Escola Municipal de São Jorge homenageia as mães

A Escola Municipal São Jorge – Ensino Fundamental realizou nos dias 09 e 10 de maio uma gincana em que as mães desenvolveram atividades recreativas com seus filhos de forma prazerosa, não competitiva, por aproximadamente 40 minutos, na quadra esportiva.

Devido à data, houve almoço de comemoração ao Dia das mães, que foram homenageadas com vídeos gravados por seus filhos e finalizado com almoço e distribuição de presente.

Diversão e entretenimento marcam o dia das mães no município de São Jorge do Ivaí.

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Concurso Melhor Leitor do Ano

As inscrições encerram no dia 29 de outubro, quando é comemorado o Dia Nacional do Livro

Mary Ellen Rosada

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Estão abertas as inscrições para o concurso Melhor Leitor do Ano de 2017, das bibliotecas municipais de Cultura (Semuc), por meio da gerência de Promoção da Leitura e Rotary Club Maringá.

O objetivo do concurso é estimular o prazer, hábito de leitura e a frequência de leitores às bibliotecas. Além de divulgar o acervo, serviços, eventos e projetos realizados.

As fichas de inscrições podem ser retiradas na biblioteca onde o leitor seja cadastrado.

O concurso é dividido em três categorias: infantil (7 a 11 anos), juvenil (12 a 17 anos) e adulto (acima de 18 anos). Poderão participar todos os usuários cadastrados em uma das seis bibliotecas de Maringá. Candidatos ganhadores do ano anterior não poderão concorrer, com exceção daqueles que mudarem de categoria.

Cada leitor deve entregar na biblioteca em que é cadastrada, no mínimo quatro fichas de inscrição, correspondendo a quatro livros lido, até o término das inscrições. Os livros são de escolha dos usuários, desde que dentro da classificação ′literatura′ e seja do acervo das bibliotecas. Os participantes das categorias juvenil e adulto, nas fichas de leitura, deverão responder perguntas referente à obra e fazer um resumo do livro, no máximo 20 linhas. Na categoria infantil, os candidatos deverão responder o que mais gostou do livro em até 10 linhas. Melhores Informações: 44 3218-6139 – Fonte: Diretoria de Comunicação PMM.

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Cyberbullying e perigos da internet

Riscos e cuidados que crianças e adolescentes devem ter no uso de redes sociais

Da redação

Mary Ellen Rosada

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Bullying – palavra de origem inglesa, que faz referência à prática de atos violentos, intencionais e repetidos, contra uma pessoa indefesa. É a intimidação, a violência (seja física, ou seja, psicológica), intencional e repetitiva, praticada por uma pessoa ou por um grupo contra uma ou mais pessoas. Quem pratica o bullying tem o objetivo de intimidar, de agredir e acaba causando dor e angústia à vítima, especialmente em função do desequilíbrio de poder (psicológico, mental, financeiro ou até mesmo corporal) entre as partes.

Crianças e adolescentes estão cada vez mais conectados no ambiente virtual tornando-se mais expostos a intimidações, humilhações e outros diversos tipos de violência. Chama-se de cyberbullying estas práticas cometidas por intermédio de meios digitais, especialmente na Internet.

Muito embora o cyberbullying não consista em agressões físicas, e por isso é comumente visto como menos danoso, tem consequências tão ou mais graves quanto às do bullying físico. O abuso sofrido pela vítima do bullying virtual é, em sua maioria, de cunho psicológico, no entanto ele pode chegar a se tornar físico em casos extremos. Ameaças de morte, agressão física e publicação de informações pessoais de vítimas são alguns dos meios mais violentos de cyberbullying, já que coloca a vítima em situação de risco e constante apreensão diante da possibilidade de um atentado contra sua vida.

Os ataques sofridos são geralmente direcionados a características pessoais da vítima e são feitas em meio público, denegrindo a imagem da vítima e afetando sua autoestima. O abuso é constante e pode tomar grandes proporções, já que a dinâmica do mundo online é enorme e, na maioria das vezes, impossível de se controlar.

