poesia



Mural de Trabalhos

Hoje apresentamos em nosso mural de trabalhos uma linda mensagem de amor expressa em forma de poema. É a produção da aluna Carla Sabrina da Silva, que cursa o 7° ano “B”, do Colégio Estadual Tomaz Edison de Andrade Vieira, de Maringá. Carla viveu a experiência da perda de sua mãe no ano passado, e nos encanta com a beleza da atividade desenvolvida em sala sob a supervisão da professora Cristiane Cuenca.

 

MÃE

Sobrenatural …

Razão da minha vida.

Por você tudo eu faço,

Sem você fico em pedaço,

Mãe… vivo na solidão.

Mas mesmo você longe,

Está no meu coração.

Nunca te obedeci,

Depois que te perdi …

… me arrependi.

Quando estava aqui,

Nunca te dei valor,

Agora que te perdi …

… só ficou a dor.

Mas sei que mãe tudo perdoa,

Você jamais guardaria rancor …

Porque sabia, que lá no fundo, o que eu sentia

Se resumia em amor!!!

 

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Dia Nacional da Poesia

O Dia Nacional da Poesia é comemorado em homenagem ao nascimento de Castro Alves, em 14 de março de 1847. Poeta do romantismo, ele foi um dos maiores nomes da poesia brasileira.

A palavra “poesia” tem origem grega e significa “criação”. É definida como a arte de escrever em versos, com o poder de modificar a realidade, segundo a percepção do artista.

Antigamente, os poemas eram cantados, acompanhados pela lira, um instrumento musical muito comum na Grécia antiga. Por isso, diz-se que a poesia pertence ao gênero lírico. Hoje, os poemas podem ser divididos em quatro gêneros: épico, didático, dramático e lírico.

As linhas de um poema são os versos. O conjunto desses versos chama-se “estrofe”. Os versos podem rimar entre si e obedecer à determinada métrica, que é a contagem das sílabas poéticas de um verso.

No Brasil, os primeiros poemas surgiram junto com o seu descobrimento, pois os jesuítas usavam versos para catequizar os índios.

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O dia de Drummond

Um evento que intenciona incentivar o público a ler (ainda mais) as poesias de Carlos Drummond de Andrade. Hoje, dia 31 de outubro de 2011, Drummond de Andrade, faria 109 anos, em comemoração, o Instituto Moreira Salles, a entidade que cuida do precioso acervo do poeta, criou o Dia D – Dia Drummond. A data passa a fazer parte do calendário cultural do País.
Um dos curadores, Flávio Moura, disse que “não queríamos que um material tão rico ficasse limitado aos muros do instituto”. A ideia é envolver o maior número possível de admiradores do poeta e fazer com que ele se mantenha vivo por meio de seus textos. O Diário na Escola também aderiu ao “Dia D” e posta aqui “Infância”, leia e se deixe levar!

INFÂNCIA

Meu pai montava a cavalo, ia para o campo.
Minha mãe ficava sentada cosendo.
Meu irmão pequeno dormia.
Eu sozinho menino entre mangueiras
lia a história de Robinson Crusoé,
comprida história que não acaba mais.
No meio-dia branco de luz uma voz que aprendeu
a ninar nos longes da senzala – e nunca se esqueceu
chamava para o café.
Café preto que nem a preta velha
café gostoso
café bom.
Minha mãe ficava sentada cosendo
olhando para mim:
– Psiu… Não acorde o menino.
Para o berço onde pousou um mosquito.
E dava um suspiro… que fundo!
Lá longe meu pai campeava
no mato sem fim da fazenda.
E eu não sabia que minha história
era mais bonita que a de Robinson Crusoé.

