entrevista



Artistas gráficos têm espaço garantido no Jornalismo

Olá pessoal! Antecipamos no último post um bate-papo com o infografista, ilustrador e artista gráfico, Welington Vainer. Ele trabalha na redação do jornal O Diário e desenvolve capas especiais e os infográficos que ilustram as reportagens dos mais diversos segmentos: tabelas esportivas, infográficos sobre cinema, gastronomia, economia e até política. Em uma entrevista exclusiva para a Equipe […]

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Jornal Escolar – Eu fiz!

capa - jornal escolarUm jornal escolar de sucesso exige o comprometimento de toda uma equipe, e na Escola Municipal Zuleide Samways Portes, de Maringá, foi exatamente isso que aconteceu. As professoras responsáveis pelo projeto, Sandra D’Antonio e Suzana Moran contam que em cada etapa da produção a comunidade escolar esteve envolvida. “Desde o início, todos ficaram muito animados e se dispuseram a ajudar no trabalho. O primeiro passo foi pensar em um nome e projeto gráfico para o jornalzinho”, relatam.

De forma bastante democrática “A voz da comunidade Zuleide Portes” foi o título vencedor, nascendo assim, o nome do impresso a ser produzido. Para ilustrar ‘a voz’ os estudantes optaram por incluir o símbolo de uma boca na logomarca e assim deixar a marca mais criativa.

O assunto de boa parte das matérias publicadas teve como base as manifestações culturais, tema que já estava sendo abordado em sala de aula e também no Ambiente Educacional Informatizado (AEI). Fator que auxiliou nas etapas de pesquisa para as pautas jornalísticas.

“A união do trabalho dos professores e dos alunos concretizou na elaboração das páginas do nosso jornal, que foram voltadas à cultura e as diferentes manifestações populares ocorridas em nosso Estado e nas demais regiões do Brasil”, comenta Sandra. A colega de profissão, Suzana, acrescenta “o objetivo foi deixar claro que vivemos imersos e somos origem dessas manifestações, bem como da mistura de raças, culturas e credos.”

O “A voz da comunidade Zuleide Portes” foi entregue à comunidade na semana cultural da escola. As professoras relatam que os pais ficaram extremamente contentes com o resultado e elogiaram a oportunidade de divulgação do trabalho de seus filhos. “Ficou o desejo e o gostinho de quero mais, de continuar o projeto, esta é uma forma especial de expor parte das atividades que ocorrem dentro da espaço escolar”, destacam Sandra e Suzana.

 

TEXTO PROFISSÕES

Entrevistando minha mãe

Maria Helena tem 45 anos, mora no Jardim Alvorada e sua profissão é promotora de vendas. Ela vende: Avon, Boticário,Tupperware, Evomel, Jequeti, Hermes, Quatro Estações, Natura, Fuller e Pierre Alecsander. Minha mãe gosta muito do que faz e se sente realizada, esta bem neste trabalho.

Na verdade ela passou por várias profissões, tais como: balconista, recepcionista, cozinheira, auxiliar de cozinha, garçonete, babá, diarista, doméstica, boia-fria, atriz, projetora de programas artísticos, promoções e eventos, auxiliar de dicção de vozes e gerente de restaurante. Ela percebeu diante de tudo isso que gostava de motivar as pessoas, treiná-las, capacitá-las e encaminhá-las, e isto me dava prazer ao vê-la melhorando também.

Ela é feliz com sua profissão e consegue fazer as pessoas crescerem intelectualmente, profissionalmente e financeiramente, trabalha com a autoestima e se torna uma pessoa ativa sabendo lidar com seus problemas e dos outros sem consequências negativas.

Você só melhora quando melhora a vida dos outros.

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Jornal Escolar – Eu fiz

capa jornal escolarA Escola de Maringá em destaque hoje fez não apenas uma, mas duas edições de jornais escolares. As professoras da Escola Municipal Campos Salles, Jane Candino e Márcia Mitiko não mediram esforços para realizar o trabalho.

“O primeiro passo foi a exploração do jornal O Diário nas versões impressa e online. Afinal, este é um veículo de comunicação da cidade e também sempre presente dentro da sala de aula”, destaca Márcia.

A primeira edição foi impressa antes das férias de julho e a distribuição foi restrita para os alunos que haviam produzido os conteúdos, mas o sucesso foi tão grande que a comunidade escolar queria ver mais, os estudantes estavam animados e como resultado, em dezembro uma nova versão foi feita e desta vez a entrega abrangeu todas as turmas da escola.

“O trabalho com o impresso amplia o universo cultural das crianças e a informação aliada à reflexão, proporciona o debate e a tomada de consciência. Fatores que desenvolvem a capacidade de ler, argumentar e expressar opiniões”, ressalta Jane.

Os conteúdos das duas edições dos jornais da Campos Salles foram os mais variados, ilustrações, poemas, quadrinhas. Para que conheçam parte dos resultados, separamos uma entrevista que os alunos realizaram com a diretora da escola.

