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Hora de falar sobre Pokémon

Lançado no Brasil recentemente, o jogo Pokémon Go é uma febre por onde passa. Os números de jogadores é tão expressivo que o game está conseguindo mais atenção do que as principais redes sociais do momento, como Facebook e Instagram. Não é de hoje que desenhos animados e jogos famosos causam grande influência nas crianças e adolescentes e, consequentemente, na rotina das escolas e nas salas de aula.

Nos lugares em que o jogo chega, diversas discussões, polêmicas e notícias surgem em torno de seu uso. Fato é que, a má utilização, não só desse game, mas como de qualquer outro, pode causar prejuízos para o jovem dentro e fora da escola.

Foto AbrePensando nisso, a professora Rosângela da Silva Oliveira que leciona na Escola Municipal Tancredo Neves, em Doutor Camargo, aproveitou essa febre sobre os pokémons para transformá-la em uma oportunidade para estimular o aprendizado e conscientizar as crianças sobre como brincar, sem correr riscos nas ruas da cidade.

“Com esse surgimento desenfreado do game, percebi a alienação das pessoas. Aqueles dependentes dos celulares agora ficaram ainda pior porque além de só olharem para tela do aparelho, estão atrás de um bichinho virtual que pode aparecer em qualquer lugar, inclusive nas ruas. E é aí que mora o perigo! A partir da crônica publicada no jornal O Diário da colunista Lu Oliveira com o tema ‘Quem tem medo do Pikachu?’ resolvi fazer uma atividade de leitura e reflexão sobre o jogo com os estudantes para que eles pudessem ver as vantagens e desvantagens do jogo”, conta a professora.

Para começar o trabalho foi realizada a leitura do texto do impresso e um debate sobre o assunto, em sala de aula. Em seguida, as crianças foram à prática. Para deixar a atividade ainda mais divertida, Rosângela propôs uma simulação de caça ao Pokémon. “Saímos às ruas, cada aluno pegou um celular e eu fiz papel de Pokémon. Durante a caça eles perceberam que não prestam a devida atenção no que acontece a sua volta, porque só veem o Pokémon e por isso estão suscetíveis a acidentes”, diz.

A aluna Izabelli Ferreira de Souza ressalta que o jogo é legal, mas antes de encontrar o Pokémon é preciso olhar para os lados e ver se a caça é em local seguro. O colega, Kauã Galindo Oliveira completa, “eu aprendi, com essa febre do game, que temos que prestar mais atenção, em especial no trânsito, pois é nas ruas que acontecem as maiores fatalidades de quem joga sem prestar atenção ao seu redor.”

Rosângela enfatiza que os estudantes que no inicio só falavam em baixar o jogo, agora pensam nas consequências que esse game pode trazer. Após a atividade a professora percebeu que ficou esclarecido para eles que o Pokémon Go é um jogo, mas que se brincar sem o devido cuidado, o momento de diversão pode acabar em fatalidade.

ALERTA

Esta é a tirinha produzida pelo aluno, Pedro Henrique Fraga sobre o risco de acidentes para quem joga Pokémon Go sem prestar atenção nas ruas.

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Todos contra a dengue!

Apesar de muitos acreditarem que a dengue é uma doença que se dissemina apenas durante o verão, a ameaça de contaminação pelo Aedes aegypti é real também no inverno.  Quando chega a estação mais fria, os casos de dengue começam a diminuir e parte da população deixa de tomar os cuidados necessários para prevenir o mosquito. Com isso, os criadouros de dengue continuam se proliferando e à medida que o calor e as chuvas de verão se aproximam, propiciam condições ideais que provocam surtos epidêmicos por toda a cidade.

Pensando nisso, a professora da Escola Municipal Padre José de Anchieta, de Sarandi, Arealba Garbelini de Souza desenvolveu uma série de atividades com seus alunos, para que eles não de descuidassem da prevenção ao mosquito o ano todo.

