que em alguns dias uma ou outra escovação deixa de ser feita. “A partir de hoje vou me cuidar mais, não só porque é importante, mas também porque quero ter um sorriso bonito”.

A professora, Juraci Souza enfatiza que mesmo as crianças sabendo que após o lanche todos os dias elas precisam escovar os dentes, algumas não levam a escova para escola. “Combinei com meus alunos que o kit que receberam da Colgate vai ficar dentro da mochila escolar, assim não terão mais desculpas para não realizar a escovação depois de lanchar”.

“Organizamos o evento pensando na prevenção. Desejamos que os mais velhos, depois do que aprenderam, passem a motivar os mais novos a cuidarem das questões que envolvem a higiene bucal”, conta a dentista do município, Danielli Moreno Lopes.

Em Ângulo a secretaria de saúde desenvolve ações semanalmente para ensinar mães e pais a realizarem escovação em bebês, alertando que mesmo sem dentes, cuidar da gengiva é essencial. Além disso, todos os alunos moradores da vila rural têm direito a sair durante o horário de aula para ir ao dentista, porque a maioria não teria acesso ao transporte para consultar em outro momento do dia.

O secretário de educação de Ângulo, Ivan Carlos Cunha Fernandes, agradece à secretaria municipal de saúde pelo apoio na conscientização e acompanhamento da saúde bucal das crianças. “Ações intersetoriais deste tipo contribuem demasiadamente na formação de pessoas saudáveis, influenciando diretamente na qualidade de vida de toda nossa população”.

“Estou feliz em ter participado deste evento, as crianças são atentas, questionam e prometem mais dedicação aos cuidados bucais, isso tudo é muito gratificante. Estou esperançosa que o conhecimento também será repassado a toda família”, comemora a aluna da Uningá, Beatriz da Rocha Picotti.

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A mídia na educação

elza“O Programa o Diário na Escola tem contribuído de forma relevante para o desenvolvimento de competências essenciais para o exercício da cidadania. Os alunos são instigados pela professora a contextualizar a notícia com os conteúdos ensinados em sala de aula, desta forma trabalha-se a interdisciplinaridade e desperta-se a reflexão das matérias inseridas num contexto atual. Esse  trabalho com o texto jornalístico é real porque há comprometimento e participação da equipe pedagógica da escola, professora e alunos”. – Elza Bernuci Crippa, secretária de educação de Flórida.

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A mídia na educação

Maria Inez“O programa educacional O Diário na Escola vem trabalhando a reflexão teórica e prática sobre a utilização do impresso na sala de aula. O projeto realiza encontros para discutir metodologias de atividades que contemplam a interdisciplinaridade, a leitura crítica e a discussão da cidadania através de assuntos veiculados nas páginas do jornal. A principal contribuição do Diário na Escola é estimular o gosto pela leitura diversificada nos estudantes, tendo o jornal como objeto de estudo – seus conteúdos, linguagens e tipologias – além de contribuir para o desenvolvimento de um processo de ensino-aprendizagem mais dinâmico e criativo, estimulando a construção da cidadania em toda a comunidade escolar. Em nosso município o Programa inovou as metodologias do professor, destacando que, o trabalho realizado é educativo e promove não só a aprendizagem escolar do aluno, mas também, em grande medida, sua formação como pessoa”. – Maria Inez Benites Bria, secretária de educação de Marialva.

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Alunos de Ivatuba participam de palestra sobre educação financeira

As prioridades de consumo e necessidades de cada indivíduo são muito pessoais, porém sabe-se que gastar dinheiro de forma errada pode acarretar problemas financeiros e familiares. Pensando nisso, o Instituto Sicoob Paraná desenvolve o projeto “Educação Financeira”, que consiste em orientações e conceitos sobre a temática por meio de palestras, e da disponibilização de cartilhas educativas, que podem contribuir no planejamento financeiro das famílias.

Em Ivatuba, a ação foi realizada com os alunos da Escola Municipal Afrânio Peixoto. “Atividades como esta são essenciais para as crianças, afinal, elas são o nosso futuro e precisam começar a se preocupar e valorizar o dinheiro que os pais ganham, para lá na frente desfrutarem de uma vida confortável”, conta a coordenadora pedagógica, Maria de Lourdes Macedo Rodrigues.

“A expectativa do Instituto Sicoob é criar uma mentalidade adequada e saudável sobre dinheiro, bem como fortalecer ações para que haja disciplina no controle do orçamento doméstico e liberdade financeira”, destaca o palestrante e voluntário social Adilso Augustinho Carniel.

