meio ambiente



A arte de ensinar reciclando

Os alunos da educadora Naira de Araújo, do Projeto Semeando o Futuro em São Jorge do Ivaí, receberam o desafio de produzir uma casa de brinquedos toda montada com garrafas pet. A professora desenvolveu a proposta visando conscientizar as crianças sobre o acumulo de lixo no meio ambiente e como este pode ser reutilizado em grande escala em nossas vidas.

O projeto, que durou um ano, iniciou primeiramente com aulas teóricas e vídeos, na sequência os alunos realizaram atividades escritas e após isso começaram as confecções de pequenos materiais recicláveis, como a criação de tartarugas de caixa de ovos, bichinhos feito com CDs usados, dentre outros. “Ao término destas etapas, iniciamos a preparação para nossa construção em grande escala, onde foi arrecadada uma grande quantidade de garrafas pet trazidas pelos próprios alunos e durante três dias nós realizamos a higienização e limpeza dos 1.100 litros que seriam utilizados na casa”, conta Naira.

Devidamente limpas, as garrafas pet foram para as mãos de Sergio Berto de Araújo, pai da professora que voluntariamente contribuiu com o projeto da filha. Sergio ficou responsável pela construção de toda a estrutura de madeira e montagem das paredes de pet. “Não posso deixar de agradecer também o auxílio das cooperativas Sicredi, Cocamar e C-Vale que forneceram a madeira, os parafusos e os arames usados na estrutura”, ressalta Naira.

A diretora do Semeando, Rozilene Cassanho Zago aponta que foi gratificante ver o entusiasmo da professora e das crianças. “O orgulho a cada dia que se passava e a cada etapa que se cumpria, era nítido. Foi inspirador a maneira em que todos se envolveram e se dedicaram.”

“A parte que mais gostei no projeto, foi a de juntar e lavar as garrafas pet e de aprender a reciclar tudo que se pode, pois podemos fazer coisas tão legais como aquelas compradas em lojas”, destaca a aluna Maria Eduarda Santos Macedo. A colega de classe, Ana Vitória Facina Ribeiro completa dizendo que “não foi difícil de fazer a casa, pois todo mundo trabalhou junto, com isso o desafio ficou mais divertido.”

Naira relara que a proposta do trabalho foi um grande desafio, pois imaginou que seria complicado conseguir juntar tantos litros de pet e depois ainda viriam as dificuldades da montagem. “Agora, ao fim deste longo ano de dedicação, percebi que as crianças se mostraram responsáveis, autônomas e completamente dedicadas diante do projeto e isso também refletiu no cotidiano escolar delas. E acima de tudo, o que mais me comoveu e que me fez sentir uma professora satisfeita, foi ver no olhar de cada aluno que participou dessa ação, o orgulho e felicidade de ter concluído o trabalho, principalmente no dia de entrega e apresentação da casa, pois os alunos ao verem tantas pessoas admiradas e impressionadas com o trabalho realizado, demostraram mais orgulho e alegria do que durante todo o processo de construção, além de também sentirem um grande zelo e amor diante da casinha querendo cuidar dela para nunca estragar ou quebrar”.

Na última semana, um cerimonial de entrega foi realizado no Projeto Semeando o Futuro. Com a participação da diretoria, professora, alunos, secretaria da educação do município e todos os voluntários que auxiliaram na construção, a casa de garrafas pet foi oficialmente entregue a instituição. Para celebrar e agradecer os envolvidos, as crianças fizeram apresentações musicais de canções e melodias que aprenderam nas aulas do contra turno, oferecidas pelo Semeando. Uma junção de trabalhos que estão formando de maneira qualitativa esses pequenos cidadãos.

Foto Abre

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Lagartixa sai de livros para encantar a todos

Lagartixa ClockO livro a “Lagartixa Clock” é o mais novo sucesso da escritora Vera Lucia Fávero Margutti, ela que já tem um vasto currículo na literatura, em especial, a infantil está encantando os leitores mirins com esta obra ficcional inspirada na realidade. Isso mesmo, a inspiração para a produção veio de dentro de casa.

Vera conta que certo dia percebeu que havia uma nova moradora na sala da casa dela, uma lagartixa. Até aí algum comum, vez ou outra nos deparamos com elas pelas paredes. Mas Vera passou a observar e constatou que o bichinho construiu morada atrás do seu relógio de parede e, no período da noite, repetidamente, esperava todos saírem da sala para começar sua caçada por insetos.