Foto AbreA ideia do projeto escolar surgiu a partir da leitura de diversas notícias no jornal O Diário do Norte do Paraná sobre o aumento das epidemias na região de Sarandi. Fato que a professora viveu de perto, pois parte dos estudantes e familiares já sofreram com a doença.

Para começar o trabalho, após a leitura das matérias no impresso, Arealba sugeriu que os alunos do 5º ano A explanassem seus conhecimentos sobre o Aedes aegypti. Neste momento a sala entra em euforia e a professora constata que eles estão bastante informados sobre o assunto e que gostam de falar a respeito do que sabem, algo que torna a aula um momento de partilha.

“Nesta etapa, não tive dúvidas, precisávamos aprofundar nossas atividades sobre a dengue e expandir todo esse conhecimento das crianças, para toda a comunidade. E assim começamos a produção de ilustrações, pesquisas, textos, frases, fotos, entrevistas e cartazes”, conta Arealba.

A cada aula, um novo trabalho surgia. Frases de efeito e dicas de prevenção foram expostas nas paredes da escola ao lado de ilustrações bastante criativas para despertar a atenção de todos. O que teve início com pesquisas resultou em uma ação que ultrapassou os muros escolares. Após ir às ruas e entrevistar a comunidade para saber a carência de informação da população, as crianças produziram cartazes com dados esclarecedores sobre o aumento dos casos de dengue em Sarandi. Estes foram distribuídos e colados nos comércios da cidade, para que se evite a proliferação do mosquito e, assim, mais pessoas possam combater o Aedes aegypti.

O estudante Lucas da Silva Dias conta que foi maravilhoso fazer parte deste projeto, “trabalhar com os amigos é bastante prazeroso, torna o aprendizado mais fácil e assim conseguimos bons resultados”, a colega de classe Letícia Fernanda Lochetti da Silva completa, “já tive dengue e não quero passar por isso de novo, todas as atividades que realizamos em sala e nossa passeata nas ruas vão contribuir para que o Aedes seja exterminado em Sarandi.”

 

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Copel faz projeto em escolas

Foto AbreAlunos das escolas municipais de Maringá estão recebendo uma visita diferente nas últimas semanas. São eletricistas, leituristas e profissionais administrativos da Copel que vão às salas de aula, de forma voluntária, para levar orientações importantes sobre o uso seguro e eficiente de energia elétrica através do programa educativo Iluminando Gerações.

As crianças aprendem sobre o caminho que a energia percorre desde as usinas geradoras até chegar aos consumidores finais, como ocorre um curto-circuito e quais materiais são condutores de eletricidade. Assim, fica mais fácil entender o porque não se deve soltar pipa com material metálico, ou concluir se é ou não perigoso mudar a temperatura do chuveiro com o equipamento ligado.

A voluntária da Copel, Camila Satiro Fugii está há três anos no projeto e se diz motivada por saber que os estudantes levarão as informações para as pessoas que convivem. “Eles são nossos multiplicadores de orientações de segurança, com isso conseguimos evitar fatalidades, em especial, as que ocorrem na comunidade.”

A colega de trabalho e também voluntária, Vanessa Neves ressalta que as crianças precisam estar atentas aos riscos que envolvem a energia elétrica, pois em boa parte dos casos elas são as vítimas dos acidentes simplesmente por falta de conhecimento.

O aluno, Maycon Armando Bozzi comenta que após assistir a palestra do Iluminando Gerações mudará uma série de atitudes. “Percebi que ações do meu dia-a-dia me deixam em risco, a exemplo das vezes em que uso um pedaço de madeira para tirar fruta da árvore, sendo que bem acima passa uma rede elétrica. Algo que parecia normal para mim, me deixa vulnerável a um choque.”

