curiosidade

Visita ao Diário resulta em produção

Todas as escolas municipais de Astorga estão trazendo seus alunos para visitar a sede do Grupo O Diário. Durante o passeio educativo, as crianças conhecem desde a produção da notícia até a impressão do jornal e os diferentes profissionais envolvidos neste processo.

Na última semana, as turmas do quinto ano da Escola Municipal Alfredo Sofientini estiveram na empresa e voltaram para a sala de aula prontos para criar conteúdos a respeito de tudo o que aprenderam.

“Eu me senti emocionado em ver a rotina de trabalho dos funcionários e fiquei muito feliz em poder conhecer como o jornal é feito antes de ser entregue em nossas casas”, destaca o aluno, Everton da Silva.

A professora Sonia Gimenes solicitou que as crianças relatassem através de uma poesia, história em quadrinhos (HQ) ou tirinha, algo que demonstrasse o que o passeio representou para elas. “Percebi que mais do que um momento de entretenimento fora da escola, os estudantes trouxeram valores que acrescentaram à vida deles, no momento da produção todos queriam participar, pois estavam cheios de ideias”, conta.

A aluna, Maria Clara Lopes de Souza comenta que ficou surpresa com o número de pessoas envolvidas na produção do jornal. “Achei que a diagramação do jornal era feita por algum sistema, mas não, este trabalho é feito pelo diagramador.” Quando foi desenvolver a atividade, Maria Clara optou por fazer uma HQ e assim, apresentar a função de cada um dos profissionais da redação. “Reforcei o que aprendi no passeio, quando criei a minha historinha. O dia da visita ao Diário foi maravilhoso e eu nunca vou esquecer tudo o que vi”, relata.

NA PRÁTICA

O aluno, Everton Luiz da Silva desenvolveu um poema sobre o passeio educativo ao Diário. Leia:

Visitamos o Diário

E eu achei tudo muito legal

Tem repórter e fotógrafo

Subindo e descendo degraus

 

Tem a sala pré-impressão

Fechada em todos os lados

Para não entrar nenhuma luz

Onde na placa de metal, o jornal é revelado

 

O galpão de impressão

Tem uma máquina comprida

Que produz 18 mil jornais

Para a leitura da nossa população querida

Voltamos de ônibus

Curtindo a visita

Foi um momento formidável

Que vou guardar para toda a vida.

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Interpretando o jornal

A proposta de reescrever os fatos publicados no jornal, através da observação apenas das imagens, tem rendido bons trabalhos dentro das instituições de ensino. Por ser algo que proporciona uma nova experiência ao estudante e o faz usar a criatividade, os professores têm aplicado essa didática em sala de aula.

Joana de Lourdes Contieri leciona na Escola Municipal São Jorge, em São Jorge do Ivaí, e desenvolveu com seus alunos do 5º ano o desafio de interpretar as fotos do Diário, e assim, criar algo novo que pudesse descrever a imagem jornalística. “As crianças tiveram liberdade de escolher o que mais os despertasse a atenção, isso foi bom para estimulá-los, pois cada um optou por aquilo que tem maior afinidade ou conhecimento”, conta.

“Este trabalho enriquece muito a aprendizagem dos alunos, acrescentando tanto na prática da leitura quanto na escrita”, destaca a supervisora da escola, Rozilene Cassanho Zago.

O estudante Fabrício Pereira da Silva comenta que adorou a proposta. “Foi divertido, pois senti um pouco do desafio que é a rotina dos repórteres do Diário.” A colega Akemyla Ventureli completa, “me diverti com a atividade e ainda conheci novas estruturas que compõem o jornal, porque durante a escolha da imagem observei as páginas com mais calma.”

Contente com o desenvolvimento do trabalho a partir do uso do Diário em sala de aula, a professora ressalta a importância em receber o material semanalmente. “É uma oportunidade de leitura factual que muitos alunos só têm dentro da escola. Mais do que um auxílio no processo de ensino é a chance de ter acesso às notícias da região.”

PRODUÇÃO

Estudante recebe o desafio de assumir a função de repórter e cria legenda para foto do Diário.

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Em Maringá, um homem foi flagrado nu próximo à Praça Rui Barbosa. Enquanto ele atravessava a rua pessoas ligaram para a polícia. Questionado, o rapaz disse que gosta de chamar a atenção. (Legenda produzida pela aluna: Akemyla Ventureli)

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Notícia do Diário é tema de enquete escolar

Foto AbreA equipe do Diário na Escola esteve em Ivatuba para realizar oficina pedagógica com os alunos da Escola Municipal Afrânio Peixoto. Assim que os estudantes olharam a capa do jornal, a manchete: “Macacos deverão ficar estéreis” publicada no Diário despertou o interesse da criançada.

Muitos alunos comentaram que os animais já tinham roubado seus lanches durante passeios, outros contaram que adoram ir até os parques pela oportunidade em ver os macacos de perto, e a partir dessa discussão sobre o tema da notícia foi desenvolvida uma enquete.