Para uma escritora, tudo pode ser inspirador. E Vera não teve dúvidas, o novo integrante da residência merecia uma história só dele. E assim, surgiu o Clock que dorme durante o dia sossegado ouvindo o tic-tac do relógio e a noite se aventura em busca de alimento. Na trama o bichinho sofre preconceito e inveja por parte dos outros personagens, mas será que ele liga pra isso?!

“A função da literatura infanto-juvenil é entreter e até instruir, desde que o leitor tire suas conclusões por meio de textos que ofereçam interpretações, que seja plural de significação e conotação dos sentidos. Tendo por objetivo desenvolver o gosto estético, o prazer por ler, a valorização da cultura, costumes e tradições, a leitura influirá diretamente no processo educativo e formativo do ser”, enfatiza a escritora.

Mesmo sem a intenção de instruir ou dar lições, o livro é altamente pedagógico. A partir dele é possível ensinar a Língua Portuguesa – leitura, escrita, onomatopeias; Matemática – primeiras noções de horas e números de 1 a 12; Ciências – animal vertebrado e invertebrado; além de temas sociais como preconceitos, inveja, homofobia e gênero, pois apesar de ser uma lagartixa com a pele rosa, ela é macho.

Outra fato que Vera destaca é que muitos pais assustam as crianças ao avistarem uma lagartixa, e os pequenos criam verdadeira aversão e nojo ao bicho. Na verdade, elas são inofensivas e fortes aliadas contra a Dengue, pois comem os mosquitos que, por sua vez, não irão te picar.

“Gostei muito do livro, porque na minha casa sempre vejo uma ou outra lagartixa, mas eu não sabia que elas são tão importante para o controle de insetos. Depois de ouvir e ler a história cheguei em casa e contei para minha mãe que é necessário a gente preservar e cuidar da lagartixa e não fazer mal a ela. Agora ela será como um bichinho de estimação, todo mundo vai cuidar. Quando vejo a lá de casa, chamo de “fada”. Eu que tinha medo, agora não tenho mais”, ressalta a leitora de sete anos, Izabely Santos.

“A obra da escritora Vera Magutti, é muito importante para a formação do hábito da leitura. O livro vem como auxílio, um caminho que leva a criança a desenvolver a imaginação, emoções e sentimentos de forma prazerosa e significativa. Além do mais, faz a criança e o adulto ver com um novo olhar o bichinho que não faz mal para ninguém, mas que muita gente tem repúdio. Depois da leitura me despertou a consciência de que devemos preservar todas as formas de vida”, enfatiza a educadora social Andréia Siqueira Gonçalves.

A obra é composta de ilustrações artísticas com texturas e brilhos que estimulam o tato e a visão dos leitores. “Minha filha tem apenas dois anos, a leitura dela ainda é restrita às imagens, mas desde o dia que ganhou o livro está encantada com o colorido das páginas, os desenhos dos personagens e a impressão em alto relevo na qual é possível ter a sensação de que você está realmente tocando a lagartixa”, ressalta Débora Cristina Martim.

“Um livro super colorido, com texto em caixa alta, faz a alegria das crianças! Na capa, Clock tem uma textura especial, ninguém resiste! Todos querem acariciá-lo, até mesmo quem tem medo de lagartixa! Pais e professores podem usar e abusar da imaginação quando o assunto é alfabetizar”, enfatiza a ilustradora Maria Cristina Vieira.

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O lixo nosso de cada dia

Desde 2014 a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) prevê a proibição de disposição de resíduos sólidos em lixões a céu aberto. A PNRS é uma lei que estabelece regras para a destinação e disposição correta dos resíduos gerados pela sociedade. Assunto que foi abordado na matéria do jornal O Diário do Norte do Paraná com a manchete “Dos 30 municípios da Amusep, 12 têm lixões”. Na qual informa que nove cidades contam com aterros sanitários, oito terceirizam e a outra não informou. Prefeitos buscam soluções e uma das saídas para desativar lixões é a terceirização do trabalho.

Foto AbreDiante de uma realidade vivida no dia a dia dos alunos, a produção de lixo e degradação do meio ambiente se tornaram temas da aula de Geografia na Escola Municipal Afrânio Peixoto, em Ivatuba. A partir da leitura da notícia, a professora Valéria Bressianini debateu com os estudantes as diferenças entre lixão e aterro sanitário.

