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Matemática revisitada

Professores do Ensino Fundamental de Marialva discutem novos métodos de ensino de Matemática. O objetivo do Programa de Formação Continuada é melhorar a mediação dos conteúdos pelos servidores e a compreensão pelos alunos. Frações, porcentagens e números decimais estão sendo revisados.
A capacitação, ministrada pela doutora Magna Natalia Marin Pires, da Universidade Estadual de Londrina (UEL), aborda diferentes técnicas de estímulo à interpretação dos números. Durante a atividade, os professores marialvenses dos quarto e quinto anos, apresentaram dúvidas sobre a construção de enunciados de problemas e retas decimais.
marialva 01“Os livros didáticos adquiridos pelo município têm boa qualidade e, a partir deles, pedi para que os professores apontassem as dificuldades vividas em sala de aula”, explicou a doutora. “Então, para educar pela Matemática, é preciso que, primeiro, o corpo docente do município aprenda e compreenda os conteúdos.”
Nos cinco encontros anteriores, Pires também trabalhou operações numéricas básicas, como a adição, a subtração e a divisão. “A diferença está no método de ensino. Ou seja, num mundo tecnológico, em que as calculadoras estão nos aplicativos de smartphones, os números precisam fazer sentido para as crianças”, pontua. “Ao explicar as partes de uma fração, por exemplo, o profissional tem de usar elementos do cotidiano dos alunos. Frutas, brinquedos ou objetos da própria sala de aula podem ‘dar vida’ ao numerador e ao denominador, a fim de que o aprendizado seja efetivo.”
Para a doutora, a Matemática é fundamental à formação do raciocínio lógico das crianças e, consequentemente, no auxílio de tomada de decisões em estágios posteriores à infância. “Portanto, repensar e reavaliar o processo de ensino é privilégio para poucos. Fico feliz em contribuir com a Educação de Marialva.”

 

Formação Continuada

A secretária municipal da educação de Marialva, Maria Inez Bria ressalta que promover e investir em formação continuada para os docentes é indispensável e extremamente importante, pois o conhecimento científico desenvolvido nas academias está ao alcance de todos que participam dos cursos. “Nossos formadores são extremamente capacitados e estão regularmente em atividades de pesquisa nas instituições universitárias, o que garante a atualização constante dos conhecimentos. Para o docente, o processo de formação na busca de qualificação, faz com que melhore sua pratica pedagógica e amplie seu conhecimento profissional. Também desenvolve a capacidade de ser mediador e facilitador do conhecimento, um importante ativo da aprendizagem de seus educandos. Portanto, o espaço de formação deve se traduzir em um momento de ação, reflexão que proporciona a aquisição de novos conceitos em cada discussão realizada. A trajetória profissional só terá sentido se relacionada à sua vida pessoal, individual e na interação com o coletivo.”

A formação continuada já vem sendo considerada, juntamente com a formação inicial, uma questão fundamental nas políticas públicas para a educação. A escola está desempenhando vários e novos papéis na sociedade atual e este vem sendo um campo de constante mutação, com isso o professor desenvolve um papel central, é ele o responsável pela mudança de atitude e pensamento dos alunos. O professor precisa também estar preparado para os novos e crescentes desafios desta geração que nunca esteve tão em contato com novas tecnologias e fontes de acesso ao conhecimento como hoje.

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O Programa voltou!

Professores, alunos e caros leitores, o Diário na Escola está de volta! Depois de um breve recesso, estamos iniciando nossas atividades com muita coisa nova para 2016. Além do envio dos jornais semanalmente às escolas, continuamos com as colunas publicadas às terças e quartas-feiras com matérias sobre educação e cultura, nossos tradicionais Concursos que agitam as instituições de ensino, e o cronograma de formações que preparamos aos professores participantes do Programa promete inovar a forma de estudo com temas atuais e dinâmicos.

Foto Abre“A proposta pedagógica do Diário na Escola busca estar alinhada à necessidade do professor e do aluno. Mantemos um feedback constante com nosso público, o que nos permite desenvolver um Programa que contemple, não somente a leitura crítica da mídia, mas também que contribua e otimize a aplicação desse conhecimento em seu planejamento de atividades anuais”, destaca a coordenadora do Diário na Escola, Loiva Lopes.

