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Circo: uma verdadeira escola

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O circo nunca perde o seu encanto. Quer uma prova? Pergunte a qualquer menina ou menino atendido pela Legião da Boa Vontade (LBV) em Maringá. Recentemente, os participantes do programa “Criança: Futuro no Presente!” conheceram e vivenciaram o incrível mundo circense durante a oficina “Corpo e Movimento”.

Com o objetivo de desenvolver nas crianças, através de atividades lúdicas e pedagógicas, o desejo de conhecer e valorizar a arte circense, diversas atividades foram realizadas. Além de aguçar o imaginário dos pequenos, o projeto ainda teve foco no respeito e nas diferenças de todas as pessoas, povos e linguagens seja ela corporal, musical, plástica ou oral, levando a criança a expressar suas ideias, sentimentos, necessidades e desejos e, com isso, avançando o seu processo de aprendizagem.

A educadora social, Soraia Camila de Andrade Jardim conta que o tema foi apresentado às crianças por meio de uma dinâmica que consistia em uma brincadeira de adivinhação para que aos poucos elas conseguissem descobrir qual era a atividade proposta. Após o tema ser revelado, a educadora apresentou a história do surgimento do circo no mundo e no Brasil.

A participação dos pequenos, contudo, não se resumiu a história do Circo. Eles participaram ativamente do projeto colaborando inclusive na confecção dos materiais usados no espetáculo. Durante a oficina prática, as crianças conheceram a fundo sobre o malabarismo, para isso, elas confeccionaram bolinhas e utilizando garrafas pets e cabo de vassoura, produziram as claves de malabares.

Em seguida, com tinta facial e roupas coloridas, os atendidos se caracterizaram de palhaços e compartilharam a alegria que esses personagens transmitem em seus espetáculos. A acrobacia também foi tema das atividades. Trabalhando o equilibro, as crianças andaram sobre a corda segurando um cabo de vassoura na mão. Além disso, com um palito de churrasco aprenderam a equilibrar um prato descartável.

“A atividade das figuras acrobáticas foi bem dinâmica, um trabalho em equipe. Se um desiquilibra o restante do grupo não consegue montar a figura. Com paciência foi possível fazer várias. Eu adorei”, enfatiza a pequena, Júlia Vitória de Souza Rodrigues.

“Confeccionamos equipamentos e materiais para aplicar a atividade sempre atentos à segurança e proteção. Essa oficina proporcionou nas crianças a relação entre a arte e a atividade física, e em poucas horas muitas emoções e sentimentos foram compartilhados. Elas foram estimuladas à criatividade que oportunizou grandes descobertas”, aponta Soraia.

Ao final do projeto os atendidos da LBV participaram do espetáculo “O Mundo Mágico do Circo”, onde meninos e meninas foram os protagonistas e apresentaram a seus colegas tudo o que aprenderam sobre a arte circense.

“Através do brincar a criança desenvolve as áreas do conhecimento, além de estimular a curiosidade, a autoconfiança e a autonomia, pois os instrumentos que foram utilizados como suporte para a oficina, ajudaram no aspecto físico, social, intelectual ou emocional, buscando proporcionar assim o seu desenvolvimento integral”, ressalta assessora da LBV, Vania Carla de Melo Barros.

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A arte de ensinar reciclando

Os alunos da educadora Naira de Araújo, do Projeto Semeando o Futuro em São Jorge do Ivaí, receberam o desafio de produzir uma casa de brinquedos toda montada com garrafas pet. A professora desenvolveu a proposta visando conscientizar as crianças sobre o acumulo de lixo no meio ambiente e como este pode ser reutilizado em grande escala em nossas vidas.

O projeto, que durou um ano, iniciou primeiramente com aulas teóricas e vídeos, na sequência os alunos realizaram atividades escritas e após isso começaram as confecções de pequenos materiais recicláveis, como a criação de tartarugas de caixa de ovos, bichinhos feito com CDs usados, dentre outros. “Ao término destas etapas, iniciamos a preparação para nossa construção em grande escala, onde foi arrecadada uma grande quantidade de garrafas pet trazidas pelos próprios alunos e durante três dias nós realizamos a higienização e limpeza dos 1.100 litros que seriam utilizados na casa”, conta Naira.

