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Saúde bucal para os pequenos

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“Se você não escovar os dentes direito, o bichinho vai fazer um buraco neles.” Desde cedo os pais contam histórias como essa para mostrar a importância de cuidar da saúde bucal. Com toda razão, já que prevenção é a palavra de ordem para quem busca um sorriso perfeito. Especialistas apontam que ela deve começar desde bebê com a limpeza da gengiva e assim que os primeiros dentes começarem a despontar, a criança já deve ir a uma consulta com um odontopediatra.

Pensando nisso, a Legião da Boa Vontade (LBV), em Maringá, ofereceu para as meninas e os meninos que são atendidos pela instituição uma palestra educativa e lúdica ministrada por dentistas da Secretaria de Saúde da cidade sobre como ter um sorriso saudável.

Super atentas, as crianças receberam informações importantes sobre a maneira correta de escovar os dentes e cuidar de toda a boca. “A prevenção é a maneira mais econômica e menos desagradável de cuidar da saúde bucal e com muitas possibilidades de obtenção de resultados satisfatórios”, destacou a Dra. Maristela Yokoyama.

O Projeto Saúde Bucal, da LBV, é desenvolvido em parceria com a Unidade de Saúde do bairro e promove atividades que colaboram para o bem-estar físico e mental dos atendidos, além de promover ações de educação preventiva e curativa, conscientizando-os da importância de manter a dentição e a boca saudáveis.

Após a palestra e demonstrações, as crianças entenderam a maneira correta para a escovação e prevenção de doenças; compreenderam a importância da escovação após as refeições; identificaram os vilões dos dentes; reforçaram a importância da escova, do creme dental e do fio dental na limpeza dos dentes; assim como a relevância dos dentes na alimentação, comunicação e no relacionamento social.

Com escovas e creme dental em mãos, as crianças demostraram tudo que aprenderam. No momento da escovação, as dicas foram colocadas em prática. O atendido Felipe do Carmo de Jesus atento à palestra, disse: “aprendi que devo cuidar dos meus dentes, cuidar para não ter cáries e outras doenças que possam prejudicar minha saúde. A melhor forma de prevenir é fazer uma boa escovação e usar o fio dental. ”

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Todos contra a dengue!

Apesar de muitos acreditarem que a dengue é uma doença que se dissemina apenas durante o verão, a ameaça de contaminação pelo Aedes aegypti é real também no inverno.  Quando chega a estação mais fria, os casos de dengue começam a diminuir e parte da população deixa de tomar os cuidados necessários para prevenir o mosquito. Com isso, os criadouros de dengue continuam se proliferando e à medida que o calor e as chuvas de verão se aproximam, propiciam condições ideais que provocam surtos epidêmicos por toda a cidade.

Pensando nisso, a professora da Escola Municipal Padre José de Anchieta, de Sarandi, Arealba Garbelini de Souza desenvolveu uma série de atividades com seus alunos, para que eles não de descuidassem da prevenção ao mosquito o ano todo.

Foto AbreA ideia do projeto escolar surgiu a partir da leitura de diversas notícias no jornal O Diário do Norte do Paraná sobre o aumento das epidemias na região de Sarandi. Fato que a professora viveu de perto, pois parte dos estudantes e familiares já sofreram com a doença.

Para começar o trabalho, após a leitura das matérias no impresso, Arealba sugeriu que os alunos do 5º ano A explanassem seus conhecimentos sobre o Aedes aegypti. Neste momento a sala entra em euforia e a professora constata que eles estão bastante informados sobre o assunto e que gostam de falar a respeito do que sabem, algo que torna a aula um momento de partilha.

“Nesta etapa, não tive dúvidas, precisávamos aprofundar nossas atividades sobre a dengue e expandir todo esse conhecimento das crianças, para toda a comunidade. E assim começamos a produção de ilustrações, pesquisas, textos, frases, fotos, entrevistas e cartazes”, conta Arealba.

