violência



Trânsito consciente em pauta

Para um aprendizado efetivo, nada melhor do que vivenciar na prática toda a teoria adquirida em sala de aula, não é mesmo? E foi exatamente assim, que a professora Rosângela da Silva Oliveira que leciona na Escola Municipal São Jorge desenvolveu um projeto sobre a conscientização no trânsito, com seus alunos. Desta forma além de repassar orientações que eles poderão seguir diariamente, já aproveitou para trabalhar o assunto que é tema da Promoção Cultural da Semana Nacional de Trânsito.

Para dar início ao trabalho, Rosângela sugeriu às crianças a leitura da notícia “Maringá é o 2º do Paraná em feridos no trânsito”, que foi publicada em O Diário do Norte do Paraná. “Na interpretação textual elas observaram o aumento de acidentes numa cidade tão próxima à nossa, para isso analisamos o gráfico da matéria e debatemos o tema em sala”, conta.

Foto AbreNeste momento os alunos relataram que não é preciso ir tão longe, em frente à escola acontecem infrações diariamente. A exemplo dos motoristas de caminhões que não respeitam a faixa de pedestre que há em frente ao portão da instituição.

Com o intuito de aumentar o conhecimento dos estudantes e conscientizar os moradores de São Jorge, a professora levou os alunos para um passeio nas ruas da cidade. Sempre os orientando da importância em se andar na calçada, respeitar os limites de velocidade e as placas de sinalização.

“Agora toda vez que vou atravessar a avenida, procuro a faixa mais próxima. Quando percebo que estou tendo alguma atitude errada, muitas vezes para cortar caminho, paro e me cobro do certo, pois alguns motoristas dirigem distraídos, então tenho que zelar pela minha vida e pela do próximo”, destaca a estudante, Karollainy Vitória Simão Ortiz.

Rosângela afirma que foi um projeto de muito resultado. “É um assunto do cotidiano, meus alunos são futuros motoristas e precisam ser conscientizados. Foi uma aula dinâmica que os apresentou dicas de comportamento nas ruas, como também argumentos para a produção das frases que enviaremos para o concurso. Estamos preparados e ansiosos pela premiação”, conclui esperançosa.

 

 

CONSCIENTIZAÇÃO

Ao fim do trabalho os alunos produziram poemas para alertar a população sobre os cuidados que se deve tomar nas ruas, seja você pedestre, ciclista ou motorista. Confira a produção da estudante Helena Tavares Modesto.

 

Se esse trânsito fosse meu   

Se esse trânsito fosse meu

Eu mandava parar

Para quem estiver atravessando

Mais seguro ficar.

 

Se esse trânsito fosse meu

Eu mandava arrumar

Com faixa e sinaleiro

Para as pessoas protegidas ficar.

 

Se esse trânsito fosse meu

Eu pedia para se conscientizar

Quando os pedestres estiverem passando

Carro, moto… parar.

 

Se esse trânsito fosse meu

Eu mandava a menos de 80 andar

Para ninguém se atropelar.

Comente aqui


Jornal na escola: letramento e cidadania

Foto Abre 01 ANa Escola Municipal Amábile Tonetto Pozzobon, em Astorga, diversas atividades com o Diário são realizadas todas as semanas. As professoras, Elis Regina Rodrigues e Heliane Cristina Martins Silva destacam que os exemplares tornam as aulas mais prazerosas e despertam o interesse pela leitura em seus alunos dos quintos anos.

Elis desenvolveu um “quebra-cabeça” com o jornal. A educadora recortou textos e fotos das páginas do impresso e colou em sulfites. Em uma página o texto, em outra a foto. “Depois desta etapa pronta, separei a turma em grupos e eles iniciaram a busca da matéria que se encaixasse com o conteúdo representado na imagem. Foi uma aula muito dinâmica, pude ver o prazer deles em realizar o que estava proposto”, conta.

A partir disso, os estudantes se sentiram curiosos na leitura da notícia. “Me diverti com meus colegas de classe nessa aula e quando percebi já tinha lido quase todo o jornal na ansiedade em encontrar textos e fotos correspondentes”, comenta a aluna Eduarda Perugini.

