prática pedagógica



O Diário na Escola está em Floraí!

Olá pessoal!

Hoje estamos com os profissionais da Educação de Floraí para uma tarde de troca de saberes e experiências!

É mais uma oficina promovida pelo programa O Diário na Escola, sob coordenação de Ricardo Pastoreli.

A oficina “Os Descritores: um convívio diário” faz parte da capacitação docente para a Prova Brasil!

Nessa tarde vamos falar sobre vários temas, veja alguns:

  • procedimentos de leitura;
  • enunciador na compreensão de textos, intertextualidade;
  • localizar informações;
  • identificar o tema;
  • distinção entre fato e opinião.

Estaremos aí das 13 às 17 horas em parceria com a prefeitura do município! Gostou?

Ah, e por falar em oficina…

O pessoal de Ivatuba participou do encontro com a professora Alethéia semana passada. Olha só a avaliação da Secretária de Educação do município, Nadir Valentini:

“A parceria formada com o Programa O Diário na Escola vem contribuindo significadamente com a formação continuada de nossos professores. A cada oficina novas práticas pedagógicas são aprimoradas. E ao fazer uso do jornal como ferramenta de aprendizagem nossas crianças são estimuladas a novas descobertas e os conteúdos são aprendidos de forma prazerosa”.

 

Obrigada por nos receber professora Nadir!

Logo tem mais e a gente conta tudo por aqui e no Diário na Escola no Facebook

Até logo!

Equipe O Diário na Escola

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Oficinas Pedagógicas do Diário na Escola na região

Olá pessoal! Que frio que nada! Em julho não tem tempo ruim porque a gente tem mais uma série de oficinas do Programa O Diário na Escola sob a coordenação de Ricardo Pastoreli. Na quinta-feira, dia 20, a gente enfrenta o clima e vai estar em Ivatuba aprendendo mais sobre Mídia e Educação. O encontro será na […]

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Jornal O Diário recebe visitantes mais que especiais

Olá pessoal!

No dia 12 de julho recebemos aqui no Diário os alunos da Escola Dinâmica Centro de Educação Especial de Maringá. A turma veio acompanhada pela professora Roseane Gimenes e a diretora da instituição, Eunice Costa de Freitas.

Recebidos pelo coordenador do Programa O Diário na Escola, Ricardo Pastoreli, os alunos puder ver de pertinho como funciona o jornal que já faz parte do dia a dia em sala de aula.

O nosso encontro foi registrado na coluna de terça-feira, dia 18. Sobre a visita, a diretora da escola, Eunice, afirmou que pelo fato dos alunos já conhecerem o jornal, existe uma conexão entre eles e ver como tudo funciona traz para o aluno uma visão mais ampla do que o jornal representa.

“Quando você faz uma visita como essa, você oferece novos elementos para essa experiência. O aluno pode atribuir novos significados ao que sabia sobre o tema, levar para casa novas perspectivas”, afirma.

Gostou? Para ler a matéria na íntegra é só clicar na miniatura.

Coluna do Diário na Escola do D+ de 18 de julho

A gente adorou a visita pessoal!
Abração da equipe O Diário na Escola

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Experiência positiva em sala de aula

Da redação

[email protected]

A primeira oficina “Notícias na parede: O jornal mural na escola” aconteceu dia 29 de julho, menos de uma semana depois, os professores já estavam colocando o conhecimento em prática! A última edição reuniu 46 profissionais para a oficina do projeto O Diário na Escola ministrada na Faculdade Cidade Verde (FCV). Com o apoio da VIAPAR, o evento reuniu professores e professoras de escolas municipais de Astorga, Floraí, Floresta, Itambé, Ivatuba, Lobato, São Jorge do Ivaí e Uniflor.