Para que as crianças tivessem argumentos e até embasamento para decidir sobre a vasectomia nos animais, os estudantes fizeram a leitura da matéria publicada no Diário. Desta forma conheceram as opiniões das pessoas que são a favor ou contra o procedimento cirúrgico e quais as justificativas apresentadas.

“Esta atividade proporciona uma interação entre a turma, eles trocam experiências e tentam convencer a respeito da melhor escolha, quais consequências uma decisão pode gerar. É um momento muito enriquecedor no processo de aprendizagem”, destaca a professora Odete Pereira de Melo Calvi.

A partir da questão “Você é a favor ou contra a vasectomia nos macacos-pregos?”, os estudantes se reuniram em grupos e tiveram que entrar em um consenso sobre o melhor a ser feito com os animais que estão roubando alimentos de visitantes e até das casas da redondeza em que vivem, mas que também são atração por onde passam. “Não podem deixar os macacos estéreis, se eles pararem de reproduzir a espécie vai ser extinta”, alerta a aluna Any Emanuely de Andrade Mazola.

“Os macacos já estão invadindo a privacidade das pessoas, se continuarem aumento o número de animais dentro da cidade, os problemas podem se agravar”, enfatiza a estudante Natasha Lemos.

A coordenadora pedagógica, Maria de Lourdes Macedo conta que os momentos com o uso do Diário em sala de aula tem resultado em melhora na leitura e na interpretação das crianças. “Com temas atuais os alunos se interessam pelos conteúdos didáticos e desta forma conseguimos fazer um trabalho de interdisciplinaridade. Além da oportunidade que os estudantes têm de levar o jornal para casa e ler com a família.”

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A história da fotografia em pauta

FASCÍNIO. O contato com equipamentos utilizados em décadas passadas encantaram os estudantes.

FASCÍNIO. O contato com equipamentos utilizados em décadas passadas encantaram os estudantes.

Em Santa Fé, município em que cerca da metade da população ativa trabalha no segmento fotográfico, a equipe do Diário na Escola desenvolveu uma oficina pedagógica sobre a evolução das máquinas e dos tipos de registros com os alunos das Escolas Municipais Jardim Primavera e Nove de Dezembro.

“Este é um assunto que está próximo da realidade dos estudantes, fator que torna os resultados das atividades ainda melhores. Parte dos familiares das crianças ganha seu sustento nas empresas fotográficas da cidade, por isso é importante que conheçam sobre o assunto”, destaca a professora Genilza Favato.

A coordenadora do Programa, Loiva Lopes apresentou um vídeo com toda a história da criação da primeira máquina até a mudança que houve na pose das pessoas para os registros. “Antigamente ninguém sorria para as fotos. Descobri que era porque poderia demorar até trinta minutos para ser feito uma imagem, pois os equipamentos não tinham a tecnologia e agilidade que vemos hoje”, conta o aluno Vitor Hugo Evangelista.

As crianças tiveram a oportunidade de manusear as máquinas fotográficas que já foram utilizadas pelos fotógrafos do Diário ao longo dos 40 anos de história da empresa. “São relíquias guardadas que ajudam os estudantes a entender o avanço dos registros. Os equipamentos que eram grandes, pesados e sem flash, hoje deram lugar aos compactos e com diferentes funções”, fala Loiva.

Grande parte dos alunos se quer tinham visto um filme fotográfico, daqueles em formato de carretel que era utilizado para registrar a imagem e, em seguida, ser feita a revelação. “Tudo está sendo novidade, não imaginava que um dia já havia existido equipamentos assim. Adorei a oficina de hoje e agora tenho mais certeza de que quero ser fotógrafa”, comenta a estudante Giseli Fátima Sgaraboto.

“Além do momento de aprendizado, a vinda da equipe do Programa até a escola trouxe interação entre os alunos”, ressalta o professor Jeremias Ramos Coutinho. A colega de profissão Jaqueline Biazon completa, “não só as crianças estão saindo da aula com novos conhecimentos, mas eu também. A fala da Loiva me proporcionou ideias que vou aplicar em sala para continuar o trabalho sobre a fotografia.”

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40 anos do Diário enriquecem bibliotecas escolares

Fruto do trabalho de pesquisa nos acervos da empresa, o livro “O Diário – A história contada por quem faz história” apresenta um recorte dos principais fatos noticiados nos últimos 40 anos. O jornalista e autor da obra, Edivaldo Magro passou dias imerso no acervo do próprio jornal, folheando centenas de edições. “Corri os olhos por mais de 15 mil páginas recolhendo os assuntos que, na minha percepção, tinham relevância histórica – para o jornal e o leitor. Organizá-los para uma melhor compreensão também foi desafiador”, conta Edivaldo.

SARANDI. Loiva Lopes entrega exemplares do livro do Diário para a secretária da educação do município, Adriana Palmieri. As obras serão destinas às bibliotecas das escolas.

SARANDI. Loiva Lopes entrega exemplares do livro do Diário para a secretária da educação do município, Adriana Palmieri. As obras serão destinas às bibliotecas das escolas.

