alunos



O meu pai e o jornal

Os jornais estão se amontoando na casa de minha mãe sem seres lidos. Meu paizinho, que agora se mudou para o céu, não está mais lá para ler. Gostava, tinha tempo e paciência para lê-lo inteirinho. Até posso vê-lo sentado na cadeira do papai lendo seu jornal do dia. Juntava todos os jornais da semana em um montinho e amarrava para guardar. Alguém sempre precisava de jornais e ele doava. Sempre me falava: “Filha tem notícia de professora!” e me contava o que havia sido publicado. Sempre paciente recortava as notícias mais interessantes e guardava numa caixinha. Ele lia o jornal por mim. Lembrei-me que o jornal começou a chegar sábado à noite e ele dizia “Não posso ler o jornal do domingo no sábado!” E o dia que o cachorro rasgou o jornal todinho? Os dias que o jornal molhava e ele o estendia pela casa para secar. Não gostava que a gente lesse o jornal e bagunçasse tudo, tinha que deixar em ordem. Sempre atualizado tinha uma conversa agradável e atual. Dei a ele uma vez no dia dos pais a assinatura e ele nunca mais deixou de renovar. Sua assinatura venceu esta semana e não será mais renovada. Trouxe o último jornal do domingo para ler em sua homenagem. Chorando, relembrando e com saudades o li. Será que chega “O Diário” online lá no céu?

Edna Mendonça

Foto Abre

 

Comente aqui


Volta às aulas sem crise

As férias chegaram ao fim e com o início do novo período letivo, horários e responsabilidades voltam a fazer parte do dia a dia das crianças e dos adolescentes. Para que o retorno às aulas seja tranquilo é preciso se organizar e se ajustar à nova realidade.

Buscando uma melhor adaptação aos horários, estes devem ser regulados duas semanas antes do primeiro dia de aula. Afinal, se o aluno voltar à escola sem o sono adequado, seu desempenho poderá ser prejudicado.

Especialistas recomendam que os pais deixem o filho participar do processo de preparação para a volta às aulas.

A psicopedagoga, Denise Mattos, em entrevista para o site IG destaca que a criança esteja presente na compra dos materiais novos. Além de ser importante ela gostar dos itens de papelaria que usará e se familiarizar com os novos livros, esta é uma ótima chance para conversar sobre dinheiro. “Se o que a criança escolher estiver fora das possibilidades da família ou for supérfluo, a mãe deve explicar isso com naturalidade e ajudá-la a encontrar alternativas”, afirma Denise.

Já de volta às aulas, uma questão importante é sobre o aluno que vai mudar de escola. É natural que ele se sinta inseguro. Nesse caso, pais e instituição devem trabalhar juntos para deixá-lo à vontade. Uma boa sugestão é os colégios organizarem um encontro para professores, alunos novos e seus pais antes do início letivo.

Adriana Stelmacki de Gasperin é mãe do Gabriel, de seis anos, e este é o primeiro ano dele numa escola nova. “Nos primeiros dias é muita novidade, o ambiente, espaço físico, atividades, professores, alunos, tudo isso acabou atraindo ele, mas quando chega em casa ainda lembra e fala da escola anterior, pela ligação que tinha com os amigos”, relata.

Os pais de primeira viagem parecem sofrer mais com a separação. Para amenizar as aflições, vários preparativos são necessários, desde reorganizar a rotina diária até acolher as expectativas e anseios das crianças frente à nova etapa que irão vivenciar.

Juliane Mantovani Cardoso é um das mães de primeira viagem que ainda sofre com a separação ao deixar o pequeno Benjamim, de 1 ano e 5 meses, na escola. “Tenho um mix de sentimentos, pois é triste deixá-lo e vê-lo chorando, mas é muito bom na hora de ir buscá-lo e ver o rostinho dele de alegria ao me ver. Acredito que meu coração vai se acostumar logo, assim espero”, desabafa.

Na fase da educação infantil é comum que as escolas organizem um cronograma gradual e flexível para o ingresso das crianças, condizente com as necessidades da primeira infância.

