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Os melhores versos e rimas

Para completar o time de vencedores do Concurso de Poesias “Notícias em Versos” vamos apresentar hoje a Maria Eduarda Stersi. Aluna da Escola Municipal Miriam Leila Palandri, em Maringá, ela é conhecida por toda sua dedicação em sala de aula e o reconhecimento pode ser efetivo com a premiação do Diário na Escola.

“A Maria Eduarda é uma menina muito engajada em tudo o que faz. Em casa, está sempre lendo ou pesquisando novos conhecimentos, isso faz com que ela desenvolva o vocabulário e tenha boa fala e escrita. Desde muito nova, já é um orgulho para nós”, conta a mãe, Fernanda Stersi.

A estudante vencedora comenta que a poesia é uma paixão em sua vida. “O desafio do concurso não foi tão difícil porque este é um gênero textual que eu tenho facilidade para produzir, eu gosto dos versos e rimas, isso torna a tarefa prazerosa.”

Maria Eduarda teve a orientação da professora Cleonice Teixeira Marques e usou uma notícia sobre as delícias culinárias das festas juninas, publicada no jornal O Diário do Norte do Paraná, para inspirar seu poema. Mas o texto da aluna foi além, trouxe também informações sobre as brincadeiras típicaFoto Abres, músicas, danças, e outros elementos que encontramos nessas comemorações.

“Hoje nossa escola está em festa. Uma premiação é sempre reconhecimento de um trabalho diário, e ficamos muito contentes ao perceber que nossa forma de cuidar da educação tem dado certo. Agradeço a toda equipe que se esforça para oferecer sempre o melhor para nossas crianças”, ressalta a diretora Sandra Liberatti.

“A Secretaria Municipal de Educação considera a parceria com o Diário na Escola de extrema importância, pois proporciona aos alunos o acesso à diferentes gêneros textuais, estimulando o gosto pela leitura e a produção textual, contribuindo para a formação do cidadão atuante na sociedade”, enfatiza a secretária da educação de Maringá, Solange Lopes.

“Eu não esperava ser uma das vencedoras do concurso, afinal, foram mais de 10 mil inscritos. Mas hoje, recebendo meu prêmio, só tenho a agradecer a todos que contribuem com a evolução do meu saber, em especial, minha família, professores e meus colegas de classe que estão todos os dias ao meu lado”, comemora Maria Eduarda.

A coordenadora do Diário na Escola, Loiva Lopes finaliza agradecendo a todas as escolas, alunos e professores que se dedicaram para participar da segunda edição do Concurso Cultural Notícias em Versos. “É uma satisfação ver a adesão de tantos profissionais e crianças em nossa promoção, foram muitos poemas de excelente qualidade recebidos, isso mostra o quanto a leitura crítica em sala de aula tem contribuído com a formação dos pequenos enquanto estudante e cidadão. Parabéns aos que nos enviaram as produções, aos que não venceram, ano que vem teremos novas oportunidades.”

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A solidão de uma estrela

Amaury Meller Filho e Vera Lúcia Fávero Margutti reuniram talentos na criação da obra “A Estrela Solitária”. Com um conteúdo cheio de significados, os autores privilegiaram mais a estética do que a ética, levando em conta a ideia de que a literatura infantil lúdica é uma importante ferramenta para a formação de leitores. Procuraram priorizar a abordagem literária, o que significa desenvolver histórias de forma libertária, sem preconceitos e sem didatismo.  “Escrevemos para entreter, para despertar o prazer de ler e encantar, visando o estímulo à leitura. Naturalmente passamos valores e conhecimentos, tecemos reflexões. E essa dupla função, que cada vez mais se faz necessária, pois a leitura na escola deve ser marcada por momentos lúdicos e prazerosos e que também estimule à alfabetização, que fortaleça a construção de novos conhecimentos e favoreça o desenvolvimento social, emocional e cognitivo das crianças”, destaca Vera.

Os autores contam que uma nova obra é sempre muito desafiadora, começando pelas responsabilidades com a escrita. Definir o que falar de forma que encante, cative e estimule.  Pensar sobre o que passar de bom que contribua com o desenvolvimento social, emocional e cognitivo das crianças.  Depois vem os desafios das publicações, se impresso ou e-book, no caso desta obra Amaury e Vera fizeram das duas formas. E por fim, vêm os desafios da aceitação e distribuição.

