dengue



Todos contra a dengue!

Apesar de muitos acreditarem que a dengue é uma doença que se dissemina apenas durante o verão, a ameaça de contaminação pelo Aedes aegypti é real também no inverno.  Quando chega a estação mais fria, os casos de dengue começam a diminuir e parte da população deixa de tomar os cuidados necessários para prevenir o mosquito. Com isso, os criadouros de dengue continuam se proliferando e à medida que o calor e as chuvas de verão se aproximam, propiciam condições ideais que provocam surtos epidêmicos por toda a cidade.

Pensando nisso, a professora da Escola Municipal Padre José de Anchieta, de Sarandi, Arealba Garbelini de Souza desenvolveu uma série de atividades com seus alunos, para que eles não de descuidassem da prevenção ao mosquito o ano todo.

Foto AbreA ideia do projeto escolar surgiu a partir da leitura de diversas notícias no jornal O Diário do Norte do Paraná sobre o aumento das epidemias na região de Sarandi. Fato que a professora viveu de perto, pois parte dos estudantes e familiares já sofreram com a doença.

Para começar o trabalho, após a leitura das matérias no impresso, Arealba sugeriu que os alunos do 5º ano A explanassem seus conhecimentos sobre o Aedes aegypti. Neste momento a sala entra em euforia e a professora constata que eles estão bastante informados sobre o assunto e que gostam de falar a respeito do que sabem, algo que torna a aula um momento de partilha.

“Nesta etapa, não tive dúvidas, precisávamos aprofundar nossas atividades sobre a dengue e expandir todo esse conhecimento das crianças, para toda a comunidade. E assim começamos a produção de ilustrações, pesquisas, textos, frases, fotos, entrevistas e cartazes”, conta Arealba.

A cada aula, um novo trabalho surgia. Frases de efeito e dicas de prevenção foram expostas nas paredes da escola ao lado de ilustrações bastante criativas para despertar a atenção de todos. O que teve início com pesquisas resultou em uma ação que ultrapassou os muros escolares. Após ir às ruas e entrevistar a comunidade para saber a carência de informação da população, as crianças produziram cartazes com dados esclarecedores sobre o aumento dos casos de dengue em Sarandi. Estes foram distribuídos e colados nos comércios da cidade, para que se evite a proliferação do mosquito e, assim, mais pessoas possam combater o Aedes aegypti.

O estudante Lucas da Silva Dias conta que foi maravilhoso fazer parte deste projeto, “trabalhar com os amigos é bastante prazeroso, torna o aprendizado mais fácil e assim conseguimos bons resultados”, a colega de classe Letícia Fernanda Lochetti da Silva completa, “já tive dengue e não quero passar por isso de novo, todas as atividades que realizamos em sala e nossa passeata nas ruas vão contribuir para que o Aedes seja exterminado em Sarandi.”

 

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Muros que conscientizam

O projeto e livro “O Mosquito Perigoso”, idealizado pela escritora e ilustradora Maria Cristina Vieira, é resultado de uma parceria com a secretaria de Educação de São Jorge do Ivaí. Recentemente, o projeto atingiu o seu objetivo principal, que é envolver alunos, educadores e toda a população por meio das imagens que foram coloridas pelos alunos. Os estudantes foram orientados a capricharem na ilustração das imagens do livro para concorrerem ao prêmio de melhor pintura. Ao final do trabalho, os sete melhores trabalhos foram reproduzidos em sete muros da cidade.

O livro trata de um assunto de grande complexidade e como diz a autora, não é brincadeira nem conto de fadas. “O Aedes aegypti, um mosquitinho de cor preta coberto com manchinhas brancas e com cara de ‘bonzinho’, engana a todos e é capaz de matar. Dengue, Zika e Chikunguya é um terror que se espalhou pelo mundo. É a consciência e o cuidado desse ‘mundo’ que eliminará esse grande mal que nos aterroriza. O melhor caminho para a conscientização é através da educação. Ganhamos força quando trabalhamos juntos pelo mesmo objetivo”, destaca Maria Cristina.

