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Sarandi realiza Congresso de Educação

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A Secretaria Municipal de Educação de Sarandi estará promovendo o II Congresso de Educação entre os dias 18, 19 e 20 de novembro, um evento que teve ótimos resultados em sua primeira edição e que este ano volta com novidades e convidados de renome.

O diretor de ensino Erick Bucioli ressalta que no ano de 2014 a Secretaria de Educação entendendo que formação continuada não se constitui somente por cursos, palestras e eventos, mas com a produção escrita oriunda de professores e equipes pedagógicas das unidades escolares, organizou o I Congresso de Educação de Sarandi. O intuito era ofertar palestras e abrir um espaço para a apresentação de trabalhos produzidos por profissionais da educação. “Por meio dos artigos científicos produzidos, podemos verificar o quão a pesquisa e a reflexão estão presentes no dia-a-dia dos educadores. Tivemos muitos trabalhos que contribuíram com o nosso fazer pedagógico”, conta.

A proposta do Congresso é reunir professores, coordenadores, diretores, alunos e demais profissionais da educação, juntamente com a comunidade de municípios vizinhos, para debater e apresentar as práticas quem vêm sendo realizadas nas escolas municipais, centros infantis e instituições educacionais privadas.

“As expectativas para este ano são as melhores. Esperamos que as discussões auxiliem professores e demais profissionais da educação no entendimento de novas demandas que surgem nas escolas. Estamos tendo adesão de várias pessoas, pois muitas inscrições já foram realizadas”, explica Erick.

Além de palestras, o evento contará com a apresentação de artigos científicos, previamente aprovados pela comissão composta por pós-doutores, doutores e mestres das mais vareadas áreas. Os trabalhos serão distribuídos em: práticas escolares reflexivas; gestão escolar; ações da coordenação pedagógica escolar; relação aluno/professor; relação equipe diretiva/professor e diversidade e escola.

“Para este ano, temos a honra de receber a Professora Doutora Lizia Nagel, que abordará a Educação na Contemporaneidade como palestra de abertura. No segundo dia de trabalho, contaremos com as Professoras Doutoras Lucinéia Lazaretti e Jani Moreira – ambas lecionam na UEM, que farão uma mesa redonda sobre a Educação Infantil, no âmbito de Políticas Educacionais e Práticas Pedagógicas. E no terceiro dia teremos a apresentação dos trabalhos inscritos e a entrega dos certificados”, afirma Erick.

Nos três dias de evento o início das programações é às 19h30. Dias 18 e 19 será no Salão Paroquial da Igreja Santa Terezinha e no dia 20 na Escola Municipal São Francisco de Assis.

A publicação da lista dos artigos aprovados será dia 06 de novembro. O diretor de ensino do município ressalta que o Congresso de Educação de Sarandi realiza a publicação dos artigos em forma de Anais, valorizando ainda mais as produções.

Quem tiver o interesse em participar do Congresso como ouvinte ainda pode se inscrever até o dia 13 pelo site: www.sarandi.pr.gov.br/edu/congresso

 

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Conhecendo o jornal

A partir do momento em que o impresso é introduzido como recurso pedagógico, também é necessário fazer uma apresentação de seu conteúdo para que os alunos compreendam o sentido do uso do material em sala. O primeiro passo é deixa-los folhear as páginas para que possam escolher o que ler. Assim, o ato da leitura se torna mais prazeroso e o interesse pela informação é despertado de forma verdadeira, sem a imposição do professor.

Em paralelo, enquanto se familiarizam com os títulos, legendas de fotos e chamadas de capa, as crianças ainda entram em contato com notícias mais elaboradas, algumas das quais evidenciam a realidade vivida por elas mesmas. Depois, aprendem que os textos têm diferentes formatações que recebem o nome de editorial, artigo, reportagem, entre outros, cujas características são específicas.

Na Escola Municipal Vania Maria Simão, de Atalaia, a professora Flávia Maria de Souza Ronca já realizou este momento de interação com o Diário, com os seus alunos do quinto ano. “Questionei sobre o nome do jornal, valor pago, data da edição, cidade em que é produzido e as principais manchetes. Desta forma, eles puderam reconhecer as características que compõem o material”, conta Flávia.

Em meio a essas descobertas, como todos esses elementos provocam a interação e a classe acaba por eleger uma notícia que induz o trabalho do educador. Flávia diz que a imagem de capa ilustrando a manchete ‘PM e professores entram em confronto’ despertou a atenção das crianças. “Esse tipo de aula se torna significativa, porque tem como base o interesse do próprio aluno. Além de ajudar a desenvolver o senso crítico e as demais habilidades requeridas no Ensino Fundamental.”