Mas vale lembrar que, quem comete qualquer tipo de crime na internet pode ser punido. É preciso desmistificar a ideia de que não há consequências para as ações para menores. “Felizmente esta lenda urbana está se tornando cada vez mais esquecida. São frequentes os casos de punições, sejam criminais, sejam de natureza cível, sobre atos ilícitos e danosos cometidos pela internet”.

Consequências do bullying

As pessoas agredidas pelo bullying apresentam alguns sintomas, como:

  • Distúrbio do sono;
  • Problemas de estômago;
  • Transtornos alimentares;
  • Irritabilidade;
  • Depressão;
  • Transtornos de ansiedade;
  • Dor de cabeça;
  • Falta de apetite;
  • Pensamentos destrutivos, como desejo de morrer, entre outros.

Em muitos casos as vítimas recorrem a tratamentos psicológicos, como terapias para amenizar as marcas deixadas pela agressão.

Bullying na escola

Uma das formas mais comuns de bullying é o que acontece no ambiente escolar. Em quase todos os países do mundo, o bullying na escola é um problema crônico.

As formas de agressão entre os alunos são das mais variadas e podem acontecer em quase todos os níveis, desde o primário até os últimos anos do ensino médio, por exemplo.

bullying atrapalha a aprendizagem do aluno, além de afetar o seu comportamento fora da escola, segundo os psicólogos. Os pais e professores devem estar atentos às atitudes de seus filhos e alunos, principalmente em alterações de comportamento, hematomas no corpo e demais situações que pareçam fora do comum.

De acordo com o advogado e especialista em direito digital, internet e tecnologia – Dr. Leonardo Serra de Almeida Pacheco, “o bullying e cyberbullying são problemas graves. Muitas pessoas lamentavelmente menosprezam a dor de quem sofre bullying, volta e meia dizendo que ‘na minha época, isto não acontecia’. Ninguém está negando que antigamente as coisas eram resolvidas de outra maneira. Mas o nosso estágio atual de civilização já nos permite agir de uma forma mais racional, respeitosa e inteligente. Ademais, soa irônico perceber que grande parte das vítimas são as crianças educadas por esta geração que se vangloria de agir de forma agressiva e violenta”.

“As escolas devem especialmente em função da lei 13.185/2015, assegurar medidas de conscientização, prevenção, diagnose e combate à violência e à intimidação sistemática. Estas medidas devem ser enérgicas e eficazes, não podendo, sob hipótese alguma, se exonerar de responsabilidade e esconder os fatos, ainda que não ocorram no ambiente escolar.”

Para prevenir dos perigos da internet, o melhor conselho é pedir, ainda que utopicamente, bom senso dos usuários. Quanto aos pais, eles possuem o dever de fiscalizar, de verificar o que seus filhos estão fazendo na internet, especialmente porque caso algum prejudicado venha a buscar a reparação judicialmente, são os pais quem deverão indenizar, finalizou o advogado Dr. Leonardo Serra de Almeida Pacheco.

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OFICINA DE TRÂNSITO

Conscientizando crianças e adolescentes para um trânsito mais seguro

Da redação

Mary Ellen Rosada

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Com objetivo de educar crianças e adolescentes sobre direitos, deveres e educação no trânsito, a VIAPAR lançou em abril de 2002 o programa OFICINA DE TRÂNSITO – que recebe alunos de instituições municipais, estaduais e particulares das cidades situadas ao longo do trecho da concessão VIAPAR – Um dos principais eventos educativos para educação no trânsito que já atingiu mais de 46 mil crianças de toda a região de Maringá.

Desde 2007 o programa conta com a Oficina Itinerante, que se desloca da sede da Empresa e leva o projeto às escolas de ensino regular e APAEs do trecho sob sua administração. Atualmente a parceria da Viapar é com a Secretaria de Mobilidade Urbana de Maringá.