Professores de oito cidades da região participaram

da 1a edição – Foto: JC Fragoso

 

Pioneiros

Na semana seguinte a Escola Municipal São Jorge, de São Jorge do Ivaí, já publicou os primeiros jornais murais. A professora Simone Aparecida Carboni Gregório mobilizou os alunos do 4º ano C para a leitura de notícias sobre temas de interesse da turma. O “Jornal Mural Notícia Quentinha” foi planejado para despertar a curiosidade e o interesse da turma em temas do cotidiano, por isso, depois de debater os assuntos que chamaram mais a atenção das crianças, elas produziram versões adaptadas das notícias lidas. O resultado foi a primeira edição de um projeto que veio para ficar.

O pessoal do quinto ano A, da professora Valdélia Aparecida da Silva Rodrigues, assina o jornal mural “News na Escola”. O projeto alia conhecimento e interatividade em uma peça referência para o estudo das sílabas tônicas nas aulas de Gramática da Língua Portuguesa. No editorial, a professora relata que os alunos pesquisaram palavras publicadas nas páginas do jornal O Diário de Maringá classificando-as conforme a tonicidade. A ideia foge do formato tradicional promovendo o encontro entre conteúdo, mídia e interatividade. No “News na Escola”, o leitor é convidado a ler as palavras selecionadas em voz alta para compreender o sentido da classificação.

 

Instrumento pedagógico

A produção imediata dos jornais murais reflete a importância da inserção de novos modelos de ferramentas pedagógicas para enriquecer o processo de ensino e de aprendizagem. As bases para a produção dos jornais murais vieram de uma tarde de troca de conhecimento e muita produção.

Os profissionais debateram os temas em circulação na comunidade escolar: comunidade, saúde, educação, vínculos afetivos, estudos de gênero e sexualidade, políticas públicas, entre outros. A partir do debate, o grupo fez um cruzamento com temas de interesse pedagógico e produziu peças em formatos e temas variados.

 

Depois das férias, tem muito mais!

 

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‘Educar é amar’, diz Nezo

foto-abreNa última semana cerca de 300 profissionais da educação de Maringá, e de mais dezesseis municípios da região norte do estado, participaram do encontro de encerramento anual do Programa Educacional O Diário na Escola. A partir do tema “O professor diante da carreira: o olhar sobre si, sobre a educação e sobre os alunos” o educador e jornalista, especialista em Psicopedagogia, mestre em Letras e doutorando em Educação, Ronaldo Nezo falou sobre os desafios da carreira.

Antes de debater sobre qualquer tema, o palestrante enfatiza que a primeira coisa que precisamos conseguir responder é: Quem sou eu? Ele diz que quando a gente se conhece, tudo na vida fica mais fácil de lidar. “Quando olhamos para nós, problematizamos algumas questões. Na vida docente, a principal indagação deve ser: Por que escolhi ser professor? Educar é algo nobre, abrimos caminhos para além daquilo que um dia as pessoas poderiam ir”, fala.

Outro apontamento de Ronaldo aos participantes é: Por que ensino? Alguns conteúdos realmente são apenas para que o aluno consiga passar no vestibular, mas, em boa parte dos outros, se contribui com a formação cidadã do sujeito. O professor precisa relacionar o assunto em estudo com algo que tenha importância na vida do estudante.

E você, professor, como se vê? O palestrante ressalta que é preciso se analisar. Será que você tem segurança em sala de aula? Se considera competente? Essa autoafirmação te deixa com melhor postura e domínio perante os educandos.

“Saber como a sua família, amigos e alunos te veem como professor é bastante importante. Infelizmente a sociedade não valoriza essa profissão tão nobre e por isso, devemos avaliar se somos vistos como alguém dedicado ou competente, e caso não seja, tire proveito disso para ser melhor, é preciso aprender a ouvir as críticas, se corrigir e mudar atitudes”, ressalta Ronaldo.

A preparação das aulas também foi discutida na palestra. O professor precisar saber sobre o que está falando e acreditar no que ensina, pois confiar no que você transmite é fundamental para fazer a diferença na vida do aluno. O preparo dos conteúdos a serem lecionados exige tempo, planejamento e dá trabalho, mas o resultado final do aprendizado é satisfatório.

