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Água, cuidar para não acabar

No último dia 22 se comemorou o Dia Mundial da Água, mas está é uma data que deve ser lembrada diariamente. Acreditando nisso, a educadora da Legião da Boa Vontade (LBV) de Maringá, Aparecida Nonato desenvolveu uma série de atividades com as crianças e adolescentes atendidos pela instituição, voltadas à preservação e economia desse recurso tão precioso.

“O projeto pedagógico teve por objetivo incentivar os bons hábitos para o uso consciente da água e despertar nos atendidos o alerta de que o cuidado com o meio ambiente é dever de todos os cidadãos”, destaca Aparecida.

A atendida Giovana Heloisa Foque ressalta que apesar de existirem muitos recursos hídricos em nosso planeta, eles não são inesgotáveis. O colega, Kaue Filipe Mattike completa, “temos que cuidar para não deixar lixo na rua e nos canteiros, pois com as chuvas a sujeira entra nos bueiros entupindo eles ou levando a poluição até os rios.”

Foto Abre

A LBV é uma instituição que atua promovendo ações socioambientais, por isso ao longo do ano são realizadas palestras, oficinas lúdicas e atividades práticas sobre a importância em preservar o meio ambiente, fazer a separação do lixo, a reciclagem assim como a economia dos nossos bens naturais.

Nesta proposta da educadora Aparecida, ela iniciou o trabalho pedindo para as crianças uma pesquisa sobre a água, algo bem geral mesmo para que eles conseguissem o máximo de informações possíveis. No encontro seguinte os atendidos assistiram ao filme “Um plano para salvar o planeta” que chama a atenção para o consumo consciente e cuidados com a Terra. Em uma roda de conversa crianças e adolescentes expuseram seus conhecimentos prévios sobre o tema meio ambiente. Em seguida, meninos e meninas fizeram leituras compartilhadas de notícias do jornal O Diário, livros infantis, gibis e outros materiais que discutem o consumo dos recursos naturais.

“Para estimular a prática, e verificar o que aprenderam sobre o tema, solicitei que os atendidos fizessem cartazes com frases de efeito e desenhos a respeito do combate ao desperdício da água”, conta a educadora.

Aparecida também apresentou às crianças e adolescentes a história do Parque do Ingá, talvez o lugar mais próximo à realidade deles onde podem estar em contato com o meio ambiente e ainda oportunizou aos atendidos um passeio ao Parque, para que pudessem ver e aplicar os conteúdos adquiridos.

“O projeto valeu muito a pena! É extremamente importante ver todos envolvidos e conscientes do seu papel na sociedade. São crianças que se preocupam com o futuro e querem um lugar melhor para viver. O resultado foi constatado com a mudança de atitudes e a percepção de que com pequenos cuidados diários podemos ter água saudável disponível para todos e por muito mais tempo”, comemora Aparecida.

 

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Fazendo horta

A Legião da Boa Vontade (LBV), em Maringá, desenvolve diversos projetos visando desenvolvimento integral das crianças que atende. Uma das ações é o plantio e cultivo de uma horta. O projeto busca integrar a criança ao meio ambiente e à alimentação de qualidade.

Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU) enquanto 842 milhões de pessoas sofrem de fome crônica, muitas outras têm problemas com nutrição inadequada: cerca de 2 dos 7 bilhões de habitantes do planeta são afetados pela deficiência de micronutrientes. Sem contar com o desperdício: um terço dos alimentos produzidos do mundo não é aproveitado para consumo, indo parar no lixo.

E por que não produzir na própria instituição as hortaliças servidas às crianças e adolescentes? E ainda é possível fazer melhor! Envolver os atendidos nessa tarefa. E foi a partir desse desafio que a educadora Patrícia Pereira de Araújo realizou o projeto Horta Educacional.

Para a elaboração da proposta Patrícia considerou o aumento dos casos de obesidade infantil, assim como a alta incidência diabetes e os hábitos de alimentação inadequados. A horta educativa, foi utilizada como estratégia interdisciplinar de educação ambiental e alimentar, possibilitando a criação de hábitos saudáveis de alimentação.

Foto Submanchete“O cultivo de hortas escolares pode ser um valioso instrumento educativo. O contato com a terra no preparo dos canteiros e a descoberta de inúmeras formas de vida que existem e coexistem, o encanto com as sementes que brotam como mágica, a prática diária do cuidado – regar, transplantar, tirar matinhos, espantar formigas com o uso da borra de café ou plantio de coentro, o exercício da paciência e perseverança até que a natureza nos brinde com a transformação de pequenas sementes em verduras e legumes viçosos e coloridos. Estas vivências podem transformar pequenos espaços em cantos de muito encanto e aprendizado para todas as idades”, enfatiza a educadora.

