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Meios de comunicação em pauta

A comunicação é um marco histórico que revolucionou o mundo, desde a era primata até os dias atuais. A tecnologia avança a passos largos, e a comunicação contribui para isso na medida em que o tempo passa.

As primeiras formas de se comunicar foram através dos símbolos e dos sinais, seguidos pelo desenvolvimento da fala, e por fim, o da escrita.

Para introduzir os estudos com o jornal O Diário, a professora Luciana D’Agostini, que leciona na Escola Estadual Presidente Arthur da Costa e Silva, de Floresta, fez um resgate histórico sobre a evolução da comunicação.

“Começamos o trabalho na sala de informática com pesquisas sobre os primeiros sinais de fala e escrita, e o surgimento dos meios de conversa à distância, como as cartas e os telégrafos. Foi interessante porque utilizamos a tecnologia dos computadores e da internet para fazermos uma busca ao passado. Com isso, a atividade ficou mais interativa e conseguimos ir além do conteúdo do livro didático”, conta Luciana.

DSCF5463A professora também instigou os estudantes a buscarem informações sobre como foi criado o jornal impresso e as batalhas para se conquistar a liberdade de imprensa. “Com este incentivo, quando eles tiveram acesso ao material, já sabiam todos os avanços que foram necessários para chegarmos ao modelo de exemplares que temos hoje”, comenta.

“Tem sido muito bom trabalhar com o jornal, para mim, é uma novidade. O Diário apresenta notícias da cidade que eu moro, coisa que é difícil ver na televisão, por exemplo. Além do mais, o impresso tem diversidade de textos e opções de entretenimento”, destaca o aluno Fernando José Humenchuck.

Luciana relata que, no geral, as crianças preferem ver as notícias do Diário a de outros veículos de comunicação. “Eles contam que no jornal se você não entende o fato, pode voltar à página e ler novamente, e também que as matérias são ricas em detalhes, o que facilita a compreensão.”

Depois de toda a teoria pesquisada os estudantes realizaram uma produção textual relacionando a importância da comunicação na vida das pessoas atualmente. “A imprensa apresenta diferentes conteúdos, todos os dias, com isso o ser humano acaba se deixando alienar por fatos nem sempre verídicos. Eu costumo ser diferente, quando descubro algo novo vou à busca de outras fontes de informação, como a TV, o rádio, as revistas, para realmente confirmar se aquilo é verdadeiro ou não”, enfatiza o aluno Lucas Lobo Zamboti.

“Sou apaixonada pela educação e leitura para mim é prioridade. O Diário enriquece o trabalho em sala de aula, e em pouco tempo já percebemos os resultados. Com a participação no Programa nossos professores estão conseguindo trabalhar a interdisciplinaridade e aliar as notícias do impresso aos conteúdos do livro didático”, ressalta a diretora da Escola, Vera Lúcia Cavalli Ramos.

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A vitrine do impresso

Na prática do ensino os professores buscam inúmeras formas e técnicas de trabalhar os conteúdos, com a finalidade de facilitar o conhecimento para o aluno. Geralmente, durante as atividades desenvolvidas em sala de aula, o professor utiliza revistas, gibis, panfletos, e cada vez mais, os jornais.

De costume, nos primeiros contatos com o material, os estudantes são motivados a folear os exemplares e descobrir os diferentes textos que podem ser encontrados: artigos, crônicas, charges, reportagens e outros.

Assim como o lide da notícia – primeiro parágrafo de um texto – tem o poder de seduzir ou afastar o leitor, a capa do jornal vive o mesmo dilema. A primeira página do impresso pode fazer com que você “consuma” aquele veículo ou que opte por outro, mais atrativo, mais criativo, com uma manchete mais quente ou relevante.

Pensando nisso, a professora Josilene Ghiraldi Corona, do Colégio Estadual Neide Bertasso Beraldo, de Paiçandu, realizou com seus alunos do Programa Mais Educação uma atividade para apresentar os elementos que compõem a capa do jornal O Diário do Norte do Paraná.

“Durante a aula identificamos quais informações fazem parte do cabeçalho, manchetes, textos chamada, fotos, legendas, publicidade e todos os outros itens que constroem a primeira página do impresso”, conta Josilene.

Para que outros estudantes do Neide Bertasso pudessem ter acesso a este conteúdo foi preparado um cartaz para ser exposto no pátio da instituição. “Desta forma, funcionários e alunos conseguiram adquirir novas informações sobre o jornal. O que facilita no momento da leitura”, destaca a pedagoga Juliana dos Santos.

A aluna Camila Silva comenta que a oportunidade de realizar atividades utilizando o impresso é única. “Nas aulas descobri a importância do jornal na minha vida e na da sociedade, com o conhecimento das notícias me torno não só leitor, como também um cidadão informado.”

Josilene destaca que os exemplares do Diário tornaram as aulas mais prazerosas. “Por ser um material novo, diferente do que eles costumam ter acesso, os estudantes se sentem interessados pela leitura e pelas produções textuais.”

JORNAL MURAL. Exposição estende conhecimento a todos que circulam pelo colégio.

JORNAL MURAL. Exposição estende conhecimento a todos que circulam pelo colégio.