O projeto teve início quando as crianças receberam em sala de aula exemplares do livro e da revista de atividades O Mosquito Perigoso. Os professores trabalharam com os alunos de variadas formas o tema abordado no projeto. Textos informativos, redação, desenhos, fantoches, mosquitos com garrafas pet e outros.

Os estudantes foram orientados a capricharem na ilustração das imagens do livro para concorrerem ao prêmio de melhor pintura.  Ao final do trabalho, os sete melhores trabalhos foram reproduzidos em sete muros da cidade.

“As pinturas nos muros com as imagens vencedoras seguiu as mesmas cores que a criança usou em seu desenho. Os alunos com os trabalhos escolhidos também participaram do processo de reprodução nos muros, me ajudando. Foi uma etapa prazerosa”, conta Maria Cristina.

Após a pintura do último muro os pais dos estudantes vencedores, autoridades e demais crianças e educadores celebraram o encerramento do projeto, com fotos pela cidade redecorada com as ilustrações e um bate-papo sobre a ação realizada.

“O projeto teve resultados muito positivos, pois percebemos o envolvimento de toda nossa comunidade que se sensibilizou perante o problema do aumento dos casos de dengue. O objetivo maior foi conscientizar nossos alunos sobre o perigo que este mosquito vem causando a nossa população. Com as ações, incentivamos as crianças a terem atitudes de prevenção ao Aedes e chegamos a conclusão de que juntos venceremos o mosquito perigoso”, enfatiza a secretária da educação, Claudinéia Sossai Navarro.

O prefeito de São Jorge do Ivaí, André Bovo aponta a grandiosidade do projeto. “Enquanto as pinturas permanecerem nos muros da cidade a conscientização estará visivelmente presente na vida de todos. Os alunos com certeza aprenderam muito com esta lição e são eles que levarão adiante todo este aprendizado. Que ótimo seria se outros municípios viessem a desenvolver esse belíssimo trabalho”.

Foto Abre

RESULTADO. Alunos e professores vencedores, além de autoridades, em frente a um dos muros pintados em São Jorge do Ivaí como conclusão do projeto “O Mosquito Perigoso”.

 

VENCEDORES

Relação dos alunos que fizeram as melhores pinturas e tiveram suas ilustrações reproduzidas nos muros de São Jorge do Ivaí, pelo projeto “Mosquito Perigoso”:

 

Aluna – Mariana Leal dos Santos Lopes

Professora – Maria Cristina Franzói Preti

Aluna – Ana Luiza Chavenco Zangeroli

Professora – Joana de Lourdes Contieri

Aluno – Vitor Nelson Silva dos Santos

Professora – Fátima Regina Oliveira Romualdo

Aluna – Gabrielli Sossai

Professora – Solange Pauro Pazinato

Aluna – Maysa Bianca Luiza dos Santos

Professora – Sandra Regina Crivelaro

Aluno – Samuel Boschi Sarabia

Professora – Ironice Lopes Pereira

Aluno – Mateus Sala Covaltchuk

Professora – Sumair Terezinha Lustoza

 

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Crianças alertam sobre dengue

Diante do aumento de casos de dengue, zika vírus e de febre chikungunya em várias regiões do Brasil, incluindo o Paraná, as crianças atendidas pela Legião da Boa Vontade, em Maringá, aprendem que ações simples podem prevenir o nascimento do mosquito.

Estamos vivendo um cenário desafiador no combate ao Aedes aegypti, transmissor da dengue, que tem causado muitos males. Diante dessa situação, a LBV não ficou de braços cruzados e mobilizou os seus atendidos para uma caminhada de conscientização. A ação teve como principal objetivo alertar a população sobre os perigos da proliferação do mosquito e os riscos que representa à saúde.

Foto Abre 02Antes mesmo da caminhada, a educadora Aparecida Nonato realizou diversas atividades e oficinas para as crianças e adolescentes, orientando-os sobre os cuidados que devem ser tomados para combater o mosquito. “Iniciamos com uma explanação sobre o que é cada um dos vírus que podem ser transmitidos pelo Aedes. Alertei o que é mito e verdade sobre a dengue e então apresentei a notícia do Diário com a manchete, “40 cidades estão em epidemia” para que os atendidos percebessem a importância da prevenção”, destaca Aparecida.

