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O jornal como artefato de esporte

Já imaginou participar de uma aula de esgrima dentro do espaço escolar? A professora Cintia Conte Torres que leciona na Escola Municipal Nilo Peçanha, em Marialva, cumpriu essa tarefa. Durante a aula de educação física ela desafiou os alunos a confeccionarem espadas com as páginas velhas do jornal e ainda ensinou a eles um esporte de combate.

“A proposta surgiu de uma pesquisa, na editoria de esportes do Diário, sobre quais estilos de lutas e artes marciais mais aparecem na mídia e quais têm maior destaque em nossa região. Em seguida, propus que vivenciassem de maneira lúdica esse estilo de luta ao produzir espadas de jornal. Desta forma reafirmei a importância da reciclagem e reaproveitamento de materiais, proporcionando economia de dinheiro e ajudando na preservação do meio ambiente”, enfatiza Cintia.

A estudante Lorena Alana Nabarrete destaca que o trabalho com jornal é muito importante, pois todos os dias depois de lidos, algumas pessoas o jogam fora acumulando quilos de lixo. “Na minha escola é diferente, nós o reutilizamos para fazer outros materiais na aula de educação física, por exemplo.”

Para iniciar o trabalho a professora separou exemplares do Diário, de dias diferentes, no intuito dos alunos pesquisarem quais notícias sobre lutas eram destaque, analisando as modalidades das artes marciais que tinham repercussão a nível nacional ou em nossa região. Cintia apresentou às crianças a história, as características e as regras básicas da esgrima, para somente depois disso, elas confeccionarem as espadas.

“Entreguei uma folha de jornal para cada estudante, com ela, eles fizeram um canudo bem fino e firme virando uma das pontas formando um pequeno aro para fazer a empunhadura”, conta.

Foto AbreDepois de cada aluno ter a sua espada, foram formadas duplas para a vivência de uma luta, assim como nos campeonatos. Para esta aula cada criança usou uma camiseta velha, para ficar evidente a marcação do ponto em que foi atingido pela espada – pois a marcação acontece quando a espada atinge o corpo do adversário – e para ficar mais real foi pintado com tinta a ponta da espada. Também foi colocado um jornal preso com fita crepe no peito de cada aluno para simular a roupa da esgrima.

Os estudantes se divertiram a aula toda e no final foi possível constatar quem foi mais ou menos atingido, de acordo com a situação dos jornais que foram colocados por cima das camisetas.

Cintia enfatiza que os resultados foram muito satisfatórios, pois com o trabalho de pesquisa os alunos adquiriram informações importantes referentes ao conteúdo estudado, analisando a repercussão do assunto na mídia impressa. E com a vivência prática, tiveram um aprendizado de forma dinâmica, divertida e eficaz. “O ensino não se restringiu ao conteúdo da grade curricular, as crianças perceberam que podemos reutilizar materiais que seriam jogados fora, na confecção de brinquedos e materiais alternativos com uso funcional”, enfatiza.

“Desde que iniciamos as atividades com o jornal na escola, os alunos tornaram-se mais críticos e melhoraram na leitura, pois desenvolveram o gosto por ela. Pelo fato de o impresso trazer vários gêneros textuais, aprimoraram conhecimentos e esse trabalho contribuiu ainda mais para auxiliá-los na Prova Brasil”, ressalta a coordenadora pedagógica, Luzia Aparecida Sacoman.

Após orientações sobre como utilizar seu brinquedo de maneira segura, sem machucar os colegas, os alunos quiseram levar a espada para casa para continuar a diversão, assim como jornais para confeccionarem outras para os irmãos e amigos.

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Esporte inclusivo é tema de atividade

Foto AbreMeninas e meninos atendidos pela Legião da Boa Vontade (LBV), de Maringá, participaram de atividades esportivas inclusivas, com a proposta de promover a conscientização quanto ao respeito às pessoas com algum tipo de deficiência ou mobilidade reduzida. A proposta teve início após a leitura das notícias do Diário com as seguintes manchetes: “Vereadores sentem na pele a falta de acessibilidade” e “Soldados sem acessibilidade”.

