leitura

Classificados em pauta

Quando alguém quer vender, comprar ou alugar algo, uma maneira bem simples de fazer isso é anunciando no jornal. Os classificados são caracterizados pelo número resumidos de linhas, falando de um produto ou serviço específico, de maneira breve e atrativa. As páginas repletas de ‘quadradinhos’ com letras pequenas muitas vezes são passadas despercebidas pelos alunos, mas a professora Berivalda de Jesus do Prado Sachi que leciona na Escola Municipal Antenor Balarotti, de Astorga, encontrou uma forma de tornar a leitura do Classidiário, mais dinâmica.

“O conteúdo desta editoria é de grande importância e faz parte da grade do ensino curricular. Por isso, ao invés de limitar o estudo ao livro didático aliei a proposta ao jornal, pois, assim, as crianças conheceram o gênero em seu suporte original e perceberam que entre aquela quantidade de pequenas palavras, há importantes informações”, destaca Berivalda.

Foto AbreNa discussão com os alunos sobre a funcionalidade dos classificados, a professora mencionou o processo de argumentação que é utilizado nesse tipo de texto, no qual há a intenção de persuadir o leitor. “Comecei o trabalho solicitando a leitura do Classidiário, para que cada estudante verificasse os detalhes que compõem o gênero em estudo”, conta.

Outra questão importante é o esclarecimento das abreviações, que tem por objetivo garantir agilidade na leitura e condensação de conteúdo, que em geral, conta com pouco espaço. Como exemplo: qtos (quartos); bwc (banheiro); pl (placa); pts (portas); dentre outras.

Berivalda comenta que os alunos ficaram eufóricos com tanta novidade que encontraram nos pequenos ‘quadrinhos’. Uma página que até então não recebia atenção nos momentos de leitura, tornou-se prazerosa.

Depois das crianças familiarizadas com o gênero, chegou o momento de produzir. Para confirmar o aprendizado, a professora solicitou que os estudantes criassem anúncios. Além da produção textual foi preciso escolher um bom produto para vender e, assim, tentar despertar a atenção do leitor.

“Foi uma aula bem divertida, aprendi sobre argumentos de vendas e tabela de preços. Gostei de saber que quando anunciamos algo em um classificado há resultados, pois existem muitas pessoas que compram o jornal interessadas nessa página, assim fica mais fácil vender ou alugar o que for preciso”, enfatiza a aluna Ana Luiza da Costa.

Assim que os textos ficaram prontos, Berivalda montou um cartaz semelhante à editoria do Classidiário. Os anúncios produzidos foram colados em uma cartolina para ficar em exposição nos corredores da escola e chamar a atenção de outros estudantes, e também leitores do Diário, sobre a importância desse gênero textual.

“Trabalhar com o jornal em sala de aula enriquece o meu planejamento pedagógico. A forma interdisciplinar de inseri-lo nas atividades favorece o aprendizado do aluno e proporciona momentos mais dinâmicos em classe. No estudo dos classificados, o entusiasmo da turma foi geral, pois descobriram que qualquer um pode anunciar algo no jornal, inclusive eles. Por fim, se conscientizaram da importância desse caderno dentro do Diário”, ressalta Berivalda.

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CLASSIFICADOS

Confira alguns dos anúncios produzidos pelos alunos da Escola Antenor Balarotti:

VENDE-SE

Dois carros Gol 1.0, ano 2007/2008. Fone: (44) 9918-86157. Preço de ocasião: R$ 25.000,00 cada. Vendo com urgência!

VENDE-SE

Tablet orange, internet 4GB, memória 1.0 GHZ. Android 4.2.2 digital, memória ran 512 mb. De R$ 300,00. Por apenas: R$ 280,00. Fone: 3234-11262

VENDE-SE

Celular rosa, Samsung galaxy S4. Tratar com Maria Eduarda na rua Santa Catarina, 163. Fone: 9966-10085. Valor: R$ 2.500,00

 

 

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Alunos trocam cartas para estudar o gênero

Foto AbreAs cartas são uma forma de produção textual existente desde que o homem necessitou de comunicação à distância ou mais precisamente, desde as inscrições rupestres, as quais eram produzidas em forma de símbolos. No entanto, com a evolução da informática hoje temos o e-mail, veículo de informação que transporta vários tipos de cartas a todo o momento em velocidades instantâneas. Com isso, é muito difícil encontrar pessoas que troquem correspondências escritas à mão.

Para estudar o gênero textual carta e oportunizar a experiência de se comunicar com pessoas de outra cidade através de um pedaço de papel, a professora Suelena Yoshie Giraldelli, que leciona na Escola Municipal Prof. Domingos Laudenir Vitorino, de Itambé, desenvolveu o projeto “Intercâmbio” com seus alunos do quinto ano.

Os funcionários dos Correios do município, Marina Abramoski Nogueira e André Luiz Lopes auxiliaram a professora durante o trabalho. Eles foram até a escola e explicaram às crianças como seria o projeto, qual a estrutura de uma carta e também os procedimentos para preencher um envelope. “É uma iniciativa da rede Correios estar dentro das escolas, a cada ano desenvolvemos algo diferente, para este momento aliamos nosso trabalho com o currículo escolar e os resultados foram excelentes”, comemora Marina.

