Escola Municipal Afrânio Peixoto – Ivatuba



O lixo nosso de cada dia

Desde 2014 a Política Nacional de Resíduos Sólidos (PNRS) prevê a proibição de disposição de resíduos sólidos em lixões a céu aberto. A PNRS é uma lei que estabelece regras para a destinação e disposição correta dos resíduos gerados pela sociedade. Assunto que foi abordado na matéria do jornal O Diário do Norte do Paraná com a manchete “Dos 30 municípios da Amusep, 12 têm lixões”. Na qual informa que nove cidades contam com aterros sanitários, oito terceirizam e a outra não informou. Prefeitos buscam soluções e uma das saídas para desativar lixões é a terceirização do trabalho.

Foto AbreDiante de uma realidade vivida no dia a dia dos alunos, a produção de lixo e degradação do meio ambiente se tornaram temas da aula de Geografia na Escola Municipal Afrânio Peixoto, em Ivatuba. A partir da leitura da notícia, a professora Valéria Bressianini debateu com os estudantes as diferenças entre lixão e aterro sanitário.

“Nós, consumidores, somos peça fundamental para lubrificar a engrenagem dessa máquina. O destino correto do lixo eletrônico, a separação de resíduos recicláveis e a destinação desses materiais a cooperativas, impedem que a matéria-prima utilizada na produção seja despejada no meio ambiente. Consequentemente, a confecção de um determinado material exigirá menos gasto energético e menos emissão de poluentes”, destaca a professora.

Durante a conversa, as crianças apresentaram tentativas de solução para o problema que envolve os lixões dos municípios. Algumas mencionaram que deveria haver recompensa para quem separa os resíduos recicláveis dos orgânicos, mesmo sabendo que isso é obrigação do cidadão. Outras sugeriram um trabalho de conscientização nas ruas apontando as consequências negativas que são refletidas no nosso meio ambiente e, ainda, apontaram que as pessoas querem um mundo perfeito, mas que poucas colaboram para que vivamos essa realidade.

“Não entendo o porque a sociedade é tão resistente em se conscientizar dos efeitos que o lixo pode causar no meio ambiente, e consequentemente, no futuro do nosso planeta”, enfatiza a aluna Manoela Vanso.

Ao fim da aula Valéria percebeu que os estudantes estavam motivados a encontrar formas para transformar o lixão de Ivatuba em um aterro sanitário. “Ao final da realização das atividades, os alunos compreendam a nossa responsabilidade com relação à redução do lixo produzido todos os dias. Espero que as atitudes e os valores despertados nesta aula sejam norteadores para a redução dos impactos ambientais”, conclui.

 

 

A AULA

Objetivos

– Categorizar os diferentes tipos de lixo que produzimos em nossa sociedade.

– Identificar qual o destino correto para diferentes resíduos sólidos.

– A importância dos 3 R’s: reduzir, reutilizar e reciclar.

– Adotar práticas sustentáveis que envolvam o consumo consciente e o descarte correto de resíduos sólidos.

Conteúdos

– Abordagem sobre a Política Nacional de Resíduos Sólidos.

– Classificação do lixo.

– Consumo consciente.

– Responsabilidade compartilhada.

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Oficina promove respeito e conscientização

Foto AbreA equipe do Diário na Escola esteve na Escola Municipal Afrânio Peixoto, em Ivatuba, e desenvolveu uma oficina pedagógica com os estudantes dos quartos e quintos anos. Além das atividades de produção textual e oralidade, as crianças receberam orientações para evitar casos de agressão, sejam eles na escola, na rua ou dentro da própria casa.

“A violência pode acontecer no trânsito, em família, e até em abusos aos menores de idade. Precisamos estar alerta, pois em ambientes virtuais, como no computador e no vídeo game, somos estimulados a ter atitudes agressivas”, destaca a aluna, Cícera Gabriela Ribeiro da Silva.

