entretenimento



Escola de Atalaia faz homenagem à cidade

Alunos e equipe pedagógica da Escola Municipal Vania Maria Simão, de Atalaia, promoveram a Festa Cultural “Nossa Terra, Nossa Gente” na qual foram realizadas exposições sobre os pioneiros do município e apresentações de dança dos estilos musicais desde a década 50. “Essa festa já é uma tradição da nossa escola, este ano chegamos à XXII edição e mais uma vez superou nossas expectativas com os bons resultados”, destaca a coordenadora pedagógica Lorena Yaél.

Foto Abre

O foco na realização do evento foi levar os estudantes a conhecerem mais sobre a história do lugar onde vivem, assim como a cultura, a economia e o espaço geográfico de Atalaia. “Também buscamos mostrar que tudo isso é mais do que um simples aprendizado, pois é preciso conhecer a terra onde vivemos para que possamos nos orgulhar dela”, conta Lorena.

Todo o trabalho teve início em sala de aula com uma exposição oral a respeito do tema, onde cada criança contribuiu com seus conhecimentos prévios sobre Atalaia. Foram debatidos assuntos como educação, religião, agricultura, pecuária, pioneiros, saúde, esportes e outros fatores que contribuíram com o crescimento do município a partir da década de 50.

Em seguida os alunos foram a campo. Nas ruas buscaram informações, fotos e registros com os moradores mais antigos da cidade. “Foi uma satisfação poder contribuir para o aprendizado das crianças em relação ao passado. Espero que esse conhecimento partilhado não se perca e que elas ensinem outras pessoas a não deixarem nossas histórias esquecidas”, conta o pioneiro Jovelino Vieira dos Santos que chegou em Atalaia em 1952.

A estudante Giovana Fabio Candioto ressalta que foi muito interessante poder entrevistar as pessoas que fundaram a cidade. “Adquiri novos conhecimentos e ainda sanei minhas dúvidas. Atalaia tem uma história muito bonita que todas as crianças deveriam conhecer.”

Os alunos da Escola Vania ainda fizeram um passeio até a zona rural para se aproximarem da cultura que deu origem ao município, e produziram cartazes com os temas estudados e debatidos em sala de aula para serem expostos e o conhecimento partilhado com todas as séries escolares.

A professora Vania Vieira aponta que as atividades propostas alcançaram seus objetivos e ainda oportunizaram que as crianças resgatassem a essência cultural que tem se perdido no tempo.

“Todo o trabalho foi muito gratificante. Alunos, familiares, comunidade pedagógica e o público visitante da Festa tiveram a oportunidade de descobrir coisas novas sobre Atalaia e ainda refletir os desafios que a cidade superou para se tornar o belo município que é hoje”, comemora a coordenadora Lorena.

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Youtubers mirins são celebridades da rede

Foto Abre

O termo “youtuber mirim” pode ser algo novo para muita gente, mas para o público infantil, em específico, eles são verdadeiros ídolos. São crianças que gravam vídeos sobre a vivência escolar, ideais de desafios, dicas de maquiagens e games e depois publicam esse conteúdo em seus canais do YouTube.

Já existem crianças que vivaram celebridades e até faturam com os vídeos publicados. Em entrevista para o jornal Folha de São Paulo, o diretor de conteúdo do YouTube no Brasil, Alvaro Paes de Barros, afirma que uma das razões para o fenômeno, é a interação entre os pequenos. “Eles falam exatamente o que é importante para as crianças, da forma como as crianças falam.”

Em Maringá, temos alguns rostinhos que já estão se tornando conhecidos. Com apenas 12 anos, Juan Ribeiro de Camargo já é sucesso entre os amigos, dono do canal Zika Memo ele conta de forma engraçada fatos do dia-a-dia de um adolescente. “Minha inspiração é ver que as pessoas estão gostando, sempre alguém vem falar comigo que os vídeos estão legais e quando atraso um dia pra postar, já me cobram a publicação. Isso me motiva bastante”, conta.

