fotografia



“NICOLAU, O MENINO AZUL” FOI INSPIRADO POR UMA FOTO DO DIÁRIO

Olá pessoal! Na edição de hoje circula a nossa coluna O Diário na Escola, no Caderno D+. Para quem ainda não leu o Diário do Norte do Paraná hoje, apresentamos três trabalhos maravilhosos desenvolvidos nas cidades de São Jorge do Ivaí e Marialva. Linguagem jornalística desafia os alunos A turma do 4ºC da professora Simone Carbone,  de São Jorge do […]

Comente aqui


Resultado: Estudantes produzem jornal mural

Na Escola Municipal Tancredo Neves, em Doutor Camargo, os exemplares do Diário além de serem um material informativo, fazem parte do processo de aprendizagem dos alunos. Semanalmente a professora, Rosângela da Silva Oliveira realiza atividades que proporcionam às crianças o estudo do conteúdo didático aliado aos textos de circulação social.

“O jornal em sala de aula proporciona subsídios para que os estudantes possam praticar a leitura e compreender os diferentes gêneros textuais, com isso entendem assuntos do cotidiano, de uma forma mais simples. Percebo que ao ler o Diário o aluno interage com a realidade e faz reflexão sobre as notícias”, enfatiza a Rosângela.

Após meses de trabalho com o impresso, as crianças já identificam os elementos que compõem a capa e os cadernos de conteúdo. Em uma das manhãs de atividade com o material, a professora solicitou que, como de costume, cada aluno realizasse a leitura das matérias publicadas.

“Eu adoro o momento de produção com o Diário, porque sempre descubro coisas interessantes e volto para casa bem informada”, conta a estudante, Alexia Vitória Lima Neves.

Ao constatar que as crianças estavam preparadas para um desafio maior, Rosângela as dividiu em grupos e repassou a proposta da aula, a produção de um jornal mural. “A partir deste momento a classe toda se empolgou pela oportunidade em criar textos da cidade em que vivem”, relata a professora.

Foto Abre

Para isso, cada grupo ficou responsável por uma parte do impresso. Com o nome “Jornal da Tarde” os alunos escreveram notícias para os diferentes cadernos, entrevista pingue-pongue, gráficos, previsão do tempo, anúncios publicitários e classificados.

A estudante Juliana Bezerra fala sobre a diversão em criar os conteúdos. “A sala toda interagiu e discutimos sobre os temas a serem publicados”, e a colega Camili Silva de Oliveira completa, “com a leitura do Diário eu aprendi a escrever palavras novas e melhorei a minha pronúncia”.

Depois de todos os textos prontos, as crianças fizeram a diagramação do material com desenhos e imagens ilustrativas, não esquecendo do destaque para o cabeçalho e para as manchetes. “Foi um trabalho maravilhoso, ver o resultado me deixou cheia de orgulho”, ressalta a professora Rosângela.

Para que toda a equipe da escola tivesse a oportunidade de se manter informada sobre as notícias e os anunciantes de Doutor Camargo, o “Jornal da Tarde” ficou em exposição para leitura.

Comente aqui


Interpretando o jornal

A proposta de reescrever os fatos publicados no jornal, através da observação apenas das imagens, tem rendido bons trabalhos dentro das instituições de ensino. Por ser algo que proporciona uma nova experiência ao estudante e o faz usar a criatividade, os professores têm aplicado essa didática em sala de aula.

Joana de Lourdes Contieri leciona na Escola Municipal São Jorge, em São Jorge do Ivaí, e desenvolveu com seus alunos do 5º ano o desafio de interpretar as fotos do Diário, e assim, criar algo novo que pudesse descrever a imagem jornalística. “As crianças tiveram liberdade de escolher o que mais os despertasse a atenção, isso foi bom para estimulá-los, pois cada um optou por aquilo que tem maior afinidade ou conhecimento”, conta.

“Este trabalho enriquece muito a aprendizagem dos alunos, acrescentando tanto na prática da leitura quanto na escrita”, destaca a supervisora da escola, Rozilene Cassanho Zago.

O estudante Fabrício Pereira da Silva comenta que adorou a proposta. “Foi divertido, pois senti um pouco do desafio que é a rotina dos repórteres do Diário.” A colega Akemyla Ventureli completa, “me diverti com a atividade e ainda conheci novas estruturas que compõem o jornal, porque durante a escolha da imagem observei as páginas com mais calma.”