A cada aula, um novo trabalho surgia. Frases de efeito e dicas de prevenção foram expostas nas paredes da escola ao lado de ilustrações bastante criativas para despertar a atenção de todos. O que teve início com pesquisas resultou em uma ação que ultrapassou os muros escolares. Após ir às ruas e entrevistar a comunidade para saber a carência de informação da população, as crianças produziram cartazes com dados esclarecedores sobre o aumento dos casos de dengue em Sarandi. Estes foram distribuídos e colados nos comércios da cidade, para que se evite a proliferação do mosquito e, assim, mais pessoas possam combater o Aedes aegypti.

O estudante Lucas da Silva Dias conta que foi maravilhoso fazer parte deste projeto, “trabalhar com os amigos é bastante prazeroso, torna o aprendizado mais fácil e assim conseguimos bons resultados”, a colega de classe Letícia Fernanda Lochetti da Silva completa, “já tive dengue e não quero passar por isso de novo, todas as atividades que realizamos em sala e nossa passeata nas ruas vão contribuir para que o Aedes seja exterminado em Sarandi.”

 

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LBV em clima olímpico

A Olimpíada do Rio de Janeiro só será realizada em agosto, mas o clima do evento esportivo já tomou conta do Centro Comunitário de Assistência Social da LBV na cidade canção e acendeu o espírito olímpico entre os atendidos. A chama olímpica estava pronta para ser “acesa”, e as delegações participaram devidamente caracterizadas. E como esse não é um torneio qualquer, o nome das equipes são para lá de especiais. Nessa competição, as crianças e adolescentes defenderam o amarelo da Fraternidade, o branco da Paz, o vermelho do Amor, o verde da Amizade, o laranja da Solidariedade e o azul da Harmonia.

Foto AbreA abertura do evento seguiu todo o protocolo de uma competição esportiva oficial, sendo iniciada com a execução do Hino Nacional Brasileiro e a apresentação das bandeiras do Brasil, Paraná, Maringá e da LBV.

“Enxergamos o esporte como uma importante ferramenta educacional e de compartilhamento de valores, além de ser uma ótima forma para manter a boa saúde do corpo e da mente. Por isso, acrescentamos uma série de atividades físicas em nosso cronograma”, destaca a assessora de comunicação da LBV, Vilma Araújo.

Todo o trabalho foi direcionado pela educadora social Soraia Camila Jardim, que realizou uma série de atividades com os atendidos durante o projeto. “Busquei fazer com que eles vivenciassem o esporte desenvolvendo propostas e jogos de caráter lúdico com o objetivo de auxiliar no desenvolvimento da coordenação motora promovendo uma socialização entre as crianças e adolescentes. Além de ressaltar a importância do cumprimento das regras para um convívio proveitoso e saudável, promovendo o reforço de valores morais adequados e hábitos que valorizam a qualidade de vida”, enfatiza Soraia.

Para introduzir o trabalho, a educadora social realizou um diálogo sobre os Jogos Olímpicos e a importância deles para a união dos povos. Em seguida, para despertar o interesse do educando, foi utilizado dinâmicas sobre o tema abordado despertando assim, a curiosidade nos atendidos.

Em uma roda de conversa crianças e adolescentes escolheram as modalidades que gostariam de participar. Soraia solicitou que eles descrevessem suas relações com os esportes e os Jogos Olímpicos. Nessa etapa foi utilizado a estratégias de recorte e colagens de imagens e de palavras relacionadas com o tema.

Por fim, a partir da troca de informações entres os atendidos e suas experiências com os esportes, a educadora propôs a pratica esportiva coletiva e individual, em alguma modalidade como: futebol, voleibol, handebol, basquetebol, ginástica rítmica, ginástica artística e atletismo. Iniciando efetivamente os jogos olímpicos na instituição.

DSC_0841“Eu gostei muito de participar desse evento, o esporte é fundamental para nosso crescimento, traz vários benefícios à vida. Aprendi a valorizar o outro, a respeitar às regras e percebi como o outro é importante, pois o trabalho em equipe é essencial para conseguir um bom resultado. Além disso, vi que o esporte vai além das limitações do corpo e que qualquer pessoa pode praticar, pode ser uma criança, um jovem ou um idoso, assim como pessoas que possuem deficiência de qualquer ordem. O esporte tem a capacidade de unir pessoas e povos”, aponta a atendida, Thais Vitória Silva Souza.