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Entrevista: professora escreve livro sobre a síndrome de Burnout

  1. SoraiaO DIÁRIO NA ESCOLA: De onde surgiu o interesse pela pesquisa sobre o mal-estar docente?

Soraia Nunes Marques: Grande parte deste trabalho teve origem na disciplina de Prática de Ensino, do curso de Pedagogia, durante a fase de estágio nas escolas. Durante as minhas observações um fato me chamou a atenção. Percebi em alguns professores certa apatia em relação ao fazer pedagógico. Entravam na sala de aula, aplicavam a atividade e se afastavam apressados, como se quisessem fugir dali. Este tipo de atitude me incomodou e me fez perguntar se a vida profissional que eu aspirava, seria “aquilo” que eu estava presenciando.

  1. A sua pesquisa resultou na produção de um livro. Quais os principais aspectos abordados na obra?

R: Na primeira seção é possível ver uma retomada histórica sobre o conceito de felicidade, desde a antiguidade até os dias atuais. No capítulo seguinte há uma discussão sobre o dia-a-dia do professor focalizando a síndrome de Burnout como expressão do mal-estar docente. Em seguida, comento sobre a relação entre a saúde do educador e suas emoções. Por último, procuro definir conceitos e propor ao docente a posse do conhecimento para que possa ter uma visão crítica e reflexiva de si mesmo e do mundo em que vive. Destacando que a alegria no trabalho não é dádiva dos céus, esta exige esforço, coragem e dedicação.

  1. Nas palestras que realizou sobre o tema de seu livro, como foi a participação dos professores?

R: Costumo questioná-los se são felizes, neste momento eles respondem que como pessoas, o são, mas como professores não têm condições de o serem. É como se fossem duas vidas e uma não tivesse conexão com a outra. Pessoas fragmentadas, numa sociedade dividida, profissionais que durante a formação aprenderam conteúdos incomunicáveis apresentados por professores especialistas. Estes fatores me inspiram a continuar meu trabalho, na esperança de que com educadores mais satisfeitos, menos frustrados e mais respeitados, sintam-se felizes.

  1. O que mais tem afligido os profissionais da educação atualmente?

R: Os métodos de ensino têm passado por sucessivas mudanças, tanto técnicas como estruturais. Muitos são os “pacotes” recebidos de cima, mas maiores ainda são as dúvidas dos docentes frente às chamadas “inovações”. Na cobrança para a utilização da nova proposta urgente, o que resta é ensinar do jeito que se entendeu, do jeito que der. O professor se depara também com a necessidade de desempenhar vários papéis, muitas vezes contraditórios, pois ao mesmo tempo em que se exige dele a estimulação da autonomia do aluno, pede-se que se acomode às regras do grupo e da instituição. Há pressões de todos os lados que podem suscitar efeitos colaterais, não anunciados nos contratos de trabalho.

  1. A indisciplina dos alunos pode ser responsável pelos vários casos de professores constatados com a síndrome de Burnout?

R: Com certeza. A falta de comportamento do estudante em sala de aula resulta em um educador sobrecarregado, exausto, estressado que acaba dando aulas cansativas e antiquadas, gerando alunos desmotivados, desinteressados e por consequência, ainda mais indisciplinados. A união desses fatores tem diminuído a capacidade de tolerância e o autocontrole do docente, e assim, surgem conflitos na relação professor-aluno. Com a falta de ordem cada vez mais presente na vida escolar, e os educadores não sabendo lidar com ela, assim como também não sabem lidar com o Burnout, o que resta é um problema universal.

  1. Como os educadores percebem que estão sofrendo de Burnout?

R: O diagnóstico da síndrome é muito difícil, pois ainda não se tem instrumentos válidos e postos à disposição da comunidade médica. Muitas vezes a pessoa pode ser acometida da doença e não apresentar os sintomas do Burnout. Parte dos professores são afastados do trabalho e os fatores geralmente alegados são o estresse e a depressão. Psiquiatras afirmam que hoje a doença já atinge de 30 a 40% da categoria. Muitos são os profissionais que estão adoecendo e ainda estamos longe de saber exatamente como lidar com isso.

  1. Ao seu ver, como deveria ser o “ensinar” dentro das escolas?

R: Ensinar é um ato criador, um ato crítico e não mecânico. A curiosidade do professor e dos alunos, em ação, se encontra na base do ensinar-aprender. Esta proposta requer incentivo por parte do educador, pois o convida a sair da visão limitada. Requer disposição para ser agente transformador de uma sociedade. Requer, também, que o professor realize este ensinar satisfatoriamente e não apenas reproduza o ensino por meio de conteúdos incomunicáveis.

  1. Qual a sua esperança para o futuro da educação no Brasil?

R: Somos sempre movidos pela esperança. Prefiro acreditar que a atual situação de desânimo e mal-estar docente não é o fim. Pelo contrário, é um recomeço, uma possibilidade de olhar por outro ângulo e enxergar saídas. Pensar em transformar uma realidade que avalio como injusta e perversa, e fazer com que esse pensamento ilumine a prática. Infelizmente, nos últimos tempos, a cultura parece algo abstrato e distante demais. Prova disso são os intermináveis cursos de capacitação, nos quais muitos professores vão apenas para assinar a lista de presença e cochilar nas cadeiras. Esta realidade precisa ser mudada, urgente.