Nas últimas semanas, manchetes sobre confronto entre policiais e professores, adolescentes que atearam fogo em um andarilho e mortes no trânsito estamparam as manchetes das mídias impressas e televisivas. “As crianças recebem muitas informações diariamente, não podemos deixar que elas se acostumem com a violência e achem casos como estes comuns. O trabalho de conscientização precisa ser recorrente dentro dos espaços escolares. Enfatizando, sempre, situações do dia-a-dia e do cotidiano em que vive estes alunos”, afirma a coordenadora do Programa, Loiva Lopes.

Durante a oficina as crianças assistiram a vídeos e leram notícias do jornal sobre o tema em estudo. “Aliar o áudio visual com o impresso oportuniza a descontração e o aprendizado. Desta forma, o estudante sai da rotina habitual de trabalhos e se dedica mais ao que foi proposto”, diz a professora Odete Pereira de Melo Calvi.

A estudante, Letícia Camily Ruzik aponta que uma opção para diminuir a violência é reduzindo a maioridade penal. “Quem tem 16 anos já pode votar, já faz escolhas, então deve ser preso se cometer atos errados.”

A oficina teve ótimos resultados. A professora Rosana Lazzaretti conta que os alunos gostam de opinar e se demonstram a cada dia maior criticidade. “Debates sobre assuntos do cotidiano enriquece as aulas e motiva os alunos a participarem, até o mais tímidos se expressam nestes momentos.”

“Na aula de hoje aprendi que a situação violenta do nosso país só vai mudar, se cada um de nós fizer diferente. Precisamos nos conscientizar de que ninguém é perfeito, mas podemos sempre ser melhores”, conclui a estudante, Maria Eduarda Paiva Dallago.

 

PRODUÇÃO

Confira o texto opinativo da aluna Eduarda Kurudz a respeito da realidade violenta em que vivemos.

 

O nosso mundo hoje

Atualmente há muita violência por causa das pessoas que querem ganhar dinheiro sem trabalhar. Elas não se conscientizam que tudo que vem fácil na vida, acaba mais fácil ainda. Há cidadãos que lutam para ter seus bens materiais, enquanto outros vêm e roubam tudo.

Se pararmos para pensar, todos nós praticamos violência, porque não é só a física que machuca, a verbal também. E fazemos isso muitas vezes, sem perceber. Algumas pessoas só querem saber de poder e riqueza, são muito ambiciosas.

Nós podemos começar um mundo melhor, agora! Praticando a harmonia, a paciência e o amor ao próximo. A mudança tem que começar por nós mesmos.

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Alunos de Ivatuba sugerem pautas para o impresso

Já pensou abrir o jornal e encontrar apenas notícias positivas de fatos que você gostaria que acontecessem? Na oficina desenvolvida pelo O Diário na Escola, em Ivatuba, na Escola Municipal Afrânio Peixoto, os alunos sentiram essa experiência. Intitulada “O jornal de notícias maravilhosas”, as crianças usaram a imaginação para participar da atividade.

Foto AbreNa proposta, os estudantes foram divididos em grupos e, juntos, debateram sobre o que deveria ser manchete na capa do impresso que eles iriam criar. “Nesse trabalho eu conheci de forma mais detalhada a primeira página do jornal e ainda pensei em melhorias para a minha cidade”, conta a aluna Beatriz da Silva Geronasio.

O estudante Ruan Santos de Souza comenta que se sentiu um verdadeiro jornalista. “Foi divertido trabalhar em equipe e sentir como é a rotina dos repórteres durante a reunião de pauta. Quando eu for escolher minha profissão, com certeza irei lembrar deste momento.”

Entre as sugestões de assuntos para a capa estavam: criação de um parque ecológico no município, uma escola mais ampla, e apresentação de peça teatral. “Adorei conversar com meus colegas sobre quantas coisas novas podemos ter em nossa cidade. Espero que essas notícias que criamos se tornem verdade, em breve”, brinca a aluna Mariane Mendes Fernandes.

A proposta desenvolvida, ao mesmo tempo, com estudantes do terceiro e do quinto ano proporcionou interação entre as turmas. “É importante as crianças trabalharem juntas, percebemos que não houve distinção entre os mais velhos e os mais novos, nem diferença de nível de aprendizado durante as sugestões das manchetes”, destaca a professora Nilza Guidini Valentini.