A jornalista, Talita Moretto irá abrir nosso cronograma anual de formações e afirma que a tecnologia já faz parte da nossa rotina, seja pessoal ou profissional. “Mais do que saber usar o computador em sala de aula, o professor precisa estar capacitado para auxiliar e orientar os alunos. O desafio é usar os novos recursos tecnológicos a favor do ensino. Lutar contra a presença deles não é mais visto como uma opção.”

“Na oficina ‘A poesia nos fatos’, propõe-se abordar a constituição do gênero poema, focando, suas condições de produção, suas formas composicionais e recursos linguístico-expressivos de sua composição. Na relação entre as notícias e os poemas, pretende-se destacar como os fatos apresentados pelas notícias e reportagens podem ser retratados de forma poética. Essa abordagem foi pensada, a partir de depoimentos de professores que trabalharam com a produção de poemas com seus alunos no ano passado, mas sentiram uma dificuldade em transformar os fatos do jornal em questões poéticas. O que resultou em textos que apresentam a estrutura do poema, mas que carecem de poesia”, enfatiza a ministrante da capacitação, Adélli Bazza.

Gráficos, tabelas, porcentagem e outros suportes do raciocínio lógico encontrados no impresso auxiliam no estudo da matemática, por isso o Diário na Escola convidou a professora Luciana Lacanallo para ministrar a oficina sobre o tema. “A matemática é uma linguagem, composta por diferentes signos e conceitos, os quais constituem em instrumentos simbólicos. Aprender matemática não é só resolver contas, decorar fórmulas e procedimentos é ler e interpretar dados, fatos e, com o jornal temos um recurso excelente em mãos.”, explica.

Acreditando que a mídia é uma aliada do ensino, a equipe do Programa preparou uma capacitação sobre as possibilidades de trabalho com esse recurso em sala de aula. O assunto será explanado pela jornalista e educadora, Fernanda Amorim. “Vou falar a respeito dos modos como as mensagens veiculadas pelas mídias interpelam os sujeitos, servindo de referência para a construção de suas identidades e modos de ver e estar no mundo”, diz.

Loiva percebeu que não poderia deixar para um segundo plano a leitura crítica da mídia, pois os alunos estão em pleno processo de formação intelectual, e a cada dia mais vulneráveis aos meios de comunicação. “Por isso, trouxemos esses assuntos para serem debatidos. É importante estar aberto a entender esse processo social em curso e irreversível, já que desejamos construir uma nova escola e uma nova educação. Somos otimistas, temos sempre a melhor expectativa que nossas formações irão contribuir de forma efetiva para o trabalho do professor em sala de aula.”

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Carta do Leitor é tema de capacitação

Foto AbreNa segunda formação anual promovida pelo Diário na Escola foi abordado os conceitos e características das cartas, pessoal e em especial a do leitor, a partir do estudo dos descritores cobrados na Prova Brasil, avaliação que será realizada com estudantes dos quintos anos das redes municipais de ensino até o final do período letivo.

A secretária da educação de Sarandi, Adriana Palmieri enfatiza que a formação do Diário na Escola vem ao encontro do planejamento elaborado para as capacitações dos professores no que se refere aos conteúdos da Prova. “A secretaria oportunizou a participação dos profissionais dos quartos e quintos anos, pois entendemos que é de suma importância para o desenvolvimento dos alunos. Lembrando que não podemos desvincular a vida escolar dos aspectos do cotidiano, ou seja, o jornal vem potencializar esse novo ‘olhar’ que envolve o ensino. É necessário aliar a aprendizagem com as relações existentes dentro e fora dos muros escolares.”

A carta do leitor é um espaço nas revistas ou jornais reservado para que os leitores expressem sua opinião, sugestões, debatam argumentos levantados nos artigos, façam críticas a respeito, tragam perguntas, reflexões, elogios, e até incentivos.

Para o leitor é um meio de expor seu ponto de vista em relação ao assunto lido, e para o veículo de informação é uma forma de saber o que está agradando ou não a opinião pública. Em geral, o objetivo do leitor ao escrever uma carta para um jornal da cidade ou uma revista de circulação nacional é tornar pública sua ideia e se sentir parte da informação.

