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‘Educar é amar’, diz Nezo

foto-abreNa última semana cerca de 300 profissionais da educação de Maringá, e de mais dezesseis municípios da região norte do estado, participaram do encontro de encerramento anual do Programa Educacional O Diário na Escola. A partir do tema “O professor diante da carreira: o olhar sobre si, sobre a educação e sobre os alunos” o educador e jornalista, especialista em Psicopedagogia, mestre em Letras e doutorando em Educação, Ronaldo Nezo falou sobre os desafios da carreira.

Antes de debater sobre qualquer tema, o palestrante enfatiza que a primeira coisa que precisamos conseguir responder é: Quem sou eu? Ele diz que quando a gente se conhece, tudo na vida fica mais fácil de lidar. “Quando olhamos para nós, problematizamos algumas questões. Na vida docente, a principal indagação deve ser: Por que escolhi ser professor? Educar é algo nobre, abrimos caminhos para além daquilo que um dia as pessoas poderiam ir”, fala.

Outro apontamento de Ronaldo aos participantes é: Por que ensino? Alguns conteúdos realmente são apenas para que o aluno consiga passar no vestibular, mas, em boa parte dos outros, se contribui com a formação cidadã do sujeito. O professor precisa relacionar o assunto em estudo com algo que tenha importância na vida do estudante.

E você, professor, como se vê? O palestrante ressalta que é preciso se analisar. Será que você tem segurança em sala de aula? Se considera competente? Essa autoafirmação te deixa com melhor postura e domínio perante os educandos.

“Saber como a sua família, amigos e alunos te veem como professor é bastante importante. Infelizmente a sociedade não valoriza essa profissão tão nobre e por isso, devemos avaliar se somos vistos como alguém dedicado ou competente, e caso não seja, tire proveito disso para ser melhor, é preciso aprender a ouvir as críticas, se corrigir e mudar atitudes”, ressalta Ronaldo.

A preparação das aulas também foi discutida na palestra. O professor precisar saber sobre o que está falando e acreditar no que ensina, pois confiar no que você transmite é fundamental para fazer a diferença na vida do aluno. O preparo dos conteúdos a serem lecionados exige tempo, planejamento e dá trabalho, mas o resultado final do aprendizado é satisfatório.

“Trabalhamos com metas, com sonhos, sempre para alcançar nossos objetivos. Sem essa motivação a rotina diária perde o sentido e a empolgação com a profissão acaba. Nós, educadores, temos o papel de contribuir com a sociedade. Precisamos cuidar além do corpo, do físico, mas investir no nosso intelecto, em conhecimento”, comenta o palestrante.

Os alunos

Ronaldo conta que o professor que entra em sala de aula descrente na capacidade do estudante, consequentemente não irá fazer uma boa explicação. O mesmo acontece com a receptividade, se o mestre entra com educação, será bem recebido.

“Conhecer a realidade de vida do aluno ou os desafios que ele enfrenta é preciso para que se consiga somar a ele. Nosso papel é de contribuir, de ajudar. Vivemos em uma sociedade em que cada um é por si, na escola não pode ser assim. O estudante de hoje, é o profissional do amanhã. Eles serão nossos futuros médicos, arquitetos ou mesmo professores”, explana o palestrante.

Algo a ser lembrado é que a criança não chega à escola como uma lousa branca a ser escrita. Ela trás consigo uma história, uma formação, uma lição já rascunhada na vida dela. É preciso aprender a lidar com as particularidades de cada um.

Para pensar

Em toda a sua fala, Ronaldo fez os professores refletirem sobre a profissão que exercem. Afinal, ensinar exige ética, os estudantes aprendem pelo exemplo, por aquilo que se fala em sala de aula, inclusive sobre o que se fala dos colegas de trabalho.

“O educador deve ser ousado, teimoso (sem desrespeito), aceitar o novo, o diferente e ser contra qualquer forma de discriminação para que não se forme alunos com preconceitos. Já dizia Paulo Freire que ser professor é aceitar que as coisas podem piorar, mas também podemos intervir para melhorar. Não perder a esperança! Educar é amar”, conclui otimista o palestrante.’