A educadora social, Soraia conta que as crianças e os adolescentes deram um show e demostraram como é agir com o espírito esportivo, mantendo a postura respeitosa, independente do resultado obtido. “Esse é um reflexo do nosso trabalho diário, no qual eles aprendem sobre a importância do trabalho em equipe desenvolvendo ainda atitudes necessárias para a integração social e a formação do indivíduo.”

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Aula de hoje: Alimentação!

Todo mundo sabe da importância de comer bem. Uma alimentação saudável traz benefícios para a saúde, ajuda a nos manter ativos para realizar as tarefas do dia a dia e melhora até o humor. Para isto, requer diversidade de ingredientes em todas as refeições, com equilíbrio entre carboidratos, proteínas, gorduras, vitaminas e minerais. Na escola, um espaço ocupado por crianças e jovens, isso se torna ainda mais relevante. Porém todo mundo sabe que a oferta de alimentos saudáveis nas cantinas e lanchonetes que funcionam dentro das instituições costuma ficar abaixo do desejável.

Em 2008, a Sociedade Brasileira de Pediatria publicou uma compilação de diversos estudos sobre o tema, que mostra o aumento do número de crianças com excesso de peso varia de 10,8% chegando até a 33,8% conforme a cidade ou região. Diversos outros problemas, como diabetes, hipertensão arterial, alterações ortopédicas e elevação dos níveis de colesterol e triglicerídeos, têm se tornado frequentes entre a garotada.

Verônica Gomes é mãe de Geovana, de 13 anos. Aos nove, a filha já tinha sido diagnosticada com obesidade, desde então a mãe tem buscado alternativas para reverter esse quadro. “Em casa procuro ser exemplo para ela, evito a compra de doces e refrigerantes, faço comidas mais leves para as refeições e tenho levado a Geovana para acompanhamento médico e nutricional. Hoje ela mesma já se policia e tem consciência que precisa se cuidar, com isso temos conseguido bons resultados”, conta Verônica.

A nutricionista, Carla Rossini alerta sobre a importância dos pais na rotina alimentar das crianças e adolescentes. “Hoje em dia os pais estão com o dia cada vez mais atarefado e ao chegar em casa, na maioria das vezes, buscam alimentos de preparo rápido que em geral são os industrializados.”

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Carla diz que atende crianças que não conhecem boa parte das frutas, isso porque não lhes foi apresentado em nenhuma refeição antes, como cobrar dela gostar de algo que ela nunca provou?! Os jovens que passam muito tempo na escola ou em atividades extracurriculares também sofrem com uma alimentação desregrada, pois dificilmente eles vão à cantina ou a uma lanchonete comprar uma fruta, eles optam pelos refrigerantes, frituras e molhos que são os vilões da saúde.

As pequenas Caroline Fregadolli e Ândria Mendes participam de um grupo infantil de reeducação alimentar e contam que desde que começaram o acompanhamento com a nutricionista têm se esforçado para levar uma vida mais saudável, e o colega Davi Moreira completa “deixei as guloseimas de lado, para comer mais frutas e verduras.”

“Minha filha come de tudo, mas o problema são as grandes quantidades ingeridas em cada refeição. Com 13 anos ela está com sobrepeso, temos buscado consulta com nutricionista, acompanhamento psicológico e a prática de atividades físicas para que ela seja uma adolescente saudável. Desde as primeiras consultas ela já avançou bastante e aprendeu que o bem estar só depende dela mesma”, ressalta Meire Rangel.

O educador físico, Jhonatan Batilani aponta que os pais devem observar quais as modalidades de esportes que a criança mais se identifica para estimular a prática. “Desde bebê já é possível fazer natação, por exemplo. O bacana dessa atividade é que o pai ou a mãe participa junto, isso dá segurança aos pequenos. Com o passar dos anos, mesmo que em outras modalidades, os pais devem continuam motivando e acompanhando os filhos, assim torna a rotina mais prazerosa.”

A escola tem grande importância na formação da criança, e quanto à saúde não é diferente. A nutricionista Carla comenta que os professores devem motivar a ingestão de água, propor que os alunos levem garrafinhas, trabalhar com temas sobre a pirâmide alimentar e fazer atividades que desperte a atenção sobre o quanto é fundamental comer bem. “Mais do que o aprendizado, a escola vai ajudar a prevenir doenças nessa criança. O que é a nossa maior preocupação.”