“Nós, consumidores, somos peça fundamental para lubrificar a engrenagem dessa máquina. O destino correto do lixo eletrônico, a separação de resíduos recicláveis e a destinação desses materiais a cooperativas, impedem que a matéria-prima utilizada na produção seja despejada no meio ambiente. Consequentemente, a confecção de um determinado material exigirá menos gasto energético e menos emissão de poluentes”, destaca a professora.

Durante a conversa, as crianças apresentaram tentativas de solução para o problema que envolve os lixões dos municípios. Algumas mencionaram que deveria haver recompensa para quem separa os resíduos recicláveis dos orgânicos, mesmo sabendo que isso é obrigação do cidadão. Outras sugeriram um trabalho de conscientização nas ruas apontando as consequências negativas que são refletidas no nosso meio ambiente e, ainda, apontaram que as pessoas querem um mundo perfeito, mas que poucas colaboram para que vivamos essa realidade.

“Não entendo o porque a sociedade é tão resistente em se conscientizar dos efeitos que o lixo pode causar no meio ambiente, e consequentemente, no futuro do nosso planeta”, enfatiza a aluna Manoela Vanso.

Ao fim da aula Valéria percebeu que os estudantes estavam motivados a encontrar formas para transformar o lixão de Ivatuba em um aterro sanitário. “Ao final da realização das atividades, os alunos compreendam a nossa responsabilidade com relação à redução do lixo produzido todos os dias. Espero que as atitudes e os valores despertados nesta aula sejam norteadores para a redução dos impactos ambientais”, conclui.

 

 

A AULA

Objetivos

– Categorizar os diferentes tipos de lixo que produzimos em nossa sociedade.

– Identificar qual o destino correto para diferentes resíduos sólidos.

– A importância dos 3 R’s: reduzir, reutilizar e reciclar.

– Adotar práticas sustentáveis que envolvam o consumo consciente e o descarte correto de resíduos sólidos.

Conteúdos

– Abordagem sobre a Política Nacional de Resíduos Sólidos.

– Classificação do lixo.

– Consumo consciente.

– Responsabilidade compartilhada.

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Agricultura no currículo escolar

Foto AbreEm Cruzeiro do Sul muitos dos moradores vieram das vilas rurais para a cidade, e viveram ou ainda se sustentam da agricultura da região. Pensando nisso, o professor Diego Paulo Ambrozio que leciona na Escola Municipal Professor Flávio Sarrão, desenvolveu com seus alunos um projeto a partir do tema: “As coisas que ligam o campo e a cidade, e o nosso papel para melhorar o mundo”.

A notícia publicada em O Diário com a manchete “Colheita soma 3% da área de plantio. Em 2014, eram 50%” foi usada como base de informação para a realização do trabalho.  “Coincidiu que estávamos passando por um período de muita chuva, comprometendo assim a colheita do milho safrinha, trabalhamos a estrutura notícia, bem como a diferenciação do lide e manchete e em seguida algumas questões interpretativas”, conta Diego.

Ao terminar a atividade, o professor observou que muitos alunos não se atentam para a origem dos produtos, então as crianças assistiram a um vídeo que apresenta itens feitos com o grão do milho. “Foi escolhido o milho por estar em destaque nos jornais e por ser a principal matéria-prima de vários pratos típicos brasileiros, como canjica, cuscus, polenta, mingau, pamonha, bolos, pipoca ou simplesmente, o milho cozido”, relata.

Na proposta de ir ao campo, a escola recebeu o apoio do Departamento de Agricultura e Meio Ambiente do município, que cedeu o espaço do Parque Ecológico onde funciona o Viveiro Municipal e toda a sua estrutura para que os estudantes pudessem ir até lá, fazer um piquenique com alimentos derivados do milho e, por fim, semear o grão. “Essa etapa contribuiu muito para o desenvolvimento do projeto, pois enriqueceu o conhecimento dos alunos com relação à agricultura e aproximou todo o processo de cultivo pra dentro da sala de aula, buscando valorizar esse grão como também outros cultivados em nossa região, que subsidiam a alimentação e cultura”, destaca o professor.

