Literatura



O Dia do Folclore foi o tema da coluna do Diário na Escola de terça-feira

Olá pessoal! A semana começou agitada no programa O Diário na Escola! A segunda-feira, 21, foi dia de oficina pedagógica em Marialva. O assunto foram os Distratores e a Prova Brasil e os profissionais da Educação participaram de mais um encontro com a professora Alethéia Braga. Os distratores são aquelas alternativas que parecem certas na hora […]

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A escrita por emoção

O Concurso promovido pelo Diário na Escola “Notícias em Versos” – no qual os participantes deveriam escrever poesias a partir das notícias publicadas no jornal O Diário do Norte do Paraná – resultou em mais do que prêmios, professores descobriram verdadeiros poetas dentro das salas de aula. E uma dessas boas surpresas foi a aluna Vanessa Aparecida Ferreira, que estuda na Escola Municipal Yoshio Hayashi, em Sarandi, e que com a criação de um texto cheio de sentimento foi escolhida uma das vencedoras do Concurso.

Foto AbreVanessa teve a orientação da professora Amanda Manha para a criação da poesia, mas Amanda garante que o mérito é todo da estudante. “Foram várias aulas trabalhando a estrutura desse gênero textual que as crianças teriam que produzir para enviar ao Diário na Escola. Mas a parte de conteúdo, ficou a escolha de cada aluno. Lemos a matéria do jornal juntos, sensibilizei eles sobre as informações da notícia, e na sequência cada um criou seu poema de forma independente. E os resultados foram os melhores possíveis”, conta a professora.

A matéria com a manchete “Tem coisas que só vidas dão sentido”, retratava o abandono de uma casa. A partir da leitura desse texto Amanda ajudou os alunos a se inspirarem para as criações. Vanessa destaca que foi muito prazerosa a produção da poesia, “no meu texto falei um pouco da realidade que vivo, coloquei tudo aquilo que se passa dentro do meu coração no papel. Não tenho uma casa de luxo, mas a que moro é bastante acolhedora e para mim ela é linda não pela estrutura, mas pelas pessoas que moram lá dentro e me fazem uma menina muito feliz”.

A professora comenta que a estudante é merecedora do prêmio do Concurso. “A Vanessa é uma aluna bastante tímida e se revelou nesse trabalho, descobri um talento nela que só precisava ser motivado para florescer. Tenho certeza que essa premiação despertará em toda a classe o prazer em ler e escrever, pois eles viram que com o esforço vem o reconhecimento”, diz Amanda.

A secretária da educação de Sarandi, Adriana Palmieri comemorou com a aluna vencedora e com toda a equipe pedagógica que trabalha diariamente para que o ensino melhore e consiga bons resultados como este. “Estou muito feliz pela educação de Sarandi, a cada dia vemos novos avanços. Esta é a segunda edição do Concurso Notícias em Versos e é a segunda vez que algum aluno do município é premiado, é muito orgulho! Como secretária e professora acredito que estas propostas tendem a incentivar o trabalho dos educadores que são os mediadores do ensino e consequentemente o interesse das crianças pelo aprendizado.”

Adriana ressalta que a parceira com o Diário na Escola rende bons frutos, e que para 2017 pretende expandir ainda mais o atendimento incluindo todas as séries do ensino fundamental no Programa para que mais estudantes tenham acesso a informação e à leitura de textos de circulação social, como também para que os professores possam receber uma formação contínua.