Na metodologia do trabalho, Patrícia e os atendidos conheceram os diversos tipos de verduras, legumes e hortaliças, pesquisaram notícias no jornal O Diário sobre alimentos, e aprenderam a importância de fazer refeições saudáveis.

No momento de colocar a mão na massa, crianças e adolescentes prepararam a terra e os canteiros, separaram as mudas e sementes, fizeram o plantio e o cultivo para manter a horta saudável.

“Cada criança foi incentivada a levar uma garrafa pet, na qual foi plantado hortelã e manjericão. Na horta já temos: cebolinha, salsinha, quiabo, hortelã e manjericão”, conta a educadora.

O atendido Bruno de Jesus ressalta a empolgação em ajudar na construção da horta, ele diz que nossa vida depende do meio ambiente, e o meio ambiente depende de nós. A colega Ketlen Rueda acrescenta sobre a importância dos alimentos naturais, pois são saudáveis e nutritivos.

“É interessante ver que todos absorveram bem os conteúdos apresentados. A participação e o entusiasmo das crianças e adolescentes foi contagiante. Muito bom ver eles envolvidos em todas as etapas para a criação da horta, desde a seleção das espécies a serem cultivadas, o plantio das mudas e sementes, e os cuidados para manter o crescimento dos alimentos”, comemora Patrícia.

 

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O lixo nosso de cada dia

Desde 2014 a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) prevê a proibição de disposição de resíduos sólidos em lixões a céu aberto. A PNRS é uma lei que estabelece regras para a destinação e disposição correta dos resíduos gerados pela sociedade. Assunto que foi abordado na matéria do jornal O Diário do Norte do Paraná com a manchete “Dos 30 municípios da Amusep, 12 têm lixões”. Na qual informa que nove cidades contam com aterros sanitários, oito terceirizam e a outra não informou. Prefeitos buscam soluções e uma das saídas para desativar lixões é a terceirização do trabalho.

Foto AbreDiante de uma realidade vivida no dia a dia dos alunos, a produção de lixo e degradação do meio ambiente se tornaram temas da aula de Geografia na Escola Municipal Afrânio Peixoto, em Ivatuba. A partir da leitura da notícia, a professora Valéria Bressianini debateu com os estudantes as diferenças entre lixão e aterro sanitário.

“Nós, consumidores, somos peça fundamental para lubrificar a engrenagem dessa máquina. O destino correto do lixo eletrônico, a separação de resíduos recicláveis e a destinação desses materiais a cooperativas, impedem que a matéria-prima utilizada na produção seja despejada no meio ambiente. Consequentemente, a confecção de um determinado material exigirá menos gasto energético e menos emissão de poluentes”, destaca a professora.

Durante a conversa, as crianças apresentaram tentativas de solução para o problema que envolve os lixões dos municípios. Algumas mencionaram que deveria haver recompensa para quem separa os resíduos recicláveis dos orgânicos, mesmo sabendo que isso é obrigação do cidadão. Outras sugeriram um trabalho de conscientização nas ruas apontando as consequências negativas que são refletidas no nosso meio ambiente e, ainda, apontaram que as pessoas querem um mundo perfeito, mas que poucas colaboram para que vivamos essa realidade.

“Não entendo o porque a sociedade é tão resistente em se conscientizar dos efeitos que o lixo pode causar no meio ambiente, e consequentemente, no futuro do nosso planeta”, enfatiza a aluna Manoela Vanso.

Ao fim da aula Valéria percebeu que os estudantes estavam motivados a encontrar formas para transformar o lixão de Ivatuba em um aterro sanitário. “Ao final da realização das atividades, os alunos compreendam a nossa responsabilidade com relação à redução do lixo produzido todos os dias. Espero que as atitudes e os valores despertados nesta aula sejam norteadores para a redução dos impactos ambientais”, conclui.

 

 

A AULA

Objetivos

– Categorizar os diferentes tipos de lixo que produzimos em nossa sociedade.

– Identificar qual o destino correto para diferentes resíduos sólidos.

– A importância dos 3 R’s: reduzir, reutilizar e reciclar.

– Adotar práticas sustentáveis que envolvam o consumo consciente e o descarte correto de resíduos sólidos.

Conteúdos

– Abordagem sobre a Política Nacional de Resíduos Sólidos.