Para não esquecer as informações recebidas pelos voluntários da Copel as crianças levam para casa um kit com caderno, lápis, régua e uma cartilha com dicas de segurança. A diretora da Escola Municipal Campos Sales, Lucília Tomazini Hoffmeister destaca a importância da atividade para a formação integral dos alunos: “O projeto é de grande valia dentro dos espaços escolares, pois instiga o debate com as crianças, exemplifica com situações vivenciadas no cotidiano delas e ainda ressalta os cuidados que devemos ter com o meio ambiente. Afinal, a energia vem da água.”

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Água, cuidar para não acabar

No último dia 22 se comemorou o Dia Mundial da Água, mas está é uma data que deve ser lembrada diariamente. Acreditando nisso, a educadora da Legião da Boa Vontade (LBV) de Maringá, Aparecida Nonato desenvolveu uma série de atividades com as crianças e adolescentes atendidos pela instituição, voltadas à preservação e economia desse recurso tão precioso.

“O projeto pedagógico teve por objetivo incentivar os bons hábitos para o uso consciente da água e despertar nos atendidos o alerta de que o cuidado com o meio ambiente é dever de todos os cidadãos”, destaca Aparecida.

A atendida Giovana Heloisa Foque ressalta que apesar de existirem muitos recursos hídricos em nosso planeta, eles não são inesgotáveis. O colega, Kaue Filipe Mattike completa, “temos que cuidar para não deixar lixo na rua e nos canteiros, pois com as chuvas a sujeira entra nos bueiros entupindo eles ou levando a poluição até os rios.”

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A LBV é uma instituição que atua promovendo ações socioambientais, por isso ao longo do ano são realizadas palestras, oficinas lúdicas e atividades práticas sobre a importância em preservar o meio ambiente, fazer a separação do lixo, a reciclagem assim como a economia dos nossos bens naturais.

Nesta proposta da educadora Aparecida, ela iniciou o trabalho pedindo para as crianças uma pesquisa sobre a água, algo bem geral mesmo para que eles conseguissem o máximo de informações possíveis. No encontro seguinte os atendidos assistiram ao filme “Um plano para salvar o planeta” que chama a atenção para o consumo consciente e cuidados com a Terra. Em uma roda de conversa crianças e adolescentes expuseram seus conhecimentos prévios sobre o tema meio ambiente. Em seguida, meninos e meninas fizeram leituras compartilhadas de notícias do jornal O Diário, livros infantis, gibis e outros materiais que discutem o consumo dos recursos naturais.

“Para estimular a prática, e verificar o que aprenderam sobre o tema, solicitei que os atendidos fizessem cartazes com frases de efeito e desenhos a respeito do combate ao desperdício da água”, conta a educadora.

Aparecida também apresentou às crianças e adolescentes a história do Parque do Ingá, talvez o lugar mais próximo à realidade deles onde podem estar em contato com o meio ambiente e ainda oportunizou aos atendidos um passeio ao Parque, para que pudessem ver e aplicar os conteúdos adquiridos.

“O projeto valeu muito a pena! É extremamente importante ver todos envolvidos e conscientes do seu papel na sociedade. São crianças que se preocupam com o futuro e querem um lugar melhor para viver. O resultado foi constatado com a mudança de atitudes e a percepção de que com pequenos cuidados diários podemos ter água saudável disponível para todos e por muito mais tempo”, comemora Aparecida.

 

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A mídia como instrumento formador

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Escola e mídia. Duas instituições que estão cada vez mais próximas e, ao mesmo tempo, distantes. Embora não faltem teorias, estudos e cursos que defendam o trabalho conjunto entre elas, a conexão não é das melhores. Muitas escolas têm dificuldades de lidar com os meios de comunicação cada vez mais presentes, influentes e ao alcance de crianças desde a Educação Infantil. Para falar sobre esse assunto, convidados a jornalista e educadora, Fernanda Amorim.

 

  1. O DIÁRIO NA ESCOLA: De que forma o professor pode trabalhar as mídias realizando atividades e propostas pedagógicas que fujam do senso comum?

