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Concurso agita escolas

O desafio foi lançado! Criar um poema a partir de uma notícia do Diário. Há cerca de um mês, professores e alunos das instituições de ensino parceiras do Diário na Escola tem se empenhado na produção de rimas a serem enviadas para o Programa. No município de Floraí não tem sido diferente, as professoras Eliane Inácio da Cruz, Carina Gimenez Munhoz e Rosilene Ariozi Viotto lecionam para os quartos e quintos anos da Escola Municipal Elena Maria Pedroni e contam que a tarefa não foi fácil, mas o resultado dos poemas compensou toda a dedicação.

Foto AbrePara iniciar a proposta com suas turmas, as educadoras deixaram as crianças explorarem os conteúdos do jornal, manusearem o material, de forma que elas se sentissem atraídas à leitura das notícias. As manchetes que mais despertaram a atenção dos estudantes, foram: “Oficina promove respeito e conscientização” e “Abuso sexual infantil será tema de campanha”.

“O objetivo foi trabalhar uma notícia do impresso que fosse acessível ao entendimento do aluno, com uma manchete interessante e que estivesse próxima da realidade da criança”, destaca Carina.

Depois de escolhidas as páginas do Diário que serviriam de base para a criação do poema para o Concurso, Rosilene conta que foi realizada um leitura do conteúdo publicado, em grupo e, assim, debatido o tema para que os alunos tivessem mais argumentos para escrever. “No início das atividades me senti insegura, pois é uma didática que não fazemos diariamente, mas ao decorrer da aula fiquei muito satisfeita, pois as crianças conseguiram desenvolver o que havia sido proposto”, enfatiza Eliane.

A estudante, Jordana Mantovani Costa comenta que achou interessante a tarefa, “foi uma experiência nova falar sobre algo que acontece cruelmente no mundo em que vivemos”, se referindo à matéria sobre a campanha do abuso sexual infantil. A colega de classe, Isabela Peron completa, “é muito bom participar de um Concurso, ainda mais quando o desafio é diferente do que costumamos realizar em sala”. A pequena, Eloisa Ganazza Mattera está otimista e esperançosa pelo resultado da premiação, “Percebi que sou capaz de transformar uma simples notícia, em um grande poema”.

A professora, Carina em conversa com seus alunos percebeu o quanto eles valorizaram a importância da leitura após a produção do poema. “Me disseram que se tivessem o hábito de ler o impresso diariamente a escrita teria sido mais fácil, pois expande os conhecimentos dos assuntos em destaque e ainda aprimora o vocabulário”.

A diretora, Vania Molina Ganaza ressalta que a parceria do Diário com a escola é de grande valia tanto para os estudantes quanto para os professores. “Tem despertado cada vez mais o interesse por um meio de comunicação que, no caso, nem todos os alunos tem acesso, e é através do Diário na Escola que esse interesse e crescimento escolar vêm sendo demonstrado pelos nossos estudantes. Além do jornal ser um material riquíssimo no qual os educadores podem explorar diversas áreas do conhecimento”.

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Jornal Escolar – Eu fiz!

capa - jornal escolarCom um trabalho voltado para a divulgação dos acontecimentos do espaço escolar, “O Diário da Escola Municipal Professor José Aniceto”, de Maringá, contou com a colaboração de toda equipe e estudantes dos quartos e quintos anos.

“O objetivo principal é mostrar aos alunos como é constituído um impresso e sua importância como veículo de comunicação para a sociedade”, destaca a professora do Ambiente Educacional Informatizado (AEI), Andrea Rúbia Ferreira.

Nas manchetes do jornal escolar é possível conhecer sobre as festividades que ocorrem dentro da escola e ainda um pouco de cultura nas chamadas sobre o Folclore e as diferentes comidas típicas brasileiras.

