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Aula de hoje: Alimentação!

Todo mundo sabe da importância de comer bem. Uma alimentação saudável traz benefícios para a saúde, ajuda a nos manter ativos para realizar as tarefas do dia a dia e melhora até o humor. Para isto, requer diversidade de ingredientes em todas as refeições, com equilíbrio entre carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas e minerais. Na escola, um espaço ocupado por crianças e jovens, isso se torna ainda mais relevante. Porém todo mundo sabe que a oferta de alimentos saudáveis nas cantinas e lanchonetes que funcionam dentro das instituições costuma ficar abaixo do desejável.

Em 2008, a Sociedade Brasileira de Pediatria publicou uma compilação de diversos estudos sobre o tema, que mostra o aumento do número de crianças com excesso de peso varia de 10,8% chegando até a 33,8% conforme a cidade ou região. Diversos outros problemas, como diabetes, hipertensão arterial, alterações ortopédicas e elevação dos níveis de colesterol e triglicerídeos, têm se tornado frequentes entre a garotada.

Verônica Gomes é mãe de Geovana, de 13 anos. Aos nove, a filha já tinha sido diagnosticada com obesidade, desde então a mãe tem buscado alternativas para reverter esse quadro. “Em casa procuro ser exemplo para ela, evito a compra de doces e refrigerantes, faço comidas mais leves para as refeições e tenho levado a Geovana para acompanhamento médico e nutricional. Hoje ela mesma já se policia e tem consciência que precisa se cuidar, com isso temos conseguido bons resultados”, conta Verônica.

A nutricionista, Carla Rossini alerta sobre a importância dos pais na rotina alimentar das crianças e adolescentes. “Hoje em dia os pais estão com o dia cada vez mais atarefado e ao chegar em casa, na maioria das vezes, buscam alimentos de preparo rápido que em geral são os industrializados.”

Foto Abre

Carla diz que atende crianças que não conhecem boa parte das frutas, isso porque não lhes foi apresentado em nenhuma refeição antes, como cobrar dela gostar de algo que ela nunca provou?! Os jovens que passam muito tempo na escola ou em atividades extracurriculares também sofrem com uma alimentação desregrada, pois dificilmente eles vão à cantina ou a uma lanchonete comprar uma fruta, eles optam pelos refrigerantes, frituras e molhos que são os vilões da saúde.

As pequenas Caroline Fregadolli e Ândria Mendes participam de um grupo infantil de reeducação alimentar e contam que desde que começaram o acompanhamento com a nutricionista têm se esforçado para levar uma vida mais saudável, e o colega Davi Moreira completa “deixei as guloseimas de lado, para comer mais frutas e verduras.”

“Minha filha come de tudo, mas o problema são as grandes quantidades ingeridas em cada refeição. Com 13 anos ela está com sobrepeso, temos buscado consulta com nutricionista, acompanhamento psicológico e a prática de atividades físicas para que ela seja uma adolescente saudável. Desde as primeiras consultas ela já avançou bastante e aprendeu que o bem estar só depende dela mesma”, ressalta Meire Rangel.

O educador físico, Jhonatan Batilani aponta que os pais devem observar quais as modalidades de esportes que a criança mais se identifica para estimular a prática. “Desde bebê já é possível fazer natação, por exemplo. O bacana dessa atividade é que o pai ou a mãe participa junto, isso dá segurança aos pequenos. Com o passar dos anos, mesmo que em outras modalidades, os pais devem continuam motivando e acompanhando os filhos, assim torna a rotina mais prazerosa.”

A escola tem grande importância na formação da criança, e quanto à saúde não é diferente. A nutricionista Carla comenta que os professores devem motivar a ingestão de água, propor que os alunos levem garrafinhas, trabalhar com temas sobre a pirâmide alimentar e fazer atividades que desperte a atenção sobre o quanto é fundamental comer bem. “Mais do que o aprendizado, a escola vai ajudar a prevenir doenças nessa criança. O que é a nossa maior preocupação.”

As aulas práticas de culinária podem ser uma boa opção para tornar o aprendizado mais interessante e efetivo. Outra sugestão é fazer uma horta na escola, se não tem espaço físico, pode-se criar o ambiente de horta caseira em vasos ou até mesmo reaproveitando garrafas pet e potes de sorvete.