– Classificação do lixo.

– Consumo consciente.

– Responsabilidade compartilhada.

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Notícia inspira a reciclagem

Meio Ambiente é um tema que já faz parte do currículo escolar, mas para deixar os alunos atentos à importância desse assunto, é preciso inovar as práticas pedagógicas em sala de aula. Pensando nisso, as professoras Carina Gimenez Munhoz, Maria Aparecida Chaves e Rosilene Aparecida Viotto que lecionam na Escola Municipal Elena Maria Pedroni, em Floraí, desenvolveram um projeto sobre reciclagem.

Foto AbreA ideia teve início após a leitura da notícia “Prazo maior para dar fim a lixões é erro, dizem prefeitos” que foi publicada em O Diário do Norte do Paraná. Por ser um veículo de comunicação que as crianças têm acesso à leitura semanalmente, a pauta em destaque foi transformada em aula.

Os estudantes foram divididos em equipes para debater o assunto e demonstraram diferentes pontos de vista a respeito da matéria. Com isso, as professoras separam os grupos em três temas: dilatação de prazo, metas de gestão e construção de aterros. Nesta etapa os alunos aprenderam o que são cada um desses termos que estavam presentes na notícia e ainda praticaram a oralidade e a capacidade em argumentar.

Após o estudo da teoria, as crianças foram à prática. Para mostrar o que pode ser feito para reduzir a quantidade de lixo, elas foram desafiadas a reciclar parte do que jogam fora todos os dias.

As professoras perceberam que as caixas de leite são um produto descartado diariamente na casa dos alunos e encontraram uma nova utilidade para a embalagem vazia, a transformaram em uma sacola que pode ser utilizada para presente ou mesmo como uma bolsa.

Na aula seguinte, os estudantes foram à produção. Aproveitando o mês em que se comemora o dia dos pais, as crianças fizeram as sacolas que entregaram como embalagem do presente que deram aos pais.

“Trabalhos como esse são muito válidos, pois aprendem não só as crianças, mas nós adultos, também. É uma ótima maneira de nos conscientizarmos da importância da reciclagem todos os dias”, destaca a diretora da escola, Vania Molina Ganaza.

 

 

Imagem - boxFAÇA VOCÊ TAMBÉM

Conheça o passo-a-passo para a confecção de sacolinhas a partir de materiais recicláveis:

Materiais:

– 1 caixa de leite vazia e limpa;

– Tecido de algodão;

– Cola de tecido;

– Pincel;

– Perfurador;

– Cordinhas (para alça).

Como fazer:

– Corte a caixa de leite na altura desejada;

– Corte o tecido para revestir o fundo da caixa com sobra de 2 cm para acabamento;

– Espalhe a cola com pincel e cole o tecido;

– Corte o tecido para revestir as laterais da caixa com sobra de 3 cm para acabamento;

– Espalhe a cola com pincel e vá colando o tecido;

– Alise bem o tecido depois que colar;

– Perfure as laterais;

– Coloque as cordinhas e faça o acabamento com nó nas alças e está pronto!

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Água, uma riqueza limitada

Imagem - AbreNo último dia 05 foi comemorado o Dia Mundial do Meio Ambiente. Um assunto sempre em pauta dentro das instituições de ensino, não poderia deixar de ser discutido em uma data tão importante. Nas mídias, muito se fala da falta da água, em especial no estado de São Paulo. Tendo em vista que a água é um bem comum e o mau uso pode afetar a vida de todos, a professora Susany Aparecida Lucca que leciona na Escola Municipal Prof. Domingos Laudenir Vitorino, em Itambé, desenvolveu atividades de interpretação e produção textual com seus alunos do quinto ano, sobre o tema em destaque.

“A introdução deste assunto teve por objetivo a necessidade da preservação e cuidados que devemos ter com a água, enfatizando o desperdício com o uso indevido e a escassez por parte dos problemas ambientais. Assim, despertar no aluno a consciência para melhorar essa situação”, conta Susany.

De início foram debatidas questões que envolvem o meio ambiente. Destacando a preocupação que os moradores de Itambé estão tendo em relação ao aterro sanitário do município, que poderá receber lixo de outras cidades da região.

Introduzido o assunto, as crianças iniciaram os estudos da disciplina de Ciências e trataram de temas como a importância da água para o ser humano, como tem ocorrido a contaminação, o mau uso, a importância das matas ciliares, o desmatamento, e as estações de tratamento.