Devidamente limpas, as garrafas pet foram para as mãos de Sergio Berto de Araújo, pai da professora que voluntariamente contribuiu com o projeto da filha. Sergio ficou responsável pela construção de toda a estrutura de madeira e montagem das paredes de pet. “Não posso deixar de agradecer também o auxílio das cooperativas Sicredi, Cocamar e C-Vale que forneceram a madeira, os parafusos e os arames usados na estrutura”, ressalta Naira.

A diretora do Semeando, Rozilene Cassanho Zago aponta que foi gratificante ver o entusiasmo da professora e das crianças. “O orgulho a cada dia que se passava e a cada etapa que se cumpria, era nítido. Foi inspirador a maneira em que todos se envolveram e se dedicaram.”

“A parte que mais gostei no projeto, foi a de juntar e lavar as garrafas pet e de aprender a reciclar tudo que se pode, pois podemos fazer coisas tão legais como aquelas compradas em lojas”, destaca a aluna Maria Eduarda Santos Macedo. A colega de classe, Ana Vitória Facina Ribeiro completa dizendo que “não foi difícil de fazer a casa, pois todo mundo trabalhou junto, com isso o desafio ficou mais divertido.”

Naira relara que a proposta do trabalho foi um grande desafio, pois imaginou que seria complicado conseguir juntar tantos litros de pet e depois ainda viriam as dificuldades da montagem. “Agora, ao fim deste longo ano de dedicação, percebi que as crianças se mostraram responsáveis, autônomas e completamente dedicadas diante do projeto e isso também refletiu no cotidiano escolar delas. E acima de tudo, o que mais me comoveu e que me fez sentir uma professora satisfeita, foi ver no olhar de cada aluno que participou dessa ação, o orgulho e felicidade de ter concluído o trabalho, principalmente no dia de entrega e apresentação da casa, pois os alunos ao verem tantas pessoas admiradas e impressionadas com o trabalho realizado, demostraram mais orgulho e alegria do que durante todo o processo de construção, além de também sentirem um grande zelo e amor diante da casinha querendo cuidar dela para nunca estragar ou quebrar”.

Na última semana, um cerimonial de entrega foi realizado no Projeto Semeando o Futuro. Com a participação da diretoria, professora, alunos, secretaria da educação do município e todos os voluntários que auxiliaram na construção, a casa de garrafas pet foi oficialmente entregue a instituição. Para celebrar e agradecer os envolvidos, as crianças fizeram apresentações musicais de canções e melodias que aprenderam nas aulas do contra turno, oferecidas pelo Semeando. Uma junção de trabalhos que estão formando de maneira qualitativa esses pequenos cidadãos.

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Cores vivas, primeiros traços

A Legião da Boa Vontade (LBV) promove constantemente em suas unidades de atendimento diversas atividades que reforçam o desenvolvimento da criatividade e protagonismo. Pensando nisso, a Instituição promoveu uma exposição com artes produzidas pelas crianças e adolescentes atendidos e inspiradas nas obras de Romero Britto, renomado pintor e artista plástico brasileiro.

Após conhecerem a vida e obra do artista Romero Britto, os beneficiados deram asas à imaginação, aprimorando suas habilidades artísticas e apresentaram seus trabalhos numa exposição aberta ao público.

A exposição fez parte do projeto “Pintando, Criando e Recriando” e foi realizada nas dependências da LBV, em Maringá. Os próprios artistas mirins recepcionaram o público e explicaram as telas.

Além da contribuição pedagógica da arte, outro resultado positivo foi o despertar de sentimentos de “amor, compaixão, boa vontade e alegria”, como afirmou Gustavo Buzeli Arroyo, que teve seu trabalho exposto. Uma das etapas do projeto incluiu pesquisas sobre o estilo e a história de vida do artista. “Eu gostei da atividade porque tem muitos desenhos diferentes do Romero Britto, uns são xadrez, outros de pontinhos e eu adoro as obras dele. São sempre compostas por cores muito vivas, não tem nenhuma cor clara”, completou o atendido.

Com trabalhos apresentados na exposição, Geovana dos Santos Souza comentou que “o Romero Britto não deixa nada em branco, ele preenche todo espaço da tela. Arte é muito boa, a nossa mente não fica vazia e a gente pinta cada coisa bonita que vai formando paz e amor dentro de nós. Ela me deixa mais calma, mais leve.”