As aulas práticas de culinária podem ser uma boa opção para tornar o aprendizado mais interessante e efetivo. Outra sugestão é fazer uma horta na escola, se não tem espaço físico, pode-se criar o ambiente de horta caseira em vasos ou até mesmo reaproveitando garrafas pet e potes de sorvete.

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Fazendo horta

A Legião da Boa Vontade (LBV), em Maringá, desenvolve diversos projetos visando desenvolvimento integral das crianças que atende. Uma das ações é o plantio e cultivo de uma horta. O projeto busca integrar a criança ao meio ambiente e à alimentação de qualidade.

Segundo dados da Organização das Nações Unidas (ONU) enquanto 842 milhões de pessoas sofrem de fome crônica, muitas outras têm problemas com nutrição inadequada: cerca de 2 dos 7 bilhões de habitantes do planeta são afetados pela deficiência de micronutrientes. Sem contar com o desperdício: um terço dos alimentos produzidos do mundo não é aproveitado para consumo, indo parar no lixo.

E por que não produzir na própria instituição as hortaliças servidas às crianças e adolescentes? E ainda é possível fazer melhor! Envolver os atendidos nessa tarefa. E foi a partir desse desafio que a educadora Patrícia Pereira de Araújo realizou o projeto Horta Educacional.

Para a elaboração da proposta Patrícia considerou o aumento dos casos de obesidade infantil, assim como a alta incidência diabetes e os hábitos de alimentação inadequados. A horta educativa, foi utilizada como estratégia interdisciplinar de educação ambiental e alimentar, possibilitando a criação de hábitos saudáveis de alimentação.

Foto Submanchete“O cultivo de hortas escolares pode ser um valioso instrumento educativo. O contato com a terra no preparo dos canteiros e a descoberta de inúmeras formas de vida que existem e coexistem, o encanto com as sementes que brotam como mágica, a prática diária do cuidado – regar, transplantar, tirar matinhos, espantar formigas com o uso da borra de café ou plantio de coentro, o exercício da paciência e perseverança até que a natureza nos brinde com a transformação de pequenas sementes em verduras e legumes viçosos e coloridos. Estas vivências podem transformar pequenos espaços em cantos de muito encanto e aprendizado para todas as idades”, enfatiza a educadora.

Na metodologia do trabalho, Patrícia e os atendidos conheceram os diversos tipos de verduras, legumes e hortaliças, pesquisaram notícias no jornal O Diário sobre alimentos, e aprenderam a importância de fazer refeições saudáveis.

No momento de colocar a mão na massa, crianças e adolescentes prepararam a terra e os canteiros, separaram as mudas e sementes, fizeram o plantio e o cultivo para manter a horta saudável.

“Cada criança foi incentivada a levar uma garrafa pet, na qual foi plantado hortelã e manjericão. Na horta já temos: cebolinha, salsinha, quiabo, hortelã e manjericão”, conta a educadora.

O atendido Bruno de Jesus ressalta a empolgação em ajudar na construção da horta, ele diz que nossa vida depende do meio ambiente, e o meio ambiente depende de nós. A colega Ketlen Rueda acrescenta sobre a importância dos alimentos naturais, pois são saudáveis e nutritivos.

“É interessante ver que todos absorveram bem os conteúdos apresentados. A participação e o entusiasmo das crianças e adolescentes foi contagiante. Muito bom ver eles envolvidos em todas as etapas para a criação da horta, desde a seleção das espécies a serem cultivadas, o plantio das mudas e sementes, e os cuidados para manter o crescimento dos alimentos”, comemora Patrícia.

 

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Apae mobiliza alunos no combate à dengue

Temas que envolvem a proteção do meio ambiente e a escassez da água, estão sempre em debate dentro das instituições de ensino. No caso das Apaes, de Maringá, não tem sido diferente. O conteúdo já é algo que faz parte da grade curricular da educação especial. Para iniciar as atividades, as escolas Diogo Zuliani e Reynaldo Rehder Ferreira fizeram uma exposição para comemorar a Semana do Meio Ambiente e apresentar de maneira criativa uma forma de refletir sobre a importância e necessidade de cuidarmos da natureza, com um olhar especial para o uso adequado no consumo da água. Maquetes, jogos e atividades representaram os efeitos causados pela devastação do meio ambiente, além de sugestões sobre a necessidade de preservação dele.

