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Jornal também para o 3º ano

Foto AbreNa Escola Municipal Poetisa Cecília Meireles, além dos quartos e quintos anos, os exemplares do Diário do Norte do Paraná são objeto de estudo para as crianças do terceiro ano. Uma iniciativa que tem gerado bons resultados na alfabetização e desenvolvimento escolar dos pequenos.

A professora Deusa Dias busca conciliar semanalmente os conteúdos curriculares com as notícias do impresso. “Essa forma de trabalho tem sido muito boa, percebo o desenvolvimento dos alunos no que se refere à leitura, uma melhor escrita, assim como boas discussões sobre temas do cotidiano”, ressalta.

Em uma das aulas em que Deusa levou o jornal para a sala de aula, os estudantes se interessaram pela notícia publicada na página do Diário na Escola a qual relatava um projeto sobre dengue realizado pela educadora Arealba Garbelini de Souza, da Escola Municipal Padre José de Anchieta, também de Sarandi. “Como o conteúdo era algo próximo da realidade deles, ficaram eufóricos, se sentiram pertencentes ao texto. Essa reação foi muito boa, pois além do estudo didático ampliamos a conversa sobre os riscos da proliferação do Aedes aegypti”, conta a professora.

As crianças leram a matéria e produziram um resumo da publicação em seus cadernos. Para tornar a atividade mais interessante Deusa promoveu um debate em que os alunos expuseram todo o conhecimento prévio sobre a dengue, formas de transmissão, conhecidos que já foram vítimas, entre outros aspectos. E, na sequência, lançou o desafio. A partir de tudo o que aprenderam naquela aula, os estudantes deveriam produzir tirinhas sobre como evitar o crescimento do número de casos em Sarandi.

“Eu adorei a proposta de trabalho, pois sou um leitor assíduo dos gibis. Foi muito bom escrever e desenhar sobre um tema tão importante”, conta o aluno Thomas Moreira Carvalho. A colega de sala, Luana Cantarute aponta que a mãe e o irmão dela já sofreram com a doença, “não quero que ninguém mais seja vítima, é muito doloroso. Por isso inspirei as falas da minha tirinha em conselhos e dicas de como eliminar com o Aedes.”

Deusa conta que se surpreendeu com os bons trabalhos recebidos ao fim da atividade. “As crianças são muito dedicadas nas atividades com o jornal, elas gostam de ter um material diferente em sala de aula. O trabalho das tirinhas foi algo novo, pois unimos diversos conteúdos didáticos que viemos trabalhando desde o início do ano. Era um desafio para alunos tão novos, mas eles deram conta do recado e mostraram que são capazes”, comemora.

 

RESULTADO

Tirinha produzida pela aluna Luana Cantarute do 3º ano “A”, da Escola Municipal Poetisa Cecília Meireles, em Sarandi.

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Muros que conscientizam

O projeto e livro “O Mosquito Perigoso”, idealizado pela escritora e ilustradora Maria Cristina Vieira, é resultado de uma parceria com a secretaria de Educação de São Jorge do Ivaí. Recentemente, o projeto atingiu o seu objetivo principal, que é envolver alunos, educadores e toda a população por meio das imagens que foram coloridas pelos alunos. Os estudantes foram orientados a capricharem na ilustração das imagens do livro para concorrerem ao prêmio de melhor pintura. Ao final do trabalho, os sete melhores trabalhos foram reproduzidos em sete muros da cidade.

O livro trata de um assunto de grande complexidade e como diz a autora, não é brincadeira nem conto de fadas. “O Aedes aegypti, um mosquitinho de cor preta coberto com manchinhas brancas e com cara de ‘bonzinho’, engana a todos e é capaz de matar. Dengue, Zika e Chikunguya é um terror que se espalhou pelo mundo. É a consciência e o cuidado desse ‘mundo’ que eliminará esse grande mal que nos aterroriza. O melhor caminho para a conscientização é através da educação. Ganhamos força quando trabalhamos juntos pelo mesmo objetivo”, destaca Maria Cristina.