“A maior alegria dos alunos, sem dúvidas, foi ir à sede dos Correios levar as correspondências para selar e serem enviadas ao destinatário. Afinal, é uma experiência que nunca tinham vivido antes. Algo tão simples e ao mesmo tempo, novo”, destaca a professora da turma.

O trabalho realizado durante cerca de 30 dias contou com a colaboração de estudantes de Ângulo, que após receberem as cartas dos colegas – ainda desconhecidos – de Itambé, também foram desafiados a responder as correspondências.

“Foram dias de ansiedade pela espera da carta da aluna de Ângulo, Emilly Taissa Silva. Eu nunca havia escrito e muito menos recebido algo dos Correios. Além de divertido, foi uma oportunidade para fazer novas amizades”, conta a aluna de Itambé, Ana Heloisa Beltram de Oliveira.

As professoras também entraram na brincadeira. “Me correspondi com a educadora Silvia Cavalari e fiquei na expectativa para conhece-la pessoalmente”, diz Suelena.

“As crianças falavam dos colegas do outro município, como se fossem amigos de longa data. Já sabiam o número de irmãos, qual o animal de estimação e outras informações pessoais”, enfatiza Marina Nogueira.

Depois das conversas escritas, alunos e professores tiveram a oportunidade de se encontrar. Os estudantes de Itambé foram até a escola de Ângulo para desvendar a curiosidade de saber com quem trocaram mensagens. No encontro, em um primeiro momento a timidez tomou conta das turmas, mas minutos depois as crianças já estavam lanchando juntas, brincando, e claro – em tempos de tecnologia – trocando números de celular para não perderem o contato.

Suelena aconselhou os alunos a não perderem o hábito da comunicação via carta e ressalta que, “a atividade ultrapassou os limites do estudo do gênero textual e oportunizou novas amizades. Foi um trabalho gratificante!”

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Notícias inspiram a criação de poemas

O Brasil vive um momento pós-eleições presidenciais no qual a sociedade divide opiniões sobre o futuro do país. Um assunto que não tem se restringido aos adultos. Atualmente, estudantes e ainda não eleitores também querem se expressar. É o que tem observado a professora Márcia Vinhadelli que leciona no Colégio Estadual Dr. Felipe Silveira Bittencourt, em Marialva, que para aproveitar esse momento desenvolveu uma série de atividades relacionando a grade do ensino curricular com fatos do cotidiano.

Um dos gêneros textuais que gera reflexão, ao ser lido ou escrito, é o poema. Nos versos encontramos palavras cheias de sentimentos e emoções que nos fazem pensar sobre determinado tema.

DSC02374Com o objetivo de tornar a aula de Língua Portuguesa mais interativa, Márcia aliou o estudo do gênero às notícias do jornal O Diário. “Uma boa forma que encontrei para os alunos estudarem a estrutura do texto foi relacionando o conteúdo aos problemas sociais vistos, diariamente”, conta.

Para a realização da proposta foram lidos diferentes exemplares do impresso. Em destaque estão as matérias sobre o nível de alfabetização dos presidiários, a qualidade do sistema de saúde brasileiro e o aumento nos casos de contaminação do vírus HIV. “Durante a leitura os alunos debateram sobre os temas, apontaram divergências de opiniões e refletiram sobre tudo o que estava sendo conversado”, comenta a professora.

Com bastante informação e também argumentos, os estudantes foram desafiados a escrever poemas a respeito das questões de cunho social identificadas nas páginas do Diário. Desta forma desenvolveram análise crítica dos assuntos lidos, interpretação oral, produção e estrutura do gênero em estudo.

“Conversamos sobre situações que envolvem além da região que moramos, como também todo o país, assim percebermos que as dificuldades enfrentadas são similares em diferentes regiões. Os poemas foram o fechamento de um trabalho de conscientização que estamos realizando há meses”, ressalta Márcia.

O aluno Vinícius de Souza enfatiza a importância da proposta. “Os problemas do dia-a-dia não podem se tornar rotina, devem ser debatidos a fim de encontramos soluções associando-os ao contexto histórico e político do país.”

 

PRODUÇÃO

Após o estudo do gênero e a leitura das notícias do Diário, a aluna Camila Brito de Souza escreveu um poema com base nos problemas sociais do Brasil.

 

Que país é esse?

 

Que país é esse?

Onde o futebol é o orgulho da nação

Enquanto saúde é deixada de lado

Sem atenção

 

Que país é esse?

Onde milhões de jovens morrem diariamente

Vítimas das drogas e da violência

Acabando também com a vida dos pais

 

Que país é esse?

Onde os professores ganham pouco

Para fazer muito

E os políticos ganham muito

Para fazer pouco

 

Que país é esse?

Onde os jovens matam e roubam

Mas na hora de pagar por seus atos

São tratados como crianças inocentes

E ficam livres para fazer tudo de novo

 

Que país é esse?

Onde ninguém respeita ninguém

Onde crimes acontecem todo dia

E ninguém está seguro

 

Que país é esse?

Onde as pessoas se acostumaram com essa vida

E não fazem nada para mudar

Esse é o país, BRASIL.