 

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O mal-estar docente

Muitos educadores têm adoecido devido a fatores relacionados à profissão. Nas escolas é possível ver uma mistura de indisciplina, desmotivação e aulas cansativas. Diante desta realidade, a professora e escritora Soraia Nunes Marques sentiu a necessidade de buscar informações para tentar mudar essa situação. O final da pesquisa resultou na produção do livro “Formação de professores felizes: evitando a síndrome de Burnout”. Na obra a autora busca respostas, na própria pedagogia, para diminuir os efeitos dos problemas capazes de abalar a saúde do professor.

livro Soraia

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O jornal impresso como recurso pedagógico

SAM_2759Alunos do quinto ano da Escola Municipal Messias Ferreira Barbosa, de Floresta, tiveram uma manhã diferente. Além da aula da professora Adriana Xavier também receberam a equipe do Diário na Escola para desenvolver atividades com o jornal impresso. “Nosso objetivo é compartilhar experiências e conhecer o público que atendemos. Estar perto de estudantes e professores integra as propostas do Programa. A cada visita, percebemos o quanto o jornal pode contribuir no trabalho pedagógico”, destaca a coordenadora do Diário na Escola, Loiva Lopes.

Entre os desafios das propostas aplicadas, os alunos vivenciaram na prática um pouco da rotina de um repórter. As crianças receberam um questionário com as perguntas que deveriam ser feitas ao entrevistado e, em seguida, buscaram um colega para realizar a dinâmica. “Gostei da experiência. Nunca tinha pensado em seguir carreira nesta área, mas percebi que é uma profissão que combina comigo. Agora estou ansiosa para chegar em casa e entrevistar meus pais”, conta a aluna Tayná Cristina Tavares.

Os estudantes foram informados sobre quais são as perguntas-chave para a produção da notícia: O quê? Quando? Onde? Como? Quem? Por quê? Conhecidas também como lide. A partir disso realizaram a leitura do Diário e identificaram dentro das matérias em qual parte do texto estavam as respostas para as questões acima.

“Esta foi a tarefa mais difícil. Percebi que preciso ler com mais atenção, porque depois que consegui encontrar o lide ficou mais simples entender a notícia”, comenta o aluno Bryan Furlan Franklin Trentini.

A professora ressalta que desde o início dos trabalhos com o jornal houve grande interesse por parte dos estudantes. “A oportunidade de conhecer algo novo os encantou, entre a turma toda apenas uma aluna recebe o jornal em casa. Com isso percebo vontade em desenvolver as propostas didáticas, e uma melhora nos resultados em sala devido à intimidade que estão criando com o material.”

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Uma nova descoberta

IMG_2700Ansiosos, parte dos alunos do 5º ano da Escola Municipal Nilo Peçanha de Marialva, desfrutaram do primeiro contato com jornal. Algo que para muitos é uma experiência comum e diária, para aquelas crianças foi o momento de se encantarem com a quantidade de textos e imagens, além do instigante desafio de manusear as folhas do impresso sem se perder pelos cadernos de notícias.

“Um pouco maior do que os outros materiais que costumo usar em sala, o jornal ocupou todo o espaço da minha mesa. Confesso que não sabia por onde começar a leitura estava com uma mistura de sentimentos dentro de mim, mas logo a curiosidade me venceu e comecei a folhear e descobrir um monte de coisas novas”, conta a aluna Emilly Geovana Rodrigues Moraes.

Há mais de dez anos trabalhando com o Diário em sala de aula, a professora Sônia Rodrigues destaca que ao início de cada ano letivo as crianças já começam a cobrança pelas produções de atividades com o uso do impresso.

“Como no ano anterior eles viam que os alunos do 5º ano realizavam trabalhos com o Diário, este ano, desde os primeiros dias de aula eles já perguntavam quando voltariam as ações do Diário na Escola, porque agora é a vez deles participarem do Programa!”, ressalta Sônia.

Neste primeiro contato, os estudantes puderam bagunçar o jornal na busca daquilo que mais despertasse interesse e também conhecer cada página deste material que vai acompanha-los todas as semanas.

De imediato os meninos fizeram sua primeira parada no caderno de Esportes, já as meninas, correram para encontrar os resumos das novelas, e as previsões do horóscopo. Dentre a diversidade de conteúdos presentes no impresso, as crianças também descobriram que é possível se divertir. “Achei o máximo as palavras cruzadas, não sabia que no Diário também tinha, é um oportunidade que eu vou ter para me distrair e aprender ao mesmo tempo”, disse a aluna Nicole Silva Martins.

“Perceber esta motivação dos estudantes é gratificante para mim. Ter a oportunidade de trabalhar com um material diferente auxilia e facilita minhas funções como educadora. Além de proporcionar bons momentos com o jornal em sala, quero disponibilizar o impresso para levarem para casa, e quem sabe assim, terem momentos de leitura em família”, ressalva a professora.

Na etapa de leitura livre, a crônica da Lu Oliveira, na coluna Francamente, chamou a atenção da aluna Daiane da Silva Teixeira. “A escritora conta sobre a desagradável experiência de ter sido picada pelo mosquito transmissor da Dengue, algo que parece tão distante da gente, mas parando para pensar, pode acontecer com qualquer um de nós, por isso a prevenção é tão importante”, fala.