O projeto teve início quando as crianças receberam em sala de aula exemplares do livro e da revista de atividades O Mosquito Perigoso. Os professores trabalharam com os alunos de variadas formas o tema abordado no projeto. Textos informativos, redação, desenhos, fantoches, mosquitos com garrafas pet e outros.

Os estudantes foram orientados a capricharem na ilustração das imagens do livro para concorrerem ao prêmio de melhor pintura.  Ao final do trabalho, os sete melhores trabalhos foram reproduzidos em sete muros da cidade.

“As pinturas nos muros com as imagens vencedoras seguiu as mesmas cores que a criança usou em seu desenho. Os alunos com os trabalhos escolhidos também participaram do processo de reprodução nos muros, me ajudando. Foi uma etapa prazerosa”, conta Maria Cristina.

Após a pintura do último muro os pais dos estudantes vencedores, autoridades e demais crianças e educadores celebraram o encerramento do projeto, com fotos pela cidade redecorada com as ilustrações e um bate-papo sobre a ação realizada.

“O projeto teve resultados muito positivos, pois percebemos o envolvimento de toda nossa comunidade que se sensibilizou perante o problema do aumento dos casos de dengue. O objetivo maior foi conscientizar nossos alunos sobre o perigo que este mosquito vem causando a nossa população. Com as ações, incentivamos as crianças a terem atitudes de prevenção ao Aedes e chegamos a conclusão de que juntos venceremos o mosquito perigoso”, enfatiza a secretária da educação, Claudinéia Sossai Navarro.

O prefeito de São Jorge do Ivaí, André Bovo aponta a grandiosidade do projeto. “Enquanto as pinturas permanecerem nos muros da cidade a conscientização estará visivelmente presente na vida de todos. Os alunos com certeza aprenderam muito com esta lição e são eles que levarão adiante todo este aprendizado. Que ótimo seria se outros municípios viessem a desenvolver esse belíssimo trabalho”.

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RESULTADO. Alunos e professores vencedores, além de autoridades, em frente a um dos muros pintados em São Jorge do Ivaí como conclusão do projeto “O Mosquito Perigoso”.

 

VENCEDORES

Relação dos alunos que fizeram as melhores pinturas e tiveram suas ilustrações reproduzidas nos muros de São Jorge do Ivaí, pelo projeto “Mosquito Perigoso”:

 

Aluna – Mariana Leal dos Santos Lopes

Professora – Maria Cristina Franzói Preti

Aluna – Ana Luiza Chavenco Zangeroli

Professora – Joana de Lourdes Contieri

Aluno – Vitor Nelson Silva dos Santos

Professora – Fátima Regina Oliveira Romualdo

Aluna – Gabrielli Sossai

Professora – Solange Pauro Pazinato

Aluna – Maysa Bianca Luiza dos Santos

Professora – Sandra Regina Crivelaro

Aluno – Samuel Boschi Sarabia

Professora – Ironice Lopes Pereira

Aluno – Mateus Sala Covaltchuk

Professora – Sumair Terezinha Lustoza

 

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Bem mais que um passatempo

As palavras cruzadas são um passatempo muito comum em jornais e revistas. O objetivo é encontrar todas as palavras usando as dicas disponíveis. Conforme algumas palavras são preenchidas, as letras de outras automaticamente aparecem, o que facilita bastante a resolução.

A dificuldade da palavra cruzada varia de acordo com o formato e a quantidade de palavras. Quanto menos elas se cruzam e mais palavras o jogo tem, é maior a possibilidade de a resolução ser mais difícil.

Foto AbrePercebendo o interesse dos alunos do quarto ano da Escola Municipal Tancredo Neves, de Doutor Camargo, pelo passatempo, a professora Rosângela da Silva Oliveira decidiu utilizar o material para desenvolver os processos de leitura e escrita nas crianças.