“Essa história infantojuvenil fala de uma primeira estrela que nasceu na Via Láctea, sua solidão, necessidades e vontades, e sua relação com o Criador. Oferece a ideia do começo de uma jornada em busca de novas amizades e como a companhia é importante em nossas vidas. Mostra a importância de autonomia e de que nesse mundo vivemos em uma constelação, seja ela de estrelas, de necessidades, de pessoas, de opiniões. A estrela solitária busca levar através de sua fácil leitura, uma viagem na imaginação de como nosso Criador criou o mundo, sua origem, começando pelas estrelas e por fim a humanidade. É um livro para crianças, mas que faz pessoas de todas as idades refletirem sobre suas constelações”, ressalta Amaury.

No livro, além da ideia central de que as criaturas, não só as humanas, são seres relacionais, também reforça através das imagens que a boa convivência com os diferentes é que as fazem seres especiais. E nessa perspectiva estão inclusos os valores de amizade, de liberdade, da autoestima, da aceitação do novo e da coragem para enfrentar os riscos e perigos das tempestades da vida.
“Esperamos que o livro tenha boa aceitação e sensibilize pais e professores, para que seja adotado em escolas e instituições como projetos de leituras, mas principalmente que cative os pequenos leitores para novas descobertas, amplie a compreensão de si e do mundo, incita-lhes o imaginário, provoque perguntas e busque respostas para despertar grandes e pequenas emoções, fortalecendo ainda mais a construção de novos conhecimentos”, apontam os autores da obra.

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Muros que conscientizam

O projeto e livro “O Mosquito Perigoso”, idealizado pela escritora e ilustradora Maria Cristina Vieira, é resultado de uma parceria com a secretaria de Educação de São Jorge do Ivaí. Recentemente, o projeto atingiu o seu objetivo principal, que é envolver alunos, educadores e toda a população por meio das imagens que foram coloridas pelos alunos. Os estudantes foram orientados a capricharem na ilustração das imagens do livro para concorrerem ao prêmio de melhor pintura. Ao final do trabalho, os sete melhores trabalhos foram reproduzidos em sete muros da cidade.

O livro trata de um assunto de grande complexidade e como diz a autora, não é brincadeira nem conto de fadas. “O Aedes aegypti, um mosquitinho de cor preta coberto com manchinhas brancas e com cara de ‘bonzinho’, engana a todos e é capaz de matar. Dengue, Zika e Chikunguya é um terror que se espalhou pelo mundo. É a consciência e o cuidado desse ‘mundo’ que eliminará esse grande mal que nos aterroriza. O melhor caminho para a conscientização é através da educação. Ganhamos força quando trabalhamos juntos pelo mesmo objetivo”, destaca Maria Cristina.

O projeto teve início quando as crianças receberam em sala de aula exemplares do livro e da revista de atividades O Mosquito Perigoso. Os professores trabalharam com os alunos de variadas formas o tema abordado no projeto. Textos informativos, redação, desenhos, fantoches, mosquitos com garrafas pet e outros.

Os estudantes foram orientados a capricharem na ilustração das imagens do livro para concorrerem ao prêmio de melhor pintura.  Ao final do trabalho, os sete melhores trabalhos foram reproduzidos em sete muros da cidade.

“As pinturas nos muros com as imagens vencedoras seguiu as mesmas cores que a criança usou em seu desenho. Os alunos com os trabalhos escolhidos também participaram do processo de reprodução nos muros, me ajudando. Foi uma etapa prazerosa”, conta Maria Cristina.

Após a pintura do último muro os pais dos estudantes vencedores, autoridades e demais crianças e educadores celebraram o encerramento do projeto, com fotos pela cidade redecorada com as ilustrações e um bate-papo sobre a ação realizada.

“O projeto teve resultados muito positivos, pois percebemos o envolvimento de toda nossa comunidade que se sensibilizou perante o problema do aumento dos casos de dengue. O objetivo maior foi conscientizar nossos alunos sobre o perigo que este mosquito vem causando a nossa população. Com as ações, incentivamos as crianças a terem atitudes de prevenção ao Aedes e chegamos a conclusão de que juntos venceremos o mosquito perigoso”, enfatiza a secretária da educação, Claudinéia Sossai Navarro.