Com o comentário de Daiane, a turma toda passou a discutir sobre o assunto. Atenta, a professora aproveitou a oportunidade para conscientizá-los sobre a doença. A aula ficou ainda mais dinâmica com a visita da gerente de endemias do município, Maria Tereza Severino que falou sobre como prevenir a proliferação do Aedes Aegypti.

“A partir desta notícia do jornal, e também com o enfoque que a mídia tem feito no assunto, a minha próxima atividade com as crianças será leva-las a campo. Vamos sair pelas ruas em volta da escola, com luvas e sacos plásticos para recolher todo o lixo que estiver espalhado nas valetas, calçadas e terrenos baldios”, comenta Sônia.

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Projetos escolares: Motivação para o aprendizado

A equipe pedagógica da Escola Municipal Jardim Primavera, de Santa Fé, desenvolveu diversas propostas durante o ano com o objetivo de capacitar os alunos de uma forma dinâmica e ainda envolver os familiares nas ações realizadas.

DSC05758A iniciativa “Viajando na Sacola Mágica da Leitura” possibilita aos estudantes levarem para casa livros de histórias infantis de acordo com sua faixa etária para ser lido com seus pais. Após o retorno à sala de aula o aluno compartilha a experiência contando sobre o que mais gostou na leitura com os colegas e professora.

“Nosso objetivo é que o estudante goste de ler e consiga transmitir ao outro o conhecimento. Assim, o livro se torna dimensão de prazer e alegria fazendo o aluno perceber que a leitura é uma viagem maravilhosa, e não apenas mais uma das atividades escolares”, destaca a supervisora, Cássia Gasparetto Zancan.

A estudante do 4º ano, Maria Bianca Moreira Rosa lembra que todos devem ter responsabilidade em devolver a Sacola no prazo estipulado para que ninguém perca a oportunidade de ler as obras.

“O projeto de leitura tem sido excelente! Os meus alunos ficam ansiosos para chegar o dia de levar as obras para casa, pois quando a criança retorna para a escola após a leitura em família e realizamos um bate-papo sobre os livros preferidos aumenta a curiosidade dos outros estudantes”, enfatiza a professora Genilza Favato Ita.

Sandra de Oliveira é mãe da aluna Ana Isabelli, do 5º ano, e aprova a iniciativa da leitura familiar. “Ajuda as crianças no incentivo ao aprendizado e também aproxima os pais das atividades escolares”.

DSC05112Outro projeto que tem movimentado a Jardim Primavera é o “Pais Presentes, Filhos Contentes” no qual os responsáveis pelos alunos são convidados a participarem de atividades culturais, pedagógicas e de conscientização aproximando família e instituição de ensino. Desta forma, é criado um elo de confiança que reflete no desenvolvimento intelectual e emocional do estudante.

“Nós, pais da aluna Gabriela do 3º ano gostamos muito desta ação. Nossa filha está motivada em realizar as propostas escolares e isso refletiu em crescimento no rendimento em sala de aula”, comemoram Cirlene Eugênio da Silva e Giovani Chicarolli Gandolfo.

Neste ano os temas trabalhados no projeto foram condizentes com cada ano escolar. 1° ano: Brinquedos e Brincadeiras; 2° ano: Folclore Brasileiro; 3° ano: Monteiro Lobato e o Dia do Livro; 4° ano: Meio Ambiente e 5° ano: A água como fonte de vida.

“Durante o desenvolvimento do “Pais Presentes Filhos Contentes” foi possível atrelar ao ensino atividades lúdicas e prazerosas nas quais nossos alunos puderam demonstrar seus talentos em danças, poesias e músicas”, ressaltam as professoras Darci Ogera , Maria da Glória Gomes e Andréia Cruz.

A diretoria da escola Jardim Primavera comemora a participação dos pais. “Em todas as apresentações os responsáveis estiveram presentes e ficaram entusiasmados com as produções de seus filhos”.

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Autores das melhores histórias em quadrinhos recebem prêmios

O tradicional Concurso do Gibi, promovido pelo Diário na Escola, finaliza sua 8ª edição. Na última terça-feira, alunos e professores finalistas da promoção cultural estiveram na sede do Grupo O Diário para a cerimônia de premiação.

“O Diário entende que os concursos culturais que realiza são importantes na descoberta de talentos, na motivação e inspiração dos participantes. Além de valorizar as melhores ideias”, destaca o diretor comercial, Cesar Carvalho.

O desafio do concurso é fazer com que a partir da leitura de uma notícia publicada em O Diário do Norte do Paraná, o aluno crie uma história em quadrinhos. E assim, estimular o desenvolvimento da leitura crítica em relação às matérias divulgadas no jornal.

“Relacionar a notícia com a HQ é uma estratégia bastante interessante de ensino, pois oportuniza a leitura e possibilita que o estudante desenvolva aspectos lúdicos, críticos, estéticos, entre outros que a produção do gênero mobiliza”, enfatiza a professora doutoranda, Adélli Bazza.

PREMIO GIBIS_RS31Para selecionar as melhores produções foram avaliados originalidade, ortografia, enredo e criatividade. A banca de jurados foi composta pela equipe do Diário na Escola, o diretor comercial do Grupo O Diário – Cesar Carvalho, o editor chefe do jornal – Walter Tele, o editor de cultura – Jary Mércio e pelas professoras que ministraram as capacitações sobre HQ aos educadores participantes do Programa – Adélli Bazza e Maísa Cardoso.