Contente com o desenvolvimento do trabalho a partir do uso do Diário em sala de aula, a professora ressalta a importância em receber o material semanalmente. “É uma oportunidade de leitura factual que muitos alunos só têm dentro da escola. Mais do que um auxílio no processo de ensino é a chance de ter acesso às notícias da região.”

PRODUÇÃO

Estudante recebe o desafio de assumir a função de repórter e cria legenda para foto do Diário.

Imagem Box Submanchete 01

Em Maringá, um homem foi flagrado nu próximo à Praça Rui Barbosa. Enquanto ele atravessava a rua pessoas ligaram para a polícia. Questionado, o rapaz disse que gosta de chamar a atenção. (Legenda produzida pela aluna: Akemyla Ventureli)

Comente aqui


A história da fotografia em pauta

FASCÍNIO. O contato com equipamentos utilizados em décadas passadas encantaram os estudantes.

FASCÍNIO. O contato com equipamentos utilizados em décadas passadas encantaram os estudantes.

Em Santa Fé, município em que cerca da metade da população ativa trabalha no segmento fotográfico, a equipe do Diário na Escola desenvolveu uma oficina pedagógica sobre a evolução das máquinas e dos tipos de registros com os alunos das Escolas Municipais Jardim Primavera e Nove de Dezembro.

“Este é um assunto que está próximo da realidade dos estudantes, fator que torna os resultados das atividades ainda melhores. Parte dos familiares das crianças ganha seu sustento nas empresas fotográficas da cidade, por isso é importante que conheçam sobre o assunto”, destaca a professora Genilza Favato.

A coordenadora do Programa, Loiva Lopes apresentou um vídeo com toda a história da criação da primeira máquina até a mudança que houve na pose das pessoas para os registros. “Antigamente ninguém sorria para as fotos. Descobri que era porque poderia demorar até trinta minutos para ser feito uma imagem, pois os equipamentos não tinham a tecnologia e agilidade que vemos hoje”, conta o aluno Vitor Hugo Evangelista.

As crianças tiveram a oportunidade de manusear as máquinas fotográficas que já foram utilizadas pelos fotógrafos do Diário ao longo dos 40 anos de história da empresa. “São relíquias guardadas que ajudam os estudantes a entender o avanço dos registros. Os equipamentos que eram grandes, pesados e sem flash, hoje deram lugar aos compactos e com diferentes funções”, fala Loiva.

Grande parte dos alunos se quer tinham visto um filme fotográfico, daqueles em formato de carretel que era utilizado para registrar a imagem e, em seguida, ser feita a revelação. “Tudo está sendo novidade, não imaginava que um dia já havia existido equipamentos assim. Adorei a oficina de hoje e agora tenho mais certeza de que quero ser fotógrafa”, comenta a estudante Giseli Fátima Sgaraboto.

“Além do momento de aprendizado, a vinda da equipe do Programa até a escola trouxe interação entre os alunos”, ressalta o professor Jeremias Ramos Coutinho. A colega de profissão Jaqueline Biazon completa, “não só as crianças estão saindo da aula com novos conhecimentos, mas eu também. A fala da Loiva me proporcionou ideias que vou aplicar em sala para continuar o trabalho sobre a fotografia.”

Comente aqui


Reescrevendo o jornal

Os professores participantes do Diário na Escola buscam aliar os conteúdos do currículo escolar às atividades com o jornal. Exemplo disso pode ser visto na produção desenvolvida pela professora, Valéria Nunes que leciona na Escola Municipal Alfredo Sofientini, de Astorga. “O livro didático trouxe a proposta de trabalhar a reescrita. Para deixar a dinâmica mais interativa decidi propor aos alunos que reescrevessem textos e legendas de fotos publicadas no Diário”, conta Valéria.

2014-07-23 16.52.40“Este tipo de proposta oferece à criança reflexão sobre a escrita, dando ênfase para uma interpretação clara e objetiva do assunto em questão, algo que auxilia a compreender o texto original”, comenta a coordenadora pedagógica, Nelcy Roque Cornicelli.

Valéria ressalta nessa atividade os alunos passaram a conhecer de forma mais detalhada a estrutura do impresso e se sentiram motivados com o trabalho associado ao livro didático. “Eles conseguiram desenvolver, na prática, a proposta do currículo escolar, com isso houve maior interesse por parte da turma, pois eles não só imaginaram um exemplar do Diário – como era o costume antes do acesso ao material – mas também puderam manusear.”

