Escola Municipal São Jorge – São Jorge do Ivaí



Muros que conscientizam

O projeto e livro “O Mosquito Perigoso”, idealizado pela escritora e ilustradora Maria Cristina Vieira, é resultado de uma parceria com a secretaria de Educação de São Jorge do Ivaí. Recentemente, o projeto atingiu o seu objetivo principal, que é envolver alunos, educadores e toda a população por meio das imagens que foram coloridas pelos alunos. Os estudantes foram orientados a capricharem na ilustração das imagens do livro para concorrerem ao prêmio de melhor pintura. Ao final do trabalho, os sete melhores trabalhos foram reproduzidos em sete muros da cidade.

O livro trata de um assunto de grande complexidade e como diz a autora, não é brincadeira nem conto de fadas. “O Aedes aegypti, um mosquitinho de cor preta coberto com manchinhas brancas e com cara de ‘bonzinho’, engana a todos e é capaz de matar. Dengue, Zika e Chikunguya é um terror que se espalhou pelo mundo. É a consciência e o cuidado desse ‘mundo’ que eliminará esse grande mal que nos aterroriza. O melhor caminho para a conscientização é através da educação. Ganhamos força quando trabalhamos juntos pelo mesmo objetivo”, destaca Maria Cristina.

O projeto teve início quando as crianças receberam em sala de aula exemplares do livro e da revista de atividades O Mosquito Perigoso. Os professores trabalharam com os alunos de variadas formas o tema abordado no projeto. Textos informativos, redação, desenhos, fantoches, mosquitos com garrafas pet e outros.

Os estudantes foram orientados a capricharem na ilustração das imagens do livro para concorrerem ao prêmio de melhor pintura.  Ao final do trabalho, os sete melhores trabalhos foram reproduzidos em sete muros da cidade.

“As pinturas nos muros com as imagens vencedoras seguiu as mesmas cores que a criança usou em seu desenho. Os alunos com os trabalhos escolhidos também participaram do processo de reprodução nos muros, me ajudando. Foi uma etapa prazerosa”, conta Maria Cristina.

Após a pintura do último muro os pais dos estudantes vencedores, autoridades e demais crianças e educadores celebraram o encerramento do projeto, com fotos pela cidade redecorada com as ilustrações e um bate-papo sobre a ação realizada.

“O projeto teve resultados muito positivos, pois percebemos o envolvimento de toda nossa comunidade que se sensibilizou perante o problema do aumento dos casos de dengue. O objetivo maior foi conscientizar nossos alunos sobre o perigo que este mosquito vem causando a nossa população. Com as ações, incentivamos as crianças a terem atitudes de prevenção ao Aedes e chegamos a conclusão de que juntos venceremos o mosquito perigoso”, enfatiza a secretária da educação, Claudinéia Sossai Navarro.

O prefeito de São Jorge do Ivaí, André Bovo aponta a grandiosidade do projeto. “Enquanto as pinturas permanecerem nos muros da cidade a conscientização estará visivelmente presente na vida de todos. Os alunos com certeza aprenderam muito com esta lição e são eles que levarão adiante todo este aprendizado. Que ótimo seria se outros municípios viessem a desenvolver esse belíssimo trabalho”.

Foto Abre

RESULTADO. Alunos e professores vencedores, além de autoridades, em frente a um dos muros pintados em São Jorge do Ivaí como conclusão do projeto “O Mosquito Perigoso”.