Foto AbreLembrando que a água contribui para a proliferação do mosquito transmissor da dengue, a equipe pedagógica da instituição ampliou o projeto para alertar os riscos da doença, que nesta época de inverno, começa a ser esquecida devido ao menor número de casos.

“Já adotamos a prática da limpeza do entorno das Apaes que são feitas pelos próprios estudantes. Nesta ação, crianças e adolescentes recolhem tudo o que possa virar foco do mosquito e, assim, memorizam a importância de não deixar papeis de bala no chão, tampinhas de garrafa, ou qualquer outro objeto que acumule água”, destaca a coordenadora pedagógica, Sara Gonçalves dos Santos Nogueira.

Em parceria com esta iniciativa a secretaria municipal de saúde, de Maringá, disponibilizou cartazes, panfletos e potes com água contaminada mostrando o desenvolvimento do Aedes aegypti. A exposição encantou os estudantes.

Para encerrar o projeto, uma equipe de agentes de endemias da cidade foi até a sede da instituição e fez uma palestra para esclarecer todas as dúvidas dos alunos e alertar quanto a prevenção que deve ser diária.

“O combate ao mosquito transmissor tem que fazer parte do nosso dia-a-dia, não podemos relaxar. Os ovos do Aedes aegypti podem continuar vivos por mais de um ano, por isso a limpeza dos quintais é tão importante”, comenta a agente, Ariana Cristina Castro.

Para a professora, Nairde Freitas Palioto os conteúdos em estudo acrescentaram em muito a formação dos estudantes. “Eles foram participativos em todas as ações, a prática os ajudou a memorizar as informações repassadas.”

“Minha mãe já teve dengue, e ninguém lá de casa quer passar novamente por essa experiência. Tudo o que aprendi nas aulas ensinei para a minha família, não podemos brincar com esse mosquito”, alerta a aluna, Thayla da Silva Porto.

A agente, Eleuza Marin aconselha, “a população precisa ser mais receptiva com o agente de saúde quando eles vão até as casas, deve-se lembrar que somos inimigos apenas da dengue.” A colega de trabalho, Silvana Fiuza acrescenta “na guerra contra o mosquito transmissor, cada um de nós é a melhor arma, basta ter iniciativa.”

Se você desconfia de algum foco do Aedes aegypti na região em que mora, estuda ou trabalha, ligue para 3218-3191.

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Escola de Cruzeiro do Sul realiza projetos de reciclagem e compostagem

Foto Abre“Separação e Reciclagem de Lixo: Compromisso com a Vida” e “Adubação Orgânica: A Compostagem na Horta Escolar” são os projetos desenvolvidos pela equipe da Escola Municipal Professor Flávio Sarrão, em Cruzeiro do Sul. “Percebemos que o município e a nossa instituição de ensino vivenciavam o problema da destinação final do lixo e dos restos de alimentos produzidos todos os dias. O que sobrava da merenda, por exemplo, era descartado no mesmo recipiente em que estavam papeis, latas e plásticos. Isso precisava ser mudado”, destaca o professor Valmir Luchetti.

Na primeira atividade fora da escola, os alunos foram visitar o Parque Ecológico onde funciona o Viveiro Municipal, para que pudessem plantar as sementes das flores que posteriormente foram utilizadas para a confecção de vasos feitos de pneus velhos.

“Para nós foi uma experiência incrível, não podíamos imaginar que uma sementinha tão pequenina pudesse gerar flores tão belas, especialmente por terem sido plantadas pelas nossas mãos”, conta a estudante Hanna Yasmine Osmani.

Depois de uma palestra com um dos técnicos da Emater sobre como fazer a compostagem, as crianças foram à prática. Com tambores na horta da escola, as cozinheiras foram orientadas a separar os restos de alimentos da cantina. No momento do descarte, professores e alunos se reuniram para auxiliar na produção do composto orgânico a ser utilizado nas hortaliças. “Esse momento foi muito importante, pois se praticou conceitos de preservação ambiental, separação e reaproveitamento daquilo que era considerado lixo”, comenta a diretora da escola, Esbelta Ferreira.