“Quando li a matéria do jornal fiquei bastante triste. São muitas cidades em epidemia, com isso, diversas pessoas são atingidas pela dengue e o que é pior, muita gente pode morrer. A sociedade tem que se conscientizar que somente ela é capaz de destruir de vez o mosquito a partir de atos simples, como colocar o lixo em local apropriado, por exemplo”, ressalta a atendida, Geovana Moraes da Silva..

As crianças e adolescentes receberam um folder da Secretaria de Saúde de Maringá com informações sobre o vírus, com isso tiveram o dever de casa de fazer uma vistoria em sua residência, assim como observar no caminho de casa até a instituição, se havia algum foco do mosquito.

Por fim, os atendidos produziram cartazes e panfletos que foram entregues para a comunidade com dicas de simples atitudes que podem ajudar a eliminar os criadouros do Aedes e realizaram uma caminhada de conscientização no bairro Parque das Grevileas III, intermediações do Centro Comunitário de Assistência Social da LBV.

Geovana espera que com a caminhada que realizaram mais pessoas fiquem atentas e reforcem os cuidados para que consigamos eliminar de vez a dengue, zika vírus e a febre chikungunya. “Vamos dar um basta ao mosquito Aedes aegypti e dar um viva a vida”, comemora.

 

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Apae mobiliza alunos no combate à dengue

Temas que envolvem a proteção do meio ambiente e a escassez da água, estão sempre em debate dentro das instituições de ensino. No caso das Apaes, de Maringá, não tem sido diferente. O conteúdo já é algo que faz parte da grade curricular da educação especial. Para iniciar as atividades, as escolas Diogo Zuliani e Reynaldo Rehder Ferreira fizeram uma exposição para comemorar a Semana do Meio Ambiente e apresentar de maneira criativa uma forma de refletir sobre a importância e necessidade de cuidarmos da natureza, com um olhar especial para o uso adequado no consumo da água. Maquetes, jogos e atividades representaram os efeitos causados pela devastação do meio ambiente, além de sugestões sobre a necessidade de preservação dele.

Foto AbreLembrando que a água contribui para a proliferação do mosquito transmissor da dengue, a equipe pedagógica da instituição ampliou o projeto para alertar os riscos da doença, que nesta época de inverno, começa a ser esquecida devido ao menor número de casos.

“Já adotamos a prática da limpeza do entorno das Apaes que são feitas pelos próprios estudantes. Nesta ação, crianças e adolescentes recolhem tudo o que possa virar foco do mosquito e, assim, memorizam a importância de não deixar papeis de bala no chão, tampinhas de garrafa, ou qualquer outro objeto que acumule água”, destaca a coordenadora pedagógica, Sara Gonçalves dos Santos Nogueira.

Em parceria com esta iniciativa a secretaria municipal de saúde, de Maringá, disponibilizou cartazes, panfletos e potes com água contaminada mostrando o desenvolvimento do Aedes aegypti. A exposição encantou os estudantes.

Para encerrar o projeto, uma equipe de agentes de endemias da cidade foi até a sede da instituição e fez uma palestra para esclarecer todas as dúvidas dos alunos e alertar quanto a prevenção que deve ser diária.

“O combate ao mosquito transmissor tem que fazer parte do nosso dia-a-dia, não podemos relaxar. Os ovos do Aedes aegypti podem continuar vivos por mais de um ano, por isso a limpeza dos quintais é tão importante”, comenta a agente, Ariana Cristina Castro.

Para a professora, Nairde Freitas Palioto os conteúdos em estudo acrescentaram em muito a formação dos estudantes. “Eles foram participativos em todas as ações, a prática os ajudou a memorizar as informações repassadas.”

“Minha mãe já teve dengue, e ninguém lá de casa quer passar novamente por essa experiência. Tudo o que aprendi nas aulas ensinei para a minha família, não podemos brincar com esse mosquito”, alerta a aluna, Thayla da Silva Porto.

A agente, Eleuza Marin aconselha, “a população precisa ser mais receptiva com o agente de saúde quando eles vão até as casas, deve-se lembrar que somos inimigos apenas da dengue.” A colega de trabalho, Silvana Fiuza acrescenta “na guerra contra o mosquito transmissor, cada um de nós é a melhor arma, basta ter iniciativa.”

