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Nota do Ideb é tema de atividade escolar

A divulgação do último resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) gerou repercussão dentro dos espaços escolares. Para que os alunos conhecessem sobre o assunto, a professora Iara Maria Pretti Elpidio que leciona na Escola Municipal São Jorge, em São Jorge do Ivaí, desenvolveu uma série de atividades focadas na valorização do estudante e no quanto ele é fundamental na evolução do processo de ensino-aprendizagem da instituição. São Jorge 01A partir da matéria do Diário com a manchete “Ideb sobe na Amusep e 19 das 30 cidades atingem meta”, Iara iniciou as produções. “Tive como objetivo solicitar a leitura e a interpretação da notícia para que o aluno despertasse o senso crítico, e assim, realizasse a produção de um texto opinativo”, diz. “Eu nunca tinha ouvido falar sobre esse índice e fiquei surpresa com algumas notas tão baixas”, diz a aluna, Maria Fernanda Barbosa. Ainda sobre o texto jornalístico, a professora realizou um debate em sala sobre questões relacionadas ao dia-a-dia escolar, com ênfase na situação da educação, os pontos positivos e negativos do processo de ensino, como é o apoio da família na aprendizagem e o que pode ser melhorado na instituição. “Os questionamentos foram estendidos aos familiares e responsáveis pelas crianças, diretores, coordenadores e professores, para que todos pudessem opinar sobre a educação, de um modo geral”, conta Iara. Para auxiliar a atividade, a professora usou o artigo de opinião da colunista do Diário, Lu Oliveira, sobre notas vermelhas e contou com a ajuda da diretora Sueli Sisti Crubelati para falar com os alunos sobre o tema em estudo. “Nós temos uma escola bem estruturada, com professores capacitados, mas percebemos que uma grande parte dos alunos precisa melhorar e se esforçar em busca do conhecimento, pois esse desinteresse pelos estudos vai aparecer lá na frente, quando adultos, prejudicando-os na escolha profissional.” Foto AbreDepois do levantamento dos resultados obtidos com o questionário, a turma se uniu para a produção de um texto coletivo e todas as opiniões adquiridas foram reescritas em forma de depoimentos para serem expostas no mural da escola. “Esta atividade proporcionou conscientização nos estudantes sobre a importância dos dados do Ideb e da real situação da educação em nosso país. O trabalho foi muito relevante, pois a classe precisou se tornar uma grande equipe para conseguirmos bons resultados”, enfatiza Iara. “A escola vai bem e nos oferece os recursos que precisamos. Devemos valorizar as pessoas que colaboram para termos uma boa formação. A maioria dos alunos não estudam, pois veem como obrigação simplesmente para passar de ano, mas percebi que as famílias se preocupam com a educação e colaboram na vida escolar de seus filhos, o que é muito bom”, ressalta a aluna, Hanna Pereira Ferreria. “É preciso que os alunos aprendam a estudar para adquirir conhecimentos, tornarem-se cidadãos críticos, e não apenas para cumprir metas pré-estabelecidas e atingir notas, representando apenas um número entre tantos. Precisamos formar cidadãos que façam diferença na sociedade”, conclui a professora.

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Alunos escrevem carta para Caixa Postal do Diário

Você já observou que em jornais e revistas há um espaço reservado para que a opinião dos leitores seja publicada? No Diário do Norte do Paraná esta coluna é chamada de Caixa Postal, uma parte do impresso na qual as pessoas podem mostrar opiniões e sugestões, debater os argumentos levantados nos artigos e fazer críticas. Alguns ainda apresentam perguntas, reflexões e elogios. Com o objetivo de ouvir os alunos das Escolas Municipais Tancredo Neves e Padre Mateus Elias, de Doutor Camargo, a equipe do Diário na Escola desenvolveu a oficina “Escrevendo para o jornal” e, assim, as crianças discutiram e produziram cartas para a Caixa Postal do Diário. “Gosto da página do impresso referente à carta ao leitor, pois além de incentivar a leitura e a escrita mostra a função em se escrever à redação do jornal. Desta forma, propicia aos alunos o contato com fatos recentes e ainda a oportunidade de se expressar sobre diversos assuntos”, destaca a diretora da escola Padre Mateus, Sidineia Aparecida Guiraldi Rocha. Foto Abre 01O Diário publicou uma enquete sobre a estudante do Alabama (EUA) que foi mandada de volta para casa no primeiro dia de aula por causa dos cabelos vermelhos da jovem. Este assunto causou fervor nas crianças da escola Tancredo Neves.  “A atitude foi completamente errada, a cor do cabelo não interfere na sabedoria da pessoa”, enfatiza a aluna Raissa Izabelly Mori. E a colega Iasmin Lopes Pardo acrescenta, “para mim, este é um exemplo de bullying.” Já na escola Padre Mateus o que despertou o interesse dos alunos e se tornou tema de debate foi a manchete “Operação prende 11 com material pornográfico”, notícia que apresentou informações sobre casos de pedofilia online. “Eu tenho perfil nas redes sociais e não imaginava que poderia estar correndo tantos riscos, esta matéria do Diário me abriu os olhos”, ressalta a aluna Ana Julia Vicentini Maniezo. A amiga Beatriz Geraldo Pazenatto aconselha, “não podemos conversar e muito menos marcar encontro com desconhecidos da web. É importante, também, avisar os pais onde e com quem estamos quando saímos de casa sozinha.” Nas duas instituições de ensino de Doutor Camargo em que se desenvolveu a atividade, o trabalho foi finalizado com a produção de uma carta coletiva para a Caixa Postal do jornal O Diário que está publicada na edição de hoje, página A2. “Esta oficina foi excelente não só para o conhecimento do estudante, mas para o educador também. Aprendi como explorar textos curtos publicados no impresso. Com temas que são parte do universo das crianças, elas conseguiram participar da aula e entender conteúdos de relevância social. Com certeza o trabalho iniciado hoje ainda renderá outros resultados positivos”, conclui a professora da escola Tancredo Neves, Rosângela da Silva Oliveira.

