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Copel faz projeto em escolas

Foto AbreAlunos das escolas municipais de Maringá estão recebendo uma visita diferente nas últimas semanas. São eletricistas, leituristas e profissionais administrativos da Copel que vão às salas de aula, de forma voluntária, para levar orientações importantes sobre o uso seguro e eficiente de energia elétrica através do programa educativo Iluminando Gerações.

As crianças aprendem sobre o caminho que a energia percorre desde as usinas geradoras até chegar aos consumidores finais, como ocorre um curto-circuito e quais materiais são condutores de eletricidade. Assim, fica mais fácil entender o porque não se deve soltar pipa com material metálico, ou concluir se é ou não perigoso mudar a temperatura do chuveiro com o equipamento ligado.

A voluntária da Copel, Camila Satiro Fugii está há três anos no projeto e se diz motivada por saber que os estudantes levarão as informações para as pessoas que convivem. “Eles são nossos multiplicadores de orientações de segurança, com isso conseguimos evitar fatalidades, em especial, as que ocorrem na comunidade.”

A colega de trabalho e também voluntária, Vanessa Neves ressalta que as crianças precisam estar atentas aos riscos que envolvem a energia elétrica, pois em boa parte dos casos elas são as vítimas dos acidentes simplesmente por falta de conhecimento.

O aluno, Maycon Armando Bozzi comenta que após assistir a palestra do Iluminando Gerações mudará uma série de atitudes. “Percebi que ações do meu dia-a-dia me deixam em risco, a exemplo das vezes em que uso um pedaço de madeira para tirar fruta da árvore, sendo que bem acima passa uma rede elétrica. Algo que parecia normal para mim, me deixa vulnerável a um choque.”

Para não esquecer as informações recebidas pelos voluntários da Copel as crianças levam para casa um kit com caderno, lápis, régua e uma cartilha com dicas de segurança. A diretora da Escola Municipal Campos Sales, Lucília Tomazini Hoffmeister destaca a importância da atividade para a formação integral dos alunos: “O projeto é de grande valia dentro dos espaços escolares, pois instiga o debate com as crianças, exemplifica com situações vivenciadas no cotidiano delas e ainda ressalta os cuidados que devemos ter com o meio ambiente. Afinal, a energia vem da água.”

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Youtubers mirins são celebridades da rede

Foto Abre

O termo “youtuber mirim” pode ser algo novo para muita gente, mas para o público infantil, em específico, eles são verdadeiros ídolos. São crianças que gravam vídeos sobre a vivência escolar, ideais de desafios, dicas de maquiagens e games e depois publicam esse conteúdo em seus canais do YouTube.

Já existem crianças que vivaram celebridades e até faturam com os vídeos publicados. Em entrevista para o jornal Folha de São Paulo, o diretor de conteúdo do YouTube no Brasil, Alvaro Paes de Barros, afirma que uma das razões para o fenômeno, é a interação entre os pequenos. “Eles falam exatamente o que é importante para as crianças, da forma como as crianças falam.”

Em Maringá, temos alguns rostinhos que já estão se tornando conhecidos. Com apenas 12 anos, Juan Ribeiro de Camargo já é sucesso entre os amigos, dono do canal Zika Memo ele conta de forma engraçada fatos do dia-a-dia de um adolescente. “Minha inspiração é ver que as pessoas estão gostando, sempre alguém vem falar comigo que os vídeos estão legais e quando atraso um dia pra postar, já me cobram a publicação. Isso me motiva bastante”, conta.

Felipe Gabriel Vitor, de 14 anos também tem um canal e conta que para fazer bons vídeos, o importante é você observar o que acontece ao seu redor para falar de temas do cotidiano que sejam de interesse de todos. “Boa parte do que destaco é direcionado para os adolescentes, com isso, os primeiros a curtirem minhas postagens são meus irmãos, temos a mesma faixa etária e gostamos de coisas semelhantes, eles são meus maiores incentivadores e se divertem me assistindo.”