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Ensinamentos do impresso

O estudo dos gêneros textuais é a base da aprendizagem do ensino fundamental. E um material que tem somado à didática dos professores dentro dos espaços escolares, é o jornal. Rico em diversidade de textos, o impresso apresenta os conteúdos que estão em estudo nos livros didáticos, mas em seu suporte original, o que torna a atividade mais real e prazerosa.

Por exemplo, é muito mais interessante para a criança aprender sobre a estrutura de uma notícia folheando as páginas do Diário, do que ver uma cópia reduzida do impresso no livro escolar. Por isso, cada vez mais os professores têm levado o jornal para a sala de aula como suporte de ensino.

Foto AbreNa Escola Municipal São Jorge, em São Jorge do Ivaí, a professora Rosângela da Silva Oliveira já tem utilizado essa didática. Para cumprir o cronograma curricular de conteúdos, Rosângela levou exemplares do Diário e apresentou aos alunos os gêneros textuais presentes nesse veículo de comunicação, que neste caso além de informar, ensina.

“Eu precisava repassar o conhecimento às crianças sobre os diferentes tipos de textos que temos. Nessa proposta o jornal me auxiliou bastante, pois em um único material encontrei tudo o que precisava. Isso torna não só o meu trabalho mais fácil, como o aprendizado dos estudantes também”, enfatiza Rosângela.

Para iniciar a aula, a professora entregou os exemplares do Diário para os alunos do quarto ano e deixou que eles folheassem para conhecer o material que tinham em mãos. “Fui intervindo para apontar a estrutura, os assuntos e principalmente a diversidade textual”, diz.

Dentro do gênero notícia, que foi o foco da aula, Rosângela apresentou aos estudantes a manchete, ou seja, o título do texto. Em seguida, cada criança recortou as manchetes que mais lhe chamou a atenção e a classe toda montou um cartaz com as informações retiradas do jornal.

Em seguida, a turma do quarto ano leu as matérias do Diário e interpretou os conteúdos, sempre observando a estrutura do texto em estudo. A parte prática, também foi desenvolvida. Os alunos receberam o desafio de produzir manchetes, e a partir do momento que a professora percebeu o domínio da tarefa, eles foram motivados a produzir notícias sobre a cidade em que vivem.

“Apesar das crianças ainda terem pouco contato com o impresso e dificuldade em reconhecer os gêneros, essas atividades foram muito importantes para o aprendizado efetivo. É mais fácil o reconhecimento do texto dentro do seu suporte original”, comenta a professora.

“Preciso ler mais o Diário, com tantas informações tive mais gosto em fazer a tarefa escolar”, ressalta a aluna Raiane de Paula Souza. O colega de turma José Daniel Ramanhk de Jesus acrescenta que “o contato com o jornal nos faz ter mais interesse pela leitura e torna o trabalho em prazer.”

Nas aulas seguintes, Rosângela ainda ensinou às crianças sobre os outros gêneros vistos no impresso, como: carta do leitor, artigo, enquete, resumo, horóscopo e outros. Além de desenvolver trabalhos com enfoque nos anúncios e nas charges.

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Sem medo da internet

A jornalista e mestre em Educação e Tecnologias Digitais, Talita Moretto ministrou a formação “Conectando-se sem medo” aos professores de municípios vizinhos a Maringá que participam do Diário na Escola. “Os alunos de hoje são nativos digitais, são pessoas que fazem tarefas simultâneas, nunca viveram em um mundo sem internet, são imediatistas, não se concentram por muito tempo, preferem as imagens aos textos e transitam entre várias plataformas. Não é interessante a escola impedir a entrada de dispositivos móveis e seu uso pelos estudantes, ao contrário, ela deve mostrar o uso correto que a criança e o adolescente têm que fazer desses aparelhos. A comunicação passa a ser móvel com uma frequência crescente e isso impacta na educação e no processo de ensinar e aprender”, enfatiza Talita.

Foto AbreA ministrante ainda apresentou dados dos Parâmetros Curriculares Nacionais (PCN) e das Diretrizes Curriculares Nacionais da Educação Básica (DCN) em que mostram que os alunos devem ser capazes de saber utilizar as diferentes fontes de informação e recursos tecnológicos para adquirir e construir conhecimentos, assim como as tecnologias devem ser usadas e adaptadas para servir a fins educacionais.