“Começamos tentando solucionar as palavras cruzadas de O Diário. A princípio, pensei que os estudantes não fossem conseguir, pois são bastante elaboradas, mas para a minha surpresa eles tiveram um ótimo desempenho e conseguiram decifrar quase todos os enigmas, sozinhos”, conta a professora.

Depois do bom resultado, Rosângela passou a explorar ainda mais os conteúdos. Ela diz que ao buscar as palavras certas os alunos iam se aprimorando no passatempo, aprendiam a grafia correta e ainda o que significa e para o que utilizamos cada um dos termos encontrados.

“As cruzadinhas nos ajudam a conhecer coisas novas, com isso, desenvolvemos nosso intelecto”, relata o estudante, Pedro Henrique Fraga. O colega, Joaquim Henrique Villa acrescenta “tenho aprendido até palavras em inglês nos passatempos, isso é muito bom! Aprendemos brincando.”

Ao perceber a evolução das crianças, a professora pediu que cada uma criasse uma palavra cruzada para desafiar um amigo a solucionar. “Esta foi mais uma etapa que me surpreendeu. Achei que eles iriam produzir coisas simples, mas ao contrário, as produções foram bastante criativas e elaboradas”, aponta.

Ao fim da série de atividades, Rosângela enfatiza o quanto foi prazeroso ensinar com as cruzadinhas. Algo que poderia ser apenas um momento de diversão, mas que resultou em novos conhecimentos. “Os alunos passaram a se interessar mais pelos conteúdos, aumentaram vocabulário, aprenderam ortografia e estão mais motivadas a participar das aulas”, conclui.

 

RESULTADO

Essa é a palavra cruzada que foi produzida pela aluna Geovanna Carolina Cravo, e solucionada pelos colegas de turma. Vejam que interessante:

CRUZADINHA

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Quando escrever é um prazer

Foto AbreUm projeto da disciplina de geografia, orientado pela professora Ermelinda Jordão não terminou após a nota final. Ela, que hoje participa do Programa de Desenvolvimento Educacional, lecionava para os alunos do Colégio Estadual Tomaz Edison de Andrade Vieira, de Maringá. Em um dos desafios da disciplina, os estudantes estavam aprendendo sobre industrialização e precisavam criar um projeto de algum produto. Um dos grupos de alunos optou por criar um blog, para isso, pesquisaram como hospedar esse portal na internet, qual a legislação para as publicações e tudo o que envolve a criação.

Depois da atividade realizada e do trabalho apresentado, o blog ficaria sem postagens, pois, a princípio, a ideia da tarefa era apenas para uma atividade curricular. Mas, Ermelinda gostou tanto do resultado, que decidiu abrir o “Mais Escola Tomaz” para toda a comunidade escolar. E foi assim, que um trabalho de sala, ultrapassou os muros escolares.

“Em nove meses de blog no ar, já são quase 40 mil acessos. Toda a equipe comemora esse número, pois foi um projeto que começou sem pretensão e que hoje alunos, grupo pedagógico, pais e amigos seguem diariamente”, conta a professora.

A estudante Sheliza Onohine relata que não se imaginava fazendo parte da equipe que escreve as postagens. “Sempre fui muito tímida, a maior parte do tempo ficava no fundo da classe, no meu canto. Com a possibilidade de me expressar no blog, me desenvolvi, passei a me relacionar melhor com os colegas e dizem que sou até mais sociável.”

As publicações não têm um tema específico, são livres, mas todas são aprovadas pela professora antes de caírem na rede. “Mesmo não lecionando no colégio, tenho contato com os alunos 24 horas por dia via aplicativos de bate-papo e rede sociais. Em nossas conversas aproveito para orientar sobre o que podem escrever e também cobrar novas postagens, assim como os chefes de redação”, brinca Ermelinda.