É fundamental que os pais sigam adequadamente os combinados feitos com a escola, para que a criança possa ter credibilidade de que aquela é uma maneira segura dela fazer parte daquele novo ambiente. Avisar o pequeno alguns dias antes do início das aulas, dando uma noção geral do que irá acontecer na escola, também facilita a construção de confiança.

Nos primeiros dias de aula costuma-se solicitar a presença de um adulto responsável, para que a transição aos novos cuidadores – professores e funcionários da escola – seja feita de maneira não abrupta. É importante que esse adulto esteja apto a lidar com a separação da criança, pois os sentimentos e comportamentos infantis podem ser influenciados pela angústia excessiva de quem a acompanha.

Benjamim, que foi mencionado acima, está se adaptando bem ao primeiro contato com a escola. A mãe dele, Juliane, conta que apesar da pouca idade ele é muito comunicativo, e adora estar perto e interagindo com outras crianças. “A adaptação na cabecinha dele talvez esteja sendo mais lenta, porque desde que nasceu ele passava o dia todo só comigo”.

Caso a criança demonstre maior dificuldade em aderir à rotina prevista, os pais devem conversar e procurar soluções juntamente à diretoria. O mais importante é encontrar meios de não interromper a adaptação escolar, ainda que o pequeno expresse uma recusa em frequentar a instituição.

Aos adultos atarefados, muito cuidado! Muitas vezes eles não se dão conta de que as crianças, principalmente as menores, possam ter medo de serem esquecidas na escola. Por isso, o responsável por buscá-las deve ter cuidado redobrado nos primeiros dias de aula e estar na porta assim que elas saírem. Sabendo que não serão deixados para trás, os pequenos se sentem seguros para enfrentar o ano letivo.

A partir do sexto ano do ensino fundamental – antiga quinta série – tem início uma grande mudança na organização escolar. Em geral, a quantidade de disciplinas curriculares e de professores aumenta, e assim, os alunos deverão desenvolver cada vez mais autonomia e compromisso com os estudos.
Também é comum que os espaços escolares sejam compartilhados entre os alunos adolescentes, o que introduz grandes transformações na socialização da criança.
De fato, é importante que os pais reconheçam a necessidade de um maior distanciamento da rotina dos filhos, respeitando que eles escolham a melhor maneira de cumprir com seus compromissos escolares, sem que isso signifique deixá-los completamente desacompanhados.
Ao longo do ensino médio a preocupação com os vestibulares pode tornar os alunos e os pais excessivamente ansiosos. Uma disciplina diária de estudos mais prolongada deve ser incentivada desde a volta às aulas, mas sem promover uma pressão exaustiva.

No caso de aluno repetente, essa situação chata deve ser enfrentada com atitude positiva. No início das aulas é bom transmitir a ele confiança, acreditar que agora ele será capaz. Nada de frases como “Neste ano a responsabilidade é maior”. Reforço negativo é a última coisa que ele precisa.

Não importa a idade ou a fase, vale sempre aos pais lembrarem que a vida escolar se constrói nos acontecimentos cotidianos, rotineiros ou inesperados, alegres ou tristes, com ou sem conflitos. Cabe aos pais valorizar a presença integral dos filhos em tudo aquilo que a escola proporciona, desde o primeiro dia de aula, em cada etapa desse percurso da construção de si mesmos.

Comente aqui


Mural do Participante

Os alunos da Escola Rural Municipal Professor Gumercindo Lopes, Marialva/ PR, também realizaram atividades sobre o Dia Internacional da Mulher, comemorado no último dia 08. Abaixo o poema feito pelo aluno Jeosafá Borges dos Reis, sob a orientação da professora, Edilaine Cristina de Oliveira.

Comente aqui


Mural do Participante

Alunos do Colégio Estadual Alberto Jackson Byington Júnior, de Maringá/ PR, também realizaram trabalhos sobre o Dia Internacional da Mulher a partir da temática apresentada na coluna do dia 07 de março de O Diário na Escola, no jornal O Diário.

No pátio da instituição foram expostos cartazes produzidos pelos alunos do período noturno sob a orientação da professora de artes Vânia Malagutti e da bibliotecária Luzia Klokner. Os cartazes homenagearam a artista Tarcila do Amaral e a cantora e compositora Chiquinha Gonzaga.

