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A ilusão do anonimato nas redes sociais

Dicas para não queimar sua imagem: É preciso ter cautela e bom senso ao publicar

Pesquisas mostram que o Brasil é um dos países em que o aumento de vendas de aparelhos celulares vem crescendo significativamente, em ritmo cada vez mais acelerado. Os smartphones tornaram-se objeto de desejo em todas as classes sociais e em todas as idades também.

Consequentemente houve o aumento diário de acessos às redes sociais. O tempo que as pessoas passam navegando, principalmente no Facebook, Instagram e Twitter, é cada vez maior, em média 5 horas por dia.

Nesse contexto, surge o problema do anonimato. Muitos acham que podem falar o que querem ou pensam, instigando, muitas vezes, o ódio, a agressividade, o preconceito etc. É importante saber que, de acordo com um estudo do site CareerBuilder, site americano de recrutamento, “51% dos 2.138 empregadores entrevistados desistem de contratar um candidato após verificar suas postagens”, pois encontram informações que os levam a não contratação.

A liberdade de expressão tem limites estreitos e ao ultrapassar esses limites as consequências poderão ser muito ruins

A jornalista Luciana Lima (exame.com) dá 16 dicas para que você preserve e melhore sua imagem virtual: 1) use ferramentas de privacidade; 2) pense antes de publicar; 3) reclame na medida; 4) diminua a ostentação; 5) pegue leve nas críticas às empresas; 6) lembre-se que a zoeira tem limites; 7) analise as redes; 8) publique com moderação; 9) seja coerente; 10) saiba que o anonimato é lenda; 11) controle as emoções; 12) evite falar sobre sua empresa; 13) cuidado com a linguagem; 14) mantenha a discrição; 15) leia a política de privacidade e 16) saia da bolha, “é importante dar valor a informações que não fazem parte do dia a dia”. Tem internauta que fala apenas sobre o assunto que gosta, por exemplo, só fala de futebol, ou só de política, ou só de economia…

Consequências no campo jurídico

É necessário ter-se muito cuidado ao postar, compartilhar ou curtir algo nas redes sociais. Elas podem incorrer nos crimes contra honra que são a Calúnia, Injúria e difamação, por atingirem a personalidade de uma pessoa, ou seja, sua honra, imagem e dignidade.

A calúnia – art. 138 Código penal – Imputar fato definido como crime a uma pessoa, como por exemplo, dizer que alguém cometeu algum fato criminoso, roubar, matar, no entanto se o crime for comprovado não existirá condenação.

 

A difamação está prevista no art. 139 Código Penal – Imputar um fato ofensivo à reputação do ofendido, como por exemplo, dizer que o colega de trabalho ingere bebidas alcóolicas no intervalo do almoço, independente de ser fato verdadeiro ou não, ao mencionar tal fato, este já incorre no crime de difamação.

A injúria está prevista no art. 140 do Código Penal – Imputar um fato ofensivo que afronta a dignidade da pessoa. São xingamentos, taxar características na pessoa afrontando a dignidade dela, sua autoestima, como por exemplo, dizer que é feio(a), burro(a), incapaz. Se essa ofensa for direcionada a raça, cor, etnia e religião da pessoa, o crime se torna mais grave.

A advogada Verginy Gregory lembra que “os Tribunais Superiores estão firmando entendimento acerca da responsabilidade jurídica pelo compartilhamento de ofensas na internet. Os resultados estão sendo bem contundentes contra os divulgadores, pois muitos são responsabilizados ao pagamento de danos morais, que seria uma reparação pelo ato, recepcionados no âmbito do Direito Civil”.

Segundo ela, é importante ressaltar que esses crimes atingem também a pessoa jurídica, ou seja, cuidado ao mencionarem empresas em seus comentários.

“Temos casos de funcionários que curtiram post em redes sociais de críticas à empresa que trabalhavam e foram demitidos por justa causa. Nem tudo que pensamos podemos divulgar, lembre-se que a internet não se resume a uma tela de computador ou celular, por isso o consenso, seria utilizá-la para propagar informações úteis a sociedade, como um instrumento de pesquisa, diversão saudável, fé, conquista e não de violência e agressão”, enfatiza.

