Escola Especial Tânia Regina



Conscientização Já!

Hoje será realizado em frente à Escola Especial Tânia Regina um pedágio de conscientização sobre o Dia Internacional do Autismo. A campanha tem como slogan “O preconceito ainda é o maior defeito!”. Durante a ação, que tem início às 14 horas, na Avenida Dr. Luiz Teixeira Mendes nº 1370, em Maringá, os alunos da Escola Especial vão colar adesivos nos carros que passarem por lá. Participe!

Comente aqui


Um dia especial para Dennis

Hoje é o Dia Mundial da Conscientização do Autismo, um transtorno do desenvolvimento marcado por três características fundamentais: falta de habilidade para interagir socialmente, dificuldade no domínio da linguagem para comunicar-se e padrão de comportamento restritivo e repetitivo.

O grau de comprometimento é de intensidade variável: vai desde quadros mais leves, como a síndrome de Asperger – na qual não há comprometimento da fala e da inteligência – até formas graves em que o paciente se mostra incapaz de manter qualquer tipo de contato interpessoal e é portador de comportamento agressivo e retardo mental.

Estudos iniciais consideravam o transtorno resultado de dinâmica familiar problemática e de condições de ordem psicológica alteradas, hipótese que se mostrou falsa. A tendência atual é admitir a existência de múltiplas causas para o autismo, entre elas, fatores genéticos e biológicos.

Com o tempo Dennis tem se interessado pelas imagens e palavras, aproximando-se dos livros

Dennis Isobe tem 13 anos e é autista, a doença foi descoberta quando ele tinha três anos de idade. A desconfiança da mãe, Alessandra Hitome Isobe Galliazzi, surgiu por conta da não interação da criança, do olhar vago e a falta da fala. Foi então que a família que morava no Japão decidiu voltar para o Brasil em busca de algum diagnóstico, já que os médicos do país que moravam relatavam que o desenvolvimento tardio do Dennis era normal.

Alessandra foi em busca de neuropediatras brasileiros e logo na primeira consulta já recebeu a notícia, naquele momento um tanto assustadora, “mãe, seu filho é autista, não existe cura para doença e o ideal é matriculá-lo em uma escola especial”, recomendou o médico.

“O mais importante para a família é a aceitação, depois disso o que a criança precisa é de muito amor e carinho”, enfatiza Alessandra.

Dennis estuda em uma escola especial aqui em Maringá e recebe toda a assistência para que desenvolva seu aprendizado diário. A mãe conta que os avanços acontecem de forma muito lenta, mas que são perceptíveis. “Hoje o Dennis não usa mais fralda porque na escola aprendeu a usar o banheiro, aos poucos ele também já toma banho e se alimenta praticamente sozinho”.

A criança autista costuma enclausurar-se em si própria, algo que na vida do Dennis tem se tornado diferente. Na foto, ele está com o amigo Maycon

Maria Pereira Novaes é professora do Dennis e trabalha há 23 anos com crianças especiais. Ela relata que ele é um menino muito carinhoso e o conhece desde os quatro anos de idade. “O Dennis presta a atenção e entende tudo o que a gente fala. Antes era muito agitado, não parava no lugar, hoje ele já realiza as atividades que lhe são solicitadas, consegue se entreter com os desenhos que passam na televisão e ainda, para a alegria das professoras, já está folheando revistas”.

Contrariando diagnósticos, Dennis surpreende a todos buscando outras crianças para brincar e até usa carrinhos ou outros tipos de brinquedos para se divertir.

2 Comentários


Manifestação pede mais atenção no trânsito

A direção e os alunos da Escola Especial Tânia Regina, de Maringá, em parceria com a equipe dos Palhaços do Trânsito e o Setran realizaram um Pedágio Educativo em frente à instituição.

Todos os automóveis que passaram pela ação foram parados, um alerta foi feito aos motoristas para que naquele espaço diminuíssem a velocidade e prestassem mais atenção à faixa de pedestre que ali existe para a travessia de alunos. Mais de 300 adesivos foram colados nos carros para lembrar à população a importância de um trânsito mais seguro.

A diretora da escola, Tânia Regina Inez, conta que a ação foi maravilhosa e superou as expectativas. “A ideia do Pedágio Educativo surgiu por um aluno depois de uma série de trabalhos que realizamos na instituição sobre o trânsito.” Outra situação encontrada pela instituição é a faixa de embarque e desembarque que existe em frente à escola, alguns motoristas simplesmente a ignoram e estacionam em cima.

Os alunos estavam todos caracterizados, com faixas na cabeça pedindo respeito e muito animados. Colaram adesivos nos carros, ajudaram os Palhaços do Trânsito a pararem os motoristas e fizeram até grito de guerra.

“Nossos alunos têm muita dificuldade para atravessar a rua, mesmo estando na faixa de pedestres, a nossa intenção foi conscientizar alguns motoristas que ainda não a respeitam”, relata a diretora.

Outra dificuldade encontrada pelos alunos portadores de cadeira de rodas é a falta de guias rebaixadas em frente à escola.

 

Comente aqui