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Palestra aborda aprendizado e tecnologia

A convite do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Noroeste do Estado do Paraná (Sinepe/NoPr), Isabel Parolin esteve em Maringá durante evento de educação para ministrar aos professores o tema “A aprendizagem e o ensino em tempos hipermodernos”.Foto Abre

Como promover o aprendizado diante de tantas inovações tecnológicas? Essa é uma questão que aflige muitos profissionais da área da educação. Isabel conta que os valores atribuídos ao mundo do consumo, da rapidez e do descartável modificaram alguns encaminhamentos educacionais no seio da família, fato que repercute no dia a dia da escola. Em alguns casos, inclusive, a simbologia de pais, chefe e idoso, foi perdida.

Em sua fala, a palestrante aponta que é na escola que a criança tem seus encontros sociais, por isso, aquilo que é ensinado dentro da sala de aula precisa ser potencializado na sociedade. O que tem acontecido é que as pessoas recebem muita informação diariamente, mas estão tendo pouca evolução no que se diz respeito ao conhecimento.

“Grande número de pessoas utilizam a tecnologia para mediar suas relações sociais e, mesmo os mais resistentes, acabam cedendo às suas facilidades e rapidez. Os aplicativos de bate-papo, hoje, têm o mesmo efeito agregador que tinham as praças dos tempos antigos – um lugar de encontro. Contudo, todo o arsenal que a web oferece só se configurará como um instrumento no desenvolvimento pessoal e comunitário se as pessoas conseguirem estabelecer relações educativas através dessas mediações”, ressalta Isabel.

Roseli Messias é mãe de um menino de oito anos e reclama que seu filho só tem conseguido dormir muito tarde, quando vai brincar com outra criança é sempre utilizando o tablet e, algumas vezes, deixa o dever de casa sem fazer por passar boa parte do tempo nos jogos virtuais. “Com isso, ele tem sido um aluno desatento, sonolento e sem rendimento escolar. Eu e o pai dele estamos proibindo o uso da tecnologia para que ele melhore o desempenho em sala de aula”, conta.

A ministrante enfatiza que o desafio da escola de hoje é provocar as aprendizagens que humanizam e promovem inserção social, entendendo os limites e as conquistas dessa geração que é conectada, mas impaciente, hiperativa, mas com atenção limitada a pequenos intervalos de tempo, que não pensa em linearidade, mas em descontinuidade, que tende as multitarefas, que vive no senso de urgência, aliada ao fato de usarem as novas tecnologias com melhor desenvoltura que seus educadores, mas que precisa de ajuda para focar no aprender.

“A escola detém uma qualidade de valor inestimável a essa geração – a possibilidade do encontro e das trocas presenciais – face a face, algo que tem sido deixado de lado devido aos contatos apenas virtuais”, ressalta Isabel.

A psicopedagoga finaliza afirmando que apesar da forma de se relacionar ter mudado, as crianças e jovens precisam estabelecer relações com qualidade, que garantam um modo de viver e conviver de acordo com os valores que sustentaram, historicamente, as organizações sociais até os dias de hoje. “Para exemplificar, não é por que uma criança tem desenvoltura surpreendente diante de um iPad que ela poderá deixar de almoçar ou fazer suas tarefas”, conclui.

A professora Márcia Cristina Bueno diz que após ouvir a fala da ministrante percebeu que o educador tem que sair de casa não pensando que vai dar aulas, mas que irá formar cidadãos. “O conhecimento é o grande libertador da sociedade. A família merece atenção, deve ser instruída. O professor tem um papel educativo essencial.”

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Colorindo a vida

Foto AbreAs tintas e o papel sempre fizeram parte da vida da escritora maringaense, Maria Cristina Vieira. Com duas formações no currículo, pedagoga e técnica em enfermagem, ela conseguiu aliar as paixões em rimas que são compostas por divertidos personagens que expõem situações do universo da saúde.

Cristina conta que na infância só conversava com uma de suas primas por versos. “Desde pequena sonhava em ser professora”, e foi assim que ela decidiu escolher a graduação da pedagogia. Depois de formada, os imprevistos da vida a fizeram mudar os rumos e um novo desafio entrou em seu caminho, a enfermagem. Mas Cristina nunca deixou de lado o amor pela literatura, na tentativa de alegrar os pacientes a escritora preparava atividades pedagógicas para os adolescentes internados, contava histórias para as crianças e criava poesias para os adultos.