A psicopedagoga e mãe de Felipe, Ivanise Gabriel de Oliveira conta que nessa fase da vida a busca por aceitação e pertencimento a um grupo social, associada com a criatividade e a espontaneidade, são os ingredientes perfeitos para entrar nesta nova onda do momento. “O lema é ser visto, ser notado, que alguém fale algo de mim, seja bom ou ruim”, enfatiza.

Ivanise diz que conversa com Felipe sobre os perigos da exposição e que muitos estarão observando a fala dele, alguns vão elogiar como também podem criticar, e ele está aprendendo a lidar com tudo isso, inclusive, com as frustrações, o que é fundamental para a formação dele. A mãe deixa bem claro que não aceita que o filho exponha detalhes da vida pessoal, onde estuda, endereço, por questão de proteção. “A internet é um mundo sem barreiras, as crianças devem ter cautela”, aponta.

Um dos resultados desses canais que não param de surgir, são as crianças que se sentem motivadas após ver outras na telinha e acreditam que também podem ser um youtuber. “Afinal, se ele pode, eu também posso!” afirma Victor Hugo Martim, de 11 anos, que criou o canal “Bolado” inspirado em outros vlogs. “Comecei fazendo vídeos sobre dicas de games, mas com o tempo vi que gostava mais dos canais engraçados e resolvi seguir a mesma linha. Meu canal repercute bastante na escola, meus amigos me dão ideias sobre o que falar nos vídeos e como deixar o Bolado mais interessante.”
Victor Hugo ressalta que tem o estímulo dos pais na criação e atualização do canal, mas reforçam diariamente que os estudos e obrigações da escola devem estar sempre em primeiro lugar. “A internet pode ser algo profissional, no futuro, mas para que isso aconteça ele precisa de muita formação e conteúdo”, completa a mãe do youtuber, Débora Cristina Martim.

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Mais do que pessoas, cidadãos

Foto AbreA oficina “Identidade. Quem eu sou?” foi realizada com os atendidos da Legião da Boa Vontade (LBV) Maringá e teve por objetivo possibilitar a construção da formação cidadã da criança, a partir das relações sociais e culturais. “Os pequenos têm seu jeito próprio de compreender o mundo e é partindo de observações e estabelecendo relações com a realidade e com o meio que eles aprendem ,e assim, seguem na construção de sua personalidade”, destaca a responsável pela oficina, a educadora Andréa Siqueira Gonçalves.

O trabalho desenvolvido integrou as crianças e oportunizou a apropriação da escrita e valorização do nome próprio, bem como o resgate da cidadania, através do fortalecimento da cultura e do restabelecimento da autoestima.

Em um primeiro momento meninas e meninos atendidos pela LBV foram fotografados e com suas fotos em mãos puderam ver seus retratos e se reconhecerem em cada traço. “Nunca tinha prestado muita atenção em uma foto minha, olhei cada detalhe do meu rosto e os traços que lembram alguém da minha família”, conta a pequena, Isabely Santos Braga.

Na sequência eles tiveram contato com suas certidões de nascimento. “Nessa etapa percebi que muitos não conheciam o documento e muito menos sabiam da importância dela para sua vida, e que, além de ser um registro de identificação é a primeira garantia de cidadania e direito a todos os brasileiros”, comenta Andréa. O atendido Victor Hugo Reis Moreira, completa “os pais devem registrar seu filho logo quando nasce, assim a criança tem seus direitos garantidos.”

Muitas crianças ainda não tem a carteira de identidade (RG), por isso a educadora preparou uma proposta, com uma arte que simula um RG de verdade, na qual cada atendido preencheu os dados com seu nome e de familiares, e desenhou seu rosto para ficar semelhantes às fotos. “Foi muito legal, aprendi coisas importantes como por exemplo, o que é a palavra ‘filiação’ no documento”, ressalta a atendida, Gabrielly Flores Silva.