Com o nome “Jornal Espetacular” os alunos diagramaram uma capa de impresso na cartolina e a deixaram em exposição na sala de aula. “Esta oficina gerou empolgação nas crianças, no outro dia todos os estudantes da escola queriam ver o trabalho desenvolvido”, relata a diretora Maria Luiza Macedo da Silva.

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Notícia do Diário é tema de enquete escolar

Foto AbreA equipe do Diário na Escola esteve em Ivatuba para realizar oficina pedagógica com os alunos da Escola Municipal Afrânio Peixoto. Assim que os estudantes olharam a capa do jornal, a manchete: “Macacos deverão ficar estéreis” publicada no Diário despertou o interesse da criançada.

Muitos alunos comentaram que os animais já tinham roubado seus lanches durante passeios, outros contaram que adoram ir até os parques pela oportunidade em ver os macacos de perto, e a partir dessa discussão sobre o tema da notícia foi desenvolvida uma enquete.

Para que as crianças tivessem argumentos e até embasamento para decidir sobre a vasectomia nos animais, os estudantes fizeram a leitura da matéria publicada no Diário. Desta forma conheceram as opiniões das pessoas que são a favor ou contra o procedimento cirúrgico e quais as justificativas apresentadas.

“Esta atividade proporciona uma interação entre a turma, eles trocam experiências e tentam convencer a respeito da melhor escolha, quais consequências uma decisão pode gerar. É um momento muito enriquecedor no processo de aprendizagem”, destaca a professora Odete Pereira de Melo Calvi.

A partir da questão “Você é a favor ou contra a vasectomia nos macacos-pregos?”, os estudantes se reuniram em grupos e tiveram que entrar em um consenso sobre o melhor a ser feito com os animais que estão roubando alimentos de visitantes e até das casas da redondeza em que vivem, mas que também são atração por onde passam. “Não podem deixar os macacos estéreis, se eles pararem de reproduzir a espécie vai ser extinta”, alerta a aluna Any Emanuely de Andrade Mazola.

“Os macacos já estão invadindo a privacidade das pessoas, se continuarem aumento o número de animais dentro da cidade, os problemas podem se agravar”, enfatiza a estudante Natasha Lemos.

A coordenadora pedagógica, Maria de Lourdes Macedo conta que os momentos com o uso do Diário em sala de aula tem resultado em melhora na leitura e na interpretação das crianças. “Com temas atuais os alunos se interessam pelos conteúdos didáticos e desta forma conseguimos fazer um trabalho de interdisciplinaridade. Além da oportunidade que os estudantes têm de levar o jornal para casa e ler com a família.”

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Alunos de Ivatuba participam de palestra sobre educação financeira

As prioridades de consumo e necessidades de cada indivíduo são muito pessoais, porém sabe-se que gastar dinheiro de forma errada pode acarretar problemas financeiros e familiares. Pensando nisso, o Instituto Sicoob Paraná desenvolve o projeto “Educação Financeira”, que consiste em orientações e conceitos sobre a temática por meio de palestras, e da disponibilização de cartilhas educativas, que podem contribuir no planejamento financeiro das famílias.

Em Ivatuba, a ação foi realizada com os alunos da Escola Municipal Afrânio Peixoto. “Atividades como esta são essenciais para as crianças, afinal, elas são o nosso futuro e precisam começar a se preocupar e valorizar o dinheiro que os pais ganham, para lá na frente desfrutarem de uma vida confortável”, conta a coordenadora pedagógica, Maria de Lourdes Macedo Rodrigues.

“A expectativa do Instituto Sicoob é criar uma mentalidade adequada e saudável sobre dinheiro, bem como fortalecer ações para que haja disciplina no controle do orçamento doméstico e liberdade financeira”, destaca o palestrante e voluntário social Adilso Augustinho Carniel.

Uma vídeo aula sobre equilíbrio financeiro foi apresentada aos alunos, com conteúdo dinâmico e divertido, os personagens representaram quais são as melhores formas de se gastar o dinheiro e a importância de poupar alguma quantia, sempre, seja para uma emergência ou para alguma aquisição. Buscando o equilíbrio entre o que se ganha e o que se gasta.

