oficina



Astorga recebe oficina Descritores

Olá pessoal!

Na tarde desta sexta-feira, dia 4, o Programa O Diário na Escola está em Astorga.

Os profissionais da Educação do município participam da oficina pedagógica “Descritores: um convívio diário”.

A professora Alethéia Braga Ribeiro vai falar sobre a contribuição da Prova Brasil para o ensino público e sobre os descritores.

E na segunda-feira, dia 7, estaremos em Sarandi.

Em breve, novidades por aqui!

Abração da Equipe O Diário na Escola

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Amanhã a gente tem novidade por aqui

Olá pessoal!

A gente passou por aqui para antecipar as boas vindas para o mês de agosto e deixar todo mundo curioso!

Vamos dar apenas três palavrinhas e vocês tentam adivinhar:  frase + Viapar + escolas municipais. Descobriram?

Só um pedacinho da coluna de amanhã no Caderno D+

A Coluna Diário na Escola de amanhã está prontinha e apresenta alguns trabalhos que pessoal de Floraí fez. A gente agradece os professores e a diretora da Escola Municipal Elena Maria Pedroni que compartilharam os trabalhos!

Mão na massa

As professoras Tatiana e Eliane produziram o jornal mural com os alunos do Fundamental. Eles usaram a seção de Esportes aqui do Diário como inspiração porque a última edição regional dos Jogos Escolares foi sediada lá. 

Capacitação

E por falar em Floraí, os profissionais da Educação participaram da oficina “Descritores: um convívio diário”, com a professora Alethéia Braga Ribeiro. O encontro sobre  Prova Brasil  foi muito produtivo e teve elogio de todo mundo, até da Secretária de Educação. Parabéns aos professores que dividiram suas experiências no encontro!

Na semana que vem a oficina pedagógica vai acontecer em Sarandi e depois a gente conta como foi.

Até amanhã!

Abração da Equipe O Diário na Escola

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O Diário na Escola está em Floraí!

Olá pessoal!

Hoje estamos com os profissionais da Educação de Floraí para uma tarde de troca de saberes e experiências!

É mais uma oficina promovida pelo programa O Diário na Escola, sob coordenação de Ricardo Pastoreli.

A oficina “Os Descritores: um convívio diário” faz parte da capacitação docente para a Prova Brasil!

Nessa tarde vamos falar sobre vários temas, veja alguns:

  • procedimentos de leitura;
  • enunciador na compreensão de textos, intertextualidade;
  • localizar informações;
  • identificar o tema;
  • distinção entre fato e opinião.

Estaremos aí das 13 às 17 horas em parceria com a prefeitura do município! Gostou?

Ah, e por falar em oficina…

O pessoal de Ivatuba participou do encontro com a professora Alethéia semana passada. Olha só a avaliação da Secretária de Educação do município, Nadir Valentini:

“A parceria formada com o Programa O Diário na Escola vem contribuindo significadamente com a formação continuada de nossos professores. A cada oficina novas práticas pedagógicas são aprimoradas. E ao fazer uso do jornal como ferramenta de aprendizagem nossas crianças são estimuladas a novas descobertas e os conteúdos são aprendidos de forma prazerosa”.

 

Obrigada por nos receber professora Nadir!

Logo tem mais e a gente conta tudo por aqui e no Diário na Escola no Facebook

Até logo!

Equipe O Diário na Escola

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Experiência positiva em sala de aula

Da redação

redacao@odiario.com

A primeira oficina “Notícias na parede: O jornal mural na escola” aconteceu dia 29 de julho, menos de uma semana depois, os professores já estavam colocando o conhecimento em prática! A última edição reuniu 46 profissionais para a oficina do projeto O Diário na Escola ministrada na Faculdade Cidade Verde (FCV). Com o apoio da VIAPAR, o evento reuniu professores e professoras de escolas municipais de Astorga, Floraí, Floresta, Itambé, Ivatuba, Lobato, São Jorge do Ivaí e Uniflor.