Este espaço é tão importante que pode ser fonte de pauta jornalística, uma vez que ao expor suas considerações a respeito de um assunto, o destinatário pode acrescentar outros fatos interessantes que estejam acontecendo e abordá-los em uma nova matéria.

Nesta proposta, os educadores participantes do Programa aprofundaram conhecimentos sobre a estrutura do gênero para desafiarem seus alunos à, quem sabe, produzirem cartas a serem enviadas à redação do Diário.

“A prática pedagógica que as formações estimulam, sempre envolve aspectos de reflexão e, dessa forma, contribuem com a reorganização dos estudos e das estratégias para uma atividade adequada ao contexto de ensino atual”, ressalta, Adriana.

Durante o encontro, os educadores debateram sobre gêneros textuais e suas finalidades, quais os interlocutores, os suportes de circulação social e a posição do autor da produção, de acordo com a maneira com que ele se impõe no texto. Tudo isso, para que na sequência, seja mais fácil identificar a temática, a estrutura composicional – distribuição das informações ou diagramação – e os estilos de linguagem dos trabalhos em estudo.

A professora, Rosilene Aparecida Ariozi Viotto comenta que após a capacitação se sentiu mais segura para aplicar o conteúdo em sala de aula. A colega de profissão, Lilian Valim Pedroso Palhares, completa “esclareci todas as minhas dúvidas e adquiri novos conhecimentos, é muito bom ter o jornal como aliado didático.”

“O tema abordado veio para acrescentar os assuntos que estou trabalhando em classe. Na formação descobri novas sugestões de atividades a serem repassadas às crianças. Os encontros do Diário na Escola sempre enriquecem a nossa prática diária”, enfatiza a professora, Suelena Yoshie Giraldelli Jaqueta.

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Prova Brasil é tema de capacitação pedagógica

A Prova Brasil é uma avaliação do sistema público de ensino do país. Realizada por amostragem com alunos de 5° e 9° ano do Ensino Fundamental, o teste aplicado avalia os conhecimentos dos estudantes em leitura e resolução de problemas. O intuito, porém, não é avaliar apenas o estudante e sim utilizar os resultados obtidos para promover um diagnóstico da situação do ensino no país, já que os dados coletados na prova são usados para calcular o IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica).

Preocupados em oferecer um bom ensino aos alunos, a coordenação da secretaria de educação de Sarandi solicitou ao Diário na Escola uma formação para auxiliar o professor a preparar a criança que irá realizar a Prova Brasil no ano que vem.

Foto Submanchete“A formação continuada é essencial para a melhoria da qualidade de ensino e na valorização dos profissionais. Buscamos constantemente parcerias e mecanismos para potencializar essas orientações pedagógicas na perspectiva de um trabalho de qualidade”, destaca a secretária da educação do município, Adriana Palmieri.

Ministrada pela professora doutorando em linguística pela UEM, Adélli Bazza a capacitação “Prova Brasil: descritores de leitura a partir de gêneros presentes no jornal” apresentou discussão teóricas, estudo dos níveis de leitura e o desenvolvimento de exercícios.

“O objetivo foi demonstrar aos professores que os descritores sugeridos pela Prova Brasil são uma sistematização para avaliação de habilidades que já são, ou deveriam ser, desenvolvidas nas aulas de Língua Portuguesa. Estes, portanto, não constituem um conteúdo a mais para ser trabalhado. Bem como, as habilidades avaliadas na prova não são desenvolvidas apenas quando a criança chega ao quinto ano, mas ao longo de toda a formação do aluno”, ressalta Adélli.

Adriana Palmieri fala sobre a importância do Diário no processo de ensino-aprendizagem. “Os meios de comunicação estão presentes no discurso da sala de aula, geralmente são mais lúdicos e envolventes, dessa forma modificam a forma de relação das crianças com a informação e o conhecimento, permitindo assim novas formas de ver o mundo, de pensar e de agir”.

A secretária comenta que o papel dos professores nesse processo é essencial, pois eles contribuem de forma qualitativa, e assim, ao formar um aluno crítico e pensante também ampliam as ações para melhorar a avaliação da Educação Básica por meio da Prova Brasil.