O projeto deu tão certo, que hoje são cerca de 30 alunos preocupados em manter o blog atualizado e com conteúdos de relevância, mesmo tendo que fazer os textos no contra turno e sem valer nota. “Escrever não é mais uma tarefa, é prazeroso! Encontrei pessoas que pensam como eu, que me entendem, isso é motivador, pois você se reencontra em cada comentário positivo recebido”, comemora a aluna, Liz Nemophila.

A estudante Carolina Milão explica que se desafia em cada produção, a adequar os diversos temas em uma linguagem acessível para que todos os leitores que passarem por lá consigam interpretar o assunto. “Para isso, uso a exemplificação e aprendi a buscar e apurar as informações para sustentar meus argumentos e não falar coisa errada. Quando se escreve um blog, você tem o poder da comunicação nas mãos, é preciso muito cuidado, existem pais, inclusive, que acompanham o blog para saber o que está acontecendo dentro da escola e na vizinhança do bairro.”

Ermelinda é só elogio aos estudantes, ela que faz esse trabalho de acompanhamento de forma voluntária, ainda sonha com mais avanços. Mesmo contente com o crescimento do blog, a professora está com o projeto de gravar em áudio todos os textos publicados e também filmar alguém interpretando as postagens na linguagem de sinais (Libras) para conseguir a inclusão de mais leitores.

“A educação é apaixonante. Com essa proposta descobri muitos talentos que estavam escondidos. O professor tem um papel fundamental na formação da criança e do adolescente, não podemos desistir de motivá-los, eles têm muita coisa a nos ensinar”, argumenta.

Saiba +

Acesse o blog: www.maisescolatomaz.com e curtam a Fanpage: Mais Escola Tomaz.

 

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Notícias para ler, ensinar e aprender

Há 15 anos formando o cidadão, o Diário na Escola retoma suas atividades letivas dentro dos espaços escolares. Os alunos participantes do Programa receberão exemplares do jornal semanalmente para leitura, conhecimento de notícias factuais e propostas didáticas a serem realizadas em sala de aula.

Foto AbreEm tempos de interatividade e uso excessivo de telefone celular e internet, fazer com que as crianças se interessem pela leitura do impresso é fundamental para formar leitores habituais e cidadãos bem-informados. Trazendo textos com características distintas, fotografias e recursos gráficos, os jornais são fonte para pesquisa e obtenção de informação sobre o mundo atual.

A secretária municipal da educação de Atalaia, Angela Maria Candioto Nunes destaca que, “o trabalho do Diário na Escola é de grande valia, pois incentiva a leitura, a criticidade e a discussão sobre a realidade social vivenciada por todos. O Programa possibilita a formação de cidadãos mais críticos e conscientes.”

“O Diário na Escola vem ao encontro do meu desejo de propiciar uma educação de qualidade, visando oportunizar aos alunos e professores o contato e a interação com textos práticos, desenvolvendo assim o gosto pela leitura numa complexidade maior”, comenta o prefeito de Floraí, Fausto Eduardo Herradon.

Os estudantes, Maria Eduarda Romualdo e Gabriel Henrique de Oliveira contam que estão ansiosos pela oportunidade de aprender a partir das notícias. Os dois, que estudam na rede municipal de ensino de Sarandi, nunca tiveram contato com o veículo de comunicação antes e já fazem planos sobre o que vão buscar no impresso, quando este chegar à sala de aula. “Eu vou procurar o caderno de Esportes. Ah, eu quero ler sobre as novelas e artistas!”, comentam.

IMG_0308A proposta de utilizar o jornal como um instrumento pedagógico e levá-lo para dentro dos espaços escolares, o transforma em uma ferramenta prática para a motivação do ensino. Professores que já trabalham com o estudo do impresso a partir de um contexto pedagógico, contam que a tarefa tem sido bem mais sucedida do que o simples uso do livro didático, pois forma um conjunto de cidadãos mais informados e participantes.