Professores de oito cidades da região participaram

da 1a edição – Foto: JC Fragoso

 

Pioneiros

Na semana seguinte a Escola Municipal São Jorge, de São Jorge do Ivaí, já publicou os primeiros jornais murais. A professora Simone Aparecida Carboni Gregório mobilizou os alunos do 4º ano C para a leitura de notícias sobre temas de interesse da turma. O “Jornal Mural Notícia Quentinha” foi planejado para despertar a curiosidade e o interesse da turma em temas do cotidiano, por isso, depois de debater os assuntos que chamaram mais a atenção das crianças, elas produziram versões adaptadas das notícias lidas. O resultado foi a primeira edição de um projeto que veio para ficar.

O pessoal do quinto ano A, da professora Valdélia Aparecida da Silva Rodrigues, assina o jornal mural “News na Escola”. O projeto alia conhecimento e interatividade em uma peça referência para o estudo das sílabas tônicas nas aulas de Gramática da Língua Portuguesa. No editorial, a professora relata que os alunos pesquisaram palavras publicadas nas páginas do jornal O Diário de Maringá classificando-as conforme a tonicidade. A ideia foge do formato tradicional promovendo o encontro entre conteúdo, mídia e interatividade. No “News na Escola”, o leitor é convidado a ler as palavras selecionadas em voz alta para compreender o sentido da classificação.

 

Instrumento pedagógico

A produção imediata dos jornais murais reflete a importância da inserção de novos modelos de ferramentas pedagógicas para enriquecer o processo de ensino e de aprendizagem. As bases para a produção dos jornais murais vieram de uma tarde de troca de conhecimento e muita produção.

Os profissionais debateram os temas em circulação na comunidade escolar: comunidade, saúde, educação, vínculos afetivos, estudos de gênero e sexualidade, políticas públicas, entre outros. A partir do debate, o grupo fez um cruzamento com temas de interesse pedagógico e produziu peças em formatos e temas variados.

 

Depois das férias, tem muito mais!

 

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Matemática em pauta

Nas últimas semanas, mais de 200 profissionais da educação que fazem parte do Diário na Escola estiverem na formação “A organização do ensino de Matemática: o uso do jornal em sala de aula”, ministrado pelas professoras doutoras Luciana Lacanallo Arrais e Silvia Gonzaga de Moraes, e pela mestre Paula Tamyris Moya.

O encontro abordou de forma dinâmica, aliando prática e teoria, as diferentes formas de extrair conteúdos matemáticos das páginas do Diário. Uma didática que visa auxiliar o educador no trabalho com a disciplina em sala de aula, tornando o momento de aprendizado algo prazeroso e com significado social para a vida do estudante.

Foto AbreAs ministrantes apontaram que o trabalho interdisciplinar com o jornal, de forma geral, ocorre com ênfase na Língua Portuguesa. Sendo assim, o maior desafio é pensar no processo de ensino e aprendizagem dos conceitos matemáticos para além do que já está posto nos jornais. Ressaltando que o significado do impresso como um recurso didático que de fato contribui para o ensino de matemática depende diretamente das ações de ensino sistematizadas pelo professor. Dessa forma, o Diário deve ser compreendido como uma fonte documental que contribui para a apreensão dos fatos em movimento, na relação entre o passado, presente e futuro. Além disso, é um meio de propaganda e atualização, no âmbito local e mundial.

“O encontro foi de grande valia, uma vez que ofereceu diversas possibilidades matemáticas por meio do material visual, neste caso o jornal. Vale ressaltar o domínio do conteúdo e a didática das formadoras que favoreceu positivamente o aprendizado”, comenta o professor Rafael Orlandini.

Durante a formação os participantes conheceram formas de trabalho com gráficos, tabelas, estimativa, escala, números romanos, ângulos, porcentagens, números decimais, calendário e formas geométricas que podem ser todos extraídos das páginas do jornal. Silvia, Luciana e Paula ressaltam que, “uma maneira de trabalhar com o impresso no ensino de matemática é analisar os conteúdos que permeiam as diferentes reportagens de forma implícita, ou seja, aquilo que não é dado de imediato por meio das imagens e textos jornalísticos.”

Orlani de Carvalho participou do encontro e disse que as informações apresentadas superaram suas expectativas, pois possibilitou a compreensão do uso do jornal nessa área de ensino pouco discutida e que facilitará o trabalho pedagógico indo além dos conteúdos explícitos.