Todas as instituições de ensino participantes do Diário na Escola serão contempladas com edições do livro. “O material será uma fonte de pesquisa muito interessante para os estudantes, além de contar a história de 40 anos do jornal O Diário, traz uma compilação dos eventos noticiosos que receberam cobertura nacional. Até o fim deste ano pretendemos entregar um exemplar para cada biblioteca das escolas parceiras do Programa”, destaca a coordenadora do Diário na Escola, Loiva Lopes.

O autor da obra esclarece que as informações, sem dúvida, podem ser um importante instrumento pedagógico. “A história é um tema de relevância e quando explorado adequadamente, se transforma num recurso didático muito eficiente para capturar a atenção dos alunos.”

“O livro vai auxiliar o trabalho do professor, pois apresenta textos com diversidade de gêneros. Quando se usa um material novo em classe, o estudante tem maior interesse pela atividade, algo que gera bons resultados”, comenta a coordenadora pedagógica Raquel dos Santos.

“A informação é sempre um instrumento de evolução. Não importa sua plataforma: virtual, eletrônica ou impressa. Quando se trata de crianças, o conhecimento deve ser servido como gênero de primeira necessidade – e de forma sempre abundante. Nesse contexto, o livro dos 40 anos do Diário sem dúvida é uma grande fonte de informação e conhecimento. A abordagem de temas relevantes das últimas quatro décadas é um recurso facilitador para o uso do conteúdo em sala de aula”, enfatiza o presidente do Grupo O Diário, Sr. Franklin Vieira da Silva.

A aluna Amandda Soares está curiosa para ler a obra. “Quando visitei a sede do Diário conheci alguns dos primeiros exemplares impressos, mas agora vou poder acompanhar não só a evolução do formato das páginas como também das notícias.”

Edivaldo conta que o trabalho foi mais prazeroso que exaustivo. “Reafirmou em mim a convicção de que o jornalista é um historiador do seu tempo e, diante de uma notícia, deve tratá-la como tal, claro, mas igualmente ter em perspectiva que aquele acontecimento vai se tornar um fato com relevo histórico, que pode servir no futuro como fonte importante de consulta”, conclui.

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Leitura de O Diário motiva visita à sede da empresa

Todas as semanas os estudantes das instituições de ensino que são parceiras do Diário na Escola recebem o jornal para desenvolver atividades. Para muitos, estas aulas oferecem o primeiro contato com o impresso. Com a novidade em sala as crianças enchem as professores de perguntas. Esta aí uma ótima oportunidade para responder as curiosidades.

Monitorados por uma jornalista, a ideia principal é aproximar os alunos do dia-a-dia de quem faz o jornal impresso, em seus diferentes setores. Num primeiro momento os visitantes recebem informações gerais sobre o funcionamento do jornal e a rotina de trabalho de cada funcionário da redação – repórteres, fotógrafos, diagramadores e editores chefes. Os alunos podem, inclusive, circular pela redação e sentir um pouco da adrenalina de quem produz um jornal diário.

“Os alunos necessitam conhecer o jornal não só como meio de comunicação, mas também como empresa. Diariamente há uma força de trabalho empregada para a produção do impresso. Desta forma valorizam o material, e passam a ler os textos com mais atenção”, conta a professora da Escola Municipal Criança Esperança, em Sarandi, Maria Terezinha de Oliveira.

VISITA ARQUIVO RL3Há 40 anos no mercado, a empresa dispõe de uma sala de arquivo na qual ficam armazenados todos os exemplares que já foram impressos. Quem mostra aos visitantes a primeira edição do Diário – datada em 29 de junho de 1974 – é Rui da Costa Silva, funcionário desde 1982. “Recebo com alegria os estudantes que vêm conhecer nosso espaço. Observam com atenção, fazem perguntas e querem saber detalhes, alguns até inusitados. Procuro incentivar a leitura e transmitir o valor do material aqui arquivado.”

A professora Ione Dias Rodrigues relata que foi uma experiência interessante. “O Diário está fazendo e marcando a história da nossa região ao arquivar os exemplares de todas as edições. Com isso, proporciona aos visitantes a união do passado com o presente. Pude perceber que não só os lugares mudaram com o tempo, mas também o modo de vida das pessoas.”

Um dos momentos mais esperados é a circulação pelo parque gráfico. Barracão onde é possível ver de perto a rotativa de 39 metros de comprimento, seis metros de altura e 60 toneladas. Adquirida pela empresa em 2011, a máquina aumentou a capacidade de 15 para 35 mil impressões por hora.

image“Trabalho no Diário há 37 anos, sempre no setor de impressão. Começamos com uma máquina bem pequena e lenta. Somente em 1995 chegou a rotativa colorida, mas ainda assim tinha baixa velocidade. Hoje nosso equipamento é o mais moderno da região e eu tenho orgulho de ver como a empresa cresceu, mesmo aposentado continuo trabalhando porque isso me faz sentir vivo”, conta Dionizio de Almeida.

