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Apae mobiliza alunos no combate à dengue

Temas que envolvem a proteção do meio ambiente e a escassez da água, estão sempre em debate dentro das instituições de ensino. No caso das Apaes, de Maringá, não tem sido diferente. O conteúdo já é algo que faz parte da grade curricular da educação especial. Para iniciar as atividades, as escolas Diogo Zuliani e Reynaldo Rehder Ferreira fizeram uma exposição para comemorar a Semana do Meio Ambiente e apresentar de maneira criativa uma forma de refletir sobre a importância e necessidade de cuidarmos da natureza, com um olhar especial para o uso adequado no consumo da água. Maquetes, jogos e atividades representaram os efeitos causados pela devastação do meio ambiente, além de sugestões sobre a necessidade de preservação dele.

Foto AbreLembrando que a água contribui para a proliferação do mosquito transmissor da dengue, a equipe pedagógica da instituição ampliou o projeto para alertar os riscos da doença, que nesta época de inverno, começa a ser esquecida devido ao menor número de casos.

“Já adotamos a prática da limpeza do entorno das Apaes que são feitas pelos próprios estudantes. Nesta ação, crianças e adolescentes recolhem tudo o que possa virar foco do mosquito e, assim, memorizam a importância de não deixar papeis de bala no chão, tampinhas de garrafa, ou qualquer outro objeto que acumule água”, destaca a coordenadora pedagógica, Sara Gonçalves dos Santos Nogueira.

Em parceria com esta iniciativa a secretaria municipal de saúde, de Maringá, disponibilizou cartazes, panfletos e potes com água contaminada mostrando o desenvolvimento do Aedes aegypti. A exposição encantou os estudantes.

Para encerrar o projeto, uma equipe de agentes de endemias da cidade foi até a sede da instituição e fez uma palestra para esclarecer todas as dúvidas dos alunos e alertar quanto a prevenção que deve ser diária.

“O combate ao mosquito transmissor tem que fazer parte do nosso dia-a-dia, não podemos relaxar. Os ovos do Aedes aegypti podem continuar vivos por mais de um ano, por isso a limpeza dos quintais é tão importante”, comenta a agente, Ariana Cristina Castro.

Para a professora, Nairde Freitas Palioto os conteúdos em estudo acrescentaram em muito a formação dos estudantes. “Eles foram participativos em todas as ações, a prática os ajudou a memorizar as informações repassadas.”

“Minha mãe já teve dengue, e ninguém lá de casa quer passar novamente por essa experiência. Tudo o que aprendi nas aulas ensinei para a minha família, não podemos brincar com esse mosquito”, alerta a aluna, Thayla da Silva Porto.

A agente, Eleuza Marin aconselha, “a população precisa ser mais receptiva com o agente de saúde quando eles vão até as casas, deve-se lembrar que somos inimigos apenas da dengue.” A colega de trabalho, Silvana Fiuza acrescenta “na guerra contra o mosquito transmissor, cada um de nós é a melhor arma, basta ter iniciativa.”

Se você desconfia de algum foco do Aedes aegypti na região em que mora, estuda ou trabalha, ligue para 3218-3191.

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No dia do mestre, uma história de dedicação

Ambientes educativos conflituosos, estruturas físicas inadequadas e a falta de limites em um grande número de alunos, são fatores que levam a desmotivação dos profissionais e ao descrédito da educação. Mesmo dentro dessa realidade, ainda é possível encontrar professores que resistam a esses indícios negativos e se destacam positivamente. A exemplo do professor Luciano Pereira dos Santos.

O sonho de lecionar surgiu na infância, as dificuldades para cursar uma faculdade integral no município vizinho eram muitas, mas Luciano não desistiu. Com esforço e dedicação foi graduado em educação física pela Universidade Estadual de Maringá (UEM).

Depois de formado, Luciano foi professor por 14 anos em escolas de Sarandi – cidade em que sempre viveu – até que assumiu o cargo de diretor do Colégio Estadual Helena Kolody.

Foi neste momento que ele mostrou o seu diferencial.