As oficinas ocorrem às terças e quintas, manhã e tarde, e são ministradas por agentes de trânsito da Prefeitura, com intuito de educar e como transitar com segurança em vias urbanas e rodoviárias, identificando a sinalização usada no trânsito, além das noções de cidadania e meio ambiente. Desde 2016 o programa conta com carrinhos elétricos do projeto “O trânsito e eu”,  do Instituto Renault.

As aulas práticas são realizadas na minirrodovia, com carros elétricos – localizada na sede da concessionária, em Maringá. O espaço é similar a uma via verdadeira com semáforo, faixa de pedestre, rampa de acessibilidade, passarela, sinalização vertical e horizontal, além do conteúdo prático, as crianças assistem aulas teóricas com um instrutor da Secretaria de Trânsito e Segurança de Maringá (Setrans). Por fim, visitam o Centro de Controle e Operações (CCO) da concessionária, recebem material didático, brindes e um lanche.

A concessionária VIAPAR é uma das pioneiras em Maringá em educação no trânsito. Há 14 anos atende não apenas escolas públicas como também particulares.

Para a realização das oficinas, basta ligar para 044 3033 6137 e agendar. Cada escola se responsabiliza pelo deslocamento.

BOX:

A Viapar também é uma empresa parceira do “Diário na Escola”, possibilitando que, neste ano, 684 alunos de nove instituições de ensino de Maringá e região participem das atividades de leitura, escrita e cidadania, através da utilização do jornal em sala de aula e que os professores tenham os encontros de formação (palestras e oficinas) para o desenvolvimento do trabalho.

Instituições de Ensino apoiadas pela Viapar
1. Abrigo Provisório – Maringá
2. Colégio Estadual Benoil Boska – Ourizona
3. Colégio Estadual Elvira Balani – Maringá
4. Legião da Boa Vontade – LBV – Maringá
5. Escola de Educação Básica Mauro Nakamura APAE – Itambé
6. Centro Comunitário e Educacional Paulo Volpe – Projeto Semeando o Futuro – São Jorge do Ivaí
7. Colégio Juscelino K. de Oliveira – Maringá
8. Escola Reynaldo R. Ferreira de Oliveira – APAE Maringá
9. Colégio Estadual Márcia Vaz Tostes de Abreu – São Jorge do Ivaí

 

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Como fazer a gestão do Diário na Escola na sua instituição

 

Gestão

“É fundamental desenvolvermos esta habilidade tão necessária às nossas vidas pessoais, familiares e profissionais, de forma a exercermos nossa cidadania na plenitude e de maneira participativa. Esse é um processo de aprendizagem contínua”.

(Eugênio do Carvalhal – FGV/RJ)

 

Algumas recomendações para a gestão do projeto na escola:

– reforçar no ambiente escolar que O Diário na Escola é um projeto que tem como objetivo, contribuir para a formação de novos leitores – do leitor para a vida inteira;

– esclarecer aos que desconhecem a proposta que O Diário na Escola é um projeto socioeducativo que pode contribuir para: o desenvolvimento da política de leitura das diretrizes municipais para a educação; para o enriquecimento do Projeto Político da escola e para o desenvolvimento de práticas pedagógicas mais criativas e inovadoras;

– formar uma equipe de gestão que acompanhe o projeto desde as questões operacionais: como a conferência da data de entrega do jornal na escola até as questões pedagógicas como a metodologia de aplicação do Diário como referencial pedagógico que cada série ou área do conhecimento está utilizando, por exemplo;

– esta equipe poderá ser composta por 3 ou 4 professores que desenvolvem o projeto na escola e não obrigatoriamente a Coordenação Pedagógica e Direção. São professores que a cada bimestre repassam as suas responsabilidades, também como exemplo;

– esta equipe terá, então como responsabilidades: verificar a dinâmica de entrega do jornal na escola (dia, horário), quem recorrer caso haja atraso ou equívoco no número de exemplares, quem e como recorrer à coordenação do projeto, a dinâmica de distribuição dos exemplares nas turmas, a organização dos jornais para o armazenamento na escola ou para envio aos pais…