Uma vídeo aula sobre equilíbrio financeiro foi apresentada aos alunos, com conteúdo dinâmico e divertido, os personagens representaram quais são as melhores formas de se gastar o dinheiro e a importância de poupar alguma quantia, sempre, seja para uma emergência ou para alguma aquisição. Buscando o equilíbrio entre o que se ganha e o que se gasta.

“Aprendi que o dinheiro que meus pais recebem deve ser gasto com aquilo que realmente é necessário, como por exemplo, alimentação e educação, o resto devo guardar ou fazer algum investimento, vou repassar isso a eles”, afirma a aluna do 5º ano, Beatrys Ranek de Santana.

Os estudantes que participaram da palestra também conheceram sobre a origem da moeda, como ficar milionário poupando cinco reais por dia, o trabalho dos bancos e cooperativas de crédito, e como fazer um orçamento familiar.

“A educação financeira é algo sempre discutido na sociedade, gostamos de aproximar nossos alunos dessas questões. Com certeza tudo o que os pequenos ouviram hoje, vão levar para a vida, todos eles querem um futuro melhor, e a partir de agora já estão conscientes sobre como conseguir seus objetivos, em especial, os financeiros”, conta a diretora Maria Luiza Macedo Rodrigues.

Os estudantes que estiveram na palestra ainda não trabalham, por isso não ajudam com dinheiro no orçamento de casa, mas Adilso apresentou-lhes outras formas de contribuir com as contas, como por exemplo: banhos rápidos, diminuir o abre e fecha da geladeira, não desperdiçar alimentos, apagar as luzes, entre outras pequenas ações que evitam gastos desnecessários.

“Na minha casa seguimos boa parte das instruções de economia que foram destacadas hoje. A exemplo da pensão que recebo do meu pai, metade do dinheiro uso para comprar coisas que preciso, a outra metade guardo na minha poupança para usar quando eu for cursar faculdade de engenharia civil”, ressalta a aluna do 5º ano, Gabriela Gussi.

As crianças levaram para casa um manual do Instituto Sicoob com uma planilha de orçamento doméstico que vai auxiliar as famílias a organizarem suas receitas e despesas. Além disso, cada aluno recebeu um cofrinho para incentivá-los a poupar e, desde já, criar uma consciência financeira.

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Professora já começa a preparar alunos para Concurso do Gibi

Na última sexta-feira, dia 20, teve início o prazo de envio das produções para o Concurso do Gibi. Em sua 8ª edição, o desafio é fazer com que a partir da leitura de uma notícia do jornal O Diário, o aluno crie uma história em quadrinhos.

Não querendo perder tempo para o envio das produções de seus alunos, a professora Maria Aparecida Pereira, que leciona para o 5º ano, na Escola Municipal Yoshio Hayashi, em Sarandi já está pondo a “mão na massa”. Ela quer aproveitar todo o conhecimento que adquiriu no Encontro de Capacitação Pedagógico, “Histórias em Quadrinhos: linguagens e ludicidade nas produções textuais”, promovido pelo Diário na Escola. “O encontro me orientou o passo a passo da produção de uma HQ e isso está tornando mais fácil o trabalho com as crianças.”

Motivada pela proposta ela conta como está desenvolvendo as etapas de produção com os alunos. “Solicitei que primeiro escrevessem o enredo da história no caderno e só depois fossem para a parte dos desenhos, o que gerou bons resultados”, conta Maria Aparecida.

Para a realização da atividade a turma escolheu uma matéria publicada em O Diário sobre o tema família. A professora relata que em boa parte das histórias criadas percebeu a ausência dos pais em casa, em alguns casos, o aluno é o filho mais velho, e tem assumido o papel de cuidar dos mais novos.

Maria Aparecida destaca que a leitura semanal do jornal tem sido importante no momento da escrita, “percebo que eles têm mais argumentos, estão mais criativos”.

Agora a turma vai começar a pensar no material que será enviado ao Concurso. O regulamento e folhas oficiais de produção já chegaram as escolas de Sarandi. A partir de agora é mãos à obra! Lembrando que as histórias em quadrinhos podem ser enviadas, via correio, ao Diário na Escola até dia 20 de outubro.

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O que não se deve falar para as crianças

Pediatra lista 10 coisas que não devemos dizer para as crianças. Vale a pena ler, já que isso pode influenciar (e muito!) na personalidade delas.