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Jornal fortalece processo de ensino

Uma notícia pode virar um resumo? Ou mesmo uma narrativa? A resposta é sim! As professoras, Martha Ribeiro Franchetti e Elizabete Ronca Bonesi que lecionam na Escola Municipal Vania Maria Simão, de Atalaia, diversificaram o estudo dos gêneros presentes no jornal e desafiaram seus alunos a transformarem uma das matérias publicadas no Diário em outro tipo textual.

Martha solicitou que a partir da leitura da notícia com a manchete “Adolescente de 16 anos está desaparecida há cinco dias em Londrina”, as crianças desenvolvessem a produção de um resumo. “Este é um tipo de texto abreviado e realizado a partir de outro, sempre com palavras ordenadas para que seja feita a compreensão mesmo sem o leitor ter tido acesso a versão original, neste caso, da notícia”, explica a professora.

Imagem 019Para isso os estudantes grifaram as principais informações da matéria, e deram início a atividade, escrevendo o que haviam lido com as suas próprias palavras. Lembrando de evitar a repetição de ideias e respeitando a sequência dos fatos. “Só me dei conta que tinha produzido um resumo, quando terminei o trabalho. Foi simples e divertido, pois além de me informar, ainda aprendi um novo tipo de texto”, conta a aluna, Ana Caroline da Silva Nascimento.

Elizabete Bonesi direcionou a produção para o gênero literário. Com a mesma notícia trabalhada por Martha, a professora pediu que seus alunos identificassem o narrador na matéria, tempo em que são vivenciadas as ações, espaço em que os fatos acontecem, o enredo da história e os personagens envolvidos. “A análise do jornal em sala possibilita o contato com diferentes textos e a ampliação de conhecimentos e produções didáticas”, destaca Elizabete.

Imagem 020“Escrever a notícia como se fosse uma narrativa foi muito interessante, pois me senti atraída pela leitura e ainda usei minha imaginação para idealizar o fato em meu raciocínio, para nós, crianças, tudo pode ser transformado em um ‘conto de fadas’”, ressalta a estudante, Lara Loise da Silva.

A coordenadora pedagógica, Lorena Yaél Languer enfatiza que o uso do jornal em sala de aula indica um novo contorno do pensar e agir com resultados muito positivos. “A ideia de manusear o impresso como instrumento pedagógico transforma-o em uma ferramenta prática para a motivação do saber”, diz.

PRODUÇÃO

Confira o resumo da notícia com a manchete “Adolescente de 16 anos está desaparecida há cinco dias em Londrina”, produzido pela aluna Ana Caroline, do 5º ano “A”.

Família procura adolescente de 16 anos que desapareceu na cidade de Londrina, no final da tarde da última quinta-feira. Sua mãe, Rosimeire está desesperada pelo sumiço da filha, Jennifer, que estava no Colégio Vicente Rijo. A adolescente foi vista pela última vez descendo do ônibus.

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Nota do Ideb é tema de atividade escolar

A divulgação do último resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) gerou repercussão dentro dos espaços escolares. Para que os alunos conhecessem sobre o assunto, a professora Iara Maria Pretti Elpidio que leciona na Escola Municipal São Jorge, em São Jorge do Ivaí, desenvolveu uma série de atividades focadas na valorização do estudante e no quanto ele é fundamental na evolução do processo de ensino-aprendizagem da instituição. São Jorge 01A partir da matéria do Diário com a manchete “Ideb sobe na Amusep e 19 das 30 cidades atingem meta”, Iara iniciou as produções. “Tive como objetivo solicitar a leitura e a interpretação da notícia para que o aluno despertasse o senso crítico, e assim, realizasse a produção de um texto opinativo”, diz. “Eu nunca tinha ouvido falar sobre esse índice e fiquei surpresa com algumas notas tão baixas”, diz a aluna, Maria Fernanda Barbosa. Ainda sobre o texto jornalístico, a professora realizou um debate em sala sobre questões relacionadas ao dia-a-dia escolar, com ênfase na situação da educação, os pontos positivos e negativos do processo de ensino, como é o apoio da família na aprendizagem e o que pode ser melhorado na instituição. “Os questionamentos foram estendidos aos familiares e responsáveis pelas crianças, diretores, coordenadores e professores, para que todos pudessem opinar sobre a educação, de um modo geral”, conta Iara. Para auxiliar a atividade, a professora usou o artigo de opinião da colunista do Diário, Lu Oliveira, sobre notas vermelhas e contou com a ajuda da diretora Sueli Sisti Crubelati para falar com os alunos sobre o tema em estudo. “Nós temos uma escola bem estruturada, com professores capacitados, mas percebemos que uma grande parte dos alunos precisa melhorar e se esforçar em busca do conhecimento, pois esse desinteresse pelos estudos vai aparecer lá na frente, quando adultos, prejudicando-os na escolha profissional.” Foto AbreDepois do levantamento dos resultados obtidos com o questionário, a turma se uniu para a produção de um texto coletivo e todas as opiniões adquiridas foram reescritas em forma de depoimentos para serem expostas no mural da escola. “Esta atividade proporcionou conscientização nos estudantes sobre a importância dos dados do Ideb e da real situação da educação em nosso país. O trabalho foi muito relevante, pois a classe precisou se tornar uma grande equipe para conseguirmos bons resultados”, enfatiza Iara. “A escola vai bem e nos oferece os recursos que precisamos. Devemos valorizar as pessoas que colaboram para termos uma boa formação. A maioria dos alunos não estudam, pois veem como obrigação simplesmente para passar de ano, mas percebi que as famílias se preocupam com a educação e colaboram na vida escolar de seus filhos, o que é muito bom”, ressalta a aluna, Hanna Pereira Ferreria. “É preciso que os alunos aprendam a estudar para adquirir conhecimentos, tornarem-se cidadãos críticos, e não apenas para cumprir metas pré-estabelecidas e atingir notas, representando apenas um número entre tantos. Precisamos formar cidadãos que façam diferença na sociedade”, conclui a professora.

