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“NICOLAU, O MENINO AZUL” FOI INSPIRADO POR UMA FOTO DO DIÁRIO

Olá pessoal! Na edição de hoje circula a nossa coluna O Diário na Escola, no Caderno D+. Para quem ainda não leu o Diário do Norte do Paraná hoje, apresentamos três trabalhos maravilhosos desenvolvidos nas cidades de São Jorge do Ivaí e Marialva. Linguagem jornalística desafia os alunos A turma do 4ºC da professora Simone Carbone,  de São Jorge do […]

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Você leu o Jornal O Diário hoje? Tem coluna fresquinha no Caderno D+

Olá pessoal!

A segunda-feira, 7, foi super produtiva em Sarandi. A oficina pedagógica começou cedo para o primeiro grupo de professores e foi até o finalzinho da tarde para a segunda turma.

Professores participam da capacitação para Prova Brasil (Foto: João Cláudio Fragoso)

Foi uma experiência maravilhosa!

A prática da professora Alethéia Braga despertou muito interesse entre os profissionais da Educação. A maioria procura entender melhor os descritores (conteúdos) para que os alunos estejam bem preparados para a Prova Brasil:

“Os professores estão muito motivados e perguntam como podem ajudar o aluno a entender as questões de língua portuguesa ou matemática, quais estratégias avaliativas aplicar. No encontro nós levantamos as questões práticas sobre a avaliação e procuramos sanar na oficina”, afirma Alethéia.

Matéria do dia:

A edição de terça-feira da Coluna O Diário na Escola fala sobre o registro em cartório dos animais de estimação. A novidade que permite até colocar o sobrenome da família no pet, está disponível em Maringá. Você pode ler a matéria na íntegra na edição impressa do Diário 😉

Novidade chegando

Os alunos da Escola Reynaldo Rehder Ferreira (APAE/Maringá) são o destaque na edição dessa quarta-feira, 9. Eles utilizaram o jornal em sala de aula para uma aula multidisciplinar sobre dengue.

Para ler a reportagem sobre a atividade pedagógica desenvolvida na turma da professora Márcia Beluzzi, acompanhe a matéria na página D2 do Caderno D+

Abração da Equipe O Diário na Escola

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Astorga recebe oficina Descritores

Olá pessoal!

Na tarde desta sexta-feira, dia 4, o Programa O Diário na Escola está em Astorga.

Os profissionais da Educação do município participam da oficina pedagógica “Descritores: um convívio diário”.

A professora Alethéia Braga Ribeiro vai falar sobre a contribuição da Prova Brasil para o ensino público e sobre os descritores.

E na segunda-feira, dia 7, estaremos em Sarandi.

Em breve, novidades por aqui!

Abração da Equipe O Diário na Escola

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Nota do Ideb é tema de atividade escolar