A liberdade de expressão tem limites estreitos e ao ultrapassar esses limites as consequências poderão ser muito ruins, culminando ao agressor(a) multas, pena de detenção e indenizações por danos morais.

Na dúvida, não publique!

Por

Ricardo Pastoreli

[email protected]

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A tecnologia a favor do ensino

A internet já faz parte da nossa rotina de vida, seja no trabalho ou nos contatos pessoais. Devido a esse contexto, mais do que saber usar o computador em sala de aula, o professor precisa estar capacitado para auxiliar e orientar os alunos. O desafio é saber como usar os novos recursos tecnológicos a favor do ensino. Lutar contra a presença deles não é mais visto como uma opção. Para falar sobre esse assunto, convidamos a jornalista e especialista em tecnologias na aprendizagem, Talita Moretto. Em nosso bate-papo ela fala como o uso da mídia online pode ser proveitoso no estudo interativo de conteúdos, tornando-os atraentes e fazendo com que o estudante adote uma postura mais participativa.

1. O DIÁRIO NA ESCOLA: A partir da sua experiência profissional, quais as maiores dificuldades você tem observado que os professores encontram quando o assunto é o uso da tecnologia em sala de aula?

Talita MorettoTALITA: Algumas dificuldades são diferentes dependendo da rede de ensino, da instituição (equipe gestora) e da abertura do professor. Se conversarmos com professores da rede pública, a falta de estrutura, de equipamentos e, principalmente, conexão à internet são dificuldades apontadas pela maioria. Estas dificuldades, embora existam, são menores na rede particular.

No entanto, o problema maior é que mesmo quando a escola está equipada, não existe preparo dos professores. O que falta, na minha visão, não é apenas estrutura ou formação é, principalmente, apoio da equipe pedagógica da escola, suportada pelos gestores da educação, para “tranquilizar” os professores a respeito do uso de tecnologia. E esse apoio deve começar no planejamento pedagógico e chegar até a reconfiguração da sala de aula. É necessário um esforço conjunto para estruturar salas de aula e formar professores que estejam preparados para as inovações proporcionadas pela tecnologia.

Daí você me pergunta: todos os alunos irão utilizar adequadamente se a tecnologia fizer parte do planejamento? É claro que não. Mas me diga se existe uma turma perfeita, onde todos os alunos fazem o que o professor pede, respeitam a aula e o espaço? Estamos falando de pessoas, de jovens em formação, com perfis diferentes. A perfeição nunca existirá, com ou sem tecnologia.

2. De que forma o educador pode incluir a internet no planejamento pedagógico? Seja na preparação da aula ou mesmo em uma atividade prática com os estudantes no ambiente educacional informatizado.

Existem inúmeras formas. Hoje, devido à facilidade de conexão à internet e acesso barato aos dispositivos eletrônicos, inevitavelmente, o aluno irá utilizar a internet nos trabalhos escolares. É isso que o professor precisa compreender: que a sociedade proporciona essa situação e o aluno não está fora dela.

O professor pode usar internet o tempo todo na preparação de suas aulas. A web é uma fonte de pesquisa riquíssima, onde estão disponíveis inúmeros recursos educativos digitais, ferramentas, aplicativos, e-books que deixam a aula mais atrativa. Por que não aproveitar este material que, em sua maioria, é gratuito?

Quando usar a internet na escola (ou sugerir seu uso em tarefas de casa), o professor deve atuar como orientador. Primeiro, deve mapear os sites que os alunos devem consultar para encontrar as informações desejadas, e também deixar que os próprios alunos façam suas contribuições indicando outros sites que eles conheçam. E, claro, checar se a fonte é confiável, junto com os alunos. Só então levá-los ao laboratório de informática, colocá-los em duplas ou trios (isto é muito importante, pois pedir que os alunos façam a atividade sozinho é como bloquear a construção de conhecimento) e conduzir o desenvolvimento da pesquisa/atividade. Pode até mesmo utilizar atividades online, criar uma webquest ou propor um game. Existem muitos sites educativos especializados em cada disciplina escolar, que podem ser bem aproveitados na educação. Mas é preciso navegar na web para conhecer todo o potencial que ela oferece.