O prefeito de São Jorge do Ivaí, André Bovo aponta a grandiosidade do projeto. “Enquanto as pinturas permanecerem nos muros da cidade a conscientização estará visivelmente presente na vida de todos. Os alunos com certeza aprenderam muito com esta lição e são eles que levarão adiante todo este aprendizado. Que ótimo seria se outros municípios viessem a desenvolver esse belíssimo trabalho”.

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RESULTADO. Alunos e professores vencedores, além de autoridades, em frente a um dos muros pintados em São Jorge do Ivaí como conclusão do projeto “O Mosquito Perigoso”.

 

VENCEDORES

Relação dos alunos que fizeram as melhores pinturas e tiveram suas ilustrações reproduzidas nos muros de São Jorge do Ivaí, pelo projeto “Mosquito Perigoso”:

 

Aluna – Mariana Leal dos Santos Lopes

Professora – Maria Cristina Franzói Preti

Aluna – Ana Luiza Chavenco Zangeroli

Professora – Joana de Lourdes Contieri

Aluno – Vitor Nelson Silva dos Santos

Professora – Fátima Regina Oliveira Romualdo

Aluna – Gabrielli Sossai

Professora – Solange Pauro Pazinato

Aluna – Maysa Bianca Luiza dos Santos

Professora – Sandra Regina Crivelaro

Aluno – Samuel Boschi Sarabia

Professora – Ironice Lopes Pereira

Aluno – Mateus Sala Covaltchuk

Professora – Sumair Terezinha Lustoza

 

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Escritora mirim lança livro

Na obra “Sonhos de Sofia” os leitores vão se surpreender com os manuscritos de Sofia Quinteiro. Aos 10 anos, a moradora de Maringá, muito observadora e criativa repassa de forma sábia conselhos tanto para as crianças como para os adultos. “Convivo com pessoas mais velhas e tiro proveito das conversas para dar significado às experiências vividas no dia-a-dia”, destaca.

Constata-se a maturidade da menina nos trechos do livro, a exemplo: “A depressão é um conjunto de buracos negros em sua mente, aquele que é depressivo está cego, traído pela própria mente”, ao final da página ela ainda aconselha: “procure alegria profundamente”. E assim, a cada página virada o leitor conhece textos sobre caráter, bondade, felicidade e tantos outros assuntos que podem ser classificados como filosofia de vida e até mesmo autoajuda.

“Já enviei alguns dos textos da Sofia para amigas e tive a devolutiva de que foram muito valiosos, às vezes a pessoa está tendo um dia ruim, e depois dos conselhos apresentados na obra, se sentem melhor. É gratificante ver que minha filha, de alguma forma, está contribuindo para o bem estar de outras pessoas”, ressalta a mãe, Neandra Quinteiro.

Foto Abre“O objetivo do livro é mostrar ao mundo que no ponto de vista de uma criança, as reações e soluções de vida são bem mais simples. Serve como lição para qualquer um, seja qual for sua idade”, diz a escritora.

Aos quatro anos Sofia já tinha definido o que queria ser quando crescer, “eu nem sabia escrever direito, mas mesmo assim dizia que queria ser escritora”. E como vemos, não demorou muito tempo. “A ideia do livro veio da minha mãe. Ela achou uma agenda minha com todos os textos que compõem o ‘Sonhos de Sofia’ e ficou encantada. Depois disso, começou o trabalho de edição e agora já está pronto para lançamento”, conta.

O curioso, é que em tempos de tanta tecnologia e conectividade, Sofia é adepta ao manuscrito. Todos os seus textos são escritos à caneta, para somente depois, quando necessário, serem digitados. “Agora com o lançamento do livro estou me tornando mais próxima da internet, para estar em contato com os leitores, mas no geral só uso para pesquisas de trabalhos escolares.”

Outro fato que merece destaque é o talento da pequena para os desenhos. Além dos textos que serão publicados, as ilustrações do livro também são criações de Sofia. “Quando eu ainda não sabia escrever, fazia histórias com os desenhos. E depois reunia toda a família para contar o enredo que eu tinha criado, sem palavras, somente ilustração.”

Esse apoio da família veio desde a infância, Neandra enfatiza que ela e o pai de Sofia, Wilson Quinteiro, sempre deram espaço para a filha questionar, falar, contribuir nas conversas como também foram muito pacientes para ouvir a pequena. “Acredito que essa criação intimista que demos foi fundamental. Acrescentou conteúdo para a vida e formação da Sofia, mas o mérito de interpretar os assuntos das conversas e transcreve-los de forma tão simples e ao mesmo tempo tocante, é todo dela”, disse Neandra.