A aluna Heloísa Fernanda Silva ressalta que foi uma experiência maravilhosa. “Aprendemos mais sobre a colheita do milho e tivemos a oportunidade de reconhecer a importância do campo para a cidade.”

Observando nas crianças a falta de conhecimento sobre o modo de vida rural de anos atrás, a diretora da escola, Marcia Cristina Juliani Correia foi convidada para contribuir e compartilhar um relato de como foi sua vida no campo, desde o trabalho na agricultura até a convivência com a família.

Dando sequência as etapas planejadas, foi solicitado que os alunos trouxessem fotos antigas. “Com as imagens fizemos uma roda de diálogo onde todos os alunos tiveram a oportunidade de mostrar suas fotos e relatar alguma história vivida que puderam relembrar”, disse Diego.

As crianças realizaram também entrevistas com pessoas mais velhas da família ou da comunidade, para mais tarde transformar essas informações em um relato de memórias.

A expectativa do professor é que os alunos possam compreender que o campo é de grande importância para a cidade. Percebendo isso, conservar a saúde e preservar o meio ambiente, mudando seus hábitos, costumes e valores quanto ao modo de consumo.

“Para finalizar a atividade os estudantes produziram um mural com todas as lembranças e, em seguida, comentaram sobre a importância da família e do diálogo com as pessoas mais velhas, sempre respeitando o passado e história de vida de cada um”, conclui Diego.

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Notícia inspira a reciclagem

Meio Ambiente é um tema que já faz parte do currículo escolar, mas para deixar os alunos atentos à importância desse assunto, é preciso inovar as práticas pedagógicas em sala de aula. Pensando nisso, as professoras Carina Gimenez Munhoz, Maria Aparecida Chaves e Rosilene Aparecida Viotto que lecionam na Escola Municipal Elena Maria Pedroni, em Floraí, desenvolveram um projeto sobre reciclagem.

Foto AbreA ideia teve início após a leitura da notícia “Prazo maior para dar fim a lixões é erro, dizem prefeitos” que foi publicada em O Diário do Norte do Paraná. Por ser um veículo de comunicação que as crianças têm acesso à leitura semanalmente, a pauta em destaque foi transformada em aula.

Os estudantes foram divididos em equipes para debater o assunto e demonstraram diferentes pontos de vista a respeito da matéria. Com isso, as professoras separam os grupos em três temas: dilatação de prazo, metas de gestão e construção de aterros. Nesta etapa os alunos aprenderam o que são cada um desses termos que estavam presentes na notícia e ainda praticaram a oralidade e a capacidade em argumentar.

Após o estudo da teoria, as crianças foram à prática. Para mostrar o que pode ser feito para reduzir a quantidade de lixo, elas foram desafiadas a reciclar parte do que jogam fora todos os dias.

As professoras perceberam que as caixas de leite são um produto descartado diariamente na casa dos alunos e encontraram uma nova utilidade para a embalagem vazia, a transformaram em uma sacola que pode ser utilizada para presente ou mesmo como uma bolsa.

Na aula seguinte, os estudantes foram à produção. Aproveitando o mês em que se comemora o dia dos pais, as crianças fizeram as sacolas que entregaram como embalagem do presente que deram aos pais.

“Trabalhos como esse são muito válidos, pois aprendem não só as crianças, mas nós adultos, também. É uma ótima maneira de nos conscientizarmos da importância da reciclagem todos os dias”, destaca a diretora da escola, Vania Molina Ganaza.

 

 

Imagem - boxFAÇA VOCÊ TAMBÉM

Conheça o passo-a-passo para a confecção de sacolinhas a partir de materiais recicláveis:

Materiais:

– 1 caixa de leite vazia e limpa;

– Tecido de algodão;

– Cola de tecido;

– Pincel;

– Perfurador;

– Cordinhas (para alça).

Como fazer:

– Corte a caixa de leite na altura desejada;

– Corte o tecido para revestir o fundo da caixa com sobra de 2 cm para acabamento;

– Espalhe a cola com pincel e cole o tecido;

– Corte o tecido para revestir as laterais da caixa com sobra de 3 cm para acabamento;

– Espalhe a cola com pincel e vá colando o tecido;

– Alise bem o tecido depois que colar;

– Perfure as laterais;

– Coloque as cordinhas e faça o acabamento com nó nas alças e está pronto!