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A solidão de uma estrela

Amaury Meller Filho e Vera Lúcia Fávero Margutti reuniram talentos na criação da obra “A Estrela Solitária”. Com um conteúdo cheio de significados, os autores privilegiaram mais a estética do que a ética, levando em conta a ideia de que a literatura infantil lúdica é uma importante ferramenta para a formação de leitores. Procuraram priorizar a abordagem literária, o que significa desenvolver histórias de forma libertária, sem preconceitos e sem didatismo.  “Escrevemos para entreter, para despertar o prazer de ler e encantar, visando o estímulo à leitura. Naturalmente passamos valores e conhecimentos, tecemos reflexões. E essa dupla função, que cada vez mais se faz necessária, pois a leitura na escola deve ser marcada por momentos lúdicos e prazerosos e que também estimule à alfabetização, que fortaleça a construção de novos conhecimentos e favoreça o desenvolvimento social, emocional e cognitivo das crianças”, destaca Vera.

Os autores contam que uma nova obra é sempre muito desafiadora, começando pelas responsabilidades com a escrita. Definir o que falar de forma que encante, cative e estimule.  Pensar sobre o que passar de bom que contribua com o desenvolvimento social, emocional e cognitivo das crianças.  Depois vem os desafios das publicações, se impresso ou e-book, no caso desta obra Amaury e Vera fizeram das duas formas. E por fim, vêm os desafios da aceitação e distribuição.

“Essa história infantojuvenil fala de uma primeira estrela que nasceu na Via Láctea, sua solidão, necessidades e vontades, e sua relação com o Criador. Oferece a ideia do começo de uma jornada em busca de novas amizades e como a companhia é importante em nossas vidas. Mostra a importância de autonomia e de que nesse mundo vivemos em uma constelação, seja ela de estrelas, de necessidades, de pessoas, de opiniões. A estrela solitária busca levar através de sua fácil leitura, uma viagem na imaginação de como nosso Criador criou o mundo, sua origem, começando pelas estrelas e por fim a humanidade. É um livro para crianças, mas que faz pessoas de todas as idades refletirem sobre suas constelações”, ressalta Amaury.

No livro, além da ideia central de que as criaturas, não só as humanas, são seres relacionais, também reforça através das imagens que a boa convivência com os diferentes é que as fazem seres especiais. E nessa perspectiva estão inclusos os valores de amizade, de liberdade, da autoestima, da aceitação do novo e da coragem para enfrentar os riscos e perigos das tempestades da vida.
“Esperamos que o livro tenha boa aceitação e sensibilize pais e professores, para que seja adotado em escolas e instituições como projetos de leituras, mas principalmente que cative os pequenos leitores para novas descobertas, amplie a compreensão de si e do mundo, incita-lhes o imaginário, provoque perguntas e busque respostas para despertar grandes e pequenas emoções, fortalecendo ainda mais a construção de novos conhecimentos”, apontam os autores da obra.

Foto Abre

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Muros que conscientizam

O projeto e livro “O Mosquito Perigoso”, idealizado pela escritora e ilustradora Maria Cristina Vieira, é resultado de uma parceria com a secretaria de Educação de São Jorge do Ivaí. Recentemente, o projeto atingiu o seu objetivo principal, que é envolver alunos, educadores e toda a população por meio das imagens que foram coloridas pelos alunos. Os estudantes foram orientados a capricharem na ilustração das imagens do livro para concorrerem ao prêmio de melhor pintura. Ao final do trabalho, os sete melhores trabalhos foram reproduzidos em sete muros da cidade.

O livro trata de um assunto de grande complexidade e como diz a autora, não é brincadeira nem conto de fadas. “O Aedes aegypti, um mosquitinho de cor preta coberto com manchinhas brancas e com cara de ‘bonzinho’, engana a todos e é capaz de matar. Dengue, Zika e Chikunguya é um terror que se espalhou pelo mundo. É a consciência e o cuidado desse ‘mundo’ que eliminará esse grande mal que nos aterroriza. O melhor caminho para a conscientização é através da educação. Ganhamos força quando trabalhamos juntos pelo mesmo objetivo”, destaca Maria Cristina.

O projeto teve início quando as crianças receberam em sala de aula exemplares do livro e da revista de atividades O Mosquito Perigoso. Os professores trabalharam com os alunos de variadas formas o tema abordado no projeto. Textos informativos, redação, desenhos, fantoches, mosquitos com garrafas pet e outros.