– é fundamental que haja um espaço na escola destinado ao projeto O Diário na Escola – na sala dos professores ou biblioteca, uma mesinha ou uma prateleira – para deixar disponível a todos que desenvolvem o projeto: os comunicados e convites da Coordenação de O Diário na Escola, pasta com sugestões de atividades e materiais teóricos, entregues nos encontros, para socialização entre professores, uma caixa para colocar os jornais que possam ser utilizados para recorte na confecção de hemerotecas, pasta com fotos ou registros de experiências com êxito, como motivação para o trabalho com o jornal impresso em sala de aula. Neste espaço poderão ser compartilhadas todas as demais matérias que enriquecerão a ação social e pedagógica de todos;

– lembrar de registrar tudo o que representar a riqueza dos processos e a importância dos resultados do projeto como relatórios, desenhos, fotografias, painéis: tudo é documento! Tudo isto servirá para responder aos indicadores no final do ano letivo. Servirá para sabermos se houve mais integração entre os alunos, professores e colaboradores da escola; se houve interferência na comunidade escolar; se ocorreu maior interesse pela leitura e pela pesquisa; se houve melhoria na qualidade da escrita e da comunicação oral, enfim – Valeu a pena desenvolver O Diário na Escola? Como justificar e exemplificar?

– compartilhar novidades: existem escolas que disponibilizam o jornal em mesinhas ou varais, na hora do intervalo, em espaço físico comum da escola – equipes de alunos, devidamente orientados  pelos professores, se revezam a cada dia para motivar os leitores para o uso adequado dos exemplares, para o manuseio responsável dos cadernos, para o reconhecimento das editorias… Importante valorizar a democratização da informação!

– optar pelo recorte dos jornais somente quando absolutamente esgotadas as possibilidades de utilização do jornal de acordo com a proposta do projeto – como referencial pedagógico que contribui para a elaboração de novos saberes, com sentido e significado. Os recortes poderão acontecer para a confecção de hemerotecas.

– criar um ambiente proativo de comunicação que contribua para a troca de ideias e experiências que levem professores e alunos a se enxergarem nas matérias do jornal impresso e das demais mídias – como oportunidades de contextualização em relação aos conteúdos escolares e ao dia a dia da comunidade onde atuam;

– a escola poderá desenvolver O Diário na Escola como uma ação do PPP da escola para incentivo à leitura ou cada professor poderá desenvolvê-lo em sua área do conhecimento/série – o importante é que seja organizado um espaço para a discussão e tomada de decisão sobre a forma mais construtiva para o desenvolvimento do projeto. Também discutir a forma de acompanhamento, sobre a utilização de indicadores, avaliação dos resultados e impactos alcançados no final do ano letivo;

– lembrar que todo o começo / recomeço ou o desconhecido sempre nos parecem complicados mas na verdade, são desafios que trazem grandes aprendizados.

 

A intencionalidade maior do programa O Diário na Escola é que a gestão na sua escola seja feita de uma forma tranquila, significativa e construtiva, como aprendizagem contínua!

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Baleia azul – O jogo que mata – O diálogo continua sendo a melhor saída

Mary Ellen Rosada

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Um dos assuntos mais comentado e vivido nos últimos anos, e que tem gerado preocupação no mundo todo é o jogo virtual da “Baleia Azul”. Essa espécie de “gincana” disputada pelas redes sociais, com tarefas a serem cumpridas ao longo de 50 dias, propõe desafios nos quais participantes (geralmente crianças e adolescentes) acabam sendo influenciados por terceiros, por estarem mais disponíveis hoje, nas redes sociais.

Tudo começa de maneira “leve” – de início, são delegados desafios como assistir a filmes de terror, ouvir músicas psicodélicas e desenhar uma baleia azul em um papel. Com o passar dos dias, adolescentes chegam a ser desafiados a se pendurarem em lugares altos e se automutilarem, ou até tirarem a própria vida.