“Trabalhar com as obras de Romero Britto foi gratificante, pois a linguagem utilizada por ele desperta nos atendidos a curiosidade e o encantamento. Durante todo o desenvolvimento do projeto a participação foi ativa, uma vez que, o autor traz em suas obras reflexões sobre a amizade, a solidariedade, o amor, a fraternidade e tantos outros temas que fortificam a formação crítica e solidária das crianças e dos adolescentes através da arte”, ressalta a educadora social da LBV e responsável pela atividade, Norayama da Silva Falcão.

Foto AbreEtapas

Durante o projeto “Pintando, Criando e Recriando” várias atividades foram realizadas. Primeiro foi apresentada a biografia do artista e pintor brasileiro Romero Britto e sua trajetória. A educadora Norayama Falcão e os atendidos fizeram uma pesquisa sobre o significado das cores e a importância delas para uma obra de arte. Na sequência os atendidos conheceram algumas das obras do artista. Crianças e adolescentes foram à prática ao fazerem uma releitura de algumas pinturas de Romero, para isso, utilizaram material reciclado, crepom, EVA e massa de modelar. Também confeccionaram máscaras utilizando balões e jornal, e as pintaram inspirados nas técnicas utilizadas por Romero Britto. Por fim, produziram escultura de mãos com gesso e pintaram utilizando as técnicas do artista. Criaram quadros utilizando o jornal como suporte. E para finalizar o projeto, as obras produzidas pelas meninas e meninos foram para uma “exposição” que foi apreciada pela família e pela comunidade.

“É evidente que o desenvolvimento pleno do ser humano é marcado pelas relações que estabelecemos com o meio e as pessoas que convivemos cotidianamente, se apropriar dos bens culturais, das manifestações artísticas produzidas historicamente pela humanidade é nosso dever enquanto sujeitos históricos. A arte preenche os vazios, nos liberta, nos transporta para outros lugares, é uma viagem maravilhosa. Esse tipo de arte é como se fosse um livro, dá a oportunidade de subjetivamente cada um criar histórias, imaginar, se recriar, se rever, além da estética que é agradável”, aponta Norayama Falcão.

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Escola de Atalaia faz homenagem à cidade

Alunos e equipe pedagógica da Escola Municipal Vania Maria Simão, de Atalaia, promoveram a Festa Cultural “Nossa Terra, Nossa Gente” na qual foram realizadas exposições sobre os pioneiros do município e apresentações de dança dos estilos musicais desde a década 50. “Essa festa já é uma tradição da nossa escola, este ano chegamos à XXII edição e mais uma vez superou nossas expectativas com os bons resultados”, destaca a coordenadora pedagógica Lorena Yaél.

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O foco na realização do evento foi levar os estudantes a conhecerem mais sobre a história do lugar onde vivem, assim como a cultura, a economia e o espaço geográfico de Atalaia. “Também buscamos mostrar que tudo isso é mais do que um simples aprendizado, pois é preciso conhecer a terra onde vivemos para que possamos nos orgulhar dela”, conta Lorena.

Todo o trabalho teve início em sala de aula com uma exposição oral a respeito do tema, onde cada criança contribuiu com seus conhecimentos prévios sobre Atalaia. Foram debatidos assuntos como educação, religião, agricultura, pecuária, pioneiros, saúde, esportes e outros fatores que contribuíram com o crescimento do município a partir da década de 50.

Em seguida os alunos foram a campo. Nas ruas buscaram informações, fotos e registros com os moradores mais antigos da cidade. “Foi uma satisfação poder contribuir para o aprendizado das crianças em relação ao passado. Espero que esse conhecimento partilhado não se perca e que elas ensinem outras pessoas a não deixarem nossas histórias esquecidas”, conta o pioneiro Jovelino Vieira dos Santos que chegou em Atalaia em 1952.

A estudante Giovana Fabio Candioto ressalta que foi muito interessante poder entrevistar as pessoas que fundaram a cidade. “Adquiri novos conhecimentos e ainda sanei minhas dúvidas. Atalaia tem uma história muito bonita que todas as crianças deveriam conhecer.”

Os alunos da Escola Vania ainda fizeram um passeio até a zona rural para se aproximarem da cultura que deu origem ao município, e produziram cartazes com os temas estudados e debatidos em sala de aula para serem expostos e o conhecimento partilhado com todas as séries escolares.