Os estudantes fizeram a leitura da notícia e foram desafiados a responder as famosas questões que caracterizam o lide: Quem? Onde? Quando? O que? Por quê?. “Com o entendimento da matéria foi possível trabalhar interpretação, escrita, confeccionar um mural, elementos da narrativa e também os advérbios, que já era conteúdo previsto para o bimestre e a partir da notícia foi possível ensiná-los de forma contextualizada”, comenta a professora.

“Gostei de todo o trabalho, foi uma aula diferente, nós manuseamos o jornal e fomos lendo e pintando as partes que a professora ia explicando”, disse o aluno, Caio Gabriel Moura. A colega, Jenifer Helena de Souza Abreu completa “eu já tinha visto sobre a greve na televisão, poder ler o conteúdo também do Diário me deixou ainda mais informada sobre o assunto.”

Flávia ressalta que o jornal por si só, já motiva a aula. “Utilizar um texto de um fato real, no qual muitos familiares das crianças estão sem aula ou participando da luta pela educação lá em Curitiba, repercutiu não só dentro do espaço escolar, como também dentro da casa dos alunos. Alguns pais me procuraram para elogiar o trabalho e os bons resultados obtidos no desenvolvimento crítico de seus filhos.”

EXPOSIÇÃO. Para que o acesso à informação se expanda para a comunidade escolar, alunos produziram mural com notícias do Diário

EXPOSIÇÃO. Para que o acesso à informação se expanda para a comunidade escolar, alunos produziram mural com notícias do Diário

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Manchete sobre violência surpreende estudantes

IMAG0253Dentro da coluna Notícias Breves do caderno de Polícia do Diário, os alunos da Escola Municipal Guiti Sato, de Marialva, se atentaram à manchete: “Criança de 10 anos participa de assalto”. A professora Tanize Aparecida Geraldo André conta que sempre motiva as crianças a lerem o jornal todo, de forma livre, para que em seguida elas opinem sobre o que encontraram de mais interessante no impresso.

Na matéria destacou-se o fato de uma menina de 10 anos e dois adolescentes terem assaltado um supermercado no município de Cambé. Um dos garotos estava com um revólver e disparou a arma depois que um cliente reagiu, por sorte ninguém ficou ferido. Com R$ 700, o trio entrou em um carro e fugiu.

“A sociedade está cada dia mais perigosa, não podemos mais confiar nem na ingenuidade de uma criança. Como foi apresentado na notícia, até os menores de idade estão cometendo crimes”, ressalta a aluna Thaissa Cristina de Souza Oliveira.

O fato noticiado se tornou tema de debate em sala de aula. “Os estudantes queriam falar, contar experiências, apresentar novas informações. Temas polêmicos sempre geram boas discussões em classe”, comenta a professora.

Depois da leitura da notícia Tanize solicitou às crianças que realizassem uma produção textual opinativa sobre a violência na infância. “A conversa em sala foi importante para nos ajudar com argumentos no momento da atividade escrita”, conta a aluna Thais Leal.

“Na escola temos o compromisso de conscientizar os estudantes sobre os riscos das drogas e da criminalidade, por estarmos localizados em um bairro de periferia eles têm contato com esta realidade e, por isso, sempre lembramos que este não é o melhor caminho a seguir”, ressalta a coordenadora pedagógica Jaqueline Aparecida Fernandes.

A professora enfatiza que trabalho com o uso do Diário é sempre desafiador para os alunos. “Se exige boa leitura e compreensão, mas como resultado eles têm novos conhecimentos e maior suporte para a construção de textos. Nesta atividade, em especial, o resultado foi muito satisfatório, pois identifiquei maior dedicação no que foi proposto em sala de aula”, diz.

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Impresso desenvolve senso crítico em estudantes

IMG_2776Durante a visita da equipe do Programa à Escola Municipal Rocha Pombo, no município de Ourizona, o relato de uma aluna chamou a atenção. “Esta semana minha mãe estava me contando que o apresentador de TV, Pinga Fogo sofreu um problema de saúde e está internado. Ela achou que seria uma novidade, mas eu disse que já sabia, pois tinha lido sobre o assunto no Diário. Minha mãe ficou surpresa!”, relata Maria Clara Costa Calvo.

Para que momentos como este aconteçam mais vezes nas conversas em família, a equipe do Diário na Escola esteve com os estudantes de Ourizona apresentando todos os elementos que compõem o impresso, entre eles: manchete, texto chamada, foto, legendas, cadernos e lide.

Depois do bate-papo sobre a estrutura do jornal, os estudantes aplicaram a teoria na prática. Divididos em grupos receberam o desafio de encontrar a manchete principal do Diário, realizar a leitura da reportagem e ainda identificar: título, subtítulo, o que a foto representa, legenda e o lide da notícia.

A partir da manchete “Jardineiro entrega filho adolescente suspeito de matar vizinho de 83 anos” os estudantes desenvolveram as atividades acima e produziram um texto opinativo destacando se concordavam ou não com a atitude do pai do acusado, e qual pena o garoto de 16 anos deveria sofrer por ter matado um homem.