Antes da internet e das redes sociais, os principais influenciadores das crianças e adolescentes eram aqueles com os quais conviviam em casa, na escola e na vizinhança. Atualmente, não há fronteiras físicas para separá-los do restante do mundo, não basta controlar com quem o filho está saindo de casa, pois muitas vezes o perigo habita o meio virtual. Há diversos influenciadores, como bloggers, youtubers e snapchaters, transmitindo opiniões acerca de moda, atitude e comportamento. Em busca de serem aceitos, eles imitam os influenciadores, sejam bons ou maus exemplos. É importante procurar saber o que é acessado pelo filho, conversar sobre o tempo de uso e conteúdos adequados a cada faixa etária.

De acordo com a psicóloga Sabryna Valéria de Almeida Santos, a infância e a adolescência estão marcadas por uma sucessão de altos e baixos, pois, são períodos em que a personalidade está em formação, há insegurança em relação às mudanças corporais e pressão para ser aceito no grupo de amigos. Aqueles que destoam do grupo de alguma forma podem ser alvos de bullying, consequentemente, tendem a se isolar e estão mais suscetíveis a se deixarem levar pelas propostas destes jogos. A primeira vista, participar dos jogos provoca a sensação de pertencimento, mas, a longo prazo, se torna uma prisão de onde não podem escapar, uma vez que, os hackers ameaçam vazar informações confidenciais e ferir a família do jogador.

 

Já para as escolas, é papel fundamental desenvolverem atividades que proporcionem a reflexão crítica sobre esse problema, informando, e alertando crianças e jovens sobre a necessidade e os riscos dos desafios propostos pelo jogo “Baleia Azul”; levando em consideração um comportamento diferenciado, isolamento, e a importância de prevenir o bullying. Acionar os pais, manter diálogo, caso algum transtorno de comportamento seja percebido, é também de extrema importância.

Para os pais e responsáveis, não é preciso proibir o adolescente de ver filmes, usar internet, ou manter contato com outras pessoas, mas desde que sejam monitorados e, o fundamental, que se mantenha o diálogo sempre.

Devido grandes avanços na tecnologia, a vida é de grande vulnerabilidade. O jogo “Baleia Azul” tem o componente ‘desafio’. Adolescentes gostam de “desafiar autoridades”, concluir fases, romper limites. Precisamos nesse momento ficar atentos a todos e quaisquer movimentos. O diálogo continua sendo a melhor saída!

“As melhores formas de prevenção são o diálogo e o estreitamento dos laços com as crianças e os adolescentes. Cabe aos pais e professores dar o suporte necessário, acolher as necessidades apresentadas pelos jovens sem minimizar o sofrimento. Ao saberem que possuem espaço para desabafar, compartilhar experiências e fazer perguntas, é mais provável que peçam ajuda em um momento de dificuldade. Para que o espaço de diálogo seja construído, é essencial dedicar tempo de qualidade à criança e ao adolescente, participando das brincadeiras, ajudando com as tarefas, praticando esportes ou outras atividades que promovam a interação. Também é importante ficar atento aos sinais de alerta, como mudanças repentinas no comportamento ou na aparência física, isolamento, humor deprimido e uso de álcool e drogas”; conclui a psicóloga Sabryna Valéria de Almeida Santos.

Sabryna Valéria de Almeida Santos – Psicóloga

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Encontro – “Educação e Comunicação: a aprendizagem com o jornal”

Foto: JC Fragoso

O encontro “Educação e Comunicação: a aprendizagem com o jornal” realizado no dia 25 de março, na Pontifícia Universidade Católica (PUC) em Maringá, contou com aproximadamente 130 pessoas, entre professores e demais profissionais da Educação.

O projeto O Diário na Escola retoma suas atividades com o incentivo do uso do jornal nas escolas com o intuito de estimular a leitura, escrita e cidadania. De acordo com o coordenador do Projeto, Ricardo Pastoreli, esse encontro de extrema importância possibilitou a aquisição e troca de informações sobre como utilizar o jornal, de forma significativa para aprendizagem de crianças e adolescentes. “Utilizar o jornal na sala de aula, desde o Ensino Fundamental, é uma ótima oportunidade para que as crianças conheçam e se familiarizem com os gêneros textuais e os textos não- verbais presentes no impresso, bem como possibilita o desenvolvimento do hábito da leitura, escrita e discussão de assuntos de relevância social”.

