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História, natureza e sustentabilidade

A Expoingá deste ano se apresentou ao público com o tema “Semeando Sustentabilidade”, e muitas instituições de ensino aproveitaram os dias de Feira para levar os alunos a um passeio educativo dentro do Parque Internacional de Exposições Francisco Feio Ribeiro, em Maringá.

A Fazendinha se tornou um local estratégico para ações sustentáveis, lugar que todo ano é parada obrigatória de grupos, principalmente escolares, que visitam a Feira. Os técnicos do Instituto Paranaense de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater) estiveram presentes no estande com atividades de conscientização e orientação para os visitantes.

Reaproveitamento de materiais recicláveis foi o foco da discussão na Fazendinha

Dentre os espaços da Fazendinha, podem-se destacar as atividades de reaproveitamento de água e de materiais recicláveis, como, por exemplo, o vaso de flores feito de garrafa pet, que além de ajudar na preservação do meio ambiente proporciona uma estética bonita ao local, e o reaproveitamento de pneus como peças de decoração.

E as ações de reaproveitamento não param por aí. Foram disponibilizados também espaços para coleta de óleo de cozinha, onde os expositores de barracas de lanches puderam trocar seu óleo usado por detergentes, e de banners, que serão transformados em sacolas retornáveis. Outra ação foi a coleta de lixos eletrônicos e lâmpadas fluorescentes, que serão encaminhados para a reciclagem.

De acordo com o diretor da empresa Ecoalternativa, Wagner Severiano, para um desenvolvimento sustentável é necessário trabalhar com os 3 R’s – reduzir, reutilizar e reciclar.

Os visitantes também tiveram um espaço voltado à poesia e educação. Com o nome de Alameda da Poesia, a área em torno do lago proporcionou um ambiente convidativo para o descanso e o lazer. As poesias “Mês de Maio”, “Retrato” e “Nem tudo é fácil”, foram algumas das escritas em banners e penduradas em volta da Alameda, assim as pessoas podiam se sentar em bancos em volta do lado para fazer as leituras.

Os visitantes gostaram da novidade, “é uma atitude muito interessante, faz a gente despertar para o hábito da leitura e até sentar para ler”, destaca a professora Maria Elizabeth Jandriano.

As crianças tiveram a oportunidade de aprender e conhecer coisas novas durante o passeio

Além da poesia, outros espaços educativos foram montados. A exemplo do Museu do Café e do Museu de História Natural Capão de Imbuia, que informou crianças e também adultos, sobre a cafeicultura no Brasil e os animais típicos das florestas paranaenses, com bichos empalhados em tamanho real, a sensação era de estar dentro da floresta.

“Eu adorei o passei de hoje, além de divertido eu aprendi muita coisa. Vou chegar em casa e falar para a minha mãe sobre como economizar água e proteger a natureza”, conta Ana Júlia Balarotti de apenas oito anos.

Os professores que levaram os alunos para a visitação também ficaram satisfeitos. “Os passeios ajudam as crianças a entenderem tudo que ensinamos em sala de aula. Assim fica muito mais fácil o aprendizado, pois além da teoria, eles conhecem as ações na prática”, afirma a professora Maria Adalgiza Silveira.

Na Fazendinha, a Emater valorizou a vida no campo, que abastece a cidade de comida farta e segura, gera empregos, produz matéria prima para indústria, sustenta e promove a economia e preserva valores culturais.

“Meus avós me contam que moraram na roça, viviam do que plantavam, é muito legal saber mais sobre como era a vida deles”, relata a estudante de dez anos, Priscila Fernanda Brás.

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