Para estarem atentos aos seus direitos e deveres, Andréa debateu com a turma os termos do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). “A construção de identidade não se evidencia do que digo sobre mim. Ela está presente nas minhas atitudes, ações, escolhas e no meu comportamento em geral. Os atendidos aprenderam muito com essa dinâmica”, comemora a educadora.

A proposta foi finalizada com uma exposição, nos corredores da instituição, das várias etapas desenvolvidas. Assim, todas as crianças e adolescentes que fazem parte da LBV tiveram conhecimento de um assunto que é de interesse em comum e prestigiaram o trabalho dos colegas.

“Após essa atividade foi despertado nos atendidos a vontade em conhecer melhor os documentos, como a carteira de identidade e a certidão de nascimento, e proporcionou uma reflexão sobre como cada um se vê. Eles perceberam que são seres únicos, especiais e diferentes. Assim, compreenderam que têm uma personalidade, um nome próprio e uma história de vida. Entendendo que a construção do seu ‘eu’ se dá de forma gradativa e através das interações sociais”, conclui a assessora de comunicação da LBV, Vilma da Silva Araújo.

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Segurança na Web

leo_pachecoO advogado Leonardo Pacheco pontua algumas dicas às crianças para que não sofram com as consequências do uso indevido da internet:

– No controle de privacidade do facebook restrinja ao máximo as pessoas que podem visualizar suas publicações;

– Evite divulgar fotos com poses sensuais, roupas íntimas, biquínis e pijamas;

– Não faça comentários públicos que tenham cunho ofensivo, mesmo que se trate de uma brincadeira com o colega;

– Pessoas podem te pressionar para que envie fotos ousadas ou vídeos, não se deixe levar pela conversa. Uma mensagem enviada, não tem como ser pega de volta;

– Converse com seus pais, sempre, antes de adicionar alguém em seu perfil. Mesmo que a pessoa seja um conhecido da família;

– Não exponha a sua rotina de vida;

– Escolha um adulto de confiança para conversar sobre estes assuntos, ele saberá te aconselhar;

– Não dê informações pessoais a um estranho e não marque encontros, mesmo que seja em locais públicos não se arrisque;

– Lembre-se: tudo o que você faz na internet pode ser fiscalizado, sim!

– Repasse as senhas de suas contas na web para seus pais. Não é invasão de privacidade, é segurança!

 

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Perigo: Direito digital é tema de palestra para crianças

Na internet e no celular, mensagens com imagens e comentários depreciativos se alastram rapidamente e tornam as consequências ainda mais perversas. Como o espaço virtual é ilimitado, o poder de agressão se amplia e a vítima se sente acuada. E o que é pior, muitas vezes, ela não sabe de quem se defender.

Engana-se quem pensa que a internet é um mundo a parte ao real e acredita que todo o conteúdo publicado ou divulgado, nunca sofrerá repreensão. Na realidade, a situação é bastante diferente. “Felizmente o código penal nos possibilita punição para os crimes, sejam eles cometidos pessoalmente ou de forma virtual”, destaca o advogado especialista em assuntos relacionados à internet, Leonardo Pacheco.

Foto Abre 01Preocupado com o número de casos que recebe em seu escritório envolvendo crianças e redes sociais, Leonardo desenvolve um trabalho voluntário, em parceira com o Conselho Tutelar de Maringá, e ministra palestras sobre Direito Digital em instituições de ensino da cidade.

Durante o bate-papo com os estudantes, o ministrante enfatiza a velocidade com que a sociedade está mudando e o quanto a internet tem contribuído para isso. “A cada dia mais a população precisa vencer preconceitos e estar atenta as questões de segurança no campo real – casa e carro – como também no quesito virtual – sites acessados, informações publicadas e pessoas desconhecidas”, comenta.

Uma foto divulgada nas redes sociais pode expor os bens materiais de valor que você tem em casa, a rua onde mora, a placa e o modelo do carro da família e a rotina de vida que levam. Isso auxilia o trabalho de pessoas más intencionadas que se aproveitam das oportunidades em que não haverá ninguém na residência, por exemplo, para realizar um assalto.