1 – Não rotule seu filho de pestinha, chato, lerdo ou outro adjetivo agressivo, mesmo que de brincadeira. Isso fará com que ele se torne realmente isso.

2 – Não diga apenas sim. Os nãos e porquês fazem parte da relação de amizade que os pais querem construir com os filhos.

3 – Não pergunte à criança se ela quer fazer uma atividade obrigatória ou ir a um evento indispensável. Diga apenas que agora é a hora de fazer.

4 – Não mande a criança parar de chorar. Se for o caso, pergunte o motivo do choro ou apenas peça que mantenha a calma, ensinando assim a lidar com suas emoções.

5 – Não diga que a injeção não vai doer, porque você sabe que vai doer. A menos que seja gotinha, diga que será rápido ou apenas uma picadinha, mas não engane.

6 – Não diga palavrões. Seu filho vai repetir as palavras de baixo calão que ouvir.

7 – Não ria do erro da criança. Fazer piada com mau comportamento ou erros na troca de letras pode inibir o desenvolvimento saudável.

8 – Não diga mentiras. Todos os comportamentos dos pais são aprendidos pelos filhos e servem de espelho.

9 – Não diga que foi apenas um pesadelo e mande voltar para a cama. As crianças têm dificuldade de separar o mundo real do imaginário. Quando acontecer um sonho ruim, acalme seu filho e leve-o para a cama, fazendo companhia até dormir.

10 – Nunca diga que vai embora se não for obedecido. Ameaças e chantagens nunca são saudáveis.

Fonte: Psiconlinebrasil
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Mural de Trabalhos

Em Flórida os alunos do 5º ano desenvolveram uma atividade bem divertida. A professora da Escola Municipal Duque de Caxias, Patrícia de Paiva Grilo, levou o jornal O Diário para a sala de aula e explicou para as crianças sobre horóscopo e astrologia. Em seguida, cada um recortou o símbolo dos signos, colou em um papel e escreveu suas previsões. Algumas crianças ainda brincaram: “Professora, no meu signo só vou escrever coisas boas!”. Confira as previsões feitas pelos alunos Arthur e Felipe do 5º ano “B”.

 

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Esposa, mãe, escritora e mulher: Uma história de sentimentos e lições de vida

Na semana em que comemora-se o Dia Internacional da Mulher apresentamos a história de um exemplo feminino, Denise Bondan,  autora do livro “Anjo Desgarrado – bastidores de uma vida abençoada”. Uma história de amor que fala de um “anjo” de nome Leonardo. Um menino que nasceu com encefalopatia, a qual os médicos denominaram como um retardo mental com autismo.

A motivação em escrever o livro surgiu primeiramente após um grave acidente doméstico, que lesionou para sempre o olho esquerdo de Leonardo, além de um somatório de experiências surreais vividas ao longo de 28 anos ao lado dele.

Da expectativa do nascimento à conturbada e dramática descoberta da neuropatia do filho, dos seus primeiros passos à descoberta do peculiar autismo, a autora convida o leitor a vivenciar histórias deliciosamente cômicas, bem como dramáticas da vida dela, procurando alinhavar o relato sempre pela ótica do humor e das lentes do otimismo.
O leitor é guiado por entre flores e pedras, num passeio intenso e desafiador, isento, no entanto, de cores dramáticas e de sentimentalismo. Enquanto ela repensa, neste trajeto, na própria existência e o quanto o amor é fundamental para superar obstáculos e colorir a vida.
Apressado em voltar para a “casa de cima” (como assim Denise denomina o céu), Leonardo partiu deixando para a mãe a missão de divulgar o livro “Anjo Desgarrado”. Contando a sua história e a história de amor de sua família.

O DIÁRIO NA ESCOLA: Como você percebeu que Leonardo era diferente das outras crianças da mesma idade?

DENISE: Comecei a ficar ensimesmada com os atrasos nas ditas fases que o bebê deve cumprir, reportadas pelo famoso livro de um aclamado e reconhecido médico, o manual de todas as mães de filhos. Leonardo não sentava, não sustentava a cabeça no tempo certo, não começou a caminhar ou a falar segundo ditava a “normalidade” da bíblia dos bebês. Alguns comentários de pessoas próximas só aumentavam a desconfiança que já estava plantada dentro de mim: “Nossa, que criança boazinha! Nunca mais vais ter um filho assim!”, ou “Como ele se distrai sozinho…”. “Ele ainda não anda? Nem fala nada?”. Os pediatras não detectaram ou alertaram nada. Até que um deles disparou em mim o alarme que faltava, ao dizer “mãe, se Leonardo não andar até um ano e meio vou encaminhá-lo para um neurologista”. Concretizou-se o meu medo. Começava assim a longa jornada que duraria sua vida toda.