“Minha preocupação era de humanizar aquele ambiente hospitalar, percebi que o sofrimento das pessoas que ali estavam poderia ser amenizado com um pouco de atenção e cultura”, diz. Cristina também costumava desenhar nas fitas crepes que prendiam as agulhas para a aplicação de remédios nos punhos dos pacientes, tudo isso para ter apenas uma recompensa: o sorriso no rosto da pessoa que sentia dor.

Hoje, ela abriu mão da rotina do hospital para se dedicar a profissão de escritora. Mas deixou uma boa lembrança nos antigos ambientes de trabalho. “Nos hospitais que atuei fiz pinturas nas paredes das alas pediátricas, uma forma de continuar alegrando os pequenos que passam por lá”, ressalta.

Cristina que além de escrever, também ilustra as suas obras, já tem uma coleção de dez livros infantis publicados, intitulada “Despertar” e se prepara para lançar a segunda. Desta vez o personagem principal da série é o peixinho Nestor. O protagonista das histórias é portador de necessidades especiais e apresenta assuntos de conscientização social, obesidade infantil, doação de órgãos e até preocupação com o lixo e a escassez da água.

Aliado a este trabalho ela também produziu o livro “O mosquito perigoso” no qual além da leitura da história a criança também pode colorir a obra. O enredo em rimas sobre a Dengue vem acompanhado de um caderno com atividades pedagógicas. “É um excelente material para os professores utilizarem em sala de aula, pois apresenta os versos e a arte da pintura, aliada a um tema que é de preocupação da sociedade”, comenta.

Sem parar de sonhar com o sucesso, Cristina divide seu tempo refinando o talento em peças artesanais com os personagens que criou. “A rotina diária às vezes é exaustiva, quem vive da literatura busca o tempo todo por recursos, mas nada é obstáculo quando estamos fazendo aquilo que nos deixa feliz. Não há recompensa maior do que ouvir relatos de pessoas que se alegraram, que tiveram forças para superar doenças, a partir da leitura das minhas histórias”, comemora.

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Viapar distribui presentes em comemoração ao Dia das Crianças

Ver o sorriso no rosto de uma criança é algo muito prazeroso, ainda mais perto do dia delas. E é assim, mais felizes, que irão ficar aproximadamente duas mil crianças carentes nas próximas semanas. A iniciativa de arrecadar brinquedos teve início pelos colaboradores da Concessionária de Rodovias, Viapar, que manifestaram o desejo em realizar um trabalho voluntário em prol dos pequenos.

“Muita alegria para quem recebe”, é o que garante a diretora do Lar de Preservação à Vida, Helena Carmen Bressan. A instituição que atende gestantes em situação de risco ou abandono familiar, acolhe mães e filhos há mais de 20 anos e foi selecionada pela Viapar para receber parte dos brinquedos arrecadados. “É gratificante ver uma criança feliz. Para muitas, essa vai ser a única lembrança desta data comemorativa”, relatou Helena.

A atendida Sulamita Barbosa Lemes, 22, é mãe de Pedro Emanuel de apenas um ano e parabeniza a ação da Viapar. “Uma atitude inspiradora, que esta iniciativa sirva de exemplo para outras pessoas que têm condições de ajudar ao próximo.”

Flávia da Silva Oliveira, 32, tem um filho de dois anos e está grávida de sete meses, ela que também vive no Lar agradece aos presentes recebidos. “Doações são sempre bem-vindas, especialmente quando é algo para os meus filhos. Tenho uma vida difícil, se não fosse a Viapar eu não poderia comprar nada para eles”, conta.

Segundo a responsável pela campanha, Bruna Santos, a Viapar realiza este tipo de ação desde 2002. “Já é uma política da empresa comprar e incentivar os colaboradores a doarem, está é uma forma de ajudar no desenvolvimento e na preservação da infância destas crianças”, comentou.

Do início do projeto até o ano passado, mais de 25.000 crianças foram beneficiadas. Em 2013, com a ajuda dos colaboradores, a empresa distribuiu cerca de 1.200 brinquedos. “Participo da campanha todos os anos. No departamento em que trabalho a maioria dos funcionários doam um valor em dinheiro, desta forma podemos comprar mais presentes. É muito bom saber que estamos ajudando famílias carentes e, assim, proporcionar a felicidade de uma criança”, destaca a agente da Viapar, Luiza Antonia.