“Algumas vezes temos medo ou mesmo preconceito em usar determinadas tecnologias na escola, principalmente o celular, que é tão próximo da realidade dos nossos alunos. Com a formação pude me tranquilizar e compreender que há possibilidades desse uso, desde que bem orientado pelo professor”, conta a educadora Adriana Matias.

É fato que todo esse processo de mudança que vivemos exige adaptação, sabe se que a transição do uso das tecnologias a fim de diversão e o entretenimento para um uso destinado a objetivos de aprendizado e análise não é espontâneo. “É necessário capacitação, a informação precisa ser selecionada, organizada e elaborada, para então ser transformada em conhecimento. O desenvolvimento de iniciativas de aprendizagem móvel demanda tempo e empenho dos professores e das escolas. A utilização adequada pode melhorar o desempenho devido ao aumento da participação do estudante em relação ao ensino tradicional”, aponta Talita.

“Através da formação descobri as facilidades que a mídia pode trazer para a sala de aula. Temos que explorar mais a tecnologia, pois assim é possível ensinar através de algo que as crianças gostam e tem conhecimento”, ressalta a professora Selma Pelisson dos Santos.

A ministrante sugere aos educadores que promovam uma sala de aula ideal, onde os professores são mediadores do conhecimento e o aluno sujeito ativo da sua aprendizagem, motivado e consciente. Pois todos nós estamos imersos em uma cultura digital e expostos a novos conceitos, diariamente.

Durante a formação, em momento de atividade prática, os participantes conheceram diversas ferramentas de áudio, vídeo, jogos e propostas de atividades que podem facilitar esse processo de transição, em que não é mais possível ignorar o uso das tecnologias como subsídio do ensino em sala de aula.

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Notícias para ler, ensinar e aprender

Há 15 anos formando o cidadão, o Diário na Escola retoma suas atividades letivas dentro dos espaços escolares. Os alunos participantes do Programa receberão exemplares do jornal semanalmente para leitura, conhecimento de notícias factuais e propostas didáticas a serem realizadas em sala de aula.

Foto AbreEm tempos de interatividade e uso excessivo de telefone celular e internet, fazer com que as crianças se interessem pela leitura do impresso é fundamental para formar leitores habituais e cidadãos bem-informados. Trazendo textos com características distintas, fotografias e recursos gráficos, os jornais são fonte para pesquisa e obtenção de informação sobre o mundo atual.

A secretária municipal da educação de Atalaia, Angela Maria Candioto Nunes destaca que, “o trabalho do Diário na Escola é de grande valia, pois incentiva a leitura, a criticidade e a discussão sobre a realidade social vivenciada por todos. O Programa possibilita a formação de cidadãos mais críticos e conscientes.”

“O Diário na Escola vem ao encontro do meu desejo de propiciar uma educação de qualidade, visando oportunizar aos alunos e professores o contato e a interação com textos práticos, desenvolvendo assim o gosto pela leitura numa complexidade maior”, comenta o prefeito de Floraí, Fausto Eduardo Herradon.

Os estudantes, Maria Eduarda Romualdo e Gabriel Henrique de Oliveira contam que estão ansiosos pela oportunidade de aprender a partir das notícias. Os dois, que estudam na rede municipal de ensino de Sarandi, nunca tiveram contato com o veículo de comunicação antes e já fazem planos sobre o que vão buscar no impresso, quando este chegar à sala de aula. “Eu vou procurar o caderno de Esportes. Ah, eu quero ler sobre as novelas e artistas!”, comentam.

IMG_0308A proposta de utilizar o jornal como um instrumento pedagógico e levá-lo para dentro dos espaços escolares, o transforma em uma ferramenta prática para a motivação do ensino. Professores que já trabalham com o estudo do impresso a partir de um contexto pedagógico, contam que a tarefa tem sido bem mais sucedida do que o simples uso do livro didático, pois forma um conjunto de cidadãos mais informados e participantes.

“O Diário é utilizado há anos aqui na escola devido aos bons resultados que temos nos níveis de aprendizado. Os professores têm um papel fundamental nessa tarefa, são os mediadores do ensino e, com isso, tem conseguido trabalhar a interdisciplinaridade dos conteúdos curriculares com as notícias. À exemplo das atividades que vão além da leitura prazerosa ou estudo da Língua Portuguesa e envolvem a Matemática”, destaca a pedagoga, Juliana Leni Del Bianco.