“A manchete é assustadora e atrativa ao mesmo tempo, isso desperta o interesse das crianças em ler a notícia completa. O diferente é que nestes casos eles não reclamam nem do tamanho do texto, pois estão curiosos em conhecer mais sobre o fato”, conta a professora Cícera Aparecida Tassoli.

Há cinco anos Cícera utiliza o jornal O Diário como suporte de ensino aos estudantes do 5º ano. Ela destaca que o impresso contribui muito em suas aulas, “além de aprofundar os conteúdos das disciplinas obrigatórias, melhora o rendimento dos estudantes e diversifica a minha rotina de trabalho”, conta.

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Momentos do debate sobre a Lei da Palmada

O objetivo de discutir a Lei da Palmada foi atingido na esclarecedora tarde de ontem, durante o debate promovido pelo Diário na Escola, em parceria com o Conselho Tutelar de Maringá -Zona Sul. Foram mais de duas horas de discussão entre os convidados e o público presente. Alguns trechos do debate merecem ser destacados aqui, então vamos lá!

“O conteúdo da lei já está cristalizado na sociedade. Mas a palmada pedagógica garante a formação de adultos trabalhadores, honestos etc? Ou existem outros aspectos que colaboram com esta formação? É bom lembrar que a violência é evidente quando ela é física, mas ela não se resume apenas a isso”.

Ivana Veraldo – Professora doutora do departamento de Fundamentos da Educação da UEM e coordenadora do curso de pedagogia.

 

“A Inglaterra fez um plebiscito sobre a lei, que foi aceita pela população, mas depois tiveram tantos processos que fizeram outra votação, dessa vez para retir a lei”.

Nilton Tuller – Presidente da Ordem dos Pastores

“Se nos baseássemos apenas na legislação vigente já teríamos a garantia dos direitos das crianças. Essa lei, possivelmente, não dê nenhum efeito negativo, mas pode abrir uma prerrogativa para o estado interceder no foro íntimo”.

Elizeu de Carvalho – Advogado, representante da classe jurídica e ex- conselheiro da OAB.

 

matéria completa você lê aqui

 

 

 

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Já tem opinião sobre a lei da palmada?

O assunto está em alta e na quarta-feira, dia 21, às 14h, no auditório do Colégio Estadual Instituto, o Conselho Tutelar de Maringá em parceria com O Diário na Escola realiza o debate “Lei da Palmada”. A ideia é dar voz a população, bem como estimular a criticidade da sociedade sobre o tema, que tem conquistado apoiadores e proponentes.

O Data Folha apurou que 54% dos entrevistados são contra o projeto da“Lei da palmada” e 36% aprovam a medida. O levantamento ouviu 10.905 pessoas no mês de julho. Você, leitor, já pensou sobre isso? A lei prevê punições a pais que baterem em seus filhos, reforçando o artigo 18 do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). Leia abaixo o projeto de lei na íntegra e comente o que pensa sobre o assunto:

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Encontro reflete a Educomunicação no Brasil

A abertura de canais de comunicação na escola tem tido uma significativa demanda no Brasil. Mais de quatro mil escolas do programa federal de educação integral – o Mais Educação – optaram pelo tema “trabalho de jovem com mídia”. No entanto, segundo especialistas, reunidos no III Encontro Brasileiro de Educomunicação, realizado na Universidade de São Paulo (USP), na semana passada, o número de práticas de Educomunicação ainda é reduzido, pois se refere a um terço das escolas cadastradas no programa.

Os debates do encontro contaram com a participação do membro da Rede Comunicação, Educação e Participação na Escola e na Comunidade (CEP), Alexandre Sayad, com os professores Ismar de Oliveira Soares e Mauro Wilton de Sousa, entre outros convidados. A educomunicação foi tratada como uma das formas para ressignificar a escola e permitir aos alunos o despertar do sentimento de pertença e o exercício da cidadania. O periódico produzido por jovens, a revista Viração, e o Games for Change, em que jovens produzem jogos sociais, foram citados como exemplos educomunicativos de sucesso.

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PNE é tema de debate na UEM amanhã

O Plano Nacional de Educação (PNE 2011-2020) vai ser foco de debate das instituições de ensino superior de Maringá e região durante o Fórum Estadual de Educação do Paraná – Região Noroeste – que ocorre amanhã, das 8h30 às 17h30, no bloco I-12, na Universidade Estadual de Maringá (UEM). As universidades foram convidadas pelo deputado Ângelo Vanhoni (PT- PR), relator da comissão especial do PNE, para discutir as 10 diretrizes e as 20 metas e enviar contribuições. Dez regiões do Paraná estão mobilizadas em torno do assunto. Informações e inscrições aqui

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