“Trabalhamos com metas, com sonhos, sempre para alcançar nossos objetivos. Sem essa motivação a rotina diária perde o sentido e a empolgação com a profissão acaba. Nós, educadores, temos o papel de contribuir com a sociedade. Precisamos cuidar além do corpo, do físico, mas investir no nosso intelecto, em conhecimento”, comenta o palestrante.

Os alunos

Ronaldo conta que o professor que entra em sala de aula descrente na capacidade do estudante, consequentemente não irá fazer uma boa explicação. O mesmo acontece com a receptividade, se o mestre entra com educação, será bem recebido.

“Conhecer a realidade de vida do aluno ou os desafios que ele enfrenta é preciso para que se consiga somar a ele. Nosso papel é de contribuir, de ajudar. Vivemos em uma sociedade em que cada um é por si, na escola não pode ser assim. O estudante de hoje, é o profissional do amanhã. Eles serão nossos futuros médicos, arquitetos ou mesmo professores”, explana o palestrante.

Algo a ser lembrado é que a criança não chega à escola como uma lousa branca a ser escrita. Ela trás consigo uma história, uma formação, uma lição já rascunhada na vida dela. É preciso aprender a lidar com as particularidades de cada um.

Para pensar

Em toda a sua fala, Ronaldo fez os professores refletirem sobre a profissão que exercem. Afinal, ensinar exige ética, os estudantes aprendem pelo exemplo, por aquilo que se fala em sala de aula, inclusive sobre o que se fala dos colegas de trabalho.

“O educador deve ser ousado, teimoso (sem desrespeito), aceitar o novo, o diferente e ser contra qualquer forma de discriminação para que não se forme alunos com preconceitos. Já dizia Paulo Freire que ser professor é aceitar que as coisas podem piorar, mas também podemos intervir para melhorar. Não perder a esperança! Educar é amar”, conclui otimista o palestrante.’

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Circo: uma verdadeira escola

Foto Abre

O circo nunca perde o seu encanto. Quer uma prova? Pergunte a qualquer menina ou menino atendido pela Legião da Boa Vontade (LBV) em Maringá. Recentemente, os participantes do programa “Criança: Futuro no Presente!” conheceram e vivenciaram o incrível mundo circense durante a oficina “Corpo e Movimento”.

Com o objetivo de desenvolver nas crianças, através de atividades lúdicas e pedagógicas, o desejo de conhecer e valorizar a arte circense, diversas atividades foram realizadas. Além de aguçar o imaginário dos pequenos, o projeto ainda teve foco no respeito e nas diferenças de todas as pessoas, povos e linguagens seja ela corporal, musical, plástica ou oral, levando a criança a expressar suas ideias, sentimentos, necessidades e desejos e, com isso, avançando o seu processo de aprendizagem.

A educadora social, Soraia Camila de Andrade Jardim conta que o tema foi apresentado às crianças por meio de uma dinâmica que consistia em uma brincadeira de adivinhação para que aos poucos elas conseguissem descobrir qual era a atividade proposta. Após o tema ser revelado, a educadora apresentou a história do surgimento do circo no mundo e no Brasil.

A participação dos pequenos, contudo, não se resumiu a história do Circo. Eles participaram ativamente do projeto colaborando inclusive na confecção dos materiais usados no espetáculo. Durante a oficina prática, as crianças conheceram a fundo sobre o malabarismo, para isso, elas confeccionaram bolinhas e utilizando garrafas pets e cabo de vassoura, produziram as claves de malabares.

Em seguida, com tinta facial e roupas coloridas, os atendidos se caracterizaram de palhaços e compartilharam a alegria que esses personagens transmitem em seus espetáculos. A acrobacia também foi tema das atividades. Trabalhando o equilibro, as crianças andaram sobre a corda segurando um cabo de vassoura na mão. Além disso, com um palito de churrasco aprenderam a equilibrar um prato descartável.