 3. Após a inclusão da web em sua rotina de trabalho, que resultados o professor poderá constatar no desenvolvimento escolar dos alunos?

Isso depende. Não existe uma receita que, se seguida, resultará em um único resultado. O que podemos garantir é que o professor, fazendo o uso da internet junto com os alunos, terá condições de conhecer como o aluno utiliza a internet com propósito pessoal e, a partir disso, ter mais ferramentas para organizar suas aulas de modo que todos fiquem interessados pelo conteúdo e pela disciplina, poderá orientar melhor as pesquisas online, estará apto para indicar sites seguros e com informações confiáveis, conseguirá abordar com mais facilidade temas como, segurança online e direitos autorais, etc. Trata-se de adequar-se ao perfil do aluno, da mesma forma que uma loja de roupas adequa seu “produto” aos gostos do cliente e de acordo com a moda atual. É falar a mesma “língua”, ou melhor, deixar o diálogo fluir com mais naturalidade.

oficina Talita4. Em muitos casos os estudantes têm maior habilidade do que o educador em acessar os programas do computador ou mesmo páginas da internet. Como esse fator pode ser utilizado para contribuir com as atividades em sala?

Deve ser aproveitado em sua totalidade. O aluno torna-se parceiro do professor. Não há motivos para ficar receoso porque o aluno sabe mais sobre determinado recurso do que você. O papel do professor continua imprescindível em sala de aula, e se ele estiver preparado para aceitar o apoio dos alunos, todos tendem a crescer. Isso evita ter que passar um conteúdo que o aluno já sabe, ou perder horas tentando entender uma ferramenta que o aluno domina e que ele mesmo pode ensinar aos colegas a utilizar. Envolvendo o aluno, dessa maneira, nas atividades, não haverá dispersão; é dar a ele autonomia e sentimento de pertencimento ao ambiente escolar. O aluno terá compromisso consigo mesmo, com os colegas, com o professor e com o aprendizado. Isso funciona!

5. Como o professor pode orientar crianças e adolescentes para fazer o “bom” uso da web? Pois, na maioria das vezes, a tecnologia é usada por eles somente para o acesso às redes sociais ou aplicativos de bate-papo.

Os alunos usam o que conhecem, o que aprenderam a usar, o que veem outros (adultos) usando, o que veem na televisão. Se ninguém mostrar a eles outras formas, como saberão que existem? Então, não adianta criticar esse uso, criticar que aluno só sabe usar redes sociais e etc. sem conversar com ele a respeito. O jovem ainda está em formação, é preciso mostrar como utilizar para o ensino, para os estudos. A maioria dos familiares não fará isso porque nem eles sabem, e se o professor se negar a fazer, não adianta criticar a conduta do jovem.

6. Parte dos educadores que atuam nos espaços escolares não foram preparados na graduação para usar a tecnologia que temos no mercado hoje, em suas aulas. Que dicas repassaria para esse tipo de profissional que precisa se adequar a uma nova realidade?

Se analisarmos um professor que está há mais de oito anos em sala de aula, com certeza, não foi preparado. Até mesmo hoje eu conheço poucos cursos que inovam, de forma significativa, a ementa e inserem essa parte no currículo. O único caminho para os professores é a formação continuada, fazer cursos de aperfeiçoamento e, principalmente, ter interesse e vontade de se aprimorar. Essa formação nem sempre virá dos órgãos públicos. Então, como qualquer outro profissional (médico, contador, farmacêutico, cozinheiro) é necessário buscar seu aperfeiçoamento, e pode começar em casa mesmo, tendo interesse em explorar os recursos tecnológicos, conhecê-los. Não existe outra forma. O que falta, para muitas pessoas, é aceitar que a inovação é constante, não há como prever e nem culpar alguém por isso. A internet não é ruim, a tecnologia não é ruim, o que pode torná-la ruim é o uso inadequado. Então, é melhor aprender como usar e tirar benefício disso.