ENTREVISTA

Lucília Tomazini Hoffmeister é diretora da Escola Campos Salles desde fevereiro de 2011 onde juntamente com a equipe desenvolve um trabalho exclusivamente voltado para a melhoria da qualidade de ensino e efetiva aprendizagem dos alunos.

Alunos – 1) Como a senhora avalia o desempenho dos alunos em relação ao último IDEB?

Lucília: O desempenho dos alunos em relação ao último IDEB foi excelente porque conseguimos subir consideravelmente. Ultrapassamos a meta esperada e isso representa o reconhecimento do nosso trabalho e do esforço dos alunos em querer aprender mais.

2) A que a senhora atribui a elevação da nota da escola?

Foi um trabalho coletivo com compromisso. Acredito que esta é a palavra certa; compromisso de todos os funcionários, e isso compreende a escola como um todo.

3) De que forma a avaliação do IDEB contribui para a melhoria das ações na escola?

Da seguinte maneira. Como a escola ofereceu um trabalho de contra turno para os alunos e deu certo, este ano além do o 4º ano que irá participar do próximo IDEB, também estamos oferecendo o mesmo apoio para as demais turmas para que estas estejam bem preparadas no futuro.

4) O IDEB ainda é um desafio? Em que sentido? 

Mesmo com todo esforço o IDEB ainda representa um desafio para todos da escola, pois exige muito trabalho, força de vontade, colaboração e compromisso. Para que tudo melhore é preciso investir muito na educação.

5º ANO B

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Preocupação com lixo leva alunos às ruas

Foto AbreA preservação do meio ambiente e o futuro dos recursos naturais é algo trabalhado com destaque dentro dos espaços escolares. Atenta sobre o montante de lixo produzido no município em que vive, a professora Janete Baldo da Silva Machado que leciona na Escola Municipal Rocha Pombo, em Ourizona, propôs aos seus alunos um trabalho de conscientização que foi além da sala de aula.

A atividade teve início após a leitura da notícia publicada no Diário com a manchete, “Câmara aprova PPP para coleta e destino de lixo”, na qual a matéria apresenta informações sobre a implantação da Parceria Pública Privada (PPP) que tenta solucionar os problemas com os resíduos produzidos pelos moradores de Maringá. Com isso, Janete aproximou o contexto da notícia à realidade dos alunos ao realizar um trabalho sobre a coleta e separação, em Ourizona.

“Relacionar um projeto escolar com o jornal fez com que as crianças dessem maior importância à proposta. Desta forma, além do aprendizado didático elas também perceberam o quanto é fundamental proteger o meio ambiente”, destaca a professora.

Janete debateu com os alunos os dados da matéria do Diário e, em seguida, elaborou um questionário para que, em duplas, eles fossem às ruas entrevistar a população. Além dos depoimentos, as crianças também registraram o passo-a-passo da atividade tirando fotos.

A estudante, Maria Vitória Fernandes conta que, de uma forma geral, as pessoas fazem a separação do lixo sim e esperam o caminhão que recolhe os descartes toda terça-feira. “O nosso município está indo pelo caminho certo, mas não podemos nos acomodar, pois sempre é possível melhorar e contribuir para o futuro de todos.” A colega de classe, Gabriely Bocaletti dos Reis após realizar o trabalho de conscientização dos moradores que ainda não fazem a separação do lixo nas casas, está esperançosa e acredita na mudança de hábitos da população.

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O carnaval é uma festa infantil?

A “festa profana” ainda reserva espaço para os pequenos?

Para responder a questão, trouxemos a entrevista do antropólogo Roberto DaMatta, realizada em 2008, pelo Centro Internacional de Referência em Mídias para Crianças e Adolescentes – Rio Mídia e republicada esta semana pela revista Pontocom.

Vale a pena conhecer como a antropologia percebe o Carnaval, que para o país durante quatro ( em alguns casos cinco ou mais) dias.

O samba enredo de 1992 explica como o “espetáculo” funciona: “É carnaval, é a doce ilusão é promessa de vida no meu coração”. São dias em que tudo é permitido, homem vestir-se de mulher: pode! Exagerar na bebida alcoólica? Pode também…São dias, para a antropologia, que servem para fazer o sujeito esquecer dos problemas cotidianos, entretê-los, animá-los…enfim…é isso!

Vamos à entrevista…

Que relações então se estabelecem entre adultos e crianças nesta festa?

Roberto DaMatta – No carnaval, como na experiência do futebol e de outras festas, as crianças se vêem como iguais aos adultos relativamente a certas dimensões importantes da vida social. Por exemplo: com o direito de usar uma fantasia de sua escolha ou preferência; na capacidade de torcer pelo time A ou B; no papel de devoto do santo ou da santa que conta tanto quanto os outros. Essas são experiências de vida igualitárias que tiram a criança do controle do adulto e da família, que não é pequeno no Brasil. Elas, então, podem realizar coisas que os adultos realizam sem controle, ultrapassando o mero “agradar” ou “ser bem comportado”, para serem cúmplices, parceiros ou torcedores: cidadãos de um mesmo bloco, escola de samba ou entidade sobrenatural.