No livro você conta que a doença do seu filho não chegou a ter um único e definitivo diagnóstico. Qual era a dificuldade encontrada pelos médicos?

Leonardo primeiramente foi enquadrado como portador de uma variante da Síndrome de Lennox-Gastaut, por muitos anos. Depois taxado de autista com quadro de retardo mental severo. E finalmente, o que achamos mais sensato e próximo da sua realidade, diagnosticado como tendo uma encefalopatia qualquer (de padrão indeterminado) associada ao evidente retardo.

Mesmo sem saber exatamente a doença que Leonardo teve, que tratamentos médicos ele recebia?

Leo começou uma tardia estimulação precoce, por conta da demora em detectar-se seu atraso mental e motor. A beleza física de Leo sempre conferiu-lhe uma ar saudável. Nosso bebê dourado, no entanto, não se encaixava nos padrões da bem-aventurada “normalidade” apregoada por nossa sociedade. A partir da descoberta da sua encefalopatia começou a ser submetido a sessões de fono, fisioterapia, terapia ocupacional e, posteriormente, à sensacional equoterapia. E assim caminhou nesta necessária “via-sacra” por muitos anos, e progredia lentamente a cada estação.

Como foi a sua experiência de viver aqui, na Cidade Canção?

Quando chegamos à Maringá encantou-me sobremaneira a arborização da cidade. Preterimos Londrina porque foi paixão à primeira vista. Mas não posso dizer que foi um tempo fácil, pois foram dois anos e dois meses de muita solidão. Acabara de casar e de cortar o cordão umbilical que me atava aos meus pais. Meu marido viajava a semana toda e eu, ainda sem filhos, sentia dificuldade de socialização com a população flutuante de uma cidade jovem de apenas 33 anos na época. Para grande felicidade, porém, nutridos pelo forte sentimento de formar uma família, geramos nosso primogênito Leo, embalados pela beleza inspiradora da Cidade Canção.

A fase escolar do seu filho foi vivenciada em escolas especiais. Conte para nossos leitores um pouco dessa experiência.

As escolas fizeram de Leo um ser mais pleno. Desenvolveram e ampliaram seu potencial humano. Adquiriu habilidades como começar a comer sozinho, beber com copo sem ser de canudinho, utilizar o vaso sanitário, mesmo que para fazer xixi sentado, coisas aparentemente tão bobas, mas que para os pais são prêmios valiosíssimos e que melhoram tremendamente a sua qualidade de vida e a dos seus filhos. As escolas com seus valentes e dedicados profissionais preparam nossas crianças especiais, contribuindo para torná-las seres com maior possibilidade de inclusão.

Você disse em entrevista ao Programa FM Café, da Rádio FURG, que existem pais que depositam muita expectativa sob seus filhos. Na experiência que teve com Leonardo, que recado você deixaria a esses pais?

Tudo o que um pai e uma mãe deveriam projetar para um filho, seja ele especial ou normal, é a sua felicidade. Expectativas existem e são muitas vezes frustradas, por isto a sabedoria está em caminhar um pouco a cada dia, pondo no chão um pé de cada vez… E vibrar com as ínfimas conquistas. E se estas não ocorrerem, agradecer mesmo assim, por ter tido o privilégio de estar treinando, aprendendo com um anjo.

Nos 28 anos em que Leonardo esteve na sua vida, suas noites de sono eram interrompidas para trocar a fralda dele, por exemplo. Em algum momento isso chegou a ser um “peso” para você?

Claro. Sou humana e falível. O cansaço tomou o meu corpo incontáveis vezes ao longo de 28 anos. Desanimei, chorei, esperneei, mas depois acabava rindo das situações surreais em que estava metida por conta de ser aprendiz do meu anjo. A família toda, meu marido, meu filho Alexandre, todos no final nos deliciávamos com as peripécias de Leo e com a tragicomédia que era nossa vida. Importante frisar, tive também muita sorte! Meu esposo, peça fundamental desta família, foi sempre um ombro amigo nestas horas difíceis, uma parceria incansável e constante neste caminhar. Sem ele talvez não tivesse conseguido o equilíbrio necessário para andar nesta corda bamba, nas alturas em que a vida nos atirou.