“O Diário é utilizado há anos aqui na escola devido aos bons resultados que temos nos níveis de aprendizado. Os professores têm um papel fundamental nessa tarefa, são os mediadores do ensino e, com isso, tem conseguido trabalhar a interdisciplinaridade dos conteúdos curriculares com as notícias. À exemplo das atividades que vão além da leitura prazerosa ou estudo da Língua Portuguesa e envolvem a Matemática”, destaca a pedagoga, Juliana Leni Del Bianco.

Os alunos Gabriel Pierini dos Santos e Daniele de Almeida já tiveram a experiência de ler um jornal, fora da escola, e dizem que o aprendizado vai ser mais interessante com as notícias. “É bacana ter um material diferente em sala, isso deixa a aula mais divertida, vamos poder conversar sobre assuntos que muitas vezes nossos pais falam em casa. Acreditamos que com o Diário, será mais fácil fazer as tarefas solicitadas pela professora.”

A pedagoga Juliana conclui destacando que “o costume da leitura de jornais na escola enriquece a capacidade de entendimento dos alunos, principalmente ao acréscimo e ampliação do vocabulário e compreensão de textos, melhorando a qualidade dos debates e oferecendo ao educando informações sobre o mundo e também sobre a comunidade onde vive.”

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O jornal como artefato de esporte

Já imaginou participar de uma aula de esgrima dentro do espaço escolar? A professora Cintia Conte Torres que leciona na Escola Municipal Nilo Peçanha, em Marialva, cumpriu essa tarefa. Durante a aula de educação física ela desafiou os alunos a confeccionarem espadas com as páginas velhas do jornal e ainda ensinou a eles um esporte de combate.

“A proposta surgiu de uma pesquisa, na editoria de esportes do Diário, sobre quais estilos de lutas e artes marciais mais aparecem na mídia e quais têm maior destaque em nossa região. Em seguida, propus que vivenciassem de maneira lúdica esse estilo de luta ao produzir espadas de jornal. Desta forma reafirmei a importância da reciclagem e reaproveitamento de materiais, proporcionando economia de dinheiro e ajudando na preservação do meio ambiente”, enfatiza Cintia.

A estudante Lorena Alana Nabarrete destaca que o trabalho com jornal é muito importante, pois todos os dias depois de lidos, algumas pessoas o jogam fora acumulando quilos de lixo. “Na minha escola é diferente, nós o reutilizamos para fazer outros materiais na aula de educação física, por exemplo.”

Para iniciar o trabalho a professora separou exemplares do Diário, de dias diferentes, no intuito dos alunos pesquisarem quais notícias sobre lutas eram destaque, analisando as modalidades das artes marciais que tinham repercussão a nível nacional ou em nossa região. Cintia apresentou às crianças a história, as características e as regras básicas da esgrima, para somente depois disso, elas confeccionarem as espadas.

“Entreguei uma folha de jornal para cada estudante, com ela, eles fizeram um canudo bem fino e firme virando uma das pontas formando um pequeno aro para fazer a empunhadura”, conta.

Foto AbreDepois de cada aluno ter a sua espada, foram formadas duplas para a vivência de uma luta, assim como nos campeonatos. Para esta aula cada criança usou uma camiseta velha, para ficar evidente a marcação do ponto em que foi atingido pela espada – pois a marcação acontece quando a espada atinge o corpo do adversário – e para ficar mais real foi pintado com tinta a ponta da espada. Também foi colocado um jornal preso com fita crepe no peito de cada aluno para simular a roupa da esgrima.

Os estudantes se divertiram a aula toda e no final foi possível constatar quem foi mais ou menos atingido, de acordo com a situação dos jornais que foram colocados por cima das camisetas.

Cintia enfatiza que os resultados foram muito satisfatórios, pois com o trabalho de pesquisa os alunos adquiriram informações importantes referentes ao conteúdo estudado, analisando a repercussão do assunto na mídia impressa. E com a vivência prática, tiveram um aprendizado de forma dinâmica, divertida e eficaz. “O ensino não se restringiu ao conteúdo da grade curricular, as crianças perceberam que podemos reutilizar materiais que seriam jogados fora, na confecção de brinquedos e materiais alternativos com uso funcional”, enfatiza.