FERNANDA: Para trabalhar a mídia em sala de aula é preciso, antes de tudo, conhecê-la, investigar seu surgimento e delinear sua posição ideológica, entendendo o que ela defende, evidencia, colore. A mensagem midiática não é mero entretenimento, é, sobretudo, recorte da realidade que diz muito sobre seus produtores.

 

  1. Qual a importância dos professores estarem em contato com uma leitura mais crítica?

A educação não é papel exclusivo da escola, as redes sociais, as telenovelas, os programas policiais propõem formas de pensar e agir que são, aos poucos, internalizados pelos professores e alunos. Ler criticamente a mídia é compreender quais dinâmicas ideológicas estão em ação para fazermos, enquanto docentes, enfrentamentos aos preconceitos e estigmas que marginalizam alguns grupos culturais e supervalorizam outros.

 

  1. Após a sua pesquisa de mestrado, quais as maiores dificuldades que os professores têm encontrado para trabalhar o impresso? De que forma isso pode ser melhorado?

Percebi que as professoras se sentem inseguras ao trabalhar o jornal na sala de aula. Isso ocorre porque não têm a chance de analisar/estudar as notícias com antecedência, uma vez que usam o jornal do dia. O indicado é que elas tivessem tempo para estudar as notícias, as editorias, os artigos e as fotografias para, depois, levá-las aos alunos.

 

  1. O acesso à comunicação e a influência das mídias, estão ‘bombardeando’ os alunos diariamente. Como o professor poderá trabalhar com essa criança ou adolescente que já vem cheio de informações para a sala de aula?

Na verdade, não tem como o professor ignorar esse cenário, pois, ele, inclusive, pertence a esse contexto. O professor também vai à sala de aula repleto de informação e estímulo midiático. É preciso pensar que a escola não é uma ilha, ela pertence à sociedade, do mesmo modo que os professores e alunos dividem os mesmos contextos, não são estranhos um para o outro. Se o professor, a direção, a coordenação pedagógica, o currículo escolar não levam a mídia à sala de aula, o aluno leva, por meio de exemplos verbalizados durante a aula, conversas paralelas, estampas de caderno…O que o professor pode fazer é falar a mesma língua do aluno.

 

  1. No descritivo da oficina que irá ministrar no ano que vem aos professores do Diário na Escola você cita “problematizar as mensagens midiáticas”. O que será abordado?

Na oficina, discutirei os modos como as mensagens veiculadas pelas mídias interpelam os sujeitos, servindo de referência para a construção de suas identidades e modos de ver e estar no mundo.

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Fazendo horta

A Legião da Boa Vontade (LBV), em Maringá, desenvolve diversos projetos visando desenvolvimento integral das crianças que atende. Uma das ações é o plantio e cultivo de uma horta. O projeto busca integrar a criança ao meio ambiente e à alimentação de qualidade.

Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU) enquanto 842 milhões de pessoas sofrem de fome crônica, muitas outras têm problemas com nutrição inadequada: cerca de 2 dos 7 bilhões de habitantes do planeta são afetados pela deficiência de micronutrientes. Sem contar com o desperdício: um terço dos alimentos produzidos do mundo não é aproveitado para consumo, indo parar no lixo.

E por que não produzir na própria instituição as hortaliças servidas às crianças e adolescentes? E ainda é possível fazer melhor! Envolver os atendidos nessa tarefa. E foi a partir desse desafio que a educadora Patrícia Pereira de Araújo realizou o projeto Horta Educacional.

Para a elaboração da proposta Patrícia considerou o aumento dos casos de obesidade infantil, assim como a alta incidência diabetes e os hábitos de alimentação inadequados. A horta educativa, foi utilizada como estratégia interdisciplinar de educação ambiental e alimentar, possibilitando a criação de hábitos saudáveis de alimentação.