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Alunos escrevem carta para Caixa Postal do Diário

Você já observou que em jornais e revistas há um espaço reservado para que a opinião dos leitores seja publicada? No Diário do Norte do Paraná esta coluna é chamada de Caixa Postal, uma parte do impresso na qual as pessoas podem mostrar opiniões e sugestões, debater os argumentos levantados nos artigos e fazer críticas. Alguns ainda apresentam perguntas, reflexões e elogios. Com o objetivo de ouvir os alunos das Escolas Municipais Tancredo Neves e Padre Mateus Elias, de Doutor Camargo, a equipe do Diário na Escola desenvolveu a oficina “Escrevendo para o jornal” e, assim, as crianças discutiram e produziram cartas para a Caixa Postal do Diário. “Gosto da página do impresso referente à carta ao leitor, pois além de incentivar a leitura e a escrita mostra a função em se escrever à redação do jornal. Desta forma, propicia aos alunos o contato com fatos recentes e ainda a oportunidade de se expressar sobre diversos assuntos”, destaca a diretora da escola Padre Mateus, Sidineia Aparecida Guiraldi Rocha. Foto Abre 01O Diário publicou uma enquete sobre a estudante do Alabama (EUA) que foi mandada de volta para casa no primeiro dia de aula por causa dos cabelos vermelhos da jovem. Este assunto causou fervor nas crianças da escola Tancredo Neves.  “A atitude foi completamente errada, a cor do cabelo não interfere na sabedoria da pessoa”, enfatiza a aluna Raissa Izabelly Mori. E a colega Iasmin Lopes Pardo acrescenta, “para mim, este é um exemplo de bullying.” Já na escola Padre Mateus o que despertou o interesse dos alunos e se tornou tema de debate foi a manchete “Operação prende 11 com material pornográfico”, notícia que apresentou informações sobre casos de pedofilia online. “Eu tenho perfil nas redes sociais e não imaginava que poderia estar correndo tantos riscos, esta matéria do Diário me abriu os olhos”, ressalta a aluna Ana Julia Vicentini Maniezo. A amiga Beatriz Geraldo Pazenatto aconselha, “não podemos conversar e muito menos marcar encontro com desconhecidos da web. É importante, também, avisar os pais onde e com quem estamos quando saímos de casa sozinha.” Nas duas instituições de ensino de Doutor Camargo em que se desenvolveu a atividade, o trabalho foi finalizado com a produção de uma carta coletiva para a Caixa Postal do jornal O Diário que está publicada na edição de hoje, página A2. “Esta oficina foi excelente não só para o conhecimento do estudante, mas para o educador também. Aprendi como explorar textos curtos publicados no impresso. Com temas que são parte do universo das crianças, elas conseguiram participar da aula e entender conteúdos de relevância social. Com certeza o trabalho iniciado hoje ainda renderá outros resultados positivos”, conclui a professora da escola Tancredo Neves, Rosângela da Silva Oliveira.

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40 anos do Diário enriquecem bibliotecas escolares

Fruto do trabalho de pesquisa nos acervos da empresa, o livro “O Diário – A história contada por quem faz história” apresenta um recorte dos principais fatos noticiados nos últimos 40 anos. O jornalista e autor da obra, Edivaldo Magro passou dias imerso no acervo do próprio jornal, folheando centenas de edições. “Corri os olhos por mais de 15 mil páginas recolhendo os assuntos que, na minha percepção, tinham relevância histórica – para o jornal e o leitor. Organizá-los para uma melhor compreensão também foi desafiador”, conta Edivaldo.

SARANDI. Loiva Lopes entrega exemplares do livro do Diário para a secretária da educação do município, Adriana Palmieri. As obras serão destinas às bibliotecas das escolas.

SARANDI. Loiva Lopes entrega exemplares do livro do Diário para a secretária da educação do município, Adriana Palmieri. As obras serão destinas às bibliotecas das escolas.

Todas as instituições de ensino participantes do Diário na Escola serão contempladas com edições do livro. “O material será uma fonte de pesquisa muito interessante para os estudantes, além de contar a história de 40 anos do jornal O Diário, traz uma compilação dos eventos noticiosos que receberam cobertura nacional. Até o fim deste ano pretendemos entregar um exemplar para cada biblioteca das escolas parceiras do Programa”, destaca a coordenadora do Diário na Escola, Loiva Lopes.

