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Projeto Literário empolga crianças

Atualmente tem sido difícil conciliar dois suportes de leitura, o livro e a internet. Pesquisas comprovam que, principalmente crianças e adolescentes, não dão mais a devida importância ao mundo dos livros. A atenção está direcionada às redes sociais e a mais uma imensidão de páginas onlines. Muitas horas do dia se vão em frente à tela do computador, enquanto os melhores livros permanecem esquecidos na estante.

Não faz muito tempo que o jeito de fazer pesquisa na escola mudou. Se há pouco mais de cinco anos os estudantes se reuniam para ir até uma biblioteca ou não dispensavam a enciclopédia na hora de fazer um trabalho escolar, agora eles dão prioridade à internet.

Preocupados com esses fatores, a equipe da Escola Municipal Jardim Primavera, de Santa Fé, organizou um projeto com os alunos do 3º ano, no qual eles estudaram a vida e as obras de Monteiro Lobato. “Buscamos destacar a importância da leitura dos textos em seus suportes de origem. Já existem diversas histórias do autor na internet, mas mostramos às crianças como é prazeroso o ato de ler o livro e sentir a espessura do papel, por exemplo”, destaca a orientadora pedagógica, Marta Eloisa Lalli.

Foto abrePara a realização das atividades as crianças criaram murais expositivos sobre a literatura infantil, ensaiaram danças, apresentações teatrais e declamação de poesias. “Foi possível observar grande interesse pela leitura das obras de Monteiro Lobato, em especial, o Sítio do Pica-Pau Amarelo. Constatei que muitas crianças não tinham conhecimento do conteúdo que estava sendo repassado, foram momentos de muito entusiasmo”, enfatiza a diretora, Gislaine Righetto.

A professora, Sueli Pedrazzani conta que envolver os alunos no universo das histórias foi muito divertido. “Os pequenos ficaram encantados. Com isso, despertamos o prazer pela leitura de diferentes autores, e também o interesse deles pelo teatro e pela dramatização.”

“Foram atividades especiais, Monteiro Lobato deixou grandes sucessos para nós”, comenta a estudante Rafaella Puggese Tieppo. A colega Mariana Policarpo, completa “não vou esquecer tudo o que aprendi e as histórias que li.”

Para encerrar o projeto a escola realizou o evento “Pais presentes, filhos contentes”, no qual os responsáveis pelos alunos são convidados para um momento cultural dentro do espaço escolar. Já tradicional, o evento acontece de forma bimestral, e em cada apresentação a responsabilidade é de uma série diferente. “Nosso objetivo é trazer a família para dentro do espaço escolar, mostrar o que as crianças têm aprendido e as ações realizadas diariamente”, explica Gislaine.

“Esta iniciativa da escola resgata e estimula os pais a acompanharem o desenvolvimento dos seus filhos, pois a correria da vida moderna consome o tempo que deveríamos dedicar às crianças”, enfatiza a mãe, Marinéa Gomes Pereira.

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Colorindo a vida

Foto AbreAs tintas e o papel sempre fizeram parte da vida da escritora maringaense, Maria Cristina Vieira. Com duas formações no currículo, pedagoga e técnica em enfermagem, ela conseguiu aliar as paixões em rimas que são compostas por divertidos personagens que expõem situações do universo da saúde.

Cristina conta que na infância só conversava com uma de suas primas por versos. “Desde pequena sonhava em ser professora”, e foi assim que ela decidiu escolher a graduação da pedagogia. Depois de formada, os imprevistos da vida a fizeram mudar os rumos e um novo desafio entrou em seu caminho, a enfermagem. Mas Cristina nunca deixou de lado o amor pela literatura, na tentativa de alegrar os pacientes a escritora preparava atividades pedagógicas para os adolescentes internados, contava histórias para as crianças e criava poesias para os adultos.

“Minha preocupação era de humanizar aquele ambiente hospitalar, percebi que o sofrimento das pessoas que ali estavam poderia ser amenizado com um pouco de atenção e cultura”, diz. Cristina também costumava desenhar nas fitas crepes que prendiam as agulhas para a aplicação de remédios nos punhos dos pacientes, tudo isso para ter apenas uma recompensa: o sorriso no rosto da pessoa que sentia dor.

Hoje, ela abriu mão da rotina do hospital para se dedicar a profissão de escritora. Mas deixou uma boa lembrança nos antigos ambientes de trabalho. “Nos hospitais que atuei fiz pinturas nas paredes das alas pediátricas, uma forma de continuar alegrando os pequenos que passam por lá”, ressalta.

Cristina que além de escrever, também ilustra as suas obras, já tem uma coleção de dez livros infantis publicados, intitulada “Despertar” e se prepara para lançar a segunda. Desta vez o personagem principal da série é o peixinho Nestor. O protagonista das histórias é portador de necessidades especiais e apresenta assuntos de conscientização social, obesidade infantil, doação de órgãos e até preocupação com o lixo e a escassez da água.

Aliado a este trabalho ela também produziu o livro “O mosquito perigoso” no qual além da leitura da história a criança também pode colorir a obra. O enredo em rimas sobre a Dengue vem acompanhado de um caderno com atividades pedagógicas. “É um excelente material para os professores utilizarem em sala de aula, pois apresenta os versos e a arte da pintura, aliada a um tema que é de preocupação da sociedade”, comenta.