“As atividades apresentadas pelas ministrantes foram muito boas, pois a matemática está na vida de todos. Devemos, como educador, tirar esse medo que as crianças têm da disciplina e fazer com que as propostas didáticas interajam com a rotina de vida delas”, diz a professora Suelena Yoshie Jaqueta. A colega de curso, Norayama da Silva Falcão, completa “saio do encontro de hoje muito mais motivada para planejar e aplicar uma situação de ensino-aprendizagem com as ideias apresentadas a nós.”

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Sem medo da internet

A jornalista e mestre em Educação e Tecnologias Digitais, Talita Moretto ministrou a formação “Conectando-se sem medo” aos professores de municípios vizinhos a Maringá que participam do Diário na Escola. “Os alunos de hoje são nativos digitais, são pessoas que fazem tarefas simultâneas, nunca viveram em um mundo sem internet, são imediatistas, não se concentram por muito tempo, preferem as imagens aos textos e transitam entre várias plataformas. Não é interessante a escola impedir a entrada de dispositivos móveis e seu uso pelos estudantes, ao contrário, ela deve mostrar o uso correto que a criança e o adolescente têm que fazer desses aparelhos. A comunicação passa a ser móvel com uma frequência crescente e isso impacta na educação e no processo de ensinar e aprender”, enfatiza Talita.

Foto AbreA ministrante ainda apresentou dados dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) e das Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica (DCN) em que mostram que os alunos devem ser capazes de saber utilizar as diferentes fontes de informação e recursos tecnológicos para adquirir e construir conhecimentos, assim como as tecnologias devem ser usadas e adaptadas para servir a fins educacionais.

“Algumas vezes temos medo ou mesmo preconceito em usar determinadas tecnologias na escola, principalmente o celular, que é tão próximo da realidade dos nossos alunos. Com a formação pude me tranquilizar e compreender que há possibilidades desse uso, desde que bem orientado pelo professor”, conta a educadora Adriana Matias.

É fato que todo esse processo de mudança que vivemos exige adaptação, sabe se que a transição do uso das tecnologias a fim de diversão e o entretenimento para um uso destinado a objetivos de aprendizado e análise não é espontâneo. “É necessário capacitação, a informação precisa ser selecionada, organizada e elaborada, para então ser transformada em conhecimento. O desenvolvimento de iniciativas de aprendizagem móvel demanda tempo e empenho dos professores e das escolas. A utilização adequada pode melhorar o desempenho devido ao aumento da participação do estudante em relação ao ensino tradicional”, aponta Talita.

“Através da formação descobri as facilidades que a mídia pode trazer para a sala de aula. Temos que explorar mais a tecnologia, pois assim é possível ensinar através de algo que as crianças gostam e tem conhecimento”, ressalta a professora Selma Pelisson dos Santos.

A ministrante sugere aos educadores que promovam uma sala de aula ideal, onde os professores são mediadores do conhecimento e o aluno sujeito ativo da sua aprendizagem, motivado e consciente. Pois todos nós estamos imersos em uma cultura digital e expostos a novos conceitos, diariamente.

Durante a formação, em momento de atividade prática, os participantes conheceram diversas ferramentas de áudio, vídeo, jogos e propostas de atividades que podem facilitar esse processo de transição, em que não é mais possível ignorar o uso das tecnologias como subsídio do ensino em sala de aula.

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Jornal + Matemática = Resultado

JOGO RÁPIDO

Questionamos as professores Solange D’Antonio e Luciana Lacanallo sobre como aliar o jornal com o livro didático e o que elas irão abordar nas oficinas oferecidas este ano aos participantes do Diário na Escola. Confira:

 

Como os professores podem unir os conteúdos do impresso com o livro didático?