Se você desconfia de algum foco do Aedes aegypti na região em que mora, estuda ou trabalha, ligue para 3218-3191.

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Notícia estimula campanha escolar

Uma atividade que teve início com o objetivo de ensinar aos estudantes sobre o gênero notícia, foi muito além. A professora da Escola Municipal São Jorge, Rosângela da Silva Oliveira levou exemplares do Diário para a sala de aula para que as crianças identificassem o gênero.

Durante o momento de leitura, uma das matérias publicadas despertou a atenção dos alunos. O fato noticiado falava da morte de um maringaense após ter sido picado pelo mosquito transmissor da dengue. “Eles ficaram comovidos com a situação e destacaram o número de casos que já haviam sido encontrados nos moradores de São Jorge”, conta Rosângela.

Foto AbreAo perceber tamanho interesse pelo assunto, a professora ampliou a atividade inicial. Além do reconhecimento do gênero textual, as crianças fizeram uma campanha de conscientização nas ruas da cidade, eliminaram possíveis focos do mosquito retirando lixo e recipientes com água parada e, por fim, questionaram a população sobre quem já havia sofrido com a doença.

Na volta à classe, os alunos estavam cheios de informações. Para entender os números da pesquisa feita com os moradores, Rosângela propôs que eles montassem um gráfico. Identificando que, entre os entrevistados, 38% dos moradores de São Jorge já tiveram dengue. “Esta etapa foi de grande valia, pois os estudantes perceberam o quanto o mosquito transmissor é perigoso”, disse a professora.

Em seguida, as crianças elaboraram cartazes informativos e espalharam por toda a escola. A atividade final contemplou o objetivo inicial da aula, os alunos foram desafiados a produzirem uma matéria sobre a situação da dengue no município em que vivem.

“Os resultado foi ótimo, todos tiveram interesse nas propostas e se dedicaram em cada etapa. Além das informações sobre a doença, os alunos conseguiram entender o que é uma notícia e a finalidade deste gênero textual”, enfatiza Rosângela.

 

RESULTADO

Confira a notícia que a aluna, Vitória Camila dos Santos produziu ao término da campanha contra a proliferação do mosquito transmissor da dengue.

Casos de Dengue

Os alunos do quinto ano “C” da Escola São Jorge desenvolveram atividades diversas devido aos casos de dengue na cidade e não região. A professora Rosângela da Silva Oliveira e os estudantes deram início há um projeto.

A partir da leitura da notícia publicada no Diário no dia 29 de abril, sobre a morte de um homem por causa da dengue, em Maringá, teve início o projeto. Os alunos saíram nas ruas de São Jorge e encontraram muito lixo espalhado. Quando voltaram para a classe elaboraram um gráfico a partir do número de moradores que já sofreram com a doença, no total 38% afirmaram já terem sido picados pelo mosquito e 62% ainda não.

“Quando eu tive dengue senti dores fortes no corpo como se fossem sintomas de gripe. Em seguida vieram as febres, então eu procurei um médico e ele falou que poderia ser dengue. Após os exames veio a confirmação. Foi onde eu senti dores de cabeça, atrás dos olhos, boca amarga, falta de apetite e coceiras no corpo. Fiquei doente por 30 dias, lembro dos sintomas até hoje”, conta a moradora, Luciana Severino dos Santos.

Após as entrevistas, os alunos realizaram um debate em sala no qual perceberam que é necessário se cuidar. Para isso, fizeram cartazes de conscientização e colaram pela escola.

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HQ: narração de palavras e sequência de imagens

As atividades com as histórias em quadrinhos (HQ) em sala de aula são sempre muito bem recebidas por oferecer diversão e humor no aprendizado. Este gênero textual remete a discussões e promove a leitura e o desenvolvimento de um estudo que apresenta tanto a linguagem verbal, como a não verbal. E assim, estimula o aluno a interagir e dialogar com o texto que está sendo lido.