 

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Palestra aborda aprendizado e tecnologia

A convite do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Noroeste do Estado do Paraná (Sinepe/NoPr), Isabel Parolin esteve em Maringá durante evento de educação para ministrar aos professores o tema “A aprendizagem e o ensino em tempos hipermodernos”.Foto Abre

Como promover o aprendizado diante de tantas inovações tecnológicas? Essa é uma questão que aflige muitos profissionais da área da educação. Isabel conta que os valores atribuídos ao mundo do consumo, da rapidez e do descartável modificaram alguns encaminhamentos educacionais no seio da família, fato que repercute no dia a dia da escola. Em alguns casos, inclusive, a simbologia de pais, chefe e idoso, foi perdida.

Em sua fala, a palestrante aponta que é na escola que a criança tem seus encontros sociais, por isso, aquilo que é ensinado dentro da sala de aula precisa ser potencializado na sociedade. O que tem acontecido é que as pessoas recebem muita informação diariamente, mas estão tendo pouca evolução no que se diz respeito ao conhecimento.

“Grande número de pessoas utilizam a tecnologia para mediar suas relações sociais e, mesmo os mais resistentes, acabam cedendo às suas facilidades e rapidez. Os aplicativos de bate-papo, hoje, têm o mesmo efeito agregador que tinham as praças dos tempos antigos – um lugar de encontro. Contudo, todo o arsenal que a web oferece só se configurará como um instrumento no desenvolvimento pessoal e comunitário se as pessoas conseguirem estabelecer relações educativas através dessas mediações”, ressalta Isabel.

Roseli Messias é mãe de um menino de oito anos e reclama que seu filho só tem conseguido dormir muito tarde, quando vai brincar com outra criança é sempre utilizando o tablet e, algumas vezes, deixa o dever de casa sem fazer por passar boa parte do tempo nos jogos virtuais. “Com isso, ele tem sido um aluno desatento, sonolento e sem rendimento escolar. Eu e o pai dele estamos proibindo o uso da tecnologia para que ele melhore o desempenho em sala de aula”, conta.

A ministrante enfatiza que o desafio da escola de hoje é provocar as aprendizagens que humanizam e promovem inserção social, entendendo os limites e as conquistas dessa geração que é conectada, mas impaciente, hiperativa, mas com atenção limitada a pequenos intervalos de tempo, que não pensa em linearidade, mas em descontinuidade, que tende as multitarefas, que vive no senso de urgência, aliada ao fato de usarem as novas tecnologias com melhor desenvoltura que seus educadores, mas que precisa de ajuda para focar no aprender.

“A escola detém uma qualidade de valor inestimável a essa geração – a possibilidade do encontro e das trocas presenciais – face a face, algo que tem sido deixado de lado devido aos contatos apenas virtuais”, ressalta Isabel.

A psicopedagoga finaliza afirmando que apesar da forma de se relacionar ter mudado, as crianças e jovens precisam estabelecer relações com qualidade, que garantam um modo de viver e conviver de acordo com os valores que sustentaram, historicamente, as organizações sociais até os dias de hoje. “Para exemplificar, não é por que uma criança tem desenvoltura surpreendente diante de um iPad que ela poderá deixar de almoçar ou fazer suas tarefas”, conclui.

A professora Márcia Cristina Bueno diz que após ouvir a fala da ministrante percebeu que o educador tem que sair de casa não pensando que vai dar aulas, mas que irá formar cidadãos. “O conhecimento é o grande libertador da sociedade. A família merece atenção, deve ser instruída. O professor tem um papel educativo essencial.”

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Perigo: Direito digital é tema de palestra para crianças

Na internet e no celular, mensagens com imagens e comentários depreciativos se alastram rapidamente e tornam as consequências ainda mais perversas. Como o espaço virtual é ilimitado, o poder de agressão se amplia e a vítima se sente acuada. E o que é pior, muitas vezes, ela não sabe de quem se defender.

Engana-se quem pensa que a internet é um mundo a parte ao real e acredita que todo o conteúdo publicado ou divulgado, nunca sofrerá repreensão. Na realidade, a situação é bastante diferente. “Felizmente o código penal nos possibilita punição para os crimes, sejam eles cometidos pessoalmente ou de forma virtual”, destaca o advogado especialista em assuntos relacionados à internet, Leonardo Pacheco.

Foto Abre 01Preocupado com o número de casos que recebe em seu escritório envolvendo crianças e redes sociais, Leonardo desenvolve um trabalho voluntário, em parceira com o Conselho Tutelar de Maringá, e ministra palestras sobre Direito Digital em instituições de ensino da cidade.