Das receitas culinárias aos conceitos sobre cada personagem folclórico, os estudantes tiveram participação efetiva nas páginas do impresso por eles produzido. “Inicialmente fizemos uma análise do jornal ‘O Diário do Norte do Paraná’ observando a organização, sequências e estrutura. Em seguida, foram estabelecidas as etapas para a realização do trabalho, bem como a divisão de tarefas por grupos. Cada equipe ficou responsável por uma seção do jornal”, conta Andrea.

A matéria de capa do jornal escolar remete a um dos eventos mais animados da escola, a Festa Junina. Para entenderem que a festa também pode ser um momento de aprendizado, um dos alunos ficou incumbido de criar uma matéria sobre a importância desta celebração.

“O resultado foi muito positivo, despertou nas crianças o gosto pela leitura e o interesse em se fazer pesquisas nos meios de comunicação impressos e online. A partir disso, o jornal tem feito parte da rotina dos estudantes. Como recompensa senti o quanto os alunos se sentiram valorizados quando viram suas publicações no jornalzinho”, enfatiza a professora.

Os pais ficaram surpresos com a qualidade da proposta e confirmaram a mudança de hábito dos filhos em relação à curiosidade sobre fatos noticiosos.

 

FESTA JUNINA

O aluno, Jhonata Harry Teixeira fez uma produção contando sobre a história e festividades juninas. Confira um trecho do texto:

Existem duas explicações para o termo festa junina. A primeira explica que surgiu em função das festividades que ocorrem durante o mês de junho. Outra versão diz que esta festa tem origem em países católicos da Europa, portanto, seriam em homenagem a São João. No princípio, a festa era chamada de Joanina.

De acordo com historiadores, esta festividade foi trazida para o Brasil pelos portugueses, ainda durante o período colonial (época em que o Brasil foi colonizado e governado por Portugal).

Como o mês de junho é a época da colheita do milho, grande parte dos doces, bolos e salgados, relacionados às festividades, são feitos deste alimento. Pamonha, curau, milho cozido, canjica, cuscuz, pipoca, bolo de milho são apenas alguns exemplos.

Na Escola Municipal Professor José Aniceto todos os anos é realizada festa junina somente para os estudantes da escola. Os alunos se vestem a caráter, tem danças e comidas típicas.

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Concurso também motiva professores

O Concurso “Notícias em Versos” promovido pelo Diário na Escola foi direcionado aos alunos cadastrados no Programa. Mas, não foram só as crianças que tiveram seu momento de criação. Professores também se sentiram motivados a colocar em prática toda a sua inspiração poética. Com isso, alguns mestres enviaram seus versos e rimos para a equipe do Diário na Escola.

As educadoras da Escola Municipal Deputado Dr. Ulysses Guimarães, de Maringá, Maria Alves da Silva e Edna Cristina Pacheco Barbeiro, capricharam! Confira:

DESAFIO TEXTUAL2978965707_93538e7cb6

Quero ver quem é capaz

De uma mudança radical.

Desafio-te a trocar

O gênero textual.

 

Pegue logo um jornal,

Escolha um assunto ou um tema.

Reescreva uma notícia

Com estrutura de um poema.

 

O desafio está lançado

Quero ver quem se anima

A contar uma notícia

Com estrofe, verso e rima!

(Maria Alves da Silva)

 

PASSEIO NÃO TEM IDADEnevisandegi1

Hoje é um dia especial

Vamos a Expoingá festival

Desfrutar com prazer,

E aproveitar o lazer.

 

Nesta idade, aproveitar é preciso

Com disposição e um belo sorriso

Até o ânimo rejuvenesce

Pois o coração não envelhece.

 

Sem medo é preciso viver

Pois a idade nos leva a crer

Que precioso é cada segundo

Então esqueça a tristeza do mundo.

 

Pense com carinho, criança

Do mundo, vocês são a esperança.

Moço eu já fui, agora tenho idade

Não abandone os velhos da cidade.