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Biblioteca de Santa Fé recebe Telecentro

Os Telecentros/Espaço Cidadão são centros de apoio que disponibilizam equipamentos de informática, e auxílio técnico, para capacitar pessoas interessadas em se integrar à tecnologia ou adquirir novos conhecimentos através das formações oferecidas. Santa Fé foi um dos municípios escolhidos pelo governo do Estado para receber uma dessas estruturas. “Com esta nova parceria vamos atender a comunidade proporcionando, além da inclusão digital, diversos cursos para todas as idades, de jovens a idosos”, afirma o prefeito Edson Palotta.

Foto Abre 02Localizado na Biblioteca Municipal, o Espaço Cidadão possui 10 computadores de alta tecnologia, todos conectados à internet. A monitora do Programa, Andréa Rego destaca que já há lista de espera para os cursos técnicos onlines que serão oferecidos. “É uma satisfação ver o interesse das pessoas em aproveitar esta oportunidade de aprendizado, tenho certeza que bons resultados estão por vir.” O prefeito Edson acrescenta, “nosso município recebeu um presente, e convidamos a todos para aproveitar a chance de receber capacitação sem precisar se deslocar para outros centros maiores.”

As crianças foram as primeiras a usufruir o espaço. Para conhecer a novidade da biblioteca, a professora do 4º ano, Jaqueline Thomazella Biazon levou os alunos para um passeio interativo. “Esta sala vai facilitar nosso trabalho de educador, os equipamentos nos darão subsídios para pesquisas e produções textuais. Outro fato, é que os pequenos adoram a tecnologia e, com isso, se interessam mais pelas propostas didáticas desenvolvidas em computadores”, relata.

Foto Abre 01A estudante Izabelly dos Santos Pereira não tem acesso à internet em casa e comenta que com o Telecentro será mais fácil e divertido fazer as tarefas escolares. “Antes eu tinha somente a opção de pesquisas em livros e era muito trabalhoso. Agora que posso usar os equipamentos do Espaço Cidadão, me sinto até mais motivada” e a colega Camile Vitória de Souza Cruz complementa, “não vejo a hora de poder voltar aqui, a partir de hoje a biblioteca é um dos meus lugares preferidos.”

Dirlene Viana Barbosa é a secretária de Assistência Social do município e enfatiza que a novidade não será transformada em lan house. “O entretenimento é importante sim, mas este local está destinado para o crescimento do indivíduo no que se refere à educação e mercado de trabalho. Nossa meta é oferecer cursos, palestras, conferências e atividades que deixem a nossa comunidade conectada, e o melhor, sem nenhum custo”.

“Temos como objetivo integrar as pessoas. Os idosos poderão participar de aulas de inclusão digital, os jovens serão capacitados para o primeiro emprego e as crianças terão uma alternativa ao trabalho de alfabetização e letramento”, ressalta o prefeito, Edson.

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Quadrinhos na educação: uma nova forma de aprendizagem

Há tempos, se algum aluno levasse um gibi para a sala de aula era repreendido e proibido de ler qualquer coisa que não fosse o livro didático. Com o passar dos anos, as histórias em quadrinhos foram entendidas não apenas como uma leitura exclusiva para as crianças, mas sim como uma forma de entretenimento e aprendizagem, tendo como objetivo transmitir conhecimentos que podem atingir diversos públicos e faixas etárias.

Pensando nisso, a equipe do Diário na Escola realizou a formação “Humor no jornal: Histórias em quadrinhos” para os mais de 100 educadores dos quintos anos, da rede municipal de Maringá. Ministrado pelas professoras mestres, Adélli Bazza e Maísa Cardoso o encontro abordou a relação de humor e sociedade, conceitos sobre as HQs e exemplos de práticas pedagógicas.

O DIARIO NA ESCOLA_14“Este é um gênero com muitas linguagens, o que o torna complexo para produção, porém o que esperamos é que os alunos que já têm contato com a HQ em seu cotidiano leiam e interpretem os quadrinhos em princípio. Depois disso, aos poucos, vão adquirindo mais habilidades para a produção, inserindo elementos novos e mais criativos presentes nas HQs. Assim, ganha níveis de leitura, interpretação e produção acima da média, uma vez que está mobilizando vários recursos de linguagem e icônicos ao mesmo tempo”, destaca Maísa.

“A formação sobre esta temática chegou no momento certo, pois abordou o conteúdo que será aplicado em sala no próximo bimestre. Agora tenho novos subsídios para a produção com as crianças”, conta a professora Isalete Vallim Gaiotto.