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Economia na ponta do lápis

Os estudantes da Escola Municipal José Polo, de Sarandi, têm utilizado o jornal O Diário do Norte do Paraná, semanalmente, como fonte de informação. Nos últimos meses, as crianças passaram a se atentar a uma editoria do impresso que antes passava despercebida, a ‘Economia’. Um assunto que tem sido destaque nas mídias e também nas conversas familiares. Por isso, a professora do quinto ano Aparecida Scuizato Telles resolveu levar o tema para ser debatido em sala de aula.

“Devido a crise que o Brasil está enfrentando, a internet, televisão, jornais e também a própria população tem falado nisso constantemente. Fato que é presenciado e tem afetado diretamente os alunos, por isso é interessante que ele reflita sobre o assunto para que se conscientize quanto a redução dos gastos”, conta a coordenadora pedagógica, Ivanilda Aparecida de Lima Souza.

Foto Abre“Começamos fazendo uma análise e reflexão sobre o momento econômico que o nosso país está passando. As crianças leram as notícias do Diário e a partir disso fizeram comentários, expuseram opiniões e posicionamentos a respeito do que a mudança na economia tem alterado a rotina deles”, destaca Aparecida.

A professora aproveitou o momento de troca de conhecimento em que os alunos demonstraram insatisfação, para ajudá-los a compreender que tem se enfrentado um período de crise econômica e de ajuste financeiro no país. “Percebi que os estudantes enquanto cidadãos podem ajudar suas famílias a superarem esta fase de cortes. Analisando os textos jornalísticos enfatizei o aumento na conta de energia elétrica como um reflexo dessa etapa de recessão”, conta.

Algumas crianças manifestaram que os pais estão abrindo mão, inclusive, de produtos essenciais do dia-a-dia para cumprirem com o compromisso de pagar em dia as contas de casa, evitando assim, a cobrança de juros. “Não aguento mais ver minha família pagar faturas cada vez mais altas, onde isso vai parar?”, pergunta indignada, a aluna Maria Rita Pires Silva.

Aproveitando o interesse pelo conteúdo, Aparecida preparou uma aula interdisciplinar na qual foram analisadas contas de energia elétrica. “Apresentei às crianças o que é cada uma das informações contidas no talão e calculamos juntos qual foi o valor do reajuste naquela fatura.”

Nesta proposta os estudantes desenvolveram a habilidade da leitura e interpretação dos textos jornalísticos e utilizaram do conhecimento matemático para fazer o comparativo do aumento da energia. O resultado foi uma aula com muito aprendizado, pois um assunto de interesse em comum desperta motivação pela atividade.

“Além de aprenderem com facilidade o cálculo de porcentagem, conteúdo proposto ao bimestre, os resultados foram observados em casa, pelos pais. As crianças têm orientado os irmãos para que desliguem as lâmpadas quando não estão sendo usadas, não demorar no banho, e até mesmo as mães são aconselhadas para que deixem juntar uma quantidade maior de roupas para serem lavadas e passadas, juntas. Os professores notaram alunos mais críticos, que se preocupam com quem é que paga a fatura de energia da escola, refletindo sobre uso consciente dos aparelhos da instituição e desligando os computadores, ventiladores e lâmpadas quando não estão sendo usadas. Dessa forma percebemos que ao trabalhar a problemática do alto preço da energia elétrica, a Escola Municipal José Polo está formando cidadãos”, comemora Ivanilda.

A professora conta que a próxima etapa do trabalho agora é analisar a conta de energia elétrica da casa de cada aluno. “Com essa proposta, vamos ajudar as famílias a encontrarem soluções para evitar gastos tão altos e conseguirem viver da renda que eles têm, sem sofrer tanto os efeitos da crise.”

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Apae mobiliza alunos no combate à dengue

Temas que envolvem a proteção do meio ambiente e a escassez da água, estão sempre em debate dentro das instituições de ensino. No caso das Apaes, de Maringá, não tem sido diferente. O conteúdo já é algo que faz parte da grade curricular da educação especial. Para iniciar as atividades, as escolas Diogo Zuliani e Reynaldo Rehder Ferreira fizeram uma exposição para comemorar a Semana do Meio Ambiente e apresentar de maneira criativa uma forma de refletir sobre a importância e necessidade de cuidarmos da natureza, com um olhar especial para o uso adequado no consumo da água. Maquetes, jogos e atividades representaram os efeitos causados pela devastação do meio ambiente, além de sugestões sobre a necessidade de preservação dele.