 

VENCEDORES

Relação dos alunos que fizeram as melhores pinturas e tiveram suas ilustrações reproduzidas nos muros de São Jorge do Ivaí, pelo projeto “Mosquito Perigoso”:

 

Aluna – Mariana Leal dos Santos Lopes

Professora – Maria Cristina Franzói Preti

Aluna – Ana Luiza Chavenco Zangeroli

Professora – Joana de Lourdes Contieri

Aluno – Vitor Nelson Silva dos Santos

Professora – Fátima Regina Oliveira Romualdo

Aluna – Gabrielli Sossai

Professora – Solange Pauro Pazinato

Aluna – Maysa Bianca Luiza dos Santos

Professora – Sandra Regina Crivelaro

Aluno – Samuel Boschi Sarabia

Professora – Ironice Lopes Pereira

Aluno – Mateus Sala Covaltchuk

Professora – Sumair Terezinha Lustoza

 

Comente aqui


Ler para aprender a escrever

Na Escola Municipal São Jorge, em São Jorge do Ivaí, os estudantes participaram de um projeto anual que resultou na produção de livros. O ‘Ler para Aprender’ foi desenvolvido com o intuito de motivar as crianças a conhecer e gostar de obras literárias. “A leitura é algo indispensável, o aluno que lê desenvolve suas capacidades de pensar, agir e criar”, destaca a professora Rosângela da Silva Oliveira.

Foto - AbreEntre as etapas do trabalho, os estudantes pesquisaram a biografia de grandes escritores, a exemplo de Monteiro Lobato e Vinícius de Moraes. Já contextualizados sobre a esfera literária, eles receberam o desafio de criarem suas próprias obras.

Para ajudar no momento da inspiração, toda semana as crianças têm acesso às notícias publicadas no jornal O Diário, os fatos em destaque serviram de base para as produções. A matéria com a manchete “Homem morre vítima de dengue hemorrágica” comoveu os pequenos e alguns deles se uniram para fazer um livro de poemas sobre a importância em se conscientizar e prevenir a proliferação do Aedes Aegypti.

Em um dos trechos de sua obra, a estudante Julia Hernandes Granzotto mencionou: “se você não cuidar; ele vai te pegar e dano vai trazer; manchas vermelhas, febre e dor de cabeça, você vai ter.” O colega Gabriel Visentin Alexandre, em outro verso, acrescenta, “a dengue pode matar; em qualquer pocinha o mosquito pode botar, vamos cuidar! Ele pode picar.”

Livros de diferentes temas foram produzidos, com uma participação efetiva da equipe escolar e dos familiares, Rosângela garante que os resultados foram bastante satisfatórios. No encerramento, os alunos apresentaram suas obras para toda a instituição.

“Adorei o projeto, pois aprendi muitas coisas novas. Além de me sentir motivado a ler mais, hoje consigo produzir textos com maior facilidade”, ressalta o aluno Paulo Gabriel Ragni.

A diretora Sueli Sisti Crubelati afirma sobre o quanto o hábito da leitura é necessário na rotina das pessoas. “Ela estreita caminhos para ampliar nossos conhecimentos e possibilita a aquisição de novas linguagens. Na apresentação final do projeto, os alunos do quinto ano da professora Rosângela nos repassaram amplas informações sobre os escritores que estudaram. Foi brilhante o trabalho deles.”

 

 

RESULTADO

Olha que bacana o poema da aluna Samara da Silva Santos que fui publicado no livro produzido pela turma, para alertar os leitores sobre os riscos da dengue.

 

 

Mosquitinho Esperto

 

O mosquito é esperto

Não podemos descuidar,

Fique atento

Pois ele está no ar.

 

O mosquito da Dengue

Não é difícil de encontrar

Em água parada

Ele vai botar crescer e até te picar.

 

Febre alta

Manchas vermelhas pelo corpo

Não se engane

O mosquito já te pegou.

 

Vamos cuidar dos quintais minha gente!

Porque os mosquitos vão se reproduzir

Não deixe água parada, é o que ele quer.

Para sua casa construir.

Comente aqui


Trânsito consciente em pauta

Para um aprendizado efetivo, nada melhor do que vivenciar na prática toda a teoria adquirida em sala de aula, não é mesmo? E foi exatamente assim, que a professora Rosângela da Silva Oliveira que leciona na Escola Municipal São Jorge desenvolveu um projeto sobre a conscientização no trânsito, com seus alunos. Desta forma além de repassar orientações que eles poderão seguir diariamente, já aproveitou para trabalhar o assunto que é tema da Promoção Cultural da Semana Nacional de Trânsito.