(Edna Cristina Pacheco Barbeiro)

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Cozinha aproxima família da escola

Dizem que avó é mãe com açúcar, pois são elas que agradam os netos, especialmente quando o assunto é a culinária. Quem aí não tem aquela comida preferida que ninguém sabe fazer tão bem quanto a vovó? Pensando nisso, a professora Jane Candido que leciona na Escola Municipal Campos Salles, de Maringá, desenvolveu um projeto com os alunos do segundo ano do ensino fundamental, aliando os conteúdos pedagógicos com as histórias de vida e receitas culinárias das avós das crianças.

“O envolvimento da família nas ações escolares é fundamental. Não só pela motivação que isso traz a crianças, mas também para que os responsáveis tomem conhecimento das atividades que seus filhos e netos estão desempenhando”, destaca Jane.

O planejamento pedagógico teve por objetivo identificar a figura dos avós a fim de respeitá-los enquanto formadores da família e resgatar informações sobre a experiência de vida de cada um. Desta forma, proporcionar momentos de confraternização dentro do ambiente escolar.

Foto AbrePara o desenvolvimento do projeto, os alunos estudaram a poesia “Quitutes da Vovó”, que remete a mensagem dos bons momentos que o autor viveu na cozinha com a matriarca da família. Com isso, as crianças relataram que situações semelhantes vivenciaram.

Em seguida, contaram quais são as comidas preferidas deles feitas pelas avós. Entre os destaques teve: brigadeiro, pão de queijo e bolinho de chuva. O dever de casa foi consultar a avó sobre o modo de preparo de cada um desses pratos.

No Ambiente Educacional Informatizado, as crianças digitaram as receitas escolhidas, buscaram imagens na internet para ilustrar, e assim, produziram um caderno de receitas que foi entregas às avós em um chá da tarde promovido pela escola.

“Esta é a primeira vez que participo de um momento como este ao lado da minha filha do coração. Aos 68 anos, sou mãe e avó ao mesmo tempo. A tarde que eu e a Mikaely passamos com colegas de classe e a professora, fortalece ainda mais a nossa relação de amor e carinho”, comenta Conceição dos Santos Foleis.

Maria Lúcia Rodrigues é avó do estudante Vinícius Aurélio Rodrigues, ela que também esteve no chá e recebeu o presente do neto, não se cabia de felicidade. “Sou muito presente na vida dele, temos ótimos momentos juntos. Ver o quanto ele tem aprendido aqui na escola é muito importante, sempre enfatizei para o Vinícius que o estudo é a única coisa que ninguém tira de nós”, diz.

A professora Jane, que organizou todo o trabalho, conta que dos mais de 20 anos que ela leciona, este foi um dos dias mais gratificantes da vida dela. “Ver o olhinho das crianças brilhando ao encontrar as avós dentro da biblioteca, recompensa todo o esforço para o sucesso do projeto. Essa confraternização dentro da escola e o reconhecimento familiar, nos motiva a fazer sempre mais pela educação e pelos estudantes.”

Até diretora da instituição participou das atividades que resultou no chá das avós. “Trabalhamos sempre em equipe para mostrar aos alunos que o melhor caminho para a realização – seja ela pessoal ou profissional – é o coletivo, a união”, enfatiza Lucília Tomazini Hoffmeister.

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O jornal na educação especial

A Apae Maringá faz parte do Diário na Escola desde o segundo semestre de 2014, a partir do subsídio oferecido pela concessionária de rodovias, Viapar que oportuniza o envio de mais de 700 exemplares  de jornal, por semana, para diferentes instituições de ensino.

Neste ano, a parceria com a Apae beneficia diretamente 40 estudantes e indiretamente toda a comunidade escolar por meio das atividades que são realizadas pelos alunos e expostas nos murais da instituição.

DSC09267“Os resultados positivos do trabalho com o jornal já podem ser observados por meio da participação dos estudantes na produção dos trabalhos. A busca por informações de maneira individual, ou apoiada pelo professor, tornou-se uma realidade para todos que agora chegam à sala querendo saber as notícias do dia”, conta a coordenadora, Augusta Cossich.