“Desde que iniciamos as atividades com o jornal na escola, os alunos tornaram-se mais críticos e melhoraram na leitura, pois desenvolveram o gosto por ela. Pelo fato de o impresso trazer vários gêneros textuais, aprimoraram conhecimentos e esse trabalho contribuiu ainda mais para auxiliá-los na Prova Brasil”, ressalta a coordenadora pedagógica, Luzia Aparecida Sacoman.

Após orientações sobre como utilizar seu brinquedo de maneira segura, sem machucar os colegas, os alunos quiseram levar a espada para casa para continuar a diversão, assim como jornais para confeccionarem outras para os irmãos e amigos.

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Novos vereadores mirins já atuam em Maringá

A Câmara Municipal de Maringá empossou os novos vereadores mirins no plenário Ulisses Bruder. Na última semana, os eleitos realizaram a primeira sessão ordinária da legislatura 2015/2016.

Nesta terceira edição do Programa, estavam inscritos 118 alunos, do 5º ao 9º, de escolas municipais, estaduais e particulares da cidade. No entanto, somente 74 participaram da seleção em que foi feita a escolha dos vereadores. Cada candidato recebeu três minutos para justificar seu interesse utilizando o microfone na tribuna da Câmara. A banca examinadora foi composta de servidores da Casa e vereadores. Os critérios de seleção foram argumentação e desenvoltura. Os 15 eleitos foram empossados na nova função legislativa e os demais concorrentes serão suplentes e poderão assistir às sessões ordinárias da Câmara Mirim.

“A cada ano temos procurado inovar na Câmara Mirim, tanto no processo de seleção, quanto na realização das atividades. O resultado tem sido muito bom, porque conseguimos fazer com que os vereadores eleitos e até mesmo os suplentes frequentem as sessões e discutam os problemas da cidade. Outra coisa que temos que reconhecer é o apoio do Poder Executivo, respondendo a todas as solicitações da Câmara Mirim. Além disso, há sempre um diálogo entre as crianças e os vereadores. Muitas matérias têm sido utilizadas pelos vereadores adultos para a realização dos seus trabalhos. Prova do sucesso da iniciativa é o número de inscritos no processo de seleção. No primeiro ano, tivemos 15 inscritos. No segundo, 55 e no terceiro ano, 118”, destaca o coordenador de projetos especiais da Câmara, Joaquim dos Santos.

 

 

Foto Submanchete

ELEITOS

Abaixo a lista dos vereadores mirins de Maringá que atuarão na legislatura 2015/2016:

 

Amandha Oberst Jacinto (Colégio Mater Dei)

Ana Beatriz Cazeloto Fidelis e Silva (Colégio São Francisco Xavier)

Bianca de Lima Kazoni (E. M. Dr. João Batista Sanches)

Eduardo Alexandre Magrini (Colégio Santo Inácio)

Heros dos Santos Nascimento (Colégio João XXIII)

Isadora Cadari Bariani (E. M. Odete Alcântara Rosa)

Júlia Maestri Vilhena (Colégio Marista de Maringá)

Larissa Jhenifer Alves Feitosa (E. M. Gabriel Sampaio)

Lorena Beatriz Ávila da Silva (E. M. Diderot Alves Rocha Loures)

Miriam Silva Machado (Colégio Santa Cruz)

Morgana Pietra Barazetti Merino (Colégio Cristão Integrado de Maringá)

Natália Hazbun Hernandez (Colégio Dom Bosco)

Nicole Costa Garcia (E. M. Midufo Wada)

Raphael Esteves Moribe Filho (Colégio Platão)

Vitor Damasceno Oliveira (Instituto de Educação de Maringá)

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Jornal é fonte de conhecimento

O Diário na Escola atende escolas que oferecem tanto o ensino regular, como as instituições de educação especial. A exemplo da Apae de Itambé, que participa do Programa há três anos e ao longo desse período tem constatado boa evolução dos estudantes nas propostas em que há como suporte o uso do jornal impresso.