Angélica Facina Rodrigues é auxiliar administrativo da empresa e a cada nova ação solidária conta com a ajuda da filha Gabrieli, de nove anos, para colaborar com a iniciativa. “Os brinquedos que minha filha não usa mais têm destino certo. Vão sempre para as instituições atendidas pela Viapar. É uma campanha muito importante e que se depender da minha ajuda, irá continuar por muito mais tempo”, ressalta.

Além da doação já realizada no Lar, em Maringá, neste ano ainda está prevista a entrega de presentes para crianças de Marialva, Apucarana, Corbélia, Cascavel, Campo Mourão, Alto Paraná e Nova Esperança.

DOAÇÃO. A cada ano, mais crianças são atendidas a partir da arrecadação de brinquedos pela Viapar.

DOAÇÃO. A cada ano, mais crianças são atendidas a partir da arrecadação de brinquedos pela Viapar.

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HQ: narração de palavras e sequência de imagens

As atividades com as histórias em quadrinhos (HQ) em sala de aula são sempre muito bem recebidas por oferecer diversão e humor no aprendizado. Este gênero textual remete a discussões e promove a leitura e o desenvolvimento de um estudo que apresenta tanto a linguagem verbal, como a não verbal. E assim, estimula o aluno a interagir e dialogar com o texto que está sendo lido.

Pensando nisso a professora Cícera Aparecida Tassoli que leciona para o quinto ano da Escola Municipal Rocha Pombo, em Ourizona, optou por relacionar as notícias do jornal “O Diário” aos desenhos, balões e histórias criativas fazendo os alunos produzirem em um formato novo para eles, as HQs.

“Faço parte do Diário na Escola há alguns anos e já participei das capacitações oferecidas pelo Programa sobre as histórias em quadrinhos. Isso me ajudou na hora de montar a atividade, pois eu precisava trabalhar sobre a “dengue”, um problema que tem afetado o município, mas queria fazer algo diferente”, conta Cícera.

Primeiro a professora separou exemplares que continham matérias sobre a temática escolhida para a criação dos trabalhos. Em seguida os estudantes tiveram acesso aos jornais selecionados para que através da leitura das notícias eles pudessem retirar argumentos e construir o enredo das historinhas.

“Eu adoro ler gibis, e montar quadrinhos com personagens que eu mesma criei é muito legal! O texto é a parte mais difícil, principalmente porque esta é a minha primeira produção”, comenta a aluna do 5º ano “B”, Maria Clara Costa Calvo.

“Utilizamos as histórias em quadrinhos da Turma da Mônica nos momentos de leitura em sala, pois são conhecidas pelo público infantil e oportunizam trabalhar diferentes conteúdos. Como os personagens também são crianças os alunos se identificam com eles e sentem prazer na hora de ler”, ressalva a coordenadora Izabel Cristina Pessutti.

Vale salientar que o estudo deste gênero facilita a discussão de assuntos que envolvam, por exemplo, problemas sociais. Pois as histórias em quadrinhos retratam estes temas em uma perspectiva pedagógica e dinâmica. “As crianças gostam da HQ e encaram a produção como um momento de lazer no qual podem usar a imaginação”, fala Cícera.

Autores apontam que os quadrinhos tem caráter lúdico e muitos os consideram uma forma de arte. Além de entreter, estes são significativos no processo de ensino-aprendizagem dos mais diversos conteúdos, como geografia, matemática, história, português e até idiomas estrangeiros. A professora ressalta que o lúdico é essencial na vida cotidiana do indivíduo, “devemos educar as crianças sempre proporcionando momentos de interação uma com as outras, e nessa proposta a HQ facilita o trabalho.”

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CRIAÇÃO. Esta é a HQ desenvolvida pela aluna Maria Clara. No enredo, conselhos para os cidadãos que ainda não têm atitudes preventivas a proliferação do mosquito Aedes Aegypti.