Para dar início ao trabalho, Rosângela sugeriu às crianças a leitura da notícia “Maringá é o 2º do Paraná em feridos no trânsito”, que foi publicada em O Diário do Norte do Paraná. “Na interpretação textual elas observaram o aumento de acidentes numa cidade tão próxima à nossa, para isso analisamos o gráfico da matéria e debatemos o tema em sala”, conta.

Foto AbreNeste momento os alunos relataram que não é preciso ir tão longe, em frente à escola acontecem infrações diariamente. A exemplo dos motoristas de caminhões que não respeitam a faixa de pedestre que há em frente ao portão da instituição.

Com o intuito de aumentar o conhecimento dos estudantes e conscientizar os moradores de São Jorge, a professora levou os alunos para um passeio nas ruas da cidade. Sempre os orientando da importância em se andar na calçada, respeitar os limites de velocidade e as placas de sinalização.

“Agora toda vez que vou atravessar a avenida, procuro a faixa mais próxima. Quando percebo que estou tendo alguma atitude errada, muitas vezes para cortar caminho, paro e me cobro do certo, pois alguns motoristas dirigem distraídos, então tenho que zelar pela minha vida e pela do próximo”, destaca a estudante, Karollainy Vitória Simão Ortiz.

Rosângela afirma que foi um projeto de muito resultado. “É um assunto do cotidiano, meus alunos são futuros motoristas e precisam ser conscientizados. Foi uma aula dinâmica que os apresentou dicas de comportamento nas ruas, como também argumentos para a produção das frases que enviaremos para o concurso. Estamos preparados e ansiosos pela premiação”, conclui esperançosa.

 

 

CONSCIENTIZAÇÃO

Ao fim do trabalho os alunos produziram poemas para alertar a população sobre os cuidados que se deve tomar nas ruas, seja você pedestre, ciclista ou motorista. Confira a produção da estudante Helena Tavares Modesto.

 

Se esse trânsito fosse meu   

Se esse trânsito fosse meu

Eu mandava parar

Para quem estiver atravessando

Mais seguro ficar.

 

Se esse trânsito fosse meu

Eu mandava arrumar

Com faixa e sinaleiro

Para as pessoas protegidas ficar.

 

Se esse trânsito fosse meu

Eu pedia para se conscientizar

Quando os pedestres estiverem passando

Carro, moto… parar.

 

Se esse trânsito fosse meu

Eu mandava a menos de 80 andar

Para ninguém se atropelar.

Comente aqui


Notícia estimula campanha escolar

Uma atividade que teve início com o objetivo de ensinar aos estudantes sobre o gênero notícia, foi muito além. A professora da Escola Municipal São Jorge, Rosângela da Silva Oliveira levou exemplares do Diário para a sala de aula para que as crianças identificassem o gênero.

Durante o momento de leitura, uma das matérias publicadas despertou a atenção dos alunos. O fato noticiado falava da morte de um maringaense após ter sido picado pelo mosquito transmissor da dengue. “Eles ficaram comovidos com a situação e destacaram o número de casos que já haviam sido encontrados nos moradores de São Jorge”, conta Rosângela.

Foto AbreAo perceber tamanho interesse pelo assunto, a professora ampliou a atividade inicial. Além do reconhecimento do gênero textual, as crianças fizeram uma campanha de conscientização nas ruas da cidade, eliminaram possíveis focos do mosquito retirando lixo e recipientes com água parada e, por fim, questionaram a população sobre quem já havia sofrido com a doença.