A biblioteca da escola foi decorada com diversos cartazes com a biografia e a imagem de mulheres que mudaram o mundo. As homenageadas foram: Marie Curie, Isadora Duncan, Madre Teresa, Helen Keller e Anne Sulivan, Gabriela Mistral, Simone de Beauvoir, Golda Meir, Penélope e Joana D’Arc.

No período da manhã as bibliotecárias e a aluna Rebeca Honório do 3º ano B do período da manhã, preparam uma homenagem a uma importante mulher do Colégio Estadual Alberto Jackson Byington Júnior, Olga Barbosa Contardi. Dona Olga, como é conhecida pelos alunos é uma das pedagogas da escola e leciona há mais de 50 anos.

De acordo com a bibliotecária, Priscilla Bressan “o dia 8 de março foi um marco para o Colégio Estadual Alberto Jackson Byington Júnior por mostrar a parceria e união entre alunos, funcionários, professores e a biblioteca da escola. As bibliotecárias conseguiram com esse trabalho reconhecimento e divulgação das mulheres que mudaram o mundo, bem como homenagear a Dona Olga e as demais mulheres da escola, incentivando outros departamentos da instituição a apoiar e fortalecer o vínculo do aluno com a escola, a biblioteca e o próximo”.

Veja abaixo fotos de algumas das atividades que alunos e a equipe do colégio produziram sobre o Dia Internacional da Mulher:

        

2 Comentários


Mural do Participante

Alunos do Projovem Adolescentes de Ourizona/PR fizeram pesquisas na internet e leram a coluna de O Diário na Escola, no jornal o Diário do dia 07 de março. A partir das leituras que realizaram sobre o Dia Internacional da Mulher, produziram o painel abaixo em homenagem a todas as professoras, funcionárias da escola, mães e alunas. O trabalho foi sob coordenação da orientadora social, Elis Regina Picoli e a secretária da assistência social de Ourizona, Solange Simões Maggi.

1 Comentário


Viapar incentiva leitura de mais de mil alunos

Por meio do apoio da Concessionária Viapar, mais de mil jovens e seus respectivos professores participarão, sem custo algum, do Diário na Escola. Informação, leitura e cidadania mais próximas da escola

 

O presidente da Concessionária Viapar, Marcelo Stachow Machado, declarou esta semana que “a  revolução que o País precisa deve partir da educação. Por acreditar nisso é que a Viapar mantém a parceria com o Diário na Escola”. A concessionária apoia diferentes projetos sociais e educacionais e em 2012 patrocina 1.040 crianças de instituições públicas de Maringá e região dentro do projeto de incentivo à leitura do Diário.

As escolas que vão contar com o benefício estão em fase de seleção, mas o apoio se refere a oferecer acesso à leitura de jornal na sala de aula, o direito a participação dos eventos culturais e educacionais promovidos pelo Diário na Escola. A criança é inserida em um universo cheio de informação e ações cidadãs, repleto de profissionais cujo papel vai além de incentivar à leitura, mas estimular a pesquisa, a discussão e a reflexão social.

Oficina com alunos: estímulo à cidadania

Semanalmente, os jovens leem as notícias, discutem em sala o contexto em que elas estão inseridas e finalizam a atividade com textos ou desenhos com base nas suas conclusões. Para o trabalho didático, os professores passarão por formações sobre métodos de utilizar o jornal no processo de ensino e aprendizagem. Os trabalhos feitos nas escolas são enviados ao Diário na Escola, que organiza a publicação na página impressa e no blog do programa.

Aos integrantes do projeto, uma novidade. A jornalista da Viapar, Priscila Nascimento, vai mesclar leitura de jornal e cuidados no trânsito em oficinas que vão atender professores e alunos, separadamente. Os encontros são promovidos pelo Diário na Escola em parceria com a equipe de assessoria de comunicação da Concessionária.