A divulgação do último resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) gerou repercussão dentro dos espaços escolares. Para que os alunos conhecessem sobre o assunto, a professora Iara Maria Pretti Elpidio que leciona na Escola Municipal São Jorge, em São Jorge do Ivaí, desenvolveu uma série de atividades focadas na valorização do estudante e no quanto ele é fundamental na evolução do processo de ensino-aprendizagem da instituição. São Jorge 01A partir da matéria do Diário com a manchete “Ideb sobe na Amusep e 19 das 30 cidades atingem meta”, Iara iniciou as produções. “Tive como objetivo solicitar a leitura e a interpretação da notícia para que o aluno despertasse o senso crítico, e assim, realizasse a produção de um texto opinativo”, diz. “Eu nunca tinha ouvido falar sobre esse índice e fiquei surpresa com algumas notas tão baixas”, diz a aluna, Maria Fernanda Barbosa. Ainda sobre o texto jornalístico, a professora realizou um debate em sala sobre questões relacionadas ao dia-a-dia escolar, com ênfase na situação da educação, os pontos positivos e negativos do processo de ensino, como é o apoio da família na aprendizagem e o que pode ser melhorado na instituição. “Os questionamentos foram estendidos aos familiares e responsáveis pelas crianças, diretores, coordenadores e professores, para que todos pudessem opinar sobre a educação, de um modo geral”, conta Iara. Para auxiliar a atividade, a professora usou o artigo de opinião da colunista do Diário, Lu Oliveira, sobre notas vermelhas e contou com a ajuda da diretora Sueli Sisti Crubelati para falar com os alunos sobre o tema em estudo. “Nós temos uma escola bem estruturada, com professores capacitados, mas percebemos que uma grande parte dos alunos precisa melhorar e se esforçar em busca do conhecimento, pois esse desinteresse pelos estudos vai aparecer lá na frente, quando adultos, prejudicando-os na escolha profissional.” Foto AbreDepois do levantamento dos resultados obtidos com o questionário, a turma se uniu para a produção de um texto coletivo e todas as opiniões adquiridas foram reescritas em forma de depoimentos para serem expostas no mural da escola. “Esta atividade proporcionou conscientização nos estudantes sobre a importância dos dados do Ideb e da real situação da educação em nosso país. O trabalho foi muito relevante, pois a classe precisou se tornar uma grande equipe para conseguirmos bons resultados”, enfatiza Iara. “A escola vai bem e nos oferece os recursos que precisamos. Devemos valorizar as pessoas que colaboram para termos uma boa formação. A maioria dos alunos não estudam, pois veem como obrigação simplesmente para passar de ano, mas percebi que as famílias se preocupam com a educação e colaboram na vida escolar de seus filhos, o que é muito bom”, ressalta a aluna, Hanna Pereira Ferreria. “É preciso que os alunos aprendam a estudar para adquirir conhecimentos, tornarem-se cidadãos críticos, e não apenas para cumprir metas pré-estabelecidas e atingir notas, representando apenas um número entre tantos. Precisamos formar cidadãos que façam diferença na sociedade”, conclui a professora.

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Educadora apaixonada pela profissão fala de suas experiências

IMG_5100Professora há 20 anos, Angela Alves Martins Silva conta ao Programa sobre sua experiência de vida, os desafios da carreira e os momentos prazerosos da profissão. “É possível e necessário transformar pessoas, formar bons cidadãos e mudar a sociedade como um todo”, diz Angela, que é formada em Pedagogia pela Universidade Estadual de Maringá (UEM), especialista em Neuropedagogia na Educação, e atualmente leciona na Escola Municipal Padre José de Anchieta, em Sarandi. “Cada dia há um obstáculo a ser superado, mas aliado a isso há também novas conquistas, o que torna a rotina muito gratificante.”

Para conseguir tantas vitórias, desde pequena, Angela batalhou muito. Filha do pedreiro, Manoel Alves Martins e da dona de casa, Geralda Alves Martins, a professora teve uma infância difícil ao lado de outros 15 irmãos. “Quando criança, nossa situação financeira foi muito pobre, mas a educação familiar era riquíssima. Meus pais me ensinaram valores que carrego comigo até hoje, e diariamente, tento repassar a mesma criação para meus dois filhos.”

Ela que sempre sonhou em seguir uma carreira profissional em que pudesse crescer e vencer na vida, passou toda a sua trajetória escolar em instituições públicas, muitas vezes, dividindo o material básico para uso em sala de aula, com os irmãos. “Eu acreditava que um dia aquela situação iria ser diferente”, fala.

Sabendo que para ter um futuro melhor precisaria cursar uma faculdade, Angela desanimou por diversas vezes, pois não tinha recursos financeiros para custear um curso preparatório para o vestibular da UEM ou a faculdade privada, mas mesmo assim nunca desistiu da vontade de conseguir realizar o próprio sonho, e o de seus pais, que ficariam contentes em ter um filho graduado.

“Quando pequena eu achava lindo ser professora, e até hoje me lembro da educadora Vera, que me alfabetizou. E foi assim que tracei meu futuro. Decidi ensinar, e assim, transformar a minha vida e quem sabe, fazer a diferença na vida de muitas crianças”, relata.

Depois de formada no antigo curso de Magistério, Angela passou em um concurso público em Sarandi e conseguiu sua primeira turma de alunos. Mas ainda havia mais uma batalha, o curso superior. “Com muita dedicação, consegui ser aprovada na UEM, nem acreditei quando vi meu nome na lista, era mais do que um obstáculo vencido, foi o momento em que realizei meu sonho”, comemora.