O autor da obra esclarece que as informações, sem dúvida, podem ser um importante instrumento pedagógico. “A história é um tema de relevância e quando explorado adequadamente, se transforma num recurso didático muito eficiente para capturar a atenção dos alunos.”

“O livro vai auxiliar o trabalho do professor, pois apresenta textos com diversidade de gêneros. Quando se usa um material novo em classe, o estudante tem maior interesse pela atividade, algo que gera bons resultados”, comenta a coordenadora pedagógica Raquel dos Santos.

“A informação é sempre um instrumento de evolução. Não importa sua plataforma: virtual, eletrônica ou impressa. Quando se trata de crianças, o conhecimento deve ser servido como gênero de primeira necessidade – e de forma sempre abundante. Nesse contexto, o livro dos 40 anos do Diário sem dúvida é uma grande fonte de informação e conhecimento. A abordagem de temas relevantes das últimas quatro décadas é um recurso facilitador para o uso do conteúdo em sala de aula”, enfatiza o presidente do Grupo O Diário, Sr. Franklin Vieira da Silva.

A aluna Amandda Soares está curiosa para ler a obra. “Quando visitei a sede do Diário conheci alguns dos primeiros exemplares impressos, mas agora vou poder acompanhar não só a evolução do formato das páginas como também das notícias.”

Edivaldo conta que o trabalho foi mais prazeroso que exaustivo. “Reafirmou em mim a convicção de que o jornalista é um historiador do seu tempo e, diante de uma notícia, deve tratá-la como tal, claro, mas igualmente ter em perspectiva que aquele acontecimento vai se tornar um fato com relevo histórico, que pode servir no futuro como fonte importante de consulta”, conclui.

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Horóscopo Escolar

10592337_10202293701496338_933818691_nO horóscopo é uma tradição que crê na relação entre os corpos celestes e a data de nascimento das pessoas. Independente de se acreditar ou não nas previsões, este gênero textual cotidiano está presente na sociedade. Dentro do Caderno de Cultura do Diário é possível ter acesso às previsões de cada signo, e quando se discute sobre entretenimento no jornal, esta é uma das páginas do impresso mais visitadas pelos estudantes.

“Eles gostam de ler o horóscopo porque são frases curtas e também pela forma com que é escrito, pois sugere para os adolescentes algo novo a ser feito ou evitado a cada dia. Na idade deles, quando o futuro ainda é incerto, uma voz de comando é sempre ouvida”, conta a bibliotecária Priscilla Kelly Bressan.

Ao perceber o interesse por este tipo de texto, a professora Margareth Grow que leciona no Colégio Estadual Alberto Jackson Byington Júnior, em Maringá, propôs aos alunos a elaboração de um horóscopo que apresentasse previsões positivas e negativas do que pode acontecer no espaço escolar.

“Escolhi trabalhar com o horóscopo, principalmente, por serem textos de fácil compreensão para meus alunos do 6º ano. Esse gênero tem riqueza gramatical, e meu foco era identificar adjetivos e verbos no imperativo, algo que é característico das previsões”, destaca a professora.

A aluna Indianara Cristina Santos conta que aprendeu muito com a atividade. “Escrevi como cada signo – neste caso, aluno – deve usar a escola de forma positiva. Pude colocar no papel como o estudante deve se comportar, aconselhei sobre drogas e o respeito aos colegas, por exemplo.”

“No geral a proposta foi fácil, pois eu, particularmente, acredito que as previsões de horóscopo são inventadas por alguém, então usei a criatividade e inventei algumas dicas também”, brinca o aluno Samuel Martins Oliveira da Silva.

O estudante Maicon de Oliveira Januario ressalta que mesmo parte das pessoas não acreditando no conteúdo que estes textos apresentam, ele acha legal a leitura e confessa que começar o dia usando uma roupa com a cor ideal para o seu signo, pode dar sorte sim.

“O resultado da atividade foi excelente. Percebi que os alunos usaram como base o horóscopo publicado no Diário para conhecer a estrutura do gênero e desenvolver uma proposta de qualidade”, enfatiza Margareth.

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Meios de comunicação em pauta

A comunicação é um marco histórico que revolucionou o mundo, desde a era primata até os dias atuais. A tecnologia avança a passos largos, e a comunicação contribui para isso na medida em que o tempo passa.

As primeiras formas de se comunicar foram através dos símbolos e dos sinais, seguidos pelo desenvolvimento da fala, e por fim, o da escrita.

Para introduzir os estudos com o jornal O Diário, a professora Luciana D’Agostini, que leciona na Escola Estadual Presidente Arthur da Costa e Silva, de Floresta, fez um resgate histórico sobre a evolução da comunicação.

“Começamos o trabalho na sala de informática com pesquisas sobre os primeiros sinais de fala e escrita, e o surgimento dos meios de conversa à distância, como as cartas e os telégrafos. Foi interessante porque utilizamos a tecnologia dos computadores e da internet para fazermos uma busca ao passado. Com isso, a atividade ficou mais interativa e conseguimos ir além do conteúdo do livro didático”, conta Luciana.