Foram cerca de 600 produções enviadas ao Programa para a escolha dos três vencedores na categoria escolas da rede municipal de Maringá; três ganhadores das escolas da região e um premiado na categoria escolas subsidiadas pela concessionária de rodovias, VIAPAR.

Receberam prêmios tanto o estudante, quanto o professor que o auxiliou na produção da história em quadrinhos. As principais temáticas abordadas foram: meio ambiente, segurança no trânsito e violência.

“Os finalistas mostraram estilo próprio, bom aprendizado quanto ao aspecto não verbal e desenharam em vários planos. Percebi também boas histórias focadas dentro do tema escolhido. Desta forma é possível perceber que o professor mediou o trabalho com o aluno sem interferir na criação pessoal, o que é fundamental”, ressalta a professora mestre, Maísa Cardoso.

A professora Kelen Cristina Mansanno conquistou a terceira colocação na categoria escolas de Maringá e comemorou junto com o aluno Diego dos Santos Chagas. “Eu segui a risca as orientações que recebi no curso de capacitação, foi como ter uma receita para a criação da HQ. Estou muito contente com a vitória do Diego, este reconhecimento valoriza o nosso trabalho”.

O primeiro lugar das escolas da região foi conquistado pela aluna de Doutor Camargo, Gabriela Fusco dos Santos. Surpresa com a colocação Gabriela não conteve as lágrimas no momento de receber o prêmio. “É uma mistura de ansiedade com alegria. Saber que estava na final já era uma notícia muito boa, mas ouvir que o melhor trabalho é o meu, gera uma felicidade inexplicável”, celebra a estudante.

A mãe de Gabriela, Maria Cristina Fusco conta que a filha é dedicada em tudo o que faz. “Ela esteve realmente empenhada no período de produção da historinha. Concursos como este incentivam as crianças a buscarem o sucesso. Desejo que a parceria entre o Diário e a escola municipal continue, para que assim como a Gabriela, mais alunos possam ser beneficiados”.

PREMIO GIBIS_RS25A APAE de Itambé participa do Diário na Escola por meio do subsídio oferecido pela VIAPAR e levou o prêmio da categoria. “O trabalho de criação de história e desenho com alunos especiais é sempre um grande desafio, mas isso não nos fez desistir. Com a dedicação dos professores e o empenho dos alunos saímos vitoriosos”, festeja a diretora, Leila de Sousa Peres.

João Pedro dos Santos é estudante da APAE e vencedor do concurso. Há três anos no Programa o trabalho que começou com atividades manuais hoje deu espaço a leitura e interpretação textual. “Receber o prêmio é uma superação para mim! Espero que minha conquista sirva como motivação para que outras pessoas com necessidades especiais se dediquem e ganhem espaço na sociedade”.

Antes de serem anunciados os vencedores, os professores comentaram que alguns alunos não estavam dormindo direito, tamanha a ansiedade pela espera do resultado. “Isso mostra o quanto ações como essas estimulam, não somente o aluno, mas também o professor”. É muito agradável ouvir o educador dizer aqui, que ser finalista do Concurso este ano é o reconhecimento do trabalho de um ano inteiro.

 

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Feira do livro movimenta escola

A participação dos alunos dos quintos anos no Programa O Diário na Escola, tem movimentado as ações de incentivo à leitura da equipe pedagógica da Escola Municipal São Jorge, de São Jorge do Ivaí. Motivados pelos resultados que a prática da leitura do jornal tem trazido para o ambiente escolar, os professores desenvolveram um projeto com o objetivo de alcançar todos os alunos da escola. Foi assim que nasceu a Feira do Livro.

Com obras a partir de R$ 0,70 centavos pais, alunos e a comunidade participaram do evento. Entre a diversidade de textos foi possível encontrar desde exemplares da literatura infantil até famosos best sellers.

IMG_0970“É gratificante ver o envolvimento dos alunos, o que está acontecendo hoje é o resultado de um ano de trabalho direcionado à leitura, aqui nós buscamos despertar o hábito de ler diariamente”, destaca a diretora Helia Mara Santinoni Preti.

O estudante Carlos Eduardo Lima dos Santos se animou com tantas opções e comprou sete livros. “Prefiro gastar meu dinheiro com estas obras do que com brinquedos, porque vou me divertir do mesmo jeito e ainda posso adquirir conhecimento”.

Valéria Novello é mãe de dois alunos da Escola São Jorge e marcou sua presença. “Ações como esta são muito importantes para aguçar o interesse da criança pela leitura. Eu vim conhecer e já comprei um livro de histórias infantis com espaço para pintura, assim meus filhos podem brincar enquanto lêem”.

Os alunos do 5º ano foram responsáveis pela venda das obras. Divididos em grupos eles auxiliavam os interessados na compra e em seguida os acompanhavam até o caixa que estava sob responsabilidade da diretora.

“Estou adorando participar, conversar com as pessoas, mostrar os exemplares e ter um dia diferente aqui na escola. Quando o movimento está fraco eu aproveito para ler alguns livros”, conta a estudante Ana Caroline Sartori.

A coordenadora pedagógica Roselene Zago auxiliou na organização e ficou feliz com o resultado. “A Feira superou nossas expectativas, alunos e professores do colégio estadual e da pré-escola do município também vieram prestigiar e elogiaram tudo o que viram”.