Foto SolangeSOLANGE: Para que essa união aconteça é preciso planejamento e estudos por parte do professor que deve ser um leitor constante de sua prática. Se em meu planejamento, por exemplo, quero explorar a leitura de gráficos e tabelas, analisarei o que existe no livro didático para a apresentação desse conteúdo e complementarei aquela informação com dados apresentados no jornal, a fim de fazer com que o aluno reflita e perceba a constituição de um gráfico e de uma tabela, suas características e sua relevância no dia a dia, ou iniciarei minha aula com dados selecionados nos jornais, para que o aluno compreenda e diferencie tais conceitos, pela observação e o levantamento de hipóteses e então aproveitarei o que o livro didático apresenta a esse respeito para complementar o aprendizado.

 

Você tem uma dinâmica de ensino diferente que envolve a participação de estudantes da graduação durante as oficinas que ministra. Como esse trabalho será realizado os professores do Programa?

foto LucianaLUCIANA: Na Universidade tentamos aproximar nossos estudos com a escola e com os futuros professores, em especial os acadêmicos de Pedagogia. Assim, temos uma dinâmica de trabalho que integra acadêmicos, professores já formados da educação básica e professores universitários em um mesmo movimento de aprendizagem. Os participantes entram em atividade de organização do ensino. Esse trabalho é desenvolvido no Grupo de Pesquisa e Ensino “Trabalho Educativo e Escolarização”, no subprojeto da Oficina Pedagógica de Matemática (OPM). O desenvolvimento dos trabalhos na OPM busca estudar, refletir sobre as práticas de ensino de matemática e a partir daí elaboramos situações desencadeadoras de aprendizagem para serem desenvolvidas na sala de aula, como meio para direcionar a atenção de alunos e professores em direção à apropriação dos conceitos matemáticos, de modo lúdico e instigante, visto que acreditamos que o aprender matemática é para todos. Por isso, envolvemos os participantes nesse movimento, eles atuam como agentes formativos interagindo conosco, com o conteúdo em si e com os professores que participam.

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A tecnologia a favor do ensino

A internet já faz parte da nossa rotina de vida, seja no trabalho ou nos contatos pessoais. Devido a esse contexto, mais do que saber usar o computador em sala de aula, o professor precisa estar capacitado para auxiliar e orientar os alunos. O desafio é saber como usar os novos recursos tecnológicos a favor do ensino. Lutar contra a presença deles não é mais visto como uma opção. Para falar sobre esse assunto, convidamos a jornalista e especialista em tecnologias na aprendizagem, Talita Moretto. Em nosso bate-papo ela fala como o uso da mídia online pode ser proveitoso no estudo interativo de conteúdos, tornando-os atraentes e fazendo com que o estudante adote uma postura mais participativa.

1. O DIÁRIO NA ESCOLA: A partir da sua experiência profissional, quais as maiores dificuldades você tem observado que os professores encontram quando o assunto é o uso da tecnologia em sala de aula?

Talita MorettoTALITA: Algumas dificuldades são diferentes dependendo da rede de ensino, da instituição (equipe gestora) e da abertura do professor. Se conversarmos com professores da rede pública, a falta de estrutura, de equipamentos e, principalmente, conexão à internet são dificuldades apontadas pela maioria. Estas dificuldades, embora existam, são menores na rede particular.

No entanto, o problema maior é que mesmo quando a escola está equipada, não existe preparo dos professores. O que falta, na minha visão, não é apenas estrutura ou formação é, principalmente, apoio da equipe pedagógica da escola, suportada pelos gestores da educação, para “tranquilizar” os professores a respeito do uso de tecnologia. E esse apoio deve começar no planejamento pedagógico e chegar até a reconfiguração da sala de aula. É necessário um esforço conjunto para estruturar salas de aula e formar professores que estejam preparados para as inovações proporcionadas pela tecnologia.

Daí você me pergunta: todos os alunos irão utilizar adequadamente se a tecnologia fizer parte do planejamento? É claro que não. Mas me diga se existe uma turma perfeita, onde todos os alunos fazem o que o professor pede, respeitam a aula e o espaço? Estamos falando de pessoas, de jovens em formação, com perfis diferentes. A perfeição nunca existirá, com ou sem tecnologia.

2. De que forma o educador pode incluir a internet no planejamento pedagógico? Seja na preparação da aula ou mesmo em uma atividade prática com os estudantes no ambiente educacional informatizado.