Os estudantes foram orientados a capricharem na ilustração das imagens do livro para concorrerem ao prêmio de melhor pintura.  Ao final do trabalho, os sete melhores trabalhos foram reproduzidos em sete muros da cidade.

“As pinturas nos muros com as imagens vencedoras seguiu as mesmas cores que a criança usou em seu desenho. Os alunos com os trabalhos escolhidos também participaram do processo de reprodução nos muros, me ajudando. Foi uma etapa prazerosa”, conta Maria Cristina.

Após a pintura do último muro os pais dos estudantes vencedores, autoridades e demais crianças e educadores celebraram o encerramento do projeto, com fotos pela cidade redecorada com as ilustrações e um bate-papo sobre a ação realizada.

“O projeto teve resultados muito positivos, pois percebemos o envolvimento de toda nossa comunidade que se sensibilizou perante o problema do aumento dos casos de dengue. O objetivo maior foi conscientizar nossos alunos sobre o perigo que este mosquito vem causando a nossa população. Com as ações, incentivamos as crianças a terem atitudes de prevenção ao Aedes e chegamos a conclusão de que juntos venceremos o mosquito perigoso”, enfatiza a secretária da educação, Claudinéia Sossai Navarro.

O prefeito de São Jorge do Ivaí, André Bovo aponta a grandiosidade do projeto. “Enquanto as pinturas permanecerem nos muros da cidade a conscientização estará visivelmente presente na vida de todos. Os alunos com certeza aprenderam muito com esta lição e são eles que levarão adiante todo este aprendizado. Que ótimo seria se outros municípios viessem a desenvolver esse belíssimo trabalho”.

Foto Abre

RESULTADO. Alunos e professores vencedores, além de autoridades, em frente a um dos muros pintados em São Jorge do Ivaí como conclusão do projeto “O Mosquito Perigoso”.

 

VENCEDORES

Relação dos alunos que fizeram as melhores pinturas e tiveram suas ilustrações reproduzidas nos muros de São Jorge do Ivaí, pelo projeto “Mosquito Perigoso”:

 

Aluna – Mariana Leal dos Santos Lopes

Professora – Maria Cristina Franzói Preti

Aluna – Ana Luiza Chavenco Zangeroli

Professora – Joana de Lourdes Contieri

Aluno – Vitor Nelson Silva dos Santos

Professora – Fátima Regina Oliveira Romualdo

Aluna – Gabrielli Sossai

Professora – Solange Pauro Pazinato

Aluna – Maysa Bianca Luiza dos Santos

Professora – Sandra Regina Crivelaro

Aluno – Samuel Boschi Sarabia

Professora – Ironice Lopes Pereira

Aluno – Mateus Sala Covaltchuk

Professora – Sumair Terezinha Lustoza

 

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O meu pai e o jornal

Os jornais estão se amontoando na casa de minha mãe sem seres lidos. Meu paizinho, que agora se mudou para o céu, não está mais lá para ler. Gostava, tinha tempo e paciência para lê-lo inteirinho. Até posso vê-lo sentado na cadeira do papai lendo seu jornal do dia. Juntava todos os jornais da semana em um montinho e amarrava para guardar. Alguém sempre precisava de jornais e ele doava. Sempre me falava: “Filha tem notícia de professora!” e me contava o que havia sido publicado. Sempre paciente recortava as notícias mais interessantes e guardava numa caixinha. Ele lia o jornal por mim. Lembrei-me que o jornal começou a chegar sábado à noite e ele dizia “Não posso ler o jornal do domingo no sábado!” E o dia que o cachorro rasgou o jornal todinho? Os dias que o jornal molhava e ele o estendia pela casa para secar. Não gostava que a gente lesse o jornal e bagunçasse tudo, tinha que deixar em ordem. Sempre atualizado tinha uma conversa agradável e atual. Dei a ele uma vez no dia dos pais a assinatura e ele nunca mais deixou de renovar. Sua assinatura venceu esta semana e não será mais renovada. Trouxe o último jornal do domingo para ler em sua homenagem. Chorando, relembrando e com saudades o li. Será que chega “O Diário” online lá no céu?