Pensando nisso a professora Cícera Aparecida Tassoli que leciona para o quinto ano da Escola Municipal Rocha Pombo, em Ourizona, optou por relacionar as notícias do jornal “O Diário” aos desenhos, balões e histórias criativas fazendo os alunos produzirem em um formato novo para eles, as HQs.

“Faço parte do Diário na Escola há alguns anos e já participei das capacitações oferecidas pelo Programa sobre as histórias em quadrinhos. Isso me ajudou na hora de montar a atividade, pois eu precisava trabalhar sobre a “dengue”, um problema que tem afetado o município, mas queria fazer algo diferente”, conta Cícera.

Primeiro a professora separou exemplares que continham matérias sobre a temática escolhida para a criação dos trabalhos. Em seguida os estudantes tiveram acesso aos jornais selecionados para que através da leitura das notícias eles pudessem retirar argumentos e construir o enredo das historinhas.

“Eu adoro ler gibis, e montar quadrinhos com personagens que eu mesma criei é muito legal! O texto é a parte mais difícil, principalmente porque esta é a minha primeira produção”, comenta a aluna do 5º ano “B”, Maria Clara Costa Calvo.

“Utilizamos as histórias em quadrinhos da Turma da Mônica nos momentos de leitura em sala, pois são conhecidas pelo público infantil e oportunizam trabalhar diferentes conteúdos. Como os personagens também são crianças os alunos se identificam com eles e sentem prazer na hora de ler”, ressalva a coordenadora Izabel Cristina Pessutti.

Vale salientar que o estudo deste gênero facilita a discussão de assuntos que envolvam, por exemplo, problemas sociais. Pois as histórias em quadrinhos retratam estes temas em uma perspectiva pedagógica e dinâmica. “As crianças gostam da HQ e encaram a produção como um momento de lazer no qual podem usar a imaginação”, fala Cícera.

Autores apontam que os quadrinhos tem caráter lúdico e muitos os consideram uma forma de arte. Além de entreter, estes são significativos no processo de ensino-aprendizagem dos mais diversos conteúdos, como geografia, matemática, história, português e até idiomas estrangeiros. A professora ressalta que o lúdico é essencial na vida cotidiana do indivíduo, “devemos educar as crianças sempre proporcionando momentos de interação uma com as outras, e nessa proposta a HQ facilita o trabalho.”

HQ 001

CRIAÇÃO. Esta é a HQ desenvolvida pela aluna Maria Clara. No enredo, conselhos para os cidadãos que ainda não têm atitudes preventivas a proliferação do mosquito Aedes Aegypti.

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Manchete do Diário incentiva projeto sobre dengue

Com a temporada de chuvas, as chances de se acumular água em lixos, vasos e pneus aumentam, elevando também os casos de proliferação do mosquito Aedes Aegypti. De acordo com o último relatório divulgado pela secretaria de saúde de Maringá, já foram registradas 2.927 suspeitas de dengue no município, além de 648 casos positivos e duas mortes. Esse assunto tem preocupado a população e foi destaque de capa no jornal O Diário do Norte do Paraná.

A partir disso, a professora Suelena Yoshi Giraldelli Jaqueta, que leciona na Escola Municipal Professor Domingos Laudenir Vitorino em Itambé, criou um projeto com o objetivo de conscientizar alunos e pais sobre as consequências sofridas por aqueles que são picados pelo mosquito.

“A matéria publicada no Diário apontou os casos de dengue nos municípios que compõem a 15ª Regional de Saúde, o que inclui Itambé, cidade que já notificou 16 casos da doença. No ano passado tive vários alunos que foram picados pelo mosquito e percebi que era o momento de fazer algo para que o atual número não aumente”, conta a professora.

Suelena convidou a enfermeira do Posto de Saúde da cidade, Mara Leopoldino do Carmo Nardi, para realizar uma palestra com as crianças sobre como prevenir a proliferação do Aedes Aegypti. Mara apresentou vídeo informativo, panfletos e também um adesivo escrito “Detetive da Dengue”, para que assim as crianças se sintam motivadas a buscarem todos os focos de larvas e eliminá-los.