Existem inúmeras formas. Hoje, devido à facilidade de conexão à internet e acesso barato aos dispositivos eletrônicos, inevitavelmente, o aluno irá utilizar a internet nos trabalhos escolares. É isso que o professor precisa compreender: que a sociedade proporciona essa situação e o aluno não está fora dela.

O professor pode usar internet o tempo todo na preparação de suas aulas. A web é uma fonte de pesquisa riquíssima, onde estão disponíveis inúmeros recursos educativos digitais, ferramentas, aplicativos, e-books que deixam a aula mais atrativa. Por que não aproveitar este material que, em sua maioria, é gratuito?

Quando usar a internet na escola (ou sugerir seu uso em tarefas de casa), o professor deve atuar como orientador. Primeiro, deve mapear os sites que os alunos devem consultar para encontrar as informações desejadas, e também deixar que os próprios alunos façam suas contribuições indicando outros sites que eles conheçam. E, claro, checar se a fonte é confiável, junto com os alunos. Só então levá-los ao laboratório de informática, colocá-los em duplas ou trios (isto é muito importante, pois pedir que os alunos façam a atividade sozinho é como bloquear a construção de conhecimento) e conduzir o desenvolvimento da pesquisa/atividade. Pode até mesmo utilizar atividades online, criar uma webquest ou propor um game. Existem muitos sites educativos especializados em cada disciplina escolar, que podem ser bem aproveitados na educação. Mas é preciso navegar na web para conhecer todo o potencial que ela oferece.

 3. Após a inclusão da web em sua rotina de trabalho, que resultados o professor poderá constatar no desenvolvimento escolar dos alunos?

Isso depende. Não existe uma receita que, se seguida, resultará em um único resultado. O que podemos garantir é que o professor, fazendo o uso da internet junto com os alunos, terá condições de conhecer como o aluno utiliza a internet com propósito pessoal e, a partir disso, ter mais ferramentas para organizar suas aulas de modo que todos fiquem interessados pelo conteúdo e pela disciplina, poderá orientar melhor as pesquisas online, estará apto para indicar sites seguros e com informações confiáveis, conseguirá abordar com mais facilidade temas como, segurança online e direitos autorais, etc. Trata-se de adequar-se ao perfil do aluno, da mesma forma que uma loja de roupas adequa seu “produto” aos gostos do cliente e de acordo com a moda atual. É falar a mesma “língua”, ou melhor, deixar o diálogo fluir com mais naturalidade.

oficina Talita4. Em muitos casos os estudantes têm maior habilidade do que o educador em acessar os programas do computador ou mesmo páginas da internet. Como esse fator pode ser utilizado para contribuir com as atividades em sala?

Deve ser aproveitado em sua totalidade. O aluno torna-se parceiro do professor. Não há motivos para ficar receoso porque o aluno sabe mais sobre determinado recurso do que você. O papel do professor continua imprescindível em sala de aula, e se ele estiver preparado para aceitar o apoio dos alunos, todos tendem a crescer. Isso evita ter que passar um conteúdo que o aluno já sabe, ou perder horas tentando entender uma ferramenta que o aluno domina e que ele mesmo pode ensinar aos colegas a utilizar. Envolvendo o aluno, dessa maneira, nas atividades, não haverá dispersão; é dar a ele autonomia e sentimento de pertencimento ao ambiente escolar. O aluno terá compromisso consigo mesmo, com os colegas, com o professor e com o aprendizado. Isso funciona!

5. Como o professor pode orientar crianças e adolescentes para fazer o “bom” uso da web? Pois, na maioria das vezes, a tecnologia é usada por eles somente para o acesso às redes sociais ou aplicativos de bate-papo.

Os alunos usam o que conhecem, o que aprenderam a usar, o que veem outros (adultos) usando, o que veem na televisão. Se ninguém mostrar a eles outras formas, como saberão que existem? Então, não adianta criticar esse uso, criticar que aluno só sabe usar redes sociais e etc. sem conversar com ele a respeito. O jovem ainda está em formação, é preciso mostrar como utilizar para o ensino, para os estudos. A maioria dos familiares não fará isso porque nem eles sabem, e se o professor se negar a fazer, não adianta criticar a conduta do jovem.