Felipe Gabriel Vitor, de 14 anos também tem um canal e conta que para fazer bons vídeos, o importante é você observar o que acontece ao seu redor para falar de temas do cotidiano que sejam de interesse de todos. “Boa parte do que destaco é direcionado para os adolescentes, com isso, os primeiros a curtirem minhas postagens são meus irmãos, temos a mesma faixa etária e gostamos de coisas semelhantes, eles são meus maiores incentivadores e se divertem me assistindo.”

A psicopedagoga e mãe de Felipe, Ivanise Gabriel de Oliveira conta que nessa fase da vida a busca por aceitação e pertencimento a um grupo social, associada com a criatividade e a espontaneidade, são os ingredientes perfeitos para entrar nesta nova onda do momento. “O lema é ser visto, ser notado, que alguém fale algo de mim, seja bom ou ruim”, enfatiza.

Ivanise diz que conversa com Felipe sobre os perigos da exposição e que muitos estarão observando a fala dele, alguns vão elogiar como também podem criticar, e ele está aprendendo a lidar com tudo isso, inclusive, com as frustrações, o que é fundamental para a formação dele. A mãe deixa bem claro que não aceita que o filho exponha detalhes da vida pessoal, onde estuda, endereço, por questão de proteção. “A internet é um mundo sem barreiras, as crianças devem ter cautela”, aponta.

Um dos resultados desses canais que não param de surgir, são as crianças que se sentem motivadas após ver outras na telinha e acreditam que também podem ser um youtuber. “Afinal, se ele pode, eu também posso!” afirma Victor Hugo Martim, de 11 anos, que criou o canal “Bolado” inspirado em outros vlogs. “Comecei fazendo vídeos sobre dicas de games, mas com o tempo vi que gostava mais dos canais engraçados e resolvi seguir a mesma linha. Meu canal repercute bastante na escola, meus amigos me dão ideias sobre o que falar nos vídeos e como deixar o Bolado mais interessante.”
Victor Hugo ressalta que tem o estímulo dos pais na criação e atualização do canal, mas reforçam diariamente que os estudos e obrigações da escola devem estar sempre em primeiro lugar. “A internet pode ser algo profissional, no futuro, mas para que isso aconteça ele precisa de muita formação e conteúdo”, completa a mãe do youtuber, Débora Cristina Martim.

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Páginas de diversão e ensino

Foto AbreA arte de aprender, brincando, tem conquistado os estudantes. Em uma sociedade cada vez mais interativa e conectada, ganha a atenção das crianças o professor criativo que consegue despertar o aprendizado a partir de atividades dinâmicas. Pensando nisso, a professora Célia França Campos que leciona na Escola Municipal Padre José de Anchieta, em Sarandi, desenvolveu uma proposta de jogo de tabuleiro com base nos fatos noticiosos publicados no Diário.

O intuito do trabalho foi fazer com que os alunos conhecessem a estrutura do jornal, os diversos gêneros presentes e ainda realizassem a leitura dos textos para que conseguissem avançar na brincadeira. “Eu gostei bastante, todos participaram e foi bem mais divertido ler o impresso”, conta a aluna Luana Cristina da Silva.

Para começar a atividade, os estudantes foram divididos em grupos de cinco. Em seguida, receberam exemplares do Diário para leitura. Cada aluno separou um texto que chamou a atenção e apresentou um resumo oral para os colegas de classe. Na sequência cada equipe recebeu uma cartolina, material que serviu de base para o tabuleiro. Após construir uma trilha numérica, as crianças recortaram notícias positivas e negativas que fizeram parte do jogo. À exemplo, quando o dado para em cima de uma casinha de número que tem uma matéria negativa, o jogador deve voltar duas casas, se a informação é positiva, ele avança duas casas. Desta forma, os participantes vão percorrendo a brincadeira e lendo os textos do impresso.

“Os jogos são ótimas oportunidades de mediação entre o prazer e o conhecimento. Aprender se divertindo oportuniza melhores resultados, pois é criado um entusiasmo para saber a respeito do conteúdo que está sendo trabalhado”, enfatiza a coordenadora pedagógica da escola, Angela Alves Martins.

O estudante Cleverson dos Santos comenta que adorou a atividade e que todos do grupo dele se dedicaram durante a produção. E a colega de classe, Ktlelen Nicolly da Costa completa “jogar com os amigos é muito bom! Ler as reportagens sem nem perceber que era uma proposta didática, foi melhor ainda.”