“A atividade das figuras acrobáticas foi bem dinâmica, um trabalho em equipe. Se um desiquilibra o restante do grupo não consegue montar a figura. Com paciência foi possível fazer várias. Eu adorei”, enfatiza a pequena, Júlia Vitória de Souza Rodrigues.

“Confeccionamos equipamentos e materiais para aplicar a atividade sempre atentos à segurança e proteção. Essa oficina proporcionou nas crianças a relação entre a arte e a atividade física, e em poucas horas muitas emoções e sentimentos foram compartilhados. Elas foram estimuladas à criatividade que oportunizou grandes descobertas”, aponta Soraia.

Ao final do projeto os atendidos da LBV participaram do espetáculo “O Mundo Mágico do Circo”, onde meninos e meninas foram os protagonistas e apresentaram a seus colegas tudo o que aprenderam sobre a arte circense.

“Através do brincar a criança desenvolve as áreas do conhecimento, além de estimular a curiosidade, a autoconfiança e a autonomia, pois os instrumentos que foram utilizados como suporte para a oficina, ajudaram no aspecto físico, social, intelectual ou emocional, buscando proporcionar assim o seu desenvolvimento integral”, ressalta assessora da LBV, Vania Carla de Melo Barros.

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Brincando de matemática

O Colégio Estadual Cyro Pereira, de Iguaraçu, recebeu a visita do Departamento de Matemática da Universidade Estadual de Maringá (UEM) para a realização de um dia voltado ao conhecimento da matemática, cujo objetivo foi o de suscitar a curiosidade e o interesse pelo ensino da disciplina a partir de atividades diferenciadas presentes no dia a dia dos alunos, bem como promover o envolvimento entre a comunidade escolar e a Universidade.

Foto AbreO trabalho foi realizado por meio das seguintes oficinas: Jogos e Desafios Matemáticos, cujo objetivo era explorar conteúdos já trabalhados no contexto escolar por meio de jogos e desafios que levassem os alunos a analisar as situações, se posicionar diante delas e resolvê-las com agilidade. Gincana Matemática, que tinha por finalidade promover a reflexão dos conteúdos por meio de dinâmicas que exigiam o pensamento rápido e o trabalho em equipe. Matemágicas, que apresentava como intenção demostrar como a matemática está presente em truques de mágica e fazer com que os alunos percebam a aplicação de alguns conceitos que parecem não ter significado, porém estão presentes nas mais diversas atividades do contexto social. Pipas Tetraédricas de Graham Bell, que buscou proporcionar aos alunos uma discussão histórica, filosófica e conceitual da matemática na construção de um brinquedo tão popular entre crianças e jovens em nosso país e, por fim, a Exposição Matemática, que tinha como principal objetivo levar os alunos a conhecerem jogos, tabuleiros e diversos materiais que envolvem muitos conceitos matemáticos para existirem e serem manipulados.

A pedagoga Solange Cristina D’ Antonio foi quem solicitou à Universidade a realização do Projeto no colégio de Iguaraçu e relata que foi um dia muito interessante, dia em que alunos e professores quebraram alguns tabus a respeito da disciplina e perceberam que metodologias diferentes e a contextualização são chave de um trabalho significativo no ambiente escolar.

“Os estudantes forma divididos em grupos e horários que possibilitaram sua participação em várias das oficinas e ficaram encantados em perceber que existe outra maneira de aprender a matemática e encontrá-la na organização de coisas tão simples, mas que só acontecem com um planejamento bem elaborado e com muitos cálculos e conceitos dessa disciplina. Os professores das diversas áreas também se encantaram com o trabalho e decidiram elaborar no colégio um laboratório com jogos, pois perceberam que os alunos mais dispersos estavam completamente encantados com as atividades”, conta Solange.

A aluna, Ana Catarina da Silva Cilião enfatiza que o trabalho realizado foi muito legal, uma vez que ela teve contato com os professores e alunos da UEM, e eles se dedicaram a atender ela em todas as dificuldades, “a gente se divertiu muito com as provas da gincana, os jogos, quebra cabeças e todas as atividades que fizemos”, diz.