De acordo com relatos dos professores envolvidos no Programa, as propostas didáticas com o Diário despertou o interesse dos alunos por ser um recurso diferente do convencional, e ainda proporciona a compreensão dos diferentes tipos de texto. Fator que favorece a participação dos educandos que já dominam a leitura ou mesmo dos que estão em processo de alfabetização.

De acordo com a coordenadora da Apae, a visualização e interpretação das imagens permitem estimular o desenvolvimento da oralidade, aumentando e enriquecendo o vocabulário dos alunos. “A socialização fica evidente no momento da leitura ou descrição de cada reportagem, relacionando as mesmas com as notícias que assistiram na televisão”, diz.

Outro aspecto muito relevante do uso do jornal em sala de aula, tem sido a contribuição quanto à espontaneidade para a leitura. Crianças e jovens que se sentiam inseguros e retraídos ou se recusavam a ler, após o início do Programa estão participando das atividades de leitura de maneira mais espontânea. “O trabalho com o Diário tem contribuído de maneira significativa para o desenvolvimento acadêmico e social dos nossos alunos”, comemora Augusta.

Educando por amor

O Movimento Apaeano surgiu em nosso país através da iniciativa de pais de pessoas com deficiência que não encontravam locais que pudessem atender seus filhos. Esses pais, com alguns amigos e parceiros da comunidade, iniciaram em 1954 o que hoje é considerado o maior movimento social do Brasil e do mundo, na área de atendimento aos portadores de deficiência intelectual ou múltipla.

Em Maringá não foi muito diferente, pais e amigos se uniram e em dezembro de 1963 surge a primeira APAE da cidade. “Muita luta, vitórias e conquistas estão registradas durante esses mais de 50 anos de existência. No inicio éramos 13 alunos, hoje somos mais de 1.000”, destaca, Augusta.

Atualmente, a APAE de Maringá mantém duas instituições, a Escola de Educação Básica Diogo Zuliani e a Escola Reynaldo Rehder Ferreira, oferecendo aos alunos o atendimento na Educação Infantil, Ensino Fundamental, Educação de Jovens e Adultos e Educação Profissional, visando à habilitação para encaminhamento ao mercado de trabalho.

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Projeto Literário empolga crianças

Atualmente tem sido difícil conciliar dois suportes de leitura, o livro e a internet. Pesquisas comprovam que, principalmente crianças e adolescentes, não dão mais a devida importância ao mundo dos livros. A atenção está direcionada às redes sociais e a mais uma imensidão de páginas onlines. Muitas horas do dia se vão em frente à tela do computador, enquanto os melhores livros permanecem esquecidos na estante.

Não faz muito tempo que o jeito de fazer pesquisa na escola mudou. Se há pouco mais de cinco anos os estudantes se reuniam para ir até uma biblioteca ou não dispensavam a enciclopédia na hora de fazer um trabalho escolar, agora eles dão prioridade à internet.

Preocupados com esses fatores, a equipe da Escola Municipal Jardim Primavera, de Santa Fé, organizou um projeto com os alunos do 3º ano, no qual eles estudaram a vida e as obras de Monteiro Lobato. “Buscamos destacar a importância da leitura dos textos em seus suportes de origem. Já existem diversas histórias do autor na internet, mas mostramos às crianças como é prazeroso o ato de ler o livro e sentir a espessura do papel, por exemplo”, destaca a orientadora pedagógica, Marta Eloisa Lalli.

Foto abrePara a realização das atividades as crianças criaram murais expositivos sobre a literatura infantil, ensaiaram danças, apresentações teatrais e declamação de poesias. “Foi possível observar grande interesse pela leitura das obras de Monteiro Lobato, em especial, o Sítio do Pica-Pau Amarelo. Constatei que muitas crianças não tinham conhecimento do conteúdo que estava sendo repassado, foram momentos de muito entusiasmo”, enfatiza a diretora, Gislaine Righetto.

A professora, Sueli Pedrazzani conta que envolver os alunos no universo das histórias foi muito divertido. “Os pequenos ficaram encantados. Com isso, despertamos o prazer pela leitura de diferentes autores, e também o interesse deles pelo teatro e pela dramatização.”