Em 2005, a instituição foi inaugurada e Luciano foi trabalhar no colégio. Situado em um bairro periférico, em pouco tempo o cenário escolar já era bastante complicado, com problemas disciplinares e sociais, como uso de drogas, violência e até prostituição infantil.

“Eu cresci em Sarandi e sempre acreditei que poderia fazer mais pela minha cidade, em especial pela educação do município, não poderia ficar passivo diante de tantos problemas. Decidi que era o momento de ser um agente de transformação no colégio, e assim, motivar mais pessoas a lutar comigo”, destaca Luciano.

Focado em fazer a diferença, logo que assumiu o cargo de diretor em 2009, Luciano começou a buscar recursos que pudessem modificar a realidade de um colégio depredado, com altos índices de violência e evasão escolar.

Depois de conseguir verba para a reforma na estrutura, o diretor teve uma ajuda especial, pais e vizinhos da escola se uniram para auxiliar nos trabalhos oferecendo mão-de-obra. “A colaboração foi de grande importância para o resultado, pais de família dispuseram de seu tempo vago para ajudar a colocar uma telha, trocar o vidro de uma janela, foi incrível!”, comemora o diretor.

As mudanças da estrutura física contribuíram para outra alteração, a comportamental. Uma escola que formava 12 alunos no terceiro ano do ensino médio, está com três turmas de 35 alunos, cada, prestes a se formar.

Para diminuir os índices de violência Luciano contou com a ajuda da Patrulha Escolar e do Conselho Tutelar, que passaram a estar mais presentes no colégio, não só promovendo a segurança, mas também realizando palestras de conscientização.

“Sou aluno do Helena Kolody desde 2007, a realidade que vivo agora dentro da escola é muito diferente. Antes eu tinha medo de vir pra cá, andava sempre com a bolsa nas costas por medo de ser roubado, pulava o muro pra matar aula, os espaços eram todos sujos, eu não tinha motivação para estudar. Hoje tenho orgulho de falar onde estudo, converso com amigos de outros colégios e percebo que o meu é modelo de educação”, conta o aluno Alysson Ribeiro.

Luciano desenvolveu projetos de cultura, artes e informações sobre o mercado de trabalho envolvendo pais e alunos nas atividades dentro do ambiente escolar. “Este ano já realizamos Festival de Música, Campeonato de Futsal masculino e Voleibol feminino, além de palestras sobre a importância da água, o acesso ao ensino superior e questões que envolvem a saúde”, relata.

O colégio também oferece sala de informática com equipamentos em ótimas condições de uso, laboratório de química e espaço climatizado com data-show para a realização de eventos. Reuniões e assembleias com os responsáveis, para discutir melhorias na instituição, fazem parte da rotina da escola.

Juliana Marques é auxiliar administrativa no colégio e trabalha lá desde a gestão anterior. “Depois que o Luciano assumiu a diretoria eu passei a trabalhar com mais segurança, os pais ficam tranquilos ao deixarem seus filhos na escola, e os alunos têm ótimo comportamento. Desejo que outros professores e diretores se motivem com a história do Luciano e comecem a fazer mais pela educação brasileira”.

As boas ações não param por aí, nas horas vagas o diretor ainda exerce o cargo de professor voluntário e treina vôlei com um grupo de alunas do colégio.

Para Luciano, educar é mais do que reproduzir o conhecimento, é formar consciência no estudante. “Penso que a criança e o adolescente são os cidadãos que vão mudar o futuro da sociedade, por isso é muito importante que o educador goste de gente, pense coletivamente, e assim, trabalhe com amor, dedicação, ética e responsabilidade”, enfatiza.

SUPERAÇÃO - Alunos comemoram com o diretor Luciano a oportunidade em fazer parte de uma escola que hoje é exemplo. Ao fundo, a imagem da poetisa que deu nome a instituição

SUPERAÇÃO – Alunos comemoram com o diretor Luciano a oportunidade em fazer parte de uma escola que hoje é exemplo. Ao fundo, a imagem da poetisa que deu nome a instituição

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