“Aprendi que o dinheiro que meus pais recebem deve ser gasto com aquilo que realmente é necessário, como por exemplo, alimentação e educação, o resto devo guardar ou fazer algum investimento, vou repassar isso a eles”, afirma a aluna do 5º ano, Beatrys Ranek de Santana.

Os estudantes que participaram da palestra também conheceram sobre a origem da moeda, como ficar milionário poupando cinco reais por dia, o trabalho dos bancos e cooperativas de crédito, e como fazer um orçamento familiar.

“A educação financeira é algo sempre discutido na sociedade, gostamos de aproximar nossos alunos dessas questões. Com certeza tudo o que os pequenos ouviram hoje, vão levar para a vida, todos eles querem um futuro melhor, e a partir de agora já estão conscientes sobre como conseguir seus objetivos, em especial, os financeiros”, conta a diretora Maria Luiza Macedo Rodrigues.

Os estudantes que estiveram na palestra ainda não trabalham, por isso não ajudam com dinheiro no orçamento de casa, mas Adilso apresentou-lhes outras formas de contribuir com as contas, como por exemplo: banhos rápidos, diminuir o abre e fecha da geladeira, não desperdiçar alimentos, apagar as luzes, entre outras pequenas ações que evitam gastos desnecessários.

“Na minha casa seguimos boa parte das instruções de economia que foram destacadas hoje. A exemplo da pensão que recebo do meu pai, metade do dinheiro uso para comprar coisas que preciso, a outra metade guardo na minha poupança para usar quando eu for cursar faculdade de engenharia civil”, ressalta a aluna do 5º ano, Gabriela Gussi.

As crianças levaram para casa um manual do Instituto Sicoob com uma planilha de orçamento doméstico que vai auxiliar as famílias a organizarem suas receitas e despesas. Além disso, cada aluno recebeu um cofrinho para incentivá-los a poupar e, desde já, criar uma consciência financeira.

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A notícia dentro da sala de aula

 Uma sugestão de atividade para ser trabalhada com os alunos é o “Jornal falado”. Essa dinâmica incentiva a leitura de informação prévia, o jornal impresso, além de instigar a criança a assistir os jornais televisivos.

Foi isso que a equipe do Diário na Escola fez com os alunos dos quartos e quintos anos da Escola Municipal Afrânio Peixoto, em Ivatuba. As crianças foram divididas em duplas, e cada grupo recebeu uma edição do jornal O Diário, em seguida escolheram uma matéria ou reportagem que mais chamou a atenção e fizeram um resumo com as principais informações a serem apresentadas no telejornal.

Na frente do quadro foi montada a “bancada” do telejornal com duas carteiras e cadeiras para acomodar os alunos que a partir daquele momento seriam os âncoras do jornal televisivo. O espaço do quadro, que fica atrás dos apresentadores, pode ser aproveitado para a produção de um cenário!

Os alunos ainda podem fazer uma espécie de teatro durante a apresentação utilizando nomes fictícios baseados nos dos apresentadores de telejornal, como por exemplo: Caco Nascimento, Coris Basoy, Patrícia Poetisa, Zeca Magro, etc. Dessa forma, a atividade, além de interessante, ficará descontraída e chamará a atenção da sala.

Em Ivatuba o resultado foi excelente, além dos nomes fictícios eles fizeram abertura e encerramento do programa, em alguns grupos enquanto um foi o âncora o outro foi repórter, criaram previsão do tempo e ao final do ainda chamaram a próxima edição. A exemplo da apresentação das alunas, Jamila dos Santos e Thaíssa Loyola, “boa noite Brasil! Assistam agora mais um capítulo de Avenida Brasil.”

Os alunos vão interagir com os assuntos mostrados na sala de aula e irão aprender sem que percebam. Estarão mais atentos às notícias e, consequentemente, mais informados.

Para não errar durante a apresentação do telejornal, as crianças leram a notícia e anotaram as principais informações

 

Alunos durante a apresentação: âncora e repórter

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