Sem parar de sonhar com o sucesso, Cristina divide seu tempo refinando o talento em peças artesanais com os personagens que criou. “A rotina diária às vezes é exaustiva, quem vive da literatura busca o tempo todo por recursos, mas nada é obstáculo quando estamos fazendo aquilo que nos deixa feliz. Não há recompensa maior do que ouvir relatos de pessoas que se alegraram, que tiveram forças para superar doenças, a partir da leitura das minhas histórias”, comemora.

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Histórias trabalham o imaginário

Um período para o encantamento, o aprendizado e o desenvolvimento da imaginação. Assim foi a última semana para os alunos do 1º ao 5º ano do Colégio Objetivo, que tem investido na arte de contar histórias como auxílio ao desenvolvimento integral das crianças.

Foto AbrePara realizar a atividade, esteve na escola a contadora de história Ákila Moreira, de São José do Rio Preto (SP). Ákila explica em entrevista o significado desse tipo de atividade e diz o quanto é importante resgatar o costume de contar histórias tanto em casa quanto nas escolas. Ela é pedagoga, pós-graduada em Didática, contadora de histórias, bonequeira e tem atuado desde 1996 na área de ensino através da arte de maneira lúdica e criativa. Confira o que ela diz sobre a “arte de contar histórias”.

Qual a importância das histórias na vida das crianças?

O ato de contar história contribui para o desenvolvimento da afetividade e a formação sociocultural da criança como um todo. Ela desenvolve o pensamento, a criatividade, a emoção e melhora a comunicação, entre outros benefícios. Mas infelizmente, o costume de contar histórias está se perdendo entre as famílias e nas escolas.

Como os pais podem agir para manter esse hábito?

Os pais levam uma vida muito corrida hoje em dia e abdicam do tempo com os filhos. Mas estou falando de dez minutos uma vez por semana, pelo menos. O pai que separa um tempo para conversar com o filho, contar histórias, viver esse momento de afetividade verdadeiro, alcança o coração dele. O melhor presente que eu posso dar para meu filho é o meu tempo, e ao contar uma história eu vou marcar a vida dele para sempre.

É preciso ter aparatos para ilustrar a história enquanto você está contando, ou basta, por exemplo, a leitura de um livro?

Não precisa ter nada, mas é preciso envolver a criança para que ela viva aquela fantasia. As situações também podem ser criadas. O cesto do lixo da minha casa, por exemplo, pode virar o chapéu do pirata, o abajur o farol, o meu lençol pode se tornar uma cabana, o meu tapete um navio. É olhar os objetos à volta da criança para criar um mundo de fantasia.

Como o ato de contar histórias contribui com a formação das crianças na escola?

Infelizmente, nossas crianças estão perdendo toda ludicidade, rodeadas por tantos outros estímulos que recebem hoje em dia, principalmente da tecnologia. Mas o “fazer de conta” é muito importante.  Quando se diz “era uma vez….”, você desperta na criança a fantasia, que traz à tona o processo da criatividade. Eu diria então que contar histórias na escola é fundamental.

As histórias ajudam também na formação de futuros leitores?

Com certeza. Outro aspecto que pais e professores devem observar é não ver a criança apenas como ouvinte, mas também como contadora de histórias. Hoje o maior índice de reprovação nos vestibulares é pela deficiência na redação. Os jovens estão com dificuldade de concluir pensamento, interpretar texto, escrever. Ouvir e contar histórias ajuda nesse desenvolvimento. Estamos precisando disso.

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Por que trabalhar o jornal em sala de aula?

Ana Gabriela BorgesPor Ana Gabriela Borges – Coordenadora Nacional do Programa Jornal e Educação da Associação Nacional de Jornais (ANJ).

Eu poderia citar vários motivos, mas destaco 4:

1 – A mídia impressa traz temáticas transversais ao currículo que podem ser debatidas em sala de aula. Esses temas contextualizam e dão maior significado aos conteúdos e disciplinas escolares. Além disso, os textos do jornal familiarizam os estudantes com a linguagem formal usada no ambiente escolar, acadêmico e profissional.

2 – Se bem explorado, o jornal é um ótimo recurso para melhorar a expressão oral e escrita dos alunos. Ele é capaz de fomentar debates e formar opinião. Permite ainda que os estudantes façam seu próprio jornal (varal, mural, falado, fanzine) e que exprimam sua opinião por meio dele.

3 – O jornal permite a leitura crítica, a comparação editorial, a análise e leitura das entrelinhas e uma visão de que um mesmo fato pode ser noticiado de formas diferentes, dependendo do ponto de vista.

4 – O uso do jornal em sala de aula está alinhado com diversas políticas públicas e diretrizes educacionais, como por exemplo: Plano Nacional de Educação, Diretrizes Curriculares, Mais Educação, Programas de Letramento e de Mídias na educação e com as avaliações nacionais. Tudo isso faz com que o professor não precise parar o que está fazendo e muito menos mudar sua rotina em sala de aula, pois o jornal não concorre com as tarefas do cotidiano. Pelo contrário, é um recurso muito enriquecedor da prática docente e do processo ensino-aprendizagem.

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Os desafios da escrita

Foto Abre 01Motivar os estudantes a escreverem pode ser um verdadeiro desafio, mas tendo em vista a necessidade da escrita na vida cotidiana é fundamental encontrar maneiras que tornem a atividade mais simples e divertida. A escritora e colunista, Lu Oliveira esteve em um bate-papo com mais de 200 profissionais da educação participantes do Diário na Escola, realizado a partir do tema “Prô, tô sem inspiração para escrever! – E agora José?”.