“Os resultados foram muito satisfatórios, pois se despertou o interesse pela leitura e interpretação textual. Quanto às reportagens, as crianças puderam avaliar se os fatos eram positivos ou negativos, o que fez toda diferença ao correr do jogo. Eu acredito, sim, que brincando os alunos aprendem e assimilam melhor. Além de ser prazeroso”, destaca a professora Célia.

 

 

FAÇA VOCÊ TAMBÉM

Olha que bacana o tabuleiro que foi confeccionado para a brincadeira. Utilizando apenas cartolina, canetão, jornal, dado e pinos (para identificar os jogadores), os alunos têm uma aula bem mais divertida e cheia de aprendizado!

Imagem - Box

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Concurso também motiva professores

O Concurso “Notícias em Versos” promovido pelo Diário na Escola foi direcionado aos alunos cadastrados no Programa. Mas, não foram só as crianças que tiveram seu momento de criação. Professores também se sentiram motivados a colocar em prática toda a sua inspiração poética. Com isso, alguns mestres enviaram seus versos e rimos para a equipe do Diário na Escola.

As educadoras da Escola Municipal Deputado Dr. Ulysses Guimarães, de Maringá, Maria Alves da Silva e Edna Cristina Pacheco Barbeiro, capricharam! Confira:

DESAFIO TEXTUAL2978965707_93538e7cb6

Quero ver quem é capaz

De uma mudança radical.

Desafio-te a trocar

O gênero textual.

 

Pegue logo um jornal,

Escolha um assunto ou um tema.

Reescreva uma notícia

Com estrutura de um poema.

 

O desafio está lançado

Quero ver quem se anima

A contar uma notícia

Com estrofe, verso e rima!

(Maria Alves da Silva)

 

PASSEIO NÃO TEM IDADEnevisandegi1

Hoje é um dia especial

Vamos a Expoingá festival

Desfrutar com prazer,

E aproveitar o lazer.

 

Nesta idade, aproveitar é preciso

Com disposição e um belo sorriso

Até o ânimo rejuvenesce

Pois o coração não envelhece.

 

Sem medo é preciso viver

Pois a idade nos leva a crer

Que precioso é cada segundo

Então esqueça a tristeza do mundo.

 

Pense com carinho, criança

Do mundo, vocês são a esperança.

Moço eu já fui, agora tenho idade

Não abandone os velhos da cidade.

(Edna Cristina Pacheco Barbeiro)

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O Diário proporciona entretenimento e informação na sala de aula

Muitas vezes, a paixão pela leitura começa pelas histórias em quadrinhos (HQs) por ser um tipo de texto que torna o ato de ler mais divertido, já que apresentam, além das falas, desenhos que representam as ações dos personagens. Mas a leitura é apenas uma das possibilidades para se trabalhar a HQ, pois os quadrinhos oferecem inúmeras maneiras de exploração. São materiais que permitem a reflexão, a criação, a produção e até a interpretação textual.

20140905_141408Depois de participar da capacitação oferecida pelo Diário na Escola sobre como trabalhar a HQ a partir da notícia do jornal, a professora Joana de Lourdes Contieri que leciona na Escola Municipal São Jorge, em São Jorge do Ivaí, colocou em prática a teoria adquirida durante a formação e garante, “os resultados foram ótimos.”

“Meu objetivo foi despertar o interesse pela leitura a partir dos textos de circulação social. De forma livre, cada aluno escolheu uma manchete que mais chamou atenção e, em seguida, realizou uma produção textual que compôs a narrativa da HQ”, destaca Lourdes.

A coordenadora pedagógica, Elisabete Sampaio conta que nesta atividade, em especial, foi perceptível o entusiasmo das crianças. “O estudo deste gênero envolve a criatividade e os desenhos, isso reflete no interesse pela proposta.”

O aluno Kauã Moura comenta sobre o quanto o jornal auxiliou durante a produção. “As notícias do Diário nos ajudaram no momento em decidir o assunto da história a ser desenvolvida.” E a colega Akemyla Bortolucci Ventureli completa, “pude usar minha imaginação e com a leitura das matérias ainda aumentei meu conhecimento sobre os fatos que são destaque no impresso.”