Foto Submanchete“O cultivo de hortas escolares pode ser um valioso instrumento educativo. O contato com a terra no preparo dos canteiros e a descoberta de inúmeras formas de vida que existem e coexistem, o encanto com as sementes que brotam como mágica, a prática diária do cuidado – regar, transplantar, tirar matinhos, espantar formigas com o uso da borra de café ou plantio de coentro, o exercício da paciência e perseverança até que a natureza nos brinde com a transformação de pequenas sementes em verduras e legumes viçosos e coloridos. Estas vivências podem transformar pequenos espaços em cantos de muito encanto e aprendizado para todas as idades”, enfatiza a educadora.

Na metodologia do trabalho, Patrícia e os atendidos conheceram os diversos tipos de verduras, legumes e hortaliças, pesquisaram notícias no jornal O Diário sobre alimentos, e aprenderam a importância de fazer refeições saudáveis.

No momento de colocar a mão na massa, crianças e adolescentes prepararam a terra e os canteiros, separaram as mudas e sementes, fizeram o plantio e o cultivo para manter a horta saudável.

“Cada criança foi incentivada a levar uma garrafa pet, na qual foi plantado hortelã e manjericão. Na horta já temos: cebolinha, salsinha, quiabo, hortelã e manjericão”, conta a educadora.

O atendido Bruno de Jesus ressalta a empolgação em ajudar na construção da horta, ele diz que nossa vida depende do meio ambiente, e o meio ambiente depende de nós. A colega Ketlen Rueda acrescenta sobre a importância dos alimentos naturais, pois são saudáveis e nutritivos.

“É interessante ver que todos absorveram bem os conteúdos apresentados. A participação e o entusiasmo das crianças e adolescentes foi contagiante. Muito bom ver eles envolvidos em todas as etapas para a criação da horta, desde a seleção das espécies a serem cultivadas, o plantio das mudas e sementes, e os cuidados para manter o crescimento dos alimentos”, comemora Patrícia.

 

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Trânsito em 140 caracteres

Alunos e professores que ganharam o concurso promovido pelo Diário na Escola em parceria com a Viapar, receberam seus prêmios na sede da concessionária de rodovias.

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Com o tema “Seja você a mudança no trânsito” os estudantes foram desafiados a criar uma frase criativa e de efeito dentro de 140 caracteres. Para auxiliar o trabalho, os professores debateram o assunto em sala de aula e contribuíram com os bons resultados.

Foram mais de nove mil formulários de inscrições entregues às instituições de ensino parceiras do Diário na Escola, deste número apenas sete frases foram selecionadas como vencedoras.

“Foi uma alegria enorme quando a organização do Concurso me ligou falando sobre o resultado. Eu sabia que eram muitos inscritos e quase não acreditei quando soube que eu era uma das sete vencedoras. Meus colegas de classe também festejaram por mim, pois é o nome da nossa escola que estou representando hoje”, destaca a aluna ganhadora, Camila Buozo do Nascimento.

A professora que também levou prêmio, Nívia Maria de Brito participa do Programa há mais de cinco anos e conta que só no Concurso de frases já é o terceiro aluno dela que tem a frase escolhida. “Quando a gente ganha uma vez, no ano seguinte se esforça ainda mais, pois ter o trabalho reconhecido é extremamente gratificante. Esse prêmio que estou recebendo não é só meu, mas de toda a equipe escolar do município de Astorga que se dedica pela educação das nossas crianças todos os dias.”

Almir Garcia é diretor da Escola Estadual Elvira Balani, de Maringá. A instituição que ele direciona participa do Diário na Escola através do subsídio oferecido pela Viapar. “Eu não pude deixar de vir prestigiar o evento, além de termos uma aluna e professora vencedoras, percebi que este ano o nível das frases melhorou muito, o número de inscritos também foi bastante significativo e nós conseguimos nos destacar entre os ganhadores.”