“Um dos principais motivos que fazem crianças e adolescentes fugirem do encontro com o papel e o lápis é a falta de inspiração. Por isso, o nome da palestra. Por muitas vezes ouvi os alunos me dizendo que não podiam escrever, pois não estavam inspirados. Realmente existem dias em que não estamos extremamente dispostos, mas nestes casos é preciso treinar formas para externar o que pensamos”, destaca Lu.

A palestrante que trabalha com a disciplina de Redação há mais de 15 anos, compartilhou com os colegas algumas de suas experiências. “Enfrento em sala de aula a difícil tarefa de fazer os estudantes escreverem – missão comum para aqueles que lecionam Língua Portuguesa – uma missão diária, por isso é preciso muita dedicação”, diz.

Foto Abre 02Lu enfatiza que educar é um desafio sim, mas todos aqueles que estão à frente do tablado optaram por permanecer neste caminho. Diariamente professores se veem na situação de lidar com a falta de vontade do aluno, neste momento, é preciso motivá-los, não se pode simplesmente desistir daquele desinteressado. “A inspiração é uma inquietação, quem não se incomoda, se acomoda”, ressalta.

Durante a conversa a ministrante ofereceu algumas sugestões para tornar o trabalho mais fácil, pois a escrita exige leitura, troca de informações, pesquisas e correções textuais. Uma das dicas é provocar a inspiração no aluno, e isso é possível a partir da conversa sobre temas do cotidiano dele ou mesmo experiências, reflexões e sensações já vividas.

Apontamentos sobre “transpiração” também foram destacados. Lu conta que, na medida do possível, é preciso estimular os alunos a escreverem por provocação, com a intenção de fazer com que eles despertem emoções, reações e, assim, “transpirem” a escrita. No caso de pessoas apaixonadas pelos textos, como a própria palestrante, a tarefa costuma ser mais agradável. “Para mim, a própria vida já me serve de conteúdo, tudo me inspira e o tempo todo.”

Músicas, poemas, imagens e filmes são grandes aliados no trabalho do professor. Com o estimulo visual e sensorial, as palavras e ideias fluem com muito mais facilidade e a temida falta de inspiração, na maioria dos casos, vai embora. “A escrita exige treino, técnica e habilidade, mas, ao mesmo tempo, é um instrumento de libertação. A educação tem o poder de transformar, por isso precisamos ser educadores ousados. Educar é uma determinação diária”, diz Lu.

A secretaria da educação de Itambé, Maria Eliza Spineli conta que a palestra foi bastante gratificante. “O conteúdo abordado de uma maneira muito leve, com palavras claras, seguidas de gestos e sorrisos suaves, coincidiu com os meus valores e com a maneira como eu administro a vida. Senti uma sinergia muito positiva entre a palestrante e a plateia”, enfatiza.

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Classificados em pauta

Quando alguém quer vender, comprar ou alugar algo, uma maneira bem simples de fazer isso é anunciando no jornal. Os classificados são caracterizados pelo número resumidos de linhas, falando de um produto ou serviço específico, de maneira breve e atrativa. As páginas repletas de ‘quadradinhos’ com letras pequenas muitas vezes são passadas despercebidas pelos alunos, mas a professora Berivalda de Jesus do Prado Sachi que leciona na Escola Municipal Antenor Balarotti, de Astorga, encontrou uma forma de tornar a leitura do Classidiário, mais dinâmica.

“O conteúdo desta editoria é de grande importância e faz parte da grade do ensino curricular. Por isso, ao invés de limitar o estudo ao livro didático aliei a proposta ao jornal, pois, assim, as crianças conheceram o gênero em seu suporte original e perceberam que entre aquela quantidade de pequenas palavras, há importantes informações”, destaca Berivalda.

Foto AbreNa discussão com os alunos sobre a funcionalidade dos classificados, a professora mencionou o processo de argumentação que é utilizado nesse tipo de texto, no qual há a intenção de persuadir o leitor. “Comecei o trabalho solicitando a leitura do Classidiário, para que cada estudante verificasse os detalhes que compõem o gênero em estudo”, conta.

Outra questão importante é o esclarecimento das abreviações, que tem por objetivo garantir agilidade na leitura e condensação de conteúdo, que em geral, conta com pouco espaço. Como exemplo: qtos (quartos); bwc (banheiro); pl (placa); pts (portas); dentre outras.

Berivalda comenta que os alunos ficaram eufóricos com tanta novidade que encontraram nos pequenos ‘quadrinhos’. Uma página que até então não recebia atenção nos momentos de leitura, tornou-se prazerosa.

Depois das crianças familiarizadas com o gênero, chegou o momento de produzir. Para confirmar o aprendizado, a professora solicitou que os estudantes criassem anúncios. Além da produção textual foi preciso escolher um bom produto para vender e, assim, tentar despertar a atenção do leitor.

“Foi uma aula bem divertida, aprendi sobre argumentos de vendas e tabela de preços. Gostei de saber que quando anunciamos algo em um classificado há resultados, pois existem muitas pessoas que compram o jornal interessadas nessa página, assim fica mais fácil vender ou alugar o que for preciso”, enfatiza a aluna Ana Luiza da Costa.

Assim que os textos ficaram prontos, Berivalda montou um cartaz semelhante à editoria do Classidiário. Os anúncios produzidos foram colados em uma cartolina para ficar em exposição nos corredores da escola e chamar a atenção de outros estudantes, e também leitores do Diário, sobre a importância desse gênero textual.