Os alunos Gabriel Pierini dos Santos e Daniele de Almeida já tiveram a experiência de ler um jornal, fora da escola, e dizem que o aprendizado vai ser mais interessante com as notícias. “É bacana ter um material diferente em sala, isso deixa a aula mais divertida, vamos poder conversar sobre assuntos que muitas vezes nossos pais falam em casa. Acreditamos que com o Diário, será mais fácil fazer as tarefas solicitadas pela professora.”

A pedagoga Juliana conclui destacando que “o costume da leitura de jornais na escola enriquece a capacidade de entendimento dos alunos, principalmente ao acréscimo e ampliação do vocabulário e compreensão de textos, melhorando a qualidade dos debates e oferecendo ao educando informações sobre o mundo e também sobre a comunidade onde vive.”

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A mídia como instrumento formador

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Escola e mídia. Duas instituições que estão cada vez mais próximas e, ao mesmo tempo, distantes. Embora não faltem teorias, estudos e cursos que defendam o trabalho conjunto entre elas, a conexão não é das melhores. Muitas escolas têm dificuldades de lidar com os meios de comunicação cada vez mais presentes, influentes e ao alcance de crianças desde a Educação Infantil. Para falar sobre esse assunto, convidados a jornalista e educadora, Fernanda Amorim.

 

  1. O DIÁRIO NA ESCOLA: De que forma o professor pode trabalhar as mídias realizando atividades e propostas pedagógicas que fujam do senso comum?

FERNANDA: Para trabalhar a mídia em sala de aula é preciso, antes de tudo, conhecê-la, investigar seu surgimento e delinear sua posição ideológica, entendendo o que ela defende, evidencia, colore. A mensagem midiática não é mero entretenimento, é, sobretudo, recorte da realidade que diz muito sobre seus produtores.

 

  1. Qual a importância dos professores estarem em contato com uma leitura mais crítica?

A educação não é papel exclusivo da escola, as redes sociais, as telenovelas, os programas policiais propõem formas de pensar e agir que são, aos poucos, internalizados pelos professores e alunos. Ler criticamente a mídia é compreender quais dinâmicas ideológicas estão em ação para fazermos, enquanto docentes, enfrentamentos aos preconceitos e estigmas que marginalizam alguns grupos culturais e supervalorizam outros.

 

  1. Após a sua pesquisa de mestrado, quais as maiores dificuldades que os professores têm encontrado para trabalhar o impresso? De que forma isso pode ser melhorado?

Percebi que as professoras se sentem inseguras ao trabalhar o jornal na sala de aula. Isso ocorre porque não têm a chance de analisar/estudar as notícias com antecedência, uma vez que usam o jornal do dia. O indicado é que elas tivessem tempo para estudar as notícias, as editorias, os artigos e as fotografias para, depois, levá-las aos alunos.

 

  1. O acesso à comunicação e a influência das mídias, estão ‘bombardeando’ os alunos diariamente. Como o professor poderá trabalhar com essa criança ou adolescente que já vem cheio de informações para a sala de aula?

Na verdade, não tem como o professor ignorar esse cenário, pois, ele, inclusive, pertence a esse contexto. O professor também vai à sala de aula repleto de informação e estímulo midiático. É preciso pensar que a escola não é uma ilha, ela pertence à sociedade, do mesmo modo que os professores e alunos dividem os mesmos contextos, não são estranhos um para o outro. Se o professor, a direção, a coordenação pedagógica, o currículo escolar não levam a mídia à sala de aula, o aluno leva, por meio de exemplos verbalizados durante a aula, conversas paralelas, estampas de caderno…O que o professor pode fazer é falar a mesma língua do aluno.

 

  1. No descritivo da oficina que irá ministrar no ano que vem aos professores do Diário na Escola você cita “problematizar as mensagens midiáticas”. O que será abordado?

Na oficina, discutirei os modos como as mensagens veiculadas pelas mídias interpelam os sujeitos, servindo de referência para a construção de suas identidades e modos de ver e estar no mundo.

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Sarandi realiza Congresso de Educação

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A Secretaria Municipal de Educação de Sarandi estará promovendo o II Congresso de Educação entre os dias 18, 19 e 20 de novembro, um evento que teve ótimos resultados em sua primeira edição e que este ano volta com novidades e convidados de renome.