“Foram atividades especiais, Monteiro Lobato deixou grandes sucessos para nós”, comenta a estudante Rafaella Puggese Tieppo. A colega Mariana Policarpo, completa “não vou esquecer tudo o que aprendi e as histórias que li.”

Para encerrar o projeto a escola realizou o evento “Pais presentes, filhos contentes”, no qual os responsáveis pelos alunos são convidados para um momento cultural dentro do espaço escolar. Já tradicional, o evento acontece de forma bimestral, e em cada apresentação a responsabilidade é de uma série diferente. “Nosso objetivo é trazer a família para dentro do espaço escolar, mostrar o que as crianças têm aprendido e as ações realizadas diariamente”, explica Gislaine.

“Esta iniciativa da escola resgata e estimula os pais a acompanharem o desenvolvimento dos seus filhos, pois a correria da vida moderna consome o tempo que deveríamos dedicar às crianças”, enfatiza a mãe, Marinéa Gomes Pereira.

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Colorindo a vida

Foto AbreAs tintas e o papel sempre fizeram parte da vida da escritora maringaense, Maria Cristina Vieira. Com duas formações no currículo, pedagoga e técnica em enfermagem, ela conseguiu aliar as paixões em rimas que são compostas por divertidos personagens que expõem situações do universo da saúde.

Cristina conta que na infância só conversava com uma de suas primas por versos. “Desde pequena sonhava em ser professora”, e foi assim que ela decidiu escolher a graduação da pedagogia. Depois de formada, os imprevistos da vida a fizeram mudar os rumos e um novo desafio entrou em seu caminho, a enfermagem. Mas Cristina nunca deixou de lado o amor pela literatura, na tentativa de alegrar os pacientes a escritora preparava atividades pedagógicas para os adolescentes internados, contava histórias para as crianças e criava poesias para os adultos.

“Minha preocupação era de humanizar aquele ambiente hospitalar, percebi que o sofrimento das pessoas que ali estavam poderia ser amenizado com um pouco de atenção e cultura”, diz. Cristina também costumava desenhar nas fitas crepes que prendiam as agulhas para a aplicação de remédios nos punhos dos pacientes, tudo isso para ter apenas uma recompensa: o sorriso no rosto da pessoa que sentia dor.

Hoje, ela abriu mão da rotina do hospital para se dedicar a profissão de escritora. Mas deixou uma boa lembrança nos antigos ambientes de trabalho. “Nos hospitais que atuei fiz pinturas nas paredes das alas pediátricas, uma forma de continuar alegrando os pequenos que passam por lá”, ressalta.

Cristina que além de escrever, também ilustra as suas obras, já tem uma coleção de dez livros infantis publicados, intitulada “Despertar” e se prepara para lançar a segunda. Desta vez o personagem principal da série é o peixinho Nestor. O protagonista das histórias é portador de necessidades especiais e apresenta assuntos de conscientização social, obesidade infantil, doação de órgãos e até preocupação com o lixo e a escassez da água.

Aliado a este trabalho ela também produziu o livro “O mosquito perigoso” no qual além da leitura da história a criança também pode colorir a obra. O enredo em rimas sobre a Dengue vem acompanhado de um caderno com atividades pedagógicas. “É um excelente material para os professores utilizarem em sala de aula, pois apresenta os versos e a arte da pintura, aliada a um tema que é de preocupação da sociedade”, comenta.

Sem parar de sonhar com o sucesso, Cristina divide seu tempo refinando o talento em peças artesanais com os personagens que criou. “A rotina diária às vezes é exaustiva, quem vive da literatura busca o tempo todo por recursos, mas nada é obstáculo quando estamos fazendo aquilo que nos deixa feliz. Não há recompensa maior do que ouvir relatos de pessoas que se alegraram, que tiveram forças para superar doenças, a partir da leitura das minhas histórias”, comemora.

