Gilberto Dimenstein



Você daria dinheiro a uma empresa jornalística?

Não gosto de transcrever artigos de outros sites, mas este de Gilberto Dimenstein merece ser compartilhado na íntegra. Eu apenas trocaria o título “Você daria dinheiro para uma escola pública?” por “Você daria dinheiro a uma empresa jornalística?”

A reflexão do autor do texto vem apenas reforçar a importância da leitura de jornal na sala de aula:

Você daria dinheiro a uma escola pública?

Veja, caro leitor, que campanha interessante lançada neste fim de semana pelo “The New York Times”. Mas duvido que pegasse no Brasil, onde não temos uma cultura de filantropia –e onde a educação pública está longe de ser uma prioridade nacional.

A prisão de alunos que cabulavam aula, em São Paulo, é apenas mais uma daquelas notícias recorrente sobre a qualidade de nossas escolas públicas.

Um dos mais importantes jornais do mundo, o “NYT” está pedindo doação em dinheiro aos americanos. Motivo: quer entregar de graça jornais para escolas públicas de todo os Estados Unidos.

A ideia central é a seguinte: a leitura de um jornal de qualidade ajudaria a educação dos estudantes. É um negócio, óbvio, para o jornal, que vai cativar leitores e aumentar suas vendas. Mas também é um bom negócio ao país. E custa quase nada para quem faz a doação. Portanto, é também uma boa para quem quer ajudar alguém e não tem muito dinheiro.

Fico imaginando quantas críticas mesquinhas seriam feitas, no Brasil, contra uma campanha contra desse tipo. Ainda temos muito a aprender sobre a importância da responsabilidade individual diante de problemas coletivos.

Em essência, nós, brasileiros, falamos muito em direitos e pouco em deveres. Sou dos que acham que deveríamos ensinar, desde a escola, que trabalho comunitário não é favor, mas obrigação.

Todos deveríamos, pelo menos, ajudar a escola pública no bairro.

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Assunto polêmico

Estudantes da Universidade de São Paulo (USP), que tiverem condições, terão que pagar por suas mensalidades. Pelo menos é o que o candidato ao governo de São Paulo pelo PSB, Paulo Skaf, comunicou após oficializar sua candidatura.

“Na hora de entrar na USP, quem estuda? Filho de rico ou filho de pobre?” questionou o candidato.

O jornalista Gilberto Dimenstein declarou que “já ficaria satisfeito se todos os alunos que ganham ensino superior gratuito fossem obrigados a dar ajuda comunitária em suas especialidades”.

Polêmico o assunto, hein?

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