A professora Vania Vieira aponta que as atividades propostas alcançaram seus objetivos e ainda oportunizaram que as crianças resgatassem a essência cultural que tem se perdido no tempo.

“Todo o trabalho foi muito gratificante. Alunos, familiares, comunidade pedagógica e o público visitante da Festa tiveram a oportunidade de descobrir coisas novas sobre Atalaia e ainda refletir os desafios que a cidade superou para se tornar o belo município que é hoje”, comemora a coordenadora Lorena.

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Encerrar para começar bem

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Por Luiz de Carvalho

Cerca de 260 professores de 110 instituições de ensino de 15 cidades do noroeste paranaense participaram, no último dia 24, no auditório da PUC, da cerimônia que marcou o encerramento de mais um ano do Programa Educacional O Diário na Escola, desenvolvido pelo jornal O Diário, e puderam acompanhar uma palestra sobre a chegada da Neurociência à sala de aula, conversar com escritoras a ganhar lembranças do Programa.

A festa de encerramento é uma tradição de O Diário na Escola e fecha uma série de atividades desenvolvidas durante o ano, como os encontros de formação que acontecem bimestralmente e as atividades, com a utilização das matérias publicadas no jornal, realizadas em sala de aula pelos professores.

O evento de encerramento é uma forma de reconhecimento do trabalho das escolas e dos professores, que são nossos parceiros, e homenageá-los pelas iniciativas criativas de utilização das matérias de O Diário como instrumento de aprendizado”, diz a coordenadora do Programa, jornalista Loiva Lopes.

Mais de 20 professores que tiveram suas atividades publicadas no jornal ao longo do ano, realizadas com base na leitura de notícias, foram homenageados e receberam como lembrança a edição do livro comemorativo dos 40 anos de O Diário do Norte do Paraná e flores. Também foram sorteados passaportes para fins de semana no Ody Park Aquático, camisetas, livros, vale-pizza e outros brindes.

Este foi o primeiro ano que participei do Programa e considero que foi uma experiência muito enriquecedora”, disse a professora da Educação Especial, na Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) Nairde Freitas Palioto. “Com o trabalho que realizamos com as matérias do jornal, sentimos que muitos alunos começaram a se interessar por assuntos que antes não chamavam a atenção, muitos estão lendo espontaneamente e houve uma melhora considerável na oralidade”, explica a professora, que recebeu elogios de várias mães de alunos pelos resultados alcançados.

As escritoras Vera Margutti, Maria Cristina Vieira e Angela Ramalho falaram de suas criações, lembrando que seus livros, geralmente com personagens lúdicos, já vêm sendo utilizados em sala de aula com bons resultados.

 

A Neurociência chega à escola

A aplicação da Neurociência nas atividades de sala de aula para entender de forma abrangente o desenvolvimento do cérebro da criança e ajudá-la a organizar o conhecimento e as informações que recebe no dia a dia foi tema de debate na solenidade que marcou o encerramento, neste ano, do programa O Diário na Escola.

g_183221711O tema “Neurociência na Escola – o que fazer se não sou neurocientista?” foi desenvolvido pela psicóloga Cristiana Bolfer, especialista em Psicopedagogia, mestre e doutora em Neurologia e especialista em Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) para Crianças e Adolescentes, além de especialista em Neuropsicologia.

As explicações sobre como a emoção interfere no processo de retenção de informação prenderam a atenção dos cerca de 260 professores que assistiram a palestra em dois períodos, a ponto de vários deles procurarem a palestrante até durante o intervalo para tirar dúvidas e falar de observações que fazem em sala de aula.

Até alguns anos atrás, apenas tínhamos intuição de como o cérebro da criança funcionava no processo de aprendizado, mas a Neurociência nos trouxe precisão e tornou-se um importante aliado dos professores”, diz Bolfer. “Na verdade, o que fazemos é apresentar e dar nome àquilo que o professor intuitivamente já sabe e agora pode usar para conhecer melhor a forma de pensar da criança e interferir, por meio de atividades, no pensamento do aluno, de acordo com cada faixa etária”.