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Ociosidade e drogas é tema de aula em Marialva

De acordo com o levantamento do Serviço de Abordagem, da Secretaria Municipal de Assistência Social e Cidadania (Sasc), a ociosidade e as drogas são os motivos que mais levam crianças e adolescentes à viverem em situações de rua em Maringá. Os dados também revelam que a maioria dos menores que são encontrados vendendo doces nas ruas, ou mesmo em situação de mendicância, pertence a cidades vizinhas.

Este assunto despertou a atenção da professora Amélia Watanabe Horita, que leciona para os alunos da Escola Municipal Dr. Milton Tavares Paes, em Marialva. “A notícia destaca que a Sasc de Maringá encaminhou 171 crianças e adolescentes para o abrigo provisório do município somente em 2013. Esta é uma realidade que poderia ser a de algum dos meus alunos, por isso decidi discutir o tema.”

Com o objetivo de trabalhar o texto jornalístico e fazer com que as crianças expressassem suas opiniões, Amélia entregou exemplares do Diário para a leitura da matéria, em seguida discutiu sobre o assunto e os estudantes desenvolveram produções textuais argumentando possíveis soluções para o caso de menores que vivem na ociosidade.

“Quando fiz a correção dos textos me surpreendi com os resultados. Por ser um material diferente os alunos adoram o jornal, e isso os motiva a ler e a escrever. Outro fator importante é que a notícia apresenta pessoas com idade similar a deles, o que desperta identificação e interesse pela atividade proposta”, conta Amélia.

A estudante Gabriely Bressa destaca que a oportunidade de ler sobre o que está acontecendo atualmente, a faz ter consciência do que é certo ou não. Assim, aproveita os exemplos para não cometer os mesmos erros.

“Na matéria eu li que têm muitas crianças que passam os dias nas ruas pegando latinha, papelão e lixo. E na verdade, elas estão trabalhando para os pais delas, para os adultos, e isso é muito feio. Lugar de criança é na escola”, enfatiza o aluno Renê Rossatti.

A estudante Ana Paula Nunes comenta que algumas meninas acabam ficando nas ruas e ao crescer nessa situação perdem seus valores. “Muitas vezes elas deixam de lado o amor próprio e para ganhar dinheiro se prostituem. Isso é ruim porque ainda correm o risco de pegar doenças.”

A aluna Larissa de Jesus Souza diz que esses adolescentes que trabalham, ao invés de estudar, acabam se envolvendo com as drogas. “Entrando nesse mundo você se afunda cada vez mais e só terá derrotas. Não vale a pena, pois isso vai te levar ou para a cadeia ou à morte.”

A coordenadora pedagógica Elisa Mara Perez ressalta que o livro didático apresenta a história do nosso passado, e este, aliado ao jornal faz o estudante perceber a mudança que ocorreu na sociedade. “O Diário é uma das poucas fontes de informação que nossos alunos têm, por isso é um material tão valorizado em sala de aula. Além de os manterem atualizados, o impresso ainda desperta a curiosidade das crianças quando trabalhado na interdisciplinaridade”, conta.

OPORTUNIDADE. Jornal O Diário diversifica a metodologia de trabalho em sala de aula e apresenta diversidade de textos

OPORTUNIDADE. Jornal O Diário diversifica a metodologia de trabalho em sala de aula e apresenta diversidade de textos

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Educação no trânsito

ANUNCIO OFICINA DE TRANSITO (2) (1)Com o objetivo de ensinar as crianças sobre as obrigações e os deveres dos pedestres e motoristas, a VIAPAR recebe em sua sede grupos de alunos toda semana para a participação na Oficina de Trânsito.

No auditório da empresa, além de uma pequena palestra sobre segurança no trânsito, os visitantes assistem a vídeos relacionados ao assunto. Em seguida, vão até uma mini-rodovia lá existente, com pistas, placas, semáforo e passarela em tamanho reduzido, construída especialmente para essa finalidade. E ainda conhecem o Centro de Controle e Operações (CCO), um dos mais modernos do País.

Ao final é servido um delicioso lanche, além da entrega de brindes e material informativo.

Caso a instituição de ensino não possa levar os alunos até a sede da VIAPAR, a empresa disponibiliza uma equipe que vai a escola e realiza a Oficina Itinerante com atividades de conscientização sobre o trânsito.

Entre em contato pelo telefone (44) 3033-6000 e agende um horário para a Oficina de Trânsito ou solicite a Oficina Itinerante em sua escola!