“Trabalhar com o jornal em sala de aula enriquece o meu planejamento pedagógico. A forma interdisciplinar de inseri-lo nas atividades favorece o aprendizado do aluno e proporciona momentos mais dinâmicos em classe. No estudo dos classificados, o entusiasmo da turma foi geral, pois descobriram que qualquer um pode anunciar algo no jornal, inclusive eles. Por fim, se conscientizaram da importância desse caderno dentro do Diário”, ressalta Berivalda.

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CLASSIFICADOS

Confira alguns dos anúncios produzidos pelos alunos da Escola Antenor Balarotti:

VENDE-SE

Dois carros Gol 1.0, ano 2007/2008. Fone: (44) 9918-86157. Preço de ocasião: R$ 25.000,00 cada. Vendo com urgência!

VENDE-SE

Tablet orange, internet 4GB, memória 1.0 GHZ. Android 4.2.2 digital, memória ran 512 mb. De R$ 300,00. Por apenas: R$ 280,00. Fone: 3234-11262

VENDE-SE

Celular rosa, Samsung galaxy S4. Tratar com Maria Eduarda na rua Santa Catarina, 163. Fone: 9966-10085. Valor: R$ 2.500,00

 

 

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Alunos trocam cartas para estudar o gênero

Foto AbreAs cartas são uma forma de produção textual existente desde que o homem necessitou de comunicação à distância ou mais precisamente, desde as inscrições rupestres, as quais eram produzidas em forma de símbolos. No entanto, com a evolução da informática hoje temos o e-mail, veículo de informação que transporta vários tipos de cartas a todo o momento em velocidades instantâneas. Com isso, é muito difícil encontrar pessoas que troquem correspondências escritas à mão.

Para estudar o gênero textual carta e oportunizar a experiência de se comunicar com pessoas de outra cidade através de um pedaço de papel, a professora Suelena Yoshie Giraldelli, que leciona na Escola Municipal Prof. Domingos Laudenir Vitorino, de Itambé, desenvolveu o projeto “Intercâmbio” com seus alunos do quinto ano.

Os funcionários dos Correios do município, Marina Abramoski Nogueira e André Luiz Lopes auxiliaram a professora durante o trabalho. Eles foram até a escola e explicaram às crianças como seria o projeto, qual a estrutura de uma carta e também os procedimentos para preencher um envelope. “É uma iniciativa da rede Correios estar dentro das escolas, a cada ano desenvolvemos algo diferente, para este momento aliamos nosso trabalho com o currículo escolar e os resultados foram excelentes”, comemora Marina.

“A maior alegria dos alunos, sem dúvidas, foi ir à sede dos Correios levar as correspondências para selar e serem enviadas ao destinatário. Afinal, é uma experiência que nunca tinham vivido antes. Algo tão simples e ao mesmo tempo, novo”, destaca a professora da turma.

O trabalho realizado durante cerca de 30 dias contou com a colaboração de estudantes de Ângulo, que após receberem as cartas dos colegas – ainda desconhecidos – de Itambé, também foram desafiados a responder as correspondências.

“Foram dias de ansiedade pela espera da carta da aluna de Ângulo, Emilly Taissa Silva. Eu nunca havia escrito e muito menos recebido algo dos Correios. Além de divertido, foi uma oportunidade para fazer novas amizades”, conta a aluna de Itambé, Ana Heloisa Beltram de Oliveira.

As professoras também entraram na brincadeira. “Me correspondi com a educadora Silvia Cavalari e fiquei na expectativa para conhece-la pessoalmente”, diz Suelena.

“As crianças falavam dos colegas do outro município, como se fossem amigos de longa data. Já sabiam o número de irmãos, qual o animal de estimação e outras informações pessoais”, enfatiza Marina Nogueira.

Depois das conversas escritas, alunos e professores tiveram a oportunidade de se encontrar. Os estudantes de Itambé foram até a escola de Ângulo para desvendar a curiosidade de saber com quem trocaram mensagens. No encontro, em um primeiro momento a timidez tomou conta das turmas, mas minutos depois as crianças já estavam lanchando juntas, brincando, e claro – em tempos de tecnologia – trocando números de celular para não perderem o contato.

Suelena aconselhou os alunos a não perderem o hábito da comunicação via carta e ressalta que, “a atividade ultrapassou os limites do estudo do gênero textual e oportunizou novas amizades. Foi um trabalho gratificante!”

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Notícias inspiram a criação de poemas

O Brasil vive um momento pós-eleições presidenciais no qual a sociedade divide opiniões sobre o futuro do país. Um assunto que não tem se restringido aos adultos. Atualmente, estudantes e ainda não eleitores também querem se expressar. É o que tem observado a professora Márcia Vinhadelli que leciona no Colégio Estadual Dr. Felipe Silveira Bittencourt, em Marialva, que para aproveitar esse momento desenvolveu uma série de atividades relacionando a grade do ensino curricular com fatos do cotidiano.

Um dos gêneros textuais que gera reflexão, ao ser lido ou escrito, é o poema. Nos versos encontramos palavras cheias de sentimentos e emoções que nos fazem pensar sobre determinado tema.

DSC02374Com o objetivo de tornar a aula de Língua Portuguesa mais interativa, Márcia aliou o estudo do gênero às notícias do jornal O Diário. “Uma boa forma que encontrei para os alunos estudarem a estrutura do texto foi relacionando o conteúdo aos problemas sociais vistos, diariamente”, conta.