Leonardo alerta as crianças sobre o uso do aplicativo FourSquare, no qual a pessoa informa onde está naquele momento, seja um restaurante, a casa de um amigo ou a própria escola. “Esta ferramenta possibilita ao bandido ou ao pedófilo saber em que local você está e muitas vezes até as companhias, desta forma a pessoa se torna presa fácil. Aos pais, eu aconselho que não deixem seus filhos usar o aplicativo.”

A internet é um campo sem fronteiras, o que “cai” na rede, não tem mais controle de privacidade ou resgate de material. Enfim, o que você publica, já não é mais seu. O palestrante apresentou aos alunos diferentes exemplos de pessoas que estão sofrendo processo judicial, perderam o emprego e até foram investigados pela Polícia Federal, por publicações de ameaça, racismo ou ofensas. Os casos mais recentes são em relação às eleições e ao destrato com o povo nordestino. Como Leonardo citou, mesmo que seja um crime de internet este pode ser julgado, sim e a pessoa inclusive condenada à prisão.

Lembrando que, quem compartilha ou repassa um vídeo ou imagem que está expondo alguém, também pode ser considerado culpado.

O conselheiro tutelar de Maringá, Vandré Fernando comenta que até os 12 anos a responsabilidade da infração cometida é de responsabilidade dos pais, a partir desta idade até os 17 anos o adolescente já pode ser apreendido e fica em reclusão no Centro de Socioeducação (Cense). Após os 18 anos completos atinge a maioridade penal e é encaminhado para a penitenciária.

“O assunto discutido pelo Leonardo é fundamental dentro do espaço escolar. Os riscos da internet são tantos e tão comentados, que acaba se tornando algo comum e rotineiro, isso não pode acontecer! Pais e crianças devem estar sempre atentos. O fato de vir alguém diferente na escola e conversar com a gente sobre casos que acontecem aqui na cidade, de certa forma, assusta a todos. Percebemos que essa triste realidade está muito próxima de nós”, conta a vereadora mirim de Maringá, Carolina Herreiro.

O estudante Lucas Violin ressalta já ter identificado nas redes sociais perfis de jogos, mulheres e crianças que na verdade, são falsos. “Algumas dessas pessoas já me adicionaram, porque veem minha foto de criança e imaginam que vai ser mais fácil me alienar. Todo o cuidado, ainda é pouco.”

Sonia Maria Sguarezi é psicóloga e acompanhou o bate-papo com o advogado. “O interessante do tema em debate é que se mostrou algo muito próximo da realidade dos alunos, eles passam parte do dia conectados. Alguns coordenadores pedagógicos ficaram surpresas com a atenção e o silêncio dentro do auditório enquanto Leonardo apresentava as informações. Acredito que, além do momento de orientação, todo o conteúdo serviu de aprendizado também aos professores e àqueles que tem perfis na rede”, diz.

Ao final da palestra Leonardo aconselha, “o direito à crítica não te oportuniza uma ofensa. Pensem nisso!”

Quem pode ajudar?

Problemas envolvendo crianças e o mau uso da internet tem crescido muito, um dos órgãos públicos que luta diariamente para evitar estes casos, é o Conselho Tutelar. Criado a partir do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) tem a função de tomar providências em casos de ameaças ou violação de direitos.

O Conselho Tutelar tem à disposição serviços públicos que efetuam as avaliações necessárias e executam medidas aplicáveis. Sem uma rede de serviços e programas, o Conselho Tutelar pode fazer pouco por uma criança ou adolescente em situação de risco.