Ministrado pela professora e jornalista Alexandra Fante Nishiyama, que enfatiza que “a valorização da Educação é percebida quando há disposição das administrações municipais em, dar oportunidade de qualificação que visam a melhoria do processo de ensino – aprendizagem e o desejo de cada professor em se capacitar, atentos às discussões. Acredito que o projeto O Diário na Escola permite essa oportunidade, além de crescimento profissional e humano que se reflete nas salas de aula, em cada aluno. O meio de comunicação pode ser uma ferramenta ética, responsável e inspiradora”.

“A proposta de levar o jornal para a sala de aula é uma forma de preparar os alunos para a realidade das práticas sociais. Práticas com as quais eles se deparam constantemente em seu cotidiano e para as quais precisam ser preparados. Saber o que fazer, como fazer e de qual texto se valer para isso, fazem parte das habilidades que esperamos que os educandos  dominem para exercer sua cidadania. A abertura dos trabalhos do programa O Diário na Escola, além de ser uma oportunidade de rever os professores e trocar conhecimento, traz a satisfação de saber que inúmeras pessoas passarão o ano estudando e trabalhando para que o letramento aconteça”, finalizou a também palestrante – Dra. Adélli Bazza – que atua na área de Linguística com ênfase na formação de professores

O Diário na Escola é um programa de incentivo à leitura, escrita e cidadania. Desenvolvido pelo jornal O Diário, em parceria com Secretarias Municipais da Educação e a Rodovias Integradas do Paraná S/A – Viapar.

Por Mary Ellen Rosada – Jornalista

 

 

 

 

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“O Diário na Escola” realiza Encontro para discutir possibilidades de uso do impresso

Acontece na próxima terça-feira, 25, no auditório da PUC PR – Maringá,  o Encontro de abertura das atividades deste ano do “O Diário na Escola”, intitulado Educação e Comunicação: a aprendizagem com o jornal, visa, entre outros objetivos, discutir possibilidades de uso do jornal como ferramenta pedagógica.

O encontro será composto por duas palestras que serão ministradas pela professora do Departamento de Letras da Universidade Estadual de Maringá, Dra. Adélli Bazza, que atua na área de Linguística com ênfase na formação de professores, e a jornalista e também professora, Alexandra Fante Nishiyama, doutora em Comunicação Midiática, processos e práticas culturais pela Universidade Metodista de São Paulo e também doutora em Artes e Letras pela Universidade da Beira Interior de Portugal.

“O Diário na Escola” é um programa de incentivo à leitura, escrita e cidadania, desenvolvido pelo jornal O Diário do norte do Paraná, em parceria com Secretarias Municipais da Educação e a Rodovias Integradas do Paraná S/A – Viapar.

As instituições parceiras recebem remessas do jornal O Diário para o trabalho em sala de aula. Os professores contam com palestras, oficinas pedagógicas e assessoria para o desenvolvimento do trabalho, participam também de concursos culturais, publicação de trabalhos no jornal e, ao final do ano letivo, recebem certificação das capacitações oferecidas no decorrer do ano.

A utilização do jornal na sala de aula, desde o Ensino Fundamental, é uma ótima oportunidade para que as crianças conheçam e se familiarizem com os gêneros textuais e os textos não verbais presentes no impresso, bem como possibilita o desenvolvimento do hábito da leitura crítica, escrita e discussão de assuntos de relevância social.

