fora da escola



Hora de falar sobre Pokémon

Lançado no Brasil recentemente, o jogo Pokémon Go é uma febre por onde passa. Os números de jogadores é tão expressivo que o game está conseguindo mais atenção do que as principais redes sociais do momento, como Facebook e Instagram. Não é de hoje que desenhos animados e jogos famosos causam grande influência nas crianças e adolescentes e, consequentemente, na rotina das escolas e nas salas de aula.

Nos lugares em que o jogo chega, diversas discussões, polêmicas e notícias surgem em torno de seu uso. Fato é que, a má utilização, não só desse game, mas como de qualquer outro, pode causar prejuízos para o jovem dentro e fora da escola.

Foto AbrePensando nisso, a professora Rosângela da Silva Oliveira que leciona na Escola Municipal Tancredo Neves, em Doutor Camargo, aproveitou essa febre sobre os pokémons para transformá-la em uma oportunidade para estimular o aprendizado e conscientizar as crianças sobre como brincar, sem correr riscos nas ruas da cidade.

“Com esse surgimento desenfreado do game, percebi a alienação das pessoas. Aqueles dependentes dos celulares agora ficaram ainda pior porque além de só olharem para tela do aparelho, estão atrás de um bichinho virtual que pode aparecer em qualquer lugar, inclusive nas ruas. E é aí que mora o perigo! A partir da crônica publicada no jornal O Diário da colunista Lu Oliveira com o tema ‘Quem tem medo do Pikachu?’ resolvi fazer uma atividade de leitura e reflexão sobre o jogo com os estudantes para que eles pudessem ver as vantagens e desvantagens do jogo”, conta a professora.

Para começar o trabalho foi realizada a leitura do texto do impresso e um debate sobre o assunto, em sala de aula. Em seguida, as crianças foram à prática. Para deixar a atividade ainda mais divertida, Rosângela propôs uma simulação de caça ao Pokémon. “Saímos às ruas, cada aluno pegou um celular e eu fiz papel de Pokémon. Durante a caça eles perceberam que não prestam a devida atenção no que acontece a sua volta, porque só veem o Pokémon e por isso estão suscetíveis a acidentes”, diz.

A aluna Izabelli Ferreira de Souza ressalta que o jogo é legal, mas antes de encontrar o Pokémon é preciso olhar para os lados e ver se a caça é em local seguro. O colega, Kauã Galindo Oliveira completa, “eu aprendi, com essa febre do game, que temos que prestar mais atenção, em especial no trânsito, pois é nas ruas que acontecem as maiores fatalidades de quem joga sem prestar atenção ao seu redor.”

Rosângela enfatiza que os estudantes que no inicio só falavam em baixar o jogo, agora pensam nas consequências que esse game pode trazer. Após a atividade a professora percebeu que ficou esclarecido para eles que o Pokémon Go é um jogo, mas que se brincar sem o devido cuidado, o momento de diversão pode acabar em fatalidade.

ALERTA

Esta é a tirinha produzida pelo aluno, Pedro Henrique Fraga sobre o risco de acidentes para quem joga Pokémon Go sem prestar atenção nas ruas.

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Muros que conscientizam

O projeto e livro “O Mosquito Perigoso”, idealizado pela escritora e ilustradora Maria Cristina Vieira, é resultado de uma parceria com a secretaria de Educação de São Jorge do Ivaí. Recentemente, o projeto atingiu o seu objetivo principal, que é envolver alunos, educadores e toda a população por meio das imagens que foram coloridas pelos alunos. Os estudantes foram orientados a capricharem na ilustração das imagens do livro para concorrerem ao prêmio de melhor pintura. Ao final do trabalho, os sete melhores trabalhos foram reproduzidos em sete muros da cidade.

O livro trata de um assunto de grande complexidade e como diz a autora, não é brincadeira nem conto de fadas. “O Aedes aegypti, um mosquitinho de cor preta coberto com manchinhas brancas e com cara de ‘bonzinho’, engana a todos e é capaz de matar. Dengue, Zika e Chikunguya é um terror que se espalhou pelo mundo. É a consciência e o cuidado desse ‘mundo’ que eliminará esse grande mal que nos aterroriza. O melhor caminho para a conscientização é através da educação. Ganhamos força quando trabalhamos juntos pelo mesmo objetivo”, destaca Maria Cristina.