O tema abordado nas matérias chamou a atenção do educador social, Willian Aparecido Dias Silva que decidiu levar o assunto para ser discutido de maneira prática dentro da instituição. A partir disso, cerca de 150 crianças e adolescentes vivenciaram as dificuldades ao praticarem caminhada com obstáculos, futebol com olhos vendados e simulação de locomoção em cadeira de rodas.  “Devemos estar preparados para receber e conviver com portadores de deficiência, toda e qualquer pessoa merece ser acolhida”, destaca o atendido, Eber Felipe da Silva Reis.

Para mostrar a importância de se colocar no lugar do outro, os atendidos realizaram várias atividades, a exemplo da proposta: Qual é a fruta? E qual é o objeto?, possibilitando o estímulo do paladar e do tato. “O objetivo é contribuir para a formação do cidadão na sociedade, desenvolvendo união, amizade, cooperação, bem como o respeito ao próximo. As crianças e adolescentes têm dificuldade de compreender o que significa ser deficiente. Por isso, essas experiências permitem que elas percebam melhor a rotina de quem tem a mobilidade reduzida”, enfatiza Willian.

As atividades lúdicas foram realizadas para estimular os sentidos – visão, tato, olfato e paladar. Lembrando que na ausência de um sentido, a pessoa busca outras formas de interação. No caso dos portadores da deficiência visual, por exemplo, a falta da visão faz com que outros sentidos sejam aguçados. “Este momento foi muito importante, pois aprendi sobre o universo das pessoas com deficiência. Com meus olhos vendados, experimentei diversas situações com o auxílio de um colega. Percebi como é importante o apoio do outro na nossa vida,” conta a atendida, Laodicéia Vitória Marcelino Morais.

Na proposta de viver a realidade de uma criança com deficiência visual, os atendidos foram vendados e participaram de uma simulação de uma caminhada com obstáculos. “O retorno foi impressionante. Pude observar como eles chegaram e como saíram diferentes e sensibilizados depois das atividades”, afirma o educador.

O atendido, Wellington Leonardo Tavares Lesse experimentou a deficiência visual por alguns minutos e relata como se sentiu, “não tinha noção como a pessoa que não enxerga se sentia na rua. É muito difícil andar sem visualizar nada.”

Após vivenciarem essa realidade diferente da que estão habituados, meninos e meninas aprenderam sobre a importância do trabalho em grupo, desenvolvendo ainda a disciplina e atitudes necessárias para a integração social e formação do cidadão. “Somos todos diferentes, por isso não deve existir preconceito”, ressalta a atendida, Maria Júlia Gonçalves Ribeiro.

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Escolas de Astorga no clima da Copa

Em junho, nenhum assunto no Brasil vai ser mais importante do que a tão aguardada Copa do Mundo. E não é para menos, estamos a caminho do hexa, título jamais alcançado por alguma seleção. Na escola, o evento costuma provocar uma alteração no comportamento da garotada e de muitos professores – ninguém consegue falar de outra coisa. Conscientes dessa “febre”, as equipes pedagógicas das instituições de ensino têm entrado no clima dos jogos decorando as salas de aula e preparado atividades sobre a temática. Algo que pode ser visto, por exemplo, nos ambientes escolares do município de Astorga.

Na Escola Municipal João Daniel Machado Benetti, está sendo desenvolvido o projeto Copa do Nosso Mundo. Diretoria, coordenação e professores estão engajados para mostrar aos alunos que o evento é mais do que futebol, é também uma oportunidade de mostrar aos estrangeiros as qualidades do nosso país. “Repassamos às crianças que devemos respeitar as seleções que estarão nos visitando e deixar claro que ter espírito esportivo é competir, participar, e não necessariamente vencer”, conta a professora Fátima dos Santos Herrera.

No cronograma de atividades propostas durante este período de festividades, os estudantes vão conhecer as culturas dos países envolvidos no campeonato mundial; a história de outras Copas; confecção de cartazes para torcida; bandeiras, bolas e uniformes produzidos com materiais recicláveis que pretendem despertar o interesse pelo aprendizado.