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40 anos do Diário enriquecem bibliotecas escolares

Fruto do trabalho de pesquisa nos acervos da empresa, o livro “O Diário – A história contada por quem faz história” apresenta um recorte dos principais fatos noticiados nos últimos 40 anos. O jornalista e autor da obra, Edivaldo Magro passou dias imerso no acervo do próprio jornal, folheando centenas de edições. “Corri os olhos por mais de 15 mil páginas recolhendo os assuntos que, na minha percepção, tinham relevância histórica – para o jornal e o leitor. Organizá-los para uma melhor compreensão também foi desafiador”, conta Edivaldo.

SARANDI. Loiva Lopes entrega exemplares do livro do Diário para a secretária da educação do município, Adriana Palmieri. As obras serão destinas às bibliotecas das escolas.

SARANDI. Loiva Lopes entrega exemplares do livro do Diário para a secretária da educação do município, Adriana Palmieri. As obras serão destinas às bibliotecas das escolas.

Todas as instituições de ensino participantes do Diário na Escola serão contempladas com edições do livro. “O material será uma fonte de pesquisa muito interessante para os estudantes, além de contar a história de 40 anos do jornal O Diário, traz uma compilação dos eventos noticiosos que receberam cobertura nacional. Até o fim deste ano pretendemos entregar um exemplar para cada biblioteca das escolas parceiras do Programa”, destaca a coordenadora do Diário na Escola, Loiva Lopes.

O autor da obra esclarece que as informações, sem dúvida, podem ser um importante instrumento pedagógico. “A história é um tema de relevância e quando explorado adequadamente, se transforma num recurso didático muito eficiente para capturar a atenção dos alunos.”

“O livro vai auxiliar o trabalho do professor, pois apresenta textos com diversidade de gêneros. Quando se usa um material novo em classe, o estudante tem maior interesse pela atividade, algo que gera bons resultados”, comenta a coordenadora pedagógica Raquel dos Santos.

“A informação é sempre um instrumento de evolução. Não importa sua plataforma: virtual, eletrônica ou impressa. Quando se trata de crianças, o conhecimento deve ser servido como gênero de primeira necessidade – e de forma sempre abundante. Nesse contexto, o livro dos 40 anos do Diário sem dúvida é uma grande fonte de informação e conhecimento. A abordagem de temas relevantes das últimas quatro décadas é um recurso facilitador para o uso do conteúdo em sala de aula”, enfatiza o presidente do Grupo O Diário, Sr. Franklin Vieira da Silva.

A aluna Amandda Soares está curiosa para ler a obra. “Quando visitei a sede do Diário conheci alguns dos primeiros exemplares impressos, mas agora vou poder acompanhar não só a evolução do formato das páginas como também das notícias.”

Edivaldo conta que o trabalho foi mais prazeroso que exaustivo. “Reafirmou em mim a convicção de que o jornalista é um historiador do seu tempo e, diante de uma notícia, deve tratá-la como tal, claro, mas igualmente ter em perspectiva que aquele acontecimento vai se tornar um fato com relevo histórico, que pode servir no futuro como fonte importante de consulta”, conclui.

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Horóscopo Escolar

10592337_10202293701496338_933818691_nO horóscopo é uma tradição que crê na relação entre os corpos celestes e a data de nascimento das pessoas. Independente de se acreditar ou não nas previsões, este gênero textual cotidiano está presente na sociedade. Dentro do Caderno de Cultura do Diário é possível ter acesso às previsões de cada signo, e quando se discute sobre entretenimento no jornal, esta é uma das páginas do impresso mais visitadas pelos estudantes.

“Eles gostam de ler o horóscopo porque são frases curtas e também pela forma com que é escrito, pois sugere para os adolescentes algo novo a ser feito ou evitado a cada dia. Na idade deles, quando o futuro ainda é incerto, uma voz de comando é sempre ouvida”, conta a bibliotecária Priscilla Kelly Bressan.

Ao perceber o interesse por este tipo de texto, a professora Margareth Grow que leciona no Colégio Estadual Alberto Jackson Byington Júnior, em Maringá, propôs aos alunos a elaboração de um horóscopo que apresentasse previsões positivas e negativas do que pode acontecer no espaço escolar.

“Escolhi trabalhar com o horóscopo, principalmente, por serem textos de fácil compreensão para meus alunos do 6º ano. Esse gênero tem riqueza gramatical, e meu foco era identificar adjetivos e verbos no imperativo, algo que é característico das previsões”, destaca a professora.