6. Parte dos educadores que atuam nos espaços escolares não foram preparados na graduação para usar a tecnologia que temos no mercado hoje, em suas aulas. Que dicas repassaria para esse tipo de profissional que precisa se adequar a uma nova realidade?

Se analisarmos um professor que está há mais de oito anos em sala de aula, com certeza, não foi preparado. Até mesmo hoje eu conheço poucos cursos que inovam, de forma significativa, a ementa e inserem essa parte no currículo. O único caminho para os professores é a formação continuada, fazer cursos de aperfeiçoamento e, principalmente, ter interesse e vontade de se aprimorar. Essa formação nem sempre virá dos órgãos públicos. Então, como qualquer outro profissional (médico, contador, farmacêutico, cozinheiro) é necessário buscar seu aperfeiçoamento, e pode começar em casa mesmo, tendo interesse em explorar os recursos tecnológicos, conhecê-los. Não existe outra forma. O que falta, para muitas pessoas, é aceitar que a inovação é constante, não há como prever e nem culpar alguém por isso. A internet não é ruim, a tecnologia não é ruim, o que pode torná-la ruim é o uso inadequado. Então, é melhor aprender como usar e tirar benefício disso.

 

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Carta do Leitor é tema de capacitação

Foto AbreNa segunda formação anual promovida pelo Diário na Escola foi abordado os conceitos e características das cartas, pessoal e em especial a do leitor, a partir do estudo dos descritores cobrados na Prova Brasil, avaliação que será realizada com estudantes dos quintos anos das redes municipais de ensino até o final do período letivo.

A secretária da educação de Sarandi, Adriana Palmieri enfatiza que a formação do Diário na Escola vem ao encontro do planejamento elaborado para as capacitações dos professores no que se refere aos conteúdos da Prova. “A secretaria oportunizou a participação dos profissionais dos quartos e quintos anos, pois entendemos que é de suma importância para o desenvolvimento dos alunos. Lembrando que não podemos desvincular a vida escolar dos aspectos do cotidiano, ou seja, o jornal vem potencializar esse novo ‘olhar’ que envolve o ensino. É necessário aliar a aprendizagem com as relações existentes dentro e fora dos muros escolares.”

A carta do leitor é um espaço nas revistas ou jornais reservado para que os leitores expressem sua opinião, sugestões, debatam argumentos levantados nos artigos, façam críticas a respeito, tragam perguntas, reflexões, elogios, e até incentivos.

Para o leitor é um meio de expor seu ponto de vista em relação ao assunto lido, e para o veículo de informação é uma forma de saber o que está agradando ou não a opinião pública. Em geral, o objetivo do leitor ao escrever uma carta para um jornal da cidade ou uma revista de circulação nacional é tornar pública sua ideia e se sentir parte da informação.

Este espaço é tão importante que pode ser fonte de pauta jornalística, uma vez que ao expor suas considerações a respeito de um assunto, o destinatário pode acrescentar outros fatos interessantes que estejam acontecendo e abordá-los em uma nova matéria.

Nesta proposta, os educadores participantes do Programa aprofundaram conhecimentos sobre a estrutura do gênero para desafiarem seus alunos à, quem sabe, produzirem cartas a serem enviadas à redação do Diário.

“A prática pedagógica que as formações estimulam, sempre envolve aspectos de reflexão e, dessa forma, contribuem com a reorganização dos estudos e das estratégias para uma atividade adequada ao contexto de ensino atual”, ressalta, Adriana.

Durante o encontro, os educadores debateram sobre gêneros textuais e suas finalidades, quais os interlocutores, os suportes de circulação social e a posição do autor da produção, de acordo com a maneira com que ele se impõe no texto. Tudo isso, para que na sequência, seja mais fácil identificar a temática, a estrutura composicional – distribuição das informações ou diagramação – e os estilos de linguagem dos trabalhos em estudo.

A professora, Rosilene Aparecida Ariozi Viotto comenta que após a capacitação se sentiu mais segura para aplicar o conteúdo em sala de aula. A colega de profissão, Lilian Valim Pedroso Palhares, completa “esclareci todas as minhas dúvidas e adquiri novos conhecimentos, é muito bom ter o jornal como aliado didático.”