O projeto teve início quando as crianças receberam em sala de aula exemplares do livro e da revista de atividades O Mosquito Perigoso. Os professores trabalharam com os alunos de variadas formas o tema abordado no projeto. Textos informativos, redação, desenhos, fantoches, mosquitos com garrafas pet e outros.

Os estudantes foram orientados a capricharem na ilustração das imagens do livro para concorrerem ao prêmio de melhor pintura.  Ao final do trabalho, os sete melhores trabalhos foram reproduzidos em sete muros da cidade.

“As pinturas nos muros com as imagens vencedoras seguiu as mesmas cores que a criança usou em seu desenho. Os alunos com os trabalhos escolhidos também participaram do processo de reprodução nos muros, me ajudando. Foi uma etapa prazerosa”, conta Maria Cristina.

Após a pintura do último muro os pais dos estudantes vencedores, autoridades e demais crianças e educadores celebraram o encerramento do projeto, com fotos pela cidade redecorada com as ilustrações e um bate-papo sobre a ação realizada.

“O projeto teve resultados muito positivos, pois percebemos o envolvimento de toda nossa comunidade que se sensibilizou perante o problema do aumento dos casos de dengue. O objetivo maior foi conscientizar nossos alunos sobre o perigo que este mosquito vem causando a nossa população. Com as ações, incentivamos as crianças a terem atitudes de prevenção ao Aedes e chegamos a conclusão de que juntos venceremos o mosquito perigoso”, enfatiza a secretária da educação, Claudinéia Sossai Navarro.

O prefeito de São Jorge do Ivaí, André Bovo aponta a grandiosidade do projeto. “Enquanto as pinturas permanecerem nos muros da cidade a conscientização estará visivelmente presente na vida de todos. Os alunos com certeza aprenderam muito com esta lição e são eles que levarão adiante todo este aprendizado. Que ótimo seria se outros municípios viessem a desenvolver esse belíssimo trabalho”.

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RESULTADO. Alunos e professores vencedores, além de autoridades, em frente a um dos muros pintados em São Jorge do Ivaí como conclusão do projeto “O Mosquito Perigoso”.

 

VENCEDORES

Relação dos alunos que fizeram as melhores pinturas e tiveram suas ilustrações reproduzidas nos muros de São Jorge do Ivaí, pelo projeto “Mosquito Perigoso”:

 

Aluna – Mariana Leal dos Santos Lopes

Professora – Maria Cristina Franzói Preti

Aluna – Ana Luiza Chavenco Zangeroli

Professora – Joana de Lourdes Contieri

Aluno – Vitor Nelson Silva dos Santos

Professora – Fátima Regina Oliveira Romualdo

Aluna – Gabrielli Sossai

Professora – Solange Pauro Pazinato

Aluna – Maysa Bianca Luiza dos Santos

Professora – Sandra Regina Crivelaro

Aluno – Samuel Boschi Sarabia

Professora – Ironice Lopes Pereira

Aluno – Mateus Sala Covaltchuk

Professora – Sumair Terezinha Lustoza

 

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Youtubers mirins são celebridades da rede

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O termo “youtuber mirim” pode ser algo novo para muita gente, mas para o público infantil, em específico, eles são verdadeiros ídolos. São crianças que gravam vídeos sobre a vivência escolar, ideais de desafios, dicas de maquiagens e games e depois publicam esse conteúdo em seus canais do YouTube.

Já existem crianças que vivaram celebridades e até faturam com os vídeos publicados. Em entrevista para o jornal Folha de São Paulo, o diretor de conteúdo do YouTube no Brasil, Alvaro Paes de Barros, afirma que uma das razões para o fenômeno, é a interação entre os pequenos. “Eles falam exatamente o que é importante para as crianças, da forma como as crianças falam.”

Em Maringá, temos alguns rostinhos que já estão se tornando conhecidos. Com apenas 12 anos, Juan Ribeiro de Camargo já é sucesso entre os amigos, dono do canal Zika Memo ele conta de forma engraçada fatos do dia-a-dia de um adolescente. “Minha inspiração é ver que as pessoas estão gostando, sempre alguém vem falar comigo que os vídeos estão legais e quando atraso um dia pra postar, já me cobram a publicação. Isso me motiva bastante”, conta.