A primeira sede de um Conselho Tutelar no Brasil foi o de Maringá, atualmente há na equipe dez conselheiros que, diariamente, buscam a defesa dos pequenos. “Diferente do que muitos pensam, não temos a missão de repreender, mas sim, de requisitar serviços que ofereçam qualidade de vida, a exemplo de vagas em creches e consultas médicas. Quando alguma de nossas solicitações não é atendida encaminhamos o caso para o judiciário, sempre em busca de uma solução”, destaca o conselheiro tutelar, Vandré Fernando.

Denúncias e orientações em Maringá podem ser feitas pelos telefones 3901-2276 / 3901-1966, na sede do órgão localizado na Rua Joaquim Nabuco, nº 485 ou mesmo pelo 190. Lembrando que, quando solicitado, a identidade de quem procura os conselheiros é mantida em sigilo. “Estamos de portas abertas para atender a população com o dever de zelar por nossas crianças e adolescentes”, diz Vandré.

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LBV incentiva a permanência de crianças na escola

Lugar de criança é na escola. Parece óbvio, mas existem ainda no Brasil mais de três milhões sem acesso à educação. Os dados são do movimento Todos pela Educação (TPE).

A meta do TPE, de toda criança estar alfabetizada até os 8 anos de idade, não foi atingida. Mas como nem tudo está perdido, a proposta de todo jovem brasileiro concluir o ensino fundamental até 16 anos é uma realidade e o ensino médio até os 19 anos é uma meta superada.

A Legião da Boa Vontade (LBV) está com uma campanha de permanência das crianças na escola e como incentivo, os coordenadores da instituição vão entregar kits completos de material escolar. Vamos apoiar esta ideia que remete à inclusão educacional e ao desenvolvimento das crianças.

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LBV abre vagas para crianças

 

A Legião da Boa Vontade está com vagas abertas para o Programa LBV – Criança: Futuro no Presente! Neste programa são atendidas crianças com idade entre 6 e 11 anos, que estejam matriculadas no ensino fundamental (1ª à 4ª série) da rede pública, cujas famílias se encontram em situação de vulnerabilidade social.

 

Na LBV as crianças participam de várias atividades, oficinas lúdicas e recreativas, atividades esportivas e tem o acompanhamento de profissionais durante todo o tempo de permanência na Instituição. Também são oferecidos uniforme, alimentação balanceada e kit de material pedagógico completo.

 

Para se inscrever, pais ou responsáveis devem procurar o Centro Comunitário de Assistência Social da LBV, localizado na Rua Peroíbe, 338 – Parque das Grevíleas III, portando documentos pessoais e da criança.

Informações pelo telefone (44) 3263-2316.

 

Fonte: Paulo de Araujo/LBV

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Pesquisa revela a influência das crianças sobre o consumo dos pais

“Já faz tempo que não preparo alimentos que tenho vontade, o cardápio lá em casa é sempre voltado para as meninas”, conta Débora Thaís Ideriha, mãe de três garotas com idades entre seis e 14 anos. Débora compra, no supermercado, o que as filhas preferem comer e abdica de suas preferências. A experiência dela ratifica o resultado da pesquisa “O poder da influência da criança nas decisões de compra da família”, realizada em 11 países, entre eles o Brasil, concluindo que a opinião dos mais novos é decisiva na rotina familiar.

 

O estudo foi publicado pela Viacom, dona do canal Nickelodeon, e ouviu 15.600 pessoas, entre crianças de nove a 14 anos e pais com filhos de seis a 14 anos. A conclusão pode ser vista facilmente com a chegada do fim de ano, época em que eles interferem no destino da viagem, no prato principal da ceia e nos presentes de Natal. A pesquisa apontou que 60% dos jovens acreditam que suas opiniões são levadas em consideração pela família. Eles opinam e sabem do poder de persuasão que têm sobre o comportamento dos pais.