Edna Mendonça

Foto Abre

 

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Ler para aprender a escrever

Na Escola Municipal São Jorge, em São Jorge do Ivaí, os estudantes participaram de um projeto anual que resultou na produção de livros. O ‘Ler para Aprender’ foi desenvolvido com o intuito de motivar as crianças a conhecer e gostar de obras literárias. “A leitura é algo indispensável, o aluno que lê desenvolve suas capacidades de pensar, agir e criar”, destaca a professora Rosângela da Silva Oliveira.

Foto - AbreEntre as etapas do trabalho, os estudantes pesquisaram a biografia de grandes escritores, a exemplo de Monteiro Lobato e Vinícius de Moraes. Já contextualizados sobre a esfera literária, eles receberam o desafio de criarem suas próprias obras.

Para ajudar no momento da inspiração, toda semana as crianças têm acesso às notícias publicadas no jornal O Diário, os fatos em destaque serviram de base para as produções. A matéria com a manchete “Homem morre vítima de dengue hemorrágica” comoveu os pequenos e alguns deles se uniram para fazer um livro de poemas sobre a importância em se conscientizar e prevenir a proliferação do Aedes Aegypti.

Em um dos trechos de sua obra, a estudante Julia Hernandes Granzotto mencionou: “se você não cuidar; ele vai te pegar e dano vai trazer; manchas vermelhas, febre e dor de cabeça, você vai ter.” O colega Gabriel Visentin Alexandre, em outro verso, acrescenta, “a dengue pode matar; em qualquer pocinha o mosquito pode botar, vamos cuidar! Ele pode picar.”

Livros de diferentes temas foram produzidos, com uma participação efetiva da equipe escolar e dos familiares, Rosângela garante que os resultados foram bastante satisfatórios. No encerramento, os alunos apresentaram suas obras para toda a instituição.

“Adorei o projeto, pois aprendi muitas coisas novas. Além de me sentir motivado a ler mais, hoje consigo produzir textos com maior facilidade”, ressalta o aluno Paulo Gabriel Ragni.

A diretora Sueli Sisti Crubelati afirma sobre o quanto o hábito da leitura é necessário na rotina das pessoas. “Ela estreita caminhos para ampliar nossos conhecimentos e possibilita a aquisição de novas linguagens. Na apresentação final do projeto, os alunos do quinto ano da professora Rosângela nos repassaram amplas informações sobre os escritores que estudaram. Foi brilhante o trabalho deles.”

 

 

RESULTADO

Olha que bacana o poema da aluna Samara da Silva Santos que fui publicado no livro produzido pela turma, para alertar os leitores sobre os riscos da dengue.

 

 

Mosquitinho Esperto

 

O mosquito é esperto

Não podemos descuidar,

Fique atento

Pois ele está no ar.

 

O mosquito da Dengue

Não é difícil de encontrar

Em água parada

Ele vai botar crescer e até te picar.

 

Febre alta

Manchas vermelhas pelo corpo

Não se engane

O mosquito já te pegou.

 

Vamos cuidar dos quintais minha gente!

Porque os mosquitos vão se reproduzir

Não deixe água parada, é o que ele quer.

Para sua casa construir.

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Projeto Literário empolga crianças

Atualmente tem sido difícil conciliar dois suportes de leitura, o livro e a internet. Pesquisas comprovam que, principalmente crianças e adolescentes, não dão mais a devida importância ao mundo dos livros. A atenção está direcionada às redes sociais e a mais uma imensidão de páginas onlines. Muitas horas do dia se vão em frente à tela do computador, enquanto os melhores livros permanecem esquecidos na estante.