Felipe Gabriel Vitor, de 14 anos também tem um canal e conta que para fazer bons vídeos, o importante é você observar o que acontece ao seu redor para falar de temas do cotidiano que sejam de interesse de todos. “Boa parte do que destaco é direcionado para os adolescentes, com isso, os primeiros a curtirem minhas postagens são meus irmãos, temos a mesma faixa etária e gostamos de coisas semelhantes, eles são meus maiores incentivadores e se divertem me assistindo.”

A psicopedagoga e mãe de Felipe, Ivanise Gabriel de Oliveira conta que nessa fase da vida a busca por aceitação e pertencimento a um grupo social, associada com a criatividade e a espontaneidade, são os ingredientes perfeitos para entrar nesta nova onda do momento. “O lema é ser visto, ser notado, que alguém fale algo de mim, seja bom ou ruim”, enfatiza.

Ivanise diz que conversa com Felipe sobre os perigos da exposição e que muitos estarão observando a fala dele, alguns vão elogiar como também podem criticar, e ele está aprendendo a lidar com tudo isso, inclusive, com as frustrações, o que é fundamental para a formação dele. A mãe deixa bem claro que não aceita que o filho exponha detalhes da vida pessoal, onde estuda, endereço, por questão de proteção. “A internet é um mundo sem barreiras, as crianças devem ter cautela”, aponta.

Um dos resultados desses canais que não param de surgir, são as crianças que se sentem motivadas após ver outras na telinha e acreditam que também podem ser um youtuber. “Afinal, se ele pode, eu também posso!” afirma Victor Hugo Martim, de 11 anos, que criou o canal “Bolado” inspirado em outros vlogs. “Comecei fazendo vídeos sobre dicas de games, mas com o tempo vi que gostava mais dos canais engraçados e resolvi seguir a mesma linha. Meu canal repercute bastante na escola, meus amigos me dão ideias sobre o que falar nos vídeos e como deixar o Bolado mais interessante.”
Victor Hugo ressalta que tem o estímulo dos pais na criação e atualização do canal, mas reforçam diariamente que os estudos e obrigações da escola devem estar sempre em primeiro lugar. “A internet pode ser algo profissional, no futuro, mas para que isso aconteça ele precisa de muita formação e conteúdo”, completa a mãe do youtuber, Débora Cristina Martim.

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Fazendo horta

A Legião da Boa Vontade (LBV), em Maringá, desenvolve diversos projetos visando desenvolvimento integral das crianças que atende. Uma das ações é o plantio e cultivo de uma horta. O projeto busca integrar a criança ao meio ambiente e à alimentação de qualidade.

Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU) enquanto 842 milhões de pessoas sofrem de fome crônica, muitas outras têm problemas com nutrição inadequada: cerca de 2 dos 7 bilhões de habitantes do planeta são afetados pela deficiência de micronutrientes. Sem contar com o desperdício: um terço dos alimentos produzidos do mundo não é aproveitado para consumo, indo parar no lixo.

E por que não produzir na própria instituição as hortaliças servidas às crianças e adolescentes? E ainda é possível fazer melhor! Envolver os atendidos nessa tarefa. E foi a partir desse desafio que a educadora Patrícia Pereira de Araújo realizou o projeto Horta Educacional.

Para a elaboração da proposta Patrícia considerou o aumento dos casos de obesidade infantil, assim como a alta incidência diabetes e os hábitos de alimentação inadequados. A horta educativa, foi utilizada como estratégia interdisciplinar de educação ambiental e alimentar, possibilitando a criação de hábitos saudáveis de alimentação.

Foto Submanchete“O cultivo de hortas escolares pode ser um valioso instrumento educativo. O contato com a terra no preparo dos canteiros e a descoberta de inúmeras formas de vida que existem e coexistem, o encanto com as sementes que brotam como mágica, a prática diária do cuidado – regar, transplantar, tirar matinhos, espantar formigas com o uso da borra de café ou plantio de coentro, o exercício da paciência e perseverança até que a natureza nos brinde com a transformação de pequenas sementes em verduras e legumes viçosos e coloridos. Estas vivências podem transformar pequenos espaços em cantos de muito encanto e aprendizado para todas as idades”, enfatiza a educadora.

Na metodologia do trabalho, Patrícia e os atendidos conheceram os diversos tipos de verduras, legumes e hortaliças, pesquisaram notícias no jornal O Diário sobre alimentos, e aprenderam a importância de fazer refeições saudáveis.