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Jornada discute alfabetização

A coordenação do curso de pedagogia e a reitoria da Unicesumar realizaram, entre os dias seis e oito deste mês, uma jornada com o objetivo de proporcionar visão atualizada sobre a prática docente. O evento foi direcionado para estudantes e profissionais da área e buscou ampliar as possibilidades do planejamento do professor.

A temática “Alfabetização nos anos iniciais” foi uma preocupação que surgiu em reuniões com os educadores do curso de graduação. “Os resultados do último Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) foram baixos. Em uma estatística de zero a 10, o Brasil tem média quatro. É um dado alarmante e que precisa ser mudado”, destaca a coordenadora do curso de pedagogia e organizadora da jornada, Prof Doutora Rachel de Maya Brotherhood.

Na programação, palestras e oficinas foram oferecidas com o propósito de auxiliar os profissionais da educação a desenvolverem novas propostas didáticas. Entre os assuntos mais discutidos estavam: letramento, estratégias de leitura, desafios do curso de pedagogia e analfabetismo funcional.

ODIARIO_ESCOLA_CESUMAR_JPS (3)A pós-doutora Renata Junqueira de Souza – pesquisadora do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e professora da UNESP/ Presidente Prudente – ministrou a oficina Estratégias de Compreensão Leitora. “As crianças conseguem ler, mas não compreendem o que está escrito. Na oficina os participantes conhecem o passo a passo para despertar motivação e entendimento nos alunos”, conta.

A ministrante sugeriu atividades a serem realizadas com as crianças antes, durante e após a leitura. “Antes de ler devemos aguçar a curiosidade do aluno para que ele possa ativar o conhecimento, durante a contação da história chamar a atenção e permitir respostas pessoais é uma dica importante. E para finalizar, o ideal é que desenvolvam propostas em que possam refletir, analisar e sintetizar o que foi lido”, ressalta Renata.

Antonio Eduardo Gabriel é professor da Unicesumar e esteve presente todos os dias. “O evento é bastante interessante, pois apresenta novas técnicas e sugestões de propostas para serem aplicadas em sala. Tudo o que é repassado acrescenta a formação. A boa qualificação dos palestrantes e os conteúdos com diferentes tipos de abordagem me animaram”.

A estudante de pedagogia, Éli Cristina Mira de Souza está prestes a enfrentar o mercado de trabalho e conta que os conteúdos repassados são excelentes para dar segurança na hora de ir a pratica em sala. “Com tantas informações e atividades agora é o momento de buscar meu espaço dentro das escolas”.

Rachel de Maya comemora a realização do evento. “É sempre muito bom oferecer novos aprendizados. Espero que os profissionais da educação tenham saído com a consciência de que eles podem mudar a situação escolar desenvolvendo consciência crítica no aluno, e assim o educador passe a ser mais valorizado”.

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História de Rafael vence concurso

No mês em que se comemora o Dia da Criança, o Diário na Escola em parceria com a Livrarias Curitiba, lançou a promoção cultural “Livro também é diversão!”. Para concorrer a seis livros infanto juvenis os participantes contaram como estimulam a leitura nos pequenos, seja filho, neto, sobrinho ou aluno.

DSC00246A vencedora do concurso é Léia Rachel Teixeira de Souza que diariamente lê para o filho de apenas dois anos, Rafael Silvério de Souza. Mas o estímulo à leitura na vida de Rafael começou antes mesmo dele nascer.

Quando Rachel descobriu que estava grávida pesquisou formas de auxiliar o desenvolvimento da criança ainda na barriga. Uma das dicas que encontrou foi justamente a de ler para o bebê.

Guias de gravidez apontam que ainda no ventre a criança pode ouvir histórias contadas pela mãe. Nessa fase o pequeno é considerado um leitor ouvinte, o objetivo não é que ele entenda o enredo, mas que passe a reconhecer a voz da mãe e fortalecer o elo entre eles.

“Depois que Rafael nasceu os presentes eram livros musicais, com ilustrações e até aqueles que pudessem ser manuseados dentro da banheira. Assim ele foi percebendo como as obras eram interessantes e que também poderiam diverti-lo”, conta a mãe.