“Esta aula me esclareceu o que é legenda e o que é texto chamada, por serem frases curtas eu não percebia a diferença entre eles”, comenta o aluno Alisson Mateus Pereira do Santos.

Foto SubmancheteA estudante, Maria Eduarda da Silva Viana fala sobre a experiência da reescrita. “Foi divertido, porque antes eu me atentava somente à leitura do Diário, mas desta vez tive o desafio de criar uma nova legenda e sentir como é o trabalho de quem faz isso todos os dias.”

A professora destaca que as crianças já estão bem familiarizadas com o jornal, mas que a cada nova proposta didática com o material ela é surpreendida com bons resultados. A aluna, Nathália Ribeiro Marqueta enfatiza que toda semana já espera o dia em que vai poder trabalhar com o Diário, “adoro estar por dentro das novidades.”

“O uso do impresso na escola favorece a interação do aluno com a realidade social, a vivência e reflexão da atualidade, o tornando um ser ativo e participativo. O material se constituí ainda como um excelente meio de promover o saber-fazer, de valorizar o trabalho em equipe, e sobretudo, de  praticar a Língua Portuguesa em  situações reais de comunicação. O Diário na Escola tem sido de grande valia em sala de aula, como uma ferramenta pedagógica a mais na prática do professor”, conclui a secretária de educação de Astorga, Neuza Maria Julião Fortunato.

 

Comente aqui


Do jornal para a classe

Do bate-papo entre amigos às conversas formais, tudo gira em torno das notícias que circulam na mídia. Lemos jornais, assistimos aos telejornais, ouvimos rádio, navegamos pela Internet, a fim de ficar por dentro dos acontecimentos.

Matéria-prima dos jornais, a notícia relata os fatos que estão acontecendo na cidade, no país e no mundo. A intenção da reportagem é informar o leitor com exatidão. Além dos textos informativos sofremos um constante bombardeio publicitário através das mídias que tem como objetivo promover o consumo de produtos e ideias.

“Ao levar para a sala de aula o texto publicitário, o aluno passa a conhecer não só as finalidades e características linguísticas e textuais deste tipo de texto, mas também pode tornar­se um consumidor mais atento, pois passa a conhecer os elementos de persuasão que a publicidade usa para conquistar seu público”, enfatiza a professora mestre, Maísa Cardoso.

Preocupados em formar estudantes com maior criticidade, os professores Ney Silva Girardo e Angela Maria de Gouveia Futigi, do Colégio Estadual João de Faria Pioli, de Maringá, aplicaram atividades relacionadas às notícias e publicidades veiculadas nos exemplares do Diário.

“Estes gêneros textuais são de grande importância no crescimento do aluno, trabalhamos buscando não só o aperfeiçoamento dentro da escola, mas também com a visão de ajudá-los a serem pessoas mais atuantes na sociedade, com opiniões e argumentos”, destaca Ney.

Dentro da proposta os estudantes escolheram uma matéria ou uma propaganda de qualquer uma das páginas do impresso e tiveram que recriar os textos que haviam sido publicados. “Com esta produção foi possível explorar a capacidade de leitura, interpretação, criação e até a habilidade de organização do material em sua sequência de cadernos”, conta Angela.

A aluna Hellen Rodrigues comentou que gostou da oportunidade de ter uma aula diferente, “foi motivador realizar esse trabalho.” E Giovana Brito, também estudante, completa ressaltando que está ansiosa para a próxima aula com o uso do Diário.

Os professores relatam que em todas as turmas trabalhadas o resultado foi excelente. “O jornal trás novidade para a rotina escolar, isso é primordial, pois enfrentamos o desafio de tornar as aulas mais interativas, assim como as novas tecnologias que tanto prendem a atenção dos adolescentes”, acrescenta Ney.

ANÚNCIO: Sem fumo = Mais vida! Se o governo investir dinheiro para ajudar os fumantes, será bom para os dependentes e para as pessoas que convivem com eles, pois a fumaça intoxica a todos. Os fumantes têm o vício por causa da nicotina, algo que causa doenças e pode até matar as pessoas. (Produzido pelo aluno: Vinícius Augusto Mora Rubin)

ANÚNCIO: Sem fumo = Mais vida!
Se o governo investir dinheiro para ajudar os fumantes, será bom para os dependentes e para as pessoas que convivem com eles, pois a fumaça intoxica a todos. Os fumantes têm o vício por causa da nicotina, algo que causa doenças e pode até matar as pessoas.
(Produzido pelo aluno: Vinícius Augusto Mora Rubin)

Comente aqui


Câmera na mão e… ideias!