Na volta à classe, os alunos estavam cheios de informações. Para entender os números da pesquisa feita com os moradores, Rosângela propôs que eles montassem um gráfico. Identificando que, entre os entrevistados, 38% dos moradores de São Jorge já tiveram dengue. “Esta etapa foi de grande valia, pois os estudantes perceberam o quanto o mosquito transmissor é perigoso”, disse a professora.

Em seguida, as crianças elaboraram cartazes informativos e espalharam por toda a escola. A atividade final contemplou o objetivo inicial da aula, os alunos foram desafiados a produzirem uma matéria sobre a situação da dengue no município em que vivem.

“Os resultado foi ótimo, todos tiveram interesse nas propostas e se dedicaram em cada etapa. Além das informações sobre a doença, os alunos conseguiram entender o que é uma notícia e a finalidade deste gênero textual”, enfatiza Rosângela.

 

RESULTADO

Confira a notícia que a aluna, Vitória Camila dos Santos produziu ao término da campanha contra a proliferação do mosquito transmissor da dengue.

Casos de Dengue

Os alunos do quinto ano “C” da Escola São Jorge desenvolveram atividades diversas devido aos casos de dengue na cidade e não região. A professora Rosângela da Silva Oliveira e os estudantes deram início há um projeto.

A partir da leitura da notícia publicada no Diário no dia 29 de abril, sobre a morte de um homem por causa da dengue, em Maringá, teve início o projeto. Os alunos saíram nas ruas de São Jorge e encontraram muito lixo espalhado. Quando voltaram para a classe elaboraram um gráfico a partir do número de moradores que já sofreram com a doença, no total 38% afirmaram já terem sido picados pelo mosquito e 62% ainda não.

“Quando eu tive dengue senti dores fortes no corpo como se fossem sintomas de gripe. Em seguida vieram as febres, então eu procurei um médico e ele falou que poderia ser dengue. Após os exames veio a confirmação. Foi onde eu senti dores de cabeça, atrás dos olhos, boca amarga, falta de apetite e coceiras no corpo. Fiquei doente por 30 dias, lembro dos sintomas até hoje”, conta a moradora, Luciana Severino dos Santos.

Após as entrevistas, os alunos realizaram um debate em sala no qual perceberam que é necessário se cuidar. Para isso, fizeram cartazes de conscientização e colaram pela escola.

Comente aqui


A Matemática por trás da notícia

A interação da Matemática com assuntos do cotidiano, a partir de matérias publicadas em jornais, é uma rica fonte de informações e coleta de dados. Possibilita ao estudante analisar, discutir, apropriar-se de conceitos e formular suas próprias ideias, aprendendo de maneira explícita ou implícita, que ela está presente em quase tudo na nossa vida.

A aplicação de situações-problema no ensino da disciplina faz com que o aluno participe de atividades que desenvolvem seu raciocínio lógico e pensamento crítico, agindo e refletindo sobre a realidade que o cerca, fazendo uso das informações presentes nas mídias e percebendo assim que a Matemática pode ser vista em diversas áreas do conhecimento.

20141104_141551Dentro deste contexto, a professora Fátima Regina de Oliveira Romualdo, que leciona no contra turno para crianças da Escola Municipal São Jorge, desenvolveu propostas didáticas nas quais os estudantes foram desafiados a aprenderem a tabuada e a conversão de valores, a partir de tabelas de índices e anúncios publicitários do Diário.

“Neste dia, junto com o exemplar do jornal veio um folheto informativo do Shopping China com os valores dos produtos todos em dólares. Para estimular os alunos a realizarem operações matemáticas, solicitei que nos indicadores do Diário eles encontrassem o valor da moeda, e fizessem a conversão dos preços em dólar para saber qual seria o valor da mercadoria em reais”, conta a professora.

Fátima comenta que com essa atividade as crianças aprenderam a usar inclusive a tabuada de maneira mais prática e sem sofrimento ou reclamações, como era de costume. “Sem contar a facilidade com que passaram a descobrir os valores em reais ao longo dos exercícios”, diz.