Como uma boa educadora, ela não parou mais de estudar, além da especialização, anualmente Angela participa de diversos cursos de capacitação oferecidos pela rede municipal de ensino, buscando, sempre, o aperfeiçoamento profissional. “Abraço as causas da educação com amor e valorizo cada pessoa envolvida no processo de ensinar. Meu maior prazer é constatar o aprendizado do aluno, perceber que de alguma forma eu estou contribuindo para um futuro melhor para aquela criança, assim como os meus professores da infância fizeram por mim.”

IMG_5085Por um tempo, a professora lecionou para a educação inclusiva. “Este período foi de muito aprendizado. Cada ser humano tem suas qualidades e seus limites, os quais a escola e os profissionais da educação devem estar preparados para receber esses alunos.”

Angela destaca que o sistema educacional passa por desafios, mas, ainda assim, não perdeu qualidade. “Os recursos tecnológicos estão cada vez mais presentes em sala de aula, algo que torna o processo de aprendizagem inovador, além dos projetos educacionais que somam ao currículo escolar a ser aplicado pelo educador. Acredito que com dedicação e amor pelo que se faz é possível oferecer um ensino voltado para as necessidades dos alunos e, com isso, transformar toda uma sociedade”, diz, esperançosa.

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Prova Brasil é tema de capacitação pedagógica

A Prova Brasil é uma avaliação do sistema público de ensino do país. Realizada por amostragem com alunos de 5° e 9° ano do Ensino Fundamental, o teste aplicado avalia os conhecimentos dos estudantes em leitura e resolução de problemas. O intuito, porém, não é avaliar apenas o estudante e sim utilizar os resultados obtidos para promover um diagnóstico da situação do ensino no país, já que os dados coletados na prova são usados para calcular o IDEB (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica).

Preocupados em oferecer um bom ensino aos alunos, a coordenação da secretaria de educação de Sarandi solicitou ao Diário na Escola uma formação para auxiliar o professor a preparar a criança que irá realizar a Prova Brasil no ano que vem.

Foto Submanchete“A formação continuada é essencial para a melhoria da qualidade de ensino e na valorização dos profissionais. Buscamos constantemente parcerias e mecanismos para potencializar essas orientações pedagógicas na perspectiva de um trabalho de qualidade”, destaca a secretária da educação do município, Adriana Palmieri.

Ministrada pela professora doutorando em linguística pela UEM, Adélli Bazza a capacitação “Prova Brasil: descritores de leitura a partir de gêneros presentes no jornal” apresentou discussão teóricas, estudo dos níveis de leitura e o desenvolvimento de exercícios.

“O objetivo foi demonstrar aos professores que os descritores sugeridos pela Prova Brasil são uma sistematização para avaliação de habilidades que já são, ou deveriam ser, desenvolvidas nas aulas de Língua Portuguesa. Estes, portanto, não constituem um conteúdo a mais para ser trabalhado. Bem como, as habilidades avaliadas na prova não são desenvolvidas apenas quando a criança chega ao quinto ano, mas ao longo de toda a formação do aluno”, ressalta Adélli.

Adriana Palmieri fala sobre a importância do Diário no processo de ensino-aprendizagem. “Os meios de comunicação estão presentes no discurso da sala de aula, geralmente são mais lúdicos e envolventes, dessa forma modificam a forma de relação das crianças com a informação e o conhecimento, permitindo assim novas formas de ver o mundo, de pensar e de agir”.

A secretária comenta que o papel dos professores nesse processo é essencial, pois eles contribuem de forma qualitativa, e assim, ao formar um aluno crítico e pensante também ampliam as ações para melhorar a avaliação da Educação Básica por meio da Prova Brasil.

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Educação de Sarandi realiza Congresso e Feira Cultural

congressodiarioO I Congresso de Educação de Sarandi (CES) acontecerá nos próximos dias 15, 16 e 17 de outubro e busca mobilizar os profissionais da área. O evento é uma iniciativa da coordenação da Secretaria Municipal de Educação de Sarandi (SMED) e tem como objetivo socializar os trabalhos que vêm sendo realizados dentro dos espaços escolares.