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Zeca Baleiro quer escola mais excitante

RETROSPECTIVA – 10 anos de “O Diário na Escola”. Entrevista com Zeca Baleiro – Por Loiva Lopes Trindade (02/08/2008).

O cantor e compositor Zeca Baleiro, considerado atualmente um dos maiores destaques da música nacional, conversou com o Diário na Escola e nos contou sobre lembranças, experiências e inquietações escolares. Ele, embora viva um ritmo intenso de trabalho, devido a shows que realiza por todo país, mostra-se um pai atuante na vida escolar de seus filhos Manuel, 8, e Vitória, 10, mas defende uma educação mais lúdica e criativa, e dispara: “Se eu pudesse abolia a sala de aula”

Por uma escola mais excitante

Eu tenho filhos na idade escolar, e acompanho na medida do possível. Sei que a escola é uma empresa e precisa se encaixar nas regras. Concordo que a criança precisa aprender frações, normas gramaticais e contas. E imagino não ser fácil ser professor num tempo de celular, MP3 e Internet. Eu não gostaria de estar na pele deles. Mas, embora a escola tenha melhorado, continua muito careta. Não defendo uma escola “ripona”, mas poderia ser mais excitante, instigante, uma escola, por exemplo, que ensinasse minha filha a gostar de matemática.

Abolir a sala de aula

Sabe o que eu acho? Se fosse um dia ter um delírio de fazer uma nova escola, eu abolia a sala de aula. Faria uma coisa mais lúdica, que desde o início já integrasse mais a criança. Acho a sala de aula opressora. Eu lembro no meu tempo, eu era muito tímido. A professora me chamava para ir ao quadro negro, aquele corredor para mim tinha um peso de uma condenação. Eu ia tremendo, chegava tremendo e voltava tremendo. Eu acho que isso só expõe uma competitividade desnecessária.

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Tv Cultura exibe entrevista com Saramago

Para os fãs de Saramago, uma boa notícia: domingo, às 21h20, na Tv Cultura, ocorre a exibição da entrevista que o escritor português concedeu, em 2008, ao programa ‘Entrelinhas’, de Paula Picarelli.

A apresentação vai contar com depoimentos do cineasta Fernando Meirelles, diretor do filme ‘Ensaio sobre a cegueira’, baseado no livro homônimo de José Saramago.

 

Lygia Fagundes Telles também participa do programa, assim como Miguel Gonçalves, autor do documentário sobre a vida do escritor, que faleceu em junho do ano passado.

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Os desafios da educação com e para os meios

Da mesma maneira que é possível alterar a emissão do conteúdo midiático, também se pode educar a população para receber as informações apresentadas pelos meios. Uma linha de estudo que defende a leitura crítica da comunicação, em que o objetivo principal é tornar o usuário crítico e ativo. Assim é a educomunicação ou a mídia-educação, denominações que variam conforme a opção por autores, sejam eles latino-americanos ou europeus. Na prática, o trabalho das duas nomenclaturas é semelhante, para não dizer igual. Para abordar o tema, O Diário na Escola entrevistou a professora da Universidade Federal do Triângulo Mineiro, Alexandra Bujokas de Siqueira, que desde a graduação se voltou para a convergência das duas áreas do conhecimento: a comunicação e a educação.

Nascida em Barão de Antonina, interior de São Paulo, Alexandra formou-se em jornalismo, mas logo partiu para o mestrado em Educação, seguido do doutorado em Educação, do doutorado sanduíche e do pós-doutorado em Estudos de Mídia, os dois últimos concluídos na The Open University, na Inglaterra. A base do seu trabalho é constituída por autores ingleses como Stuart Hall e David Bucking. Segundo ela, existe campo de trabalho para profissionais da educomunicação no Brasil, mas falta material pedagógico e ideias de como por em prática.

O Diário na Escola>>> O que fez você optar pelo jornalismo e depois pela educação?

Alexandra Bujokas>>> Quando entrei na faculdade tinha uma visão muito ingênua e otimista da comunicação. Quando tive aulas de teorias da comunicação e sociologia foi que percebi que as coisas não eram do jeito que eu imaginava. As produções midiáticas são caracterizadas por relações de poder e são terrenos de muito conflito, por isso precisamos desenvolver um repertório crítico para tirar proveito dos meios de comunicação e também se proteger, já que ali há jogos de interesse. Outro fator foi que eu estava aprendendo nos primeiros anos da faculdade, eu poderia ter aprendido no ensino médio. Em outros países, alunos de ensino médio têm aulas de mídia. No terceiro ano da graduação comecei a estudar mais a leitura crítica dos meios e passei a articular este trabalho de comunicação e educação.

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