“Por causa de pessoas que não cuidam do planeta, todos nós estamos passando por essa crise ambiental. E ainda tem gente que acha que quando falamos que um dia a água vai acabar acham que é mentira, que é brincadeira. Temos que nos conscientizar que sem água não há vida”, ressalta a estudante, Isadora Messias.

Para fixar o conteúdo aprendido, os alunos assistiram a vídeos e ouviram músicas que remetem ao tema da atividade. Na disciplina aula de Língua Portuguesa, Susany estimulou a interpretação e produção textual. Para finalizar, depois de todo o embasamento que os alunos tiveram, cada um deles foi desafiado a escrever um sobre a importância da água.

“Este trabalho resultou em grande aprendizagem por parte das crianças. O tema possibilitou a conscientização e a efetiva participação para uma mudança de hábitos, elas perceberam que uma simples atitude pode fazer toda a diferença. Ações essas que alguns estudantes já relataram estar colocando em prática”, comemora a professora.

 

RESULTADO

Depois de muito estudo e conhecimento compartilhado, os alunos expressam no papel tudo o que aprenderam. Confira a produção da estudante, Stefhany Souza Santos:

A poluição

A água é muito importante para todo ser vivo. Já sabemos que ela está acabando, então vamos economizar tomando banhos curtos, deixando juntar uma quantidade de roupa para ligar a máquina de lavar e fechando bem as torneiras.

Será que a água do nosso Planeta é a mesma de sempre? Muitas pessoas jogam lixo em rios e lagos. Será que vai ter água para o nosso futuro? Estão passando veneno nas plantações perto de rios e poluindo a água. E essa água? Vai estar boa para o consumo humano?

Então pense nisso, vamos melhorar o nosso Planeta e não piorá-lo!

 

DICA DE AULA

Professor, gostou do tema trabalhado pela professora Susany? Aqui vão as fontes dos materiais que ela usou, aproveite e faça a proposta com a sua turma:

VÍDEOS (Youtube):

  • Chaves em desenho animado: vamos cuidar da água
  • Planeta Terra, Planeta Água
  • A real situação da água no Brasil
  • Estação de tratamento de água Sabesp

MÚSICAS:

  • Água: turminha do Tio Marcelo
  • Planeta água – Guilherme Arantes

TEXTOS:

  • A herança da criança – Paulo César Dantas de Oliveira
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XXI Festa Cultural de Atalaia

CARTAZ  atalaiaA já tradicional Festa Cultural Escola Vânia volta a ser realizada na próxima sexta e sábado. Toda a equipe da instituição está trabalhando para apresentar aos visitantes o tema “OS QUATRO ELEMENTOS DA NATUREZA: ÁGUA, TERRA, FOGO E AR”. Assim, busca conscientizar a população sobre a importância da preservação e o consumo dos recursos naturais. Todos os conteúdos já foram apresentados aos alunos em sala de aula, de forma interdisciplinar, buscando o melhor entendimento do assunto.

A Festa que será realizada nos dias 13 e 14 de março, a partir das 20 horas terá apresentação de danças culturais retratando cada um dos elementos da natureza, sorteio de brindes, bingo de prêmios e show com o Musical Novo Stylo.

O evento conta com o apoio da Associação de Pais, Mestres e Funcionários (APMF), Conselho Escolar, Prefeitura Municipal, Secretaria da Educação, patrocinadores e colaboradores da cidade e região.

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Quadrinhos no jornal

Na Escola Estadual Presidente Arthur da Costa e Silva, em Floresta, a motivação para a leitura é feita através dos exemplares do Diário, semanalmente. Os alunos que estão no segundo ciclo do ensino fundamental realizam propostas didáticas com o auxílio do impresso, buscando, assim, proporcionar momentos de diversão e aprendizado em sala de aula.

Na última semana a professora, Glasieli Bianchesi Bonugli trabalhou o gênero textual história em quadrinhos (HQ) com os estudantes. “Para que eles não se atentassem apenas aos desenhos durante a produção, propus que o conteúdo fosse inspirado em alguma notícia do jornal. Assim, sem perceber, os alunos realizaram a leitura de todas as matérias, adquirindo informações de circulação social”, destaca. Está é uma maneira que os educadores encontram para tornar crianças e adolescentes seres críticos e participativos da realidade em que vivem.