As bobinas de papel jornal deixam as crianças de “boca aberta”. Com cerca de 2.300 metros de papel e 380 quilos cada uma, as grandes pilhas aguçam a curiosidade dos visitantes. Dionízio comenta que o papel jornal vem da árvore Pinos, cultivada na região de Ponta Grossa, e ressalta que para a produção de cada bobina é necessário oito árvores. “As informações repassadas poderão ser trabalhadas de forma interdisciplinar em sala de aula. Em Ciências, por exemplo, explorando a preservação ambiental e o impacto que ocorre no meio ambiente com a derrubada dessas árvores. Na matemática, podemos calcular o tempo de crescimento da matéria prima e na Língua Portuguesa, a produção de texto”, expõe a professora Márcia Aparecida da Silva.

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Quem descobriu o Brasil?

Imagem Ilustrativa 02Mais um 22 de abril e engana-se quem afirma que somente os portugueses podem ter sido os responsáveis pela descoberta das terras brasileiras. Com as constantes pesquisas sobre nossas origens surgiram também mudanças na história, novos relatos, personagens e possibilidades.

Atualmente já se discute que o Brasil pode ter sido encontrado primeiramente pelos espanhóis, e não pelos portugueses como a maioria dos livros apresentam.

De início acreditamos que fomos descobertos por acidente. O português Pedro Álvares Cabral usou os conhecimentos de navegação da época para procurar as Índias usando um caminho alternativo, em linha reta pelo oceano Atlântico, e sem querer chegou ao Brasil. Não percebendo o erro – acreditou que realmente estava na Índia – e por isso os habitantes aqui encontrados foram chamados de “índios”.

Atuais fontes de pesquisa revelam um fato diferente. Apontam que os mapas portugueses indicavam que havia terras a serem exploradas a oeste, e que elas não tinham relação com as Índias. Portanto, quando Cabral chegou ao litoral do atual estado da Bahia, ele sabia exatamente onde estava e a importância da descoberta.

Imagem Ilustrativa 03Já o escritor Eduardo Bueno, autor do livro “Náufragos, traficantes e degredados” revela que as primeiras expedições ao Brasil foram lideradas por espanhóis que chegaram aqui em janeiro de 1500, nesse caso, antes dos portugueses. “Embora polêmica, a afirmação se baseia em fontes primárias e em pesquisas confiáveis. A viagem foi documentada pelo capitão Vicente Pinzón e cronistas do século XVI se referem a ela em detalhes”, cita Bueno.

Outro fato curioso é que ilustrações e pinturas sobre a chegada de Cabral – e os primeiros anos de colonização – mostram um litoral parecido com o que conhecemos hoje: praias azuis, de areias brancas com longas fileiras de coqueiros. E a banana já era uma fruta típica do país, muito consumida pelos índios.

A revista Mundo Estranho revela o contrário, na verdade os nativos se alimentavam dos animais que caçavam, não existia banana nem coco. Aliás, muitas frutas que associamos ao nosso “país tropical” foram trazidas por colonizadores ao longo do tempo, entre elas a jaca, a manga e o abacate.

Este é um assunto que gera muitas divergências. Historiadores buscam formas de esclarecer a ordem e verdade dos acontecimentos. Deixamos a sugestão para que professores e alunos discutam sobre o assunto. Quem realmente descobriu nossas terras? Os portugueses? Os espanhóis? Pesquise em livros e nas páginas da internet argumentos para justificar sua opinião.

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Uma nova descoberta

IMG_2700Ansiosos, parte dos alunos do 5º ano da Escola Municipal Nilo Peçanha de Marialva, desfrutaram do primeiro contato com jornal. Algo que para muitos é uma experiência comum e diária, para aquelas crianças foi o momento de se encantarem com a quantidade de textos e imagens, além do instigante desafio de manusear as folhas do impresso sem se perder pelos cadernos de notícias.

“Um pouco maior do que os outros materiais que costumo usar em sala, o jornal ocupou todo o espaço da minha mesa. Confesso que não sabia por onde começar a leitura estava com uma mistura de sentimentos dentro de mim, mas logo a curiosidade me venceu e comecei a folhear e descobrir um monte de coisas novas”, conta a aluna Emilly Geovana Rodrigues Moraes.

Há mais de dez anos trabalhando com o Diário em sala de aula, a professora Sônia Rodrigues destaca que ao início de cada ano letivo as crianças já começam a cobrança pelas produções de atividades com o uso do impresso.

“Como no ano anterior eles viam que os alunos do 5º ano realizavam trabalhos com o Diário, este ano, desde os primeiros dias de aula eles já perguntavam quando voltariam as ações do Diário na Escola, porque agora é a vez deles participarem do Programa!”, ressalta Sônia.

Neste primeiro contato, os estudantes puderam bagunçar o jornal na busca daquilo que mais despertasse interesse e também conhecer cada página deste material que vai acompanha-los todas as semanas.

De imediato os meninos fizeram sua primeira parada no caderno de Esportes, já as meninas, correram para encontrar os resumos das novelas, e as previsões do horóscopo. Dentre a diversidade de conteúdos presentes no impresso, as crianças também descobriram que é possível se divertir. “Achei o máximo as palavras cruzadas, não sabia que no Diário também tinha, é um oportunidade que eu vou ter para me distrair e aprender ao mesmo tempo”, disse a aluna Nicole Silva Martins.