A coordenadora pedagógica, Sônia Peixoto Luna enfatiza que além de um momento de descontração, o estudo com o uso do Diário estimula a criticidade da criança e a interação de trabalhos em grupos.

“Nesta proposta os estudantes perceberam que, muitas vezes, o texto não verbal é utilizado para despertar a atenção e aguçar a curiosidade do leitor, pois foi exatamente isso que aconteceu durante a realização desta atividade”, fala Elis.

Foto Abre 01 BJá a professora Heliane, aproveitou a discussão entre os alunos sobre uma das manchetes do Diário e desenvolveu um debate com a turma. “A notícia de que primos brincavam com uma pistola, a arma disparou e matou uma das crianças, causou polêmica entre os estudantes. Aproveitei o momento para esgotar o assunto”, diz.

A educadora conta que os alunos ficaram chocados com o fato e se mostraram indignados com a falta de responsabilidade dos familiares por terem uma arma de fogo em casa e a deixarem em local de fácil acesso para os meninos.

Heliane pediu para que todos realizassem a leitura da matéria e após argumentarem a respeito das informações contidas no texto, foi produzido um painel informativo com a opinião dos alunos sobre o ocorrido.

“Percebi que conhecer os fatos da sociedade podem nos alertar dos riscos de uma brincadeira impensada. As aulas com o jornal trazem muito aprendizado e contribuem também para a nossa formação cultural”, ressalta o estudante Nicolas Gomes.

Luciane Nogueira é coordenadora na escola e relata sobre os bons resultados desta proposta. “Mais do que o aprimoramento da leitura, esta produção demonstrou a criticidade dos alunos a respeito do uso ilegal de armas e os perigos em se ter objetos como este dentro de casa.”

“O Programa O Diário na Escola tem contribuído efetivamente na formação dos professores que utilizam o jornal como recurso didático em sala de aula. Nestes anos parceria estamos colhendo ótimos resultados, pois além de formar leitores competentes, contribui, sobretudo, para a formação em conjunto de cidadãos participativos e providos de informações atualizadas”, ressalta a assessora pedagógica da secretaria de educação de Astorga, Elena Pericin.

Foto Abre 02

EXPOSIÇÃO. Painel apresenta opiniões dos alunos a respeito da manchete do Diário.

Comente aqui


Manchete sobre violência surpreende estudantes

IMAG0253Dentro da coluna Notícias Breves do caderno de Polícia do Diário, os alunos da Escola Municipal Guiti Sato, de Marialva, se atentaram à manchete: “Criança de 10 anos participa de assalto”. A professora Tanize Aparecida Geraldo André conta que sempre motiva as crianças a lerem o jornal todo, de forma livre, para que em seguida elas opinem sobre o que encontraram de mais interessante no impresso.

Na matéria destacou-se o fato de uma menina de 10 anos e dois adolescentes terem assaltado um supermercado no município de Cambé. Um dos garotos estava com um revólver e disparou a arma depois que um cliente reagiu, por sorte ninguém ficou ferido. Com R$ 700, o trio entrou em um carro e fugiu.

“A sociedade está cada dia mais perigosa, não podemos mais confiar nem na ingenuidade de uma criança. Como foi apresentado na notícia, até os menores de idade estão cometendo crimes”, ressalta a aluna Thaissa Cristina de Souza Oliveira.

O fato noticiado se tornou tema de debate em sala de aula. “Os estudantes queriam falar, contar experiências, apresentar novas informações. Temas polêmicos sempre geram boas discussões em classe”, comenta a professora.

Depois da leitura da notícia Tanize solicitou às crianças que realizassem uma produção textual opinativa sobre a violência na infância. “A conversa em sala foi importante para nos ajudar com argumentos no momento da atividade escrita”, conta a aluna Thais Leal.

“Na escola temos o compromisso de conscientizar os estudantes sobre os riscos das drogas e da criminalidade, por estarmos localizados em um bairro de periferia eles têm contato com esta realidade e, por isso, sempre lembramos que este não é o melhor caminho a seguir”, ressalta a coordenadora pedagógica Jaqueline Aparecida Fernandes.

