cruzadinha



Bem mais que um passatempo

As palavras cruzadas são um passatempo muito comum em jornais e revistas. O objetivo é encontrar todas as palavras usando as dicas disponíveis. Conforme algumas palavras são preenchidas, as letras de outras automaticamente aparecem, o que facilita bastante a resolução.

A dificuldade da palavra cruzada varia de acordo com o formato e a quantidade de palavras. Quanto menos elas se cruzam e mais palavras o jogo tem, é maior a possibilidade de a resolução ser mais difícil.

Foto AbrePercebendo o interesse dos alunos do quarto ano da Escola Municipal Tancredo Neves, de Doutor Camargo, pelo passatempo, a professora Rosângela da Silva Oliveira decidiu utilizar o material para desenvolver os processos de leitura e escrita nas crianças.

“Começamos tentando solucionar as palavras cruzadas de O Diário. A princípio, pensei que os estudantes não fossem conseguir, pois são bastante elaboradas, mas para a minha surpresa eles tiveram um ótimo desempenho e conseguiram decifrar quase todos os enigmas, sozinhos”, conta a professora.

Depois do bom resultado, Rosângela passou a explorar ainda mais os conteúdos. Ela diz que ao buscar as palavras certas os alunos iam se aprimorando no passatempo, aprendiam a grafia correta e ainda o que significa e para o que utilizamos cada um dos termos encontrados.

“As cruzadinhas nos ajudam a conhecer coisas novas, com isso, desenvolvemos nosso intelecto”, relata o estudante, Pedro Henrique Fraga. O colega, Joaquim Henrique Villa acrescenta “tenho aprendido até palavras em inglês nos passatempos, isso é muito bom! Aprendemos brincando.”

Ao perceber a evolução das crianças, a professora pediu que cada uma criasse uma palavra cruzada para desafiar um amigo a solucionar. “Esta foi mais uma etapa que me surpreendeu. Achei que eles iriam produzir coisas simples, mas ao contrário, as produções foram bastante criativas e elaboradas”, aponta.

Ao fim da série de atividades, Rosângela enfatiza o quanto foi prazeroso ensinar com as cruzadinhas. Algo que poderia ser apenas um momento de diversão, mas que resultou em novos conhecimentos. “Os alunos passaram a se interessar mais pelos conteúdos, aumentaram vocabulário, aprenderam ortografia e estão mais motivadas a participar das aulas”, conclui.

 

RESULTADO

Essa é a palavra cruzada que foi produzida pela aluna Geovanna Carolina Cravo, e solucionada pelos colegas de turma. Vejam que interessante:

CRUZADINHA

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Atividades com o jornal promovem formação cidadã

Subsidiados pela concessionária VIAPAR, os atendidos da Fundação Isis Bruder – Unidade Champagnat – recebem o jornal toda semana na instituição. “Com a leitura do Diário ficamos ciente do que acontece em nossa cidade e na região, nos informamos também sobre a política do Brasil e as discussões que ocorrem na câmara e CPI dos ministros, o que nos torna mais cidadãos”, conta a aluna Juliana Rafaela.

A orientadora social, Criciely Vieira é uma das educadoras que desenvolve os projetos dentro da sala de aula. “Trabalho com o jornal impresso no intuito de fazer com que crianças e adolescentes atendidos pela Isis Bruder se tornem não apenas parte da sociedade, mas cidadãos critícios que tenham argumento de discussão”. Ela conta também que procura no Diário notícias sobre violência e uso de drogas para alertar os estudantes dos riscos que podem enfrentar nas ruas, “com os mais velhos meu trabalho é focado no lado social da informação e na conscientização”.

Com os pequenos, Criciely realiza dinâmicas com maior entretenimento, em especial trabalhos com a charge. “As crianças ficam encantadas com as imagens e os desenhos que aparecem no jornal, por isso, aproveito do interesse deles por esses conteúdos para desenvolver produções”, relata.

Em uma das semanas em que recebeu o jornal a orientadora teve a ideia de produzir uma cuzadinha a partir das notícias publicadas no Diário. Utilizando da criatividade, para cada palavra da cruzadinha ela fez uma dica que ajudou o estudante a encontrar a resposta dentro das matérias do jornal. A dinâmica foi realizada com os atendidos de seis a 15 anos. “O importante das produções em grupo é que gera competitividade saudável dentro da sala, assim, os alunos ficam mais participativos, e os que terminam primeiro acabam auxiliando os que tem mais dificuldade”, destaca Criciely.

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