DSCF5463A professora também instigou os estudantes a buscarem informações sobre como foi criado o jornal impresso e as batalhas para se conquistar a liberdade de imprensa. “Com este incentivo, quando eles tiveram acesso ao material, já sabiam todos os avanços que foram necessários para chegarmos ao modelo de exemplares que temos hoje”, comenta.

“Tem sido muito bom trabalhar com o jornal, para mim, é uma novidade. O Diário apresenta notícias da cidade que eu moro, coisa que é difícil ver na televisão, por exemplo. Além do mais, o impresso tem diversidade de textos e opções de entretenimento”, destaca o aluno Fernando José Humenchuck.

Luciana relata que, no geral, as crianças preferem ver as notícias do Diário a de outros veículos de comunicação. “Eles contam que no jornal se você não entende o fato, pode voltar à página e ler novamente, e também que as matérias são ricas em detalhes, o que facilita a compreensão.”

Depois de toda a teoria pesquisada os estudantes realizaram uma produção textual relacionando a importância da comunicação na vida das pessoas atualmente. “A imprensa apresenta diferentes conteúdos, todos os dias, com isso o ser humano acaba se deixando alienar por fatos nem sempre verídicos. Eu costumo ser diferente, quando descubro algo novo vou à busca de outras fontes de informação, como a TV, o rádio, as revistas, para realmente confirmar se aquilo é verdadeiro ou não”, enfatiza o aluno Lucas Lobo Zamboti.

“Sou apaixonada pela educação e leitura para mim é prioridade. O Diário enriquece o trabalho em sala de aula, e em pouco tempo já percebemos os resultados. Com a participação no Programa nossos professores estão conseguindo trabalhar a interdisciplinaridade e aliar as notícias do impresso aos conteúdos do livro didático”, ressalta a diretora da Escola, Vera Lúcia Cavalli Ramos.

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A vitrine do impresso

Na prática do ensino os professores buscam inúmeras formas e técnicas de trabalhar os conteúdos, com a finalidade de facilitar o conhecimento para o aluno. Geralmente, durante as atividades desenvolvidas em sala de aula, o professor utiliza revistas, gibis, panfletos, e cada vez mais, os jornais.

De costume, nos primeiros contatos com o material, os estudantes são motivados a folear os exemplares e descobrir os diferentes textos que podem ser encontrados: artigos, crônicas, charges, reportagens e outros.

Assim como o lide da notícia – primeiro parágrafo de um texto – tem o poder de seduzir ou afastar o leitor, a capa do jornal vive o mesmo dilema. A primeira página do impresso pode fazer com que você “consuma” aquele veículo ou que opte por outro, mais atrativo, mais criativo, com uma manchete mais quente ou relevante.

Pensando nisso, a professora Josilene Ghiraldi Corona, do Colégio Estadual Neide Bertasso Beraldo, de Paiçandu, realizou com seus alunos do Programa Mais Educação uma atividade para apresentar os elementos que compõem a capa do jornal O Diário do Norte do Paraná.

“Durante a aula identificamos quais informações fazem parte do cabeçalho, manchetes, textos chamada, fotos, legendas, publicidade e todos os outros itens que constroem a primeira página do impresso”, conta Josilene.

Para que outros estudantes do Neide Bertasso pudessem ter acesso a este conteúdo foi preparado um cartaz para ser exposto no pátio da instituição. “Desta forma, funcionários e alunos conseguiram adquirir novas informações sobre o jornal. O que facilita no momento da leitura”, destaca a pedagoga Juliana dos Santos.

A aluna Camila Silva comenta que a oportunidade de realizar atividades utilizando o impresso é única. “Nas aulas descobri a importância do jornal na minha vida e na da sociedade, com o conhecimento das notícias me torno não só leitor, como também um cidadão informado.”

Josilene destaca que os exemplares do Diário tornaram as aulas mais prazerosas. “Por ser um material novo, diferente do que eles costumam ter acesso, os estudantes se sentem interessados pela leitura e pelas produções textuais.”

JORNAL MURAL. Exposição estende conhecimento a todos que circulam pelo colégio.

JORNAL MURAL. Exposição estende conhecimento a todos que circulam pelo colégio.

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Entrevista: professora escreve livro sobre a síndrome de Burnout

  1. SoraiaO DIÁRIO NA ESCOLA: De onde surgiu o interesse pela pesquisa sobre o mal-estar docente?

Soraia Nunes Marques: Grande parte deste trabalho teve origem na disciplina de Prática de Ensino, do curso de Pedagogia, durante a fase de estágio nas escolas. Durante as minhas observações um fato me chamou a atenção. Percebi em alguns professores certa apatia em relação ao fazer pedagógico. Entravam na sala de aula, aplicavam a atividade e se afastavam apressados, como se quisessem fugir dali. Este tipo de atitude me incomodou e me fez perguntar se a vida profissional que eu aspirava, seria “aquilo” que eu estava presenciando.