Com a oportunidade em escolher o tema, a professora relata que houve maior atração pela leitura. Desta forma cada estudante se direcionou para o caderno que mais se identifica. “Este é um processo que tem contribuído muito no aprendizado das crianças, pois elas sentem prazer no que estão fazendo.”

Assim como foi aconselhando pelas ministrantes da formação oferecida pelo Diário na Escola, Lourdes solicitou que primeiramente os estudantes escrevessem a narrativa, para em seguida desenvolverem os quadrinhos com as falas e os desenhos dos personagens. “O interessante do passo-a-passo da HQ é que o aluno vai tendo a ideia de que um trabalho com escrita deve ser planejado, sim. Primeiro, se pensa num enredo para a história antes de produzi-la. Também se calcula o espaço para os desenhos e textos verbais, o espaço do texto não verbal deve ser observado por último. Essas orientações de sequencias do que se deve fazer são importantes para direcionar a criança a fim de mediar essa produção com qualidade”, ressalta a professora mestre, Maísa Cardoso.

Lourdes relata que por ser a primeira atividade com o gênero, os estudantes sentiram dificuldades durante a proposta, mas com orientações o resultado foi muito bom. “Me senti realizada ao término do trabalho, as crianças se empenharam bastante e percebi o quanto os exemplares do Diário estão contribuído no processo de ensino-aprendizagem”, conclui.

A aluna Marcela Arenos criou uma tirinha a partir da notícia sobre os estragos da chuva de granizos, publicada no Diário.

A aluna Marcela Arenos criou uma tirinha a partir da notícia sobre os estragos da chuva de granizos, publicada no Diário.

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Alunos escrevem carta para Caixa Postal do Diário

Você já observou que em jornais e revistas há um espaço reservado para que a opinião dos leitores seja publicada? No Diário do Norte do Paraná esta coluna é chamada de Caixa Postal, uma parte do impresso na qual as pessoas podem mostrar opiniões e sugestões, debater os argumentos levantados nos artigos e fazer críticas. Alguns ainda apresentam perguntas, reflexões e elogios. Com o objetivo de ouvir os alunos das Escolas Municipais Tancredo Neves e Padre Mateus Elias, de Doutor Camargo, a equipe do Diário na Escola desenvolveu a oficina “Escrevendo para o jornal” e, assim, as crianças discutiram e produziram cartas para a Caixa Postal do Diário. “Gosto da página do impresso referente à carta ao leitor, pois além de incentivar a leitura e a escrita mostra a função em se escrever à redação do jornal. Desta forma, propicia aos alunos o contato com fatos recentes e ainda a oportunidade de se expressar sobre diversos assuntos”, destaca a diretora da escola Padre Mateus, Sidineia Aparecida Guiraldi Rocha. Foto Abre 01O Diário publicou uma enquete sobre a estudante do Alabama (EUA) que foi mandada de volta para casa no primeiro dia de aula por causa dos cabelos vermelhos da jovem. Este assunto causou fervor nas crianças da escola Tancredo Neves.  “A atitude foi completamente errada, a cor do cabelo não interfere na sabedoria da pessoa”, enfatiza a aluna Raissa Izabelly Mori. E a colega Iasmin Lopes Pardo acrescenta, “para mim, este é um exemplo de bullying.” Já na escola Padre Mateus o que despertou o interesse dos alunos e se tornou tema de debate foi a manchete “Operação prende 11 com material pornográfico”, notícia que apresentou informações sobre casos de pedofilia online. “Eu tenho perfil nas redes sociais e não imaginava que poderia estar correndo tantos riscos, esta matéria do Diário me abriu os olhos”, ressalta a aluna Ana Julia Vicentini Maniezo. A amiga Beatriz Geraldo Pazenatto aconselha, “não podemos conversar e muito menos marcar encontro com desconhecidos da web. É importante, também, avisar os pais onde e com quem estamos quando saímos de casa sozinha.” Nas duas instituições de ensino de Doutor Camargo em que se desenvolveu a atividade, o trabalho foi finalizado com a produção de uma carta coletiva para a Caixa Postal do jornal O Diário que está publicada na edição de hoje, página A2. “Esta oficina foi excelente não só para o conhecimento do estudante, mas para o educador também. Aprendi como explorar textos curtos publicados no impresso. Com temas que são parte do universo das crianças, elas conseguiram participar da aula e entender conteúdos de relevância social. Com certeza o trabalho iniciado hoje ainda renderá outros resultados positivos”, conclui a professora da escola Tancredo Neves, Rosângela da Silva Oliveira.

