preconceito



Esporte inclusivo é tema de atividade

Foto AbreMeninas e meninos atendidos pela Legião da Boa Vontade (LBV), de Maringá, participaram de atividades esportivas inclusivas, com a proposta de promover a conscientização quanto ao respeito às pessoas com algum tipo de deficiência ou mobilidade reduzida. A proposta teve início após a leitura das notícias do Diário com as seguintes manchetes: “Vereadores sentem na pele a falta de acessibilidade” e “Soldados sem acessibilidade”.

O tema abordado nas matérias chamou a atenção do educador social, Willian Aparecido Dias Silva que decidiu levar o assunto para ser discutido de maneira prática dentro da instituição. A partir disso, cerca de 150 crianças e adolescentes vivenciaram as dificuldades ao praticarem caminhada com obstáculos, futebol com olhos vendados e simulação de locomoção em cadeira de rodas.  “Devemos estar preparados para receber e conviver com portadores de deficiência, toda e qualquer pessoa merece ser acolhida”, destaca o atendido, Eber Felipe da Silva Reis.

Para mostrar a importância de se colocar no lugar do outro, os atendidos realizaram várias atividades, a exemplo da proposta: Qual é a fruta? E qual é o objeto?, possibilitando o estímulo do paladar e do tato. “O objetivo é contribuir para a formação do cidadão na sociedade, desenvolvendo união, amizade, cooperação, bem como o respeito ao próximo. As crianças e adolescentes têm dificuldade de compreender o que significa ser deficiente. Por isso, essas experiências permitem que elas percebam melhor a rotina de quem tem a mobilidade reduzida”, enfatiza Willian.

As atividades lúdicas foram realizadas para estimular os sentidos – visão, tato, olfato e paladar. Lembrando que na ausência de um sentido, a pessoa busca outras formas de interação. No caso dos portadores da deficiência visual, por exemplo, a falta da visão faz com que outros sentidos sejam aguçados. “Este momento foi muito importante, pois aprendi sobre o universo das pessoas com deficiência. Com meus olhos vendados, experimentei diversas situações com o auxílio de um colega. Percebi como é importante o apoio do outro na nossa vida,” conta a atendida, Laodicéia Vitória Marcelino Morais.

Na proposta de viver a realidade de uma criança com deficiência visual, os atendidos foram vendados e participaram de uma simulação de uma caminhada com obstáculos. “O retorno foi impressionante. Pude observar como eles chegaram e como saíram diferentes e sensibilizados depois das atividades”, afirma o educador.

O atendido, Wellington Leonardo Tavares Lesse experimentou a deficiência visual por alguns minutos e relata como se sentiu, “não tinha noção como a pessoa que não enxerga se sentia na rua. É muito difícil andar sem visualizar nada.”

Após vivenciarem essa realidade diferente da que estão habituados, meninos e meninas aprenderam sobre a importância do trabalho em grupo, desenvolvendo ainda a disciplina e atitudes necessárias para a integração social e formação do cidadão. “Somos todos diferentes, por isso não deve existir preconceito”, ressalta a atendida, Maria Júlia Gonçalves Ribeiro.

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Educação sem barreiras

O sistema educacional brasileiro passou por grandes mudanças nos últimos anos e tem conseguido cada vez mais respeitar a diversidade e, assim, garantir a convivência e a aprendizagem dos estudantes. Incluindo aqueles do ensino regular e também os que necessitam de atendimento educacional especializado. “Estamos sempre atentos ao desenvolvimento dos nossos alunos e avaliando o progresso deles nas atividades escolares, desta forma constatamos quais fatores têm feito com que algumas crianças não evoluam na aprendizagem. Existem casos em que mais do que a indisciplina, o aluno pode ser portador de alguma síndrome”, destaca a coordenadora do Ensino Especial da rede municipal de Sarandi, Olga Marcenichen Lobato.