A pequena escritora não vai parar por aí, o “Sonhos de Sofia” é só o primeiro lançamento. Mais duas obras estão em produção. “Escrever, desenhar, para mim é lazer. O que vejo ao meu redor, as situações que presencio, os livros que leio, tudo me inspira. Quando percebo já tenho bastante conteúdo pronto. Antes eles ficavam arquivados na gaveta, hoje quero lançar para o mundo, quero mostrar que as crianças podem ser muito criativas e cheias de talento, só é preciso fazer eles florescerem. Acredite nos seus sonhos, acredite que você é capaz sempre!”, aconselha, Sofia.

 

capa livro Sofia

 

LANÇAMENTO

A escritora Sofia Quinteiro convida todos para a noite de autógrafos de seu livro “Sonhos de Sofia”.

Data: 19 de maio de 2016

Local: Livrarias Curitiba – Shopping Catuaí Maringá

Horário: 19 horas

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A primeira aula com o jornal

Seria só mais um dia de aula no ano letivo, mas a ansiedade para receber os exemplares do Diário era nítida nos alunos do quinto ano, da Escola Municipal Prof. Domingos Laudenir Vitorino, de Itambé. Semanalmente, eles terão a oportunidade de fazer a leitura das notícias, se arriscarem a preencher as palavras cruzadas e ainda conhecer os anúncios de compra e venda publicados.

Foto Abre“Nunca li um jornal antes! Quero ver as fotos, as reportagens, saber o que está acontecendo no mundo. Ah, e claro, acompanhar as novidades sobre meu time de futebol preferido”, conta eufórico, o aluno Ronaldo dos Santos.

A professora da turma, Suelena Jaqueta já participa do Diário na Escola há anos e explica que muitas crianças não possuem o hábito da leitura do jornal pelo fato de viverem em um ambiente onde essa habilidade não é incentivada, ou pela falta de acesso ao material. Com o Diário em classe, os estudantes apresentam melhor nível de compreensão e aprendizado, assim como resultados no momento da produção textual.

No primeiro dia de aula da turma com o jornal, a professora preparou um momento de leitura prazerosa. “Os alunos precisam aprender a manusear as páginas, identificar os conteúdos, conhecer a estrutura do impresso, para somente depois, aplicarmos atividades”, conta.

A estudante Aline dos Santos relata que gostou da experiência com o impresso, ela acredita que a leitura do Diário é importante para a formação dela e que também irá auxiliar nos estudos das disciplinas curriculares.

“Este é mais um ano em celebramos com satisfação, orgulho e gratidão a parceria que temos com o programa O Diário na Escola. Entendemos que o desenvolvimento deste trabalho é muito valioso, enquanto instrumento didático. O mesmo proporciona aos nossos alunos o acesso a uma fonte segura de informação escrita, oportunizando e colaborando para a construção do conhecimento”, enfatiza a diretora da escola e secretária da educação do município, Maria Eliza Spineli.

 

Sugestão de Aula

O primeiro contato com o jornal deve ser planejado para que o aluno se interesse pelo material e se sinta motivado a trabalhar com este durante o ano.

Para exemplificar, vamos utilizar uma sugestão de atividade proposta pela equipe do Diário na Escola.

Objetivo: Proporcionar o contato do aluno, de forma livre, com o jornal.

Metodologia: Organizar a sala em equipes. Distribuir o Diário para os grupos e deixar à vontade para manuseio, leitura e discussão. O professor percorrerá os grupos observando o interesse dos estudantes, fazendo e ouvindo comentários. Após isso, o docente solicitará a eles que falem sobre os temas ou assuntos que lhes despertam interesse. Ele poderá dividir o quadro em duas partes, sendo que uma será destinada ao registro de temas de interesse dos meninos e outra ao interesse das meninas. Após os registros, o professor deve conduzir um debate indagando o porquê das preferências pelos temas apontados.

Outras atividades poderão ser trabalhadas gradativamente, conforme as sugestões a seguir: a) agrupar os alunos de acordo com o interesse por determinados assuntos para que escolham uma notícia para leitura, análise e exposição oral; b) organizar um jornal falado; c) escolher uma notícia e reescrevê-la.