“Perceber esta motivação dos estudantes é gratificante para mim. Ter a oportunidade de trabalhar com um material diferente auxilia e facilita minhas funções como educadora. Além de proporcionar bons momentos com o jornal em sala, quero disponibilizar o impresso para levarem para casa, e quem sabe assim, terem momentos de leitura em família”, ressalva a professora.

Na etapa de leitura livre, a crônica da Lu Oliveira, na coluna Francamente, chamou a atenção da aluna Daiane da Silva Teixeira. “A escritora conta sobre a desagradável experiência de ter sido picada pelo mosquito transmissor da Dengue, algo que parece tão distante da gente, mas parando para pensar, pode acontecer com qualquer um de nós, por isso a prevenção é tão importante”, fala.

Com o comentário de Daiane, a turma toda passou a discutir sobre o assunto. Atenta, a professora aproveitou a oportunidade para conscientizá-los sobre a doença. A aula ficou ainda mais dinâmica com a visita da gerente de endemias do município, Maria Tereza Severino que falou sobre como prevenir a proliferação do Aedes Aegypti.

“A partir desta notícia do jornal, e também com o enfoque que a mídia tem feito no assunto, a minha próxima atividade com as crianças será leva-las a campo. Vamos sair pelas ruas em volta da escola, com luvas e sacos plásticos para recolher todo o lixo que estiver espalhado nas valetas, calçadas e terrenos baldios”, comenta Sônia.

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Visita ao Diário: Diversão e Conhecimento

Mais do que um momento de entretenimento ou um passeio, a visita ao Diário proporciona aprendizagem. Alunos da Escola Municipal Victor Beloti, de Maringá, recebem o jornal semanalmente em sala de aula para o desenvolvimento de atividades e junto com as professoras, Silvana Aparecida Barela, Keise Santos Marques e Amália Bovolin tiveram a oportunidade de conhecer a estrutura do Grupo O Diário.

TERCEIROANOVITORBELOTIDM6Na sala de redação os estudantes descobriram como a notícia é produzida, o trabalho do pauteiro, repórter, fotógrafo, diagramador e editor. No parque gráfico foi apresentado todo o sistema de impressão, desde as placas de zinco que são feitas para cada página do jornal, o tipo de papel que é utilizado, as cores das tintas, até o sistema de empacotamento e o processo de distribuição para que o jornal impresso chegue todas as manhãs às bancas, casas, empresas e escolas.

QUARTOANOVITORBELOTIDM2“É bom poder satisfazer a curiosidade dos pequenos. Olhinhos brilhando, muitas perguntas. Para gente é sempre um privilégio receber essas turminhas”, conta a jornalista do Diário, Juliana Fontanella.

A coordenadora do Diário na Escola, Loiva Lopes foi quem orientou a visita com as crianças. “É importante para o aluno conhecer o espaço físico da empresa jornalística, conversar com os funcionários, tocar os equipamentos, tudo isso faz com que ele volte pra a sala de aula com um olhar diferente. As crianças estão mais abertas do que imaginamos para a leitura crítica da mídia”, conclui.

 

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Estrada, jornal e paixão pelo que faz

Dez anos participando do Diário na Escola, 16 anos de profissão e uma rotina que inclui 52 kilômetros por dia. Esta é a realidade de Sandra Cristiane Fratini de Castro. Moradora de Floraí, a professora viaja todos os dias até Barão de Lucena – distrito de Nova Esperança – para lecionar aos alunos do 5º ano da Escola Municipal Padre Ladislau Ban.

A professora está sempre buscando recursos para inovar suas aulas e considera o jornal impresso material fundamental em sala, tanto quanto caderno e livro didático. “Faço parte do Diário na Escola desde os primeiros anos do Programa. A cada novo período letivo fico ansiosa pela renovação da parceria”.

Sandra destaca que o jornal é um material que apresenta textos com conteúdos próximos à realidade dos alunos, com isso eles se sentem atraídos pela leitura. “Depois de ler algumas matérias sempre abro espaço para discussão, neste momento as crianças contam que já presenciaram fatos parecidos ao da notícia, ou conhecem alguém que já viveram a mesma situação, com isso há uma grande troca de conhecimento”.

Para a diretora da escola Tânia Cristina Toná o acesso ao jornal é uma oportunidade única para os alunos. “Em nosso município não temos entregadores do impresso, se o material não viesse para escola essas crianças não conheceriam textos tão ricos e não se manteriam atualizadas”.

A coordenadora pedagógica Margarete Lopes Rodrigues relata que Sandra desenvolve muitas atividades em grupo utilizando o jornal como suporte. “A professora é dinâmica e isso motiva os estudantes, na sala em que ela leciona não temos problemas de relacionamentos porque as crianças estão adaptadas a trabalharem juntas, um ajudando o outro”.