“Desde que assumi a secretaria, há um ano, tenho pensado em valorizar o educador da rede municipal. O Congresso é fruto de um trabalho em equipe, de parcerias com doutores e mestres e que irá mostrar as boas ações que são desenvolvidas nas escolas. Aproveitamos o mês em que se comemora o Dia do Professor para lembrar a importância diária deste profissional”, destaca a secretária da educação de Sarandi, Adriana Palmieri.

A proposta é reunir professores, coordenadores, diretores, alunos e demais profissionais da SMED, juntamente com a comunidade de outros municípios para debater e apresentar as práticas que vêm sendo realizadas nas Escolas Municipais e nos Centros Municipais de Educação Infantil, bem como o trabalho das instituições educacionais privadas.

O evento contará com apresentação de artigos científicos – previamente aprovados pela Comissão Científica composta por Pós-Doutores, Doutores, Doutorandos e Mestres das mais variadas áreas – em forma de Comunicação Oral ou Pôster (Painel). “Tivemos um grande número de trabalhos inscritos e isso me deixa muito feliz, pois a produção do artigo exige leituras, horas de estudo e também representa a opinião do profissional. Acredito que, assim, estamos formando professores pesquisadores e o reflexo disso pode ser visto nas boas práticas escolares e na melhora da formação do estudante”, ressalta o diretor de ensino de Sarandi, Erick Bucioli.

Haverá também uma Feira Cultural sobre “diversidade”, tema de estudo das escolas de Sarandi durante este ano. Os trabalhos realizados pelas crianças irão ficar em exposição no local do Congresso para que os participantes possam conhecer e até compartilhar os bons resultados.

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I CONGRESSO DE EDUCAÇÃO DE SARANDI

Acontecerá nos dias 15, 16 e 17 de outubro o I Congresso de Educação de Sarandi.

O evento tem por objetivo mobilizar os diferentes profissionais da Educação, socializando trabalhos que vêm sendo realizados nesta área.

A organização é da Secretaria Municipal de Educação de Sarandi, oferecendo palestras e apresentação de artigos científicos.

O congresso tem como público alvo professores (em exercício e em formação) e profissionais ligados à Educação.

A inscrição é gratuita e precisa ser realizada pelo site do evento: www.sarandi.pr.gov.br/edu/congresso

Cronograma:

DATA LOCAL ATIVIDADE
15/10 Avenida Londrina, 1700 – Jardim Independência/Sarandi Palestra de abertura: A sala de aula reflexiva – o papel do professor frente aos novos desafios (Jamar Monteiro).
16/10 Avenida Londrina, 1700 – Jardim Independência/Sarandi Apresentação de trabalhos científicos
17/10 Avenida Londrina, 1700 – Jardim Independência/Sarandi Palestra de encerramento: Sou feliz por ser professor (Jairo de Paula)

 

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Entrevista: professora escreve livro sobre a síndrome de Burnout

  1. SoraiaO DIÁRIO NA ESCOLA: De onde surgiu o interesse pela pesquisa sobre o mal-estar docente?

Soraia Nunes Marques: Grande parte deste trabalho teve origem na disciplina de Prática de Ensino, do curso de Pedagogia, durante a fase de estágio nas escolas. Durante as minhas observações um fato me chamou a atenção. Percebi em alguns professores certa apatia em relação ao fazer pedagógico. Entravam na sala de aula, aplicavam a atividade e se afastavam apressados, como se quisessem fugir dali. Este tipo de atitude me incomodou e me fez perguntar se a vida profissional que eu aspirava, seria “aquilo” que eu estava presenciando.

  1. A sua pesquisa resultou na produção de um livro. Quais os principais aspectos abordados na obra?

R: Na primeira seção é possível ver uma retomada histórica sobre o conceito de felicidade, desde a antiguidade até os dias atuais. No capítulo seguinte há uma discussão sobre o dia-a-dia do professor focalizando a síndrome de Burnout como expressão do mal-estar docente. Em seguida, comento sobre a relação entre a saúde do educador e suas emoções. Por último, procuro definir conceitos e propor ao docente a posse do conhecimento para que possa ter uma visão crítica e reflexiva de si mesmo e do mundo em que vive. Destacando que a alegria no trabalho não é dádiva dos céus, esta exige esforço, coragem e dedicação.