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Lagartixa sai de livros para encantar a todos

Lagartixa ClockO livro a “Lagartixa Clock” é o mais novo sucesso da escritora Vera Lucia Fávero Margutti, ela que já tem um vasto currículo na literatura, em especial, a infantil está encantando os leitores mirins com esta obra ficcional inspirada na realidade. Isso mesmo, a inspiração para a produção veio de dentro de casa.

Vera conta que certo dia percebeu que havia uma nova moradora na sala da casa dela, uma lagartixa. Até aí algum comum, vez ou outra nos deparamos com elas pelas paredes. Mas Vera passou a observar e constatou que o bichinho construiu morada atrás do seu relógio de parede e, no período da noite, repetidamente, esperava todos saírem da sala para começar sua caçada por insetos.

Para uma escritora, tudo pode ser inspirador. E Vera não teve dúvidas, o novo integrante da residência merecia uma história só dele. E assim, surgiu o Clock que dorme durante o dia sossegado ouvindo o tic-tac do relógio e a noite se aventura em busca de alimento. Na trama o bichinho sofre preconceito e inveja por parte dos outros personagens, mas será que ele liga pra isso?!

“A função da literatura infanto-juvenil é entreter e até instruir, desde que o leitor tire suas conclusões por meio de textos que ofereçam interpretações, que seja plural de significação e conotação dos sentidos. Tendo por objetivo desenvolver o gosto estético, o prazer por ler, a valorização da cultura, costumes e tradições, a leitura influirá diretamente no processo educativo e formativo do ser”, enfatiza a escritora.

Mesmo sem a intenção de instruir ou dar lições, o livro é altamente pedagógico. A partir dele é possível ensinar a Língua Portuguesa – leitura, escrita, onomatopeias; Matemática – primeiras noções de horas e números de 1 a 12; Ciências – animal vertebrado e invertebrado; além de temas sociais como preconceitos, inveja, homofobia e gênero, pois apesar de ser uma lagartixa com a pele rosa, ela é macho.

Outra fato que Vera destaca é que muitos pais assustam as crianças ao avistarem uma lagartixa, e os pequenos criam verdadeira aversão e nojo ao bicho. Na verdade, elas são inofensivas e fortes aliadas contra a Dengue, pois comem os mosquitos que, por sua vez, não irão te picar.

“Gostei muito do livro, porque na minha casa sempre vejo uma ou outra lagartixa, mas eu não sabia que elas são tão importante para o controle de insetos. Depois de ouvir e ler a história cheguei em casa e contei para minha mãe que é necessário a gente preservar e cuidar da lagartixa e não fazer mal a ela. Agora ela será como um bichinho de estimação, todo mundo vai cuidar. Quando vejo a lá de casa, chamo de “fada”. Eu que tinha medo, agora não tenho mais”, ressalta a leitora de sete anos, Izabely Santos.

“A obra da escritora Vera Magutti, é muito importante para a formação do hábito da leitura. O livro vem como auxílio, um caminho que leva a criança a desenvolver a imaginação, emoções e sentimentos de forma prazerosa e significativa. Além do mais, faz a criança e o adulto ver com um novo olhar o bichinho que não faz mal para ninguém, mas que muita gente tem repúdio. Depois da leitura me despertou a consciência de que devemos preservar todas as formas de vida”, enfatiza a educadora social Andréia Siqueira Gonçalves.

A obra é composta de ilustrações artísticas com texturas e brilhos que estimulam o tato e a visão dos leitores. “Minha filha tem apenas dois anos, a leitura dela ainda é restrita às imagens, mas desde o dia que ganhou o livro está encantada com o colorido das páginas, os desenhos dos personagens e a impressão em alto relevo na qual é possível ter a sensação de que você está realmente tocando a lagartixa”, ressalta Débora Cristina Martim.

“Um livro super colorido, com texto em caixa alta, faz a alegria das crianças! Na capa, Clock tem uma textura especial, ninguém resiste! Todos querem acariciá-lo, até mesmo quem tem medo de lagartixa! Pais e professores podem usar e abusar da imaginação quando o assunto é alfabetizar”, enfatiza a ilustradora Maria Cristina Vieira.

