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Youtubers mirins são celebridades da rede

Foto Abre

O termo “youtuber mirim” pode ser algo novo para muita gente, mas para o público infantil, em específico, eles são verdadeiros ídolos. São crianças que gravam vídeos sobre a vivência escolar, ideais de desafios, dicas de maquiagens e games e depois publicam esse conteúdo em seus canais do YouTube.

Já existem crianças que vivaram celebridades e até faturam com os vídeos publicados. Em entrevista para o jornal Folha de São Paulo, o diretor de conteúdo do YouTube no Brasil, Alvaro Paes de Barros, afirma que uma das razões para o fenômeno, é a interação entre os pequenos. “Eles falam exatamente o que é importante para as crianças, da forma como as crianças falam.”

Em Maringá, temos alguns rostinhos que já estão se tornando conhecidos. Com apenas 12 anos, Juan Ribeiro de Camargo já é sucesso entre os amigos, dono do canal Zika Memo ele conta de forma engraçada fatos do dia-a-dia de um adolescente. “Minha inspiração é ver que as pessoas estão gostando, sempre alguém vem falar comigo que os vídeos estão legais e quando atraso um dia pra postar, já me cobram a publicação. Isso me motiva bastante”, conta.

Felipe Gabriel Vitor, de 14 anos também tem um canal e conta que para fazer bons vídeos, o importante é você observar o que acontece ao seu redor para falar de temas do cotidiano que sejam de interesse de todos. “Boa parte do que destaco é direcionado para os adolescentes, com isso, os primeiros a curtirem minhas postagens são meus irmãos, temos a mesma faixa etária e gostamos de coisas semelhantes, eles são meus maiores incentivadores e se divertem me assistindo.”

A psicopedagoga e mãe de Felipe, Ivanise Gabriel de Oliveira conta que nessa fase da vida a busca por aceitação e pertencimento a um grupo social, associada com a criatividade e a espontaneidade, são os ingredientes perfeitos para entrar nesta nova onda do momento. “O lema é ser visto, ser notado, que alguém fale algo de mim, seja bom ou ruim”, enfatiza.

Ivanise diz que conversa com Felipe sobre os perigos da exposição e que muitos estarão observando a fala dele, alguns vão elogiar como também podem criticar, e ele está aprendendo a lidar com tudo isso, inclusive, com as frustrações, o que é fundamental para a formação dele. A mãe deixa bem claro que não aceita que o filho exponha detalhes da vida pessoal, onde estuda, endereço, por questão de proteção. “A internet é um mundo sem barreiras, as crianças devem ter cautela”, aponta.

Um dos resultados desses canais que não param de surgir, são as crianças que se sentem motivadas após ver outras na telinha e acreditam que também podem ser um youtuber. “Afinal, se ele pode, eu também posso!” afirma Victor Hugo Martim, de 11 anos, que criou o canal “Bolado” inspirado em outros vlogs. “Comecei fazendo vídeos sobre dicas de games, mas com o tempo vi que gostava mais dos canais engraçados e resolvi seguir a mesma linha. Meu canal repercute bastante na escola, meus amigos me dão ideias sobre o que falar nos vídeos e como deixar o Bolado mais interessante.”
Victor Hugo ressalta que tem o estímulo dos pais na criação e atualização do canal, mas reforçam diariamente que os estudos e obrigações da escola devem estar sempre em primeiro lugar. “A internet pode ser algo profissional, no futuro, mas para que isso aconteça ele precisa de muita formação e conteúdo”, completa a mãe do youtuber, Débora Cristina Martim.

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Comunicação é meio de estudo

A comunicação está mais presente na vida em sociedade do que imaginamos. Além de todos os veículos midiáticos existentes, como o jornal e a televisão, por exemplo, dar uma aula, assistir a um filme, ler um livro ou receber uma revista em casa pelo correio são atos de troca de informação. Acreditando que estruturas comunicativas como essas fazem parte da cultura contemporânea e não podem ser ignoradas pela escola, a professora da Escola Municipal Vania Maria Simão, de Atalaia, Maria Fernanda de Souza Torrente preparou uma aula sobre a importância e a evolução dos meios de comunicação em nossas vidas.

Foto AbrePara iniciar a proposta, Maria Fernanda apresentou aos seus alunos do quarto ano o texto “O que é comunicação”, no qual foi relatada a evolução dos meios e formas de se transmitir ou trocar informações. A estudante, Giovana Vitória de Souza Mazzi conta que depois da leitura do texto eles ainda pesquisaram os diferentes tipos de comunicação para estudar o assunto com maior profundidade.