“O tema abordado veio para acrescentar os assuntos que estou trabalhando em classe. Na formação descobri novas sugestões de atividades a serem repassadas às crianças. Os encontros do Diário na Escola sempre enriquecem a nossa prática diária”, enfatiza a professora, Suelena Yoshie Giraldelli Jaqueta.

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Alimentação em pauta

DSC_0355Diante da variedade de lanches e comidas rápidas que existem no mercado, nem sempre é fácil convencer uma criança sobre o quanto é importante se alimentar de forma saudável. Salvo as exceções, quando se fala em verduras, a resistência é ainda maior. De acordo com dados da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, o número de crianças entre cinco e nove anos com excesso de peso chegou a 33,5%. Entre os adolescentes o percentual atinge 20,5%. Além da alimentação incorreta, a falta de exercícios físicos – devido ao tempo em que ficam frente à televisão ou computador – também colaborou para esses índices.

A educadora social da Legião da Boa Vontade (LBV), Andréia Siqueira Gonçalves encontrou no Diário a matéria com a manchete, “Frutas importadas movimentam R$ 2,3 milhões em Maringá e região”, e apresentou a notícia aos atendidos da instituição com o objetivo de incentivá-los a terem bons hábitos alimentares e ainda mostrar a diferença do preço de frutas, por exemplo, de acordo com as estações do ano.

Para iniciar a atividade, as crianças leram a notícia e debateram sobre o tema. Na sequência, os atendidos montaram um mural com rótulos de alimentos que trouxeram de casa e fizeram uma separação, de quais eram saudáveis ou não. Desta forma eles reconheceram que determinados produtos devem ser consumidos com moderação.

“Nos preocupados com a formação do cidadão. Então, durante a aula expus a importância de não desperdiçar os alimentos, de colocar no prato apenas a quantidade que vai consumir e o respeito que se deve ter à mesa de refeição”, destaca Andréia.

Na proposta de tornar a atividade ainda mais divertida, a educadora desafiou os pequenos a prepararem uma salada de frutas. Neste momento, todos foram para cozinha e colocaram a mão na massa. Finalizando o trabalho com muita animação e, claro, aprendizado.

“É interessante perceber que a partir de uma notícia do Diário, os atendidos absorveram bem a todos os outros conteúdos apresentados. Entenderam que a alimentação saudável é fundamental para uma vida com qualidade. Constatar a participação efetiva e o entusiasmo de todas as crianças e adolescentes, foi contagiante”, comemora Andréia.

DICAS

Confira as sugestões dos atendidos da LBV para você manter, diariamente, uma alimentação de qualidade:

1)      “Não precisa ser fruta cara, podemos dar preferência aos alimentos e frutas da época e que são produzidos em nossa região.” Bruno Rafael Deolindo, 12 anos.

2)      “Lembre-se de colorir seu prato, fica mais bonito e gostoso!” Lais Cristina Pereira Martins, 6 anos

3)      “Não precisa comer exageradamente, o ideal é consumir na quantidade certa!” Amanda Eduarda T. Lesse Soares, 7 anos

4)      “Ah! E os alimentos devem estar livres de contaminações.” Sabrina Franciele dos Santos Silva, 12 anos

5)      “Diminua o açúcar e o sal da sua alimentação.” André Marques Ribeiro, 8 anos

6)      “Diminua a gordura também!” Felipe do Carmo de Jesus, 8 anos

7)      “Não se esqueçam de beber bastante água, faz bem para saúde e pratique esportes.” Ana Clara Lima, 9 anos

8)      “Aquele lanche e aquela pizza, hummm! Vamos comer só de vez em quando!”  Júlia Adrielly de Paiva, 10 anos.

9)      “Chocolates e doces, são uma delícia! Adoro! Mas, não podemos comer todos os dias.” Victor Hugo Reis Moreira, 9 anos

10)   “Vamos todos comer saudavelmente e assim, ter muita saúde!” Thamirys Gabrielly Flores Silva, 8 anos.

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