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O meu pai e o jornal

Os jornais estão se amontoando na casa de minha mãe sem seres lidos. Meu paizinho, que agora se mudou para o céu, não está mais lá para ler. Gostava, tinha tempo e paciência para lê-lo inteirinho. Até posso vê-lo sentado na cadeira do papai lendo seu jornal do dia. Juntava todos os jornais da semana em um montinho e amarrava para guardar. Alguém sempre precisava de jornais e ele doava. Sempre me falava: “Filha tem notícia de professora!” e me contava o que havia sido publicado. Sempre paciente recortava as notícias mais interessantes e guardava numa caixinha. Ele lia o jornal por mim. Lembrei-me que o jornal começou a chegar sábado à noite e ele dizia “Não posso ler o jornal do domingo no sábado!” E o dia que o cachorro rasgou o jornal todinho? Os dias que o jornal molhava e ele o estendia pela casa para secar. Não gostava que a gente lesse o jornal e bagunçasse tudo, tinha que deixar em ordem. Sempre atualizado tinha uma conversa agradável e atual. Dei a ele uma vez no dia dos pais a assinatura e ele nunca mais deixou de renovar. Sua assinatura venceu esta semana e não será mais renovada. Trouxe o último jornal do domingo para ler em sua homenagem. Chorando, relembrando e com saudades o li. Será que chega “O Diário” online lá no céu?

Edna Mendonça

Foto Abre

 

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Concurso agita escolas

O desafio foi lançado! Criar um poema a partir de uma notícia do Diário. Há cerca de um mês, professores e alunos das instituições de ensino parceiras do Diário na Escola tem se empenhado na produção de rimas a serem enviadas para o Programa. No município de Floraí não tem sido diferente, as professoras Eliane Inácio da Cruz, Carina Gimenez Munhoz e Rosilene Ariozi Viotto lecionam para os quartos e quintos anos da Escola Municipal Elena Maria Pedroni e contam que a tarefa não foi fácil, mas o resultado dos poemas compensou toda a dedicação.

Foto AbrePara iniciar a proposta com suas turmas, as educadoras deixaram as crianças explorarem os conteúdos do jornal, manusearem o material, de forma que elas se sentissem atraídas à leitura das notícias. As manchetes que mais despertaram a atenção dos estudantes, foram: “Oficina promove respeito e conscientização” e “Abuso sexual infantil será tema de campanha”.

“O objetivo foi trabalhar uma notícia do impresso que fosse acessível ao entendimento do aluno, com uma manchete interessante e que estivesse próxima da realidade da criança”, destaca Carina.

Depois de escolhidas as páginas do Diário que serviriam de base para a criação do poema para o Concurso, Rosilene conta que foi realizada um leitura do conteúdo publicado, em grupo e, assim, debatido o tema para que os alunos tivessem mais argumentos para escrever. “No início das atividades me senti insegura, pois é uma didática que não fazemos diariamente, mas ao decorrer da aula fiquei muito satisfeita, pois as crianças conseguiram desenvolver o que havia sido proposto”, enfatiza Eliane.

A estudante, Jordana Mantovani Costa comenta que achou interessante a tarefa, “foi uma experiência nova falar sobre algo que acontece cruelmente no mundo em que vivemos”, se referindo à matéria sobre a campanha do abuso sexual infantil. A colega de classe, Isabela Peron completa, “é muito bom participar de um Concurso, ainda mais quando o desafio é diferente do que costumamos realizar em sala”. A pequena, Eloisa Ganazza Mattera está otimista e esperançosa pelo resultado da premiação, “Percebi que sou capaz de transformar uma simples notícia, em um grande poema”.

A professora, Carina em conversa com seus alunos percebeu o quanto eles valorizaram a importância da leitura após a produção do poema. “Me disseram que se tivessem o hábito de ler o impresso diariamente a escrita teria sido mais fácil, pois expande os conhecimentos dos assuntos em destaque e ainda aprimora o vocabulário”.

A diretora, Vania Molina Ganaza ressalta que a parceria do Diário com a escola é de grande valia tanto para os estudantes quanto para os professores. “Tem despertado cada vez mais o interesse por um meio de comunicação que, no caso, nem todos os alunos tem acesso, e é através do Diário na Escola que esse interesse e crescimento escolar vêm sendo demonstrado pelos nossos estudantes. Além do jornal ser um material riquíssimo no qual os educadores podem explorar diversas áreas do conhecimento”.

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Jornal Escolar – Eu fiz!

capa - jornal escolarCom um trabalho voltado para a divulgação dos acontecimentos do espaço escolar, “O Diário da Escola Municipal Professor José Aniceto”, de Maringá, contou com a colaboração de toda equipe e estudantes dos quartos e quintos anos.