  1. Nas palestras que realizou sobre o tema de seu livro, como foi a participação dos professores?

R: Costumo questioná-los se são felizes, neste momento eles respondem que como pessoas, o são, mas como professores não têm condições de o serem. É como se fossem duas vidas e uma não tivesse conexão com a outra. Pessoas fragmentadas, numa sociedade dividida, profissionais que durante a formação aprenderam conteúdos incomunicáveis apresentados por professores especialistas. Estes fatores me inspiram a continuar meu trabalho, na esperança de que com educadores mais satisfeitos, menos frustrados e mais respeitados, sintam-se felizes.

  1. O que mais tem afligido os profissionais da educação atualmente?

R: Os métodos de ensino têm passado por sucessivas mudanças, tanto técnicas como estruturais. Muitos são os “pacotes” recebidos de cima, mas maiores ainda são as dúvidas dos docentes frente às chamadas “inovações”. Na cobrança para a utilização da nova proposta urgente, o que resta é ensinar do jeito que se entendeu, do jeito que der. O professor se depara também com a necessidade de desempenhar vários papéis, muitas vezes contraditórios, pois ao mesmo tempo em que se exige dele a estimulação da autonomia do aluno, pede-se que se acomode às regras do grupo e da instituição. Há pressões de todos os lados que podem suscitar efeitos colaterais, não anunciados nos contratos de trabalho.

  1. A indisciplina dos alunos pode ser responsável pelos vários casos de professores constatados com a síndrome de Burnout?

R: Com certeza. A falta de comportamento do estudante em sala de aula resulta em um educador sobrecarregado, exausto, estressado que acaba dando aulas cansativas e antiquadas, gerando alunos desmotivados, desinteressados e por consequência, ainda mais indisciplinados. A união desses fatores tem diminuído a capacidade de tolerância e o autocontrole do docente, e assim, surgem conflitos na relação professor-aluno. Com a falta de ordem cada vez mais presente na vida escolar, e os educadores não sabendo lidar com ela, assim como também não sabem lidar com o Burnout, o que resta é um problema universal.

  1. Como os educadores percebem que estão sofrendo de Burnout?

R: O diagnóstico da síndrome é muito difícil, pois ainda não se tem instrumentos válidos e postos à disposição da comunidade médica. Muitas vezes a pessoa pode ser acometida da doença e não apresentar os sintomas do Burnout. Parte dos professores são afastados do trabalho e os fatores geralmente alegados são o estresse e a depressão. Psiquiatras afirmam que hoje a doença já atinge de 30 a 40% da categoria. Muitos são os profissionais que estão adoecendo e ainda estamos longe de saber exatamente como lidar com isso.

  1. Ao seu ver, como deveria ser o “ensinar” dentro das escolas?

R: Ensinar é um ato criador, um ato crítico e não mecânico. A curiosidade do professor e dos alunos, em ação, se encontra na base do ensinar-aprender. Esta proposta requer incentivo por parte do educador, pois o convida a sair da visão limitada. Requer disposição para ser agente transformador de uma sociedade. Requer, também, que o professor realize este ensinar satisfatoriamente e não apenas reproduza o ensino por meio de conteúdos incomunicáveis.

  1. Qual a sua esperança para o futuro da educação no Brasil?

R: Somos sempre movidos pela esperança. Prefiro acreditar que a atual situação de desânimo e mal-estar docente não é o fim. Pelo contrário, é um recomeço, uma possibilidade de olhar por outro ângulo e enxergar saídas. Pensar em transformar uma realidade que avalio como injusta e perversa, e fazer com que esse pensamento ilumine a prática. Infelizmente, nos últimos tempos, a cultura parece algo abstrato e distante demais. Prova disso são os intermináveis cursos de capacitação, nos quais muitos professores vão apenas para assinar a lista de presença e cochilar nas cadeiras. Esta realidade precisa ser mudada, urgente.

 

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