Durante o bate-papo com os estudantes, o ministrante enfatiza a velocidade com que a sociedade está mudando e o quanto a internet tem contribuído para isso. “A cada dia mais a população precisa vencer preconceitos e estar atenta as questões de segurança no campo real – casa e carro – como também no quesito virtual – sites acessados, informações publicadas e pessoas desconhecidas”, comenta.

Uma foto divulgada nas redes sociais pode expor os bens materiais de valor que você tem em casa, a rua onde mora, a placa e o modelo do carro da família e a rotina de vida que levam. Isso auxilia o trabalho de pessoas más intencionadas que se aproveitam das oportunidades em que não haverá ninguém na residência, por exemplo, para realizar um assalto.

Leonardo alerta as crianças sobre o uso do aplicativo FourSquare, no qual a pessoa informa onde está naquele momento, seja um restaurante, a casa de um amigo ou a própria escola. “Esta ferramenta possibilita ao bandido ou ao pedófilo saber em que local você está e muitas vezes até as companhias, desta forma a pessoa se torna presa fácil. Aos pais, eu aconselho que não deixem seus filhos usar o aplicativo.”

A internet é um campo sem fronteiras, o que “cai” na rede, não tem mais controle de privacidade ou resgate de material. Enfim, o que você publica, já não é mais seu. O palestrante apresentou aos alunos diferentes exemplos de pessoas que estão sofrendo processo judicial, perderam o emprego e até foram investigados pela Polícia Federal, por publicações de ameaça, racismo ou ofensas. Os casos mais recentes são em relação às eleições e ao destrato com o povo nordestino. Como Leonardo citou, mesmo que seja um crime de internet este pode ser julgado, sim e a pessoa inclusive condenada à prisão.

Lembrando que, quem compartilha ou repassa um vídeo ou imagem que está expondo alguém, também pode ser considerado culpado.

O conselheiro tutelar de Maringá, Vandré Fernando comenta que até os 12 anos a responsabilidade da infração cometida é de responsabilidade dos pais, a partir desta idade até os 17 anos o adolescente já pode ser apreendido e fica em reclusão no Centro de Socioeducação (Cense). Após os 18 anos completos atinge a maioridade penal e é encaminhado para a penitenciária.

“O assunto discutido pelo Leonardo é fundamental dentro do espaço escolar. Os riscos da internet são tantos e tão comentados, que acaba se tornando algo comum e rotineiro, isso não pode acontecer! Pais e crianças devem estar sempre atentos. O fato de vir alguém diferente na escola e conversar com a gente sobre casos que acontecem aqui na cidade, de certa forma, assusta a todos. Percebemos que essa triste realidade está muito próxima de nós”, conta a vereadora mirim de Maringá, Carolina Herreiro.

O estudante Lucas Violin ressalta já ter identificado nas redes sociais perfis de jogos, mulheres e crianças que na verdade, são falsos. “Algumas dessas pessoas já me adicionaram, porque veem minha foto de criança e imaginam que vai ser mais fácil me alienar. Todo o cuidado, ainda é pouco.”

Sonia Maria Sguarezi é psicóloga e acompanhou o bate-papo com o advogado. “O interessante do tema em debate é que se mostrou algo muito próximo da realidade dos alunos, eles passam parte do dia conectados. Alguns coordenadores pedagógicos ficaram surpresas com a atenção e o silêncio dentro do auditório enquanto Leonardo apresentava as informações. Acredito que, além do momento de orientação, todo o conteúdo serviu de aprendizado também aos professores e àqueles que tem perfis na rede”, diz.

Ao final da palestra Leonardo aconselha, “o direito à crítica não te oportuniza uma ofensa. Pensem nisso!”

Quem pode ajudar?

Problemas envolvendo crianças e o mau uso da internet tem crescido muito, um dos órgãos públicos que luta diariamente para evitar estes casos, é o Conselho Tutelar. Criado a partir do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) tem a função de tomar providências em casos de ameaças ou violação de direitos.

O Conselho Tutelar tem à disposição serviços públicos que efetuam as avaliações necessárias e executam medidas aplicáveis. Sem uma rede de serviços e programas, o Conselho Tutelar pode fazer pouco por uma criança ou adolescente em situação de risco.