O estudante, Guilherme Henrique Fonseca relata que gostou muito do trabalho, porque foi diferente de tudo o que faz no dia a dia do colégio. “As oficinas me chamaram muito atenção pelos desafios que proporcionaram e os conteúdos ali trabalhados.”

A professora do colégio, Ana Carolina Ulian disse que as oficinas foram muito bacanas e que os alunos ficaram muito interessados e se divertiram bastante. A colega de trabalho, professora Maria Ângela Garcia de Almeida comenta que ainda não tinha presenciado os estudantes tão concentrados para resolver os desafios que eram propostos. “Senti que os desafios elencados cativaram a participação e a vontade dos alunos, sem nenhum tipo de competitividade, e sim, prazer em aprender.”

A professora Sandra Regina D’ Antonio, que leciona na Universidade e é uma das coordenadoras do projeto, diz ter ficado muito contente em perceber que o objetivo central da ação foi alcançado entre a comunidade escolar e a UEM. “Mais importante do que essa abertura é perceber que a extensão entre a pesquisa e o trabalho de campo é de suma importância para os alunos da graduação, professores do departamento, educadores, funcionários e estudantes do colégio. Esse trabalho demonstra que a união entre Universidade e Escola contribui para uma melhor qualidade de ensino em nosso país.”

 

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A arte de ensinar reciclando

Os alunos da educadora Naira de Araújo, do Projeto Semeando o Futuro em São Jorge do Ivaí, receberam o desafio de produzir uma casa de brinquedos toda montada com garrafas pet. A professora desenvolveu a proposta visando conscientizar as crianças sobre o acumulo de lixo no meio ambiente e como este pode ser reutilizado em grande escala em nossas vidas.

O projeto, que durou um ano, iniciou primeiramente com aulas teóricas e vídeos, na sequência os alunos realizaram atividades escritas e após isso começaram as confecções de pequenos materiais recicláveis, como a criação de tartarugas de caixa de ovos, bichinhos feito com CDs usados, dentre outros. “Ao término destas etapas, iniciamos a preparação para nossa construção em grande escala, onde foi arrecadada uma grande quantidade de garrafas pet trazidas pelos próprios alunos e durante três dias nós realizamos a higienização e limpeza dos 1.100 litros que seriam utilizados na casa”, conta Naira.

Devidamente limpas, as garrafas pet foram para as mãos de Sergio Berto de Araújo, pai da professora que voluntariamente contribuiu com o projeto da filha. Sergio ficou responsável pela construção de toda a estrutura de madeira e montagem das paredes de pet. “Não posso deixar de agradecer também o auxílio das cooperativas Sicredi, Cocamar e C-Vale que forneceram a madeira, os parafusos e os arames usados na estrutura”, ressalta Naira.

A diretora do Semeando, Rozilene Cassanho Zago aponta que foi gratificante ver o entusiasmo da professora e das crianças. “O orgulho a cada dia que se passava e a cada etapa que se cumpria, era nítido. Foi inspirador a maneira em que todos se envolveram e se dedicaram.”

“A parte que mais gostei no projeto, foi a de juntar e lavar as garrafas pet e de aprender a reciclar tudo que se pode, pois podemos fazer coisas tão legais como aquelas compradas em lojas”, destaca a aluna Maria Eduarda Santos Macedo. A colega de classe, Ana Vitória Facina Ribeiro completa dizendo que “não foi difícil de fazer a casa, pois todo mundo trabalhou junto, com isso o desafio ficou mais divertido.”