Em seguida, para valorizar o material que as crianças têm contato todas as semanas, os estudantes foram instigados a lerem as notícias publicadas no Diário do Norte do Paraná e selecionar uma das matérias que mais despertasse a atenção deles. “A professora fez um varal de informações com todas as páginas do jornal e explicou cada uma das editorias. Gostei muito dessa parte, pois percebi que têm colunas interessantes no impresso que eu ainda não tinha prestado atenção”, ressalta Giovana.

Na etapa seguinte, os estudantes produziram cartazes informativos sobre os conteúdos publicados em cada uma das páginas do Diário, e deixaram em exposição nos corredores da escola para que toda a comunidade tenha acesso a um tema de tanta importância. “O foco do trabalho foi proporcionar a atualização constante do que é notícia, desenvolver o senso crítico e despertar o pensamento de tentar solucionar os problemas que nos rodeiam”, enfatiza, Maria Fernanda.

A professora relata que depois da realização dessa proposta, a motivação para folhear as páginas do jornal cresceu bastante entre a turma, assim como o interesse e a curiosidade pela leitura. “É muito gratificante perceber que uma atividade teve bons resultados entre os alunos, desta forma é possível inibir a indisciplina e desmotivação.”

 

 

Interpretando a notícia

Proponha aos alunos uma atividade coletiva. Peça que leiam as páginas do Diário e escolham uma notícia que achem interessante para contar na classe. Depois, solicite a montagem de um painel com textos e imagens sobre os acontecimentos relatados.

No momento da exposição oral, aproveite para estimular a reflexão sobre o fato noticiado e faça perguntas como:

“Por que será que isso aconteceu?”

“Que consequências terá esse fato?”

“O que você entendeu dessa notícia?”

“O que podemos fazer para ajudar?”

Liste as soluções encontradas pelas crianças para o problema evidenciado no jornal. Exponha estas soluções juntamente com o painel confeccionado pelos alunos. No momento de socialização do painel converse com eles sobre o meio de comunicação utilizado na atividade. Isso fará com que eles conheçam melhor o material que estão trabalhando e ainda tenham criticidade sob as notícias publicadas diariamente.

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Bate-papo na escola de Atalaia aborda os meios de comunicação

Veículos midiáticos que permitem a interação entre as pessoas e contribuem com a transmissão do conhecimento são chamados de meios de comunicação. Ao longo da história, o homem foi desenvolvendo formas para se comunicar. Primeiro os sinais, depois os desenhos, a língua falada, as cartas, até a criação de alguns objetos.

Com o avanço tecnológico os meios foram se tornando mais eficazes, a exemplo do jornal impresso, telefone, rádio, televisão, celular e internet. Todos são bastante utilizados em várias partes do mundo, e proporcionam o diálogo e a troca de informações.

A internet, por exemplo, permite que dados sejam obtidos com extrema rapidez e facilidade. Algumas redes sociais possibilitam conversas instantâneas independente do lugar em que você esteja.

Na educação, os estudos sobre a relação entre as mídias e o ensino têm se expandido devido ao impacto cada vez maior que os meios de comunicação têm na vida dos alunos.

Pensando nisso a coordenadora do Diário na Escola, Loiva Lopes esteve no município de Atalaia para conversar com os alunos da Escola Municipal Vânia Maria Simão sobre um dos veículos da imprensa que está há mais tempo dentro das instituições de ensino, o jornal impresso.

“À medida que a escola percebe a seriedade com que estão comprometidos os Programas de Jornal e Educação, e da Associação Nacional de Jornais (ANJ), em desenvolver um trabalho que beneficie estudante e educação cresce a adesão ao uso da mídia impressa como recurso das práticas pedagógicas. Conversar com crianças de 09 anos de idade que estão gostando de ler o jornal toda semana, é gratificante!”, destaca Loiva Lopes.

O município de Atalaia incluiu este ano os estudantes do 4º ano, o que favorece também os professores, que terão a oportunidade de participarem dos cursos oferecidos pelo Programa.

A facilidade de acesso ao material e a possibilidade de produção contribuíram para o uso do impresso como ferramenta pedagógica. Afinal estes não necessitam de aparelhos eletrônicos para reprodução, como caixas de som, microfones ou computadores. Jornais escolares, por exemplo, podem ser feitos a mão com recortes e colagem ou fotocopiados.