Com a variedade de assuntos presentes no impresso, os alunos buscaram por aquilo que mais os despertou interesse ou que eles tenham maior afinidade. “Produzir a HQ a partir das notícias do Diário foi uma ótima oportunidade de me inteirar sobre fatos que estão acontecendo na região em que moro e até em locais mais distantes. O que me chamou a atenção, em especial, foi o problema da falta da água no estado de São Paulo, uma situação que pode se agravar ainda mais”, comenta a aluna Raquel Fuentes.

Glasieli conta que os momentos com o jornal em sala de aula são pura diversão. “A maioria dos estudantes gosta de afastar as cadeiras e abrir as páginas dos exemplares no chão da classe, desta forma eles se sentem mais a vontade para manusear o material e aprendem novos conteúdos de uma forma prazerosa.”

Todos os anos o Diário na Escola oferece formação sobre como trabalhar os quadrinhos e o humor utilizando o impresso como suporte didático, a professora comprova os bons resultados. “Durante a realização da atividade constatei o quanto a leitura de um informativo torna os estudantes criativos”, conclui.

PRODUÇÃO

Após a leitura das notícias do Diário e do estudo do gênero HQ, a aluna Raquel Fuentes criou uma história em quadrinhos sobre o problema da falta de água em algumas regiões do país.

Imagem Submanchete

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Preocupação com lixo leva alunos às ruas

Foto AbreA preservação do meio ambiente e o futuro dos recursos naturais é algo trabalhado com destaque dentro dos espaços escolares. Atenta sobre o montante de lixo produzido no município em que vive, a professora Janete Baldo da Silva Machado que leciona na Escola Municipal Rocha Pombo, em Ourizona, propôs aos seus alunos um trabalho de conscientização que foi além da sala de aula.

A atividade teve início após a leitura da notícia publicada no Diário com a manchete, “Câmara aprova PPP para coleta e destino de lixo”, na qual a matéria apresenta informações sobre a implantação da Parceria Pública Privada (PPP) que tenta solucionar os problemas com os resíduos produzidos pelos moradores de Maringá. Com isso, Janete aproximou o contexto da notícia à realidade dos alunos ao realizar um trabalho sobre a coleta e separação, em Ourizona.

“Relacionar um projeto escolar com o jornal fez com que as crianças dessem maior importância à proposta. Desta forma, além do aprendizado didático elas também perceberam o quanto é fundamental proteger o meio ambiente”, destaca a professora.

Janete debateu com os alunos os dados da matéria do Diário e, em seguida, elaborou um questionário para que, em duplas, eles fossem às ruas entrevistar a população. Além dos depoimentos, as crianças também registraram o passo-a-passo da atividade tirando fotos.

A estudante, Maria Vitória Fernandes conta que, de uma forma geral, as pessoas fazem a separação do lixo sim e esperam o caminhão que recolhe os descartes toda terça-feira. “O nosso município está indo pelo caminho certo, mas não podemos nos acomodar, pois sempre é possível melhorar e contribuir para o futuro de todos.” A colega de classe, Gabriely Bocaletti dos Reis após realizar o trabalho de conscientização dos moradores que ainda não fazem a separação do lixo nas casas, está esperançosa e acredita na mudança de hábitos da população.

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Aprendendo educação ambiental fora da escola

Foto SubmancheteAlunos do Ensino Médio do Colégio Estadual Profª Denise Cardoso de Albuquerque, de Flórida, que participam do Diário na Escola através do subsídio do Programa Ensino Médio Inovador (ProEMI), realizaram uma viagem educativa ao Parque Estadual de Vila Velha, em Ponta Grossa. O passeio faz parte de um projeto denominado “Educação Ambiental”, que envolve atividades nas disciplinas de Artes, Filosofia, Sociologia, Biologia, Língua Portuguesa, História e Geografia.

A diretora do colégio, Rosalina Moreira Rozas fala sobre a importância de uma viagem como esta. “A escola precisa criar oportunidades para que os alunos vivenciem práticas educativas, oferecer novas formas de entender e compreender as representações socioambientais e trabalhar de maneira relevante a importância da preservação do meio ambiente.”

Os estudantes enfatizam que o passeio, além de educativo, foi muito prazeroso devido à beleza do Parque Estadual de Vila Velha. Antes de pegar a estrada os adolescentes realizaram pesquisas referentes ao clima, vegetação, relevo, rochas, fauna e flora do lugar a ser visitado. “Um dos principais objetivos do projeto é estimular nos alunos o desenvolvimento de uma visão ecológica que permita perceber a relação de dependência entre os seres vivos e o meio ambiente, além de incentivá-los a participar de forma individual e coletiva da valorização da natureza”, destaca Rosalina.