A aluna Jéssica Bicudo destaca que foram momentos de aprendizado e diversão, “não imaginava que a Matemática poderia ser tão legal.” A colega Débora Anastácio completa, “aprender sem perceber que se está em uma atividade, torna tudo mais interessante.”

“O jornal tem auxiliado o meu trabalho e acrescentado nas atividades escolares. Como resultado, tenho constatado grande melhora no desempenho das crianças em sala de aula”, destaca a professora.

Comente aqui


Estudantes criam publicidade educativa

A vivência diária permite que convivamos com diferentes situações comunicativas. Isso acontece porque estamos inseridos em uma sociedade e, desta forma, compartilhamos ideias e opiniões com as pessoas que estão ao nosso redor. A todo instante nos deparamos com uma infinidade de propagandas, seja em jornais, outdoors, panfletos espalhados pelas ruas ou através da mídia televisiva. A finalidade deste tipo de texto é de persuadir, ou seja, o anunciante tem o objetivo de convencer o telespectador  – ou receptor – sobre a boa qualidade de um determinado produto para o convencer a adquiri-lo.

Preocupada com a quantidade de anúncios que as crianças visualizam todos os dias, a professora Iara Maria Pretti Elpidio relacionou a mídia à educação, em suas aulas. Com o objetivo de conscientizar os alunos da Escola Municipal São Jorge, Iara desenvolveu atividades nas quais as crianças utilizaram o poder do veículo de comunicação em prol da motivação ao aprendizado.

“Comecei o trabalho debatendo com os estudantes a diferença entre anúncio publicitário e propaganda. Enfatizando para que servem, onde podem ser encontradas e de que forma se apresentam”, destaca a professora.

Aproveitando o espaço de informática da escola, Iara instigou os alunos a pesquisarem o significado do gênero textual em estudo e alguns dos exemplos que podem ser encontrados na mídia.

Em contato com exemplares do Diário semanalmente, as crianças já têm embasamento do conteúdo em discussão, assim, exploraram o jornal identificando textos, imagens e frases de efeito que compõem as publicidades.

“Os estudantes pesquisaram, recortaram e colaram tudo o que encontraram no impresso, como também em outros veículos de comunicação. Os desafiei a revelarem se os recortes encontrados se referiam a anúncios ou propagandas e qual o objetivo de cada um deles”, conta Iara.

Com isso, os alunos se aperfeiçoaram quanto à interpretação dos conteúdos persuasivos e se tornaram mais críticos. “É um trabalho importante que desperta a nossa criatividade e ainda nos conscientiza dos riscos da mídia”, ressalta a estudante Eloah Guerino Matias.

A professora relata que as crianças se mostraram muito interessadas na proposta, por isso solicitou que todo o aprendizado fosse colocado em prática. “O trabalho final ficou por conta da produção de propagandas com o tema ‘escola e educação’ para exposição em um mural da escola. Cada criação ainda apresentou de gravuras, desenhos, frases e palavras em destaque para chamar a atenção da comunidade escolar”, diz.

“Gostei muito de criar uma propaganda, foi uma aula divertida em que usei minhas habilidades de desenho e escrita, assim como os publicitários fazem”, enfatiza a aluna Michelle Crubelati.

Com a atividade, a professora constatou que realmente as crianças aprenderem sobre o conteúdo em estudo e ainda conseguiram expor suas ideias de forma clara e objetiva. “Além do resultado dentro de sala de aula, ainda conseguimos despertar a atenção de toda a comunidade escolar sobre a importância do tema. Por várias vezes, vimos pessoas lendo e comentando sobre a atividade em exposição”, enfatiza.

“Uma proposta que teve início há meses, a partir do resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), a professora conseguiu que os alunos percebessem a importância da escola e da educação na vida deles. Foram momentos de reflexão e conscientização que, com certeza, serviram de exemplo para todos que tiveram a oportunidade de conhecer o trabalho realizado”, conclui a coordenadora pedagógica da escola, Rozilene Cassanho Zago.

