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A primeira aula com o jornal

Seria só mais um dia de aula no ano letivo, mas a ansiedade para receber os exemplares do Diário era nítida nos alunos do quinto ano, da Escola Municipal Prof. Domingos Laudenir Vitorino, de Itambé. Semanalmente, eles terão a oportunidade de fazer a leitura das notícias, se arriscarem a preencher as palavras cruzadas e ainda conhecer os anúncios de compra e venda publicados.

Foto Abre“Nunca li um jornal antes! Quero ver as fotos, as reportagens, saber o que está acontecendo no mundo. Ah, e claro, acompanhar as novidades sobre meu time de futebol preferido”, conta eufórico, o aluno Ronaldo dos Santos.

A professora da turma, Suelena Jaqueta já participa do Diário na Escola há anos e explica que muitas crianças não possuem o hábito da leitura do jornal pelo fato de viverem em um ambiente onde essa habilidade não é incentivada, ou pela falta de acesso ao material. Com o Diário em classe, os estudantes apresentam melhor nível de compreensão e aprendizado, assim como resultados no momento da produção textual.

No primeiro dia de aula da turma com o jornal, a professora preparou um momento de leitura prazerosa. “Os alunos precisam aprender a manusear as páginas, identificar os conteúdos, conhecer a estrutura do impresso, para somente depois, aplicarmos atividades”, conta.

A estudante Aline dos Santos relata que gostou da experiência com o impresso, ela acredita que a leitura do Diário é importante para a formação dela e que também irá auxiliar nos estudos das disciplinas curriculares.

“Este é mais um ano em celebramos com satisfação, orgulho e gratidão a parceria que temos com o programa O Diário na Escola. Entendemos que o desenvolvimento deste trabalho é muito valioso, enquanto instrumento didático. O mesmo proporciona aos nossos alunos o acesso a uma fonte segura de informação escrita, oportunizando e colaborando para a construção do conhecimento”, enfatiza a diretora da escola e secretária da educação do município, Maria Eliza Spineli.

 

Sugestão de Aula

O primeiro contato com o jornal deve ser planejado para que o aluno se interesse pelo material e se sinta motivado a trabalhar com este durante o ano.

Para exemplificar, vamos utilizar uma sugestão de atividade proposta pela equipe do Diário na Escola.

Objetivo: Proporcionar o contato do aluno, de forma livre, com o jornal.

Metodologia: Organizar a sala em equipes. Distribuir o Diário para os grupos e deixar à vontade para manuseio, leitura e discussão. O professor percorrerá os grupos observando o interesse dos estudantes, fazendo e ouvindo comentários. Após isso, o docente solicitará a eles que falem sobre os temas ou assuntos que lhes despertam interesse. Ele poderá dividir o quadro em duas partes, sendo que uma será destinada ao registro de temas de interesse dos meninos e outra ao interesse das meninas. Após os registros, o professor deve conduzir um debate indagando o porquê das preferências pelos temas apontados.

Outras atividades poderão ser trabalhadas gradativamente, conforme as sugestões a seguir: a) agrupar os alunos de acordo com o interesse por determinados assuntos para que escolham uma notícia para leitura, análise e exposição oral; b) organizar um jornal falado; c) escolher uma notícia e reescrevê-la.

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Leitura de O Diário motiva visita à sede da empresa

Todas as semanas os estudantes das instituições de ensino que são parceiras do Diário na Escola recebem o jornal para desenvolver atividades. Para muitos, estas aulas oferecem o primeiro contato com o impresso. Com a novidade em sala as crianças enchem as professores de perguntas. Esta aí uma ótima oportunidade para responder as curiosidades.

Monitorados por uma jornalista, a ideia principal é aproximar os alunos do dia-a-dia de quem faz o jornal impresso, em seus diferentes setores. Num primeiro momento os visitantes recebem informações gerais sobre o funcionamento do jornal e a rotina de trabalho de cada funcionário da redação – repórteres, fotógrafos, diagramadores e editores chefes. Os alunos podem, inclusive, circular pela redação e sentir um pouco da adrenalina de quem produz um jornal diário.

“Os alunos necessitam conhecer o jornal não só como meio de comunicação, mas também como empresa. Diariamente há uma força de trabalho empregada para a produção do impresso. Desta forma valorizam o material, e passam a ler os textos com mais atenção”, conta a professora da Escola Municipal Criança Esperança, em Sarandi, Maria Terezinha de Oliveira.

VISITA ARQUIVO RL3Há 40 anos no mercado, a empresa dispõe de uma sala de arquivo na qual ficam armazenados todos os exemplares que já foram impressos. Quem mostra aos visitantes a primeira edição do Diário – datada em 29 de junho de 1974 – é Rui da Costa Silva, funcionário desde 1982. “Recebo com alegria os estudantes que vêm conhecer nosso espaço. Observam com atenção, fazem perguntas e querem saber detalhes, alguns até inusitados. Procuro incentivar a leitura e transmitir o valor do material aqui arquivado.”