O aluno, Jorge Henrique Castellani conta que a viagem foi incrível. “Pude conhecer as belezas naturais de Vila velha e isso para mim será uma experiência inesquecível. Fiquei fascinado e um tanto curioso ao conhecer as furnas, a lagoa dourada e as formações rochosas em formas de taça, bota, e até garrafa, como também os mistérios das lendas sobre Vila Velha.”

Para a professora, Matilde Aparecida Cesnick a visita ao Parque Estadual oportunizou conhecerem um importante atrativo natural do estado do Paraná, e ressalta, “todos os locais visitados trouxeram encantamento ao grupo.”

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Escola de Cruzeiro do Sul realiza projetos de reciclagem e compostagem

Foto Abre“Separação e Reciclagem de Lixo: Compromisso com a Vida” e “Adubação Orgânica: A Compostagem na Horta Escolar” são os projetos desenvolvidos pela equipe da Escola Municipal Professor Flávio Sarrão, em Cruzeiro do Sul. “Percebemos que o município e a nossa instituição de ensino vivenciavam o problema da destinação final do lixo e dos restos de alimentos produzidos todos os dias. O que sobrava da merenda, por exemplo, era descartado no mesmo recipiente em que estavam papeis, latas e plásticos. Isso precisava ser mudado”, destaca o professor Valmir Luchetti.

Na primeira atividade fora da escola, os alunos foram visitar o Parque Ecológico onde funciona o Viveiro Municipal, para que pudessem plantar as sementes das flores que posteriormente foram utilizadas para a confecção de vasos feitos de pneus velhos.

“Para nós foi uma experiência incrível, não podíamos imaginar que uma sementinha tão pequenina pudesse gerar flores tão belas, especialmente por terem sido plantadas pelas nossas mãos”, conta a estudante Hanna Yasmine Osmani.

Depois de uma palestra com um dos técnicos da Emater sobre como fazer a compostagem, as crianças foram à prática. Com tambores na horta da escola, as cozinheiras foram orientadas a separar os restos de alimentos da cantina. No momento do descarte, professores e alunos se reuniram para auxiliar na produção do composto orgânico a ser utilizado nas hortaliças. “Esse momento foi muito importante, pois se praticou conceitos de preservação ambiental, separação e reaproveitamento daquilo que era considerado lixo”, comenta a diretora da escola, Esbelta Ferreira.

Os estudantes também tiveram a oportunidade de conhecer o lixão da cidade para que pudessem ver a real situação em que o município se encontra. “Não chovia há alguns dias e, mesmo assim, ao aproximar do lixão todos sentiram o forte cheiro do chorume que escorria a céu aberto poluindo o ar e também o lençol freático. Naquele momento a algazarra dentro do ônibus, cedeu lugar ao silêncio da surpresa em ver as montanhas de sacolas com garrafas, móveis, restos de comida e até lâmpadas”, enfatiza Valmir.

Algumas professoras relatam que quase não acreditaram no que viram. Outras destacaram que aquela era uma imagem só vista pela televisão e que não imaginavam existir uma realidade dessas em um terreno tão próximo de onde moram. Com isso, todos voltaram para casa com a certeza de que algo deveria ser feito, urgente.

IMG_1561De forma interdisciplinar, as educadoras passaram a trabalhar a separação e a reciclagem de lixo, auxiliando os alunos nas diversas formas de reaproveitar as matérias-primas. “Em sala de aula se iniciou um grande interesse pelo tema, percebi preocupação e vi o quanto é importante discutir assuntos relacionados ao cotidiano do aluno, pois ele está vivenciando esta realidade diariamente e, muitas vezes, nem percebe. Notei isso de modo muito forte quando visitamos o lixão. Ficaram perplexos em saber que são responsáveis por aquilo tudo”, ressalta a professora Maria Sandra Bezerra Ribeiro.

E assim se deu início há uma mudança de hábitos, costumes e valores em relação ao descarte do lixo. “A partir do ambiente escolar, as ações se estenderam à casa dos alunos, com a esperança de que num futuro próximo toda a cidade esteja com a mesma consciência de reaproveitamento”, conta Esbelta.

“Depois dessas atividades o comportamento mudou lá em casa. Meu filho me cobra dizendo que temos que separar o lixo diariamente. A preocupação das crianças aumentou e isso tem provocado em nós, pais, também uma mudança de hábitos. É incrível passamos a ver o problema de uma forma mais séria, a partir de um trabalho escolar”, conclui a mãe do aluno Leonardo, Márcia Cristina Juliani Correia.

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