CRIAÇÃO

Confira uma das propagandas desenvolvidas pelos alunos da Escola Municipal São Jorge, após o estudo e conhecimento do gênero nas páginas do jornal.

Imagem opção 01

1 Comentário


Qual é o seu signo?

Uma pergunta muitas vezes simples para um adulto pode ser uma questão sem resposta para uma criança. A professora Joana de Lourdes Contieri leciona na Escola Municipal São Jorge, em São Jorge do Ivaí, e percebeu que parte de seus alunos não sabem a que signo pertencem. Para repassar o conhecimento aos pequenos, Lourdes desenvolveu atividades a partir da coluna de horóscopo do Diário.

Foto AbreUmas das páginas mais visitadas no jornal pelos estudantes, a previsão dos signos em alguns casos são lidas sem o entendimento de seu real significado, apenas pela curiosidade e atração por textos curtos.

“Para começar o trabalho fui perguntando a data de nascimento de cada aluno, assim foi possível identificar qual o signo deles e seguir com o estudo do gênero textual”, destaca a professora.

Em discussões como essa, as crianças ficam eufóricas pela nova descoberta de um conhecimento pessoal que ainda não tinham acesso. Nesses momentos a empolgação é ainda maior ao perceberem que o colega de classe é do mesmo signo.

Durante o estudo, a turma de alunos da professora Lourdes ainda sentia dificuldades quanto à compreensão dos termos: horóscopo, astrólogo, ascendente etc. Para auxiliar o entendimento, as crianças buscaram o significado das palavras no dicionário. “Este momento foi ótimo, pois acrescentou conteúdo ao vocabulário delas”, conta.

Para conhecer a estrutura do gênero foi realizada a leitura da coluna de previsões do Diário, identificando-se as palavras mais utilizadas e a que se referem os textos. Na sequência, os estudantes foram até a sala de informática da escola e, em duplas, produziram previsões astrológicas. Treinando, assim, o uso da Língua Portuguesa e dos equipamentos tecnológicos.

“Foi uma aula muito divertida, criamos previsões e ficaríamos muito felizes se alguém as lesse. Esperamos mais atividades como essa”, falam, animadas, as alunas Fernanda dos Santos e Beatriz Ferreira Soares.

A professora comenta que a satisfação ao fim do trabalho, foi geral. “Agora há ainda mais motivação para a leitura do jornal, pois os alunos reconhecem o gênero e ficam curiosos para saber do conteúdo, já que todo dia há algo novo. Existem aqueles que acreditam nas previsões e outros que não, mas o importante é que eles pratiquem o hábito de folhear o impresso.”

“É compensador ver uma atividade como esta realizada pela professora Lourdes. O Diário tem auxiliado na didática em sala, pois é uma fonte muito rica de informações que oferece recursos para a exploração e desenvolvimento no aprendizado”, ressalta a coordenadora pedagógica Elizabete de Oliveira Sampaio.