O diretor de ensino Erick Bucioli ressalta que no ano de 2014 a Secretaria de Educação entendendo que formação continuada não se constitui somente por cursos, palestras e eventos, mas com a produção escrita oriunda de professores e equipes pedagógicas das unidades escolares, organizou o I Congresso de Educação de Sarandi. O intuito era ofertar palestras e abrir um espaço para a apresentação de trabalhos produzidos por profissionais da educação. “Por meio dos artigos científicos produzidos, podemos verificar o quão a pesquisa e a reflexão estão presentes no dia-a-dia dos educadores. Tivemos muitos trabalhos que contribuíram com o nosso fazer pedagógico”, conta.

A proposta do Congresso é reunir professores, coordenadores, diretores, alunos e demais profissionais da educação, juntamente com a comunidade de municípios vizinhos, para debater e apresentar as práticas quem vêm sendo realizadas nas escolas municipais, centros infantis e instituições educacionais privadas.

“As expectativas para este ano são as melhores. Esperamos que as discussões auxiliem professores e demais profissionais da educação no entendimento de novas demandas que surgem nas escolas. Estamos tendo adesão de várias pessoas, pois muitas inscrições já foram realizadas”, explica Erick.

Além de palestras, o evento contará com a apresentação de artigos científicos, previamente aprovados pela comissão composta por pós-doutores, doutores e mestres das mais vareadas áreas. Os trabalhos serão distribuídos em: práticas escolares reflexivas; gestão escolar; ações da coordenação pedagógica escolar; relação aluno/professor; relação equipe diretiva/professor e diversidade e escola.

“Para este ano, temos a honra de receber a Professora Doutora Lizia Nagel, que abordará a Educação na Contemporaneidade como palestra de abertura. No segundo dia de trabalho, contaremos com as Professoras Doutoras Lucinéia Lazaretti e Jani Moreira – ambas lecionam na UEM, que farão uma mesa redonda sobre a Educação Infantil, no âmbito de Políticas Educacionais e Práticas Pedagógicas. E no terceiro dia teremos a apresentação dos trabalhos inscritos e a entrega dos certificados”, afirma Erick.

Nos três dias de evento o início das programações é às 19h30. Dias 18 e 19 será no Salão Paroquial da Igreja Santa Terezinha e no dia 20 na Escola Municipal São Francisco de Assis.

A publicação da lista dos artigos aprovados será dia 06 de novembro. O diretor de ensino do município ressalta que o Congresso de Educação de Sarandi realiza a publicação dos artigos em forma de Anais, valorizando ainda mais as produções.

Quem tiver o interesse em participar do Congresso como ouvinte ainda pode se inscrever até o dia 13 pelo site: www.sarandi.pr.gov.br/edu/congresso

 

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O meu pai e o jornal

Os jornais estão se amontoando na casa de minha mãe sem seres lidos. Meu paizinho, que agora se mudou para o céu, não está mais lá para ler. Gostava, tinha tempo e paciência para lê-lo inteirinho. Até posso vê-lo sentado na cadeira do papai lendo seu jornal do dia. Juntava todos os jornais da semana em um montinho e amarrava para guardar. Alguém sempre precisava de jornais e ele doava. Sempre me falava: “Filha tem notícia de professora!” e me contava o que havia sido publicado. Sempre paciente recortava as notícias mais interessantes e guardava numa caixinha. Ele lia o jornal por mim. Lembrei-me que o jornal começou a chegar sábado à noite e ele dizia “Não posso ler o jornal do domingo no sábado!” E o dia que o cachorro rasgou o jornal todinho? Os dias que o jornal molhava e ele o estendia pela casa para secar. Não gostava que a gente lesse o jornal e bagunçasse tudo, tinha que deixar em ordem. Sempre atualizado tinha uma conversa agradável e atual. Dei a ele uma vez no dia dos pais a assinatura e ele nunca mais deixou de renovar. Sua assinatura venceu esta semana e não será mais renovada. Trouxe o último jornal do domingo para ler em sua homenagem. Chorando, relembrando e com saudades o li. Será que chega “O Diário” online lá no céu?