Graduada em Letras pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), Rachel sempre foi apaixonada por leitura. “Minha mãe trabalhava fora e não tínhamos o hábito de ler juntas, mas sozinha eu fui sentindo a necessidade de procurar os livros, frequentar bibliotecas e sempre levava minha irmã comigo”.

Ela destaca que a leitura é um crescimento pessoal, você passa a ter mais argumentos na hora de escrever e consegue se expressar de forma melhor durante uma conversa. “Os livros além das histórias fictícias, também trazem informações e conhecimentos que vou levar para o resto da vida”.

Rafael vai para a escola desde os seis meses do nascimento. A professora comenta que ele é uma criança bem desenvolvida, comunicativa, que já reconhece personagens e gesticula durante as aulas. “Em casa ele mostra algumas letras, números e cores. Fico encantada!”, diz Rachel.

As leituras para Rafael são feitas todas as noites antes de dormir. Quando a mãe não está lendo para ele, é o pequeno quem pega o livro sozinho e começa a folhear e ler tudo o que está escrito, antes mesmo de estar alfabetizado.

Por muitas vezes Rachel leu as histórias: “Chapeuzinho Vermelho” e “Os Três Porquinhos”, hoje Rafael conta o enredo nas narrativas e até imita o rugido do Lobo Mau.

“Com tantas opções tecnológicas as crianças estão se afastando do contato com os livros. Quero que na vida do meu filho isso seja diferente. Percebo que o hábito da leitura é algo prazeroso para ele, e espero que continue assim”, enfatiza a mãe.

Rachel destaca que além da motivação familiar, a escola tem papel fundamental no estimulo à leitura. “O Rafael tem muito contato com os livros em sala de aula e a professora separa horários na semana para a contação de histórias. Acredito que tendo o exemplo dentro e fora de casa ele será um leitor assíduo, e no futuro tenha o hábito de ler para seus filhos”.

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Um dia de cultura, diversão e solidariedade

19Aproximadamente mil pessoas desfrutaram de uma tarde especial em comemoração ao Dia da Criança em Fênix. O grupo de espetáculos “Espaço Sou Arte”, de Campo Mourão, animou a festa com apresentações de dança, teatro, atrações de circo, Super Heróis, e muita descontração para todas as idades.

O evento foi realizado pela prefeitura em parceria com as secretarias de educação, cultura e ação social, escolas municipais, Rotary Clube e comércio local. Todos unidos com o intuito de proporcionar entretenimento aos moradores da cidade.

“A festa foi algo novo que despertou curiosidade nas pessoas. Fiquei muito feliz e satisfeito ao perceber a alegria de todos que participaram”, destaca o prefeito municipal, Edwaldo Gomes de Souza.

As crianças ainda participaram de oficina de pintura, contação de histórias com fantoches, cama elástica, pula pula, e diversas outras ações que tornaram a data comemorativa ainda mais especial.

“Por ser a primeira que Fênix oferece uma ação dessas, o envolvimento da população foi grande e nós que organizamos nos sentimos realizados em proporcionar momentos de aprendizado e lazer. O resultado foi tão bom que já começamos os preparativos para uma festa semelhante no ano de 2014”, enfatiza a secretária de educação, Maria Amélia Santiago Ferreira.

A diretora da Escola Municipal Tancredo de Almeida Neves, Tânia Estevanato, define a ação como um dia para fazer sorrir e plantar a sementinha da esperança no coração de muitas crianças. “Foi um momento em que alunos, professores e comunidade puderam celebrar juntos. Com certeza esta data será inesquecível na vida dos pequenos”.

16“O grupo “Espaço Sou Arte” apresentou atividades bem diversificadas que agradaram todas as faixa etárias, e assim, envolveu tanto as crianças quanto seus familiares. Foi um exemplo de parceria entre a prefeitura municipal e as secretarias. Como professora parabenizo a todos pela atenção voltada à cultura. Isso sim faz parte da educação!”, comemora Marineiva Aparecida dos Santos de Souza.

A aluna Pamela Cordeiro Kalinke se encantou com tantos brinquedos. “Eu me diverti até cansar, até hoje tem horas que paro e fico lembrando das coisas legais que vi no evento. Já estou ansiosa para a festa do ano que vem”.

Para aguentar a tarde de atrações os organizadores também ofereceram aos participantes: cachorro quente, algodão doce, refrigerante e sorvete, tudo gratuito.

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