O desafio de constatar a necessidade de uma classe especial para o estudante é dos psicólogos. “Meu trabalho é realizado a partir de diversas avaliações com a criança que apresenta alguma defasagem de aprendizado. Em parceria, conto com o auxílio de neurologistas e fonoaudiólogos antes de fazer o laudo”, conta a psicóloga Ana Paula Marchinichen. A coordenadora Olga completa que, nestes casos, é fundamental a conscientização e o apoio da família ao trabalho diferenciado que será realizado com a criança.

Professora da educação especial há 18 anos, Ednéia Correia da Silva transborda amor pela profissão. “Qualquer avanço deste aluno portador de uma necessidade especial, seja ela psicológica ou motora, é recompensador. Hoje, tenho alunos surdos que já estão na faculdade. Este crescimento só é possível quando os pais e a comunidade escolar se unem em busca do desenvolvimento do estudante.”

As mudanças necessárias são maiores do que a instalação de rampas, elevadores e banheiros adaptados. “Muitos dos conteúdos são relacionados à linguagem oral e escrita e, nessa fase, aprender a redigir o próprio nome e reconhecer o dos colegas é fundamental”, conta Olga.

A psicóloga Ana Paula enfatiza que em muitos casos a limitação apresentada pelo aluno é transitória. “A criança constatada com déficit de atenção, por exemplo, após tratamento poderá acompanhar o ensino regular normalmente.”

Foto AbreAmor e cuidado por Thierry

“Aos três anos de idade Thierry foi para creche. Após uma semana de aula a professora estranhou o comportamento dele. Chegava e pegava sempre o mesmo brinquedo, não queria interagir com outras crianças, se incomodava com o barulho e ficava escondido atrás da cortina rodando e fazendo movimentos repetitivos. Atitudes estas que ele já tinha em casa, e eu não identificava como algo fora do comum. Mas a professora reconheceu que havia algo diferente e tendo conhecimento sobre o assunto, me alertou: ‘Mãe, seu filho tem sintomas de autismo!’”, conta Daiany Ribeiro.

Ela que após o susto do primeiro diagnóstico confirmando a síndrome de Asperger – primeiro grau do autismo – não se deixou abater e buscou ajuda médica e escolar, imediatamente. “Foram muitos exames, conversas com psicólogas e diretoras de escolas. Depois de passar por três instituições de ensino, desde escolas especializadas no tratamento, até as do ensino regular da rede privada, a evolução de Thierry e o aprendizado só aconteceram na rede municipal de Maringá”, diz.

Este ano ele termina o primeiro ciclo do fundamental e além das aulas em sala especial, no contra turno, no período da tarde ele estuda com mais outras 20 crianças no ensino regular com o acompanhamento de uma professora só para ele. “Esse tratamento individual foi essencial para o avanço do Thierry e, ao mesmo tempo, a oportunidade de socializar com os colegas de classe fazem dele um novo menino”, conta a mãe.

Daiany deixa um recado para as famílias que têm filhos com necessidades especiais. “Não é uma tarefa fácil, mas me sinto privilegiada em ter o Thierry. Mais do que educar diariamente, eu aprendo muito com ele. Uma criança extremamente divertida, inocente, sempre com um sorriso no rosto e cantando para me animar. Pais, não desistam! Busquem informação e ajuda médica, acompanhem o desenvolvimento escolar, mas nunca deixem de lutar”, aconselha.

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Preconceito é tema de debate escolar

A costa oeste africana e o litoral brasileiro, um dia, já estiveram conectados. Há 200 milhões de anos, os dois territórios começaram a se separar e assumiram as atuais posições afastados milhares de quilômetros pelo Oceano Atlântico. As tradições, a cultura e a trajetória dos descendentes dos africanos escravizados compõem um objeto de estudo importante para todas as crianças e os jovens, negros ou não.