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Biblioteca de Santa Fé recebe Telecentro

Os Telecentros/Espaço Cidadão são centros de apoio que disponibilizam equipamentos de informática, e auxílio técnico, para capacitar pessoas interessadas em se integrar à tecnologia ou adquirir novos conhecimentos através das formações oferecidas. Santa Fé foi um dos municípios escolhidos pelo governo do Estado para receber uma dessas estruturas. “Com esta nova parceria vamos atender a comunidade proporcionando, além da inclusão digital, diversos cursos para todas as idades, de jovens a idosos”, afirma o prefeito Edson Palotta.

Foto Abre 02Localizado na Biblioteca Municipal, o Espaço Cidadão possui 10 computadores de alta tecnologia, todos conectados à internet. A monitora do Programa, Andréa Rego destaca que já há lista de espera para os cursos técnicos onlines que serão oferecidos. “É uma satisfação ver o interesse das pessoas em aproveitar esta oportunidade de aprendizado, tenho certeza que bons resultados estão por vir.” O prefeito Edson acrescenta, “nosso município recebeu um presente, e convidamos a todos para aproveitar a chance de receber capacitação sem precisar se deslocar para outros centros maiores.”

As crianças foram as primeiras a usufruir o espaço. Para conhecer a novidade da biblioteca, a professora do 4º ano, Jaqueline Thomazella Biazon levou os alunos para um passeio interativo. “Esta sala vai facilitar nosso trabalho de educador, os equipamentos nos darão subsídios para pesquisas e produções textuais. Outro fato, é que os pequenos adoram a tecnologia e, com isso, se interessam mais pelas propostas didáticas desenvolvidas em computadores”, relata.

Foto Abre 01A estudante Izabelly dos Santos Pereira não tem acesso à internet em casa e comenta que com o Telecentro será mais fácil e divertido fazer as tarefas escolares. “Antes eu tinha somente a opção de pesquisas em livros e era muito trabalhoso. Agora que posso usar os equipamentos do Espaço Cidadão, me sinto até mais motivada” e a colega Camile Vitória de Souza Cruz complementa, “não vejo a hora de poder voltar aqui, a partir de hoje a biblioteca é um dos meus lugares preferidos.”

Dirlene Viana Barbosa é a secretária de Assistência Social do município e enfatiza que a novidade não será transformada em lan house. “O entretenimento é importante sim, mas este local está destinado para o crescimento do indivíduo no que se refere à educação e mercado de trabalho. Nossa meta é oferecer cursos, palestras, conferências e atividades que deixem a nossa comunidade conectada, e o melhor, sem nenhum custo”.

“Temos como objetivo integrar as pessoas. Os idosos poderão participar de aulas de inclusão digital, os jovens serão capacitados para o primeiro emprego e as crianças terão uma alternativa ao trabalho de alfabetização e letramento”, ressalta o prefeito, Edson.

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Executiva de TI produz trilogia com enredo eletrizante

Quem poderia imaginar que uma executiva de tecnologia da informação (TI), depois da rotina diária de trabalho, ainda chegaria em casa com inspiração para transformar uma paixão da infância em trabalho? Assim é a vida da escritora Ana Eduarda Chiarato Nicolozzi, que em horário comercial atua no setor de serviços em tecnologia, de uma multinacional paulista, mas fora do escritório mergulha em um universo fictício. E é através da escrita que propõe aos seus leitores uma viagem intelectual.

Desde criança Ana Eduarda já mostrava encanto pela literatura e contos clássicos. Através do contato com os livros teve a iniciativa de participar de seminários que aumentaram seu conhecimento e domínio quando o assunto é redação.