Edna Mendonça

Foto Abre

 

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Palestra aborda aprendizado e tecnologia

A convite do Sindicato dos Estabelecimentos Particulares de Ensino do Noroeste do Estado do Paraná (Sinepe/NoPr), Isabel Parolin esteve em Maringá durante evento de educação para ministrar aos professores o tema “A aprendizagem e o ensino em tempos hipermodernos”.Foto Abre

Como promover o aprendizado diante de tantas inovações tecnológicas? Essa é uma questão que aflige muitos profissionais da área da educação. Isabel conta que os valores atribuídos ao mundo do consumo, da rapidez e do descartável modificaram alguns encaminhamentos educacionais no seio da família, fato que repercute no dia a dia da escola. Em alguns casos, inclusive, a simbologia de pais, chefe e idoso, foi perdida.

Em sua fala, a palestrante aponta que é na escola que a criança tem seus encontros sociais, por isso, aquilo que é ensinado dentro da sala de aula precisa ser potencializado na sociedade. O que tem acontecido é que as pessoas recebem muita informação diariamente, mas estão tendo pouca evolução no que se diz respeito ao conhecimento.

“Grande número de pessoas utilizam a tecnologia para mediar suas relações sociais e, mesmo os mais resistentes, acabam cedendo às suas facilidades e rapidez. Os aplicativos de bate-papo, hoje, têm o mesmo efeito agregador que tinham as praças dos tempos antigos – um lugar de encontro. Contudo, todo o arsenal que a web oferece só se configurará como um instrumento no desenvolvimento pessoal e comunitário se as pessoas conseguirem estabelecer relações educativas através dessas mediações”, ressalta Isabel.

Roseli Messias é mãe de um menino de oito anos e reclama que seu filho só tem conseguido dormir muito tarde, quando vai brincar com outra criança é sempre utilizando o tablet e, algumas vezes, deixa o dever de casa sem fazer por passar boa parte do tempo nos jogos virtuais. “Com isso, ele tem sido um aluno desatento, sonolento e sem rendimento escolar. Eu e o pai dele estamos proibindo o uso da tecnologia para que ele melhore o desempenho em sala de aula”, conta.

A ministrante enfatiza que o desafio da escola de hoje é provocar as aprendizagens que humanizam e promovem inserção social, entendendo os limites e as conquistas dessa geração que é conectada, mas impaciente, hiperativa, mas com atenção limitada a pequenos intervalos de tempo, que não pensa em linearidade, mas em descontinuidade, que tende as multitarefas, que vive no senso de urgência, aliada ao fato de usarem as novas tecnologias com melhor desenvoltura que seus educadores, mas que precisa de ajuda para focar no aprender.

“A escola detém uma qualidade de valor inestimável a essa geração – a possibilidade do encontro e das trocas presenciais – face a face, algo que tem sido deixado de lado devido aos contatos apenas virtuais”, ressalta Isabel.

A psicopedagoga finaliza afirmando que apesar da forma de se relacionar ter mudado, as crianças e jovens precisam estabelecer relações com qualidade, que garantam um modo de viver e conviver de acordo com os valores que sustentaram, historicamente, as organizações sociais até os dias de hoje. “Para exemplificar, não é por que uma criança tem desenvoltura surpreendente diante de um iPad que ela poderá deixar de almoçar ou fazer suas tarefas”, conclui.

A professora Márcia Cristina Bueno diz que após ouvir a fala da ministrante percebeu que o educador tem que sair de casa não pensando que vai dar aulas, mas que irá formar cidadãos. “O conhecimento é o grande libertador da sociedade. A família merece atenção, deve ser instruída. O professor tem um papel educativo essencial.”

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Notícias inspiram a criação de poemas

O Brasil vive um momento pós-eleições presidenciais no qual a sociedade divide opiniões sobre o futuro do país. Um assunto que não tem se restringido aos adultos. Atualmente, estudantes e ainda não eleitores também querem se expressar. É o que tem observado a professora Márcia Vinhadelli que leciona no Colégio Estadual Dr. Felipe Silveira Bittencourt, em Marialva, que para aproveitar esse momento desenvolveu uma série de atividades relacionando a grade do ensino curricular com fatos do cotidiano.

Um dos gêneros textuais que gera reflexão, ao ser lido ou escrito, é o poema. Nos versos encontramos palavras cheias de sentimentos e emoções que nos fazem pensar sobre determinado tema.