Naira relara que a proposta do trabalho foi um grande desafio, pois imaginou que seria complicado conseguir juntar tantos litros de pet e depois ainda viriam as dificuldades da montagem. “Agora, ao fim deste longo ano de dedicação, percebi que as crianças se mostraram responsáveis, autônomas e completamente dedicadas diante do projeto e isso também refletiu no cotidiano escolar delas. E acima de tudo, o que mais me comoveu e que me fez sentir uma professora satisfeita, foi ver no olhar de cada aluno que participou dessa ação, o orgulho e felicidade de ter concluído o trabalho, principalmente no dia de entrega e apresentação da casa, pois os alunos ao verem tantas pessoas admiradas e impressionadas com o trabalho realizado, demostraram mais orgulho e alegria do que durante todo o processo de construção, além de também sentirem um grande zelo e amor diante da casinha querendo cuidar dela para nunca estragar ou quebrar”.

Na última semana, um cerimonial de entrega foi realizado no Projeto Semeando o Futuro. Com a participação da diretoria, professora, alunos, secretaria da educação do município e todos os voluntários que auxiliaram na construção, a casa de garrafas pet foi oficialmente entregue a instituição. Para celebrar e agradecer os envolvidos, as crianças fizeram apresentações musicais de canções e melodias que aprenderam nas aulas do contra turno, oferecidas pelo Semeando. Uma junção de trabalhos que estão formando de maneira qualitativa esses pequenos cidadãos.

Foto Abre

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Matemática em pauta

Nas últimas semanas, mais de 200 profissionais da educação que fazem parte do Diário na Escola estiverem na formação “A organização do ensino de Matemática: o uso do jornal em sala de aula”, ministrado pelas professoras doutoras Luciana Lacanallo Arrais e Silvia Gonzaga de Moraes, e pela mestre Paula Tamyris Moya.

O encontro abordou de forma dinâmica, aliando prática e teoria, as diferentes formas de extrair conteúdos matemáticos das páginas do Diário. Uma didática que visa auxiliar o educador no trabalho com a disciplina em sala de aula, tornando o momento de aprendizado algo prazeroso e com significado social para a vida do estudante.

Foto AbreAs ministrantes apontaram que o trabalho interdisciplinar com o jornal, de forma geral, ocorre com ênfase na Língua Portuguesa. Sendo assim, o maior desafio é pensar no processo de ensino e aprendizagem dos conceitos matemáticos para além do que já está posto nos jornais. Ressaltando que o significado do impresso como um recurso didático que de fato contribui para o ensino de matemática depende diretamente das ações de ensino sistematizadas pelo professor. Dessa forma, o Diário deve ser compreendido como uma fonte documental que contribui para a apreensão dos fatos em movimento, na relação entre o passado, presente e futuro. Além disso, é um meio de propaganda e atualização, no âmbito local e mundial.

“O encontro foi de grande valia, uma vez que ofereceu diversas possibilidades matemáticas por meio do material visual, neste caso o jornal. Vale ressaltar o domínio do conteúdo e a didática das formadoras que favoreceu positivamente o aprendizado”, comenta o professor Rafael Orlandini.

Durante a formação os participantes conheceram formas de trabalho com gráficos, tabelas, estimativa, escala, números romanos, ângulos, porcentagens, números decimais, calendário e formas geométricas que podem ser todos extraídos das páginas do jornal. Silvia, Luciana e Paula ressaltam que, “uma maneira de trabalhar com o impresso no ensino de matemática é analisar os conteúdos que permeiam as diferentes reportagens de forma implícita, ou seja, aquilo que não é dado de imediato por meio das imagens e textos jornalísticos.”

Orlani de Carvalho participou do encontro e disse que as informações apresentadas superaram suas expectativas, pois possibilitou a compreensão do uso do jornal nessa área de ensino pouco discutida e que facilitará o trabalho pedagógico indo além dos conteúdos explícitos.

“As atividades apresentadas pelas ministrantes foram muito boas, pois a matemática está na vida de todos. Devemos, como educador, tirar esse medo que as crianças têm da disciplina e fazer com que as propostas didáticas interajam com a rotina de vida delas”, diz a professora Suelena Yoshie Jaqueta. A colega de curso, Norayama da Silva Falcão, completa “saio do encontro de hoje muito mais motivada para planejar e aplicar uma situação de ensino-aprendizagem com as ideias apresentadas a nós.”

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