  1. A sua pesquisa resultou na produção de um livro. Quais os principais aspectos abordados na obra?

R: Na primeira seção é possível ver uma retomada histórica sobre o conceito de felicidade, desde a antiguidade até os dias atuais. No capítulo seguinte há uma discussão sobre o dia-a-dia do professor focalizando a síndrome de Burnout como expressão do mal-estar docente. Em seguida, comento sobre a relação entre a saúde do educador e suas emoções. Por último, procuro definir conceitos e propor ao docente a posse do conhecimento para que possa ter uma visão crítica e reflexiva de si mesmo e do mundo em que vive. Destacando que a alegria no trabalho não é dádiva dos céus, esta exige esforço, coragem e dedicação.

  1. Nas palestras que realizou sobre o tema de seu livro, como foi a participação dos professores?

R: Costumo questioná-los se são felizes, neste momento eles respondem que como pessoas, o são, mas como professores não têm condições de o serem. É como se fossem duas vidas e uma não tivesse conexão com a outra. Pessoas fragmentadas, numa sociedade dividida, profissionais que durante a formação aprenderam conteúdos incomunicáveis apresentados por professores especialistas. Estes fatores me inspiram a continuar meu trabalho, na esperança de que com educadores mais satisfeitos, menos frustrados e mais respeitados, sintam-se felizes.

  1. O que mais tem afligido os profissionais da educação atualmente?

R: Os métodos de ensino têm passado por sucessivas mudanças, tanto técnicas como estruturais. Muitos são os “pacotes” recebidos de cima, mas maiores ainda são as dúvidas dos docentes frente às chamadas “inovações”. Na cobrança para a utilização da nova proposta urgente, o que resta é ensinar do jeito que se entendeu, do jeito que der. O professor se depara também com a necessidade de desempenhar vários papéis, muitas vezes contraditórios, pois ao mesmo tempo em que se exige dele a estimulação da autonomia do aluno, pede-se que se acomode às regras do grupo e da instituição. Há pressões de todos os lados que podem suscitar efeitos colaterais, não anunciados nos contratos de trabalho.

  1. A indisciplina dos alunos pode ser responsável pelos vários casos de professores constatados com a síndrome de Burnout?

R: Com certeza. A falta de comportamento do estudante em sala de aula resulta em um educador sobrecarregado, exausto, estressado que acaba dando aulas cansativas e antiquadas, gerando alunos desmotivados, desinteressados e por consequência, ainda mais indisciplinados. A união desses fatores tem diminuído a capacidade de tolerância e o autocontrole do docente, e assim, surgem conflitos na relação professor-aluno. Com a falta de ordem cada vez mais presente na vida escolar, e os educadores não sabendo lidar com ela, assim como também não sabem lidar com o Burnout, o que resta é um problema universal.

  1. Como os educadores percebem que estão sofrendo de Burnout?

R: O diagnóstico da síndrome é muito difícil, pois ainda não se tem instrumentos válidos e postos à disposição da comunidade médica. Muitas vezes a pessoa pode ser acometida da doença e não apresentar os sintomas do Burnout. Parte dos professores são afastados do trabalho e os fatores geralmente alegados são o estresse e a depressão. Psiquiatras afirmam que hoje a doença já atinge de 30 a 40% da categoria. Muitos são os profissionais que estão adoecendo e ainda estamos longe de saber exatamente como lidar com isso.

  1. Ao seu ver, como deveria ser o “ensinar” dentro das escolas?

R: Ensinar é um ato criador, um ato crítico e não mecânico. A curiosidade do professor e dos alunos, em ação, se encontra na base do ensinar-aprender. Esta proposta requer incentivo por parte do educador, pois o convida a sair da visão limitada. Requer disposição para ser agente transformador de uma sociedade. Requer, também, que o professor realize este ensinar satisfatoriamente e não apenas reproduza o ensino por meio de conteúdos incomunicáveis.

  1. Qual a sua esperança para o futuro da educação no Brasil?

R: Somos sempre movidos pela esperança. Prefiro acreditar que a atual situação de desânimo e mal-estar docente não é o fim. Pelo contrário, é um recomeço, uma possibilidade de olhar por outro ângulo e enxergar saídas. Pensar em transformar uma realidade que avalio como injusta e perversa, e fazer com que esse pensamento ilumine a prática. Infelizmente, nos últimos tempos, a cultura parece algo abstrato e distante demais. Prova disso são os intermináveis cursos de capacitação, nos quais muitos professores vão apenas para assinar a lista de presença e cochilar nas cadeiras. Esta realidade precisa ser mudada, urgente.

 

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O mal-estar docente

Muitos educadores têm adoecido devido a fatores relacionados à profissão. Nas escolas é possível ver uma mistura de indisciplina, desmotivação e aulas cansativas. Diante desta realidade, a professora e escritora Soraia Nunes Marques sentiu a necessidade de buscar informações para tentar mudar essa situação. O final da pesquisa resultou na produção do livro “Formação de professores felizes: evitando a síndrome de Burnout”. Na obra a autora busca respostas, na própria pedagogia, para diminuir os efeitos dos problemas capazes de abalar a saúde do professor.

livro Soraia

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O jornal impresso como recurso pedagógico

SAM_2759Alunos do quinto ano da Escola Municipal Messias Ferreira Barbosa, de Floresta, tiveram uma manhã diferente. Além da aula da professora Adriana Xavier também receberam a equipe do Diário na Escola para desenvolver atividades com o jornal impresso. “Nosso objetivo é compartilhar experiências e conhecer o público que atendemos. Estar perto de estudantes e professores integra as propostas do Programa. A cada visita, percebemos o quanto o jornal pode contribuir no trabalho pedagógico”, destaca a coordenadora do Diário na Escola, Loiva Lopes.