A professora Ione Dias Rodrigues relata que foi uma experiência interessante. “O Diário está fazendo e marcando a história da nossa região ao arquivar os exemplares de todas as edições. Com isso, proporciona aos visitantes a união do passado com o presente. Pude perceber que não só os lugares mudaram com o tempo, mas também o modo de vida das pessoas.”

Um dos momentos mais esperados é a circulação pelo parque gráfico. Barracão onde é possível ver de perto a rotativa de 39 metros de comprimento, seis metros de altura e 60 toneladas. Adquirida pela empresa em 2011, a máquina aumentou a capacidade de 15 para 35 mil impressões por hora.

image“Trabalho no Diário há 37 anos, sempre no setor de impressão. Começamos com uma máquina bem pequena e lenta. Somente em 1995 chegou a rotativa colorida, mas ainda assim tinha baixa velocidade. Hoje nosso equipamento é o mais moderno da região e eu tenho orgulho de ver como a empresa cresceu, mesmo aposentado continuo trabalhando porque isso me faz sentir vivo”, conta Dionizio de Almeida.

As bobinas de papel jornal deixam as crianças de “boca aberta”. Com cerca de 2.300 metros de papel e 380 quilos cada uma, as grandes pilhas aguçam a curiosidade dos visitantes. Dionízio comenta que o papel jornal vem da árvore Pinos, cultivada na região de Ponta Grossa, e ressalta que para a produção de cada bobina é necessário oito árvores. “As informações repassadas poderão ser trabalhadas de forma interdisciplinar em sala de aula. Em Ciências, por exemplo, explorando a preservação ambiental e o impacto que ocorre no meio ambiente com a derrubada dessas árvores. Na matemática, podemos calcular o tempo de crescimento da matéria prima e na Língua Portuguesa, a produção de texto”, expõe a professora Márcia Aparecida da Silva.

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O Diário na Escola: aprendizado dinâmico e ensino qualitativo

Desde 2001 o programa educacional O Diário na Escola, que é alinhado ao modelo “Jornal e Educação” da Associação Nacional de Jornais (ANJ), é desenvolvido pelo O Diário do Norte do Paraná.

Em parceria com as Secretarias de Educação de Maringá e região e também empresas privadas, o programa tem por objetivo estimular nos alunos o gosto pela leitura contribuindo com o estudo de diversos conteúdos, formação cidadã e o desenvolvimento do senso crítico dos envolvidos.

Atualmente O Diário na Escola está presente em 117 instituições de ensino atendendo aproximadamente oito mil alunos e 300 educadores, em 19 municípios. Além de realizar concursos culturais, o Programa tem como prioridade oferecer encontros de formação aos professores e oficinas pedagógicas aos estudantes, a fim de maximizar a utilização dos jornais enviados às escolas e propiciar um novo olhar sobre os textos de circulação social.

“O Diário na Escola permite o trabalho com a diversidade textual, além de proporcionar aos alunos o contato com o jornal, algo que muitos não tem acesso fora da escola. Permite também que os pais possam ler as notícias com seus filhos, pois eles pedem o jornal para levar para casa”, conta a professora da Escola Municipal Alfredo Sofientini, de Astorga, Valéria Nunes de Jesus.

Capacitação

foto materia dois“Trabalho há muitos anos na mesma escola. Fui coordenadora pedagógica, diretora e hoje sou professora do 5º ano. De início foi uma resistência para meus superiores entenderem a importância do Programa, mas assim que assumi a direção junto à nova secretaria de educação, conseguimos. E hoje, trabalhando com meus alunos vejo que não foi em vão a insistência. As crianças adoram o jornal e são leitores assíduos. Através dos encontros, estou me capacitando e levando conhecimento aos estudantes”, destaca a professora da Escola Municipal Menino Jesus, de Uniflor, Cristiani Maria Baptista Gati.

Alunos do ensino fundamental e médio, de escolas públicas e particulares, entre outros ambientes educativos como comunidades sociais e abrigos, são o público alvo do Diário na Escola. As instituições parceiras recebem os jornais semanalmente para desenvolverem atividades e os trabalhos realizados a partir da leitura do jornal O Diário são publicados nas colunas semanais do programa, no caderno de Cultura, e nas mídias onlines, a exemplo do blog, facebook e twitter do Programa.

Os profissionais da educação recebem assessoria pedagógica especializada nos encontros de capacitação, palestras com grandes nomes das áreas de educação e comunicação, materiais de apoio com sugestões de atividades para o trabalho interdisciplinar com o impresso, atendimento da equipe do Diário na Escola para suprir dúvidas, bem como visita as escolas.