Para a realização da proposta foram lidos diferentes exemplares do impresso. Em destaque estão as matérias sobre o nível de alfabetização dos presidiários, a qualidade do sistema de saúde brasileiro e o aumento nos casos de contaminação do vírus HIV. “Durante a leitura os alunos debateram sobre os temas, apontaram divergências de opiniões e refletiram sobre tudo o que estava sendo conversado”, comenta a professora.

Com bastante informação e também argumentos, os estudantes foram desafiados a escrever poemas a respeito das questões de cunho social identificadas nas páginas do Diário. Desta forma desenvolveram análise crítica dos assuntos lidos, interpretação oral, produção e estrutura do gênero em estudo.

“Conversamos sobre situações que envolvem além da região que moramos, como também todo o país, assim percebermos que as dificuldades enfrentadas são similares em diferentes regiões. Os poemas foram o fechamento de um trabalho de conscientização que estamos realizando há meses”, ressalta Márcia.

O aluno Vinícius de Souza enfatiza a importância da proposta. “Os problemas do dia-a-dia não podem se tornar rotina, devem ser debatidos a fim de encontramos soluções associando-os ao contexto histórico e político do país.”

 

PRODUÇÃO

Após o estudo do gênero e a leitura das notícias do Diário, a aluna Camila Brito de Souza escreveu um poema com base nos problemas sociais do Brasil.

 

Que país é esse?

 

Que país é esse?

Onde o futebol é o orgulho da nação

Enquanto saúde é deixada de lado

Sem atenção

 

Que país é esse?

Onde milhões de jovens morrem diariamente

Vítimas das drogas e da violência

Acabando também com a vida dos pais

 

Que país é esse?

Onde os professores ganham pouco

Para fazer muito

E os políticos ganham muito

Para fazer pouco

 

Que país é esse?

Onde os jovens matam e roubam

Mas na hora de pagar por seus atos

São tratados como crianças inocentes

E ficam livres para fazer tudo de novo

 

Que país é esse?

Onde ninguém respeita ninguém

Onde crimes acontecem todo dia

E ninguém está seguro

 

Que país é esse?

Onde as pessoas se acostumaram com essa vida

E não fazem nada para mudar

Esse é o país, BRASIL.

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Jornal fortalece processo de ensino

Uma notícia pode virar um resumo? Ou mesmo uma narrativa? A resposta é sim! As professoras, Martha Ribeiro Franchetti e Elizabete Ronca Bonesi que lecionam na Escola Municipal Vania Maria Simão, de Atalaia, diversificaram o estudo dos gêneros presentes no jornal e desafiaram seus alunos a transformarem uma das matérias publicadas no Diário em outro tipo textual.

Martha solicitou que a partir da leitura da notícia com a manchete “Adolescente de 16 anos está desaparecida há cinco dias em Londrina”, as crianças desenvolvessem a produção de um resumo. “Este é um tipo de texto abreviado e realizado a partir de outro, sempre com palavras ordenadas para que seja feita a compreensão mesmo sem o leitor ter tido acesso a versão original, neste caso, da notícia”, explica a professora.

Imagem 019Para isso os estudantes grifaram as principais informações da matéria, e deram início a atividade, escrevendo o que haviam lido com as suas próprias palavras. Lembrando de evitar a repetição de ideias e respeitando a sequência dos fatos. “Só me dei conta que tinha produzido um resumo, quando terminei o trabalho. Foi simples e divertido, pois além de me informar, ainda aprendi um novo tipo de texto”, conta a aluna, Ana Caroline da Silva Nascimento.

Elizabete Bonesi direcionou a produção para o gênero literário. Com a mesma notícia trabalhada por Martha, a professora pediu que seus alunos identificassem o narrador na matéria, tempo em que são vivenciadas as ações, espaço em que os fatos acontecem, o enredo da história e os personagens envolvidos. “A análise do jornal em sala possibilita o contato com diferentes textos e a ampliação de conhecimentos e produções didáticas”, destaca Elizabete.

Imagem 020“Escrever a notícia como se fosse uma narrativa foi muito interessante, pois me senti atraída pela leitura e ainda usei minha imaginação para idealizar o fato em meu raciocínio, para nós, crianças, tudo pode ser transformado em um ‘conto de fadas’”, ressalta a estudante, Lara Loise da Silva.

A coordenadora pedagógica, Lorena Yaél Languer enfatiza que o uso do jornal em sala de aula indica um novo contorno do pensar e agir com resultados muito positivos. “A ideia de manusear o impresso como instrumento pedagógico transforma-o em uma ferramenta prática para a motivação do saber”, diz.

PRODUÇÃO

Confira o resumo da notícia com a manchete “Adolescente de 16 anos está desaparecida há cinco dias em Londrina”, produzido pela aluna Ana Caroline, do 5º ano “A”.

Família procura adolescente de 16 anos que desapareceu na cidade de Londrina, no final da tarde da última quinta-feira. Sua mãe, Rosimeire está desesperada pelo sumiço da filha, Jennifer, que estava no Colégio Vicente Rijo. A adolescente foi vista pela última vez descendo do ônibus.