“Falo para os estudantes que somos uma família, alguns passam mais tempo comigo e com os colegas do que com os pais. Todos os dias separo cerca de 15 minutos para conversarmos sobre o que quiserem, assim as crianças se abrem e discutimos soluções para os problemas, isso tudo os deixou mais confiantes e refletiu no avanço do aprendizado”, ressalta Sandra.

Ao longo dos dez anos em que trabalha com o Diário em sala, a professora presenciou mudanças nos estudantes após o contato com o material. “No começo do ano as crianças chegam mais tímidas, com dificuldades em se expressar. Depois de algumas aulas com a leitura do jornal percebo que elas adquirem vocabulário e argumentos, com isso passam a ser mais participativas das discussões e melhoram as produções textuais”.

A aluna Nayra Milena dos Santos Alves adora o caderno de cultura do impresso, mas enfatiza que as notícias são muito importantes para o futuro. “Minha mãe me ensinou que devo me manter informada, quando levo o jornal para casa nós sempre conversamos sobre as matérias. Meu padrasto encontrou um carro do interesse dele nos classificados do Diário, agora está negociando, espero que a compra dê certo”.

Diogo Costa Portel é aluno do 5º ano e quando pega o jornal vai direto no caderno de esportes. “Gosto de ler sobre os atletas, os campeonatos e tudo o que acontece no mundo. O Diário tem me ajudado também nas tarefas de casa, muitas vezes para resolver a atividade do livro didático eu faço pesquisa nas notícias publicadas”.

Além de propostas como leitura e interpretação textual, Sandra propõe trabalhos com o impresso que envolvem gramática, matemática, artes, opinião e outras questões que auxiliam no trabalho diário em sala de aula.

“Todo fim de ano letivo fico satisfeita com os resultados que encontro. O contato com o jornal torna meus alunos mais críticos e antenados, fica a sensação de que plantei a sementinha de cidadãos que farão a diferença na sociedade”, comemora Sandra.

DEDICAÇÃO - Professora Sandra e diretora Tânia com os alunos participantes do Diário na Escola

DEDICAÇÃO – Professora Sandra e diretora Tânia com os alunos participantes do Diário na Escola

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Palavras de notícia do Diário formam atividade divertida

Ao receber o jornal em sala às terças-feiras, os alunos do 5º ano da Escola Municipal Duque de Caxias, de Flórida, já se animam com a oportunidade de realizar a leitura das notícias sobre os principais acontecimentos da região em que moram.

Em uma das semanas de produção com o Diário, a professora Patrícia de Paiva Grilo, teve a ideia de propor aos alunos uma atividade diferente. Após a leitura e discussão sobre os assuntos das matérias publicadas, foi solicitado aos estudantes que escolhessem uma notícia, colassem-na no caderno e separassem 10 palavras para que fosse criado um caça-palavras.

Cada criança produziu sua atividade, os cadernos foram trocados entre eles para que solucionassem o caça-palavras do colega. “Foi umas das produções mais dinâmicas que realizei com o jornal em sala, os alunos interagiram uns com os outros, e assim, tivemos uma participação efetiva”, conta a Patrícia.

Caça-palavras criado pelo aluno Arthur Gabriel Marmentini e solucionado pelo colega Leonardo Marques Barbosa

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“Recifarra” é destaque em desfile da independência em Itambé

Você já imaginou uma fanfarra com todos os instrumentos produzidos a partir de materiais recicláveis? Foi exatamente isso que a professora de música, Lucimeire Lima, desenvolveu na Escola Municipal Professor Domingos Laudenir Vitorino, em Itambé.

A reciclagem, temática cada vez mais presente nas escolas, tem mostrado a criatividade de muitos professores, que aproveitam as possibilidades para envolver alunos e comunidades, em projetos que vão além dos muros escolares.

Como é o caso do projeto “Recifarra”. Lucimeire e toda a equipe pedagógica da escola municipal de Itambé trabalharam para envolver os alunos nas atividades e, assim, as crianças produziram os instrumentos musicais que foram utilizados na apresentação da fanfarra, no último sábado, durante o desfile em homenagem ao dia 7 de setembro, data em que comemora-se a independência do Brasil.

“O objetivo do projeto foi introduzir no currículo escolar o conhecimento musical como matéria importante para a educação. Aproveitamos para incentivar os alunos, dentro e também fora do contexto escolar, a se interessarem pela reciclagem”, destaca a professora.

A “Recifarra” é composta por instrumentos construídos e decorados pelos alunos, professores e voluntários, que utilizam garrafões de água vencidos, garrafas pets, e tampinhas para transformá-los em instrumentos que produzem efeito sonoro.

A diretora Selma Pelisson conta orgulhosa a participação dos alunos no desfile da independência na ala da fanfarra, e ainda mais, tocando os instrumentos que eles mesmos produziram. “A apresentação foi um sucesso!”, comemora.

De acordo com a coordenação da escola, a ajuda da comunidade foi muito válida, pois motivou os alunos a recolher e transformar o lixo em algo útil. Uma grande quantidade de tampinhas foi arrecadada e transformada em bandeira do Brasil, que durante o desfile foi elemento ilustrador junto a apresentação da “Recifarra”, evento que aconteceu pela primeira vez no município de Itambé.