A primeira sede de um Conselho Tutelar no Brasil foi o de Maringá, atualmente há na equipe dez conselheiros que, diariamente, buscam a defesa dos pequenos. “Diferente do que muitos pensam, não temos a missão de repreender, mas sim, de requisitar serviços que ofereçam qualidade de vida, a exemplo de vagas em creches e consultas médicas. Quando alguma de nossas solicitações não é atendida encaminhamos o caso para o judiciário, sempre em busca de uma solução”, destaca o conselheiro tutelar, Vandré Fernando.

Denúncias e orientações em Maringá podem ser feitas pelos telefones 3901-2276 / 3901-1966, na sede do órgão localizado na Rua Joaquim Nabuco, nº 485 ou mesmo pelo 190. Lembrando que, quando solicitado, a identidade de quem procura os conselheiros é mantida em sigilo. “Estamos de portas abertas para atender a população com o dever de zelar por nossas crianças e adolescentes”, diz Vandré.

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O Diário na Escola promove curso de capacitação sobre notícia e reportagem

ODIARIONAESCOLADM32Cerca de 250 profissionais da educação estiveram no encontro pedagógico “Notícia e Reportagem – bastidores e processo de produção” ministrado pelo jornalista e editor multimídia do Diário, Clóvis Augusto Melo.

“As capacitações do Diário na Escola permitem socializar informações relativas ao jornal, principalmente sobre o processo de produção das notícias. Trata-se de uma chance de conversar, explicar e refletir sobre o papel da comunicação como um todo e do jornalismo impresso em especial. É gratificante participar desses eventos”, destaca Clóvis.

O jornalista expôs todas as etapas que envolvem a construção do jornal impresso, desde a parte gráfica – impressão e distribuição – à parte da elaboração e escolha dos textos publicados, sempre explicando a função de cada profissional da redação – pauteiro, repórter, editor e diagramador.

Aprofundando sobre o que é notícia, Clóvis falou sobre as fontes de informação, quais os passos para a escrita da matéria jornalística e os temas que mais chamam a atenção dos leitores. Enfatizando uma questão importante, a diferença entre o que é interesse público – impostos e governo – e o que é interesse do público – novelas e celebridades, por exemplo.

“O curso foi muito bom e inovador em relação aos conteúdos trabalhados. Trouxe informações que antes eram desconhecidas. Aprendi bastante!”, conta a professora Christiane Rita Novaes.

Para a educadora Cleonice Raphael a palestra foi dinâmica, o que auxiliou na compreensão do conteúdo. “O Clóvis explorou não só a logística de produção do jornal, como também os gêneros textuais que circulam no impresso. Destacando a interdisciplinaridade da notícia e a função histórica deste meio de comunicação, o que vai contribuir de forma significativa no meu trabalho”.

Como material de suporte os participantes receberam uma apostila com as definições de todos os elementos que podem ser encontrados no impresso: chamada de capa, lead, caderno, infográfico, entre outros itens que vão auxiliar o trabalho do professor em sala de aula.

DIARIO NA ESCOLA_RS1A apostila também apresenta aspectos que tratam sobre a rotina diária dos profissionais da redação, o que ajuda a compreender o passo a passo da elaboração de um impresso com grande circulação.

“Este encontro foi muito produtivo, pois estou trabalhando o gênero notícia com meus alunos do 4º ano. Tudo o que li e ouvi veio ao encontro das minhas necessidades de suporte didático”, relata a professora Maria José Rodrigues.

Visando incentivar a criação de jornais escolares, a equipe do Programa entregou aos profissionais da educação um texto que explica de forma detalhada como elaborar um jornal escolar. Com dicas sobre escolha do nome, seleção de textos, diagramação e impressão.

“As orientações recebidas vão me auxiliar no trabalho em sala diretamente com o impresso, mas também a desenvolver novos conteúdos e atividades, principalmente na disciplina de língua portuguesa”, conta a professora Maria Wilhans.