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Nota do Ideb é tema de atividade escolar

A divulgação do último resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) gerou repercussão dentro dos espaços escolares. Para que os alunos conhecessem sobre o assunto, a professora Iara Maria Pretti Elpidio que leciona na Escola Municipal São Jorge, em São Jorge do Ivaí, desenvolveu uma série de atividades focadas na valorização do estudante e no quanto ele é fundamental na evolução do processo de ensino-aprendizagem da instituição. São Jorge 01A partir da matéria do Diário com a manchete “Ideb sobe na Amusep e 19 das 30 cidades atingem meta”, Iara iniciou as produções. “Tive como objetivo solicitar a leitura e a interpretação da notícia para que o aluno despertasse o senso crítico, e assim, realizasse a produção de um texto opinativo”, diz. “Eu nunca tinha ouvido falar sobre esse índice e fiquei surpresa com algumas notas tão baixas”, diz a aluna, Maria Fernanda Barbosa. Ainda sobre o texto jornalístico, a professora realizou um debate em sala sobre questões relacionadas ao dia-a-dia escolar, com ênfase na situação da educação, os pontos positivos e negativos do processo de ensino, como é o apoio da família na aprendizagem e o que pode ser melhorado na instituição. “Os questionamentos foram estendidos aos familiares e responsáveis pelas crianças, diretores, coordenadores e professores, para que todos pudessem opinar sobre a educação, de um modo geral”, conta Iara. Para auxiliar a atividade, a professora usou o artigo de opinião da colunista do Diário, Lu Oliveira, sobre notas vermelhas e contou com a ajuda da diretora Sueli Sisti Crubelati para falar com os alunos sobre o tema em estudo. “Nós temos uma escola bem estruturada, com professores capacitados, mas percebemos que uma grande parte dos alunos precisa melhorar e se esforçar em busca do conhecimento, pois esse desinteresse pelos estudos vai aparecer lá na frente, quando adultos, prejudicando-os na escolha profissional.” Foto AbreDepois do levantamento dos resultados obtidos com o questionário, a turma se uniu para a produção de um texto coletivo e todas as opiniões adquiridas foram reescritas em forma de depoimentos para serem expostas no mural da escola. “Esta atividade proporcionou conscientização nos estudantes sobre a importância dos dados do Ideb e da real situação da educação em nosso país. O trabalho foi muito relevante, pois a classe precisou se tornar uma grande equipe para conseguirmos bons resultados”, enfatiza Iara. “A escola vai bem e nos oferece os recursos que precisamos. Devemos valorizar as pessoas que colaboram para termos uma boa formação. A maioria dos alunos não estudam, pois veem como obrigação simplesmente para passar de ano, mas percebi que as famílias se preocupam com a educação e colaboram na vida escolar de seus filhos, o que é muito bom”, ressalta a aluna, Hanna Pereira Ferreria. “É preciso que os alunos aprendam a estudar para adquirir conhecimentos, tornarem-se cidadãos críticos, e não apenas para cumprir metas pré-estabelecidas e atingir notas, representando apenas um número entre tantos. Precisamos formar cidadãos que façam diferença na sociedade”, conclui a professora.

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Alunos escrevem carta para Caixa Postal do Diário

Você já observou que em jornais e revistas há um espaço reservado para que a opinião dos leitores seja publicada? No Diário do Norte do Paraná esta coluna é chamada de Caixa Postal, uma parte do impresso na qual as pessoas podem mostrar opiniões e sugestões, debater os argumentos levantados nos artigos e fazer críticas. Alguns ainda apresentam perguntas, reflexões e elogios. Com o objetivo de ouvir os alunos das Escolas Municipais Tancredo Neves e Padre Mateus Elias, de Doutor Camargo, a equipe do Diário na Escola desenvolveu a oficina “Escrevendo para o jornal” e, assim, as crianças discutiram e produziram cartas para a Caixa Postal do Diário. “Gosto da página do impresso referente à carta ao leitor, pois além de incentivar a leitura e a escrita mostra a função em se escrever à redação do jornal. Desta forma, propicia aos alunos o contato com fatos recentes e ainda a oportunidade de se expressar sobre diversos assuntos”, destaca a diretora da escola Padre Mateus, Sidineia Aparecida Guiraldi Rocha. Foto Abre 01O Diário publicou uma enquete sobre a estudante do Alabama (EUA) que foi mandada de volta para casa no primeiro dia de aula por causa dos cabelos vermelhos da jovem. Este assunto causou fervor nas crianças da escola Tancredo Neves.  “A atitude foi completamente errada, a cor do cabelo não interfere na sabedoria da pessoa”, enfatiza a aluna Raissa Izabelly Mori. E a colega Iasmin Lopes Pardo acrescenta, “para mim, este é um exemplo de bullying.” Já na escola Padre Mateus o que despertou o interesse dos alunos e se tornou tema de debate foi a manchete “Operação prende 11 com material pornográfico”, notícia que apresentou informações sobre casos de pedofilia online. “Eu tenho perfil nas redes sociais e não imaginava que poderia estar correndo tantos riscos, esta matéria do Diário me abriu os olhos”, ressalta a aluna Ana Julia Vicentini Maniezo. A amiga Beatriz Geraldo Pazenatto aconselha, “não podemos conversar e muito menos marcar encontro com desconhecidos da web. É importante, também, avisar os pais onde e com quem estamos quando saímos de casa sozinha.” Nas duas instituições de ensino de Doutor Camargo em que se desenvolveu a atividade, o trabalho foi finalizado com a produção de uma carta coletiva para a Caixa Postal do jornal O Diário que está publicada na edição de hoje, página A2. “Esta oficina foi excelente não só para o conhecimento do estudante, mas para o educador também. Aprendi como explorar textos curtos publicados no impresso. Com temas que são parte do universo das crianças, elas conseguiram participar da aula e entender conteúdos de relevância social. Com certeza o trabalho iniciado hoje ainda renderá outros resultados positivos”, conclui a professora da escola Tancredo Neves, Rosângela da Silva Oliveira.