Foto AbreLembrando que a água contribui para a proliferação do mosquito transmissor da dengue, a equipe pedagógica da instituição ampliou o projeto para alertar os riscos da doença, que nesta época de inverno, começa a ser esquecida devido ao menor número de casos.

“Já adotamos a prática da limpeza do entorno das Apaes que são feitas pelos próprios estudantes. Nesta ação, crianças e adolescentes recolhem tudo o que possa virar foco do mosquito e, assim, memorizam a importância de não deixar papeis de bala no chão, tampinhas de garrafa, ou qualquer outro objeto que acumule água”, destaca a coordenadora pedagógica, Sara Gonçalves dos Santos Nogueira.

Em parceria com esta iniciativa a secretaria municipal de saúde, de Maringá, disponibilizou cartazes, panfletos e potes com água contaminada mostrando o desenvolvimento do Aedes aegypti. A exposição encantou os estudantes.

Para encerrar o projeto, uma equipe de agentes de endemias da cidade foi até a sede da instituição e fez uma palestra para esclarecer todas as dúvidas dos alunos e alertar quanto a prevenção que deve ser diária.

“O combate ao mosquito transmissor tem que fazer parte do nosso dia-a-dia, não podemos relaxar. Os ovos do Aedes aegypti podem continuar vivos por mais de um ano, por isso a limpeza dos quintais é tão importante”, comenta a agente, Ariana Cristina Castro.

Para a professora, Nairde Freitas Palioto os conteúdos em estudo acrescentaram em muito a formação dos estudantes. “Eles foram participativos em todas as ações, a prática os ajudou a memorizar as informações repassadas.”

“Minha mãe já teve dengue, e ninguém lá de casa quer passar novamente por essa experiência. Tudo o que aprendi nas aulas ensinei para a minha família, não podemos brincar com esse mosquito”, alerta a aluna, Thayla da Silva Porto.

A agente, Eleuza Marin aconselha, “a população precisa ser mais receptiva com o agente de saúde quando eles vão até as casas, deve-se lembrar que somos inimigos apenas da dengue.” A colega de trabalho, Silvana Fiuza acrescenta “na guerra contra o mosquito transmissor, cada um de nós é a melhor arma, basta ter iniciativa.”

Se você desconfia de algum foco do Aedes aegypti na região em que mora, estuda ou trabalha, ligue para 3218-3191.

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Água, uma riqueza limitada

Imagem - AbreNo último dia 05 foi comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente. Um assunto sempre em pauta dentro das instituições de ensino, não poderia deixar de ser discutido em uma data tão importante. Nas mídias, muito se fala da falta da água, em especial no estado de São Paulo. Tendo em vista que a água é um bem comum e o mau uso pode afetar a vida de todos, a professora Susany Aparecida Lucca que leciona na Escola Municipal Prof. Domingos Laudenir Vitorino, em Itambé, desenvolveu atividades de interpretação e produção textual com seus alunos do quinto ano, sobre o tema em destaque.

“A introdução deste assunto teve por objetivo a necessidade da preservação e cuidados que devemos ter com a água, enfatizando o desperdício com o uso indevido e a escassez por parte dos problemas ambientais. Assim, despertar no aluno a consciência para melhorar essa situação”, conta Susany.

De início foram debatidas questões que envolvem o meio ambiente. Destacando a preocupação que os moradores de Itambé estão tendo em relação ao aterro sanitário do município, que poderá receber lixo de outras cidades da região.

Introduzido o assunto, as crianças iniciaram os estudos da disciplina de Ciências e trataram de temas como a importância da água para o ser humano, como tem ocorrido a contaminação, o mau uso, a importância das matas ciliares, o desmatamento, e as estações de tratamento.

“Por causa de pessoas que não cuidam do planeta, todos nós estamos passando por essa crise ambiental. E ainda tem gente que acha que quando falamos que um dia a água vai acabar acham que é mentira, que é brincadeira. Temos que nos conscientizar que sem água não há vida”, ressalta a estudante, Isadora Messias.