“Algo que nós temos discutido nas aulas é o tema ‘paz’, seja nos lugares onde as pessoas irão assistir aos jogos ou mesmo dentro do campo. E isso tem gerado bons resultados, inclusive, na convivência dentro da escola com sentimentos de coletividade e parceria uns com os outros, pois destacamos que mesmo o futebol sendo uma disputa, os jogadores trabalham em união na busca do melhor resultado”, ressalta a coordenadora Edilaine Piva.

Racismo, não

O estudante Hugo Amaral aconselha: “Como somos o país sede, temos que fazer a diferença! Em alguns campeonatos, a torcida comete bullying contra os jogadores, e, na maioria dos casos, por racismo. Isso é algo que não podemos deixar acontecer na nossa Copa.”

Maria Eduarda do Carmo, também aluna da Escola João Daniel, explica que durante as aulas sobre o evento mundial, tem aprendido assuntos novos. “Estudamos sobre a alimentação e o uso de drogas. Os jogadores para terem boa disposição precisam comer frutas e verduras diariamente, e aqueles que não quiserem ser punidos no exame antidoping não podem usar anabolizantes antes das partidas, aliás, o correto é nunca usar, pois isso é algo muito prejudicial à saúde.”

Fátima, a professora da turma, está realizada com o envolvimento das crianças. “Quando fui decorar a sala de aula pedi para que viessem no contraturno me ajudar. Não imaginei que teria grande participação, mas quando cheguei na escola fiquei surpresa. Estavam todos aqui, prontos a colaborar. Este comprometimento deles é que me motiva a buscar uma educação de qualidade, sempre!”, diz.

Foto abre 01

DISPOSIÇÃO. Estudantes da Escola João Daniel se reuniram no contraturno para decorar a sala de aula e entrar no clima de Copa

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A mascote da Copa

Foto Abre - FULECONada mais original para representar o Brasil como país sede do campeonato mundial, do que um animal nativo que para se proteger de predadores se enrola no próprio casco e vira uma bola, objeto protagonista nas Copas do Mundo.

O bicho que foi batizado de Fuleco é um tatu-bola com o corpo amarelo, bermuda verde, carapaça azul e camiseta branca formando as cores da bandeira do Brasil, o nome foi criado a partir da junção das palavras futebol e ecologia.

Com a intenção de divulgar informações sobre a espécie que tem tido sua população desfalcada devido à perda e a destruição do habitat natural, além da caça, que atualmente é a principal ameaça. A organização não governamental (ONG) Associação da Caatinga lançou, em 2011, uma campanha para que se tornasse a mascote da Copa do Mundo de 2014. A campanha atingiu o seu objetivo e o tatu-bola foi eleito em 2012, após receber 1,7 milhão de votos pela internet, somando 48% da preferência mundial.

As mascotes já são tradicionais neste tipo de evento. Criadas pela Federação Internacional de Futebol Associado (FIFA) na busca de chamar a atenção das crianças para o futebol, a preferência é que sejam representadas por personagens em formato de desenho animado.

Em todas as edições do campeonato a recomendação da Federação é que represente algo típico do país sede: um animal, uma planta ou uma cor, por exemplo. Com isso, seis das 13 já criadas são bichos, entre elas: dois leões, um leopardo, um galo, um cachorro e agora, um tatu-bola.

No entanto, as mascotes não são usadas apenas para promover o evento e alegrar a torcida nos estádios, também acabam se transformando em verdadeiras “celebridades” internacionais, comercializadas como objetos e personagem de campanhas publicitárias.

A primeira Oficial foi criada na edição da Copa sediada pela Inglaterra, em 1966 representada por Willie, um leão que vestia uma camisa com a bandeira britânica. Além de ser “viva”, ela apareceu em desenhos que foram usados para promover o torneio e foi tema de músicas.

Conhecendo a mascote

O tatu-bola, também chamado de tatu-apara, bola, bolinha, tranquinha ou tatu-bola-do-nordeste, é a menor e menos conhecida espécie de tatu do Brasil.