A leitura de histórias em quadrinhos é um processo considerado complexo. É preciso decodificar textos, imagens, balões e onomatopeias. Além disso, induz à habilidade de concluir coisas que não estão escritas. Nas HQs, por exemplo, o leitor deduz a ação que é omitida entre um quadrinho e outro.

“Os quadrinhos apresentam um texto agradável para o aluno, seja enquanto leitor ou produtor do gênero, pela diversidade de linguagens de que se vale e por estimular o lado lúdico”, comenta Adélli. Um exemplo disso pode ser encontrado na pesquisa Retratos da Leitura no Brasil, divulgada em 2008 pelo Instituto Pró-Livro, na qual Mauricio de Sousa, o pai da Turma da Mônica, aparece em décimo lugar na lista dos escritores mais admirados pelos leitores, depois de Monteiro Lobato, Jorge Amado e Machado de Assis, por exemplo.

Durante o encontro de capacitação os participantes puderam observar que a sequência de imagens dos quadrinhos permite que a criança compreenda o sentido da história antes mesmo de aprender a ler. Ao fazer isso, ela organiza o pensamento, exercita a capacidade de observação e interpretação, e ainda desenvolve a criatividade.

Diz-se que um bom modo de estimular um hábito é enfatizando o seu lado prazeroso. No caso dos quadrinhos, os textos rápidos associados com imagens, elementos gráficos e a identificação com os personagens são alguns dos fatores que tornam a leitura agradável. Isso pode encorajá-las a ler textos cada vez mais complexos. Alguns pesquisadores defendem que os leitores de quadrinhos também acabam se interessando por outros gêneros de texto.

Ainda vale ressaltar que, para a formação de um leitor competente, capaz de usar a linguagem em diferentes contextos e situações, é preciso dar a ele acesso a variados tipos de leitura. Como explica Maísa, “cada gênero de texto desenvolve habilidades específicas, por isso é importante que a criança tenha disponível diferentes fontes de leitura, como jornal, livros, revistas e também, as HQs.”

Cultura e Entretenimento

DIARIONAESCOLADM5Histórias em quadrinhos podem transmitir um leque bem amplo de informações sobre contextos históricos, sociais ou políticos e ainda assim manter sua característica de entretenimento. Alguns exemplos bem conhecidos são: as aventuras de Asterix – que trazem divertidas referências sobre história antiga, as histórias de Tintim – ricas em indicações geográficas e as tirinhas da questionadora Mafalda – crítica a questões político-sociais da Argentina.

“As HQs costumam abordar temas controversos, sem causar constrangimentos. Por meio do humor trata-se de assuntos que assumem posicionamentos polêmicos, sem que as pessoas sejam punidas pelo que produzem”, ressalta Adélli.

Alguns gêneros se destinam a criação do humor e do riso, a exemplo das crônicas, charges, piadas, cartuns, tiras e textos de opinião com ironia (comuns nos jornais). Um fator determinante para a comédia, nesses casos, é a presença de algo que possibilite, ao menos, duas leituras. As adivinhas representam bem esta característica, a exemplo: ‘Qual o vento que os cachorros mais temem? Furacão’. Nessa questão a palavra furacão tem caráter ambivalente – duas interpretações -, pois permite que se leia furacão como um tipo de vento, ou ‘fura cão’ como algo que faz mal aos cachorros. “O humor está em todo lugar, logo, por que não na sala de aula? Sem falar que a diversão, o riso e a brincadeira, são próprias da criança”, completa, Maísa.

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Professores aprendem sobre publicidade

FOTO 01Cerca de 100 profissionais da educação da rede municipal de Maringá participaram do encontro pedagógico “A publicidade no jornal: anúncio e classificado”. A formação foi oferecida pelo Diário na Escola e ministrada pelas professoras mestres Adélli Bazza e Maísa Cardoso. “O conhecimento avança num ritmo acelerado e o professor, por sua função social, necessita desse apoio didático constante, onde são privilegiados momentos para se repensar conceitos e adquirir novos conteúdos na busca de serem aprimorados os processos de ensino-aprendizagem. A ação docente se faz pela interação entre teoria e prática”, destaca a secretária de Educação de Maringá Solange Lopes.