1 Comentário


Nota do Ideb é tema de atividade escolar

A divulgação do último resultado do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) gerou repercussão dentro dos espaços escolares. Para que os alunos conhecessem sobre o assunto, a professora Iara Maria Pretti Elpidio que leciona na Escola Municipal São Jorge, em São Jorge do Ivaí, desenvolveu uma série de atividades focadas na valorização do estudante e no quanto ele é fundamental na evolução do processo de ensino-aprendizagem da instituição. São Jorge 01A partir da matéria do Diário com a manchete “Ideb sobe na Amusep e 19 das 30 cidades atingem meta”, Iara iniciou as produções. “Tive como objetivo solicitar a leitura e a interpretação da notícia para que o aluno despertasse o senso crítico, e assim, realizasse a produção de um texto opinativo”, diz. “Eu nunca tinha ouvido falar sobre esse índice e fiquei surpresa com algumas notas tão baixas”, diz a aluna, Maria Fernanda Barbosa. Ainda sobre o texto jornalístico, a professora realizou um debate em sala sobre questões relacionadas ao dia-a-dia escolar, com ênfase na situação da educação, os pontos positivos e negativos do processo de ensino, como é o apoio da família na aprendizagem e o que pode ser melhorado na instituição. “Os questionamentos foram estendidos aos familiares e responsáveis pelas crianças, diretores, coordenadores e professores, para que todos pudessem opinar sobre a educação, de um modo geral”, conta Iara. Para auxiliar a atividade, a professora usou o artigo de opinião da colunista do Diário, Lu Oliveira, sobre notas vermelhas e contou com a ajuda da diretora Sueli Sisti Crubelati para falar com os alunos sobre o tema em estudo. “Nós temos uma escola bem estruturada, com professores capacitados, mas percebemos que uma grande parte dos alunos precisa melhorar e se esforçar em busca do conhecimento, pois esse desinteresse pelos estudos vai aparecer lá na frente, quando adultos, prejudicando-os na escolha profissional.” Foto AbreDepois do levantamento dos resultados obtidos com o questionário, a turma se uniu para a produção de um texto coletivo e todas as opiniões adquiridas foram reescritas em forma de depoimentos para serem expostas no mural da escola. “Esta atividade proporcionou conscientização nos estudantes sobre a importância dos dados do Ideb e da real situação da educação em nosso país. O trabalho foi muito relevante, pois a classe precisou se tornar uma grande equipe para conseguirmos bons resultados”, enfatiza Iara. “A escola vai bem e nos oferece os recursos que precisamos. Devemos valorizar as pessoas que colaboram para termos uma boa formação. A maioria dos alunos não estudam, pois veem como obrigação simplesmente para passar de ano, mas percebi que as famílias se preocupam com a educação e colaboram na vida escolar de seus filhos, o que é muito bom”, ressalta a aluna, Hanna Pereira Ferreria. “É preciso que os alunos aprendam a estudar para adquirir conhecimentos, tornarem-se cidadãos críticos, e não apenas para cumprir metas pré-estabelecidas e atingir notas, representando apenas um número entre tantos. Precisamos formar cidadãos que façam diferença na sociedade”, conclui a professora.

Comente aqui


O Diário proporciona entretenimento e informação na sala de aula

Muitas vezes, a paixão pela leitura começa pelas histórias em quadrinhos (HQs) por ser um tipo de texto que torna o ato de ler mais divertido, já que apresentam, além das falas, desenhos que representam as ações dos personagens. Mas a leitura é apenas uma das possibilidades para se trabalhar a HQ, pois os quadrinhos oferecem inúmeras maneiras de exploração. São materiais que permitem a reflexão, a criação, a produção e até a interpretação textual.

20140905_141408Depois de participar da capacitação oferecida pelo Diário na Escola sobre como trabalhar a HQ a partir da notícia do jornal, a professora Joana de Lourdes Contieri que leciona na Escola Municipal São Jorge, em São Jorge do Ivaí, colocou em prática a teoria adquirida durante a formação e garante, “os resultados foram ótimos.”

“Meu objetivo foi despertar o interesse pela leitura a partir dos textos de circulação social. De forma livre, cada aluno escolheu uma manchete que mais chamou atenção e, em seguida, realizou uma produção textual que compôs a narrativa da HQ”, destaca Lourdes.

A coordenadora pedagógica, Elisabete Sampaio conta que nesta atividade, em especial, foi perceptível o entusiasmo das crianças. “O estudo deste gênero envolve a criatividade e os desenhos, isso reflete no interesse pela proposta.”

O aluno Kauã Moura comenta sobre o quanto o jornal auxiliou durante a produção. “As notícias do Diário nos ajudaram no momento em decidir o assunto da história a ser desenvolvida.” E a colega Akemyla Bortolucci Ventureli completa, “pude usar minha imaginação e com a leitura das matérias ainda aumentei meu conhecimento sobre os fatos que são destaque no impresso.”