Você já pensou sobre o tempo que desenhar, pintar e fazer colagens ocupam na rotina dos alunos? Tão valiosa quanto todas essas atividades, a fotografia é algo raramente trabalhado com as crianças. Quando é, em muitos casos, se resume à apreciação de imagens e ao estudo da técnica.

Os pequenos são capazes de serem autores das próprias imagens. Com um projeto bem estruturado é possível conseguir que eles não apenas saiam por aí clicando, mas refletirem a respeito do que estão fazendo. Prova disso são as crianças atendidas pela Legião da Boa Vontade (LBV), em Maringá, que participaram de uma oficina de fotografia. O objetivo da atividade foi mostrar a importância da imagem na comunicação e, principalmente, a capacidade de levar informação através de um único registro fotográfico.

DSC_0421Para ilustrar a oficina, os atendidos da LBV foram até a fonte da informação. Com exemplares do jornal O Diário do Norte do Paraná em mãos, cada uma escolheu uma foto que representasse uma mensagem imediata, sem a necessidade de ler a legenda que a acompanhava.

Com a foto escolhida, retratando os mais variados assuntos do cotidiano, as crianças apresentaram aos demais colegas a imagem e o que conseguiu absorver a partir do trabalho do fotógrafo. “A apresentação proporcionou comentários que geraram a participação dos demais atendidos. Desta forma, foi exposto como a presença da fotografia é importante na comunicação e a capacidade de chamar a atenção do leitor para determinado assunto, mesmo sem a leitura do texto”, destaca o assessor de imprensa da LBV, Paulo Araújo.

Depois da teoria discutida, as crianças receberam a missão de fotografar, em casa ou no bairro, alguma imagem que retratasse os problemas que a cidade enfrenta todos os anos em relação à dengue.

IMG_5873Seiji Gabriel, 10 anos, ficou entusiasmado com a ideia de ir à prática. “A gente pôde pegar a câmera e fotografar com bastante liberdade. Eu achei interessante registrar os problemas e mostrar isso em uma foto. Muita gente já morreu por causa da dengue e ainda tem outras nos hospitais. Através de uma imagem a gente pode contribuir para acabar com a doença e chamar a atenção daquelas pessoas que não fazem a sua parte.”

Richard Aleandro Locatelli, 10 anos, está entre os moradores da cidade que sofrem com a falta de cuidados nos quintais e que contraíram o vírus da dengue. “Eu e outras pessoas da minha família já pegamos dengue. Foi horrível.” Para Richard, o problema não está no mosquito e sim na falta de cuidados da população. “Não é a dengue que está vindo, mas as pessoas que estão ajudando a dengue a procriar ao jogar lixo em lugar impróprio.”

Alanis Boer dos Reis, 9 anos, saiu para fotografar e ficou impressionada com o que encontrou. “Imaginei que encontraria talvez papel de bala ou pequenos plásticos com água. Mas não vasilhas com poças. Isso é um perigo para a sociedade.” E conta como a oficina ajudou a ver a fotografia com um olhar mais crítico. “Registrei um pote com água para mostrar às pessoas que isso oferece risco à nossa saúde. Quem deixou aquele lixo não pensou que, além de estar se prejudicando, está também prejudicando aos que passam por ali.”

Em tempos de tecnologia, as fotografias podem se tornar um recurso didático de alta eficiência, principalmente através das modernidades que circulam pelas salas de aula, como os aparelhos celulares. Sendo assim, ao invés de proibir o uso dos aparelhos, porque não criar um projeto de trabalho que vise o aproveitamento de recursos tecnológicos, através das fotografias? Sem sombra de dúvida, essa atividade proporcionará grande entusiasmo nos alunos e, assim, aulas mais atrativas.

Comente aqui


Capacitação do Diário na Escola em Sarandi inclui novos professores

foto para materiaNeste ano uma novidade na rede municipal de educação do município. Não só os profissionais que lecionam para as turmas de quinto ano, mas também aqueles que trabalham com os quartos anos, terão a oportunidade de receber a assessoria pedagógica oferecida pelo Programa.