Durante a palestra, Cristiana Bolfer sugeriu algumas atividades que os professores podem realizar em sala como exercício para o cérebro das crianças. Segundo ela, a Neurociência ajuda o professor dar à criança motivação para aprender, desenvolver a atenção, formar de maneira mais efetiva a memória ao dar a nova informação associada a um conhecimento prévio. “O cérebro é o órgão mais incrível do ser humano e o professor precisa estar atento a isto para estimular da maneira correta o cérebro da criança para organizar o conhecimento, principalmente nos tempos atuais, em que as informações chegam em um volume muito grande e em grande velocidade”.

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Ler para aprender a escrever

Na Escola Municipal São Jorge, em São Jorge do Ivaí, os estudantes participaram de um projeto anual que resultou na produção de livros. O ‘Ler para Aprender’ foi desenvolvido com o intuito de motivar as crianças a conhecer e gostar de obras literárias. “A leitura é algo indispensável, o aluno que lê desenvolve suas capacidades de pensar, agir e criar”, destaca a professora Rosângela da Silva Oliveira.

Foto - AbreEntre as etapas do trabalho, os estudantes pesquisaram a biografia de grandes escritores, a exemplo de Monteiro Lobato e Vinícius de Moraes. Já contextualizados sobre a esfera literária, eles receberam o desafio de criarem suas próprias obras.

Para ajudar no momento da inspiração, toda semana as crianças têm acesso às notícias publicadas no jornal O Diário, os fatos em destaque serviram de base para as produções. A matéria com a manchete “Homem morre vítima de dengue hemorrágica” comoveu os pequenos e alguns deles se uniram para fazer um livro de poemas sobre a importância em se conscientizar e prevenir a proliferação do Aedes Aegypti.

Em um dos trechos de sua obra, a estudante Julia Hernandes Granzotto mencionou: “se você não cuidar; ele vai te pegar e dano vai trazer; manchas vermelhas, febre e dor de cabeça, você vai ter.” O colega Gabriel Visentin Alexandre, em outro verso, acrescenta, “a dengue pode matar; em qualquer pocinha o mosquito pode botar, vamos cuidar! Ele pode picar.”

Livros de diferentes temas foram produzidos, com uma participação efetiva da equipe escolar e dos familiares, Rosângela garante que os resultados foram bastante satisfatórios. No encerramento, os alunos apresentaram suas obras para toda a instituição.

“Adorei o projeto, pois aprendi muitas coisas novas. Além de me sentir motivado a ler mais, hoje consigo produzir textos com maior facilidade”, ressalta o aluno Paulo Gabriel Ragni.

A diretora Sueli Sisti Crubelati afirma sobre o quanto o hábito da leitura é necessário na rotina das pessoas. “Ela estreita caminhos para ampliar nossos conhecimentos e possibilita a aquisição de novas linguagens. Na apresentação final do projeto, os alunos do quinto ano da professora Rosângela nos repassaram amplas informações sobre os escritores que estudaram. Foi brilhante o trabalho deles.”

 

 

RESULTADO

Olha que bacana o poema da aluna Samara da Silva Santos que fui publicado no livro produzido pela turma, para alertar os leitores sobre os riscos da dengue.

 

 

Mosquitinho Esperto

 

O mosquito é esperto

Não podemos descuidar,

Fique atento

Pois ele está no ar.

 

O mosquito da Dengue

Não é difícil de encontrar

Em água parada

Ele vai botar crescer e até te picar.

 

Febre alta

Manchas vermelhas pelo corpo

Não se engane

O mosquito já te pegou.

 

Vamos cuidar dos quintais minha gente!

Porque os mosquitos vão se reproduzir

Não deixe água parada, é o que ele quer.

Para sua casa construir.

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Jornal Escolar – Eu fiz!

capa  - jornal escolarA Escola Municipal Pioneiro Manuel Dias da Silva Martins, caprichou na produção do primeiro jornal escolar da instituição. O “Manuel Notícias” – nome escolhido pelos alunos – contou com o trabalho de toda a equipe para ser realizado. No material foram divulgadas as atividades anuais realizadas em sala, e todos os eventos promovidos.

A ideia inicial teve por objetivo apresentar aos estudantes como é a estrutura de um jornal impresso, e fazer com que eles vivenciassem a rotina dos profissionais que produzem os exemplares, diariamente. “O sucesso do trabalho dependia de entusiasmo e colaboração dos alunos, professores, funcionários e equipe pedagógica. Algo que não faltou a nenhum deles”, destaca a professora do Ambiente Educacional Informatizado (AEI), Rute Maria da Silva.