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Histórias trabalham o imaginário

Um período para o encantamento, o aprendizado e o desenvolvimento da imaginação. Assim foi a última semana para os alunos do 1º ao 5º ano do Colégio Objetivo, que tem investido na arte de contar histórias como auxílio ao desenvolvimento integral das crianças.

Foto AbrePara realizar a atividade, esteve na escola a contadora de história Ákila Moreira, de São José do Rio Preto (SP). Ákila explica em entrevista o significado desse tipo de atividade e diz o quanto é importante resgatar o costume de contar histórias tanto em casa quanto nas escolas. Ela é pedagoga, pós-graduada em Didática, contadora de histórias, bonequeira e tem atuado desde 1996 na área de ensino através da arte de maneira lúdica e criativa. Confira o que ela diz sobre a “arte de contar histórias”.

Qual a importância das histórias na vida das crianças?

O ato de contar história contribui para o desenvolvimento da afetividade e a formação sociocultural da criança como um todo. Ela desenvolve o pensamento, a criatividade, a emoção e melhora a comunicação, entre outros benefícios. Mas infelizmente, o costume de contar histórias está se perdendo entre as famílias e nas escolas.

Como os pais podem agir para manter esse hábito?

Os pais levam uma vida muito corrida hoje em dia e abdicam do tempo com os filhos. Mas estou falando de dez minutos uma vez por semana, pelo menos. O pai que separa um tempo para conversar com o filho, contar histórias, viver esse momento de afetividade verdadeiro, alcança o coração dele. O melhor presente que eu posso dar para meu filho é o meu tempo, e ao contar uma história eu vou marcar a vida dele para sempre.

É preciso ter aparatos para ilustrar a história enquanto você está contando, ou basta, por exemplo, a leitura de um livro?

Não precisa ter nada, mas é preciso envolver a criança para que ela viva aquela fantasia. As situações também podem ser criadas. O cesto do lixo da minha casa, por exemplo, pode virar o chapéu do pirata, o abajur o farol, o meu lençol pode se tornar uma cabana, o meu tapete um navio. É olhar os objetos à volta da criança para criar um mundo de fantasia.

Como o ato de contar histórias contribui com a formação das crianças na escola?

Infelizmente, nossas crianças estão perdendo toda ludicidade, rodeadas por tantos outros estímulos que recebem hoje em dia, principalmente da tecnologia. Mas o “fazer de conta” é muito importante.  Quando se diz “era uma vez….”, você desperta na criança a fantasia, que traz à tona o processo da criatividade. Eu diria então que contar histórias na escola é fundamental.

As histórias ajudam também na formação de futuros leitores?

Com certeza. Outro aspecto que pais e professores devem observar é não ver a criança apenas como ouvinte, mas também como contadora de histórias. Hoje o maior índice de reprovação nos vestibulares é pela deficiência na redação. Os jovens estão com dificuldade de concluir pensamento, interpretar texto, escrever. Ouvir e contar histórias ajuda nesse desenvolvimento. Estamos precisando disso.

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Por que trabalhar o jornal em sala de aula?

Ana Gabriela BorgesPor Ana Gabriela Borges – Coordenadora Nacional do Programa Jornal e Educação da Associação Nacional de Jornais (ANJ).

Eu poderia citar vários motivos, mas destaco 4:

1 – A mídia impressa traz temáticas transversais ao currículo que podem ser debatidas em sala de aula. Esses temas contextualizam e dão maior significado aos conteúdos e disciplinas escolares. Além disso, os textos do jornal familiarizam os estudantes com a linguagem formal usada no ambiente escolar, acadêmico e profissional.

2 – Se bem explorado, o jornal é um ótimo recurso para melhorar a expressão oral e escrita dos alunos. Ele é capaz de fomentar debates e formar opinião. Permite ainda que os estudantes façam seu próprio jornal (varal, mural, falado, fanzine) e que exprimam sua opinião por meio dele.