Os estudantes também tiveram a oportunidade de conhecer o lixão da cidade para que pudessem ver a real situação em que o município se encontra. “Não chovia há alguns dias e, mesmo assim, ao aproximar do lixão todos sentiram o forte cheiro do chorume que escorria a céu aberto poluindo o ar e também o lençol freático. Naquele momento a algazarra dentro do ônibus, cedeu lugar ao silêncio da surpresa em ver as montanhas de sacolas com garrafas, móveis, restos de comida e até lâmpadas”, enfatiza Valmir.

Algumas professoras relatam que quase não acreditaram no que viram. Outras destacaram que aquela era uma imagem só vista pela televisão e que não imaginavam existir uma realidade dessas em um terreno tão próximo de onde moram. Com isso, todos voltaram para casa com a certeza de que algo deveria ser feito, urgente.

IMG_1561De forma interdisciplinar, as educadoras passaram a trabalhar a separação e a reciclagem de lixo, auxiliando os alunos nas diversas formas de reaproveitar as matérias-primas. “Em sala de aula se iniciou um grande interesse pelo tema, percebi preocupação e vi o quanto é importante discutir assuntos relacionados ao cotidiano do aluno, pois ele está vivenciando esta realidade diariamente e, muitas vezes, nem percebe. Notei isso de modo muito forte quando visitamos o lixão. Ficaram perplexos em saber que são responsáveis por aquilo tudo”, ressalta a professora Maria Sandra Bezerra Ribeiro.

E assim se deu início há uma mudança de hábitos, costumes e valores em relação ao descarte do lixo. “A partir do ambiente escolar, as ações se estenderam à casa dos alunos, com a esperança de que num futuro próximo toda a cidade esteja com a mesma consciência de reaproveitamento”, conta Esbelta.

“Depois dessas atividades o comportamento mudou lá em casa. Meu filho me cobra dizendo que temos que separar o lixo diariamente. A preocupação das crianças aumentou e isso tem provocado em nós, pais, também uma mudança de hábitos. É incrível passamos a ver o problema de uma forma mais séria, a partir de um trabalho escolar”, conclui a mãe do aluno Leonardo, Márcia Cristina Juliani Correia.

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Conscientização: oficina escolar aborda as DSTs

CAMPANHA. Com cartazes alunas conscientizaram colegas sobre a importância da prevenção ao HPV.

CAMPANHA. Com cartazes alunas conscientizaram colegas sobre a importância da prevenção ao HPV.

Pesquisas divulgadas pelo Ministério da Saúde têm indicado um aumento na incidência de doenças virais, principalmente entre os adolescentes. Preocupados com os dados alarmantes, a direção do Colégio Estadual Alberto Jackson Byington Junior, de Maringá, em parceria com licenciados do curso de Ciências Biológicas da Universidade Estadual de Maringá (UEM) ofereceu aos alunos do Ensino Médio oficinas temáticas relacionadas às Doenças Sexualmente Transmissíveis (DSTs), Aids e Hepaptites Virais.

“Foi um trabalho diferenciado que enriqueceu o conteúdo em estudo e atendeu a solicitação das diretrizes curriculares. Tivemos por objetivo também ajudar na formação do cidadão, tendo em vista a qualidade de vida dos nossos estudantes”, destaca a pedagoga do colégio, Lucia Faraco Teixeira.

A escola é vista como um espaço para o estabelecimento de diálogos e práticas educativas voltadas à construção de conhecimentos, atitudes e valores que buscam conscientizar crianças e adolescentes. “Nas palestras recebi informações que geralmente não tenho acesso, afinal, em casa não há esse tipo de diálogo. Além de descobrir coisas novas pude tirar dúvidas sobre as formas de transmissão dessas doenças”, conta a aluna Mariana Celine.

Willian Massao e Dayara Alves estudam na mesma classe e namoram há quase um ano. “As oficinas foram importantes para esclarecer alguns conceitos que até então só tínhamos ouvido falar na mídia, e também para termos maior segurança dentro das decisões que vamos tomar durante o nosso relacionamento”, enfatizam.