No momento de colocar a mão na massa, crianças e adolescentes prepararam a terra e os canteiros, separaram as mudas e sementes, fizeram o plantio e o cultivo para manter a horta saudável.

“Cada criança foi incentivada a levar uma garrafa pet, na qual foi plantado hortelã e manjericão. Na horta já temos: cebolinha, salsinha, quiabo, hortelã e manjericão”, conta a educadora.

O atendido Bruno de Jesus ressalta a empolgação em ajudar na construção da horta, ele diz que nossa vida depende do meio ambiente, e o meio ambiente depende de nós. A colega Ketlen Rueda acrescenta sobre a importância dos alimentos naturais, pois são saudáveis e nutritivos.

“É interessante ver que todos absorveram bem os conteúdos apresentados. A participação e o entusiasmo das crianças e adolescentes foi contagiante. Muito bom ver eles envolvidos em todas as etapas para a criação da horta, desde a seleção das espécies a serem cultivadas, o plantio das mudas e sementes, e os cuidados para manter o crescimento dos alimentos”, comemora Patrícia.

 

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Encerrar para começar bem

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Por Luiz de Carvalho

Cerca de 260 professores de 110 instituições de ensino de 15 cidades do noroeste paranaense participaram, no último dia 24, no auditório da PUC, da cerimônia que marcou o encerramento de mais um ano do Programa Educacional O Diário na Escola, desenvolvido pelo jornal O Diário, e puderam acompanhar uma palestra sobre a chegada da Neurociência à sala de aula, conversar com escritoras a ganhar lembranças do Programa.

A festa de encerramento é uma tradição de O Diário na Escola e fecha uma série de atividades desenvolvidas durante o ano, como os encontros de formação que acontecem bimestralmente e as atividades, com a utilização das matérias publicadas no jornal, realizadas em sala de aula pelos professores.

O evento de encerramento é uma forma de reconhecimento do trabalho das escolas e dos professores, que são nossos parceiros, e homenageá-los pelas iniciativas criativas de utilização das matérias de O Diário como instrumento de aprendizado”, diz a coordenadora do Programa, jornalista Loiva Lopes.

Mais de 20 professores que tiveram suas atividades publicadas no jornal ao longo do ano, realizadas com base na leitura de notícias, foram homenageados e receberam como lembrança a edição do livro comemorativo dos 40 anos de O Diário do Norte do Paraná e flores. Também foram sorteados passaportes para fins de semana no Ody Park Aquático, camisetas, livros, vale-pizza e outros brindes.

Este foi o primeiro ano que participei do Programa e considero que foi uma experiência muito enriquecedora”, disse a professora da Educação Especial, na Associação dos Pais e Amigos dos Excepcionais (Apae) Nairde Freitas Palioto. “Com o trabalho que realizamos com as matérias do jornal, sentimos que muitos alunos começaram a se interessar por assuntos que antes não chamavam a atenção, muitos estão lendo espontaneamente e houve uma melhora considerável na oralidade”, explica a professora, que recebeu elogios de várias mães de alunos pelos resultados alcançados.

As escritoras Vera Margutti, Maria Cristina Vieira e Angela Ramalho falaram de suas criações, lembrando que seus livros, geralmente com personagens lúdicos, já vêm sendo utilizados em sala de aula com bons resultados.

 

A Neurociência chega à escola

A aplicação da Neurociência nas atividades de sala de aula para entender de forma abrangente o desenvolvimento do cérebro da criança e ajudá-la a organizar o conhecimento e as informações que recebe no dia a dia foi tema de debate na solenidade que marcou o encerramento, neste ano, do programa O Diário na Escola.

g_183221711O tema “Neurociência na Escola – o que fazer se não sou neurocientista?” foi desenvolvido pela psicóloga Cristiana Bolfer, especialista em Psicopedagogia, mestre e doutora em Neurologia e especialista em Terapia Cognitivo Comportamental (TCC) para Crianças e Adolescentes, além de especialista em Neuropsicologia.

As explicações sobre como a emoção interfere no processo de retenção de informação prenderam a atenção dos cerca de 260 professores que assistiram a palestra em dois períodos, a ponto de vários deles procurarem a palestrante até durante o intervalo para tirar dúvidas e falar de observações que fazem em sala de aula.