Para fixar o conteúdo aprendido, os alunos assistiram a vídeos e ouviram músicas que remetem ao tema da atividade. Na disciplina aula de Língua Portuguesa, Susany estimulou a interpretação e produção textual. Para finalizar, depois de todo o embasamento que os alunos tiveram, cada um deles foi desafiado a escrever um sobre a importância da água.

“Este trabalho resultou em grande aprendizagem por parte das crianças. O tema possibilitou a conscientização e a efetiva participação para uma mudança de hábitos, elas perceberam que uma simples atitude pode fazer toda a diferença. Ações essas que alguns estudantes já relataram estar colocando em prática”, comemora a professora.

 

RESULTADO

Depois de muito estudo e conhecimento compartilhado, os alunos expressam no papel tudo o que aprenderam. Confira a produção da estudante, Stefhany Souza Santos:

A poluição

A água é muito importante para todo ser vivo. Já sabemos que ela está acabando, então vamos economizar tomando banhos curtos, deixando juntar uma quantidade de roupa para ligar a máquina de lavar e fechando bem as torneiras.

Será que a água do nosso Planeta é a mesma de sempre? Muitas pessoas jogam lixo em rios e lagos. Será que vai ter água para o nosso futuro? Estão passando veneno nas plantações perto de rios e poluindo a água. E essa água? Vai estar boa para o consumo humano?

Então pense nisso, vamos melhorar o nosso Planeta e não piorá-lo!

 

DICA DE AULA

Professor, gostou do tema trabalhado pela professora Susany? Aqui vão as fontes dos materiais que ela usou, aproveite e faça a proposta com a sua turma:

VÍDEOS (Youtube):

  • Chaves em desenho animado: vamos cuidar da água
  • Planeta Terra, Planeta Água
  • A real situação da água no Brasil
  • Estação de tratamento de água Sabesp

MÚSICAS:

  • Água: turminha do Tio Marcelo
  • Planeta água – Guilherme Arantes

TEXTOS:

  • A herança da criança – Paulo César Dantas de Oliveira
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Notícia estimula campanha escolar

Uma atividade que teve início com o objetivo de ensinar aos estudantes sobre o gênero notícia, foi muito além. A professora da Escola Municipal São Jorge, Rosângela da Silva Oliveira levou exemplares do Diário para a sala de aula para que as crianças identificassem o gênero.

Durante o momento de leitura, uma das matérias publicadas despertou a atenção dos alunos. O fato noticiado falava da morte de um maringaense após ter sido picado pelo mosquito transmissor da dengue. “Eles ficaram comovidos com a situação e destacaram o número de casos que já haviam sido encontrados nos moradores de São Jorge”, conta Rosângela.

Foto AbreAo perceber tamanho interesse pelo assunto, a professora ampliou a atividade inicial. Além do reconhecimento do gênero textual, as crianças fizeram uma campanha de conscientização nas ruas da cidade, eliminaram possíveis focos do mosquito retirando lixo e recipientes com água parada e, por fim, questionaram a população sobre quem já havia sofrido com a doença.

Na volta à classe, os alunos estavam cheios de informações. Para entender os números da pesquisa feita com os moradores, Rosângela propôs que eles montassem um gráfico. Identificando que, entre os entrevistados, 38% dos moradores de São Jorge já tiveram dengue. “Esta etapa foi de grande valia, pois os estudantes perceberam o quanto o mosquito transmissor é perigoso”, disse a professora.

Em seguida, as crianças elaboraram cartazes informativos e espalharam por toda a escola. A atividade final contemplou o objetivo inicial da aula, os alunos foram desafiados a produzirem uma matéria sobre a situação da dengue no município em que vivem.

“Os resultado foi ótimo, todos tiveram interesse nas propostas e se dedicaram em cada etapa. Além das informações sobre a doença, os alunos conseguiram entender o que é uma notícia e a finalidade deste gênero textual”, enfatiza Rosângela.

 

RESULTADO

Confira a notícia que a aluna, Vitória Camila dos Santos produziu ao término da campanha contra a proliferação do mosquito transmissor da dengue.

Casos de Dengue

Os alunos do quinto ano “C” da Escola São Jorge desenvolveram atividades diversas devido aos casos de dengue na cidade e não região. A professora Rosângela da Silva Oliveira e os estudantes deram início há um projeto.