Ao passar dos anos, a autora começou a produzir conteúdos de cunho educacional, no formato de histórias em quadrinhos. Esses materiais foram direcionados ao público infantil, e abordavam temas relacionados ao esporte, à alimentação e à sustentabilidade.

Decidida a buscar voos mais altos e traçar uma carreira de sucesso na ficção, em 2011 Ana Eduarda lançou a trilogia “Enigma das Fronteiras”, material produzido em três volumes – “Céu, Terra e Inferno” – com um enredo eletrizante que provoca reflexões e emoções sobre criaturas que estão no imaginário popular. As obras também falam de batalhas entre seres do bem e do mal, e o amor entre um anjo e um ser humano. O que promete mexer com a crença e o imaginário dos leitores.

ANA EDUARDA

 

Convidada a uma entrevista para a coluna do Diário na Escola, Ana Eduarda nos contou sobre a paixão pela literatura, as formas de motivar as crianças a gostarem de ler e os desafios de quem se arrisca a publicar ideias e sentimentos, no papel.

 

O DIÁRIO NA ESCOLA: Executiva em tecnologia, de onde surgiu a interesse pela área literária?

ANA EDUARDA Livros sempre foram parte de minha vida. Desde pequena, amo ler. Minha lembrança mais remota – e deliciosa – foi quando ganhei uma coleção de livros infantis do meu pai, contos em geral, e depois de cansar de ler eu os colocava em formato de amarelinha, e pulava em cima deles. Por volta dos 16 anos, comecei a escrever as primeiras coisas, que eram as continuações de livros que eu adorava. Como não queria que as histórias acabassem, escrevia algumas continuações da forma que as imaginava.

A vida profissional na área de Tecnologia da Informação sempre caminhou junto com o mundo literário e essa minha paixão e sonho de escrever, uma servindo de apoio à outra. Aliás, a habilidade da comunicação escrita sempre me ajudou muito, também,  na minha ocupação atual. Por isso é que as considero complementares, partes de mim.

Qual a principal dificuldade que enfrentou ao escrever suas obras?

Inicialmente, é difícil escrever a primeira palavra, a primeira frase de um livro. É necessário relaxar e deixar as ideias fluírem, do jeito que aparecerem. Tem que se libertar das convenções, e deixar acontecer. Depois, é muito difícil saber a hora de parar de escrever, ou seja, terminar a história. É como deixar um filho livre e solto no mundo, vivendo por sua própria vontade. No livro, dá o desejo de continuar e continuar, revisar milhões de vezes e nunca mais largá-lo. Eu escrevi três finais para a trilogia. Somente no terceiro, fiquei um pouco mais satisfeita, mas mesmo assim, foi difícil colocar o “ponto final” final!

No Brasil, é possível sobreviver atuando unicamente como escritora?

As condições de incentivo e o próprio mercado de leitores são maiores nos países de economia mais madura, o que facilita bastante o lançamento de livros e ideias novas. Certamente, as pessoas estão mais prontas e mais ávidas para a leitura, fazendo girar melhor essa parte do negócio. De qualquer forma, estou apostando muito no futuro do Brasil, quero ajudar a fazer um país melhor, que incentive a cultura de uma forma geral. Os meus livros têm o objetivo de entreter as pessoas e, com isso, despertar a curiosidade para um mundo novo que se abre com as páginas. Novos leitores, mais cultura, mais educação. Um círculo virtuoso.

Você considera que em nosso país a profissão é desvalorizada?

Acho que poderíamos valorizar mais a arte e cultura em geral, sim. Já dancei ballet por muitos anos, e sei também como é difícil a vida de atores e dançarinos, é difícil encontrar um lugar ao sol. Precisamos de mais programas, de mais financiamento e mais espaço para a divulgação de todo tipo de obras.

Suas obras têm relação com suas experiências de vida?

Não, minhas obras são apenas ficção. Têm um pouco de mim, um pouco de alguns lugares que conheço, pois livros são parte de nós, mas tudo que está lá é parte da minha imaginação e inspiração.

Além de escritora você é mãe. Que iniciativas toma para motivar sua filha a gostar da leitura?