Ser mãe do Leonardo foi um presente? Te tornou uma pessoa melhor?

Não tenho a menor dúvida quanto a isto. Leonardo foi um exercício espetacular das minhas “capacidades” de amor, de paciência e de superação dos meus limites. Sou o que sou – o que não é lá grande coisa, mas que é bem mais do que eu tinha e era – graças a ele ser quem ele foi. Um ser iluminado, inocente, sacana, transparente, verdadeiro, provocante, engraçado, rabugento, gaiato, amoroso. Um anjo sedutor.

Falando da questão familiar. Ter Leonardo como filho ou irmão, tornou a relação de vocês mais próxima?

Costumo dizer que orbitávamos em volta de nosso sol Leonardo! Ele era o ímã que nos atraía. Nossa relação era aquecida pela proximidade com o astro-rei. Havia vida e era em abundância. Abundava alegria, trabalho, cansaço físico e mental, humor, cumplicidade. Um pot-pourri maluco de sentimentos nos ligava como cola, mantendo-nos prisioneiros, totalmente reféns deste amor iluminado. Bem-aventurados todos nós. E agradecidos à Deus por nosso sol particular.

Que lição Leonardo deixou para você?

Meu “guru” Leonardo, sem dizer uma só palavra, ensinou-me muito do que sei hoje. Através dele descobri ter um manancial transbordante de paciência e de amor escondidos no fundo de mim mesma. Por causa dele fui capaz de extrair o melhor de mim. Paradoxalmente enquanto ele me consumia a força física, emocional, eu não me esvaziava. Notei que quanto mais precisava me doar, mais plena me tornava. Uma constante troca de marés… Assim era minha vida com Leo. Um renascer constante, onde a força brotava inexplicavelmente e me fazia capaz de prosseguir, apesar dos questionamentos e dúvidas em relação ao futuro com ele. Acho que o nome disto é amor incondicional. Leonardo, finalmente, me mostrou que não era preciso tudo ser ou estar perfeito para vivermos em paz, com alguma felicidade e que a sua “diferença” foi o diferencial abençoado do nosso unido e iluminado lar.

Que mensagem você passaria para os pais que têm filhos especiais?

Filhos especiais não são um “fardo” se os encararmos como um presente do qual podemos tirar grandes lições para a vida. Ninguém disse que a vida com eles é fácil. Nem que não vai haver cansaço, desalento e um turbilhão de dúvidas no meio do caminho. Caminhamos sobre uma pedreira, muitas vezes no escuro. Mas quando há amor e verdadeira dedicação ao ser amado, as flores brotam por entre pedras e luzes aparecem sinalizando o nosso caminhar. Lá na frente olharás para trás e verás quanta beleza houve no caminho. Afinal, não carregas um saco de pedras… Carregas simplesmente um filho-desafio. E por causa dele serás uma pessoa mais leve, um ser humano melhor. Por mais que não acredites agora, ele foi a melhor coisa que aconteceu na tua vida. A sabedoria do tempo dirá.

Leonardo: O anjo loiro, lindo e sedutor de Denise Bondan

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Volta às aulas sem crise

As férias chegaram ao fim e com o início do novo período letivo, horários e responsabilidades voltam a fazer parte do dia a dia das crianças e dos adolescentes. Para que o retorno às aulas seja tranquilo é preciso se organizar e se ajustar à nova realidade.

Buscando uma melhor adaptação aos horários, estes devem ser regulados duas semanas antes do primeiro dia de aula. Afinal, se o aluno voltar à escola sem o sono adequado, seu desempenho poderá ser prejudicado.

Especialistas recomendam que os pais deixem o filho participar do processo de preparação para a volta às aulas.

A psicopedagoga, Denise Mattos, em entrevista para o site IG destaca que a criança esteja presente na compra dos materiais novos. Além de ser importante ela gostar dos itens de papelaria que usará e se familiarizar com os novos livros, esta é uma ótima chance para conversar sobre dinheiro. “Se o que a criança escolher estiver fora das possibilidades da família ou for supérfluo, a mãe deve explicar isso com naturalidade e ajudá-la a encontrar alternativas”, afirma Denise.

Já de volta às aulas, uma questão importante é sobre o aluno que vai mudar de escola. É natural que ele se sinta inseguro. Nesse caso, pais e instituição devem trabalhar juntos para deixá-lo à vontade. Uma boa sugestão é os colégios organizarem um encontro para professores, alunos novos e seus pais antes do início letivo.