Não faz muito tempo que o jeito de fazer pesquisa na escola mudou. Se há pouco mais de cinco anos os estudantes se reuniam para ir até uma biblioteca ou não dispensavam a enciclopédia na hora de fazer um trabalho escolar, agora eles dão prioridade à internet.

Preocupados com esses fatores, a equipe da Escola Municipal Jardim Primavera, de Santa Fé, organizou um projeto com os alunos do 3º ano, no qual eles estudaram a vida e as obras de Monteiro Lobato. “Buscamos destacar a importância da leitura dos textos em seus suportes de origem. Já existem diversas histórias do autor na internet, mas mostramos às crianças como é prazeroso o ato de ler o livro e sentir a espessura do papel, por exemplo”, destaca a orientadora pedagógica, Marta Eloisa Lalli.

Foto abrePara a realização das atividades as crianças criaram murais expositivos sobre a literatura infantil, ensaiaram danças, apresentações teatrais e declamação de poesias. “Foi possível observar grande interesse pela leitura das obras de Monteiro Lobato, em especial, o Sítio do Pica-Pau Amarelo. Constatei que muitas crianças não tinham conhecimento do conteúdo que estava sendo repassado, foram momentos de muito entusiasmo”, enfatiza a diretora, Gislaine Righetto.

A professora, Sueli Pedrazzani conta que envolver os alunos no universo das histórias foi muito divertido. “Os pequenos ficaram encantados. Com isso, despertamos o prazer pela leitura de diferentes autores, e também o interesse deles pelo teatro e pela dramatização.”

“Foram atividades especiais, Monteiro Lobato deixou grandes sucessos para nós”, comenta a estudante Rafaella Puggese Tieppo. A colega Mariana Policarpo, completa “não vou esquecer tudo o que aprendi e as histórias que li.”

Para encerrar o projeto a escola realizou o evento “Pais presentes, filhos contentes”, no qual os responsáveis pelos alunos são convidados para um momento cultural dentro do espaço escolar. Já tradicional, o evento acontece de forma bimestral, e em cada apresentação a responsabilidade é de uma série diferente. “Nosso objetivo é trazer a família para dentro do espaço escolar, mostrar o que as crianças têm aprendido e as ações realizadas diariamente”, explica Gislaine.

“Esta iniciativa da escola resgata e estimula os pais a acompanharem o desenvolvimento dos seus filhos, pois a correria da vida moderna consome o tempo que deveríamos dedicar às crianças”, enfatiza a mãe, Marinéa Gomes Pereira.

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Colorindo a vida

Foto AbreAs tintas e o papel sempre fizeram parte da vida da escritora maringaense, Maria Cristina Vieira. Com duas formações no currículo, pedagoga e técnica em enfermagem, ela conseguiu aliar as paixões em rimas que são compostas por divertidos personagens que expõem situações do universo da saúde.

Cristina conta que na infância só conversava com uma de suas primas por versos. “Desde pequena sonhava em ser professora”, e foi assim que ela decidiu escolher a graduação da pedagogia. Depois de formada, os imprevistos da vida a fizeram mudar os rumos e um novo desafio entrou em seu caminho, a enfermagem. Mas Cristina nunca deixou de lado o amor pela literatura, na tentativa de alegrar os pacientes a escritora preparava atividades pedagógicas para os adolescentes internados, contava histórias para as crianças e criava poesias para os adultos.

“Minha preocupação era de humanizar aquele ambiente hospitalar, percebi que o sofrimento das pessoas que ali estavam poderia ser amenizado com um pouco de atenção e cultura”, diz. Cristina também costumava desenhar nas fitas crepes que prendiam as agulhas para a aplicação de remédios nos punhos dos pacientes, tudo isso para ter apenas uma recompensa: o sorriso no rosto da pessoa que sentia dor.