A aluna Indianara Cristina Santos conta que aprendeu muito com a atividade. “Escrevi como cada signo – neste caso, aluno – deve usar a escola de forma positiva. Pude colocar no papel como o estudante deve se comportar, aconselhei sobre drogas e o respeito aos colegas, por exemplo.”

“No geral a proposta foi fácil, pois eu, particularmente, acredito que as previsões de horóscopo são inventadas por alguém, então usei a criatividade e inventei algumas dicas também”, brinca o aluno Samuel Martins Oliveira da Silva.

O estudante Maicon de Oliveira Januario ressalta que mesmo parte das pessoas não acreditando no conteúdo que estes textos apresentam, ele acha legal a leitura e confessa que começar o dia usando uma roupa com a cor ideal para o seu signo, pode dar sorte sim.

“O resultado da atividade foi excelente. Percebi que os alunos usaram como base o horóscopo publicado no Diário para conhecer a estrutura do gênero e desenvolver uma proposta de qualidade”, enfatiza Margareth.

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Meios de comunicação em pauta

A comunicação é um marco histórico que revolucionou o mundo, desde a era primata até os dias atuais. A tecnologia avança a passos largos, e a comunicação contribui para isso na medida em que o tempo passa.

As primeiras formas de se comunicar foram através dos símbolos e dos sinais, seguidos pelo desenvolvimento da fala, e por fim, o da escrita.

Para introduzir os estudos com o jornal O Diário, a professora Luciana D’Agostini, que leciona na Escola Estadual Presidente Arthur da Costa e Silva, de Floresta, fez um resgate histórico sobre a evolução da comunicação.

“Começamos o trabalho na sala de informática com pesquisas sobre os primeiros sinais de fala e escrita, e o surgimento dos meios de conversa à distância, como as cartas e os telégrafos. Foi interessante porque utilizamos a tecnologia dos computadores e da internet para fazermos uma busca ao passado. Com isso, a atividade ficou mais interativa e conseguimos ir além do conteúdo do livro didático”, conta Luciana.

DSCF5463A professora também instigou os estudantes a buscarem informações sobre como foi criado o jornal impresso e as batalhas para se conquistar a liberdade de imprensa. “Com este incentivo, quando eles tiveram acesso ao material, já sabiam todos os avanços que foram necessários para chegarmos ao modelo de exemplares que temos hoje”, comenta.

“Tem sido muito bom trabalhar com o jornal, para mim, é uma novidade. O Diário apresenta notícias da cidade que eu moro, coisa que é difícil ver na televisão, por exemplo. Além do mais, o impresso tem diversidade de textos e opções de entretenimento”, destaca o aluno Fernando José Humenchuck.

Luciana relata que, no geral, as crianças preferem ver as notícias do Diário a de outros veículos de comunicação. “Eles contam que no jornal se você não entende o fato, pode voltar à página e ler novamente, e também que as matérias são ricas em detalhes, o que facilita a compreensão.”

Depois de toda a teoria pesquisada os estudantes realizaram uma produção textual relacionando a importância da comunicação na vida das pessoas atualmente. “A imprensa apresenta diferentes conteúdos, todos os dias, com isso o ser humano acaba se deixando alienar por fatos nem sempre verídicos. Eu costumo ser diferente, quando descubro algo novo vou à busca de outras fontes de informação, como a TV, o rádio, as revistas, para realmente confirmar se aquilo é verdadeiro ou não”, enfatiza o aluno Lucas Lobo Zamboti.

“Sou apaixonada pela educação e leitura para mim é prioridade. O Diário enriquece o trabalho em sala de aula, e em pouco tempo já percebemos os resultados. Com a participação no Programa nossos professores estão conseguindo trabalhar a interdisciplinaridade e aliar as notícias do impresso aos conteúdos do livro didático”, ressalta a diretora da Escola, Vera Lúcia Cavalli Ramos.

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A vitrine do impresso

Na prática do ensino os professores buscam inúmeras formas e técnicas de trabalhar os conteúdos, com a finalidade de facilitar o conhecimento para o aluno. Geralmente, durante as atividades desenvolvidas em sala de aula, o professor utiliza revistas, gibis, panfletos, e cada vez mais, os jornais.

De costume, nos primeiros contatos com o material, os estudantes são motivados a folear os exemplares e descobrir os diferentes textos que podem ser encontrados: artigos, crônicas, charges, reportagens e outros.

Assim como o lide da notícia – primeiro parágrafo de um texto – tem o poder de seduzir ou afastar o leitor, a capa do jornal vive o mesmo dilema. A primeira página do impresso pode fazer com que você “consuma” aquele veículo ou que opte por outro, mais atrativo, mais criativo, com uma manchete mais quente ou relevante.

Pensando nisso, a professora Josilene Ghiraldi Corona, do Colégio Estadual Neide Bertasso Beraldo, de Paiçandu, realizou com seus alunos do Programa Mais Educação uma atividade para apresentar os elementos que compõem a capa do jornal O Diário do Norte do Paraná.

“Durante a aula identificamos quais informações fazem parte do cabeçalho, manchetes, textos chamada, fotos, legendas, publicidade e todos os outros itens que constroem a primeira página do impresso”, conta Josilene.