Não há nada melhor do que o nosso exemplo silencioso. Não adianta falar, conversar ou passar sermão. Filhos aprendem pela observação dos pais, da família e do ambiente, pelo que sentem, pelo que captam. Se queremos motivar nossos filhos à leitura, precisamos ler para eles, ler com eles, ler perto deles e mais ainda, nos divertir com a leitura. Lembro-me bem quanto estava lendo o livro “Marley e eu”. Dava tanta risada sozinha das coisas que lia, que minha filha ainda com cinco ou seis anos vinha se sentar ao meu lado para também poder “ler” a parte engraçada.

Mesmo para quem não tem condições de adquirir livros a toda hora, o hábito pode ser adquirido através de revistas e jornais, ao passear numa livraria ou biblioteca, manusear coisas emprestadas de clubes de leitura, e outras opções em que não precisamos gastar um centavo.

Como escritora, qual sua visão sobre a educação atual?

Ainda temos um abismo que separa a educação pública da privada, e isso não é bom. Embora tenhamos excelentes escolas públicas, estas ainda são consideradas uma exceção no País e precisamos melhorar muito os nossos programas e a abrangência da educação. Precisamos incentivar mais nossos professores, desde a remuneração até o seu próprio desenvolvimento, precisamos de mais laboratórios, mais salas, mais infraestrutura, mais tudo.  Não quero parecer pessimista, mas sim, quero ver mais, desejo mais para o Brasil, pois sabemos que é possível fazer melhor do que o que temos hoje. Existem crianças ainda sem uniforme e material escolar, e nós já estamos no final de abril. Fico triste ao saber que o número de leitores brasileiros diminui ano a ano, segundo as estatísticas, fico mais triste ainda ao ler que grande parte de nossa população é analfabeta funcional – aqueles que sabem algumas letras, mas não interpretam um texto. E pior ainda, temos uma boa parcela como analfabetos absolutos.

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Teatro, dança e música em Marialva

No mês em que o município completou 62 anos, a população foi presenteada com a oportunidade de assistir a diferentes shows e espetáculos no 5º Festival de Cultura realizado no Cine Teatro Sonia Maria Silvestre Lopes. A ação é da prefeitura de Marialva em parceria com o departamento de Cultura da cidade.

grease 02O musical “Grease – nos tempos da brilhantina” estreou a sequência de espetáculos divertindo e emocionando o público. A apresentação narra a tumultuada história de amor de um casal de estudantes no verão californiano. A peça original chegou a ficar em cartaz por quase 10 anos na Broadway e ganhou destaque internacional com o lançamento do filme, em 1978.

O elenco é composto por 30 alunos que participam das oficinas de teatro e dança, oferecidas pela prefeitura, e coordenado pelo coreógrafo, Alisson Miguel Trindade. “Atendo semanalmente crianças e jovens de sete a 20 anos. É um prazer ensinar para quem realmente tem vontade de aprender”, destaca.

“Sempre gostei de arte e faço parte das oficinas desde 2010. Para o “Grease” foram meses de ensaios, estudo de técnicas vocais, respiração, canto e uma enorme dedicação. Mas todos os obstáculos valeram a pena. Não existe sensação melhor do que poder agradecer os aplausos do público ao final de cada espetáculo”, conta o aluno Yago Marcelo Moção.

astros 01No último dia 10 os olhares foram para os 67 bailarinos que compõem “Astros” – obra de autoria do coreógrafo Alisson. “Uma mistura de dança com teatro que representa o momento em que o primeiro homem pisa na lua. Há o encontro do personagem de um outro planeta com um da Terra, os dois apresentam o espetáculo e anunciam as danças de uma forma cômica, o que deixou a plateia eufórica”, comemora.

Durante o musical cerca de 600 pessoas se animaram com os ritmos de street dance e tango. A aceitação foi tão grande que “Astros” teve reapresentação no dia 12 e a secretaria de cultura já está reservando uma data para nova exibição em 2014.

“Estar como bailarina no “Astros” foi maravilhoso! Um experiência única na qual pude desenvolver meus conhecimentos sobre a dança, sentir a emoção da apresentação e os elogios de quem assistiu”, enfatiza a aluna Julie Hayashi.