“A reciclagem pode ser usada para reutilizar e transformar o que não usaríamos mais em coisas novas, isso é muito bom”, ressalta o aluno João Pedro Pelisson dos Santos.

A professora Lucia de Melo acredita que no mundo atual, onde a maioria das coisas que usamos são descartáveis, reciclar é a melhor solução. E a diretora Selma acrescenta que qualquer forma de reciclagem é essencial, mas reciclar envolvendo a arte e a música, como foi feito no projeto “Recifarra”, é algo de extrema importância, pois alia cultura, arte e conscientização ambiental em uma só atividade.

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Analfabetismo Virtual

O “internetês” é a linguagem utilizada nas salas de bate-papo como messenger, facebook, blogs e outros. Como foi se tornando uma prática na vida de todos, as pessoas que utilizam esses serviços passaram a abreviar as palavras de forma que essas tornaram-se uma configuração quase que padronizada.

É uma prática comum entre os adolescentes que, acostumados com a rapidez do mundo dos instantâneos e dos descartáveis, utilizam as abreviações como meio de agilizar e dinamizar as conversas. Como se não bastasse, criaram os bichinhos e palavras que piscam o tempo todo, chamados gifs, para os bate-papos ficarem ainda mais atrativos.

Jéssica Caroline Miato, de 18 anos, conta que começou a escrever de forma abreviada no início pela praticidade, hoje o hábito ocorre pelo fato de todas as pessoas com que conversa na internet, também escreverem desta forma. “Minha mãe reclama bastante, principalmente por não conseguir entender o que eu escrevo”.

Já a estudante Eduarda Yabushita da Silva, de 16 anos, confessa que as abreviações na escrita virtual são por conta da preguiça em escrever as palavras da forma completa. “Quando estou escrevendo as falas para os meus amigos pelo chat, geralmente faço outra coisa ao mesmo tempo, então preciso de agilidade”.

Para a linguagem escrita, essa não é uma prática vantajosa. Além dos jovens terem pouco contato com o mundo dos livros, justamente por estarem mais ligados às novidades virtuais, vão perdendo as formas padrões da ortografia, que podem ficar comprometidas pela falta de contato com a grafia correta.

A necessidade de interagir utilizando o teclado do computador fez com que, rapidamente, o “internetês” se difundisse àqueles que tem acesso à internet. O grande problema que existe é o uso dessa linguagem em locais onde ela não é apropriada, como é o caso da escola.

“Nas minhas produções textuais em sala de aula não costumo cometer erros de ortografia, consigo separar os momentos em que digito e os momentos em que escrevo da forma manual, mas nos trabalhos digitados as abreviações, infelizmente, acabam escapando”, relata Jéssica.

Algumas palavras foram abreviadas de forma incorreta, comprometendo a ortografia, tais como: vc – você, blz – beleza, naum – não, cmg – comigo, neh – não é ou né, kd – cadê, etc.

Dessa forma diferente de escrever, costumamos nos deparar com textos totalmente errados, que chocam as pessoas que preservam a forma padrão da escrita. A frase a seguir, encontrada na internet, é um exemplo disso: “naum eskreva feitu retardadu na net pq tem jenti lendu o q vc escrevi”.

Essa forma de escrita não facilita em nada, pois torna-se muito mais difícil para quem já possui conhecimentos ortográficos.

É bom lembrar que também não têm nada a ver com os acrônimos – siglas de palavras que foram universalmente estabelecidas – úteis nas telecomunicações, uma vez que permitem condensar várias palavras em poucas letras, como nos telegramas. Foram criados para serem utilizados mundialmente, de forma que não comprometessem a ortografia das línguas, o que não acontece com as abreviaturas do “internetês”.

As escolas devem trabalhar muito esse aspecto, pois não se pode permitir que a escrita correta das línguas sejam destruídas diante das banalidades virtuais. As famílias também devem colocar limites para os jovens, proporcionado a eles outras práticas de diversão, bem como os estimular à leitura de livros e revistas adequados à idade de cada um.

Quando a criança ou o adolescente convivem com exemplos de pais que leem dentro de casa, eles não resistem à leitura, e sabemos que este é um fator que enriquece o vocabulário, oportuniza o aprendizado da gramática bem como da ortografia, além dos prazeres proporcionados pelo hábito de ler.

Assim, é necessário buscar formas de fazer os jovens não levarem esses aprendizados para a escrita formal, pois estes serão prejudicados tanto na fase escolar, como na vida profissional.


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Vontade de Vencer

Wesley, em dia de trabalho, na prefeitura de Marialva

24 anos, jornalista formado, narrador de rodeio, locutor de rádio, vereador eleito com o maior número de votos do município, e ainda, um exemplo a ser seguido como pai, marido, filho, neto, amigo e aluno. Todas estas qualidades já seriam surpreendentes quando encontradas em uma única pessoa, mas a história deste jovem é ainda mais interessante.

Wesley Araújo tem retinose pigmentar, uma doença que faz o olho nascer cego, mas ele não se deixou abater pelos imprevistos da vida e a cada dia que passa traça uma história que desperta o sentimento de admiração, por aqueles que o conhecem.