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A inocência de uma criança

Inocência*

Uma menininha, diariamente, vai e volta andando até a escola.
Apesar do mau tempo daquela manhã e de nuvens estarem se formando,
ela fez seu caminho diário.
Com o passar do tempo, os ventos aumentaram
e junto os raios e trovões.
A mãe pensou que sua filhinha poderia ter muito medo no caminho de volta pois ela mesma estava assustada com os raios e trovões.
Preocupada, a mãe rapidamente entrou em seu carro e dirigiu pelo caminho em direção à escola.
Logo ela avistou sua filhinha andando, mas, a cada relâmpago, a criança parava, olhava para cima e Sorria !!!.
Outro e outro trovão e, após cada um, ela parava,
olhava para cima e Sorria !!!
Finalmente, a menininha entrou no carro e a mãe curiosa foi logo perguntando:
-“O que você estava fazendo?”
A garotinha respondeu:
-“Sorrindo! Deus não pára de tirar fotos minhas!!”
Deixemos que toda inocência floresça em nossos corações para podermos ver a bela e real felicidade que está nos momentos de simplicidade…

* poesia retirada do site www.estrelar.br.tripod.com

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Você gosta de poesia?

RETROSPECTIVA O Diário na Escola – 10 anos. Segunda-feira, 14, foi o dia da poesia e, para não passar em branco uma data tão importante, retomamos a matéria de Rachel Coelho, que foi veiculada em 14 de março de 2007 na coluna de O Diário na Escola, para o trabalho de leitura em sala de aula. Confira e deixe seu comentário.

O escritor e ilustrador de livros infantis Luís Camargo fez uma pesquisa e descobriu que esse gênero só surgiu no Brasil no final do século 19, normalmente escrito por pais que queriam transmitir certos valores aos seus filhos. O poeta Alvarenga Peixoto, por exemplo, aconselhou a sua filha: ‘procura ser feliz na eternidade, que o mundo são brevíssimos instantes”.

Gonçalves Dias e Casimiro de Abreu também escreveram alguns poemas dedicados aos pequenos, incluídos em seus livros para adultos. Fora esses escritos esparsos, a poesia infantil brasileira surge de braço dados com a escola (para ensinar português) e educação moral e cívica, o que parece continuar até os anos de 1960.

Camargo acredita que o primeiro livro de poesia infantil brasileiro tenha sido publicado em Porto Alegre, em 1882 (“Flores do Campo”, de José Fialho Dutra), apesar deste não ter características voltadas às crianças, apenas um subtítulo que o enquadra como tal. Neste mesmo século, também surgiram traduções de poesias francesas, da mesma forma que aconteceu com os contos e fábulas e, além disso, começou a parceria entre literatura infantil e ilustração, existente até hoje.

O best seller do gênero no século 20 foi escrito por Olavo Bilac, encomendado para ser um livro de leitura escolar. Outros nomes de destaque são Henriqueta Lisboa e o português radicado no Brasil, Sidônio Muralha, já falecidos. Eles começaram, a partir de 1940, o trabalho de tornar a poesia infantil independente da escola, privilegiando o literário, o lúdico, o humor e o ritmo mais musicado das palavras. Isso foi finalmente concretizado por dois de nossos maiores poetas modernistas: Cecília Meireles e Vinicius de Moraes (autor de um dos livros mais conhecidos de poesia infantil, ‘A arca de Noé’, publicada em 1970 e depois musicada). Abriu-se, então, espaço para novos poetas interessados em cativar as crianças.

 

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Como se faz um escravo

Uma amiga pedagoga me apresentou esta poesia, ontem, de autoria de Marcos Brandão. No mínimo permite uma belíssima reflexão…

Pegue uma criança ainda pequena
Ofereça-lhe nenhuma opção de vida
Libere apenas o básico para sua sobrevivência
Imponha-lhe o autoritarismo
Torne-se o senhor da verdade
Isso vai deixá-la com muito medo
Depois compre o seu silêncio
Com algum bem material
Largue-a totalmente dependente
Isso vai deixá-la sem saída
Se agarre na certeza
De que isso vai durar para sempre.
Mas muito cuidado
Um dia as coisas resolvem não dar mais certo
E tudo se inverte.
Só de uma coisa eu tenho certeza
CUIDADO!
Muito cuidado meu amigo
Lembre-se!
Nem tudo que demora ao passar
É eterno.

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