Hoje, ela abriu mão da rotina do hospital para se dedicar a profissão de escritora. Mas deixou uma boa lembrança nos antigos ambientes de trabalho. “Nos hospitais que atuei fiz pinturas nas paredes das alas pediátricas, uma forma de continuar alegrando os pequenos que passam por lá”, ressalta.

Cristina que além de escrever, também ilustra as suas obras, já tem uma coleção de dez livros infantis publicados, intitulada “Despertar” e se prepara para lançar a segunda. Desta vez o personagem principal da série é o peixinho Nestor. O protagonista das histórias é portador de necessidades especiais e apresenta assuntos de conscientização social, obesidade infantil, doação de órgãos e até preocupação com o lixo e a escassez da água.

Aliado a este trabalho ela também produziu o livro “O mosquito perigoso” no qual além da leitura da história a criança também pode colorir a obra. O enredo em rimas sobre a Dengue vem acompanhado de um caderno com atividades pedagógicas. “É um excelente material para os professores utilizarem em sala de aula, pois apresenta os versos e a arte da pintura, aliada a um tema que é de preocupação da sociedade”, comenta.

Sem parar de sonhar com o sucesso, Cristina divide seu tempo refinando o talento em peças artesanais com os personagens que criou. “A rotina diária às vezes é exaustiva, quem vive da literatura busca o tempo todo por recursos, mas nada é obstáculo quando estamos fazendo aquilo que nos deixa feliz. Não há recompensa maior do que ouvir relatos de pessoas que se alegraram, que tiveram forças para superar doenças, a partir da leitura das minhas histórias”, comemora.

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Histórias trabalham o imaginário

Um período para o encantamento, o aprendizado e o desenvolvimento da imaginação. Assim foi a última semana para os alunos do 1º ao 5º ano do Colégio Objetivo, que tem investido na arte de contar histórias como auxílio ao desenvolvimento integral das crianças.

Foto AbrePara realizar a atividade, esteve na escola a contadora de história Ákila Moreira, de São José do Rio Preto (SP). Ákila explica em entrevista o significado desse tipo de atividade e diz o quanto é importante resgatar o costume de contar histórias tanto em casa quanto nas escolas. Ela é pedagoga, pós-graduada em Didática, contadora de histórias, bonequeira e tem atuado desde 1996 na área de ensino através da arte de maneira lúdica e criativa. Confira o que ela diz sobre a “arte de contar histórias”.

Qual a importância das histórias na vida das crianças?

O ato de contar história contribui para o desenvolvimento da afetividade e a formação sociocultural da criança como um todo. Ela desenvolve o pensamento, a criatividade, a emoção e melhora a comunicação, entre outros benefícios. Mas infelizmente, o costume de contar histórias está se perdendo entre as famílias e nas escolas.

Como os pais podem agir para manter esse hábito?

Os pais levam uma vida muito corrida hoje em dia e abdicam do tempo com os filhos. Mas estou falando de dez minutos uma vez por semana, pelo menos. O pai que separa um tempo para conversar com o filho, contar histórias, viver esse momento de afetividade verdadeiro, alcança o coração dele. O melhor presente que eu posso dar para meu filho é o meu tempo, e ao contar uma história eu vou marcar a vida dele para sempre.

É preciso ter aparatos para ilustrar a história enquanto você está contando, ou basta, por exemplo, a leitura de um livro?

Não precisa ter nada, mas é preciso envolver a criança para que ela viva aquela fantasia. As situações também podem ser criadas. O cesto do lixo da minha casa, por exemplo, pode virar o chapéu do pirata, o abajur o farol, o meu lençol pode se tornar uma cabana, o meu tapete um navio. É olhar os objetos à volta da criança para criar um mundo de fantasia.

Como o ato de contar histórias contribui com a formação das crianças na escola?