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40 anos do Diário enriquecem bibliotecas escolares

Fruto do trabalho de pesquisa nos acervos da empresa, o livro “O Diário – A história contada por quem faz história” apresenta um recorte dos principais fatos noticiados nos últimos 40 anos. O jornalista e autor da obra, Edivaldo Magro passou dias imerso no acervo do próprio jornal, folheando centenas de edições. “Corri os olhos por mais de 15 mil páginas recolhendo os assuntos que, na minha percepção, tinham relevância histórica – para o jornal e o leitor. Organizá-los para uma melhor compreensão também foi desafiador”, conta Edivaldo.

SARANDI. Loiva Lopes entrega exemplares do livro do Diário para a secretária da educação do município, Adriana Palmieri. As obras serão destinas às bibliotecas das escolas.

SARANDI. Loiva Lopes entrega exemplares do livro do Diário para a secretária da educação do município, Adriana Palmieri. As obras serão destinas às bibliotecas das escolas.

Todas as instituições de ensino participantes do Diário na Escola serão contempladas com edições do livro. “O material será uma fonte de pesquisa muito interessante para os estudantes, além de contar a história de 40 anos do jornal O Diário, traz uma compilação dos eventos noticiosos que receberam cobertura nacional. Até o fim deste ano pretendemos entregar um exemplar para cada biblioteca das escolas parceiras do Programa”, destaca a coordenadora do Diário na Escola, Loiva Lopes.

O autor da obra esclarece que as informações, sem dúvida, podem ser um importante instrumento pedagógico. “A história é um tema de relevância e quando explorado adequadamente, se transforma num recurso didático muito eficiente para capturar a atenção dos alunos.”

“O livro vai auxiliar o trabalho do professor, pois apresenta textos com diversidade de gêneros. Quando se usa um material novo em classe, o estudante tem maior interesse pela atividade, algo que gera bons resultados”, comenta a coordenadora pedagógica Raquel dos Santos.

“A informação é sempre um instrumento de evolução. Não importa sua plataforma: virtual, eletrônica ou impressa. Quando se trata de crianças, o conhecimento deve ser servido como gênero de primeira necessidade – e de forma sempre abundante. Nesse contexto, o livro dos 40 anos do Diário sem dúvida é uma grande fonte de informação e conhecimento. A abordagem de temas relevantes das últimas quatro décadas é um recurso facilitador para o uso do conteúdo em sala de aula”, enfatiza o presidente do Grupo O Diário, Sr. Franklin Vieira da Silva.

A aluna Amandda Soares está curiosa para ler a obra. “Quando visitei a sede do Diário conheci alguns dos primeiros exemplares impressos, mas agora vou poder acompanhar não só a evolução do formato das páginas como também das notícias.”

Edivaldo conta que o trabalho foi mais prazeroso que exaustivo. “Reafirmou em mim a convicção de que o jornalista é um historiador do seu tempo e, diante de uma notícia, deve tratá-la como tal, claro, mas igualmente ter em perspectiva que aquele acontecimento vai se tornar um fato com relevo histórico, que pode servir no futuro como fonte importante de consulta”, conclui.

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Horóscopo Escolar

10592337_10202293701496338_933818691_nO horóscopo é uma tradição que crê na relação entre os corpos celestes e a data de nascimento das pessoas. Independente de se acreditar ou não nas previsões, este gênero textual cotidiano está presente na sociedade. Dentro do Caderno de Cultura do Diário é possível ter acesso às previsões de cada signo, e quando se discute sobre entretenimento no jornal, esta é uma das páginas do impresso mais visitadas pelos estudantes.

“Eles gostam de ler o horóscopo porque são frases curtas e também pela forma com que é escrito, pois sugere para os adolescentes algo novo a ser feito ou evitado a cada dia. Na idade deles, quando o futuro ainda é incerto, uma voz de comando é sempre ouvida”, conta a bibliotecária Priscilla Kelly Bressan.

Ao perceber o interesse por este tipo de texto, a professora Margareth Grow que leciona no Colégio Estadual Alberto Jackson Byington Júnior, em Maringá, propôs aos alunos a elaboração de um horóscopo que apresentasse previsões positivas e negativas do que pode acontecer no espaço escolar.

“Escolhi trabalhar com o horóscopo, principalmente, por serem textos de fácil compreensão para meus alunos do 6º ano. Esse gênero tem riqueza gramatical, e meu foco era identificar adjetivos e verbos no imperativo, algo que é característico das previsões”, destaca a professora.

A aluna Indianara Cristina Santos conta que aprendeu muito com a atividade. “Escrevi como cada signo – neste caso, aluno – deve usar a escola de forma positiva. Pude colocar no papel como o estudante deve se comportar, aconselhei sobre drogas e o respeito aos colegas, por exemplo.”

“No geral a proposta foi fácil, pois eu, particularmente, acredito que as previsões de horóscopo são inventadas por alguém, então usei a criatividade e inventei algumas dicas também”, brinca o aluno Samuel Martins Oliveira da Silva.

O estudante Maicon de Oliveira Januario ressalta que mesmo parte das pessoas não acreditando no conteúdo que estes textos apresentam, ele acha legal a leitura e confessa que começar o dia usando uma roupa com a cor ideal para o seu signo, pode dar sorte sim.