Secretarias da Educação e demais interessados em participar do programa podem obter melhores informações pelo telefone: (44) 3221-6050 ou [email protected]

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‘Educar é amar’, diz Nezo

foto-abreNa última semana cerca de 300 profissionais da educação de Maringá, e de mais dezesseis municípios da região norte do estado, participaram do encontro de encerramento anual do Programa Educacional O Diário na Escola. A partir do tema “O professor diante da carreira: o olhar sobre si, sobre a educação e sobre os alunos” o educador e jornalista, especialista em Psicopedagogia, mestre em Letras e doutorando em Educação, Ronaldo Nezo falou sobre os desafios da carreira.

Antes de debater sobre qualquer tema, o palestrante enfatiza que a primeira coisa que precisamos conseguir responder é: Quem sou eu? Ele diz que quando a gente se conhece, tudo na vida fica mais fácil de lidar. “Quando olhamos para nós, problematizamos algumas questões. Na vida docente, a principal indagação deve ser: Por que escolhi ser professor? Educar é algo nobre, abrimos caminhos para além daquilo que um dia as pessoas poderiam ir”, fala.

Outro apontamento de Ronaldo aos participantes é: Por que ensino? Alguns conteúdos realmente são apenas para que o aluno consiga passar no vestibular, mas, em boa parte dos outros, se contribui com a formação cidadã do sujeito. O professor precisa relacionar o assunto em estudo com algo que tenha importância na vida do estudante.

E você, professor, como se vê? O palestrante ressalta que é preciso se analisar. Será que você tem segurança em sala de aula? Se considera competente? Essa autoafirmação te deixa com melhor postura e domínio perante os educandos.

“Saber como a sua família, amigos e alunos te veem como professor é bastante importante. Infelizmente a sociedade não valoriza essa profissão tão nobre e por isso, devemos avaliar se somos vistos como alguém dedicado ou competente, e caso não seja, tire proveito disso para ser melhor, é preciso aprender a ouvir as críticas, se corrigir e mudar atitudes”, ressalta Ronaldo.

A preparação das aulas também foi discutida na palestra. O professor precisar saber sobre o que está falando e acreditar no que ensina, pois confiar no que você transmite é fundamental para fazer a diferença na vida do aluno. O preparo dos conteúdos a serem lecionados exige tempo, planejamento e dá trabalho, mas o resultado final do aprendizado é satisfatório.

“Trabalhamos com metas, com sonhos, sempre para alcançar nossos objetivos. Sem essa motivação a rotina diária perde o sentido e a empolgação com a profissão acaba. Nós, educadores, temos o papel de contribuir com a sociedade. Precisamos cuidar além do corpo, do físico, mas investir no nosso intelecto, em conhecimento”, comenta o palestrante.

Os alunos

Ronaldo conta que o professor que entra em sala de aula descrente na capacidade do estudante, consequentemente não irá fazer uma boa explicação. O mesmo acontece com a receptividade, se o mestre entra com educação, será bem recebido.

“Conhecer a realidade de vida do aluno ou os desafios que ele enfrenta é preciso para que se consiga somar a ele. Nosso papel é de contribuir, de ajudar. Vivemos em uma sociedade em que cada um é por si, na escola não pode ser assim. O estudante de hoje, é o profissional do amanhã. Eles serão nossos futuros médicos, arquitetos ou mesmo professores”, explana o palestrante.

Algo a ser lembrado é que a criança não chega à escola como uma lousa branca a ser escrita. Ela trás consigo uma história, uma formação, uma lição já rascunhada na vida dela. É preciso aprender a lidar com as particularidades de cada um.

Para pensar

Em toda a sua fala, Ronaldo fez os professores refletirem sobre a profissão que exercem. Afinal, ensinar exige ética, os estudantes aprendem pelo exemplo, por aquilo que se fala em sala de aula, inclusive sobre o que se fala dos colegas de trabalho.

“O educador deve ser ousado, teimoso (sem desrespeito), aceitar o novo, o diferente e ser contra qualquer forma de discriminação para que não se forme alunos com preconceitos. Já dizia Paulo Freire que ser professor é aceitar que as coisas podem piorar, mas também podemos intervir para melhorar. Não perder a esperança! Educar é amar”, conclui otimista o palestrante.’

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