DSC02374Com o objetivo de tornar a aula de Língua Portuguesa mais interativa, Márcia aliou o estudo do gênero às notícias do jornal O Diário. “Uma boa forma que encontrei para os alunos estudarem a estrutura do texto foi relacionando o conteúdo aos problemas sociais vistos, diariamente”, conta.

Para a realização da proposta foram lidos diferentes exemplares do impresso. Em destaque estão as matérias sobre o nível de alfabetização dos presidiários, a qualidade do sistema de saúde brasileiro e o aumento nos casos de contaminação do vírus HIV. “Durante a leitura os alunos debateram sobre os temas, apontaram divergências de opiniões e refletiram sobre tudo o que estava sendo conversado”, comenta a professora.

Com bastante informação e também argumentos, os estudantes foram desafiados a escrever poemas a respeito das questões de cunho social identificadas nas páginas do Diário. Desta forma desenvolveram análise crítica dos assuntos lidos, interpretação oral, produção e estrutura do gênero em estudo.

“Conversamos sobre situações que envolvem além da região que moramos, como também todo o país, assim percebermos que as dificuldades enfrentadas são similares em diferentes regiões. Os poemas foram o fechamento de um trabalho de conscientização que estamos realizando há meses”, ressalta Márcia.

O aluno Vinícius de Souza enfatiza a importância da proposta. “Os problemas do dia-a-dia não podem se tornar rotina, devem ser debatidos a fim de encontramos soluções associando-os ao contexto histórico e político do país.”

 

PRODUÇÃO

Após o estudo do gênero e a leitura das notícias do Diário, a aluna Camila Brito de Souza escreveu um poema com base nos problemas sociais do Brasil.

 

Que país é esse?

 

Que país é esse?

Onde o futebol é o orgulho da nação

Enquanto saúde é deixada de lado

Sem atenção

 

Que país é esse?

Onde milhões de jovens morrem diariamente

Vítimas das drogas e da violência

Acabando também com a vida dos pais

 

Que país é esse?

Onde os professores ganham pouco

Para fazer muito

E os políticos ganham muito

Para fazer pouco

 

Que país é esse?

Onde os jovens matam e roubam

Mas na hora de pagar por seus atos

São tratados como crianças inocentes

E ficam livres para fazer tudo de novo

 

Que país é esse?

Onde ninguém respeita ninguém

Onde crimes acontecem todo dia

E ninguém está seguro

 

Que país é esse?

Onde as pessoas se acostumaram com essa vida

E não fazem nada para mudar

Esse é o país, BRASIL.

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Preocupação com lixo leva alunos às ruas

Foto AbreA preservação do meio ambiente e o futuro dos recursos naturais é algo trabalhado com destaque dentro dos espaços escolares. Atenta sobre o montante de lixo produzido no município em que vive, a professora Janete Baldo da Silva Machado que leciona na Escola Municipal Rocha Pombo, em Ourizona, propôs aos seus alunos um trabalho de conscientização que foi além da sala de aula.

A atividade teve início após a leitura da notícia publicada no Diário com a manchete, “Câmara aprova PPP para coleta e destino de lixo”, na qual a matéria apresenta informações sobre a implantação da Parceria Pública Privada (PPP) que tenta solucionar os problemas com os resíduos produzidos pelos moradores de Maringá. Com isso, Janete aproximou o contexto da notícia à realidade dos alunos ao realizar um trabalho sobre a coleta e separação, em Ourizona.

“Relacionar um projeto escolar com o jornal fez com que as crianças dessem maior importância à proposta. Desta forma, além do aprendizado didático elas também perceberam o quanto é fundamental proteger o meio ambiente”, destaca a professora.

Janete debateu com os alunos os dados da matéria do Diário e, em seguida, elaborou um questionário para que, em duplas, eles fossem às ruas entrevistar a população. Além dos depoimentos, as crianças também registraram o passo-a-passo da atividade tirando fotos.

A estudante, Maria Vitória Fernandes conta que, de uma forma geral, as pessoas fazem a separação do lixo sim e esperam o caminhão que recolhe os descartes toda terça-feira. “O nosso município está indo pelo caminho certo, mas não podemos nos acomodar, pois sempre é possível melhorar e contribuir para o futuro de todos.” A colega de classe, Gabriely Bocaletti dos Reis após realizar o trabalho de conscientização dos moradores que ainda não fazem a separação do lixo nas casas, está esperançosa e acredita na mudança de hábitos da população.

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