Para que outros estudantes do Neide Bertasso pudessem ter acesso a este conteúdo foi preparado um cartaz para ser exposto no pátio da instituição. “Desta forma, funcionários e alunos conseguiram adquirir novas informações sobre o jornal. O que facilita no momento da leitura”, destaca a pedagoga Juliana dos Santos.

A aluna Camila Silva comenta que a oportunidade de realizar atividades utilizando o impresso é única. “Nas aulas descobri a importância do jornal na minha vida e na da sociedade, com o conhecimento das notícias me torno não só leitor, como também um cidadão informado.”

Josilene destaca que os exemplares do Diário tornaram as aulas mais prazerosas. “Por ser um material novo, diferente do que eles costumam ter acesso, os estudantes se sentem interessados pela leitura e pelas produções textuais.”

JORNAL MURAL. Exposição estende conhecimento a todos que circulam pelo colégio.

JORNAL MURAL. Exposição estende conhecimento a todos que circulam pelo colégio.

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Entrevista: professora escreve livro sobre a síndrome de Burnout

  1. SoraiaO DIÁRIO NA ESCOLA: De onde surgiu o interesse pela pesquisa sobre o mal-estar docente?

Soraia Nunes Marques: Grande parte deste trabalho teve origem na disciplina de Prática de Ensino, do curso de Pedagogia, durante a fase de estágio nas escolas. Durante as minhas observações um fato me chamou a atenção. Percebi em alguns professores certa apatia em relação ao fazer pedagógico. Entravam na sala de aula, aplicavam a atividade e se afastavam apressados, como se quisessem fugir dali. Este tipo de atitude me incomodou e me fez perguntar se a vida profissional que eu aspirava, seria “aquilo” que eu estava presenciando.

  1. A sua pesquisa resultou na produção de um livro. Quais os principais aspectos abordados na obra?

R: Na primeira seção é possível ver uma retomada histórica sobre o conceito de felicidade, desde a antiguidade até os dias atuais. No capítulo seguinte há uma discussão sobre o dia-a-dia do professor focalizando a síndrome de Burnout como expressão do mal-estar docente. Em seguida, comento sobre a relação entre a saúde do educador e suas emoções. Por último, procuro definir conceitos e propor ao docente a posse do conhecimento para que possa ter uma visão crítica e reflexiva de si mesmo e do mundo em que vive. Destacando que a alegria no trabalho não é dádiva dos céus, esta exige esforço, coragem e dedicação.

  1. Nas palestras que realizou sobre o tema de seu livro, como foi a participação dos professores?

R: Costumo questioná-los se são felizes, neste momento eles respondem que como pessoas, o são, mas como professores não têm condições de o serem. É como se fossem duas vidas e uma não tivesse conexão com a outra. Pessoas fragmentadas, numa sociedade dividida, profissionais que durante a formação aprenderam conteúdos incomunicáveis apresentados por professores especialistas. Estes fatores me inspiram a continuar meu trabalho, na esperança de que com educadores mais satisfeitos, menos frustrados e mais respeitados, sintam-se felizes.

  1. O que mais tem afligido os profissionais da educação atualmente?

R: Os métodos de ensino têm passado por sucessivas mudanças, tanto técnicas como estruturais. Muitos são os “pacotes” recebidos de cima, mas maiores ainda são as dúvidas dos docentes frente às chamadas “inovações”. Na cobrança para a utilização da nova proposta urgente, o que resta é ensinar do jeito que se entendeu, do jeito que der. O professor se depara também com a necessidade de desempenhar vários papéis, muitas vezes contraditórios, pois ao mesmo tempo em que se exige dele a estimulação da autonomia do aluno, pede-se que se acomode às regras do grupo e da instituição. Há pressões de todos os lados que podem suscitar efeitos colaterais, não anunciados nos contratos de trabalho.

  1. A indisciplina dos alunos pode ser responsável pelos vários casos de professores constatados com a síndrome de Burnout?

R: Com certeza. A falta de comportamento do estudante em sala de aula resulta em um educador sobrecarregado, exausto, estressado que acaba dando aulas cansativas e antiquadas, gerando alunos desmotivados, desinteressados e por consequência, ainda mais indisciplinados. A união desses fatores tem diminuído a capacidade de tolerância e o autocontrole do docente, e assim, surgem conflitos na relação professor-aluno. Com a falta de ordem cada vez mais presente na vida escolar, e os educadores não sabendo lidar com ela, assim como também não sabem lidar com o Burnout, o que resta é um problema universal.

  1. Como os educadores percebem que estão sofrendo de Burnout?

R: O diagnóstico da síndrome é muito difícil, pois ainda não se tem instrumentos válidos e postos à disposição da comunidade médica. Muitas vezes a pessoa pode ser acometida da doença e não apresentar os sintomas do Burnout. Parte dos professores são afastados do trabalho e os fatores geralmente alegados são o estresse e a depressão. Psiquiatras afirmam que hoje a doença já atinge de 30 a 40% da categoria. Muitos são os profissionais que estão adoecendo e ainda estamos longe de saber exatamente como lidar com isso.

  1. Ao seu ver, como deveria ser o “ensinar” dentro das escolas?

R: Ensinar é um ato criador, um ato crítico e não mecânico. A curiosidade do professor e dos alunos, em ação, se encontra na base do ensinar-aprender. Esta proposta requer incentivo por parte do educador, pois o convida a sair da visão limitada. Requer disposição para ser agente transformador de uma sociedade. Requer, também, que o professor realize este ensinar satisfatoriamente e não apenas reproduza o ensino por meio de conteúdos incomunicáveis.