Encontrado na caatinga e no cerrado o animal já foi registrado em 12 estados brasileiros: Bahia, Ceará, Pernambuco, Alagoas, Sergipe, Piauí, Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais, Tocantins, Paraíba e Rio Grande do Norte.

Com aproximadamente 50 cm e 1,2 kg, o tatu-bola apresenta como uma de suas principais características a capacidade de se fechar na forma de uma bola ao se sentir ameaçado, o que protege as partes moles de seu corpo contra o ataque de predadores. Esse diferencial foi o que deu origem ao seu nome popular.

O tatu-bola possui hábitos noturnos e se alimenta principalmente de formigas e cupins, consumindo também grande quantidade de areia, cascas e raízes junto ao alimento.

PROTEÇÃO. Quando a espécie se sente ameaçada, se fecha como uma bola para proteger as partes moles do corpo dos ataques de predadores.

PROTEÇÃO. Quando a espécie se sente ameaçada, se fecha como uma bola para proteger as partes moles do corpo dos ataques de predadores.

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Byington Júnior nas Olimpíadas

Após a leitura no blog do Diário na Escola do post “Hemeroteca – fonte de pesquisa” e no jornal impresso, do dia 18 de julho, sobre o que é uma hemeroteca e como se faz, as bibliotecárias do Colégio Estadual de Maringá Alberto Jackson Byington Júnior, Cassia Miya Kato e Priscilla Kelly Bressan, criaram na escola uma hemeroteca sobre as Olimpíadas de Londres 2012. E o que era apenas um trabalho de pesquisa e acervo das bibliotecárias, acabou se transformando em um grande projeto esportivo que envolveu as turmas do ensino fundamental e médio do período da manhã e tarde, em parceria com a professora de educação física, Jordeleide de Lima Leite.

A turma do 9º ano B criou cartazes informativos utilizando a hemeroteca da biblioteca com as reportagens e imagens das Olimpíadas de 2012 de Londres apresentadas pelo jornal o Diário, o caderno de esportes do jornal foi essencial para que os alunos ficassem por dentro das últimas notícias dos esportes olímpicos.

No embalo das olimpíadas o professor de educação física, Fernando Laércio Martins, desde o segundo bimestre desenvolve um trabalho teórico com seus alunos de ensino médio no qual eles tem que dar aulas aos demais colegas sobre os conteúdos estruturantes da educação física: esportes, ginástica, jogos e brincadeiras, danças e lutas, utilizando os recursos multimídias da escola e trabalhando em equipe para aprender enquanto ensinam. Assim esses alunos também entraram no clima de competição olímpica, travando uma disputa entre os grupos sobre quem leciona a melhor aula.

Na sexta-feira uma equipe do 3º ano B levou a turma para fora da escola, em uma igreja próxima, onde ensinaram como se pratica o rapel e o slackline, duas modalidades de esporte radical.

O professor Fernando diz que essas aulas, onde o próprio aluno se torna dono de um conhecimento específico e depois transmite para os demais colegas é gratificante e extremamente positiva, “o aluno faz a chamada, o aquecimento dos colegas, cria uma atividade lúdica, desenvolve o conteúdo e por fim a volta para sala, onde a equipe cria atividades de relaxamento para diminuição da freqüência cardíaca. A turma interage e todos aprendem, quem cria e quem recebe essa aula. Sempre trabalhei assim e os resultados são benéficos e visíveis nas notas e avaliações diárias que faço com os estudantes”, relata Martins.

A escola tem vários atletas mirins, principalmente se tratando do futebol. Jovens talentos como Gustavo Lemes Rubio, do 8º ano A, que joga bola desde os 8 anos de idade e coleciona vários trofeus e medalhas; tem também o aluno Iago de Souza Tavares, do 7º ano A, que também joga futebol e sonha em ir para as Olimpíadas; por fim o mais jovem talento da escolinha Coxa (Curitiba) Leonardo Gabriel Silva Todão, do 8º ano A, começou a treinar na escolinha do coxa em 2010 e no final do ano pretende fazer o teste para o time oficial juvenil curitibano.

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