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Colorindo a vida

Foto AbreAs tintas e o papel sempre fizeram parte da vida da escritora maringaense, Maria Cristina Vieira. Com duas formações no currículo, pedagoga e técnica em enfermagem, ela conseguiu aliar as paixões em rimas que são compostas por divertidos personagens que expõem situações do universo da saúde.

Cristina conta que na infância só conversava com uma de suas primas por versos. “Desde pequena sonhava em ser professora”, e foi assim que ela decidiu escolher a graduação da pedagogia. Depois de formada, os imprevistos da vida a fizeram mudar os rumos e um novo desafio entrou em seu caminho, a enfermagem. Mas Cristina nunca deixou de lado o amor pela literatura, na tentativa de alegrar os pacientes a escritora preparava atividades pedagógicas para os adolescentes internados, contava histórias para as crianças e criava poesias para os adultos.

“Minha preocupação era de humanizar aquele ambiente hospitalar, percebi que o sofrimento das pessoas que ali estavam poderia ser amenizado com um pouco de atenção e cultura”, diz. Cristina também costumava desenhar nas fitas crepes que prendiam as agulhas para a aplicação de remédios nos punhos dos pacientes, tudo isso para ter apenas uma recompensa: o sorriso no rosto da pessoa que sentia dor.

Hoje, ela abriu mão da rotina do hospital para se dedicar a profissão de escritora. Mas deixou uma boa lembrança nos antigos ambientes de trabalho. “Nos hospitais que atuei fiz pinturas nas paredes das alas pediátricas, uma forma de continuar alegrando os pequenos que passam por lá”, ressalta.

Cristina que além de escrever, também ilustra as suas obras, já tem uma coleção de dez livros infantis publicados, intitulada “Despertar” e se prepara para lançar a segunda. Desta vez o personagem principal da série é o peixinho Nestor. O protagonista das histórias é portador de necessidades especiais e apresenta assuntos de conscientização social, obesidade infantil, doação de órgãos e até preocupação com o lixo e a escassez da água.

Aliado a este trabalho ela também produziu o livro “O mosquito perigoso” no qual além da leitura da história a criança também pode colorir a obra. O enredo em rimas sobre a Dengue vem acompanhado de um caderno com atividades pedagógicas. “É um excelente material para os professores utilizarem em sala de aula, pois apresenta os versos e a arte da pintura, aliada a um tema que é de preocupação da sociedade”, comenta.

Sem parar de sonhar com o sucesso, Cristina divide seu tempo refinando o talento em peças artesanais com os personagens que criou. “A rotina diária às vezes é exaustiva, quem vive da literatura busca o tempo todo por recursos, mas nada é obstáculo quando estamos fazendo aquilo que nos deixa feliz. Não há recompensa maior do que ouvir relatos de pessoas que se alegraram, que tiveram forças para superar doenças, a partir da leitura das minhas histórias”, comemora.

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O carnaval e o feminismo

Dionísia Gonçalves Pinto, conhecida como Nísia Floresta

Em tempos de carnaval, onde a beleza feminina é exposta de diversas maneiras, também se comemora o Dia Internacional da Mulher, na terça-feira, dia 08.

Muito se fala sobre liberdade, direitos, deveres e a essência feminina, mas trouxemos um outro olhar sobre a data, as mulheres, a história.

A escritora Nísia Floresta nasceu em outubro de 1810 em Papari, Rio Grande do Norte, e se tornou uma das pioneiras do pensamento feminista no Brasil.

Tanto na prática como na teoria, Nísia demonstrou atitude e personalidade, um exemplo disso foi o casamento aos 13 anos e o divórcio, que a fez retornar, em seguida, para a casa dos pais.

Inaugurou o Colégio Augusto, no Rio de Janeiro, somente para meninas, oportunizou o estudo de Latim e História, o que antes era permitido apenas no universo dos meninos.

Um dos livros mais conhecidos e aclamados  da pioneira foi ‘Direitos das mulheres e injustiça dos homens’, de 1832. Nísia faleceu na França em 1885 e a cidade onde nasceu leva, hoje, seu nome.

 

>>>>>>>>>>>Para você, leitor, qual mulher que mais marcou a história do Brasil e por qual motivo?

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