Com a oportunidade em escolher o tema, a professora relata que houve maior atração pela leitura. Desta forma cada estudante se direcionou para o caderno que mais se identifica. “Este é um processo que tem contribuído muito no aprendizado das crianças, pois elas sentem prazer no que estão fazendo.”

Assim como foi aconselhando pelas ministrantes da formação oferecida pelo Diário na Escola, Lourdes solicitou que primeiramente os estudantes escrevessem a narrativa, para em seguida desenvolverem os quadrinhos com as falas e os desenhos dos personagens. “O interessante do passo-a-passo da HQ é que o aluno vai tendo a ideia de que um trabalho com escrita deve ser planejado, sim. Primeiro, se pensa num enredo para a história antes de produzi-la. Também se calcula o espaço para os desenhos e textos verbais, o espaço do texto não verbal deve ser observado por último. Essas orientações de sequencias do que se deve fazer são importantes para direcionar a criança a fim de mediar essa produção com qualidade”, ressalta a professora mestre, Maísa Cardoso.

Lourdes relata que por ser a primeira atividade com o gênero, os estudantes sentiram dificuldades durante a proposta, mas com orientações o resultado foi muito bom. “Me senti realizada ao término do trabalho, as crianças se empenharam bastante e percebi o quanto os exemplares do Diário estão contribuído no processo de ensino-aprendizagem”, conclui.

A aluna Marcela Arenos criou uma tirinha a partir da notícia sobre os estragos da chuva de granizos, publicada no Diário.

A aluna Marcela Arenos criou uma tirinha a partir da notícia sobre os estragos da chuva de granizos, publicada no Diário.

Comente aqui


Interpretando o jornal

A proposta de reescrever os fatos publicados no jornal, através da observação apenas das imagens, tem rendido bons trabalhos dentro das instituições de ensino. Por ser algo que proporciona uma nova experiência ao estudante e o faz usar a criatividade, os professores têm aplicado essa didática em sala de aula.

Joana de Lourdes Contieri leciona na Escola Municipal São Jorge, em São Jorge do Ivaí, e desenvolveu com seus alunos do 5º ano o desafio de interpretar as fotos do Diário, e assim, criar algo novo que pudesse descrever a imagem jornalística. “As crianças tiveram liberdade de escolher o que mais os despertasse a atenção, isso foi bom para estimulá-los, pois cada um optou por aquilo que tem maior afinidade ou conhecimento”, conta.

“Este trabalho enriquece muito a aprendizagem dos alunos, acrescentando tanto na prática da leitura quanto na escrita”, destaca a supervisora da escola, Rozilene Cassanho Zago.

O estudante Fabrício Pereira da Silva comenta que adorou a proposta. “Foi divertido, pois senti um pouco do desafio que é a rotina dos repórteres do Diário.” A colega Akemyla Ventureli completa, “me diverti com a atividade e ainda conheci novas estruturas que compõem o jornal, porque durante a escolha da imagem observei as páginas com mais calma.”

Contente com o desenvolvimento do trabalho a partir do uso do Diário em sala de aula, a professora ressalta a importância em receber o material semanalmente. “É uma oportunidade de leitura factual que muitos alunos só têm dentro da escola. Mais do que um auxílio no processo de ensino é a chance de ter acesso às notícias da região.”

PRODUÇÃO

Estudante recebe o desafio de assumir a função de repórter e cria legenda para foto do Diário.

Imagem Box Submanchete 01

Em Maringá, um homem foi flagrado nu próximo à Praça Rui Barbosa. Enquanto ele atravessava a rua pessoas ligaram para a polícia. Questionado, o rapaz disse que gosta de chamar a atenção. (Legenda produzida pela aluna: Akemyla Ventureli)

Comente aqui