Já aos sete meses de vida Wesley começou a frequentar a escola para deficientes visuais, em Marialva – cidade em que mora, e até os dois anos de idade fez um intenso trabalho de estimulação do tato com a professora Aparecida Lugli.

A partir dos sete anos, começou o processo de alfabetização e inserção no ensino regular, com a ajuda da professora Angela Maia. Wesley aprendeu o sistema Braille no contraturno, devido a isso, durante as aulas do ensino fundamental ele conseguia acompanhar o conteúdo normalmente, sem precisar de uma educadora especial. “Tudo o que eu conquistei até hoje eu devo muito à professora Angela, ela foi quase uma mãe pra mim, sempre se esforçou muito pela minha educação”, destaca.

Todos os livros didáticos que usou na escola foram impressos em Braille pelo Centro de Apoio Pedagógico (CAP), em Maringá. “Não tenho o que reclamar, sempre fui muito bem assessorado”, elogia.

Wesley conta que nunca sofreu nenhum tipo de preconceito; “na infância, quando eu ia brincar com os meus amigos, eles não faziam diferença por eu ser cego e adaptavam as brincadeiras para que eu pudesse sempre estar com eles”.

“Meus avós, Valetim e Gertrudes são também responsáveis pela minha educação, minha mãe sempre trabalhou muito, então o papel de cobrar a frequência às aulas ficava para minha avó, que mesmo em dias de muita chuva, não me deixava faltar à escola”. Com isso, na oitava série do ensino fundamental recebeu o prêmio de quarto melhor aluno do ano.

Para Wesley a base de tudo na vida é a educação. “Sem o estudo a gente pode até conquistar o sucesso, mas o caminho a ser percorrido vai ser bem mais difícil. Essa é uma lição que quero deixar para o meu filho”.

Com a conclusão do ensino médio, era o momento de cursar uma faculdade, e Wesley não teve dúvidas do caminho que queria seguir. “Desde que sou criança meu pai narra rodeio, sempre fui apaixonado por microfone, já sabia que a minha área era a comunicação”.

Aprovado no curso de Comunicação Social com habilitação em Jornalismo, em duas instituições de Maringá, o bom aluno começou a traçar seu futuro. “Na faculdade já foi possível usufruir da tecnologia, em vez da máquina de escrever em Braille, que usei em toda a minha vida escolar, tive acesso ao notebook com internet e um programa chamado JAWS, que falava tudo o que eu escrevia”, relembra Araújo.

Hoje Wesley trabalha como vereador, faz locução e comenta sobre esportes na rádio, de uma forma muito curiosa narra rodeios pelo Brasil e ainda realiza palestras motivacionais contando sua experiência de vida, e que experiência.

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FIQUE ATENTO!

Em entrevista para o Diário na Escola o professor do Soletrando, Sérgio Nogueira, sugeriu algumas dicas para não errar com a língua portuguesa. Confira:

 

1ª) Não estrupe a nossa língua.

O verbo é ESTUPRAR. ESTUPRADOR é quem comete ESTUPRO.

2ª) Não depedre a sala de aula.

         O verbo é DEPREDAR. Quem destrói comete DEPREDAÇÃO. Nada tem a ver com pedras. Jogar pedras é APEDREJAR.

3ª) Não seje infeliz. 

Não seje, nem esteje, muito menos teje. Os verbos SER, ESTAR e TER, no presente do subjuntivo, são: SEJA, ESTEJA e TENHA.

4º) Houveram muitos problemas.

Pelo visto, mais problemas que se imaginava. O verbo HAVER, com o sentido de “existir ou acontecer”, é impessoal (sem sujeito), por isso só pode ser usado no singular. O certo é “HOUVE muitos problemas”.

5º) Já fazem dez anos que eles viajaram.

O verbo FAZER, quando se refere a “tempo decorrido”, é impessoal (sem sujeito), por isso só pode ser usado no singular. O certo é “Já FAZ dez anos que…”

6º) Tivemos menas chances.

         Pelo visto, MENOS chances do que se imaginava. A forma menas simplesmente não existe.

7º) Cuidado com os degrais.

Assim todos caem. O plural de degrau é DEGRAUS, assim como graus, saraus, bacalhaus… A terminação “-ais” é para as palavras terminadas em “-al”: canais, iguais, animais, anuais…

8º) Ele não recebeu os troféis.

         Troféis ninguém merece. O correto é TROFÉUS, assim como chapéus, réus, céus… A terminação “-éis” é para as palavras terminadas em “-el”: papéis, pastéis, quartéis, coronéis, tonéis…

9º) Deixou tudo para mim fazer.

MIM não faz nada. Antes de verbo, na função de sujeito, devemos o pronome pessoal do caso reto: “…para EU fazer”.

10º) Terá de dividir entre eu e você.

Assim eu fico sem nada. Não verbo após os pronomes, portanto não exercem a função de sujeito. Em razão disso, devemos usar o pronome pessoal oblíquo: “…entre MIM e você”.

 

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