“Nossa idéia é conscientizar cada vez mais sobre os cuidados no trânsito. Capacitar as professoras para trabalharem o tema de forma mais aprofundada em sala de aula, e depois reforçar a prática aqui na Oficina de Trânsito. Desta forma iremos formar motoristas, pedestres, motociclistas e ciclistas mais conscientes”, aposta Priscila. Nesse sentido, a Viapar e O Diário permitem que uma grande quantidade de jovens possam enxergar o mundo com outros olhos, cheios de questionamentos e opinião, a fim de contribuir com a sociedade em que vivem.

3 Comentários


Alunos de mandaguaçu participam de Festival de paródias

Desde o mês de maio, os alunos do 2º Ciclo da rede municipal de Mandaguaçu têm conhecido um pouco mais de música, de sensibilidade, história e criatividade. O projeto “Música é fundamental” tem como objetivos ampliar o vocabulário das crianças e oferecer um olhar sobre a música a partir da história, seguida da regionalização, dos principais instrumentos musicais, e dos principais cantores. Cada escola vai representar um ritmo no encerramento do projeto no dia 10 de novembro, durante o II Festival de Paródias, que contará com a participação de pais e convidados. Informações podem ser obtidas pelo telefone (44) 3245-5588.

Comente aqui


Concurso de Gibi já começou

Professores do Diário na Escola podem orientar os alunos a produzirem histórias em quadrinhos com base nas notícias de 2011 do Diário. Os gibis devem ser feitos no verso do regulamento enviado às escolas. Cada aluno pode concorrer com um gibi apenas. Professores e alunos serão premiados e terão os trabalhos publicados na página do Diário na Escola. Mais do que a transformação do gênero textual notícia para as histórias em quadrinhos, o concurso prevê a discussão dos temas sociais como violência, trânsito, cidadania e meio ambiente em sala de aula. O Concurso segue até seis de outubro e é dividido em três categorias: Professore/alunos de Maringá, da região e patrocinados pela concessionária Viapar.

Elaboramos DICAS para você produzir um GIBI:

*Se atente à história, é preciso que ela tenha começo, meio e fim;
*Os textos (falas) precisam ser objetivos e curtos;
*Neste gênero, pode-se usar um título e finalizar com a palavra ‘fim’;
*A ordem dos balões varia de acordo com a ordem das falas, se um personagem fizer uma pergunta é preciso que seu balão esteja antes do balão da resposta;
*Pintar o fundo do quadrinho valoriza o desenho;
*Escrever o título e o texto a lápis desvaloriza a produção

Comente aqui


Notícia é ponto de partida para pesquisa sobre realidade

A matéria “Maringá tem cada vez menos casas próprias”, veiculada no Diário no mês de agosto, fez com que os alunos da 4ª série “B”, da Escola Municipal Rocha Pombo, se sentissem interrogados sobre a situação em Ourizona. Orientadas pela professora Janete da Silva Machado, as crianças expuseram suas condições de moradia para em seguida pesquisar a realidade alheia, investigando quem são os moradores da zona urbana e rural e como eles vivem.

A professora deu início à pesquisa após constatar que dos 33 alunos, 90% moram em casas próprias. “A partir desta estatística solicitei que cada aluno pesquisasse dez famílias e o resultado se revelou diferente da notícia sobre Maringá. Em Ourizona, a maioria da população mora em casa própria, a minoria mora em casa alugada”.

 

Comente aqui


A consciência ambiental de Nova Esperança

A Constituição Federal foi elaborada em 1988 e funciona para nortear os direitos e deveres dos brasileiros. A Carta Magna, como também é conhecida, afirma que todos têm direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado. Da mesma maneira que o Poder Público e a coletividade têm o dever de defendê-lo e preservá-lo para as atuais e futuras gerações. Preocupados com a conscientização da população de Nova Esperança, os alunos da 4ª série “A”, da Escola Municipal Júlio Benatti, foram às ruas questionar como andam as atitudes dos moradores.

A professora Noemia dos Reis contou que o principal objetivo foi de verificar se a população se preocupa com a preservação ambiental, para depois, quem sabe, agir para a conscientização. Depois da coleta de dados foi feito um gráfico para todos visualizassem as constatações. A principal conclusão foi que a maioria da população da cidade realiza uma ou duas ações de proteção ao meio ambiente.

 

 

 

Gráfico produzido pela 4ª "A"

Comente aqui