A equipe da secretaria de cultura esteve engajada o ano todo para o bom resultado do Festival. “O que mais nos deixa contente é perceber o reconhecimento da população de Marialva. As pessoas se identificam com as ações preparadas pelo município e reconhecem o nosso trabalho”, celebra a secretária da Cultura, Antonia Celeste.

Para assistir as primeiras apresentações já realizadas, o ingresso foi um quilo de alimento não perecível. A secretária Antonia ressalta que além de oferecer entretenimento é necessário ajudar aos que precisam. Com essa preocupação social, em 2012 mais de duas toneladas de alimentos foram doados para instituições de caridade do município e a meta para este ano é superar esta quantidade.

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Mistério e suspense na biblioteca

Assim pode ser descrito o clima de comemoração do mês das bruxas no Colégio Estadual Alberto Jackson Byington Júnior, de Maringá. Buscando realizar uma atividade alternativa e descontraída, as bibliotecárias Priscilla Kelly Bressan, Denise Gonçalves Garcia e Graciana Gomes Fernandes Longo criaram uma gincana para os alunos do ensino médio e vão oferecer sessões de cinema para os estudantes do fundamental.

Para a realização do projeto a biblioteca está toda decorada com a temática “Dia das Bruxas”. Procurando estimular o conhecimento sobre o assunto, um cantinho especial com livros de terror e suspense está montado com sugestões de leitura.

“Queremos que os alunos tenham contato com uma cultura diferente, conhecer novas palavras, seres e formas de lidar com a morte e o mundo mal assombrado, além de fazer com que reflitam sobre os mitos e verdades dessa data”, destaca Priscilla.

A decoração é tão real que chega a assustar. Por causa do tema acabei conhecendo uma série de livros ótimos, como “O Diário do Vampiro”, da escritora Lisa Jane Smith, que mistura os sentimentos de medo e romance”, conta a aluna do 9º ano, Waleska Moriggi Ribeiro.

A professora de língua portuguesa, Dinara Fátima Girardi Farhat, acredita que a caracterização do espaço motiva os estudantes. “Todos estão adorando e comentando, muitos alunos que não tinham o hábito da leitura estão emprestando livros do gênero sugerido”.

Mariane Santos Aquaroni é pedagoga do colégio e elogia o trabalho. “Para nossos estudantes a biblioteca passou a ser um lugar prazeroso e aconchegante de estudo, conhecimento e diversão”. A diretora Ivânia Ávila acrescenta que “isso acontece

devido aos diferentes projetos que são realizados durante o ano, cada época o espaço de leitura está com uma temática diferente”.

O aluno do 6º ano, Maycon de Oliveira Januário, relata que o clima de pânico o deixou curioso para conhecer novas obras. “Adquiri conhecimentos sobre a diferença entre realidade e ficção”.

A gincana para os alunos do ensino médio será durante todo o mês de outubro. Com o intuito de interagir com a era tecnológica, a promoção é realizada pela internet. Está sendo publicado diariamente às 14 horas, na página do Facebook da escola, fotos de filmes de terror. O primeiro estudante que postar corretamente, o nome do filme e do diretor, ganha um ponto por dia. Quem obter a maior pontuação até o final da gincana, vence. E como prêmio leva para casa um box de livros da série, “Walking Dead”.

Na última semana de outubro o salão nobre do colégio será transformado em cinema. Todos os dias uma turma do ensino fundamental terá a oportunidade de assistir a um filme e ainda ganhar um lanche especial. Entre os títulos que serão exibidos estão: “João e Maria – Caçadores de Bruxas”, “A Vila” e “A Garota da Capa Vermelha”.

“As atividades buscam explorar o universo místico e fantasmagórico do “Dia das Bruxas”, bem como criar um elo entre a escola e os alunos, comemorando de forma criativa e diferente esta data festiva”, enfatiza Priscilla.

MOTIVAÇÃO – A disponibilidade de livros sobre terror e suspense aumentou os empréstimos de obras na biblioteca

MOTIVAÇÃO – A disponibilidade de livros sobre terror e suspense aumentou os empréstimos de obras na biblioteca

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