Até alguns anos atrás, apenas tínhamos intuição de como o cérebro da criança funcionava no processo de aprendizado, mas a Neurociência nos trouxe precisão e tornou-se um importante aliado dos professores”, diz Bolfer. “Na verdade, o que fazemos é apresentar e dar nome àquilo que o professor intuitivamente já sabe e agora pode usar para conhecer melhor a forma de pensar da criança e interferir, por meio de atividades, no pensamento do aluno, de acordo com cada faixa etária”.

Durante a palestra, Cristiana Bolfer sugeriu algumas atividades que os professores podem realizar em sala como exercício para o cérebro das crianças. Segundo ela, a Neurociência ajuda o professor dar à criança motivação para aprender, desenvolver a atenção, formar de maneira mais efetiva a memória ao dar a nova informação associada a um conhecimento prévio. “O cérebro é o órgão mais incrível do ser humano e o professor precisa estar atento a isto para estimular da maneira correta o cérebro da criança para organizar o conhecimento, principalmente nos tempos atuais, em que as informações chegam em um volume muito grande e em grande velocidade”.

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Novos vereadores mirins já atuam em Maringá

A Câmara Municipal de Maringá empossou os novos vereadores mirins no plenário Ulisses Bruder. Na última semana, os eleitos realizaram a primeira sessão ordinária da legislatura 2015/2016.

Nesta terceira edição do Programa, estavam inscritos 118 alunos, do 5º ao 9º, de escolas municipais, estaduais e particulares da cidade. No entanto, somente 74 participaram da seleção em que foi feita a escolha dos vereadores. Cada candidato recebeu três minutos para justificar seu interesse utilizando o microfone na tribuna da Câmara. A banca examinadora foi composta de servidores da Casa e vereadores. Os critérios de seleção foram argumentação e desenvoltura. Os 15 eleitos foram empossados na nova função legislativa e os demais concorrentes serão suplentes e poderão assistir às sessões ordinárias da Câmara Mirim.

“A cada ano temos procurado inovar na Câmara Mirim, tanto no processo de seleção, quanto na realização das atividades. O resultado tem sido muito bom, porque conseguimos fazer com que os vereadores eleitos e até mesmo os suplentes frequentem as sessões e discutam os problemas da cidade. Outra coisa que temos que reconhecer é o apoio do Poder Executivo, respondendo a todas as solicitações da Câmara Mirim. Além disso, há sempre um diálogo entre as crianças e os vereadores. Muitas matérias têm sido utilizadas pelos vereadores adultos para a realização dos seus trabalhos. Prova do sucesso da iniciativa é o número de inscritos no processo de seleção. No primeiro ano, tivemos 15 inscritos. No segundo, 55 e no terceiro ano, 118”, destaca o coordenador de projetos especiais da Câmara, Joaquim dos Santos.

 

 

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ELEITOS

Abaixo a lista dos vereadores mirins de Maringá que atuarão na legislatura 2015/2016:

 

Amandha Oberst Jacinto (Colégio Mater Dei)

Ana Beatriz Cazeloto Fidelis e Silva (Colégio São Francisco Xavier)

Bianca de Lima Kazoni (E. M. Dr. João Batista Sanches)

Eduardo Alexandre Magrini (Colégio Santo Inácio)

Heros dos Santos Nascimento (Colégio João XXIII)

Isadora Cadari Bariani (E. M. Odete Alcântara Rosa)

Júlia Maestri Vilhena (Colégio Marista de Maringá)

Larissa Jhenifer Alves Feitosa (E. M. Gabriel Sampaio)

Lorena Beatriz Ávila da Silva (E. M. Diderot Alves Rocha Loures)

Miriam Silva Machado (Colégio Santa Cruz)

Morgana Pietra Barazetti Merino (Colégio Cristão Integrado de Maringá)

Natália Hazbun Hernandez (Colégio Dom Bosco)

Nicole Costa Garcia (E. M. Midufo Wada)

Raphael Esteves Moribe Filho (Colégio Platão)

Vitor Damasceno Oliveira (Instituto de Educação de Maringá)

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Palestra aborda aprendizado e tecnologia

A convite do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Noroeste do Estado do Paraná (Sinepe/NoPr), Isabel Parolin esteve em Maringá durante evento de educação para ministrar aos professores o tema “A aprendizagem e o ensino em tempos hipermodernos”.Foto Abre

Como promover o aprendizado diante de tantas inovações tecnológicas? Essa é uma questão que aflige muitos profissionais da área da educação. Isabel conta que os valores atribuídos ao mundo do consumo, da rapidez e do descartável modificaram alguns encaminhamentos educacionais no seio da família, fato que repercute no dia a dia da escola. Em alguns casos, inclusive, a simbologia de pais, chefe e idoso, foi perdida.

