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Estrada, jornal e paixão pelo que faz

Dez anos participando do Diário na Escola, 16 anos de profissão e uma rotina que inclui 52 kilômetros por dia. Esta é a realidade de Sandra Cristiane Fratini de Castro. Moradora de Floraí, a professora viaja todos os dias até Barão de Lucena – distrito de Nova Esperança – para lecionar aos alunos do 5º ano da Escola Municipal Padre Ladislau Ban.

A professora está sempre buscando recursos para inovar suas aulas e considera o jornal impresso material fundamental em sala, tanto quanto caderno e livro didático. “Faço parte do Diário na Escola desde os primeiros anos do Programa. A cada novo período letivo fico ansiosa pela renovação da parceria”.

Sandra destaca que o jornal é um material que apresenta textos com conteúdos próximos à realidade dos alunos, com isso eles se sentem atraídos pela leitura. “Depois de ler algumas matérias sempre abro espaço para discussão, neste momento as crianças contam que já presenciaram fatos parecidos ao da notícia, ou conhecem alguém que já viveram a mesma situação, com isso há uma grande troca de conhecimento”.

Para a diretora da escola Tânia Cristina Toná o acesso ao jornal é uma oportunidade única para os alunos. “Em nosso município não temos entregadores do impresso, se o material não viesse para escola essas crianças não conheceriam textos tão ricos e não se manteriam atualizadas”.

A coordenadora pedagógica Margarete Lopes Rodrigues relata que Sandra desenvolve muitas atividades em grupo utilizando o jornal como suporte. “A professora é dinâmica e isso motiva os estudantes, na sala em que ela leciona não temos problemas de relacionamentos porque as crianças estão adaptadas a trabalharem juntas, um ajudando o outro”.

“Falo para os estudantes que somos uma família, alguns passam mais tempo comigo e com os colegas do que com os pais. Todos os dias separo cerca de 15 minutos para conversarmos sobre o que quiserem, assim as crianças se abrem e discutimos soluções para os problemas, isso tudo os deixou mais confiantes e refletiu no avanço do aprendizado”, ressalta Sandra.

Ao longo dos dez anos em que trabalha com o Diário em sala, a professora presenciou mudanças nos estudantes após o contato com o material. “No começo do ano as crianças chegam mais tímidas, com dificuldades em se expressar. Depois de algumas aulas com a leitura do jornal percebo que elas adquirem vocabulário e argumentos, com isso passam a ser mais participativas das discussões e melhoram as produções textuais”.

A aluna Nayra Milena dos Santos Alves adora o caderno de cultura do impresso, mas enfatiza que as notícias são muito importantes para o futuro. “Minha mãe me ensinou que devo me manter informada, quando levo o jornal para casa nós sempre conversamos sobre as matérias. Meu padrasto encontrou um carro do interesse dele nos classificados do Diário, agora está negociando, espero que a compra dê certo”.

Diogo Costa Portel é aluno do 5º ano e quando pega o jornal vai direto no caderno de esportes. “Gosto de ler sobre os atletas, os campeonatos e tudo o que acontece no mundo. O Diário tem me ajudado também nas tarefas de casa, muitas vezes para resolver a atividade do livro didático eu faço pesquisa nas notícias publicadas”.

Além de propostas como leitura e interpretação textual, Sandra propõe trabalhos com o impresso que envolvem gramática, matemática, artes, opinião e outras questões que auxiliam no trabalho diário em sala de aula.

“Todo fim de ano letivo fico satisfeita com os resultados que encontro. O contato com o jornal torna meus alunos mais críticos e antenados, fica a sensação de que plantei a sementinha de cidadãos que farão a diferença na sociedade”, comemora Sandra.

DEDICAÇÃO - Professora Sandra e diretora Tânia com os alunos participantes do Diário na Escola

DEDICAÇÃO – Professora Sandra e diretora Tânia com os alunos participantes do Diário na Escola

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