Foto AbreNa Apae de Itambé o ensino é estendido aos alunos da Educação para Jovens e Adultos (EJA) na modalidade de educação especial. Ao sentir o crescimento didático das turmas, as professoras Neusa Maria de Oliveira e Rosangela Machado Cajueiro da Silva desafiaram os estudantes a produzirem um jornal mural.

Para a proposta ser realizada várias etapas antecederam o processo. De início os alunos leram as matérias publicadas no Diário, impresso que eles têm contato semanalmente. E assim puderam reconhecer a estrutura de uma notícia, as partes que compõem um jornal, e os fatos em destaque.

“O jornal é um meio de comunicação muito importante, é através dele que as pessoas ficam sabendo o que está acontecendo no Brasil e no mundo. Ele também é fundamental em nossa escola, pois nos ajuda a desenvolver a leitura e adquirir maior conhecimento. Eu, por exemplo, gosto de ler as notícias que envolvem o nosso estado e a editoria de Esportes”, destaca o aluno João Pedro dos Santos.

Depois de verificar os fatos publicados no Diário, os estudantes ilustraram as reportagens. Na sequência, as professoras lançaram o desafio para eles criarem textos noticiosos com assuntos da cidade em que vivem.

“O trabalho com jornal é significativo em turmas de alfabetização, uma vez que os alunos necessitam de modelos de material para entenderem a função da escrita, sendo estimulados a ler e a escrever no seu cotidiano. Por isso as propostas com o impresso propiciam maior variedade de informações para que a classe faça seus próprios textos jornalísticos”, enfatiza Rosangela.

Para comtemplar os bons resultados adquiridos após essa atividade, foi confeccionado um jornal mural com todas as produções dos estudantes. Uma ótima ideia, porque é uma forma de valorizar a dedicação dos alunos, não necessita de muitos recursos e os conteúdos ficam em exposição para o conhecimento de todos.

“Nas aulas em que temos o impresso como suporte didático os estudantes revelam maior interesse pela leitura, isso devido ao fato de trazer temas do dia a dia. Durante a etapa prática desta atividade eles se sentiram parte de uma equipe de reportagem, pois tiveram a oportunidade de explicar oralmente as matérias do Diário, ilustraram os textos e ainda viram os resultados divulgados no jornal mural”, expõe a professora Neusa.

A pedagoga Valdilene de Oliveira Silva Vieira comenta que o jornal é um excelente instrumento para divulgação das atividades pedagógicas e conteúdos trabalhados nas áreas do conhecimento. “Os alunos se sentem muito mais motivados quando veem as atividades desenvolvidas em sala publicadas nas páginas do impresso. Aqui na Apae realizamos propostas que contemplam a vivência dos estudantes, a exemplo dos classificados que vendem os artesanatos confeccionados por eles, selecionamos também notícias para que eles possam ilustrá-las e escreverem comentários, entrevistamos alunos para conhecer a opinião deles sobre diversos assuntos e divulgamos o resultado através de gráfico, semelhante aos do Diário. Enfim, a criatividade e dedicação de todos tem ajudado a construir uma boa formação para os estudantes.”

 

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Jornal Escolar – Eu fiz

capa - jornal escolarNa Escola Municipal Dr. Osvaldo Cruz, em Maringá, também teve jornal escolar. Sob a orientação da professora do Ambiente Educacional Informatizado (AEI) Nilva Regina Cordiolli, os alunos foram instigados a produzir um impresso para a instituição em que estudam.

“O Diário é um suporte de interação entre os estudantes e tem se tornado um importante veículo de comunicação para o ambiente escolar. A participação na construção do nosso jornal foi efetiva. Durante as aulas foram realizadas reuniões de pauta entre os alunos para serem definidas as matérias publicadas”, destaca Nilva.