Em sua fala, a palestrante aponta que é na escola que a criança tem seus encontros sociais, por isso, aquilo que é ensinado dentro da sala de aula precisa ser potencializado na sociedade. O que tem acontecido é que as pessoas recebem muita informação diariamente, mas estão tendo pouca evolução no que se diz respeito ao conhecimento.

“Grande número de pessoas utilizam a tecnologia para mediar suas relações sociais e, mesmo os mais resistentes, acabam cedendo às suas facilidades e rapidez. Os aplicativos de bate-papo, hoje, têm o mesmo efeito agregador que tinham as praças dos tempos antigos – um lugar de encontro. Contudo, todo o arsenal que a web oferece só se configurará como um instrumento no desenvolvimento pessoal e comunitário se as pessoas conseguirem estabelecer relações educativas através dessas mediações”, ressalta Isabel.

Roseli Messias é mãe de um menino de oito anos e reclama que seu filho só tem conseguido dormir muito tarde, quando vai brincar com outra criança é sempre utilizando o tablet e, algumas vezes, deixa o dever de casa sem fazer por passar boa parte do tempo nos jogos virtuais. “Com isso, ele tem sido um aluno desatento, sonolento e sem rendimento escolar. Eu e o pai dele estamos proibindo o uso da tecnologia para que ele melhore o desempenho em sala de aula”, conta.

A ministrante enfatiza que o desafio da escola de hoje é provocar as aprendizagens que humanizam e promovem inserção social, entendendo os limites e as conquistas dessa geração que é conectada, mas impaciente, hiperativa, mas com atenção limitada a pequenos intervalos de tempo, que não pensa em linearidade, mas em descontinuidade, que tende as multitarefas, que vive no senso de urgência, aliada ao fato de usarem as novas tecnologias com melhor desenvoltura que seus educadores, mas que precisa de ajuda para focar no aprender.

“A escola detém uma qualidade de valor inestimável a essa geração – a possibilidade do encontro e das trocas presenciais – face a face, algo que tem sido deixado de lado devido aos contatos apenas virtuais”, ressalta Isabel.

A psicopedagoga finaliza afirmando que apesar da forma de se relacionar ter mudado, as crianças e jovens precisam estabelecer relações com qualidade, que garantam um modo de viver e conviver de acordo com os valores que sustentaram, historicamente, as organizações sociais até os dias de hoje. “Para exemplificar, não é por que uma criança tem desenvoltura surpreendente diante de um iPad que ela poderá deixar de almoçar ou fazer suas tarefas”, conclui.

A professora Márcia Cristina Bueno diz que após ouvir a fala da ministrante percebeu que o educador tem que sair de casa não pensando que vai dar aulas, mas que irá formar cidadãos. “O conhecimento é o grande libertador da sociedade. A família merece atenção, deve ser instruída. O professor tem um papel educativo essencial.”

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Agricultura no currículo escolar

Foto AbreEm Cruzeiro do Sul muitos dos moradores vieram das vilas rurais para a cidade, e viveram ou ainda se sustentam da agricultura da região. Pensando nisso, o professor Diego Paulo Ambrozio que leciona na Escola Municipal Professor Flávio Sarrão, desenvolveu com seus alunos um projeto a partir do tema: “As coisas que ligam o campo e a cidade, e o nosso papel para melhorar o mundo”.

A notícia publicada em O Diário com a manchete “Colheita soma 3% da área de plantio. Em 2014, eram 50%” foi usada como base de informação para a realização do trabalho.  “Coincidiu que estávamos passando por um período de muita chuva, comprometendo assim a colheita do milho safrinha, trabalhamos a estrutura notícia, bem como a diferenciação do lide e manchete e em seguida algumas questões interpretativas”, conta Diego.

Ao terminar a atividade, o professor observou que muitos alunos não se atentam para a origem dos produtos, então as crianças assistiram a um vídeo que apresenta itens feitos com o grão do milho. “Foi escolhido o milho por estar em destaque nos jornais e por ser a principal matéria-prima de vários pratos típicos brasileiros, como canjica, cuscus, polenta, mingau, pamonha, bolos, pipoca ou simplesmente, o milho cozido”, relata.