Após a palestra ministrada por Clóvis, os educadores participaram de atividades práticas que visam ampliar o conhecimento e reforçar todo o conteúdo apresentado no encontro. Entre as dinâmicas estavam a produção de uma matéria, a criação e diagramação de uma capa do jornal, e também a montagem de propostas didáticas, relacionadas à notícia e reportagem, a serem realizadas com os alunos.

A coordenadora do Programa, Loiva Lopes, ressalva que vivemos em uma sociedade em que a mídia ocupa espaço relevante, esta capacitação além de permitir que os professores conheçam os processos de produção de um jornal diário, permitem no espaço aberto à perguntas, questionamentos sobre os valores éticos da construção da notícia. “O jornalista Clóvis Augusto Melo foi sabatinado, mas o resultado foi ótimo, e acredito que a experiência que os professores levam daqui só acrescenta, não somente para o trabalho em sala, mas para sua visão crítica da mídia”, conclui.

 WEB

DIARIO NA ESCOLA_RS10Clóvis Melo, que é editor do diario.com, também falou sobre as notícias publicadas em portais de comunicação e mostrou o que os usuários mais gostam de ler. “Os textos mais acessados tratam de assuntos bizarros, tragédias e situações nas quais o ser humano fica exposto na sua intimidade”, destaca.

Os participantes ainda puderam conhecer sobre o funcionamento do Google, como fazer para ter o link de publicação sempre no topo da página de pesquisa e as armadilhas da internet.

O aumento da pornografia infantil na web também foi uma temática discutida. O jornalista orientou os professores a conversarem com as crianças e conscientiza-las sobre os perigos da exposição em câmeras de foto e vídeo.

“Este encontro, em particular, me proporcionou uma visão diferente quanto à internet e seu uso, motivando o grupo a desenvolver um trabalho em sala de aula com os alunos”, conta a professora Christiane Sane Miguel.

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…as redes sociais..

A Revista Época, da editora Globo, estampou na capa desta semana a foto de Mark Zuckerberg, criador do Facebook, com a seguinte manchete: ” Ele invadiu a nossa vida”. O articulista do jornal Folha de São Paulo, Nelson de Sá, escreveu que “Já nos emergentes, Brasil entre eles, dois terços dos internautas atualizam seus perfis semanalmente. Nos centros urbanos, três quartos”. Como não poderíamos deixar de refletir sobre o fenômeno Facebook, publicamos aqui parte do texto de Nelson, veiculado na Revistapontocom:

Redes sociais: chegou a hora de dar um tempo?

Há dois meses, falando a estudantes em Stanford, Mark Zuckerberg desabafou que, se voltasse no tempo para recomeçar o Facebook, ficaria em Boston, longe do Vale do Silício, dos fundos de “venture capital” e da “cultura de curto prazo”. Ele tem um problema: a abertura de capital do Facebook se aproxima e a rede social dá sinais de, nos EUA, ter batido no teto. As visitas cresceram 10% de outubro de 2010 ao mesmo mês de 2011, segundo a comScore, contra 56% de aumento no ano anterior.

Já se fala em “saturação social”, como publicou o “New York Times”. Segundo depoimento de David Carr, repórter e colunista da área cultural do “NYT”, 2011 foi o primeiro ano em que ele viu sua produtividade cair por causa de seu consumo de mídia. E, para 2012, Carr diz estar diante da escolha entre cortar passeios de bicicleta ou “alguns desses hábitos digitais que estão me comendo vivo”.

Nas três primeiras semanas, nada. “Meu Twitter ainda está me comendo vivo, embora eu tenha tido certo sucesso em desligá-lo por um tempo”, diz ele à Folha. “Na maior parte do tempo, porém, é como ter um cão amigável que quer ser sempre acariciado, levado para passear. Em outras palavras, continua me deixando louco.”

 

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Internet e família

A Associação Mundial de Jornais e Editores de Notícias, WAN-IFRA, com o patrocínio da Norske Skog, lançaram a publicação Internet e Família: um guia para ajudar as crianças quando estão online. O manual traz várias informações sobre conteúdos da internet, como os pais devem monitorar os filhos na navegação, entre outros assuntos como a questão do “copiar e colar”, fóruns de chat e redes sociais, Blogs, sites não desejados: pornografia e pedofilia, cyberbulling etc.