3 – O jornal permite a leitura crítica, a comparação editorial, a análise e leitura das entrelinhas e uma visão de que um mesmo fato pode ser noticiado de formas diferentes, dependendo do ponto de vista.

4 – O uso do jornal em sala de aula está alinhado com diversas políticas públicas e diretrizes educacionais, como por exemplo: Plano Nacional de Educação, Diretrizes Curriculares, Mais Educação, Programas de Letramento e de Mídias na educação e com as avaliações nacionais. Tudo isso faz com que o professor não precise parar o que está fazendo e muito menos mudar sua rotina em sala de aula, pois o jornal não concorre com as tarefas do cotidiano. Pelo contrário, é um recurso muito enriquecedor da prática docente e do processo ensino-aprendizagem.

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Os desafios da escrita

Foto Abre 01Motivar os estudantes a escreverem pode ser um verdadeiro desafio, mas tendo em vista a necessidade da escrita na vida cotidiana é fundamental encontrar maneiras que tornem a atividade mais simples e divertida. A escritora e colunista, Lu Oliveira esteve em um bate-papo com mais de 200 profissionais da educação participantes do Diário na Escola, realizado a partir do tema “Prô, tô sem inspiração para escrever! – E agora José?”.

“Um dos principais motivos que fazem crianças e adolescentes fugirem do encontro com o papel e o lápis é a falta de inspiração. Por isso, o nome da palestra. Por muitas vezes ouvi os alunos me dizendo que não podiam escrever, pois não estavam inspirados. Realmente existem dias em que não estamos extremamente dispostos, mas nestes casos é preciso treinar formas para externar o que pensamos”, destaca Lu.

A palestrante que trabalha com a disciplina de Redação há mais de 15 anos, compartilhou com os colegas algumas de suas experiências. “Enfrento em sala de aula a difícil tarefa de fazer os estudantes escreverem – missão comum para aqueles que lecionam Língua Portuguesa – uma missão diária, por isso é preciso muita dedicação”, diz.

Foto Abre 02Lu enfatiza que educar é um desafio sim, mas todos aqueles que estão à frente do tablado optaram por permanecer neste caminho. Diariamente professores se veem na situação de lidar com a falta de vontade do aluno, neste momento, é preciso motivá-los, não se pode simplesmente desistir daquele desinteressado. “A inspiração é uma inquietação, quem não se incomoda, se acomoda”, ressalta.

Durante a conversa a ministrante ofereceu algumas sugestões para tornar o trabalho mais fácil, pois a escrita exige leitura, troca de informações, pesquisas e correções textuais. Uma das dicas é provocar a inspiração no aluno, e isso é possível a partir da conversa sobre temas do cotidiano dele ou mesmo experiências, reflexões e sensações já vividas.

Apontamentos sobre “transpiração” também foram destacados. Lu conta que, na medida do possível, é preciso estimular os alunos a escreverem por provocação, com a intenção de fazer com que eles despertem emoções, reações e, assim, “transpirem” a escrita. No caso de pessoas apaixonadas pelos textos, como a própria palestrante, a tarefa costuma ser mais agradável. “Para mim, a própria vida já me serve de conteúdo, tudo me inspira e o tempo todo.”

Músicas, poemas, imagens e filmes são grandes aliados no trabalho do professor. Com o estimulo visual e sensorial, as palavras e ideias fluem com muito mais facilidade e a temida falta de inspiração, na maioria dos casos, vai embora. “A escrita exige treino, técnica e habilidade, mas, ao mesmo tempo, é um instrumento de libertação. A educação tem o poder de transformar, por isso precisamos ser educadores ousados. Educar é uma determinação diária”, diz Lu.

A secretaria da educação de Itambé, Maria Eliza Spineli conta que a palestra foi bastante gratificante. “O conteúdo abordado de uma maneira muito leve, com palavras claras, seguidas de gestos e sorrisos suaves, coincidiu com os meus valores e com a maneira como eu administro a vida. Senti uma sinergia muito positiva entre a palestrante e a plateia”, enfatiza.

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