Na proposta de ir ao campo, a escola recebeu o apoio do Departamento de Agricultura e Meio Ambiente do município, que cedeu o espaço do Parque Ecológico onde funciona o Viveiro Municipal e toda a sua estrutura para que os estudantes pudessem ir até lá, fazer um piquenique com alimentos derivados do milho e, por fim, semear o grão. “Essa etapa contribuiu muito para o desenvolvimento do projeto, pois enriqueceu o conhecimento dos alunos com relação à agricultura e aproximou todo o processo de cultivo pra dentro da sala de aula, buscando valorizar esse grão como também outros cultivados em nossa região, que subsidiam a alimentação e cultura”, destaca o professor.

A aluna Heloísa Fernanda Silva ressalta que foi uma experiência maravilhosa. “Aprendemos mais sobre a colheita do milho e tivemos a oportunidade de reconhecer a importância do campo para a cidade.”

Observando nas crianças a falta de conhecimento sobre o modo de vida rural de anos atrás, a diretora da escola, Marcia Cristina Juliani Correia foi convidada para contribuir e compartilhar um relato de como foi sua vida no campo, desde o trabalho na agricultura até a convivência com a família.

Dando sequência as etapas planejadas, foi solicitado que os alunos trouxessem fotos antigas. “Com as imagens fizemos uma roda de diálogo onde todos os alunos tiveram a oportunidade de mostrar suas fotos e relatar alguma história vivida que puderam relembrar”, disse Diego.

As crianças realizaram também entrevistas com pessoas mais velhas da família ou da comunidade, para mais tarde transformar essas informações em um relato de memórias.

A expectativa do professor é que os alunos possam compreender que o campo é de grande importância para a cidade. Percebendo isso, conservar a saúde e preservar o meio ambiente, mudando seus hábitos, costumes e valores quanto ao modo de consumo.

“Para finalizar a atividade os estudantes produziram um mural com todas as lembranças e, em seguida, comentaram sobre a importância da família e do diálogo com as pessoas mais velhas, sempre respeitando o passado e história de vida de cada um”, conclui Diego.

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Viapar instrui crianças

O trânsito já faz parte da vida de todo ser humano, mas a preocupação com ele, aparentemente, só começa quando se resolve tirar a carteira de habilitação. Para contornar essa situação deve se considerar que as escolas são celeiros de futuros motoristas. Afinal, qual a criança que não sonha em dirigir? Por isso, a educação para o trânsito tem começado já nas séries iniciais, aliando teoria e prática.

Os pequenos têm sido orientados para ter um comportamento adequado em relação ao respeito e à segurança exigida nas vias públicas, tanto na condição de pedestre quanto na de passageiro ou até de condutor de bicicletas, por exemplo. Aqueles que usam skates, patins, patinetes e outros brinquedos que promovem a locomoção ainda devem aprender que existem lugares apropriados e seguros para brincar.

Foto AbreImagine uma rodovia ocupada por crianças e cada uma delas interpretando um veículo diferente: automóveis, bicicletas, motos, bombeiro, polícia, ambulância, ônibus e caminhão.

Essa iniciativa inédita agora faz parte da oficina pedagógica da Viapar.  A primeira instituição a participar foi a Escola Municipal Julia Wanderley, de Alto Paraná. Cerca 45 crianças com idades entre nove e dez anos estiveram na Oficina de Trânsito, na sede da concessionária, em Maringá.

Cada uma delas recebeu um colete com um desenho lúdico inspirado em veículos de desenho animado. Algumas fizeram o papel de carros, outras de bicicletas e assim por diante. A ideia consiste em utilizar a própria mini rodovia existente na sede da Viapar com todos os seus personagens automotivos.

“É uma forma de fazer com que as crianças possam entender as regras para cada veículo, sem esquecer que elas também são pedestres. Essa aula lúdica permite que todos os estudantes participem de forma ativa”, explica Priscila Nascimento, coordenadora da Oficina.

A diretora da Escola Municipal Tisuro, de Sarandi, Silvonete Macario Costa conta que a visita a Viapar foi muito importante para a formação dos alunos. “Além de informações teóricas, foram também vivenciadas situações diárias enfrentadas no trânsito e que fizeram os pequenos refletirem sobre os cuidados necessários para a segurança de cada um. No caminho de volta para a escola, eles mostravam as placas de sinalização e alertavam sobre a função delas tanto para os motoristas, como para os pedestres.”