No cronograma de atividades, os adolescentes assistiram a filmes e documentários, participaram de dinâmicas e produziram materiais de divulgação sobre as temáticas em destaque. “Tudo foi pensado dentro do lúdico e do vivencial, com estímulo à reflexão sobre a importância da prevenção, diagnóstico e transmissão das DSTs”, ressalta a professora de Biologia, Josiane de Oliveira.

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Câmera na mão e… ideias!

Você já pensou sobre o tempo que desenhar, pintar e fazer colagens ocupam na rotina dos alunos? Tão valiosa quanto todas essas atividades, a fotografia é algo raramente trabalhado com as crianças. Quando é, em muitos casos, se resume à apreciação de imagens e ao estudo da técnica.

Os pequenos são capazes de serem autores das próprias imagens. Com um projeto bem estruturado é possível conseguir que eles não apenas saiam por aí clicando, mas refletirem a respeito do que estão fazendo. Prova disso são as crianças atendidas pela Legião da Boa Vontade (LBV), em Maringá, que participaram de uma oficina de fotografia. O objetivo da atividade foi mostrar a importância da imagem na comunicação e, principalmente, a capacidade de levar informação através de um único registro fotográfico.

DSC_0421Para ilustrar a oficina, os atendidos da LBV foram até a fonte da informação. Com exemplares do jornal O Diário do Norte do Paraná em mãos, cada uma escolheu uma foto que representasse uma mensagem imediata, sem a necessidade de ler a legenda que a acompanhava.

Com a foto escolhida, retratando os mais variados assuntos do cotidiano, as crianças apresentaram aos demais colegas a imagem e o que conseguiu absorver a partir do trabalho do fotógrafo. “A apresentação proporcionou comentários que geraram a participação dos demais atendidos. Desta forma, foi exposto como a presença da fotografia é importante na comunicação e a capacidade de chamar a atenção do leitor para determinado assunto, mesmo sem a leitura do texto”, destaca o assessor de imprensa da LBV, Paulo Araújo.

Depois da teoria discutida, as crianças receberam a missão de fotografar, em casa ou no bairro, alguma imagem que retratasse os problemas que a cidade enfrenta todos os anos em relação à dengue.

IMG_5873Seiji Gabriel, 10 anos, ficou entusiasmado com a ideia de ir à prática. “A gente pôde pegar a câmera e fotografar com bastante liberdade. Eu achei interessante registrar os problemas e mostrar isso em uma foto. Muita gente já morreu por causa da dengue e ainda tem outras nos hospitais. Através de uma imagem a gente pode contribuir para acabar com a doença e chamar a atenção daquelas pessoas que não fazem a sua parte.”

Richard Aleandro Locatelli, 10 anos, está entre os moradores da cidade que sofrem com a falta de cuidados nos quintais e que contraíram o vírus da dengue. “Eu e outras pessoas da minha família já pegamos dengue. Foi horrível.” Para Richard, o problema não está no mosquito e sim na falta de cuidados da população. “Não é a dengue que está vindo, mas as pessoas que estão ajudando a dengue a procriar ao jogar lixo em lugar impróprio.”

Alanis Boer dos Reis, 9 anos, saiu para fotografar e ficou impressionada com o que encontrou. “Imaginei que encontraria talvez papel de bala ou pequenos plásticos com água. Mas não vasilhas com poças. Isso é um perigo para a sociedade.” E conta como a oficina ajudou a ver a fotografia com um olhar mais crítico. “Registrei um pote com água para mostrar às pessoas que isso oferece risco à nossa saúde. Quem deixou aquele lixo não pensou que, além de estar se prejudicando, está também prejudicando aos que passam por ali.”

Em tempos de tecnologia, as fotografias podem se tornar um recurso didático de alta eficiência, principalmente através das modernidades que circulam pelas salas de aula, como os aparelhos celulares. Sendo assim, ao invés de proibir o uso dos aparelhos, porque não criar um projeto de trabalho que vise o aproveitamento de recursos tecnológicos, através das fotografias? Sem sombra de dúvida, essa atividade proporcionará grande entusiasmo nos alunos e, assim, aulas mais atrativas.

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