  1. Qual a sua esperança para o futuro da educação no Brasil?

R: Somos sempre movidos pela esperança. Prefiro acreditar que a atual situação de desânimo e mal-estar docente não é o fim. Pelo contrário, é um recomeço, uma possibilidade de olhar por outro ângulo e enxergar saídas. Pensar em transformar uma realidade que avalio como injusta e perversa, e fazer com que esse pensamento ilumine a prática. Infelizmente, nos últimos tempos, a cultura parece algo abstrato e distante demais. Prova disso são os intermináveis cursos de capacitação, nos quais muitos professores vão apenas para assinar a lista de presença e cochilar nas cadeiras. Esta realidade precisa ser mudada, urgente.

 

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O mal-estar docente

Muitos educadores têm adoecido devido a fatores relacionados à profissão. Nas escolas é possível ver uma mistura de indisciplina, desmotivação e aulas cansativas. Diante desta realidade, a professora e escritora Soraia Nunes Marques sentiu a necessidade de buscar informações para tentar mudar essa situação. O final da pesquisa resultou na produção do livro “Formação de professores felizes: evitando a síndrome de Burnout”. Na obra a autora busca respostas, na própria pedagogia, para diminuir os efeitos dos problemas capazes de abalar a saúde do professor.

livro Soraia

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O jornal impresso como recurso pedagógico

SAM_2759Alunos do quinto ano da Escola Municipal Messias Ferreira Barbosa, de Floresta, tiveram uma manhã diferente. Além da aula da professora Adriana Xavier também receberam a equipe do Diário na Escola para desenvolver atividades com o jornal impresso. “Nosso objetivo é compartilhar experiências e conhecer o público que atendemos. Estar perto de estudantes e professores integra as propostas do Programa. A cada visita, percebemos o quanto o jornal pode contribuir no trabalho pedagógico”, destaca a coordenadora do Diário na Escola, Loiva Lopes.

Entre os desafios das propostas aplicadas, os alunos vivenciaram na prática um pouco da rotina de um repórter. As crianças receberam um questionário com as perguntas que deveriam ser feitas ao entrevistado e, em seguida, buscaram um colega para realizar a dinâmica. “Gostei da experiência. Nunca tinha pensado em seguir carreira nesta área, mas percebi que é uma profissão que combina comigo. Agora estou ansiosa para chegar em casa e entrevistar meus pais”, conta a aluna Tayná Cristina Tavares.

Os estudantes foram informados sobre quais são as perguntas-chave para a produção da notícia: O quê? Quando? Onde? Como? Quem? Por quê? Conhecidas também como lide. A partir disso realizaram a leitura do Diário e identificaram dentro das matérias em qual parte do texto estavam as respostas para as questões acima.

“Esta foi a tarefa mais difícil. Percebi que preciso ler com mais atenção, porque depois que consegui encontrar o lide ficou mais simples entender a notícia”, comenta o aluno Bryan Furlan Franklin Trentini.

A professora ressalta que desde o início dos trabalhos com o jornal houve grande interesse por parte dos estudantes. “A oportunidade de conhecer algo novo os encantou, entre a turma toda apenas uma aluna recebe o jornal em casa. Com isso percebo vontade em desenvolver as propostas didáticas, e uma melhora nos resultados em sala devido à intimidade que estão criando com o material.”

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Uma nova descoberta

IMG_2700Ansiosos, parte dos alunos do 5º ano da Escola Municipal Nilo Peçanha de Marialva, desfrutaram do primeiro contato com jornal. Algo que para muitos é uma experiência comum e diária, para aquelas crianças foi o momento de se encantarem com a quantidade de textos e imagens, além do instigante desafio de manusear as folhas do impresso sem se perder pelos cadernos de notícias.

“Um pouco maior do que os outros materiais que costumo usar em sala, o jornal ocupou todo o espaço da minha mesa. Confesso que não sabia por onde começar a leitura estava com uma mistura de sentimentos dentro de mim, mas logo a curiosidade me venceu e comecei a folhear e descobrir um monte de coisas novas”, conta a aluna Emilly Geovana Rodrigues Moraes.

Há mais de dez anos trabalhando com o Diário em sala de aula, a professora Sônia Rodrigues destaca que ao início de cada ano letivo as crianças já começam a cobrança pelas produções de atividades com o uso do impresso.

“Como no ano anterior eles viam que os alunos do 5º ano realizavam trabalhos com o Diário, este ano, desde os primeiros dias de aula eles já perguntavam quando voltariam as ações do Diário na Escola, porque agora é a vez deles participarem do Programa!”, ressalta Sônia.

Neste primeiro contato, os estudantes puderam bagunçar o jornal na busca daquilo que mais despertasse interesse e também conhecer cada página deste material que vai acompanha-los todas as semanas.

De imediato os meninos fizeram sua primeira parada no caderno de Esportes, já as meninas, correram para encontrar os resumos das novelas, e as previsões do horóscopo. Dentre a diversidade de conteúdos presentes no impresso, as crianças também descobriram que é possível se divertir. “Achei o máximo as palavras cruzadas, não sabia que no Diário também tinha, é um oportunidade que eu vou ter para me distrair e aprender ao mesmo tempo”, disse a aluna Nicole Silva Martins.