“O objetivo principal é mostrar aos alunos como é constituído um impresso e sua importância como veículo de comunicação para a sociedade”, destaca a professora do Ambiente Educacional Informatizado (AEI), Andrea Rúbia Ferreira.

Nas manchetes do jornal escolar é possível conhecer sobre as festividades que ocorrem dentro da escola e ainda um pouco de cultura nas chamadas sobre o Folclore e as diferentes comidas típicas brasileiras.

Das receitas culinárias aos conceitos sobre cada personagem folclórico, os estudantes tiveram participação efetiva nas páginas do impresso por eles produzido. “Inicialmente fizemos uma análise do jornal ‘O Diário do Norte do Paraná’ observando a organização, sequências e estrutura. Em seguida, foram estabelecidas as etapas para a realização do trabalho, bem como a divisão de tarefas por grupos. Cada equipe ficou responsável por uma seção do jornal”, conta Andrea.

A matéria de capa do jornal escolar remete a um dos eventos mais animados da escola, a Festa Junina. Para entenderem que a festa também pode ser um momento de aprendizado, um dos alunos ficou incumbido de criar uma matéria sobre a importância desta celebração.

“O resultado foi muito positivo, despertou nas crianças o gosto pela leitura e o interesse em se fazer pesquisas nos meios de comunicação impressos e online. A partir disso, o jornal tem feito parte da rotina dos estudantes. Como recompensa senti o quanto os alunos se sentiram valorizados quando viram suas publicações no jornalzinho”, enfatiza a professora.

Os pais ficaram surpresos com a qualidade da proposta e confirmaram a mudança de hábito dos filhos em relação à curiosidade sobre fatos noticiosos.

 

FESTA JUNINA

O aluno, Jhonata Harry Teixeira fez uma produção contando sobre a história e festividades juninas. Confira um trecho do texto:

Existem duas explicações para o termo festa junina. A primeira explica que surgiu em função das festividades que ocorrem durante o mês de junho. Outra versão diz que esta festa tem origem em países católicos da Europa, portanto, seriam em homenagem a São João. No princípio, a festa era chamada de Joanina.

De acordo com historiadores, esta festividade foi trazida para o Brasil pelos portugueses, ainda durante o período colonial (época em que o Brasil foi colonizado e governado por Portugal).

Como o mês de junho é a época da colheita do milho, grande parte dos doces, bolos e salgados, relacionados às festividades, são feitos deste alimento. Pamonha, curau, milho cozido, canjica, cuscuz, pipoca, bolo de milho são apenas alguns exemplos.

Na Escola Municipal Professor José Aniceto todos os anos é realizada festa junina somente para os estudantes da escola. Os alunos se vestem a caráter, tem danças e comidas típicas.

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Concurso também motiva professores

O Concurso “Notícias em Versos” promovido pelo Diário na Escola foi direcionado aos alunos cadastrados no Programa. Mas, não foram só as crianças que tiveram seu momento de criação. Professores também se sentiram motivados a colocar em prática toda a sua inspiração poética. Com isso, alguns mestres enviaram seus versos e rimos para a equipe do Diário na Escola.

As educadoras da Escola Municipal Deputado Dr. Ulysses Guimarães, de Maringá, Maria Alves da Silva e Edna Cristina Pacheco Barbeiro, capricharam! Confira:

DESAFIO TEXTUAL2978965707_93538e7cb6

Quero ver quem é capaz

De uma mudança radical.

Desafio-te a trocar

O gênero textual.

 

Pegue logo um jornal,

Escolha um assunto ou um tema.

Reescreva uma notícia

Com estrutura de um poema.

 

O desafio está lançado

Quero ver quem se anima

A contar uma notícia

Com estrofe, verso e rima!

(Maria Alves da Silva)

 

PASSEIO NÃO TEM IDADEnevisandegi1

Hoje é um dia especial

Vamos a Expoingá festival

Desfrutar com prazer,

E aproveitar o lazer.

 

Nesta idade, aproveitar é preciso

Com disposição e um belo sorriso

Até o ânimo rejuvenesce

Pois o coração não envelhece.

 

Sem medo é preciso viver

Pois a idade nos leva a crer

Que precioso é cada segundo

Então esqueça a tristeza do mundo.

 

Pense com carinho, criança

Do mundo, vocês são a esperança.

Moço eu já fui, agora tenho idade

Não abandone os velhos da cidade.

(Edna Cristina Pacheco Barbeiro)

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