Em 2013, foram realizados os seguintes encontros de capacitação: “O jornal como aliado para os estudos da Prova Brasil”; “A diversidade dos gêneros no universo jornalístico”; “Artigo de Opinião: um espaço de argumentação no jornal”; “Histórias em quadrinhos: linguagens e ludicidade nas produções textuais”; “Notícia e Reportagem – bastidores e processos de produção” e “O professor na sala de aula – buscando estratégias de superação do mal estar docente”.

Concursos

CColuna Jornal Semana Nacional do Transito - 2013O Programa realizou nos meses de setembro e outubro duas promoções culturais: Concurso de Frases sobre a temática da Semana Nacional de Trânsito (6ª edição) e Concurso de Gibi (8ª edição). Ambos têm como objetivo propiciar que crianças e adolescentes, juntamente com seus professores, desenvolvam um trabalho de leitura crítica diante dos assuntos relacionados às notícias veiculadas nas páginas do jornal e produzam diferentes gêneros textuais.

anúncio“Tivemos dois alunos premiados no Concurso de Frases, é uma enorme satisfação. Em especial, porque as crianças vencedoras apresentavam dificuldade de aprendizado em sala de aula, com a vitória mostramos não só para elas, mas para os colegas, que com dedicação e esforço, tudo é possível”, enfatiza Vilma Spinella, assessora pedagógica na secretaria de educação de Astorga.

A vencedora do Concurso de Gibi na categoria “escolas da região” foi Gabriela Fusco dos Santos. A mãe, Maria Cristina Fusco conta que a filha é dedicada em tudo o que faz. “Ela esteve realmente empenhada no período de produção da história em quadrinhos. Concursos como este incentivam as crianças a buscarem o sucesso”.

Dia das CrinaçasEm comemoração ao Dia da Criança foi lançada a promoção cultural online “Livro também é diversão!”. Para participar bastava acessar o regulamento e o formulário de inscrição pelo blog do Diário na Escola e contar como faz para estimular a leitura da criançada. Podendo ser filho, neto, sobrinho ou aluno. O autor da história mais criativa recebeu seis livros de histórias infanto juvenis.

“Com tantas opções tecnológicas as crianças estão se afastando do contato com os livros. Quero que na vida do meu filho isso seja diferente. Percebo que o ato de ler é algo prazeroso para ele, e espero que continue assim”, enfatiza a mãe do ganhador e incentivadora do hábito da leitura, Leia Rachel Teixeira de Souza.

Visitas monitoradas

QUARTOANOVITORBELOTIDM3Os participantes ainda podem conhecer a sede do grupo O Diário, onde é apresentado aos visitantes todo o processo da produção da notícia até o sistema de impressão e distribuição do jornal nas casas, escolas e empresas.

“É importante para o aluno conhecer o espaço físico da empresa jornalística, conversar com os funcionários, tocar os equipamentos, tudo isso faz com que ele volte pra a sala de aula com um olhar diferente. As crianças estão mais abertas do que imaginamos para a leitura crítica da mídia”, conclui a coordenadora do Diário na Escola, Loiva Lopes.

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Bibliopraia

Você vai para praia nestas férias? Sem problemas! Um projeto da Secretaria de Cultura do Estado do Paraná montou bibliotecas móveis no litoral paranaense na temporada de verão. Para quem vai ter aquele tempinho sobrando, quer relaxar ou prefere admirar o mar a entrar na água, as chamadas Bibliopraias estão disponíveis em três pontos: na Praia Brava, em Caiobá, em Guaratuba e em Pontal do Paraná.

A partir de 15 de janeiro, a biblioteca também poderá ser visitada na Praia Mansa de Caiobá e em Paranaguá.

Cada Bibliopraia possui cerca de 1.200 títulos de diferentes estilos literários e o empréstimo é feito de forma bem simples. Quem tiver interesse precisa deixar apenas o nome e um número de telefone para contato, a devolução pode ser feita em qualquer uma das Bibliopraias ou na Biblioteca Pública do Paraná, em Curitiba, após o verão.

Além de tudo este projeto evita o contratempo do peso e do espaço ocupados pelos livros dentro da mala.

Local das Bibliopraias
Caiobá – Praia Brava: Avenida Atlântica, 1800.
Guaratuba – Avenida Atlântica, 1700.
Pontal do Paraná/Ipanema: Avenida Atlântica, 7351.

A partir de 15 de janeiro:
Caiobá – Praia Mansa: Avenida Agilio Leão de Macedo, 352.
Paranaguá – Ilha dos Valadares (Praça Cyro Abalem).

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