IMG_0979Os convidados também puderam assistir a uma dramatização da obra “História das Bruxas”. Caracterizada de bruxinha, a professora Janaina Rizzi encenou um dos capítulos do livro e encantou as crianças. “Busco mostrar a riqueza da literatura infantil, desenvolver o intelectual e a criatividade dos pequenos. Escolhi ser contadora de histórias porque vivenciei isso na minha infância e foi algo que sempre me chamou atenção”, ressalta.

A professora do 5º ano, Rosangela Oliveira desenvolveu com seus alunos uma pesquisa sobre a biografia dos principais autores da literatura infantil. “As crianças buscaram por textos e fotos, e o próximo passo foi usar a imaginação e reescrever as histórias lidas. Com o material pronto juntamos todas as atividades e montamos um livro caderno. O incentivo à leitura é um trabalho diário em minha sala”, enfatiza.

“Estou muito feliz com o desempenho da equipe da Escola São Jorge. O comprometimento dos gestores resulta em alunos interessados e com produções de qualidade. A Feira do Livro finaliza o ano escolar com sucesso!”, comemora a secretária de educação do município, Claudinéia Sossai Navarro.

Na ocasião foi realizada a premiação dos “Melhores Leitores” – aos vencedores foi entregue kits com material escolar.

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Jornada discute alfabetização

A coordenação do curso de pedagogia e a reitoria da Unicesumar realizaram, entre os dias seis e oito deste mês, uma jornada com o objetivo de proporcionar visão atualizada sobre a prática docente. O evento foi direcionado para estudantes e profissionais da área e buscou ampliar as possibilidades do planejamento do professor.

A temática “Alfabetização nos anos iniciais” foi uma preocupação que surgiu em reuniões com os educadores do curso de graduação. “Os resultados do último Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) foram baixos. Em uma estatística de zero a 10, o Brasil tem média quatro. É um dado alarmante e que precisa ser mudado”, destaca a coordenadora do curso de pedagogia e organizadora da jornada, Prof Doutora Rachel de Maya Brotherhood.

Na programação, palestras e oficinas foram oferecidas com o propósito de auxiliar os profissionais da educação a desenvolverem novas propostas didáticas. Entre os assuntos mais discutidos estavam: letramento, estratégias de leitura, desafios do curso de pedagogia e analfabetismo funcional.

ODIARIO_ESCOLA_CESUMAR_JPS (3)A pós-doutora Renata Junqueira de Souza – pesquisadora do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e professora da UNESP/ Presidente Prudente – ministrou a oficina Estratégias de Compreensão Leitora. “As crianças conseguem ler, mas não compreendem o que está escrito. Na oficina os participantes conhecem o passo a passo para despertar motivação e entendimento nos alunos”, conta.

A ministrante sugeriu atividades a serem realizadas com as crianças antes, durante e após a leitura. “Antes de ler devemos aguçar a curiosidade do aluno para que ele possa ativar o conhecimento, durante a contação da história chamar a atenção e permitir respostas pessoais é uma dica importante. E para finalizar, o ideal é que desenvolvam propostas em que possam refletir, analisar e sintetizar o que foi lido”, ressalta Renata.

Antonio Eduardo Gabriel é professor da Unicesumar e esteve presente todos os dias. “O evento é bastante interessante, pois apresenta novas técnicas e sugestões de propostas para serem aplicadas em sala. Tudo o que é repassado acrescenta a formação. A boa qualificação dos palestrantes e os conteúdos com diferentes tipos de abordagem me animaram”.

A estudante de pedagogia, Éli Cristina Mira de Souza está prestes a enfrentar o mercado de trabalho e conta que os conteúdos repassados são excelentes para dar segurança na hora de ir a pratica em sala. “Com tantas informações e atividades agora é o momento de buscar meu espaço dentro das escolas”.

Rachel de Maya comemora a realização do evento. “É sempre muito bom oferecer novos aprendizados. Espero que os profissionais da educação tenham saído com a consciência de que eles podem mudar a situação escolar desenvolvendo consciência crítica no aluno, e assim o educador passe a ser mais valorizado”.

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História de Rafael vence concurso

No mês em que se comemora o Dia da Criança, o Diário na Escola em parceria com a Livrarias Curitiba, lançou a promoção cultural “Livro também é diversão!”. Para concorrer a seis livros infanto juvenis os participantes contaram como estimulam a leitura nos pequenos, seja filho, neto, sobrinho ou aluno.

DSC00246A vencedora do concurso é Léia Rachel Teixeira de Souza que diariamente lê para o filho de apenas dois anos, Rafael Silvério de Souza. Mas o estímulo à leitura na vida de Rafael começou antes mesmo dele nascer.

Quando Rachel descobriu que estava grávida pesquisou formas de auxiliar o desenvolvimento da criança ainda na barriga. Uma das dicas que encontrou foi justamente a de ler para o bebê.

Guias de gravidez apontam que ainda no ventre a criança pode ouvir histórias contadas pela mãe. Nessa fase o pequeno é considerado um leitor ouvinte, o objetivo não é que ele entenda o enredo, mas que passe a reconhecer a voz da mãe e fortalecer o elo entre eles.