Infelizmente, nossas crianças estão perdendo toda ludicidade, rodeadas por tantos outros estímulos que recebem hoje em dia, principalmente da tecnologia. Mas o “fazer de conta” é muito importante.  Quando se diz “era uma vez….”, você desperta na criança a fantasia, que traz à tona o processo da criatividade. Eu diria então que contar histórias na escola é fundamental.

As histórias ajudam também na formação de futuros leitores?

Com certeza. Outro aspecto que pais e professores devem observar é não ver a criança apenas como ouvinte, mas também como contadora de histórias. Hoje o maior índice de reprovação nos vestibulares é pela deficiência na redação. Os jovens estão com dificuldade de concluir pensamento, interpretar texto, escrever. Ouvir e contar histórias ajuda nesse desenvolvimento. Estamos precisando disso.

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Tendas estimulam a leitura em Maringá

Aquele programa, desejado por muitos, de poder ler uma poesia ou história sentado no gramado de uma praça, já acontece aqui em Maringá. As escritoras Vera Margutti e Ângela Ramalho são as responsáveis pelo Projeto Tendas Literária que tem por objetivo incentivar a leitura e a escrita, através de atividades com o uso de materiais lúdicos e pedagógicos.

Todos os domingos, na praça em frente ao Parque do Ingá, as escritoras oferecem oficinas de poesia, contação de histórias e atividades com pinturas e fantoches. “Foi um grande sucesso desde a inauguração. Recebemos fluxo de crianças e até de adultos que já tem o hábito de frequentar o espaço para as atividades físicas e aproveitaram para participar e interagir diretamente com manuseios de livros, tanto infantis e juvenis, quanto de poesias”, destaca Vera.

No espaço, os visitantes encontram as “Sacolas da Leitura” que contém a biografia, poemas e atividades pedagógicas sobre algum escritor. Lembrando que é possível conhecer obra de grandes autores brasileiros, como também de maringaenses que se destacam na literatura.

“Eu adoro ler, por isso todo domingo peço para minha mãe me trazer aqui. Quando eu crescer quero ser escritor”, faz planos o pequeno Arthur Silva Yaedo, de cinco anos.

Colchonetes, almofadas, e mesas e cadeiras infantis compõem o espaço. Prateleiras de livros ficam expostas para que as pessoas se sintam chamadas à leitura, pra que assim, o momento de aprendizado seja prazeroso.

“Minha filha está encantada com as tendas. O trabalho das escritoras é de extrema importância, pois além do incentivo à leitura, nas atividades de pintura, por exemplo, se desenvolve a coordenação, na contação de histórias a concentração, como também a oportunidade de interagir com a cultura”, enfatiza a administradora, Renata Schendorf.

Ângela comenta que as histórias contadas, lidas e até cantadas ao ritmo do violão chamam a atenção de todos que transitaram por ali. “As pessoas não resistem, chegam movidos pela curiosidade e vão parando, sentando e acabam participando desse momento lindo da literatura no centro da nossa cidade canção.”

Outra iniciativa das responsáveis pelo projeto é a “Poesia na Bandeja”, na qual são distribuídos cerca de 400 fragmentos de poesias, ao público que aproveita o domingo para passear.

“Estas tendas são fascinantes. É uma oportunidade que as pessoas têm de deixar a internet de lado e viver a experiência da leitura em seu suporte mais tradicional, o livro”, conta a professora, Carla Nunes Agostinho.

As escritoras Ângela e Vera estão fazendo agendamentos para as crianças e adolescentes que queiram declamar poesias ou contar histórias. É só ir até o espaço e informar o nome do participante. As tendas estarão montadas no Parque do Ingá até o primeiro domingo do mês de maio. Quem não conhece as atividades do Projeto, ainda está em tempo.

CULTURA. Contação de histórias com fantoches conquista crianças e também adultos que passeiam pelo Parque.

CULTURA. Contação de histórias com fantoches conquista crianças e também adultos que passeiam pelo Parque.

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