Entre os desafios das propostas aplicadas, os alunos vivenciaram na prática um pouco da rotina de um repórter. As crianças receberam um questionário com as perguntas que deveriam ser feitas ao entrevistado e, em seguida, buscaram um colega para realizar a dinâmica. “Gostei da experiência. Nunca tinha pensado em seguir carreira nesta área, mas percebi que é uma profissão que combina comigo. Agora estou ansiosa para chegar em casa e entrevistar meus pais”, conta a aluna Tayná Cristina Tavares.

Os estudantes foram informados sobre quais são as perguntas-chave para a produção da notícia: O quê? Quando? Onde? Como? Quem? Por quê? Conhecidas também como lide. A partir disso realizaram a leitura do Diário e identificaram dentro das matérias em qual parte do texto estavam as respostas para as questões acima.

“Esta foi a tarefa mais difícil. Percebi que preciso ler com mais atenção, porque depois que consegui encontrar o lide ficou mais simples entender a notícia”, comenta o aluno Bryan Furlan Franklin Trentini.

A professora ressalta que desde o início dos trabalhos com o jornal houve grande interesse por parte dos estudantes. “A oportunidade de conhecer algo novo os encantou, entre a turma toda apenas uma aluna recebe o jornal em casa. Com isso percebo vontade em desenvolver as propostas didáticas, e uma melhora nos resultados em sala devido à intimidade que estão criando com o material.”

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Uma nova descoberta

IMG_2700Ansiosos, parte dos alunos do 5º ano da Escola Municipal Nilo Peçanha de Marialva, desfrutaram do primeiro contato com jornal. Algo que para muitos é uma experiência comum e diária, para aquelas crianças foi o momento de se encantarem com a quantidade de textos e imagens, além do instigante desafio de manusear as folhas do impresso sem se perder pelos cadernos de notícias.

“Um pouco maior do que os outros materiais que costumo usar em sala, o jornal ocupou todo o espaço da minha mesa. Confesso que não sabia por onde começar a leitura estava com uma mistura de sentimentos dentro de mim, mas logo a curiosidade me venceu e comecei a folhear e descobrir um monte de coisas novas”, conta a aluna Emilly Geovana Rodrigues Moraes.

Há mais de dez anos trabalhando com o Diário em sala de aula, a professora Sônia Rodrigues destaca que ao início de cada ano letivo as crianças já começam a cobrança pelas produções de atividades com o uso do impresso.

“Como no ano anterior eles viam que os alunos do 5º ano realizavam trabalhos com o Diário, este ano, desde os primeiros dias de aula eles já perguntavam quando voltariam as ações do Diário na Escola, porque agora é a vez deles participarem do Programa!”, ressalta Sônia.

Neste primeiro contato, os estudantes puderam bagunçar o jornal na busca daquilo que mais despertasse interesse e também conhecer cada página deste material que vai acompanha-los todas as semanas.

De imediato os meninos fizeram sua primeira parada no caderno de Esportes, já as meninas, correram para encontrar os resumos das novelas, e as previsões do horóscopo. Dentre a diversidade de conteúdos presentes no impresso, as crianças também descobriram que é possível se divertir. “Achei o máximo as palavras cruzadas, não sabia que no Diário também tinha, é um oportunidade que eu vou ter para me distrair e aprender ao mesmo tempo”, disse a aluna Nicole Silva Martins.

“Perceber esta motivação dos estudantes é gratificante para mim. Ter a oportunidade de trabalhar com um material diferente auxilia e facilita minhas funções como educadora. Além de proporcionar bons momentos com o jornal em sala, quero disponibilizar o impresso para levarem para casa, e quem sabe assim, terem momentos de leitura em família”, ressalva a professora.

Na etapa de leitura livre, a crônica da Lu Oliveira, na coluna Francamente, chamou a atenção da aluna Daiane da Silva Teixeira. “A escritora conta sobre a desagradável experiência de ter sido picada pelo mosquito transmissor da Dengue, algo que parece tão distante da gente, mas parando para pensar, pode acontecer com qualquer um de nós, por isso a prevenção é tão importante”, fala.

Com o comentário de Daiane, a turma toda passou a discutir sobre o assunto. Atenta, a professora aproveitou a oportunidade para conscientizá-los sobre a doença. A aula ficou ainda mais dinâmica com a visita da gerente de endemias do município, Maria Tereza Severino que falou sobre como prevenir a proliferação do Aedes Aegypti.

“A partir desta notícia do jornal, e também com o enfoque que a mídia tem feito no assunto, a minha próxima atividade com as crianças será leva-las a campo. Vamos sair pelas ruas em volta da escola, com luvas e sacos plásticos para recolher todo o lixo que estiver espalhado nas valetas, calçadas e terrenos baldios”, comenta Sônia.

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