A coordenadora pedagógica da Escola Municipal de Atalaia, Lorena Yaél enfatiza que os jornais ajudam a formar o cidadão e contribui para que os leitores entendam seu papel na sociedade. “O material tem ampliado o nível cultural das crianças e desenvolvido as capacidades intelectuais. A leitura das publicações desperta a vontade dos alunos de comentar, debater e discutir assuntos tratados pela população em geral.”

Maria Fernanda de Souza é professora do 4º ano e conta que os alunos têm conseguido relacionar o fictício com o real. “Durante uma conversa sobre o anúncio no Diário a respeito da dengue, eu me surpreendi com os comentários dos estudantes. A publicidade continha a frase ‘Levou bala e acabou no hospital’, alguns falaram que era a bala de um revólver, já outros destacaram que a bala na verdade se referia ao papel do doce esquecido no chão, que acumulou água, procriou larvas da dengue e por ter sido picada pelo mosquito, a pessoa foi parar no hospital.”

Luciana Rodrigues Ramos, mãe da aluna Ana Julia comemora a oportunidade da filha em trabalhar com textos atuais em sala de aula. “Ela chega em casa eufórica contando sobre as notícias lidas. Pude perceber que a Ana Julia tem desenvolvido opinião sobre os fatos, ela costuma destacar o que acha positivo ou negativo nas matérias.”

“Quando eu acordo meu irmão já está lendo o jornal, agora eu não preciso mais dividir as páginas com ele porque posso ler na escola. O bom é que se não entendo algum assunto, já pergunto para a professora”, ressalta Ana Julia Rodrigues Ramos.

JORNALISTA NA ESCOLA. Oportunidade de conhecer os meios de comunicação e, em especial, a estrutura do jornal impresso

JORNALISTA NA ESCOLA. Oportunidade de conhecer os meios de comunicação e, em especial, a estrutura do jornal impresso

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Alunos conhecem empresa de comunicação

Duas turmas de 4ª série da Escola Municipal Duque de Caxias, de Flórida, vieram, na última quarta-feira, conhecer O Diário e a rádio Cultura AM. O objetivo dos professores foi de apresentar às crianças uma empresa que exerça o papel de difundir informação. Durante o passeio, eles puderam compreender como funciona o processo de produção do jornal impresso e acompanhar ao vivo o Programa Cristiano Silva, da Cultura AM.

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“É preciso profundidade no uso da internet”

Não é a quantidade de acessos, de posts de comentários e atualizações que representam o uso ideal das tecnologias. Para o doutor em Comunicação pela Universidade de São Paulo (USP), professor e pesquisador do cenário das tecnologias na educação, José Manuel Moran, é preciso aprofundar o acesso. “É como turistas que conhecem diversos países da Europa em 30 dias, mas não aprofundam a experiência”, compara. Moran, que concedeu entrevista à Fernanda Accorsi, do Diário na Escola, ministra, hoje, a palestra ‘Novas metodologias para a aprendizagem’, a partir das 20h30, no Teatro Marista, durante a II Feira Educacional. O evento é promovido pelo Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Noroeste do Paraná (SINEPE/NOPR) e segue até amanhã.

Moran: "Inovação depende do profissional e da instituição"

O Diário na Escola >>> O senhor sempre diz que é de profissionais inovadores na educação que precisamos. Como é possível um professor inovar em uma escola sem acesso às tecnologias e por vezes sem a mínima estrutura de trabalho educacional?

José Manuel Moran – A inovação depende fundamentalmente da pessoa e da instituição. Se o profissional, dentro das condições que se encontra, tem uma atitude pró-ativa, empreendedora, ele encontra formas diferenciadas de atuar, possíveis dentro do contexto onde ele está inserido. A inovação não depende necessariamente de recursos, pois há escolas que têm abundância de tecnologia e não são inovadoras, tem que haver algo mais. Eu tenho visto instituições simples, com poucos recursos, desenvolvendo projetos interessantes, com papel, jornal velho, sucata, mas com a mente aberta, isso é ser inovador.

>>> Quanto ao uso das tecnologias no ensino formal. Como qualificar o professor para utilizá-las? Através de políticas públicas ou capacitações específicas?