Nos conteúdos do “Notícias em Pauta” – nome dado ao jornal escolar – podemos ver os excelentes resultados conseguidos na avaliação do Ideb (na qual a média obtida estava prevista a ser alcançada somente em 2021), a história da instituição que já tem mais de 60 anos, textos de conscientização sobre os perigos do trânsito e produções escritas pelas crianças, em sala de aula.

Os professores que têm produzido os jornais escolares contam que este tem sido um excelente meio que promove o saber-fazer, além de valorizar o trabalho em equipe e, sobretudo, pôr em prática a utilização da Língua Portuguesa em situações reais de comunicação. Utilizando a palavra escrita, os alunos poderão expressar o que pensam e desejam da escola, manifestar as suas inquietações e críticas, e debater temas ou questões que os preocupem.

 

 

DIVERSÃO

No “Notícias em Pauta” também teve coluna de entretenimento! Desafio você a solucionar este caça-palavras produzido pelos alunos:

Box - Jornal Escolar

 

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Páginas de diversão e ensino

Foto AbreA arte de aprender, brincando, tem conquistado os estudantes. Em uma sociedade cada vez mais interativa e conectada, ganha a atenção das crianças o professor criativo que consegue despertar o aprendizado a partir de atividades dinâmicas. Pensando nisso, a professora Célia França Campos que leciona na Escola Municipal Padre José de Anchieta, em Sarandi, desenvolveu uma proposta de jogo de tabuleiro com base nos fatos noticiosos publicados no Diário.

O intuito do trabalho foi fazer com que os alunos conhecessem a estrutura do jornal, os diversos gêneros presentes e ainda realizassem a leitura dos textos para que conseguissem avançar na brincadeira. “Eu gostei bastante, todos participaram e foi bem mais divertido ler o impresso”, conta a aluna Luana Cristina da Silva.

Para começar a atividade, os estudantes foram divididos em grupos de cinco. Em seguida, receberam exemplares do Diário para leitura. Cada aluno separou um texto que chamou a atenção e apresentou um resumo oral para os colegas de classe. Na sequência cada equipe recebeu uma cartolina, material que serviu de base para o tabuleiro. Após construir uma trilha numérica, as crianças recortaram notícias positivas e negativas que fizeram parte do jogo. À exemplo, quando o dado para em cima de uma casinha de número que tem uma matéria negativa, o jogador deve voltar duas casas, se a informação é positiva, ele avança duas casas. Desta forma, os participantes vão percorrendo a brincadeira e lendo os textos do impresso.

“Os jogos são ótimas oportunidades de mediação entre o prazer e o conhecimento. Aprender se divertindo oportuniza melhores resultados, pois é criado um entusiasmo para saber a respeito do conteúdo que está sendo trabalhado”, enfatiza a coordenadora pedagógica da escola, Angela Alves Martins.

O estudante Cleverson dos Santos comenta que adorou a atividade e que todos do grupo dele se dedicaram durante a produção. E a colega de classe, Ktlelen Nicolly da Costa completa “jogar com os amigos é muito bom! Ler as reportagens sem nem perceber que era uma proposta didática, foi melhor ainda.”

“Os resultados foram muito satisfatórios, pois se despertou o interesse pela leitura e interpretação textual. Quanto às reportagens, as crianças puderam avaliar se os fatos eram positivos ou negativos, o que fez toda diferença ao correr do jogo. Eu acredito, sim, que brincando os alunos aprendem e assimilam melhor. Além de ser prazeroso”, destaca a professora Célia.

 

 

FAÇA VOCÊ TAMBÉM

Olha que bacana o tabuleiro que foi confeccionado para a brincadeira. Utilizando apenas cartolina, canetão, jornal, dado e pinos (para identificar os jogadores), os alunos têm uma aula bem mais divertida e cheia de aprendizado!

Imagem - Box

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