A professora enfatiza que trabalho com o uso do Diário é sempre desafiador para os alunos. “Se exige boa leitura e compreensão, mas como resultado eles têm novos conhecimentos e maior suporte para a construção de textos. Nesta atividade, em especial, o resultado foi muito satisfatório, pois identifiquei maior dedicação no que foi proposto em sala de aula”, diz.

Comente aqui


Impresso desenvolve senso crítico em estudantes

IMG_2776Durante a visita da equipe do Programa à Escola Municipal Rocha Pombo, no município de Ourizona, o relato de uma aluna chamou a atenção. “Esta semana minha mãe estava me contando que o apresentador de TV, Pinga Fogo sofreu um problema de saúde e está internado. Ela achou que seria uma novidade, mas eu disse que já sabia, pois tinha lido sobre o assunto no Diário. Minha mãe ficou surpresa!”, relata Maria Clara Costa Calvo.

Para que momentos como este aconteçam mais vezes nas conversas em família, a equipe do Diário na Escola esteve com os estudantes de Ourizona apresentando todos os elementos que compõem o impresso, entre eles: manchete, texto chamada, foto, legendas, cadernos e lide.

Depois do bate-papo sobre a estrutura do jornal, os estudantes aplicaram a teoria na prática. Divididos em grupos receberam o desafio de encontrar a manchete principal do Diário, realizar a leitura da reportagem e ainda identificar: título, subtítulo, o que a foto representa, legenda e o lide da notícia.

A partir da manchete “Jardineiro entrega filho adolescente suspeito de matar vizinho de 83 anos” os estudantes desenvolveram as atividades acima e produziram um texto opinativo destacando se concordavam ou não com a atitude do pai do acusado, e qual pena o garoto de 16 anos deveria sofrer por ter matado um homem.

“A manchete é assustadora e atrativa ao mesmo tempo, isso desperta o interesse das crianças em ler a notícia completa. O diferente é que nestes casos eles não reclamam nem do tamanho do texto, pois estão curiosos em conhecer mais sobre o fato”, conta a professora Cícera Aparecida Tassoli.

Há cinco anos Cícera utiliza o jornal O Diário como suporte de ensino aos estudantes do 5º ano. Ela destaca que o impresso contribui muito em suas aulas, “além de aprofundar os conteúdos das disciplinas obrigatórias, melhora o rendimento dos estudantes e diversifica a minha rotina de trabalho”, conta.

Comente aqui


Mural de Trabalhos

Após a leitura da notícia de O Diário, do dia dois de outubro deste ano, com a manchete “Mãe acha armas e drogas e entrega filho à polícia”, os alunos do 1º ano do 2º ciclo da Escola Municipal Manoela Rosalina Mazzei da Silva, sob orientação da professora Lidinalva Rodrigues da Silva Francesqui, discutiram sobre o assunto, se dividiram em duplas e elaboraram frases e quadrinhas abordando o tema.

 “Drogas: um mal que afeta a todos.”

 

“A vida é bela sem as drogas.”

 

“Transportar drogas é crime.”                                                                                       

 

“A droga é muito perigosa,

Ela prejudica a si mesmo,

Pode até te matar…

Cuide-se, não vá viciar.”

 

“Crack, nunca!

Cocaína, jamais!

Saia dessa…

Você é capaz.”

Em seguida os alunos fizeram um semi-círculo na sala, onde cada dupla expôs a frase ou a quadrinha para a turma, proporcionando um debate com pontos negativos sobre o uso das drogas, e o que se aprenderam ao ler as notícias relacionadas ao tema. Ao término do debate, cada dupla confeccionou um cartaz para exposição no pátio da escola.

“Cabe a nós, professores, conscientizar nossos alunos sobre os males que a droga causa, e prepará-los para que não trilhem por esse caminho tão tortuoso, que só provoca sofrimentos, tanto para o usuário quanto para seus familiares”, destaca Lidinalva.

Comente aqui


Mural de Trabalhos

Os alunos das escolas municipais de Sarandi trabalham semanalmente com o jornal em sala de aula. Uma das matérias publicadas em “O Diário” chamou a atenção das crianças. Elas se assustaram com a notícia de que um jovem havia sido morto dentro de uma igreja do município. Após a leitura do jornal e com a orientação da professora do 5º ano “A”, Rosânia de Amaral, a aluna Adrielly Silva de Sá, que estuda na Escola Municipal Ayres Aniceto de Andrade, fez o seguinte quadro comparativo demonstrando como ela gostaria que Sarandi fosse, e na verdade qual a realidade da cidade.