Durante a capacitação, mostrou-se que o consumidor, no caso o aluno, ao observar as propagandas, nem sempre é capaz de absorver o conteúdo da melhor forma. Algumas vezes, os anúncios podem nos convencer de determinadas necessidades sem deixar alternativas. Por exemplo, ou se adquire tal produto ou está sujeito a sentir-se inferior a outros que o fazem. Dessa forma, a missão do educador é colocar à disposição do aluno mecanismos de defesa que permitam com que a criança filtre as informações recebidas.

Maísa Cardoso salienta que a formação do leitor deve ser frequente na sala de aula e, sem dúvida, o universo publicitário é um lugar de argumentação que precisa ser lido e interpretado pelo aluno. “Essa interpretação não acontece somente quanto à linguagem, mas principalmente à imagem, portanto, auxiliar o educando a observar os recursos semióticos desses gêneros é fundamental.”

A professora Rúbia Tatiane dos Santos enfatiza que foi possível ampliar a percepção sobre os anúncios veiculados na mídia e perceber o nível de intenção capitalista, direta ou indiretamente, encontrado em boa parte das publicidades. E a educadora Sirley Cordeiro de Queiros complementa: “Agora consigo visualizar as estratégias utilizadas para seduzir o leitor, tais como o despertar da curiosidade, segurança, conforto e ilusão de beleza.”

FOTO 2 - opção 01A ministrante Adélli ressalva que estudar esses gêneros possibilita ao professor desenvolver a criticidade dos alunos na medida em que revela as estratégias de argumentação que neles são empregados. “Espera-se com isso que esse estudante não seja tão facilmente seduzido quando exposto à publicidade, em geral.”

A escolha do tema para esta formação foi decidida pela coordenação do Diário na Escola em parceria com a Secretaria de Educação de Maringá, visando conciliar com o conteúdo bimestral já planejado para os quintos anos. “O foco é contribuir para que o professor possa fazer um bom planejamento, aplicando o que viu nas capacitações, em sala de aula”, destaca a coordenadora do programa Loiva Lopes.

“O encontro foi bom tanto para aqueles educadores que já participaram do Diário na Escola em anos anteriores, pois é sempre válido retomar questões de outras formações, como também para aqueles que iniciaram as atividades em 2014, porque possibilita a melhora da prática pedagógica e os trabalhos com este gênero”, conta a professora Marli do Rosário.

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O Diário na Escola capacita professores

O Programa está de volta. A partir de hoje, todas às terças e quartas-feiras, mais de 300 professores vão receber exemplares do jornal O Diário para desenvolver atividades em sala de aula que incentivem o interesse pela leitura e cidadania, com cerca de oito mil alunos.

O DIARIO NA ESCOLA_3Assim como nos anos anteriores, a equipe do Diário na Escola tem a preocupação em oferecer cursos de formação que mantenham os educadores atualizados e os auxilie nas estratégias de ensino melhorando o desempenho dos alunos.

“A assessoria pedagógica aos profissionais da educação, sempre esteve entre as prioridades de atendimento do Programa. Neste ano vamos manter a experiência iniciada em 2013, procurando alinhar as temáticas dos cursos, ao currículo escolar dos alunos de 4º e 5º ano do ensino fundamental. O foco é contribuir para que o professor possa fazer um bom planejamento, aplicando o que viu nas oficinas, em sala de aula”, destaca a coordenadora do Diário na Escola, Loiva Lopes.

A professora mestre, Maísa Cardoso ressalta que levando em conta o fato do professor estar em constante formação e que não deve parar de aprender, as oficinas cumprem um papel fundamental neste processo. “Participar do Programa é investir na formação profissional, consequentemente, melhorar a cada dia a qualidade das aulas ministradas e os resultados obtidos com os educandos”.

Os cursos oferecidos pelo Diário na Escola são todos presenciais e com carga horária de quatro horas cada. Nos encontros os participantes recebem material didático a respeito da temática, o que torna possível aprofundar conhecimentos e diversificar o trabalho desenvolvido com os estudantes.