O encontro pedagógico “Estrutura do jornal – trabalhando com o impresso em sala de aula” oferecido pelo Diário na Escola foi ministrado pela jornalista e especialista em educomunicação, Loiva Lopes que abordou conceitos como: capa, charges, artigos, editorias e lide, qual a importância dos meios de comunicação enquanto veículo de informação e opinião, como também o papel dos profissionais que fazem parte da redação.

Nesta primeira formação foram apontados aspectos que devem ser considerados na hora de ir para a prática pedagógica. Como por exemplo, permitir sempre uma leitura livre, dar um passeio pelas páginas do jornal, ajudar o aluno a identificar o formato, cadernos, assuntos, etc. Dicas e sugestões que irão ajudar o professor que está iniciando agora o trabalho com a leitura do jornal em sala de aula.

A professora Franciele Ruiz conta que a possibilidade de atividade com o jornal já no quarto ano facilita o ensino e prepara a criança para a série final do primeiro ciclo, o que reflete em melhores resultados.

“As crianças vivem em um mundo interativo, no qual a comunicação se torna imprescindível, seja pelos jornais, revistas ou internet. O professor precisa buscar formas criativas para formar um aluno crítico e reflexivo, por isso é tão importante utilizar recursos didáticos que dinamizam as aulas”, ressalta a educadora Salete Batista Eduardo.

A ministrante enfatiza que, “a promoção do acesso à leitura do jornal em sala de aula, com o professor intermediando a relação entre as mídias e seus conteúdos, possibilita ao aluno a chance de não somente conhecer uma diversidade de gêneros textuais presentes no impresso, mas também compreender, interpretar e expressar sua realidade.”

DIARIO NA ESCOLA_RS15Erick Bucioli, diretor de ensino em Sarandi, salienta que o profissional da educação precisa, diariamente, fazer análise do conteúdo para em seguida aplicá-lo em sala. “As capacitações do Diário na Escola ajudam muito neste trabalho, pois nos encontros primeiro é fundamentada a teoria e depois a experiência da prática. Algo que auxilia o educador a compreender o assunto e ensinar com maior segurança.”

Dentre as propostas de atividades da oficina os professores puderam transformar a notícia do impresso em conteúdo de jornal televisivo, produziram murais informativos para que toda a escola tenha acesso aos fatos que acontecem em Maringá e região, realizaram leitura semiótica de fotos e imagens publicitárias, como também propostas que envolvem a Copa do Mundo, um assunto atual e que desperta o interesse dos alunos.

A equipe do Diário na Escola entregou aos participantes do encontro uma apostila com mais de vinte sugestões de atividades relacionadas às diferentes disciplinas do currículo escolar. “Essas dicas de como trabalhar o jornal proporciona aos estudantes um conhecimento novo e o entendimento dos assuntos abordados no dia-a-dia”, conta a educadora Ana Maria de Araújo.

Comente aqui
 

Uma forma alternativa de capturar a realidade*

Aos nove anos, Luís Guilherme Silva Machado ficou impressionado ao descobrir que uma lata de alumínio, com um pequeno furo do tamanho de uma agulha, é capaz de registrar um momento, assim como faz uma câmera fotográfica. Guilherme é educando da Legião da Boa Vontade (LBV), em Maringá, e participou de uma oficina de Pinhole, no primeiro semestre do ano letivo de 2011. “Eu não sabia o que era a tal da Pinhole, o educador me explicou que colocava um papel dentro da latinha para tirarmos fotos, mas tínhamos que ficar 10 minutos parados para capturar a imagem”, explica rapidamente o garoto.

Pinhole: fotografia produzida na oficina da LBV

Pinhole é uma das oficinas oferecidas pela LBV às crianças em contraturno escolar. A técnica fotográfica de séculos anteriores envolve materiais como latas e caixas de qualquer tamanho, com espaços protegidos da claridade e com uma pequena entrada controlada de luz. Os recipientes precisam ser encapados ou pintados de preto por dentro; em uma extremidade o pequeno furo, na outra o papel fotográfico. Assim como descreveu Guilherme, existe um tempo hábil para ocorrer o fenômeno fotográfico, para capturar imagens sob o sol, o tempo dedicado é menor, varia de 30 segundos a alguns minutos, já se a iluminação for artificial em espaços internos pode levar horas para registrar uma imagem.

Continue lendo

Comente aqui