Os estudantes receberam um livreto de conteúdos e atividades que serão trabalhadas em sala de aula pelos professores, e ainda estão participando de um concurso promovido pela concessionária. “As crianças que passam pela oficina, recebem uma folha de desenho. Ali vão reproduzir o que aprenderam sobre o trânsito e sobre a Viapar.

Os desenhos são encaminhados para nós ao longo do ano e ao final, fazemos uma votação da melhor produção, que irá estampar nosso cartão de natal. O aluno vencedor ganha um kit escolar, com mochila, lápis, caneta e uma bicicleta”, ressalta Priscila.

Na Oficina de Trânsito há palestra, lanchinho e aulas práticas na mini-rodovia.  Desde 2002 esta iniciativa vem atendendo mais de quatro mil crianças por ano, contemplando todos os municípios da malha da concessionária e cidades vizinhas.

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Notícia estimula campanha escolar

Uma atividade que teve início com o objetivo de ensinar aos estudantes sobre o gênero notícia, foi muito além. A professora da Escola Municipal São Jorge, Rosângela da Silva Oliveira levou exemplares do Diário para a sala de aula para que as crianças identificassem o gênero.

Durante o momento de leitura, uma das matérias publicadas despertou a atenção dos alunos. O fato noticiado falava da morte de um maringaense após ter sido picado pelo mosquito transmissor da dengue. “Eles ficaram comovidos com a situação e destacaram o número de casos que já haviam sido encontrados nos moradores de São Jorge”, conta Rosângela.

Foto AbreAo perceber tamanho interesse pelo assunto, a professora ampliou a atividade inicial. Além do reconhecimento do gênero textual, as crianças fizeram uma campanha de conscientização nas ruas da cidade, eliminaram possíveis focos do mosquito retirando lixo e recipientes com água parada e, por fim, questionaram a população sobre quem já havia sofrido com a doença.

Na volta à classe, os alunos estavam cheios de informações. Para entender os números da pesquisa feita com os moradores, Rosângela propôs que eles montassem um gráfico. Identificando que, entre os entrevistados, 38% dos moradores de São Jorge já tiveram dengue. “Esta etapa foi de grande valia, pois os estudantes perceberam o quanto o mosquito transmissor é perigoso”, disse a professora.

Em seguida, as crianças elaboraram cartazes informativos e espalharam por toda a escola. A atividade final contemplou o objetivo inicial da aula, os alunos foram desafiados a produzirem uma matéria sobre a situação da dengue no município em que vivem.

“Os resultado foi ótimo, todos tiveram interesse nas propostas e se dedicaram em cada etapa. Além das informações sobre a doença, os alunos conseguiram entender o que é uma notícia e a finalidade deste gênero textual”, enfatiza Rosângela.

 

RESULTADO

Confira a notícia que a aluna, Vitória Camila dos Santos produziu ao término da campanha contra a proliferação do mosquito transmissor da dengue.

Casos de Dengue

Os alunos do quinto ano “C” da Escola São Jorge desenvolveram atividades diversas devido aos casos de dengue na cidade e não região. A professora Rosângela da Silva Oliveira e os estudantes deram início há um projeto.

A partir da leitura da notícia publicada no Diário no dia 29 de abril, sobre a morte de um homem por causa da dengue, em Maringá, teve início o projeto. Os alunos saíram nas ruas de São Jorge e encontraram muito lixo espalhado. Quando voltaram para a classe elaboraram um gráfico a partir do número de moradores que já sofreram com a doença, no total 38% afirmaram já terem sido picados pelo mosquito e 62% ainda não.

“Quando eu tive dengue senti dores fortes no corpo como se fossem sintomas de gripe. Em seguida vieram as febres, então eu procurei um médico e ele falou que poderia ser dengue. Após os exames veio a confirmação. Foi onde eu senti dores de cabeça, atrás dos olhos, boca amarga, falta de apetite e coceiras no corpo. Fiquei doente por 30 dias, lembro dos sintomas até hoje”, conta a moradora, Luciana Severino dos Santos.

Após as entrevistas, os alunos realizaram um debate em sala no qual perceberam que é necessário se cuidar. Para isso, fizeram cartazes de conscientização e colaram pela escola.

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