Durante as aulas, foram comparadas edições de veículos de comunicação impresso e online. As crianças também assistiram a vídeos sobre o conteúdo, realizaram pesquisa na internet e estudaram os diferentes tipos de textos que poderiam ser publicados.

“Toda a escola foi mobilizada, as professoras do ensino regular ficaram incumbidas de repassar as atividades que acreditavam ser importante estar no jornal. Em seguida, os alunos digitavam os trabalhos no ambiente informatizado, registravam fotos e digitalizavam imagens para, assim, dar início a diagramação do impresso”, conta Rute.

A professora do AEI relata que o desenvolvimento do jornal foi um trabalho árduo, porém, gratificante. Na escola, cada pessoa tinha uma função durante o processo de produção. Depois dos conteúdos prontos, o “Manuel Notícias” foi impresso na própria instituição e entregue para os estudantes.

“A comunidade escolar ficou orgulhosa. O resultado final foi um sucesso, os pais ficaram ansiosos para ler os exemplares e muitos deles se admiraram ao ver a produção de seus filhos estampadas no jornal escolar”, comemora Rute.

 

PRODUÇÃO

Após estudos sobre o sistema solar na disciplina de Ciências, os alunos do 4° ano B criaram um poema enfatizando o que foi aprendido. Este gênero textual também fez parte do conteúdo de Língua Portuguesa, tornando a atividade interdisciplinar. A produção esta lá, no “Manuel Notícias”.

SISTEMA SOLAR

Nossa casa é o planeta terra

Nossa estrela é o sol

Via láctea é a galáxia

Viver aqui é muito legal.

 

Nosso satélite natural

É a lua prateada

Cheia, minguante, nova, crescente

São as fases por ela apresentadas.

 

O nosso planeta gira como pião

Nele, dias e noites vem e vão

Quando é dia aqui no Brasil

É noite lá no Japão.

 

Girando em tono do sol

A terra demora um ano

Inverno, primavera, verão e outono

São as estações que vão resultando.

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Jornal Escolar – Eu fiz!

capa  - jornal escolarPara um bom resultado, nada melhor do que um trabalho em equipe, não é mesmo? E foi assim que se desenvolveu o “Gazeta Geraldo Meneghetti”. O jornal escolar da instituição que teve duas edições e contou com a participação de toda a equipe e alunos do primeiro ao quinto ano do ensino fundamental.

Durante a preparação do jornal, os estudantes da Escola Municipal Pioneiro Geraldo Meneghetti tiveram contato com jornais impressos e online, produziram notícias em relação às atividades realizadas na escola, criaram tirinhas e ainda entrevistaram a pedagoga da instituição e uma moradora antiga do bairro, para conhecer um pouco mais sobre a história da vizinhança.

A professora do Ambiente Educacional Informatizado (AEI), Marizeti Campos conta que as crianças também foram a campo. A dengue, que era um problema sério da região em que a escola é situada, deixava todos preocupados. Para tentar conscientizar a população, os alunos foram às casas próximas à escola e informaram os moradores sobre os cuidados que se deve ter para que o mosquito transmissor não se prolifere. Para finalizar a atividade, os estudantes escreveram uma reportagem sobre este projeto.

A segunda edição do “Gazeta Geraldo Meneghetti” foi temática. Os conteúdos tiveram como assunto o Folclore, e cada turma trabalhou um conteúdo diferente. O primeiro ano estudou sobre as cantigas de roda, o segundo com as fábulas, o terceiro as lendas, o quarto as parlendas e adivinhas, e o quinto ano com as manifestações culturais. Com o desafio de transformar todos esses conteúdos curriculares, em notícia.

“Para que tivessem uma participação efetiva durante a produção do jornal escolar, os alunos das séries iniciais produziram conteúdos que foram corrigidos e editados por estudantes das séries finais do fundamental. Assim, todos puderam contribuir para o sucesso do trabalho”, destaca Marizeti.

 

RESULTADO

Confira o poema que a aluna Letícia Eduarda fez para uma das páginas do “Gazeta Geraldo Meneghetti” e, assim, levar cultura aos leitores.

 

O LUGAR ONDE VIVO

Chegando da escola

Os vizinhos me amolam

Ouço barulho na praça

Ao redor da minha casa.

 

Meu bairro é bonito

Apesar do que tem acontecido

Minha cidade é tranquilinha

E é muito bonitinha.