“Perceber esta motivação dos estudantes é gratificante para mim. Ter a oportunidade de trabalhar com um material diferente auxilia e facilita minhas funções como educadora. Além de proporcionar bons momentos com o jornal em sala, quero disponibilizar o impresso para levarem para casa, e quem sabe assim, terem momentos de leitura em família”, ressalva a professora.

Na etapa de leitura livre, a crônica da Lu Oliveira, na coluna Francamente, chamou a atenção da aluna Daiane da Silva Teixeira. “A escritora conta sobre a desagradável experiência de ter sido picada pelo mosquito transmissor da Dengue, algo que parece tão distante da gente, mas parando para pensar, pode acontecer com qualquer um de nós, por isso a prevenção é tão importante”, fala.

Com o comentário de Daiane, a turma toda passou a discutir sobre o assunto. Atenta, a professora aproveitou a oportunidade para conscientizá-los sobre a doença. A aula ficou ainda mais dinâmica com a visita da gerente de endemias do município, Maria Tereza Severino que falou sobre como prevenir a proliferação do Aedes Aegypti.

“A partir desta notícia do jornal, e também com o enfoque que a mídia tem feito no assunto, a minha próxima atividade com as crianças será leva-las a campo. Vamos sair pelas ruas em volta da escola, com luvas e sacos plásticos para recolher todo o lixo que estiver espalhado nas valetas, calçadas e terrenos baldios”, comenta Sônia.

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Projetos escolares: Motivação para o aprendizado

A equipe pedagógica da Escola Municipal Jardim Primavera, de Santa Fé, desenvolveu diversas propostas durante o ano com o objetivo de capacitar os alunos de uma forma dinâmica e ainda envolver os familiares nas ações realizadas.

DSC05758A iniciativa “Viajando na Sacola Mágica da Leitura” possibilita aos estudantes levarem para casa livros de histórias infantis de acordo com sua faixa etária para ser lido com seus pais. Após o retorno à sala de aula o aluno compartilha a experiência contando sobre o que mais gostou na leitura com os colegas e professora.

“Nosso objetivo é que o estudante goste de ler e consiga transmitir ao outro o conhecimento. Assim, o livro se torna dimensão de prazer e alegria fazendo o aluno perceber que a leitura é uma viagem maravilhosa, e não apenas mais uma das atividades escolares”, destaca a supervisora, Cássia Gasparetto Zancan.

A estudante do 4º ano, Maria Bianca Moreira Rosa lembra que todos devem ter responsabilidade em devolver a Sacola no prazo estipulado para que ninguém perca a oportunidade de ler as obras.

“O projeto de leitura tem sido excelente! Os meus alunos ficam ansiosos para chegar o dia de levar as obras para casa, pois quando a criança retorna para a escola após a leitura em família e realizamos um bate-papo sobre os livros preferidos aumenta a curiosidade dos outros estudantes”, enfatiza a professora Genilza Favato Ita.

Sandra de Oliveira é mãe da aluna Ana Isabelli, do 5º ano, e aprova a iniciativa da leitura familiar. “Ajuda as crianças no incentivo ao aprendizado e também aproxima os pais das atividades escolares”.

DSC05112Outro projeto que tem movimentado a Jardim Primavera é o “Pais Presentes, Filhos Contentes” no qual os responsáveis pelos alunos são convidados a participarem de atividades culturais, pedagógicas e de conscientização aproximando família e instituição de ensino. Desta forma, é criado um elo de confiança que reflete no desenvolvimento intelectual e emocional do estudante.

“Nós, pais da aluna Gabriela do 3º ano gostamos muito desta ação. Nossa filha está motivada em realizar as propostas escolares e isso refletiu em crescimento no rendimento em sala de aula”, comemoram Cirlene Eugênio da Silva e Giovani Chicarolli Gandolfo.

Neste ano os temas trabalhados no projeto foram condizentes com cada ano escolar. 1° ano: Brinquedos e Brincadeiras; 2° ano: Folclore Brasileiro; 3° ano: Monteiro Lobato e o Dia do Livro; 4° ano: Meio Ambiente e 5° ano: A água como fonte de vida.

“Durante o desenvolvimento do “Pais Presentes Filhos Contentes” foi possível atrelar ao ensino atividades lúdicas e prazerosas nas quais nossos alunos puderam demonstrar seus talentos em danças, poesias e músicas”, ressaltam as professoras Darci Ogera , Maria da Glória Gomes e Andréia Cruz.

A diretoria da escola Jardim Primavera comemora a participação dos pais. “Em todas as apresentações os responsáveis estiveram presentes e ficaram entusiasmados com as produções de seus filhos”.

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Autores das melhores histórias em quadrinhos recebem prêmios

O tradicional Concurso do Gibi, promovido pelo Diário na Escola, finaliza sua 8ª edição. Na última terça-feira, alunos e professores finalistas da promoção cultural estiveram na sede do Grupo O Diário para a cerimônia de premiação.

“O Diário entende que os concursos culturais que realiza são importantes na descoberta de talentos, na motivação e inspiração dos participantes. Além de valorizar as melhores ideias”, destaca o diretor comercial, Cesar Carvalho.