O tráfico negreiro e a escravidão determinaram o presente do nosso país. A população vinda do continente africano criou aqui raízes, família, cultura e história. Hoje, 53% dos brasileiros se declaram pretos ou pardos, de acordo com a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) de 2013.

Com o objetivo de valorizar a cultura afro brasileira, na última semana a professora Adriana de Araujo Xavier Pelizer que leciona na Escola Municipal Messias Barbosa Ferreira, em Floresta, desenvolveu um série de atividades aproveitando a data em comemoração ao Dia da Consciência Negra.

IMG_0937“Os estudantes ainda conhecem pouco sobre essa cultura e é importante discutirmos o valor dos negros para a história brasileira. Aliado ao material didático utilizei a reportagem do Diário com a manchete ‘Mentes que se abrem devagar’ para complementar o trabalho de ensino-aprendizagem sobre o tema”, destaca Adriana.

A matéria do impresso apresenta informações sobre o avanço da situação do negro no Brasil, a exemplo das oportunidades de emprego, mas também cita casos de preconceito, infelizmente ainda existentes. Com dados sobre a origem da data comemorativa, quem foi Zumbi dos Palmares e o perfil da população negra brasileira, o conteúdo contribuiu para a aula da professora.

Depois do estudo da História e da leitura do jornal, a turma realizou um debate sobre o preconceito. “Diariamente vemos nos noticiários casos de racismo, algo muito triste. Pois a cultura afro contribuiu imensamente para a construção do nosso país”, ressalta o aluno Bryan Franklyn Furlan Trentin.

Para que toda a escola refletisse sobre o tema, Adriana e seus alunos produziram cartazes que foram espalhados pelos murais da instituição. A estudante Polliany Cristiny Monteiro comenta que muitos aspectos de nossa cultura, como a capoeira, tiveram origem nos povos africanos. “Devemos gratidão e respeito a eles”, diz.

O aluno João Victor Alves da Silva deixa uma mensagem “Zumbi dos Palmares foi um líder que lutou contra a opressão dos negros africanos. Em nosso dia-a-dia pequenas ações podem contribuir para acabar com o preconceito. Afinal, a cor da pele não tem nenhuma relevância, o que realmente merece valor é o sentimento que carregamos dentro do coração”, conclui.

A professora da turma ficou surpresa com o alto nível do debate em sala. “As crianças estão muito mais seguras para falar. A leitura do jornal, semanalmente, tornou os estudantes mais críticos e argumentativos, fatores importantes para uma aula rica em conteúdo e aprendizado”, conta Adriana.

Foto Abre

 

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Unesco promove estudo sobre bullying homofóbico

A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) lançou no dia seis uma consulta internacional sobre o bullying contra estudantes homossexuais nas escolas e universidades. O diretor de Educação pela Paz e pelo Desenvolvimento Sustentável, Mark Richmond, da Unesco, disse que “devemos trabalhar o bullying homofóbico nas escolas, porque jovens em todo o mundo são prejudicados por essa violência, infringindo o direito a uma educação de qualidade. O bullying influencia no desempenho dos alunos, bem como aumenta a taxa de evasão escolar”.

Um encontro ocorrido neste dia no Rio de Janeiro levou em conta o assunto e explorou a melhor maneira de apoiar alunos e professores LGBT (lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais), a fim de prevenir e combater o bullying e a discriminação homofóbica e transfóbica na escola.

Estudos recentes, como o “Discriminação em razão da Orientação Sexual e da Identidade de Gênero na Europa”, do Conselho da Europa, identificaram que jovens submetidos ao assédio homofóbico são mais propensos a abandonar os estudos. Eles também são mais predispostos a cometer automutilação, suicídio e se envolver em atividades que apresentam risco à saúde.

 

Se você quiser expandir o conhecimento sobre o assunto, assista ao filme “Prayers for Bobby”, que trabalha o assunto do preconceito e das consequências da exclusão de forma dramática, porém humana.

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