É um mix, tem que haver políticas públicas e institucionais, mas o profissional não pode esperar que venha do superior, também depende dele. A pessoa pode fazer, dentro das suas condições, um esforço de compreensão, de domínio, indo do mais simples ao mais complexo. Existem aqueles que fazem uso em casa, acessam redes sociais, a internet, quase que diariamente, e não aplica isso na sala de aula, não leva à escola.

>>> Professor, quando falamos sobre as novas formas de aprender e ensinar, chegamos à educação à distância. É uma tendência educacional ou tende a se enfraquecer?

Meu conceito de Educação a distância (EAD) não é somente aqueles cursos que tem menos contato entre professor e aluno e quando ele acontece é através das tecnologias. Toda educação tem cada vez mais componente da educação à distância. Hoje não é preciso ficar dando aula no sentido tradicional, você pode organizar gincanas, atividades significativas, desafios que usem recursos digitais e também contato com a realidade e com as pessoas.

>>> É como se depois da aula, o professor encontrasse o aluno ocasionalmente no MSN? Este momento não deixa, então, de ser uma educação à distância?

Sim, mas isso deveria ser previsto, deveria compor o projeto político pedagógico da escola, assim uma parte da atividade docente, que é computada no salário dele, é de acompanhar o aluno fora da sala, o que contaria como horas-aula e faz parte do projeto didático dele. É importante lembrar que os alunos, mais conectados através do computador ou do celular, estão sujeitos a um acompanhamento à distância quando demonstrarem alguma dificuldade. São recursos de baixo custo que precisam ser incorporados pela educação, sem soluções mirabolantes, e sim pelas baratas, que podem ser incorporadas por grande parte das escolas.

>>> Incorporadas para quê?

Não precisamos esperar que tudo esteja arrumado em outros aspectos para inserirmos as tecnologias. Não tem que esperar nada. É curioso pensar que as crianças usam, fora da escola, todos esses recursos e chegam na escola e mais parecem que estão na idade média, não pode existir esse divórcio, é preciso corrigir isso.

>>> O professor, o gestor do futuro como será? Como o senhor acha que serão as escolas, os métodos, os paradigmas daqui a vinte anos, por exemplo?

Esta é uma das grandes preocupações, quem forma professores, que são os cursos de licenciatura está muito distante desta problemática, sempre vê obstáculos quando se fala em tecnologia, dizem que estamos elitizando, pensando em software demais, mas não é isso. Caminhamos para uma escola mais flexível, aberta, muito mais interativa no sentido de aprender junto, aluno com aluno, em redes, em contato com os profissionais, o professor é um articulador de processos, pois em partes não depende só dele. É preciso pensar nessa geração que estará daqui a vinte anos atuando, eles irão reproduzir modelos de aprendizagem que aprenderam conosco, portanto é preciso criar orientações  para que cada aluno possa progredir de acordo com suas características, inquietações, histórias e seria um caminho de orientação e não de doutrinação.

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O Diário na Escola: Leitura e Cidadania

Ricardo Pastoreli

Com os constantes avanços tecnológicos, cada vez mais os meios de comunicação estão presentes na vida das pessoas, seja na família, no trabalho, nas salas de aula etc. Essa rapidez da informação é uma das características do pós-modernismo. Se acontece algo do outro lado do mundo, em questão de minutos já é notícia aqui em nossa cidade. Assim, vivemos “bombardeados” por informações de todos os lados (na televisão, na internet, no celular, nos jornais impressos etc.). A escola, por sua vez, não pode fechar os olhos diante desse fato, cabe a ela trabalhar esses conteúdos de forma analítica e crítica diante das versões mediadas, ou seja, contadas pelos veículos de comunicação, a fim de formar estudantes mais críticos e informados sobre a realidade em que vivem.

Assim, desde 2001, o programa educacional “O Diário na Escola”, desenvolvido pelo Jornal O Diário do Norte do Paraná e alinhado ao modelo nacional dos Programas “Jornal e Educação”, da Associação Nacional de Jornais, ANJ, em parceria com as Secretarias da Educação da região e com a de Maringá (SEDUC) e empresas, visa a desenvolver, juntamente com os professores de Maringá e região, uma reflexão teórico-prática sobre a utilização do jornal em sala de aula. Para isso, realiza frequentes encontros para maximizar e discutir metodologias de atividades que contemplem a interdisciplinaridade, a leitura crítica e a discussão da cidadania através de assuntos veiculados nas páginas do jornal impresso, tendo a “Educomunicação” como referencial teórico para o desenvolvimento do trabalho.

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