Rubens Alexandre Soares é pai do aluno vencedor Kevin e esteve na premiação para acompanhar o filho nesse momento tão importante. “O dia de hoje ficará para sempre na memória do Kevin, e na minha também. Estou muito orgulhoso dele, é um menino dedicado em tudo o que faz e, com certeza, esse prêmio vai o motivar a estudar cada vez mais pois os resultados serão sempre positivos.”

“Ter um estudante da rede municipal de Marialva entre os ganhadores nos mostra que o projeto educacional que estamos realizando está no caminho certo. O Diário na Escola tem contribuído muito não só com a formação das crianças, como também dos nossos professores. Agradeço o bom trabalho que o Programa realiza nas escolas, pois oferece a todos nós um conhecimento de mundo e o acesso a um veículo de comunicação que torna alunos e professores cidadãos mais atuantes e críticos”, enfatiza a secretária da educação, Maria Inez Bria.

O prefeito de Ivatuba, Robson Ramos também esteve na cerimônia de premiação contemplando a aluna vencedora Yasmim Vitória de Souza Lima. “Dentre as atividades extracurriculares que temos na escola do município, acredito que as desenvolvidas pelo Diário na Escola são as que mais acrescentam à formação das nossas crianças. Desde o início dessa parceria sentimos uma evolução nos dados educacionais, no nível de aprendizado e na satisfação do aluno em passar mais tempo dentro da escola.”

O assessor de comunicação da Viapar, Marcelo Bulgarelli comenta que é de grande valia o subsídio oferecido aos estudantes do Diário na Escola e a realização da Promoção Cultural da Semana Nacional de Trânsito, que já virou uma tradição. “Estamos plantando as sementes para, em breve, colher bons frutos.”

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A independência, na sala de aula

Foto AbreNa semana em que se comemora o dia da independência do Brasil, a professora Adriana de Araujo Xavier Pelizer que leciona para o quinto ano da Escola Municipal Messias Barbosa Ferreira, em Floresta, preparou um projeto de aula especial que fez os estudantes refletiram sobre a evolução do nosso país.

“A Independência é um dos fatos históricos mais importantes do Brasil, pois marca o fim do domínio português e a conquista de uma possível autonomia política. O tema já faz parte da grade curricular de ensino, desta forma, além de abordá-lo como conteúdo programático realizei uma série de propostas que fizeram as crianças pesquisarem sobre estes 193 anos da proclamação da independência”, destaca Adriana.

Para começar a atividade, a professora fez alguns questionamos para turma, a exemplo: A independência é resultado de um acontecimento de um único dia? Ela pode ser sinônimo de liberdade? Se Dom Pedro não a tivesse proclamado, outros fariam?. Divididos em grupos, os alunos discutiram a respeito do tema e registram as opiniões nos cadernos. “Ao se declarar independente, acredito que o Brasil não se tornou um país livre, porque contraiu uma grande dívida com a Inglaterra, com isso continuou dependendo da Europa e quem passou a governar o nossas terras foi o filho de rei de Portugal, então pouca coisa foi mudada”, enfatiza o estudante Vinícius Barboza Tezolin.

No momento seguinte, as crianças foram convidadas a fazer um debate coletivo no qual cada uma expôs de forma oral seu ponto de vista. “Não podemos dizer que somos um país livre assim como foi dito naquela época, pois as pessoas menos favorecidas não tiveram mudanças em sua vida. Hoje, mesmo o Brasil sendo um país independente, as classes mais pobres continua dependendo de serviços do governo como o Bolsa Família, é como se eles devessem um favor para a presidência”, comenta a aluna Karolayne Cristina Alves.

A estudante Melissa Barbosa Firmino dos Santos acrescenta que naquela época a população lutava por liberdade e que hoje ainda não é muito diferente. Porém mudaram os ideais, atualmente as pessoas lutam para ter uma educação de qualidade, direito à moradia e proteção à violência.