“Na atividade de leitura livre eu escolhi a matéria do Diário com a manchete ‘Saúde confirma duas mortes e 648 casos de dengue no ano’, com isso, quando começou a palestra pude tirar minhas dúvidas e até compartilhar de alguns exemplos que estavam na notícia, como por exemplo, o número de notificações da doença aqui em Itambé”, relata a aluna Ana Paula Pereira.

Na sala de informática os estudantes pesquisaram na internet todos os sintomas de quem é picado pelo mosquito e as formas de se prevenir da dengue.

“Fui picado no ano passado, enquanto eu lia sobre o assunto nos sites lembrei de tudo o que senti no período em que fiquei doente, realmente é horrível, não quero ser vítima esse ano novamente, por isso vou cuidar do quintal da minha casa e alertar meus vizinhos”, ressalva o aluno Douglas Amaral Rodrigues.

Depois de tantas informações relacionadas ao tema, os estudantes foram desafiados a produzirem um texto sintetizando tudo o que leram, ouviram e pesquisaram. E como tarefa de casa buscaram imagens e frases de efeito para a produção de cartazes.

“Decidi elaborar algo que ultrapassasse os muros da escola. Diariamente conscientizamos as crianças, mas é preciso mais do que isso. Os adultos, em especial, são os que devem fazer a diferença, por isso os cartazes confeccionados serão colados nas paredes do comércio da cidade visando chamar a atenção dos moradores de Itambé”, destaca Suelena.

CONEXÃO. A partir das informações adquiridas na leitura do jornal os estudantes foram para sala de informática dar continuidade às pesquisas

CONEXÃO. A partir das informações adquiridas na leitura do jornal os estudantes foram para sala de informática dar continuidade às pesquisas

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Aluna cria história em quadrinhos a partir de anúncio do jornal

Preocupadas em proporcionar às crianças uma conscientização a respeito dos problemas que envolvem a natureza, as professoras Vania Vieira e Flávia Ronca, da Escola Municipal Vânia Maria Simão, de Atalaia, realizaram discussões com os alunos sobre o que pode ser feito diariamente para evitar a degradação do meio ambiente. Incluindo os cuidados com a proliferação do mosquito da dengue, que em determinadas épocas do ano fica esquecido, assim a população deixa de limpar os quintais, esvaziar poças de água, e a dengue tem a oportunidade de criar novos focos.

Durante a conversa em sala os alunos se mostraram bastante ativos, opinaram, deram sugestões sobre quais atitudes deve-se ter em relação ao meio ambiente, e com isso as professoras decidiram que era o momento de ir para a prática e desenvolver atividades em que eles pudessem expor seus conhecimentos para toda a escola.

Em grupos de quatro estudantes as crianças receberam exemplares do Diário para leitura e pesquisa de notícias que envolvessem os problemas ambientais. Dentre as várias matérias escolhidas para estudo, um anúncio sobre a prevenção da dengue com o personagem Diarinho chamou a atenção da aluna Kamilly Victória Mendes, do 5º ano. A publicação alerta sobre a importância em manter a cidade limpa para evitar focos do mosquito. A partir do anúncio a aluna criou uma história em quadrinhos para conscientizar os amigos e professores da escola.

“Eu sempre gostei de desenhar, e agora estamos estudando as histórias em quadrinhos. Quando vi o anúncio com o Diarinho pensei que seria legal juntar texto e desenho, foi assim que realizei meu trabalho”, relata Kamilly.

“O trabalho com o jornal é sempre muito bom, pois os alunos têm a oportunidade de refletir sobre as atitudes incorretas vivenciadas no dia-a-dia. Através das atividades eu percebi que as crianças se mostram conscientes de suas atitudes em relação ao lixo domiciliar e a questões que envolvem até mesmo a reciclagem”, destaca a professora, Vania Cristina de Rapouza Vieira.

Além da história em quadrinhos da Kamilly, os alunos dos quartos e quintos anos produziram cartazes que foram expostos pelos corredores da escola. Com a temática “Problemas ambientais da nossa região”, as crianças não apontaram somente as dificuldades em preservar a natureza e acabar com os casos de dengue, mas nas atividades o que mais se destacou foram as propostas de soluções.