O desafio do concurso é fazer com que a partir da leitura de uma notícia publicada em O Diário do Norte do Paraná, o aluno crie uma história em quadrinhos. E assim, estimular o desenvolvimento da leitura crítica em relação às matérias divulgadas no jornal.

“Relacionar a notícia com a HQ é uma estratégia bastante interessante de ensino, pois oportuniza a leitura e possibilita que o estudante desenvolva aspectos lúdicos, críticos, estéticos, entre outros que a produção do gênero mobiliza”, enfatiza a professora doutoranda, Adélli Bazza.

PREMIO GIBIS_RS31Para selecionar as melhores produções foram avaliados originalidade, ortografia, enredo e criatividade. A banca de jurados foi composta pela equipe do Diário na Escola, o diretor comercial do Grupo O Diário – Cesar Carvalho, o editor chefe do jornal – Walter Tele, o editor de cultura – Jary Mércio e pelas professoras que ministraram as capacitações sobre HQ aos educadores participantes do Programa – Adélli Bazza e Maísa Cardoso.

Foram cerca de 600 produções enviadas ao Programa para a escolha dos três vencedores na categoria escolas da rede municipal de Maringá; três ganhadores das escolas da região e um premiado na categoria escolas subsidiadas pela concessionária de rodovias, VIAPAR.

Receberam prêmios tanto o estudante, quanto o professor que o auxiliou na produção da história em quadrinhos. As principais temáticas abordadas foram: meio ambiente, segurança no trânsito e violência.

“Os finalistas mostraram estilo próprio, bom aprendizado quanto ao aspecto não verbal e desenharam em vários planos. Percebi também boas histórias focadas dentro do tema escolhido. Desta forma é possível perceber que o professor mediou o trabalho com o aluno sem interferir na criação pessoal, o que é fundamental”, ressalta a professora mestre, Maísa Cardoso.

A professora Kelen Cristina Mansanno conquistou a terceira colocação na categoria escolas de Maringá e comemorou junto com o aluno Diego dos Santos Chagas. “Eu segui a risca as orientações que recebi no curso de capacitação, foi como ter uma receita para a criação da HQ. Estou muito contente com a vitória do Diego, este reconhecimento valoriza o nosso trabalho”.

O primeiro lugar das escolas da região foi conquistado pela aluna de Doutor Camargo, Gabriela Fusco dos Santos. Surpresa com a colocação Gabriela não conteve as lágrimas no momento de receber o prêmio. “É uma mistura de ansiedade com alegria. Saber que estava na final já era uma notícia muito boa, mas ouvir que o melhor trabalho é o meu, gera uma felicidade inexplicável”, celebra a estudante.

A mãe de Gabriela, Maria Cristina Fusco conta que a filha é dedicada em tudo o que faz. “Ela esteve realmente empenhada no período de produção da historinha. Concursos como este incentivam as crianças a buscarem o sucesso. Desejo que a parceria entre o Diário e a escola municipal continue, para que assim como a Gabriela, mais alunos possam ser beneficiados”.

PREMIO GIBIS_RS25A APAE de Itambé participa do Diário na Escola por meio do subsídio oferecido pela VIAPAR e levou o prêmio da categoria. “O trabalho de criação de história e desenho com alunos especiais é sempre um grande desafio, mas isso não nos fez desistir. Com a dedicação dos professores e o empenho dos alunos saímos vitoriosos”, festeja a diretora, Leila de Sousa Peres.

João Pedro dos Santos é estudante da APAE e vencedor do concurso. Há três anos no Programa o trabalho que começou com atividades manuais hoje deu espaço a leitura e interpretação textual. “Receber o prêmio é uma superação para mim! Espero que minha conquista sirva como motivação para que outras pessoas com necessidades especiais se dediquem e ganhem espaço na sociedade”.

Antes de serem anunciados os vencedores, os professores comentaram que alguns alunos não estavam dormindo direito, tamanha a ansiedade pela espera do resultado. “Isso mostra o quanto ações como essas estimulam, não somente o aluno, mas também o professor”. É muito agradável ouvir o educador dizer aqui, que ser finalista do Concurso este ano é o reconhecimento do trabalho de um ano inteiro.

 

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Feira do livro movimenta escola

A participação dos alunos dos quintos anos no Programa O Diário na Escola, tem movimentado as ações de incentivo à leitura da equipe pedagógica da Escola Municipal São Jorge, de São Jorge do Ivaí. Motivados pelos resultados que a prática da leitura do jornal tem trazido para o ambiente escolar, os professores desenvolveram um projeto com o objetivo de alcançar todos os alunos da escola. Foi assim que nasceu a Feira do Livro.

Com obras a partir de R$ 0,70 centavos pais, alunos e a comunidade participaram do evento. Entre a diversidade de textos foi possível encontrar desde exemplares da literatura infantil até famosos best sellers.

IMG_0970“É gratificante ver o envolvimento dos alunos, o que está acontecendo hoje é o resultado de um ano de trabalho direcionado à leitura, aqui nós buscamos despertar o hábito de ler diariamente”, destaca a diretora Helia Mara Santinoni Preti.