“Depois que Rafael nasceu os presentes eram livros musicais, com ilustrações e até aqueles que pudessem ser manuseados dentro da banheira. Assim ele foi percebendo como as obras eram interessantes e que também poderiam diverti-lo”, conta a mãe.

Graduada em Letras pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), Rachel sempre foi apaixonada por leitura. “Minha mãe trabalhava fora e não tínhamos o hábito de ler juntas, mas sozinha eu fui sentindo a necessidade de procurar os livros, frequentar bibliotecas e sempre levava minha irmã comigo”.

Ela destaca que a leitura é um crescimento pessoal, você passa a ter mais argumentos na hora de escrever e consegue se expressar de forma melhor durante uma conversa. “Os livros além das histórias fictícias, também trazem informações e conhecimentos que vou levar para o resto da vida”.

Rafael vai para a escola desde os seis meses do nascimento. A professora comenta que ele é uma criança bem desenvolvida, comunicativa, que já reconhece personagens e gesticula durante as aulas. “Em casa ele mostra algumas letras, números e cores. Fico encantada!”, diz Rachel.

As leituras para Rafael são feitas todas as noites antes de dormir. Quando a mãe não está lendo para ele, é o pequeno quem pega o livro sozinho e começa a folhear e ler tudo o que está escrito, antes mesmo de estar alfabetizado.

Por muitas vezes Rachel leu as histórias: “Chapeuzinho Vermelho” e “Os Três Porquinhos”, hoje Rafael conta o enredo nas narrativas e até imita o rugido do Lobo Mau.

“Com tantas opções tecnológicas as crianças estão se afastando do contato com os livros. Quero que na vida do meu filho isso seja diferente. Percebo que o hábito da leitura é algo prazeroso para ele, e espero que continue assim”, enfatiza a mãe.

Rachel destaca que além da motivação familiar, a escola tem papel fundamental no estimulo à leitura. “O Rafael tem muito contato com os livros em sala de aula e a professora separa horários na semana para a contação de histórias. Acredito que tendo o exemplo dentro e fora de casa ele será um leitor assíduo, e no futuro tenha o hábito de ler para seus filhos”.

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Escola desenvolve projeto que incentiva leitura familiar

A ideia de sentar ao lado de uma criança e ler com ela um livro infantil ou mesmo jornal, gibi ou revista pode significar uma mudança em seu futuro, abrindo portas para ela se tornar uma pessoa culta e apaixonada pela leitura. Os especialistas em educação chamam esse processo de “letramento”. Trata-se de um ato simples, mas que no cotidiano da família fica esquecido por conta da rotina de trabalho dos pais.

Com o intuito de motivar ações como esta, na qual a leitura familiar se torna uma prática diária, direção e equipe pedagógica da Escola Municipal Maestro Aniceto Matti, em Maringá, criaram o projeto “Viajando no Mundo da Leitura”.

Na última quinta-feira (12) a diretoria da escola apresentou o projeto para alunos, pais e comunidade de uma forma bem inusitada. O pátio da instituição foi todo decorado com itens que compõem uma floresta, como a dos contos infantis. Algumas crianças se caracterizaram de Branca de Neve, Chapeuzinho Vermelho, Lobo Mau e tinha até os Três Porquinhos. Também não faltou príncipe e princesa, a orientadora Suely e a supervisora Roseneia se caracterizaram, entraram no clima e animaram a garotada.

Cada professor da Aniceto Matti recebeu sua “Maleta da Leitura”, contendo literatura infantil, gibis, revistas e exemplares do jornal O Diário. A dinâmica será a seguinte: o aluno vai levar a maleta para casa e ficar com ela por dois dias para a realização da leitura em família, no terceiro dia ele devolve a pasta para a professora e conta como foi a experiência, inclusive, sobre a participação dos pais. Neste mesmo dia uma outra criança vai levar a maleta para casa e assim segue o projeto, até todos os estudantes terem a oportunidade de participar.

“Queremos resgatar o valor da leitura. Nossos alunos têm apresentado dificuldade de aprendizado e acreditamos que a literatura vai despertar o interesse pelo ato de ler, o que consequentemente, resulta na melhora da escrita da criança”, destaca a supervisora da escola, Roseneia dos Reis Francisco.

A secretária de educação de Maringá, professora Solange Lopes, esteve presente no lançamento do projeto na escola e parabenizou toda a instituição pela excelente iniciativa. “Pesquisas informam que as pessoas estão parando de ler, por isso ações como esta são muito importantes”. Solange também aconselhou os alunos “quando a gente lê, a gente sonha, a imaginação nos leva a lugares que talvez nunca poderíamos ir. Peça para seus pais realizarem a leitura com vocês e os ajudem a viajar pelo mundo imaginário!”.

Suely Martins Gomes de Oliveira é orientadora educacional da Aniceto Matti e enfatiza que o maior propósito do projeto é mobilizar escola e comunidade. “Acredito que os pais são exemplo para os filhos, é importante que eles leiam em casa e que levem as crianças para visitar as bibliotecas municipais, por exemplo, desta forma vão despertar nos alunos não só o interesse, mas o gosto pela leitura”, afirma.

“Quem lê aprende mais, conhece novas histórias e se diverte. Estou ansiosa para levar a “Maleta da Leitura” para casa, ainda mais porque sei que dentro dela tem gibi e eu sou apaixonada por histórias em quadrinhos”, comemora a aluna do 4º ano, Débora Wilhans Zavatine.