“Acredito que o principal papel da escola na atualidade é formar cidadãos críticos e conscientes mediante a realidade onde estão inseridos. Através dessa reflexão com meus alunos consegui que pensassem sobre o real significado da palavra ‘independência’ e como isso vem sendo aplicado na prática durante todos esses anos registrados na história do nosso povo. E isso não consegui sozinha, o programa O Diário na Escola possui grande contribuição nesse processo, pois devido a utilização do jornal em sala de aula e as formações oferecidas a nós, educadores, estamos realizando um trabalho de compreensão e interpretação muito mais significativo com nossas crianças”, ressalta a professora Adriana.

 

 

PRÁTICA

Professor, aproveite o tema e proponha aos alunos a confecção de um chapéu e uma espada de papel. Para iniciar, apresente uma folha de jornal usado e pergunte:

– O que é isto?

– Para que ela serve?

– Depois que a lemos o jornal o como podemos reaproveitá-lo?

– Vocês já fizeram dobraduras?

– Quem gostaria de ter um chapéu e uma espada de papel?

Depois dos materiais prontos, é possível encenar com as crianças um mini teatro representando o momento em que Dom Pedro declarou a independência.

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Palestra aborda aprendizado e tecnologia

A convite do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Noroeste do Estado do Paraná (Sinepe/NoPr), Isabel Parolin esteve em Maringá durante evento de educação para ministrar aos professores o tema “A aprendizagem e o ensino em tempos hipermodernos”.Foto Abre

Como promover o aprendizado diante de tantas inovações tecnológicas? Essa é uma questão que aflige muitos profissionais da área da educação. Isabel conta que os valores atribuídos ao mundo do consumo, da rapidez e do descartável modificaram alguns encaminhamentos educacionais no seio da família, fato que repercute no dia a dia da escola. Em alguns casos, inclusive, a simbologia de pais, chefe e idoso, foi perdida.

Em sua fala, a palestrante aponta que é na escola que a criança tem seus encontros sociais, por isso, aquilo que é ensinado dentro da sala de aula precisa ser potencializado na sociedade. O que tem acontecido é que as pessoas recebem muita informação diariamente, mas estão tendo pouca evolução no que se diz respeito ao conhecimento.

“Grande número de pessoas utilizam a tecnologia para mediar suas relações sociais e, mesmo os mais resistentes, acabam cedendo às suas facilidades e rapidez. Os aplicativos de bate-papo, hoje, têm o mesmo efeito agregador que tinham as praças dos tempos antigos – um lugar de encontro. Contudo, todo o arsenal que a web oferece só se configurará como um instrumento no desenvolvimento pessoal e comunitário se as pessoas conseguirem estabelecer relações educativas através dessas mediações”, ressalta Isabel.

Roseli Messias é mãe de um menino de oito anos e reclama que seu filho só tem conseguido dormir muito tarde, quando vai brincar com outra criança é sempre utilizando o tablet e, algumas vezes, deixa o dever de casa sem fazer por passar boa parte do tempo nos jogos virtuais. “Com isso, ele tem sido um aluno desatento, sonolento e sem rendimento escolar. Eu e o pai dele estamos proibindo o uso da tecnologia para que ele melhore o desempenho em sala de aula”, conta.

A ministrante enfatiza que o desafio da escola de hoje é provocar as aprendizagens que humanizam e promovem inserção social, entendendo os limites e as conquistas dessa geração que é conectada, mas impaciente, hiperativa, mas com atenção limitada a pequenos intervalos de tempo, que não pensa em linearidade, mas em descontinuidade, que tende as multitarefas, que vive no senso de urgência, aliada ao fato de usarem as novas tecnologias com melhor desenvoltura que seus educadores, mas que precisa de ajuda para focar no aprender.

“A escola detém uma qualidade de valor inestimável a essa geração – a possibilidade do encontro e das trocas presenciais – face a face, algo que tem sido deixado de lado devido aos contatos apenas virtuais”, ressalta Isabel.