O estudante Carlos Eduardo Lima dos Santos se animou com tantas opções e comprou sete livros. “Prefiro gastar meu dinheiro com estas obras do que com brinquedos, porque vou me divertir do mesmo jeito e ainda posso adquirir conhecimento”.

Valéria Novello é mãe de dois alunos da Escola São Jorge e marcou sua presença. “Ações como esta são muito importantes para aguçar o interesse da criança pela leitura. Eu vim conhecer e já comprei um livro de histórias infantis com espaço para pintura, assim meus filhos podem brincar enquanto lêem”.

Os alunos do 5º ano foram responsáveis pela venda das obras. Divididos em grupos eles auxiliavam os interessados na compra e em seguida os acompanhavam até o caixa que estava sob responsabilidade da diretora.

“Estou adorando participar, conversar com as pessoas, mostrar os exemplares e ter um dia diferente aqui na escola. Quando o movimento está fraco eu aproveito para ler alguns livros”, conta a estudante Ana Caroline Sartori.

A coordenadora pedagógica Roselene Zago auxiliou na organização e ficou feliz com o resultado. “A Feira superou nossas expectativas, alunos e professores do colégio estadual e da pré-escola do município também vieram prestigiar e elogiaram tudo o que viram”.

IMG_0979Os convidados também puderam assistir a uma dramatização da obra “História das Bruxas”. Caracterizada de bruxinha, a professora Janaina Rizzi encenou um dos capítulos do livro e encantou as crianças. “Busco mostrar a riqueza da literatura infantil, desenvolver o intelectual e a criatividade dos pequenos. Escolhi ser contadora de histórias porque vivenciei isso na minha infância e foi algo que sempre me chamou atenção”, ressalta.

A professora do 5º ano, Rosangela Oliveira desenvolveu com seus alunos uma pesquisa sobre a biografia dos principais autores da literatura infantil. “As crianças buscaram por textos e fotos, e o próximo passo foi usar a imaginação e reescrever as histórias lidas. Com o material pronto juntamos todas as atividades e montamos um livro caderno. O incentivo à leitura é um trabalho diário em minha sala”, enfatiza.

“Estou muito feliz com o desempenho da equipe da Escola São Jorge. O comprometimento dos gestores resulta em alunos interessados e com produções de qualidade. A Feira do Livro finaliza o ano escolar com sucesso!”, comemora a secretária de educação do município, Claudinéia Sossai Navarro.

Na ocasião foi realizada a premiação dos “Melhores Leitores” – aos vencedores foi entregue kits com material escolar.

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Jornada discute alfabetização

A coordenação do curso de pedagogia e a reitoria da Unicesumar realizaram, entre os dias seis e oito deste mês, uma jornada com o objetivo de proporcionar visão atualizada sobre a prática docente. O evento foi direcionado para estudantes e profissionais da área e buscou ampliar as possibilidades do planejamento do professor.

A temática “Alfabetização nos anos iniciais” foi uma preocupação que surgiu em reuniões com os educadores do curso de graduação. “Os resultados do último Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) foram baixos. Em uma estatística de zero a 10, o Brasil tem média quatro. É um dado alarmante e que precisa ser mudado”, destaca a coordenadora do curso de pedagogia e organizadora da jornada, Prof Doutora Rachel de Maya Brotherhood.

Na programação, palestras e oficinas foram oferecidas com o propósito de auxiliar os profissionais da educação a desenvolverem novas propostas didáticas. Entre os assuntos mais discutidos estavam: letramento, estratégias de leitura, desafios do curso de pedagogia e analfabetismo funcional.

ODIARIO_ESCOLA_CESUMAR_JPS (3)A pós-doutora Renata Junqueira de Souza – pesquisadora do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e professora da UNESP/ Presidente Prudente – ministrou a oficina Estratégias de Compreensão Leitora. “As crianças conseguem ler, mas não compreendem o que está escrito. Na oficina os participantes conhecem o passo a passo para despertar motivação e entendimento nos alunos”, conta.

A ministrante sugeriu atividades a serem realizadas com as crianças antes, durante e após a leitura. “Antes de ler devemos aguçar a curiosidade do aluno para que ele possa ativar o conhecimento, durante a contação da história chamar a atenção e permitir respostas pessoais é uma dica importante. E para finalizar, o ideal é que desenvolvam propostas em que possam refletir, analisar e sintetizar o que foi lido”, ressalta Renata.

Antonio Eduardo Gabriel é professor da Unicesumar e esteve presente todos os dias. “O evento é bastante interessante, pois apresenta novas técnicas e sugestões de propostas para serem aplicadas em sala. Tudo o que é repassado acrescenta a formação. A boa qualificação dos palestrantes e os conteúdos com diferentes tipos de abordagem me animaram”.

A estudante de pedagogia, Éli Cristina Mira de Souza está prestes a enfrentar o mercado de trabalho e conta que os conteúdos repassados são excelentes para dar segurança na hora de ir a pratica em sala. “Com tantas informações e atividades agora é o momento de buscar meu espaço dentro das escolas”.

Rachel de Maya comemora a realização do evento. “É sempre muito bom oferecer novos aprendizados. Espero que os profissionais da educação tenham saído com a consciência de que eles podem mudar a situação escolar desenvolvendo consciência crítica no aluno, e assim o educador passe a ser mais valorizado”.

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