“O resultado da atividade foi excelente. Percebi que os alunos usaram como base o horóscopo publicado no Diário para conhecer a estrutura do gênero e desenvolver uma proposta de qualidade”, enfatiza Margareth.

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Meios de comunicação em pauta

A comunicação é um marco histórico que revolucionou o mundo, desde a era primata até os dias atuais. A tecnologia avança a passos largos, e a comunicação contribui para isso na medida em que o tempo passa.

As primeiras formas de se comunicar foram através dos símbolos e dos sinais, seguidos pelo desenvolvimento da fala, e por fim, o da escrita.

Para introduzir os estudos com o jornal O Diário, a professora Luciana D’Agostini, que leciona na Escola Estadual Presidente Arthur da Costa e Silva, de Floresta, fez um resgate histórico sobre a evolução da comunicação.

“Começamos o trabalho na sala de informática com pesquisas sobre os primeiros sinais de fala e escrita, e o surgimento dos meios de conversa à distância, como as cartas e os telégrafos. Foi interessante porque utilizamos a tecnologia dos computadores e da internet para fazermos uma busca ao passado. Com isso, a atividade ficou mais interativa e conseguimos ir além do conteúdo do livro didático”, conta Luciana.

DSCF5463A professora também instigou os estudantes a buscarem informações sobre como foi criado o jornal impresso e as batalhas para se conquistar a liberdade de imprensa. “Com este incentivo, quando eles tiveram acesso ao material, já sabiam todos os avanços que foram necessários para chegarmos ao modelo de exemplares que temos hoje”, comenta.

“Tem sido muito bom trabalhar com o jornal, para mim, é uma novidade. O Diário apresenta notícias da cidade que eu moro, coisa que é difícil ver na televisão, por exemplo. Além do mais, o impresso tem diversidade de textos e opções de entretenimento”, destaca o aluno Fernando José Humenchuck.

Luciana relata que, no geral, as crianças preferem ver as notícias do Diário a de outros veículos de comunicação. “Eles contam que no jornal se você não entende o fato, pode voltar à página e ler novamente, e também que as matérias são ricas em detalhes, o que facilita a compreensão.”

Depois de toda a teoria pesquisada os estudantes realizaram uma produção textual relacionando a importância da comunicação na vida das pessoas atualmente. “A imprensa apresenta diferentes conteúdos, todos os dias, com isso o ser humano acaba se deixando alienar por fatos nem sempre verídicos. Eu costumo ser diferente, quando descubro algo novo vou à busca de outras fontes de informação, como a TV, o rádio, as revistas, para realmente confirmar se aquilo é verdadeiro ou não”, enfatiza o aluno Lucas Lobo Zamboti.

“Sou apaixonada pela educação e leitura para mim é prioridade. O Diário enriquece o trabalho em sala de aula, e em pouco tempo já percebemos os resultados. Com a participação no Programa nossos professores estão conseguindo trabalhar a interdisciplinaridade e aliar as notícias do impresso aos conteúdos do livro didático”, ressalta a diretora da Escola, Vera Lúcia Cavalli Ramos.

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A vitrine do impresso

Na prática do ensino os professores buscam inúmeras formas e técnicas de trabalhar os conteúdos, com a finalidade de facilitar o conhecimento para o aluno. Geralmente, durante as atividades desenvolvidas em sala de aula, o professor utiliza revistas, gibis, panfletos, e cada vez mais, os jornais.

De costume, nos primeiros contatos com o material, os estudantes são motivados a folear os exemplares e descobrir os diferentes textos que podem ser encontrados: artigos, crônicas, charges, reportagens e outros.

Assim como o lide da notícia – primeiro parágrafo de um texto – tem o poder de seduzir ou afastar o leitor, a capa do jornal vive o mesmo dilema. A primeira página do impresso pode fazer com que você “consuma” aquele veículo ou que opte por outro, mais atrativo, mais criativo, com uma manchete mais quente ou relevante.

Pensando nisso, a professora Josilene Ghiraldi Corona, do Colégio Estadual Neide Bertasso Beraldo, de Paiçandu, realizou com seus alunos do Programa Mais Educação uma atividade para apresentar os elementos que compõem a capa do jornal O Diário do Norte do Paraná.

“Durante a aula identificamos quais informações fazem parte do cabeçalho, manchetes, textos chamada, fotos, legendas, publicidade e todos os outros itens que constroem a primeira página do impresso”, conta Josilene.

Para que outros estudantes do Neide Bertasso pudessem ter acesso a este conteúdo foi preparado um cartaz para ser exposto no pátio da instituição. “Desta forma, funcionários e alunos conseguiram adquirir novas informações sobre o jornal. O que facilita no momento da leitura”, destaca a pedagoga Juliana dos Santos.

A aluna Camila Silva comenta que a oportunidade de realizar atividades utilizando o impresso é única. “Nas aulas descobri a importância do jornal na minha vida e na da sociedade, com o conhecimento das notícias me torno não só leitor, como também um cidadão informado.”

Josilene destaca que os exemplares do Diário tornaram as aulas mais prazerosas. “Por ser um material novo, diferente do que eles costumam ter acesso, os estudantes se sentem interessados pela leitura e pelas produções textuais.”

JORNAL MURAL. Exposição estende conhecimento a todos que circulam pelo colégio.

JORNAL MURAL. Exposição estende conhecimento a todos que circulam pelo colégio.

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