 

Ver os prédios nas alturas

Dá impressão de bravura

No parque ver gente

No sol muito quente.

 

Acho linda as florestas

É como dar uma festa

Adoro Maringá

É onde nasci

É onde eu quero ficar.

 

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Conhecendo o jornal

A partir do momento em que o impresso é introduzido como recurso pedagógico, também é necessário fazer uma apresentação de seu conteúdo para que os alunos compreendam o sentido do uso do material em sala. O primeiro passo é deixa-los folhear as páginas para que possam escolher o que ler. Assim, o ato da leitura se torna mais prazeroso e o interesse pela informação é despertado de forma verdadeira, sem a imposição do professor.

Em paralelo, enquanto se familiarizam com os títulos, legendas de fotos e chamadas de capa, as crianças ainda entram em contato com notícias mais elaboradas, algumas das quais evidenciam a realidade vivida por elas mesmas. Depois, aprendem que os textos têm diferentes formatações que recebem o nome de editorial, artigo, reportagem, entre outros, cujas características são específicas.

Na Escola Municipal Vania Maria Simão, de Atalaia, a professora Flávia Maria de Souza Ronca já realizou este momento de interação com o Diário, com os seus alunos do quinto ano. “Questionei sobre o nome do jornal, valor pago, data da edição, cidade em que é produzido e as principais manchetes. Desta forma, eles puderam reconhecer as características que compõem o material”, conta Flávia.

Em meio a essas descobertas, como todos esses elementos provocam a interação e a classe acaba por eleger uma notícia que induz o trabalho do educador. Flávia diz que a imagem de capa ilustrando a manchete ‘PM e professores entram em confronto’ despertou a atenção das crianças. “Esse tipo de aula se torna significativa, porque tem como base o interesse do próprio aluno. Além de ajudar a desenvolver o senso crítico e as demais habilidades requeridas no Ensino Fundamental.”

Os estudantes fizeram a leitura da notícia e foram desafiados a responder as famosas questões que caracterizam o lide: Quem? Onde? Quando? O que? Por quê?. “Com o entendimento da matéria foi possível trabalhar interpretação, escrita, confeccionar um mural, elementos da narrativa e também os advérbios, que já era conteúdo previsto para o bimestre e a partir da notícia foi possível ensiná-los de forma contextualizada”, comenta a professora.

“Gostei de todo o trabalho, foi uma aula diferente, nós manuseamos o jornal e fomos lendo e pintando as partes que a professora ia explicando”, disse o aluno, Caio Gabriel Moura. A colega, Jenifer Helena de Souza Abreu completa “eu já tinha visto sobre a greve na televisão, poder ler o conteúdo também do Diário me deixou ainda mais informada sobre o assunto.”

Flávia ressalta que o jornal por si só, já motiva a aula. “Utilizar um texto de um fato real, no qual muitos familiares das crianças estão sem aula ou participando da luta pela educação lá em Curitiba, repercutiu não só dentro do espaço escolar, como também dentro da casa dos alunos. Alguns pais me procuraram para elogiar o trabalho e os bons resultados obtidos no desenvolvimento crítico de seus filhos.”

EXPOSIÇÃO. Para que o acesso à informação se expanda para a comunidade escolar, alunos produziram mural com notícias do Diário

EXPOSIÇÃO. Para que o acesso à informação se expanda para a comunidade escolar, alunos produziram mural com notícias do Diário

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Feira do Livro em Floraí

10685375_10206471690420630_633729048938968064_nNesta sexta-feira (10) a Escola Municipal Elena Maria Pedroni, de Floraí, realiza a 11ª edição da Feira do Livro. O evento acontecerá nas dependências da própria Escola, das 13h30 às 20h00, com representantes de editoras de todo o do país que irão expor seus títulos e novidades no mercado literário. Com preços promocionais a partir de R$ 1,00, os visitantes poderão adquirir lançamentos e obras pedagógicas, literárias e coleções.
“A Feira é uma grande oportunidade de promover o hábito da leitura, além de proporcionar diferentes eventos que aproximam ainda mais os nossos alunos da vida literária”, ressalta a professora e diretora da Escola, Vania Ganaza.
A renda obtida será revertida em compras de livros a serem utilizados pelos alunos da rede municipal.

Fonte: Assessoria de Imprensa de Floraí

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