Com a exposição todos os alunos da instituição puderam conhecer o trabalho desenvolvido, desta forma as crianças e professores alcançaram o objetivo inicial da proposta, a conscientização.

“Os cartazes e HQ’s ficaram muito bons, pude conhecer os perigos da dengue, o que gera a poluição e aprendi a forma correta de cuidar do lixo que produzo todos os dias”, conta a aluna do 5º ano, Fernanda Botiglieri dos Santos.

A coordenadora pedagógica, Lorena Yael Languer, ressalta que os resultados desta atividade desenvolvida na escola foram percebidos nas ruas do município. “Os catadores de lixo reciclável me disseram que perceberam uma melhoria nas questões em relação a separação do lixo, casas que antes não realizavam o processo, hoje deixam os sacos separados na calçada, diferenciando o que é reciclável e o que é orgânico. Para nós da Escola Vânia isso é muito gratificante, é a certeza que a educação pode fazer a diferença não só dentro da instituição, mas na sociedade”, comemora.

VANIA

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Mural de Trabalhos

A professora Carla Amábile Gallo, da Escola Municipal Monsenhor Celso de Astorga, desenvolveu com os alunos do 5º ano “A” um jornal mural. A proposta surgiu a partir da matéria “Dengue está concentrada no oeste e noroeste” publicada em O Diário. Após a leitura da notícia, a professora solicitou aos alunos que pesquisassem sobre a o mosquito proliferador da dengue, as causas da doença, as formas de prevenção, e depois de todo o material reunido os alunos confeccionaram um jornal mural na escola. Confira:

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Cruzeiro do Sul enfatiza a importância da conscientização

Tendo em vista que o Brasil enfrentou a maior epidemia de dengue dos últimos anos e Cruzeiro do Sul, mesmo sendo um município pequeno teve vários casos comprovados, a equipe da Escola Municipal Professor Flávio Sarrão constatou a importância em desenvolver com os alunos um projeto que envolvesse a comunidade, visando conscientizá-los quanto à importância de prevenir a doença.

Entre os principais objetivos da campanha “Todos contra a dengue” destaca-se a identificação das causas da epidemia, a importância dos hábitos de limpeza em toda a cidade e fazer com que a teoria adquirida se torne uma prática diária.

Para isso, muitas atividades foram realizadas, entre elas: produção de cartazes, máscaras e bandeiras; exibição de documentários, dramatizações e pesquisas; além de palestras com profissionais da saúde e da vigilância sanitária do município.

Em sala, os professores estiveram atentos em discutir o assunto a partir da leitura das notícias publicadas em O Diário e levantamento de dados estatísticos para motivar os alunos a sair da escola e identificar possíveis focos espalhados pela cidade.

Durante as ações do projeto os alunos ainda tiveram a oportunidade de participar do Concurso de melhor redação e cartaz com a temática “dengue”, que terá a premiação na próxima quinta-feira.

“As crianças apreciaram muito a campanha que desenvolvemos, afinal muitos deles conheceram pessoas que foram picadas pelo mosquito. Com as ações eles se tornaram cidadãos mais conscientes e ativos. Na questão pedagógica em sala passaram a estar mais comprometidos”, destaca a diretora da escola, Esbelta Ferreira.

O professor de educação física, Roberto Carlos de Souza conta que uma das atividades que realizou foi levar os alunos para as ruas da cidade. “Cada criança foi responsável por instruir os moradores do quarteirão da casa em que moram, foi incrível a forma com que os pequenos estavam preocupados em alertar as pessoas e vistoriar os quintais para encontrar possíveis focos da dengue”.

Foi produzida também uma exposição de todo o material confeccionado pelos alunos nos murais dos departamentos públicos e comércios da cidade.

Como forma de avaliação, os professores observaram a participação e envolvimento das crianças nas atividades propostas e realizaram acompanhamento e análise do desenvolvimento dos alunos mediante a observação da postura de cada um.

“Essa campanha que a escola desenvolveu é muito importante, hoje eu ajudo o meu pai a limpar o quintal de casa uma ou duas vezes na semana, assim não acumula lixo, nem água parada, coisas que antes eu não sabia que eram importantes”, enfatiza o aluno do 5º ano, Marcos Gabriel Ortega.

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