 

Nos 11 países estudados, as informações das crianças sobre produtos e marcas advêm, principalmente, da internet e da Tv, com 82% e 70% respectivamente

Os adultos levam mesmo em conta o que pensam os filhos, pelo menos foi o que disseram 51% dos entrevistados. As crianças palpitam, por exemplo, na cor e modelo do carro novo da família e os pais consideram o que elas disseram na hora da escolha. Adriana de Souza Garcia está grávida de cinco meses e é mãe do pequeno Augusto, de três anos. Ela faz parte de outra parcela da pesquisa, os 49%, que disseram decidir a rotina familiar em comunhão com os filhos. Adriana explica que a influência de Augusto sobre sua opinião existe, mas tem limites.

 

“Não deixo que ele simplesmente mude minha ideia, pois 80% das vezes ele impõe o que quer. Eu faço quando tenho certeza que vou beneficiá-lo e não apenas agradá-lo”, ressalta Adriana. As crianças estão cada vez mais precoces no quesito poder de escolha, o que preocupa é qual a origem das influências de comportamento e consumo dos mais novos. Conforme a pesquisa, as informações advêm, principalmente, da internet e da Tv, com 82% e 70% respectivamente. Os jovens confiam na mídia para buscar informações sobre produtos e marcas, e reproduzem, o que descobriram, aos pais.

 

A mamãe de Lauren, de um ano e meio, Juliana Yoshiumi, contou que ultimamente tem dado menos ouvido aos pedidos da filha. A tarefa não é fácil, mas pode ser extremamente educativa, uma vez que a mãe a ensina a ouvir a temida palavra “não”. “Conforme eu sempre dizia sim, ela foi ficando muito mimada”, explica Juliana, que é a favor de ouvir as crianças, mas considera os pais, as melhores pessoas para definir o que é bom ou não para a vida dos filhos.

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Notícias são fonte de reflexão sobre o trânsito

Que as crianças são as grandes multiplicadoras de boas ações ninguém duvida e, bem por isso, muitos apostam que as próximas gerações serão mais conscientes e responsáveis em relação às questões sociais como o trânsito e o meio ambiente. Ainda na infância, eles obtêm os valores necessários para lidar com a realidade atual. A professora da 4ª “A”, Stela Cristiane de Souza Magalhães, da Escola Municipal Iroí, de Presidente Castelo Branco, acredita nesta ideia e tem trazido as questões sociais para dentro da sala de aula, com a ajuda das matérias do jornal O Diário. A instituição participa do Diário na Escola por meio do patrocínio da Concessionária Viapar.

“O objetivo foi desenvolver o senso crítico e a cidadania por meio das notícias. No decorrer das aulas percebi o interesse na leitura e a compreensão e participação das crianças nas atividades”, explicou Stela, que está entusiasmada com a aceitação dos alunos no trabalho com o jornal. Com base nas matérias jornalísticas, a professora discutiu o trânsito, levando em conta as leis, os perigos, a educação e as formas de prevenir acidentes.  As atividades tiveram caráter lúdico e resultaram em produções textuais e desenhos. Um dos destaques é foi o desenho de Jhonathan Luiz Pereira, que traz toda a representatividade de quem burla as leis e não respeita o próximo.

 

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Nenhuma criança nasce para morrer

A campanha Por Todas as Crianças será apresentada durante coletiva de imprensa na próxima quarta-feira na sede da Fundação Abrinq – Save the Children às 14 horas. O lema é “Nenhuma Criança Nasce para Morrer” e a ação acontece em 25 países. Números recentes sobre mortalidade infantil, na infância e materna serão apresentados na ocasião, a fim de mostrar a meta até de 2015.

Os números são assustadores, apenas em 2009, 50.033 crianças de 0 a 5 anos morreram, o que corresponde a 137 por dia, segundo o Ministério da Saúde. O que mais preocupa é que  33.604 faleceram por causas evitáveis. Por esta razão e disposta a lutar pela diminuição desses números, a Fundação Abrinq – Save the Children desenvolveu a campanha Por Todas as Crianças, iniciativa que apresenta a necessidade de uma diminuição na taxa de mortalidade de crianças menores de 5 anos por doenças facilmente evitáveis.

Fonte: Andi

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