Uma das orientações do guia é que as famílias criem um “código familiar” consensuado, a fim de estabelecer regras ao utilizar a internet, inclusive entre as crianças. “Tê-las junto nessa elaboração as ajudará a entender melhor a web e também a sentirem-se mais responsáveis ao navegar. Ainda que não existam um código familiar único, porque não existe família única” (…)

Veja um exemplo de código familiar consensuado apresentado pela publicação:

“1. Ninguém está autorizado a mudar o lugar do computador. Ele deve estar sempre na sala.

2. Ninguém está autorizado a visitar sites pornográficos, racistas ou que incitem o ódio ao outro.

3. Não é permitido que ninguém cometa agressões ou faça ameaças por e-mail, chat ou qualquer outra forma de comunicação na rede.

4. Ninguém está autorizado a visitar fóruns de chats privados que podem ser inseguros. Antes de entrar em um novo fórum, deve-se conversar em família.

5. Ninguém está autorizado a navegar durante mais de …. hora(s) por vez (o número de horas vai depender da idade das crianças).

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Internet: você monitora seu filho?

A Associação Mundial de Jornais e Editores de Notícias, WAN-IFRA, com o patrocínio da Norske Skog, lançaram a publicação Internet e Família: um guia para ajudar as crianças quando estão online. O manual traz várias informações sobre conteúdos da internet, como os pais devem monitorar os filhos na navegação, entre outros assuntos como a questão do “copiar e colar”, fóruns de chat e redes sociais, Blogs, sites não desejados: pornografia e pedofilia, cyberbulling etc.

Uma das orientações do guia é que os pais mantenham os computadores em locais visíveis (na sala, por exemplo), para que possam acompanhar os conteúdos que as crianças estão tendo acesso. “Os contextos pessoais, familiares e sociais são fundamentais na hora de pensar em como um indivíduo – criança ou adulto – utiliza e se apropria de um meio de comunicação”, apontam os organizadores. Confira outras recomendações dadas aos adultos:

“Navegar juntos na internet; construir juntos o ‘Código Familiar Internet’; estimular as crianças para que contem o que as incomoda; manter o computador numa sala compartilhada; manter o computador portátil também na sala; explicar às crianças que não devem dar dados pessoais; utilizar mais de uma página da web na tarefa escolar; monitorar o chat; contatar o servidor e utilizar filtros”.

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Parabéns à marca

Números ímpares: vale R$50 bilhões, tem mais de 500 milhões de usuários e tem sete anos de existência

 

Vamos a algumas associações. Pode ser uma impressão apenas, porém tem se falado demasiadamente nas redes sociais, em especial, no Facebook, e, no poder de comunicação que ele detém. Tenho recebido nos últimos tempos uns três convites por dia para me cadastrar e pude perceber que muitos daqueles que se contentavam com o Orkut e/ou com o Myspace estão aderindo também ou simplesmente migrando para o Facebook. Até o Ken, ex-namorado da Barbie, usará o mecanismo social para reconquistar a boneca mais famosa do mundo. Pelo menos foi o que declarou a fabricante Mattel, durante a Feira de Brinquedos Nuremberg, na Alemanha, nessa semana.

Lúdico à parte, os números envolvendo a rede social, que em pleno aniversário de sete anos, vale mais de R$ 50 bilhões e possui mais de 500 milhões de usuários, são realmente impressionantes. Esta foi supostamente a ferramenta utilizada pela população egípcia para se reunir no mega protesto contra o ditador Hosni Mubarak, em Cairo, nos últimos dias. Bloqueios de internet e o aumento do número de usuários egípcios do Facebook nas últimas horas nos fazem acreditar realmente que a rede foi escolhida para o contato e para determinar os detalhes dos encontros entre os protestantes.

No cinema também há Facebook. Um dos filmes favoritos ao Oscar de 2011 é ‘A rede social’, que conta nada mais, nada menos, que a história da criação da empresa envolta por plágios e processos judiciais; o drama já levou o Globo de Ouro. Agora é esperar as cenas do próximo capítulo do líder de audiência Facebook. Acho que não levará muito tempo para sermos supreendidos. Afinal como a internet, as atualizações da rede são rápidas e têm servido sim para reunir e aproximar as pessoas, principalmente em torno do seu nome, da sua marca.

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