Adriana Stelmacki de Gasperin é mãe do Gabriel, de seis anos, e este é o primeiro ano dele numa escola nova. “Nos primeiros dias é muita novidade, o ambiente, espaço físico, atividades, professores, alunos, tudo isso acabou atraindo ele, mas quando chega em casa ainda lembra e fala da escola anterior, pela ligação que tinha com os amigos”, relata.

Os pais de primeira viagem parecem sofrer mais com a separação. Para amenizar as aflições, vários preparativos são necessários, desde reorganizar a rotina diária até acolher as expectativas e anseios das crianças frente à nova etapa que irão vivenciar.

Juliane Mantovani Cardoso é um das mães de primeira viagem que ainda sofre com a separação ao deixar o pequeno Benjamim, de 1 ano e 5 meses, na escola. “Tenho um mix de sentimentos, pois é triste deixá-lo e vê-lo chorando, mas é muito bom na hora de ir buscá-lo e ver o rostinho dele de alegria ao me ver. Acredito que meu coração vai se acostumar logo, assim espero”, desabafa.

Na fase da educação infantil é comum que as escolas organizem um cronograma gradual e flexível para o ingresso das crianças, condizente com as necessidades da primeira infância.

É fundamental que os pais sigam adequadamente os combinados feitos com a escola, para que a criança possa ter credibilidade de que aquela é uma maneira segura dela fazer parte daquele novo ambiente. Avisar o pequeno alguns dias antes do início das aulas, dando uma noção geral do que irá acontecer na escola, também facilita a construção de confiança.

Nos primeiros dias de aula costuma-se solicitar a presença de um adulto responsável, para que a transição aos novos cuidadores – professores e funcionários da escola – seja feita de maneira não abrupta. É importante que esse adulto esteja apto a lidar com a separação da criança, pois os sentimentos e comportamentos infantis podem ser influenciados pela angústia excessiva de quem a acompanha.

Benjamim, que foi mencionado acima, está se adaptando bem ao primeiro contato com a escola. A mãe dele, Juliane, conta que apesar da pouca idade ele é muito comunicativo, e adora estar perto e interagindo com outras crianças. “A adaptação na cabecinha dele talvez esteja sendo mais lenta, porque desde que nasceu ele passava o dia todo só comigo”.

Caso a criança demonstre maior dificuldade em aderir à rotina prevista, os pais devem conversar e procurar soluções juntamente à diretoria. O mais importante é encontrar meios de não interromper a adaptação escolar, ainda que o pequeno expresse uma recusa em frequentar a instituição.

Aos adultos atarefados, muito cuidado! Muitas vezes eles não se dão conta de que as crianças, principalmente as menores, possam ter medo de serem esquecidas na escola. Por isso, o responsável por buscá-las deve ter cuidado redobrado nos primeiros dias de aula e estar na porta assim que elas saírem. Sabendo que não serão deixados para trás, os pequenos se sentem seguros para enfrentar o ano letivo.

A partir do sexto ano do ensino fundamental – antiga quinta série – tem início uma grande mudança na organização escolar. Em geral, a quantidade de disciplinas curriculares e de professores aumenta, e assim, os alunos deverão desenvolver cada vez mais autonomia e compromisso com os estudos.
Também é comum que os espaços escolares sejam compartilhados entre os alunos adolescentes, o que introduz grandes transformações na socialização da criança.
De fato, é importante que os pais reconheçam a necessidade de um maior distanciamento da rotina dos filhos, respeitando que eles escolham a melhor maneira de cumprir com seus compromissos escolares, sem que isso signifique deixá-los completamente desacompanhados.
Ao longo do ensino médio a preocupação com os vestibulares pode tornar os alunos e os pais excessivamente ansiosos. Uma disciplina diária de estudos mais prolongada deve ser incentivada desde a volta às aulas, mas sem promover uma pressão exaustiva.

No caso de aluno repetente, essa situação chata deve ser enfrentada com atitude positiva. No início das aulas é bom transmitir a ele confiança, acreditar que agora ele será capaz. Nada de frases como “Neste ano a responsabilidade é maior”. Reforço negativo é a última coisa que ele precisa.

Não importa a idade ou a fase, vale sempre aos pais lembrarem que a vida escolar se constrói nos acontecimentos cotidianos, rotineiros ou inesperados, alegres ou tristes, com ou sem conflitos. Cabe aos pais valorizar a presença integral dos filhos em tudo aquilo que a escola proporciona, desde o primeiro dia de aula, em cada etapa desse percurso da construção de si mesmos.

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