A partir da leitura da notícia publicada no Diário no dia 29 de abril, sobre a morte de um homem por causa da dengue, em Maringá, teve início o projeto. Os alunos saíram nas ruas de São Jorge e encontraram muito lixo espalhado. Quando voltaram para a classe elaboraram um gráfico a partir do número de moradores que já sofreram com a doença, no total 38% afirmaram já terem sido picados pelo mosquito e 62% ainda não.

“Quando eu tive dengue senti dores fortes no corpo como se fossem sintomas de gripe. Em seguida vieram as febres, então eu procurei um médico e ele falou que poderia ser dengue. Após os exames veio a confirmação. Foi onde eu senti dores de cabeça, atrás dos olhos, boca amarga, falta de apetite e coceiras no corpo. Fiquei doente por 30 dias, lembro dos sintomas até hoje”, conta a moradora, Luciana Severino dos Santos.

Após as entrevistas, os alunos realizaram um debate em sala no qual perceberam que é necessário se cuidar. Para isso, fizeram cartazes de conscientização e colaram pela escola.

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Publicidade no jornal é base para atividades de matemática

A busca por recursos que possibilitem fazer uma relação entre os conteúdos propostos em sala de aula, com as questões do dia-a-dia do aluno é um dos grandes desafios dos professores que procuram inserir textos para que de uma forma interdisciplinar façam com que as crianças se interessem e procurem informações sobre diferentes assuntos, tais como: política, economia, saúde, geografia, história entre outros. Para despertar a atenção dos estudantes na disciplina de Matemática, as professoras Elisângela Nodari de Oliveira e Nilza Guidini Valentini que lecionam na Escola Municipal Afrânio Peixoto, em Ivatuba, realizaram o trabalho de alfabetização matemática a partir dos textos da esfera jornalística.

“A aplicação de situações-problema possibilita ao aluno participar de atividades que possam desenvolver seu raciocínio lógico e pensamento crítico, agindo e refletindo sobre a realidade que o cerca, fazendo uso das informações presentes nas mídias e percebendo assim que a Matemática está presente em diversas áreas de conhecimento”, destaca Nilza.

Durante a prática, as crianças leram exemplares do Diário e organizados em equipes escolheram anúncios publicitários que, posteriormente, foram utilizados como base para a elaboração de situações-problema, seja no campo aditivo – adição e subtração – ou no multiplicativo – multiplicação e divisão.

“De acordo com os materiais sugeridos pelo Programa Pacto Nacional de Alfabetização na Idade Certa (Pnaic), tais atividades contribuem para a construção de esquemas que favorecem o processo de compreensão das operações básicas. Do mesmo modo, permitem a interação das crianças com diferentes formas de registros simbólicos, neste caso, com os gêneros presentes no jornal”, ressalta Elisângela.

A aluna Letícia Camily Ryzik comenta a diversão em realizar a atividade. “Foi uma aula muito diferente, aprendi matemática brincando, não imaginava que isso seria possível.” A colega Juliana Maria dos Anjos completa, “elaborar enunciados de questões a partir do jornal nos deixou mais criativos e ainda nos proporcionou conhecimento dos fatos que ocorrem ao nosso redor”, diz.

“O uso do Diário como recurso pedagógico é uma ferramenta que enriquece a prática em sala de aula, ainda mais quando associado ao currículo escolar, pois contribui para a ampliação do vocabulário do aluno, auxilia na interpretação dos textos e reflexão dos assuntos lidos”, conclui a diretora da escola, Maria Luiza Macedo da Silva.

PRODUÇÃO

Confira as situações-problema desenvolvidas pelos alunos do 3º ano, a partir de publicidades do Diário.

 

fan pageO Diário na Escola está realizando um concurso sobre a Semana Nacional do Trânsito e as sete melhores frases vão ganhar uma bicicleta. Cada uma custa R$ 350 reais. Quanto os patrocinadores vão gastar com as sete bicicletas?

Resposta: R$ 2.450,00 reais.

 

anuncioEm Maringá 932 pessoas foram infectadas pelo mosquito da dengue. Já foram curadas 864 pessoas. Quantas pessoas ainda precisam ser curadas?

Resposta: 68 pessoas.

Na casa de Júlia tem 27 garrafas com água parada. Alguns alunos foram até a casa dela e recolheram tudo em três baldes para não deixar que o mosquito da dengue se prolifere. Quantas garrafas couberam em cada balde?

Resposta: 09 garrafas por balde.

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