ODIARIO_ESCOLA_JPS (24)“Conheço o Programa desde 2001 e trabalho com o Diário em sala de aula há mais de seis anos. Sempre volto das formações com mais aprendizado do que eu esperava, este ano já estou ansiosa para os novos conteúdos que serão apresentados, afinal, é uma excelente oportunidade que tenho de crescer em minha vida profissional”, comemora a professora da rede municipal de Marialva, Amélia Horita.

A professora da rede municipal de Maringá, Lucilene Leite expõe que as capacitações vêm ao encontro do trabalho que precisava desenvolver com os alunos. “Com uma boa explicação e abordagens pertinentes, as atividades em sala ficam mais simples de serem propostas”.

Maísa revela que o cronograma de discussões das formações oferecidas pelo Diário na Escola para este ano foi pensado para atender às necessidades das escolas, como também procurar cada vez mais incluir teoria e prática, buscando a aplicação das discussões em sala.

“A expectativa para 2014 é dar continuidade ao trabalho iniciado no ano passado, ora trazendo novos gêneros para estudo, ora estudando gêneros já vistos sob outro enfoque. Esperamos, dessa forma, tanto atender aos professores que entram agora no Programa, quanto continuar estimulando aqueles que já estão conosco desde anos anteriores”, enfatiza a professora doutoranda Adélli Bazza.

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Profissionais da educação de Sarandi recebem capacitação

Professores da rede municipal de educação de Sarandi participaram na última semana, do encontro pedagógico com a temática: “História em quadrinhos: linguagens e ludicidade nas produções textuais”, promovido pelo Diário na Escola e ministrado pela professora doutoranda, Adélli Bazza.

O tema do encontro tem por objetivo auxiliar os educadores a orientarem seus alunos nas produções de histórias em quadrinhos (HQs) que poderão ser enviadas ao 8º Concurso do Gibi que será lançado, em breve, pelo Programa.

“O trabalho com a leitura de HQs em sala de aula é sempre muito bem recebido pelos alunos, afinal diminui-se o texto verbal e acrescenta-se figuras, o que proporciona um maior interesse”, comenta Adélli.

As histórias em quadrinhos têm caráter lúdico, ou seja, trabalham de uma forma na qual o intuito é ensinar e educar com diversão e interação. Sendo assim, esse gênero é também considerado uma arte que é significativa no processo de ensino e aprendizagem de diversos conteúdos, como geografia, matemática, história, português e idiomas estrangeiros.

Adélli conta que na oficina foi demonstrado o quanto as histórias em quadrinhos estão difundidas na escola, tendo em vista os depoimentos das professoras a respeito de trabalhos já desenvolvidos em sala com esse gênero textual. Por outro lado, a falas das educadoras também indicaram que, para inúmeros alunos o primeiro contato com os gibis se dá na escola. Por situações como essas, percebe-se a importância de estudos e de difusão dos quadrinhos na escola.

A professora, Maria Aparecida Pereira conta que após o encontro ela pôde compreender melhor as HQs e sua forma de produção, deixando mais clara as informações a serem repassadas aos alunos. “Antes eu tinha insegurança, porque não entendia muito bem o conteúdo, mas agora vou poder direcionar às crianças todos os passos de confecção de quadrinhos com maior precisão”.

Lourdes Cabral, educadora, relata que no dia-a-dia sobra pouco tempo para preparar e pesquisar materiais sobre as HQs. “Hoje, eu saí do encontro do Diário na Escola com propostas muito interessantes e que já podem ser trabalhadas em sala. Cada oficina do Programa que participo é uma novidade a mais para meus alunos”.

Após a explicação de toda a parte teórica os participantes receberam o desafio de elaborar uma história em quadrinhos. Primeiro foi escrito um enredo narrativo que foi dividido em vinhetas, em seguida as falas com seus balões específicos, os desenhos e por fim, a coloração.

“A exposição do conteúdo, e os alertas, foram pontuais para o esclarecimento de dúvidas de produção. No momento em que se alia a teoria à prática, fica mais fácil assimilar as dificuldades”, destaca a supervisora da secretaria municipal de educação de Sarandi, Olga Marcenichen Lobato.

A pedagoga, Claudinéia Vital Braga, enfatiza a importância da prática. “No momento da oficina, vivenciamos a realidade do aluno, as dificuldades que ele enfrenta, diante disso conclui que é preciso retomar as práticas de sala de aula para constatar o verdadeiro significado do aprendizado da criança”.

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