Comente aqui


História em Quadrinhos desperta a criatividade de alunos

O aluno Daniel José Lino Junior, do Colégio Estadual Tomaz Edison de Andrade Vieira, de Maringá, sob a orientação da professora Dalva Regina Bertoleti fez a seguinte tirinha após ler a matéria “Atirador mata 12 e fere 59 em cinema dos EUA”. Daniel conta que sempre gostou de desenhar, por isso durante a produção a sua maior dificuldade foi com o texto. Escolheu essa notícia do Diário por achar bastante interessante e também porque quando o fato aconteceu todo mundo na escola estava falando sobre o assunto.

_________________________________________________________________________________

“Produzir a história em quadrinhos me fez compreender melhor a notícia, tive a oportunidade de criar, colorir e inventar. Gostei muito da matéria “Maringaense conquista título do Sul Brasileiro de Balonismo”, porque o vencedor do campeonato foi da minha cidade. Relata Jaqueline Santos, que também é aluna da professora Dalva no Colégio Estadual Tomaz Edison.

 

1 Comentário


Mural de Trabalhos

O caso da menina Beatriz Pacheco que foi estuprada e morta em junho deste ano continua sem solução. Exames de DNA já foram feitos em suspeitos, mas até agora o autor do crime não foi encontrado. Com essa situação os alunos da Escola Municipal Ayres Aniceto de Andrade, de Sarandi, estão apreensivos e angustiados com a falta de segurança que os cercam. Sob a orientação da professora, Rosânia Cardoso, os estudantes do 4º ano “E” fizeram as seguintes produções:

Comente aqui


Mural do Participante

Adolescentes em situação de risco e vulnerabilidade social atendidos pelo Abrigo Provisório Municipal, de Maringá, leram no jornal O Diário matérias que tratavam sobre drogas e violência. Depois da leitura eles fizeram um debate e produziram textos para prevenir e conscientizar as pessoas. Veja abaixo uma das produções:

“Meu nome eu não quero falar, minha idade é 15 para 16 anos, já deu para perceber que sou um adolescente. Não quero dar lição de moral em ninguém, mas queria dizer a você que está começando ou que já está nessa vida, que eu já experimentei vários tipos de drogas e vi que essa vida não leva a nada… ou melhor, leva sim, para trás das grades ou para o cemitério. Você, adolescente, larga dessa vida! Nossas mães ficam preocupadas, chorando pelos filhos que não valorizam o que tem, a não ser quando eles estão na beira da morte, jogados para as traças… Dê valor à sua vida!!!”

Comente aqui


Agressões em casa formam autores de bullying

Meninos vítimas de violência severa em casa têm oito vezes mais chances de se tornar vítimas ou autores de bullying. Afirmações como essa fazem parte de um estudo divulgado ontem e realizado em São Carlos (SP) pela pesquisadora Lúcia Cavalcanti Williams com 239 alunos do Ensino Fundamental. Cerca de 70% dos jovens envolvidos com bullying nas escolas sofrem algum tipo de castigo corporal em casa. Do total de entrevistados, 44% já apanharam de cinto da mãe e 20,9% do pai. A pesquisa enfatizou que outros tipos de violência também já tinham acontecido como tapas no rosto dados pela mãe (24,3%) e pelo pai (13,4%).
Para a secretária executiva da rede Não Bata, Eduque, Ângela Goulart, a violência está banalizada na sociedade. Ela citou diversas entrevistas feitas pela rede com pais de crianças e adolescentes e, em diversos momentos, frases como “desço a cinta” e “dou umas boas cintadas” aparecem. Em uma das entrevistas, um pai explica que bater no filho antes do banho é uma forma eficiente de “fazer com que ele se comporte”. “Existem pais que cometem a violência sem saber. Acham que certas maneiras de bater, como a palmada, são aceitáveis”, disse.

Fonte: Agência Brasil

Comente aqui