A psicopedagoga finaliza afirmando que apesar da forma de se relacionar ter mudado, as crianças e jovens precisam estabelecer relações com qualidade, que garantam um modo de viver e conviver de acordo com os valores que sustentaram, historicamente, as organizações sociais até os dias de hoje. “Para exemplificar, não é por que uma criança tem desenvoltura surpreendente diante de um iPad que ela poderá deixar de almoçar ou fazer suas tarefas”, conclui.

A professora Márcia Cristina Bueno diz que após ouvir a fala da ministrante percebeu que o educador tem que sair de casa não pensando que vai dar aulas, mas que irá formar cidadãos. “O conhecimento é o grande libertador da sociedade. A família merece atenção, deve ser instruída. O professor tem um papel educativo essencial.”

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Mais do que pessoas, cidadãos

Foto AbreA oficina “Identidade. Quem eu sou?” foi realizada com os atendidos da Legião da Boa Vontade (LBV) Maringá e teve por objetivo possibilitar a construção da formação cidadã da criança, a partir das relações sociais e culturais. “Os pequenos têm seu jeito próprio de compreender o mundo e é partindo de observações e estabelecendo relações com a realidade e com o meio que eles aprendem ,e assim, seguem na construção de sua personalidade”, destaca a responsável pela oficina, a educadora Andréa Siqueira Gonçalves.

O trabalho desenvolvido integrou as crianças e oportunizou a apropriação da escrita e valorização do nome próprio, bem como o resgate da cidadania, através do fortalecimento da cultura e do restabelecimento da autoestima.

Em um primeiro momento meninas e meninos atendidos pela LBV foram fotografados e com suas fotos em mãos puderam ver seus retratos e se reconhecerem em cada traço. “Nunca tinha prestado muita atenção em uma foto minha, olhei cada detalhe do meu rosto e os traços que lembram alguém da minha família”, conta a pequena, Isabely Santos Braga.

Na sequência eles tiveram contato com suas certidões de nascimento. “Nessa etapa percebi que muitos não conheciam o documento e muito menos sabiam da importância dela para sua vida, e que, além de ser um registro de identificação é a primeira garantia de cidadania e direito a todos os brasileiros”, comenta Andréa. O atendido Victor Hugo Reis Moreira, completa “os pais devem registrar seu filho logo quando nasce, assim a criança tem seus direitos garantidos.”

Muitas crianças ainda não tem a carteira de identidade (RG), por isso a educadora preparou uma proposta, com uma arte que simula um RG de verdade, na qual cada atendido preencheu os dados com seu nome e de familiares, e desenhou seu rosto para ficar semelhantes às fotos. “Foi muito legal, aprendi coisas importantes como por exemplo, o que é a palavra ‘filiação’ no documento”, ressalta a atendida, Gabrielly Flores Silva.

Para estarem atentos aos seus direitos e deveres, Andréa debateu com a turma os termos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). “A construção de identidade não se evidencia do que digo sobre mim. Ela está presente nas minhas atitudes, ações, escolhas e no meu comportamento em geral. Os atendidos aprenderam muito com essa dinâmica”, comemora a educadora.

A proposta foi finalizada com uma exposição, nos corredores da instituição, das várias etapas desenvolvidas. Assim, todas as crianças e adolescentes que fazem parte da LBV tiveram conhecimento de um assunto que é de interesse em comum e prestigiaram o trabalho dos colegas.

“Após essa atividade foi despertado nos atendidos a vontade em conhecer melhor os documentos, como a carteira de identidade e a certidão de nascimento, e proporcionou uma reflexão sobre como cada um se vê. Eles perceberam que são seres únicos, especiais e diferentes. Assim, compreenderam que têm uma personalidade, um nome próprio e uma história de vida. Entendendo que a construção do seu ‘eu’ se dá de forma gradativa e através das interações sociais”, conclui a assessora de comunicação da LBV, Vilma da Silva Araújo.

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