A diretora, Darly Maria da Silva Moreira, está esperançosa pelos resultados do projeto. “Espero, realmente, que alunos e pais se apaixonem pela leitura. Temos alguns estudantes na escola que lêem um livro por semana, a intenção é disseminar isso entre as crianças, e quem sabe, motivar outras instituições de ensino a desenvolverem projetos de leitura também”.

No projeto “Viajando no Mundo da Leitura” além das maletas que vão para casa dos alunos, a equipe da escola criou o “Cantinho da Leitura” em cada sala de aula – uma prateleira com várias obras infantis que será utilizada para momentos de descontração entre as crianças ou quando algum aluno terminar a atividade antes de outros. A biblioteca da escola também foi modificada, agora ela é chamada de “Toca da Leitura” – um grande tapete, almofadas e poltrona substituíram parte das mesas e cadeiras, o que deixou o ambiente mais convidativo e confortável.

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Folclore é tema de projeto em escola de Cruzeiro do Sul

A matéria do Diário na Escola sobre o Dia do Folclore serviu de base para atividades em diversas escolas, na semana passada apresentamos os resultados no município de Flórida, hoje, o destaque é para a Escola Municipal Professor Flávio Sarrão, de Cruzeiro do Sul. Participantes do Programa, os alunos do 5º ano recebem o jornal O Diário em sala de aula toda semana para a produção de atividades.

Acreditando que a aprendizagem só ocorre mediante aplicabilidade diária, a equipe pedagógica da escola desenvolveu o Projeto Folclore Brasileiro envolvendo as turmas do Pré I ao 5º ano. As atividades trabalhadas integraram pesquisas na internet, contação de casos, leitura e reescrita das lendas, produção de frases, dramatização e apresentação de vídeos.

“As produções foram elaboradas para motivar os alunos a pensarem sobre a cultura de nosso país, se comprometerem a conhecer a história brasileira e, por consequência, a sua própria história, através do relato de seus familiares que, inclusive, tiveram uma participação muito importante na realização das atividades”, conta a professora Márcia Critina Juliani Correia.

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Profissionais da educação de Sarandi recebem capacitação

Professores da rede municipal de educação de Sarandi participaram na última semana, do encontro pedagógico com a temática: “História em quadrinhos: linguagens e ludicidade nas produções textuais”, promovido pelo Diário na Escola e ministrado pela professora doutoranda, Adélli Bazza.

O tema do encontro tem por objetivo auxiliar os educadores a orientarem seus alunos nas produções de histórias em quadrinhos (HQs) que poderão ser enviadas ao 8º Concurso do Gibi que será lançado, em breve, pelo Programa.

“O trabalho com a leitura de HQs em sala de aula é sempre muito bem recebido pelos alunos, afinal diminui-se o texto verbal e acrescenta-se figuras, o que proporciona um maior interesse”, comenta Adélli.

As histórias em quadrinhos têm caráter lúdico, ou seja, trabalham de uma forma na qual o intuito é ensinar e educar com diversão e interação. Sendo assim, esse gênero é também considerado uma arte que é significativa no processo de ensino e aprendizagem de diversos conteúdos, como geografia, matemática, história, português e idiomas estrangeiros.

Adélli conta que na oficina foi demonstrado o quanto as histórias em quadrinhos estão difundidas na escola, tendo em vista os depoimentos das professoras a respeito de trabalhos já desenvolvidos em sala com esse gênero textual. Por outro lado, a falas das educadoras também indicaram que, para inúmeros alunos o primeiro contato com os gibis se dá na escola. Por situações como essas, percebe-se a importância de estudos e de difusão dos quadrinhos na escola.

A professora, Maria Aparecida Pereira conta que após o encontro ela pôde compreender melhor as HQs e sua forma de produção, deixando mais clara as informações a serem repassadas aos alunos. “Antes eu tinha insegurança, porque não entendia muito bem o conteúdo, mas agora vou poder direcionar às crianças todos os passos de confecção de quadrinhos com maior precisão”.

Lourdes Cabral, educadora, relata que no dia-a-dia sobra pouco tempo para preparar e pesquisar materiais sobre as HQs. “Hoje, eu saí do encontro do Diário na Escola com propostas muito interessantes e que já podem ser trabalhadas em sala. Cada oficina do Programa que participo é uma novidade a mais para meus alunos”.

Após a explicação de toda a parte teórica os participantes receberam o desafio de elaborar uma história em quadrinhos. Primeiro foi escrito um enredo narrativo que foi dividido em vinhetas, em seguida as falas com seus balões específicos, os desenhos e por fim, a coloração.

“A exposição do conteúdo, e os alertas, foram pontuais para o esclarecimento de dúvidas de produção. No momento em que se alia a teoria à prática, fica mais fácil assimilar as dificuldades”, destaca a supervisora da secretaria municipal de educação de Sarandi, Olga Marcenichen Lobato.

A pedagoga, Claudinéia Vital Braga, enfatiza a importância da prática. “No momento da oficina, vivenciamos a realidade do aluno, as dificuldades que ele enfrenta, diante disso conclui que é preciso retomar as práticas de sala de aula para constatar o verdadeiro significado do aprendizado da criança”.

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